segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Cade acerta ao suspender Moratória da Soja, avalia secretário de Política Agrícola



O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária, Guilherme Campos, classificou como positiva a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que suspendeu o modelo coletivo da Moratória da Soja e abriu processo contra 30 tradings e duas entidades do setor. Para ele, a medida dá previsibilidade ao mercado e reforça que a legislação brasileira deve ser o parâmetro regulatório. A avaliação foi apresentada nos bastidores da Conferência Anual Santander, na terça-feira (19).

“A grande discussão é uma imposição de fora versus uma regulamentação aqui no Brasil. A partir do nosso Código Florestal, está claro o que pode e o que não pode ser feito”, disse Campos. Ele destacou que a decisão “dá clareza sobre a legislação e evita que fique vinculado a operações no mercado, triangulações para escoar a soja que não estava dentro daquilo que se imaginava que poderia ser feito”.

Campos defendeu que discussões como essa sempre serão usadas como tentativa de frear o crescimento do agronegócio brasileiro. “Sempre vão tentar dar uma segurada no Brasil. O país, pelo espaço que conquistou na produção de grãos, proteína animal e bioenergia, vem ocupando posições cada vez mais relevantes e é hoje um grande protagonista”, disse.

Em sua visão, barreiras tarifárias e não tarifárias ainda pesam sobre as exportações nacionais, muitas vezes apoiadas em argumentos que não refletem a realidade do campo.

“Nós temos produção em áreas ocupadas há muito tempo, estamos recuperando terras subaproveitadas, áreas mais cansadas pelo uso. Temos também exemplos importantes, como a logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas – onde o Brasil recicla quase 100% do que é colocado no mercado, sendo referência mundial.”

Com a entrada em vigor da Regulamentação Europeia de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) prevista para os próximos meses, Campos defendeu que o Brasil tem condições de atender às exigências, mas alertou para a escalada de novas demandas.

“O Brasil está preparado para atender a grande maioria das exigências. Mas são tantas… quando você atende uma, criam outra, e depois mais outra. Em um, dois anos, sempre surge uma nova. Mas vamos dar conta”, disse.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Entidades do setor cafeeiro voltam a registrar preocupação com tarifas dos…


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As associações ligadas ao setor cafeeiro no Brasil emitiram novas notas públicas a respeito da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos sobre o café nacional. Em todos os casos a preocupação continua sobre o fato do produto não ter entrado na lista das isenções, porém, reforçam que as negociações continuam e que seu trabalho com seus pares nos EUA também. 

NOTA CECAFÉ

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) segue atuando, junto aos pares dos Estados Unidos, como a National Coffee Association (NCA), trades, importadoras e redes de cafeteria, assim como brifando o governo com dados e orientações do setor dos cafés do Brasil, com o objetivo de que o café seja incluído em uma lista norte-americana de isenção da taxação, pois se trata de um produto que os EUA não cultivam em escala para atender o mercado interno, lembrando que eles são os maiores consumidores mundiais, absorvendo mais de 24 milhões de sacas ao ano.

Na eventualidade disso não ocorrer, seguiremos trabalhando para que o café entre na lista de isenções do Brasil, sendo excluído da taxação adicional de 40% e passando a ser tributado com os 10% do primeiro anúncio, em abril, o que colocaria o país em condições de igualdade ou até mesmo em vantagem na comparação com os principais concorrentes fornecedores aos EUA. Temos expectativa positiva e mantemos a esperança para que um dos cenários supracitados aconteça.

A respeito de novos mercados, é crescente o consumo em algumas nações da Europa e, em especial, da Ásia, como Índia e China. O Brasil, como maior produtor global, é o único país capaz de atender a essa demanda crescente, contudo, não se trata de uma absorção do volume de 8,1 milhões de sacas que exportamos aos EUA. Não podemos relativizar o mercado norte-americano, que é nosso principal comprador, onde respondemos por 30% da oferta. Ou seja, há uma relação de interdependência entre Estados Unidos e Brasil.

