terça-feira, maio 5, 2026

Autor: Redação

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Frente Parlamentar da Agropecuária e CNA se reúnem para discutir Plano Clima



A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reúnem nesta terça-feira (19) para discutir ajustes no Plano Clima, do governo federal, que traz uma radiografia do cenário ambiental do Brasil perante ao mundo a ser apresentado durante a COP 30, em Belém (PA).

Para essas entidades, que têm uma ampla representatividade do setor agropecuário brasileiro, o plano ele precisa ser melhorado. De acordo com a FPA, há cinco pontos que coloca o Brasil em uma situação confortável:

  • Base legal forte e histórica
  • Código florestal
  • Meta zero de desmatamento até 2030
  • Transparência e controle judicial
  • Rastreabilidade e provas de conformidade

Por parte e do governo, o Plano Clima está sendo reformulado em três eixos: mitigação, adaptação e estratégias na definição de ações de enfrentamento a mudança do clima no Brasil até 2035. O país também defende a viabilização de um financiamento de US$ 1,3 trilhão para os países em desenvolvimento até 2035.



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Abiove e Anec se pronunciam sobre suspensão da Moratória da Soja



O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aceitou, na noite de segunda-feira (18), uma medida cautelar que determina a suspensão imediata da Moratória da Soja, pacto que busca impedir que traders de soja comprem de produtores que tenham desmatado áreas na região amazônica após julho de 2008, data de publicação do Código Florestal.

O processo teve início a partir de representações feitas por quatro entidades: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Em nota técnica, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) acusa 30 grandes empresas exportadoras de formação de cartel e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) de indução à conduta uniforme.

Respostas das acusadas

Em nota, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) disse que foi surpreendida com a decisão da SG do Cade e a recebe com extrema preocupação. “A Moratória da Soja é um pacto multissetorial firmado com a sociedade civil, o Ministério do Meio Ambiente e o Ibama, entre outros, e nos seus mais de 18 anos de vigencia trouxe grandes beneficios para todo o setor sojicultor”, destaca.

A entidade afirma que deverá adotar as medidas administrativas cabíveis para recorrer da decisão enquanto mantém o mesmo espírito de total colaboração com o Cade.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), por sua vez, também afirma que recebeu com surpresa a decisão do Cade de instaurar processo administrativo para investigar alegações relacionadas à Moratória da Soja. A Associação reafirma que a iniciativa é um pacto multisetorial e é reconhecido pela União, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), como uma política pública ambiental, que vige há mais de 20 anos.

“A entidade reitera seu compromisso com a legalidade e informa que tomará as medidas cabíveis de defesa, além de colaborar de forma plena e transparente com as autoridades competentes, prestando todos os esclarecimentos necessários para o devido andamento do processo”.



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Pecuária de cria: nutrição da vacada na seca é chave para alta prenhez


Pecuaristas, a nutrição da vacada é um dos pilares para uma pecuária de cria de sucesso. O baixo valor nutricional das pastagens na seca é um fator restritivo que impacta o ganho de peso e, principalmente, o desempenho das vacas de cria, que precisam de um bom escore corporal para a estação de monta na primavera. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta terça-feira (19), o programa Giro do Boi recebeu o pós-doutor em zootecnia Rodrigo Gomes, pesquisador da Embrapa Gado de Corte, para a semana especial “Suplementação na Seca”.

Ele trouxe dicas valiosas para manter os índices produtivos e reprodutivos em níveis satisfatórios.

Diferimento e suplementação: estratégias para a seca

Lote de novilhas para a estação de monta. Foto: Divulgacao

Cerca de 80% do rebanho de corte brasileiro é terminado em pastagem, o que torna a seca um período desafiador.

Para driblar a falta de forragem, o produtor precisa de planejamento. As estratégias de menor custo incluem:

  • Diferimento de pastagem: É a vedação de uma área no outono para acumular massa, que será utilizada em julho, agosto e setembro. A suplementação é usada para melhorar o aproveitamento desse volumoso.
  • Suplementação na seca: Para quem não fez o diferimento, a aquisição de volumosos (feno, silagem) ou o aumento do nível de suplementação são as alternativas. Em uma recria intensiva, a recomendação é 1% do peso vivo em ração. Para animais de abate, a TIP (Terminação Intensiva a Pasto) é uma excelente opção, com ração de 2% do peso vivo para machos inteiros.

O desafio da vacada de cria na seca

Gado em pastagem na seca. Foto: ReproduçãoGado em pastagem na seca. Foto: Reprodução
Gado em pastagem na seca. Foto: Reprodução

A vaca de cria enfrenta um grande desafio na seca, pois o pasto tem o menor teor de proteína bruta e a oferta é baixa.

Nesse período, ela está com um feto em desenvolvimento e precisa de nutrientes para o bezerro e para manter seu escore corporal.

Se a vaca estiver em escore ruim, ela não vai emprenhar na estação de monta, e o desenvolvimento do bezerro também será comprometido.

Para as vacas de cria, a recomendação de Rodrigo Gomes é:

  • Suplementação proteica energética: Cerca de 3 gramas por quilo de peso vivo, o que ajuda a segurar a condição corporal.
  • Desmama antecipada ou precoce: Em bezerros de cerca de 6 meses, a desmama antecipada alivia a carga sobre a vaca, dando a ela mais chances de emprenhar na próxima estação. O bezerro também pode ser suplementado com DDG, por exemplo, que se encaixa perfeitamente nesse processo.

A geada queima o pasto, mas o valor nutricional permanece. No entanto, o animal consome pouco essa forrageira. A suplementação proteica energética é uma boa recomendação para manter o desempenho do gado.

O segredo da recria e a geada

Bovino em fase de recria no pasto. Foto: ReproduçãoBovino em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução
Bovino em fase de recria no pasto. Foto: Reprodução

A recria intensiva é o grande segredo do confinamento, mas muitas vezes é negligenciada. Pesquisas mostram que uma recria bem-feita resulta em abates precoces e uma carcaça com melhor acabamento.

Sem um bom trabalho na recria, não se consegue fazer o “boi-China”, o boi zero dentes.

Para os pecuaristas que tiveram o pasto queimado pela geada, a suplementação proteica energética é uma boa recomendação. Em caso de geada muito forte, uma roçada e o fornecimento de ração podem acelerar a rebrota da pastagem.



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Fundo disponibiliza R$ 31 milhões para produtores de café prejudicados por geadas



Os cafeicultores que tiveram suas lavouras impactadas por geadas têm à disposição o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), principal instrumento de financiamento do setor. Para a safra 2025/2026, estão disponíveis até R$ 31,3 milhões por meio da linha de crédito para recuperação de cafezais danificados, recurso que visa auxiliar na recomposição de áreas afetadas por adversidades climáticas.

O Funcafé é uma política consolidada, voltada para dar suporte aos produtores em todas as etapas da cadeia produtiva do café, desde a comercialização e a estocagem até o custeio e os investimentos. No caso específico da recuperação de cafezais, os recursos podem ser utilizados para tratos culturais, replantio e demais práticas necessárias à revitalização das lavouras atingidas, garantindo a sustentabilidade da atividade.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Além de oferecer condições diferenciadas de financiamento, o fundo desempenha papel estratégico na preservação da renda do produtor e na manutenção da cafeicultura como atividade econômica fundamental para o Brasil, que segue como maior produtor e exportador mundial de café.

Segundo o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, o Funcafé reafirma seu papel essencial em momentos de adversidade: “A liberação desses recursos mostra a importância do Funcafé como instrumento de segurança para o produtor. Sabemos que eventos climáticos, como as geadas, podem comprometer anos de trabalho e investimento. Por isso, essa linha de crédito é fundamental para garantir a recuperação das lavouras, a estabilidade da renda e a continuidade da produção cafeeira no país.”