Sobre a notícia da habilitação da China de empresas brasileiras, isso não implica vendas imediatas ou aumento da exportação de café para lá, uma vez que essa comercialização é feita empresa a empresa, ou seja, o eventual aumento dos embarques ao país asiático dependerá da demanda apresentada pelas trades chinesas junto a nossos exportadores.

Atenciosamente,

Marcos Matos
Diretor-geral do Cecafé

NOTA ABICS

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), que representa a totalidade desse segmento industrial no Brasil, manifesta, hoje, com profunda preocupação, a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as importações do café solúvel brasileiro. Essa medida, formalizada por meio de uma ordem executiva em 30 de julho, representa um desafio significativo e sem precedentes para a competitividade do nosso produto no mercado norte-americano.

Os EUA são, historicamente, o principal parceiro comercial e destino do café solúvel brasileiro. Em 2024, as importações norte-americanas do produto do Brasil alcançaram aproximadamente 780 mil sacas de 60 kg, correspondendo a cerca de 20% do total das nossas exportações do segmento. Atualmente, o café solúvel brasileiro responde por mais de 25% do volume importado pelos Estados Unidos, posicionando-nos como o segundo maior fornecedor a esse mercado.

A imposição desta tarifa de 50% coloca o Brasil em uma flagrante desvantagem competitiva. Enquanto o México, nosso principal concorrente, poderá comercializar sem tarifas e outros fornecedores após o Brasil enfrentarão taxas de 10% a, no máximo, 27%, o café solúvel brasileiro será o mais penalizado. Esta decisão não apenas prejudica a indústria brasileira, mas também pode impactar negativamente os consumidores norte-americanos, que se beneficiam da qualidade e do preço competitivo do produto nacional.

Diante deste cenário, a ABICS, em conjunto com as demais associações e entidades ligadas ao agronegócio café, em estreito contato com nossos clientes nos EUA, além das autoridades brasileiras, intensificou os esforços de diálogo e negociação. Nosso objetivo primordial é buscar a reversão desta medida ou, no mínimo, garantir a isenção de tarifas para todos os cafés do Brasil, tanto em suas formas in natura quanto industrializadas.

Continuaremos a trabalhar incansavelmente, em sinergia, para defender os interesses de nossos associados e assegurar que o café solúvel brasileiro mantenha seu merecido espaço no mercado global. Estamos confiantes que o bom senso prevalecerá e que uma solução justa e equilibrada será alcançada para preservar um mercado estratégico para o Brasil e para os consumidores norte-americanos.

Atenciosamente,

Aguinaldo Lima
Diretor executivo da ABICS

Veja também o vídeo de Vinícius Estrela, diretor executivo da BSCA:





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Estatal da China faz reunião com Ministério dos Transportes de olho em leilões de ferrovias



O secretário nacional de Transporte Ferroviário, do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro, se reuniu com representantes da empresa estatal chinesa CCCC (China Communications Construction Company Limited) na terça-feira (19) para para discutir investimentos no setor ferroviário brasileiro.

A expectativa é que a colaboração entre Brasil e China contribua para a modernização e expansão da malha ferroviária nacional, promovendo a redução dos custos logísticos, o fortalecimento da infraestrutura e a criação de rotas alternativas para o escoamento de grãos e minérios.

Em julho, os governos dos dois países assinaram uma parceria para permitir a ligação do Brasil com o porto de Chancay, no Peru, a fim de facilitar as exportações brasileiras para China, reduzindo tempo e custos.

Durante o encontro, também foi abordada a possibilidade de implementação de modelos de negócios inovadores, como o Transit Oriented Development (TOD), que combina projetos ferroviários com exploração imobiliária.

“Estamos avaliando essa possibilidade para futuros projetos de transporte de passageiros no Brasil”, disse o secretário.

Leilões

O diretor externo da CCCC Limited, Liu Hui, expressou o interesse da empresa no setor ferroviário brasileiro em acompanhar os leilões e roadshows promovidos pelo Ministério dos Transportes.