Com essa linha de crédito, os cafeicultores prejudicados pelas geadas têm à disposição um mecanismo concreto para retomar sua produção, proteger sua propriedade e assegurar o futuro de suas famílias.

Para a safra 2025/2026, o Funcafé contará com aproximadamente R$ 7 bilhões, um aumento de 4,37% em comparação com os valores contratados na safra passada, que foi de R$6,8 bilhões.



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AgroNewsPolítica & Agro

Em edição histórica, Dia do Algodão celebra 25 anos da Abapa e conecta tradição e inovação


Quarta edição do evento, e momento alto da programação de celebrações ao aniversário de 25 anos da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), o Dia do Algodão 2025 já entra para a série histórica não apenas como o maior em público – cerca de 1,7 mil pessoas este ano, contra aproximadamente 1,4 mil em 2024 – como também o mais inovador e emocionante dentre todos já realizados. 

Com novo formato, mais dinâmico e interativo, o Dia do Algodão teve a programação estendida ao longo de todo o dia, e os participantes puderam circular entre estações temáticas simultâneas, em uma estrutura que integrou tecnologia, sustentabilidade, gestão, educação, moda, inovação e mercado. O evento ocorreu na fazenda Santana do Grupo Franciosi, em Riachão das Neves (BA), reunindo entre produtores rurais, pesquisadores, estudantes, empresários e autoridades. 

Entre as autoridades presentes, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; o secretário estadual de Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Agricultura (Seagri), Pablo Barrozo; a secretária estadual de Desenvolvimento Urbano, Jusmari Oliveira; o diretor da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Vinícius Videira; o presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt; o prefeito de Riachão das Neves, Moab Santana; o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli; o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs; e o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos.

“Esse Dia de Campo representa o que somos: uma cadeia conectada, que se apoia na ciência, na cooperação e na busca constante por excelência. Ao celebrarmos 25 anos da Abapa, reconhecemos o trabalho de quem construiu essa história e renovamos o compromisso com o futuro da cotonicultura baiana e brasileira”, afirmou Alessandra Zanotto Costa, presidente da entidade.

Na noite anterior, em uma cerimônia para convidados, a Abapa celebrou a passagem do seu Jubileu de Prata. O evento homenageou os pioneiros do algodão na Bahia, relembrando a trajetória dos que, com coragem, ousaram transformar uma região sem tradição para a cotonicultura no segundo maior estado produtor do Brasil, no último quarto de século.

Num ato simbólico, os ex-presidentes da Abapa receberam uma placa comemorativa, enquanto um novelo de linha representativo do legado e do futuro da entidade era passado de mão em mão, entre antecessores e sucessores, desde o primeiro presidente, João Carlos Jacobsen Rodrigues, até a atual, Alessandra Zanotto Costa. 

Além deles, receberam a deferência, em ordem cronológica de gestão, Walter Horita, Isabel da Cunha, Celestino Zanella, Júlio Cézar Busato (representado pelo filho Cézar Busato), e Luiz Carlos Bergamaschi, que também não pôde estar presente. O encontro também marcou a inauguração oficial do novo auditório da sede da Abapa, localizado ao lado da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães.

Na ocasião, o presidente da Anea, Dawid Wajs, prestou uma homenagem à associação. “O Oeste baiano, hoje é um polo de produção moderna, sustentável e tecnológica. E isso só foi possível porque houve visão. Porque houve investimento. Porque houve coragem. A cotonicultura se transformou em vetor de desenvolvimento para a Bahia e para o Brasil. A história que vocês e a Abapa estão escrevendo nesta região é um orgulho para o Brasil inteiro.”

Um dos primeiros entusiastas da cotonicultura no Oeste da Bahia, Luiz Antônio Cansanção, falecido em 2019, recebeu in memoriam, uma homenagem através da família, durante o evento. O pioneiro também foi enfaticamente celebrado no discurso de João Carlos Jacobsen, que leu uma carta assinada em grupo por amigos do homenageado.

Baianidade e brasilidade

Na noite do jantar comemorativo e no próprio Dia do Algodão, dois vídeos deram o tom de emoção às celebrações: o primeiro um documentário resgatando a história do algodão no Oeste da Bahia, e o outro, o jingle “Nosso Algodão”, interpretado pela cantora Ana Mammeto, com participação da Banda Didá e do músico Yacoce Simões. Mais do que peças audiovisuais, eles expressaram a baianidade, conectando o Oeste às tradições culturais da Bahia, e a brasilidade, reafirmando a identidade do algodão como símbolo de origem e de expressão cultural do país.

Mais que um dia de campo

No dia seguinte, na abertura do 4º Dia do Algodão, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reiterou o compromisso com o desenvolvimento do setor e defendeu a atuação conjunta entre governo e produtores. “O papel do governo é não atrapalhar quem produz. Estamos aqui para apoiar, ouvir e construir soluções junto com o setor. A Bahia precisa industrializar, agregar valor, gerar renda e empregos com base em tudo que já produz com excelência. Essa é uma pauta que não pode mais ser adiada”, afirmou.

Durante o evento, o chefe do executivo recebeu um documento com as principais demandas do setor, entregue pela Abapa em conjunto com a Aiba, contendo pautas como infraestrutura logística, energia, licenciamento ambiental e segurança jurídica.

“O agronegócio é, sim, aliado do meio ambiente. Crescemos com sustentabilidade, inovação e tecnologia, e o Oeste dá aula disso. Todos os pedidos apresentados são legítimos e serão analisados com responsabilidade e dentro da legalidade. Tenho plena convicção de que podemos ampliar a produção com uso cada vez mais eficiente da água, gerando mais empregos, renda e desenvolvimento para a região. Essa carta entregue ao governador expressa exatamente isso: um compromisso firme com o futuro do agro baiano”, disse Pablo Barrozo, secretário da Seagri. 

O prefeito de Riachão das Neves, Moab Santana, destacou a relevância do agronegócio para o desenvolvimento regional. “O crescimento do município tem a marca do agro em todos os cantos do nosso território. Temos, atualmente, uma cidade que se desenvolve com o apoio direto de famílias e empresas que acreditaram nessa terra.” Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos, reforçou a importância da conexão entre agro e indústria, lembrando que a valorização do algodão passa também pelo avanço na cadeia de transformação. “O que vimos no Dia do Algodão é a força de um setor organizado, que valoriza a tecnologia, o capital humano e o associativismo. O futuro passa pela agregação de valor à produção, e a indústria é um elo essencial nesse processo.”

Reconhecimento aos anfitriões

A família Franciosi, do Grupo Franciosi, também pioneiros no Oeste da Bahia e já com novas gerações assumido posições de comando nos negócios, foi especialmente reverenciada na solenidade de abertura do evento, por ceder a área da fazenda que sediou o Dia do Algodão em 2025.  “Temos muito orgulho de abrir as portas da nossa casa para esse encontro. O sucesso do Dia do Algodão é resultado do esforço coletivo, e nossos colaboradores são parte essencial dessa trajetória”, disse, Valentina Franciosi, responsável por planejar e gerenciar os investimentos estruturais e de longo prazo da empresa em nome da família (Capital Expenditure).

Conhecimento aplicado 

O Dia do Algodão da Abapa vai além do formato de um dia de campo técnico. Em estações temáticas simultâneas, reúne um amplo leque de assuntos — que incluem tecnologia, sustentabilidade, gestão, educação, moda e mercado — promovendo um espaço de troca de conhecimento entre todos os elos da cadeia do algodão. Pela manhã, os participantes tiveram acesso a três Estações do Conhecimento, estruturadas para abordar temas dedicados à evolução da cotonicultura: mercado, inovação e agricultura regenerativa. Com dinâmicas simultâneas, o formato permitiu aos visitantes personalizar sua jornada, escolhendo os assuntos de maior relevância para sua atuação no campo ou na indústria.

Entre os destaques, a Estação 1 contou com a participação de Rodrigo Iafelice dos Santos, ex-CEO da Solinftec e cofundador da AgTrace, que tratou dos modelos de exportação ancorados em tecnologia e novos padrões de consumo. “O consumidor está mais exigente e veloz em suas escolhas, e o algodão produzido no Oeste da Bahia tem tudo para atender essa demanda, com qualidade, rastreabilidade e inteligência. O Dia do Algodão mostra que o agro brasileiro está pronto para esse novo ciclo”, destacou.

A Estação 2, dedicada às “Soluções efetivas para a Agricultura Regenerativa”, foi conduzida por Rodrigo Buffon, da SPD Soil Diagnostic, que apresentou práticas de manejo baseadas em diagnósticos de solo, uso de plantas de cobertura e estratégias de resiliência agronômica.  “É um privilégio poder aprender e compartilhar com produtores e técnicos de altíssimo nível. A agricultura regenerativa conversa diretamente com produtividade e bem-estar. E isso se reflete na ousadia dos produtores do Oeste baiano, que buscam inovação com responsabilidade ambiental. Com diagnósticos adequados, conseguimos regenerar solos em pouco tempo, promovendo equilíbrio químico, físico e biológico”, explicou.

Na Estação 3, a Abrapa promoveu o painel “Estratégia para o algodão brasileiro”, com mediação de Luciano Thomé de Castro, da Markestrat. O debate reuniu representantes de grandes grupos e entidades da cadeia da fibra, como Gustavo Piccoli (Abrapa), Dawid Wajs (Anea / Louis Dreyfus Company), Miguel Prado (Santa Colomba) e Aurélio Pavinato (SLC Agrícola), em uma discussão sobre os rumos estratégicos do algodão no Brasil, com foco em competitividade, agregação de valor, sustentabilidade e presença global.

“Iniciativas como esta são fundamentais para o fortalecimento da cotonicultura brasileira, pois proporcionam troca de conhecimento, atualização técnica e integração do setor. Tenho certeza de que os produtores saíram daqui mais preparados para aplicar novas soluções em suas propriedades”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli. 

Cultivares em destaque

Em paralelo às estações temáticas, os visitantes também puderam acompanhar as Estações de Cultivares, conduzidas pelos especialistas Luís Kasuya (Kasuya Inteligência Agronômica) e Eleusio Curvelo Freire (Embrapa). O objetivo foi oferecer uma visão aprofundada sobre novas variedades de algodão, seu desempenho em campo, resistência a pragas, qualidade da fibra e aspectos relacionados à produtividade sustentável.

Mercado Têxtil 

No período da tarde, os debates se deslocaram para o Espaço Principal, com discussões sobre os rumos do setor têxtil e de confecção, conectando a produção da fibra no campo com os desafios da moda, do consumo e da sustentabilidade no varejo. 

O painel “A visão de futuro – Setor têxtil e de confecção”, conduzido por Marcelo Ramos, gerente de Desenvolvimento Estratégico Sustentável do Senai CETIQT, trouxe reflexões sobre as transformações em curso na indústria têxtil e os novos paradigmas que moldam o comportamento do consumidor e os modelos de produção.  “Quando falamos de algodão, falamos de uma agricultura cada vez mais regenerativa, tecnológica e conectada com os anseios do consumidor moderno. É necessário mostrar de forma transparente o impacto e a origem da peça. É isso que vai diferenciar o produto e fortalecer toda a cadeia, do campo à loja”, destacou.

A diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Movimento Sou de Algodão, Silmara Ferraresi, apresentou a iniciativa que mira o posicionamento do algodão brasileiro no mercado nacional por meio da moda e do engajamento com o consumidor. “Não se trata apenas de falar sobre o nosso trabalho, mas de construir reputação a partir da atitude, da consistência e do olhar de quem nos acompanha. Engajamos todos os elos da cadeia, desde o produtor até o consumidor final, com ações concretas e presença contínua”, afirmou.

Com ativa presença institucional no evento, o estande do movimento Sou de Algodão celebrou os 25 anos da Abapa com a exposição de looks assinados por estilistas baianos e camisetas da campanha SouABR, produzidas com algodão rastreável cultivado por produtores da Bahia, sendo comercializadas para o público presente.

Legado

Um dos momentos simbólicos da programação foi o painel “A força da conexão: o legado e os próximos capítulos da Abapa”, moderado por Alessandra Zanotto Costa, com a participação dos ex-presidentes Celestino Zanella, Walter Horita e João Carlos Jacobsen. O encontro promoveu uma reflexão coletiva sobre os marcos estratégicos que consolidaram a cotonicultura na Bahia, os aprendizados acumulados ao longo de 25 anos e os caminhos que se desenham para o futuro da atividade.

Logo na abertura, Alessandra lançou aos ex-dirigentes uma provocação: qual teria sido a decisão mais estratégica da Abapa nas últimas duas décadas e meia?

Para Jacobsen, a criação do Programa de Incentivo à Cultura do Algodão na Bahia (Proalba) foi o ponto de inflexão. “Foi um passo determinante no início dessa trajetória. Com apoio técnico e estrutura institucional, conseguimos colocar o algodão em posição de destaque e gerar segurança para os produtores investirem”, relembrou.

Walter Horita, por sua vez, destacou o papel do clima e da organização dos produtores na construção da reputação da fibra baiana. “Somos o segundo maior produtor do país, mas com o algodão de melhor qualidade. Isso é resultado não apenas do ambiente, mas da postura dos produtores e da conexão entre tecnologia e gestão que sempre guiou o setor. O que estamos colhendo hoje é fruto de trabalho coletivo e visão de longo prazo”, afirmou.

Já Celestino Zanella reforçou que a identidade da Abapa sempre esteve ancorada na capacidade de antecipar desafios. “A decisão mais importante da entidade foi justamente ser quem ela é. Manter o olhar voltado para o futuro, com coragem para inovar e responsabilidade com o presente”, disse. Zanella ainda fez um alerta sobre a concorrência crescente das fibras sintéticas e o papel do Brasil na construção de uma oferta estável e confiável para o mercado internacional: “Temos que mostrar ao mundo que podemos entregar algodão com qualidade, rastreabilidade e responsabilidade. Essa é a nossa vantagem competitiva.”

Alessandra Zanotto encerrou o painel com um agradecimento aos antecessores e um compromisso com os próximos ciclos da entidade. “A força da Abapa está justamente na conexão entre as gerações, na continuidade de princípios e na construção coletiva de um setor que acredita no associativismo como motor de desenvolvimento. Seguimos comprometidos com inovação, sustentabilidade e responsabilidade com cada elo dessa cadeia que ajudamos a fortalecer”, concluiu. “Celebrar os 25 anos da Abapa é reconhecer o esforço coletivo que construiu essa história. São produtores, técnicos, instituições, empresas e entidades que acreditaram no poder da organização, da representatividade e da conexão como base para o crescimento sustentável do setor”, afirmou Alessandra.





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Festa do Peão de Barretos terá transmissão ao vivo no BR IN TV, do grupo Canal Rural



A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, maior evento de rodeio da América Latina, será transmitida com exclusividade pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, entre os dias 21 e 31 de agosto de 2025.

O público poderá acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380).

Experiência inédita nas telas conectadas

A cobertura promete ir além das competições. O BR IN TV levará ao público bastidores, entrevistas e momentos ao vivo diretamente da arena. A iniciativa marca o retorno dos canais do grupo Canal Rural aos grandes eventos equinos após três anos, reforçando o compromisso de aproximar a tradição do rodeio de diferentes públicos.

Segundo Jaqueline Silva, diretora de Programação do Canal Rural e do BR IN TV, a transmissão reforça o valor cultural do evento.

“A Festa do Peão de Barretos é um símbolo da cultura e da tradição brasileira. Poder levá-la com exclusividade às TVs conectadas é uma forma de mostrar cada detalhe da emoção na arena que move o evento”, disse.

Provas emocionantes e tradição preservada

Na grade de programação, os fãs poderão acompanhar provas como Ranch Sorting, Team Penning, Team Roping e Rodeio em Touros (PBR), entre outras atrações. Os apresentadores estarão em clima de festa, trazendo informações, curiosidades e análises sobre cada disputa.

Solidariedade em destaque

Além da transmissão inédita, a cobertura terá um forte viés social. Durante a programação, o público poderá contribuir com o Hospital de Amor de Barretos, referência nacional no tratamento oncológico. As doações poderão ser feitas de forma rápida e segura por meio de um QR Code exibido na tela.

70ª Festa do Peão de Barretos – cobertura ao vivo

  • Data: 21 a 31 de agosto de 2025
  • Onde assistir: BR IN TV nas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380)
  • Ação social: doações para o Hospital de Amor de Barretos via QR Code durante a programação
  • Mais informações: barretos.totalacesso.com



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Morte de cavalo por maus-tratos é investigada pela polícia de São Paulo



A morte de um cavalo ocorrida após maus-tratos está sendo investigada pela Polícia Civil de São Paulo. O episódio ocorreu no último sábado (16), na cidade de Bananal, no interior de São Paulo.

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), o tutor do animal e uma testemunha prestaram depoimento à policia na segunda-feira (18). O caso está sendo investigado como prática de abuso a animal, com agravante pela morte.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Imagens que mostram os maus-tratos estão circulando nas redes sociais e despertando comoção. A cantora Ana Castela e a ativista Luísa Mell chegaram a se pronunciar sobre o espisódio em suas redes, exigindo punição. Ainda de acordo com a SSP, as investigações continuam em andamento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes mais caros elevam cautela de produtores


Os custos dos fertilizantes registram forte alta nos meses que antecedem a safra 2025/26 no Brasil. Segundo relatório semanal da StoneX, entre janeiro e meados de agosto, o preço da Ureia nos portos brasileiros subiu cerca de 33%, enquanto o MAP avançou 19% e o Cloreto de potássio teve alta de 20%.

De acordo com o relatório, a elevação dos preços pode impor desafios aos agricultores brasileiros. O analista de Inteligência de Mercado da empresa, Tomás Pernías, afirmou que “as relações de troca entre a soja e o MAP já estão nos piores níveis dos últimos anos, situação que tende a inibir o consumo desse fertilizante e colocar os agricultores em postura de cautela para planejar novas aquisições de insumos”.

Pernías destacou que a demanda da Índia tem sido um dos principais fatores de sustentação das cotações. “A demanda indiana tem sustentado as cotações desse nitrogenado, e isso, somado a uma queda no preço do milho, reduziu a atratividade das relações de troca no Brasil”, explicou.

Como alternativa, produtores brasileiros têm buscado outras fontes, como sulfato de amônio para nitrogenados e TSP ou SSP no caso de fosfatados. No entanto, a StoneX avalia que a própria demanda interna, com a proximidade da safra, deve reforçar a pressão sobre os preços, reduzindo as chances de recuo no curto prazo. “Esse contexto reforça a necessidade de o produtor adotar um bom gerenciamento de custos e de riscos”, acrescentou Pernías.

Além dos insumos mais caros, o setor enfrenta em 2025 um cenário de crédito mais restrito, o que amplia o desafio financeiro dos produtores rurais.

O relatório também apontou que a escalada de preços não é restrita ao mercado brasileiro. “A Índia, em plena safra Kharif, e até mesmo os Estados Unidos — fora de sua alta temporada de compras — também enfrentam preços elevados no complexo NPK”, disse Pernías.

Segundo o relatório, o movimento está ligado ao aperto entre oferta e demanda global. A China tem reduzido exportações para priorizar o abastecimento interno, enquanto a Índia, um dos maiores importadores mundiais, segue sustentando os preços internacionais.

No cenário geopolítico, incertezas podem agravar o quadro. “Em 2024, a Rússia foi a principal fornecedora de fertilizantes ao Brasil, e qualquer mudança nas dinâmicas comerciais globais pode impactar diretamente o abastecimento nacional”, concluiu Pernías, ao comentar a tarifa anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos indianos, em meio a disputas comerciais relacionadas ao apoio russo.

 





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Rebanho menor e tarifaço pressionam carne bovina nos EUA



O preço da carne bovina vem pesando no bolso do consumidor norte-americano. A alta é resultado da menor oferta de animais nos Estados Unidos, reflexo de problemas climáticos, do ciclo da pecuária e também de restrições comerciais.

Segundo a analista da HN Agro, Isabella Camargo, o rebanho do país chegou, no início de 2025, a 86,7 milhões de cabeças. Esse é o menor volume desde 1951. “Em julho, houve uma recuperação para 94,2 milhões de animais, mas o número ainda é 1% menor do que em 2023”, explica.

Entre os fatores que reduziram o rebanho estão a seca severa enfrentada pelos pecuaristas e a baixa do ciclo pecuário, que aumentou o abate de fêmeas. “Essas vacas deixam de produzir bezerros e bois gordos que estariam disponíveis agora em 2025”.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, em inglês) apontam que a menor disponibilidade de animais levou a uma queda de 2% na produção de carne bovina de janeiro a julho, em comparação ao mesmo período do ano passado. 

A consequência, de acordo com a analista, é clara: preços mais firmes em todos os segmentos, do atacado ao varejo.

Consumidores em alerta

O impacto já aparece no consumo. De acordo com Camargo, a carne moída, uma das mais populares nos lares norte-americanos, registrou alta de 3,3% em julho frente a junho e de 13,5% na comparação anual. Cortes usados em churrasco também ficaram mais caros, com aumento de 9,4% em relação a 2024.

Segundo a analista, outro ponto que dificulta a recomposição do rebanho é a suspensão das exportações de gado vivo do México para os Estados Unidos, devido a problemas sanitários. “Essa medida interrompeu um importante fluxo que ajudava a recompor o plantel norte-americano”, afirma.

Tarifaço já impacta carne bovina

As importações de carne vinham ajudando a equilibrar a oferta, com destaque para Austrália e Brasil. Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 169,2 mil toneladas para os EUA, um crescimento de 106% frente a 2024. No entanto, com a recente taxação imposta ao produto brasileiro, a competitividade caiu.

“Essa carne será redirecionada a outros mercados, mas, na nossa visão, vai fazer falta para os Estados Unidos, principalmente neste momento de oferta limitada”, conclui a especialista.



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Banana: preços da fruta atingem o maior patamar no norte de SC



Na última semana, os preços da banana nanica atingiram o maior patamar do ano no norte catarinense. A variedade de primeira qualidade foi comercializada a R$ 1,80/kg, apresentando alta de 12% sobre o intervalo anterior. 

Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o impulso vem dos baixos volumes colhidos e da maior procura pela variedade. 

Apesar dos aumentos, os valores nesta região estão mais atrativos em comparação com outras praças produtoras que também apresentam oferta reduzida, como São Paulo. 

Frente ao mesmo período do ano anterior, as cotações em SC estão menores, ainda conforme levantamentos do Hortifrúti/Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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