“Vamos manter a troca de informações e continuar próximos aos projetos em andamento, principalmente o corredor Fico-Fiol, pois queremos entender melhor e participar dos estudos, a fim de trazer soluções técnicas e econômicas”, declarou.

O corredor Fico-Fiol é um projeto do governo federal que pretende conectar a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A iniciativa tem como objetivo formar um grande corredor de exportação brasileiro. Este corredor também cruza com a Ferrovia Norte-Sul e conecta as regiões produtoras do Centro-Oeste e Oeste brasileiro diretamente a portos importantes, passando pelos estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia.



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Exportação de carne bovina deve crescer mais de 6% em 2025



A exportação de carne bovina do Brasil deverá aumentar 6,24% em 2025 e atingir 4,448 milhões de toneladas, segundo estimativa de Safras & Mercado. Em 2024, os embarques atingiram 4,187 milhões de toneladas

As importações de carne bovina do Brasil neste ano deverão somar 44,1 mil toneladas, 6,02% abaixo das 46,9 mil toneladas adquiridas em 2024. A produção de carne bovina pelo Brasil em 2025 deve chegar a 10,881 milhões de toneladas, 1,56% acima do volume registrado em 2025, de 10,714 milhões de toneladas.

Devem ser disponibilizadas no mercado interno 6,476 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, recuo de 1,47% na comparação com as 6,573 milhões de toneladas ofertadas em 2024.

Recorde

De acordo com a o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mesmo com o tarifaço, o Brasil deve bater recorde de exportação de carne bovina este ano. Segundo Iglesias, esse estimativa se deve aos bons números do primeiro semestre de 2025, já que os embarques de proteína animal foram quase 100% maiores que o mesmo período do anos passado.

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No mês de julho, o país bateu recorde de exportações para o período. De acordo com Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as exportações totais do setor no alcançaram US$ 1,726 bilhão, resultado 48,4% maior em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a movimentação foi de 366.920 toneladas, um aumento de 27,4%, registrando novo recorde histórico para um único mês, tanto em receitas como em volume. No ano passado, no mesmo mês, as receitas foram de US$ 1,163 bilhão, com o embarque de 288.014 toneladas



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AgroNewsPolítica & Agro

Energia solar deve gerar 3,6 milhões de empregos



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia”



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia"
“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia” – Foto: Pixabay

A energia solar fotovoltaica está em plena expansão no Brasil e deve alcançar 33% da matriz elétrica nacional até 2030. O avanço da tecnologia, a queda nos custos de instalação e o acesso facilitado a crédito vêm impulsionando a adoção do modelo, que já gerou mais de 1,4 milhão de empregos desde 2012. As projeções indicam que, nos próximos cinco anos, o setor poderá criar mais de 3,6 milhões de postos de trabalho, consolidando-se como um dos principais motores da economia verde.

Para empresas de diversos setores, a adoção da geração própria representa mais do que uma alternativa sustentável: trata-se de uma resposta estratégica a tarifas energéticas elevadas e à pressão por práticas responsáveis. A possibilidade de reduzir em até 95% os custos com eletricidade atrai negócios com alto consumo e pouca previsibilidade de despesas. Além disso, fortalece o posicionamento institucional, reduz riscos e melhora a percepção da marca em um mercado cada vez mais competitivo.

De olho nesse cenário, o Grupo Studio estruturou uma vertical de energia voltada à implantação de sistemas fotovoltaicos em empresas. A atuação abrange desde o diagnóstico técnico e econômico até a execução e monitoramento dos projetos, com foco em transformar custos recorrentes em ativos estratégicos. A proposta busca unir eficiência financeira e compromisso com inovação e sustentabilidade.

“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia, mas de transformar um passivo em ativo estratégico. A energia solar permite que a empresa retome o controle sobre uma das suas maiores despesas operacionais, enquanto avança em compromissos com inovação e sustentabilidade. É uma virada de chave na gestão”, afirma Carlos Braga Monteiro, CEO da empresa.

Com a pressão global por descarbonização e o protagonismo crescente da energia limpa, a transição deixou de ser uma tendência futura e tornou-se urgência estratégica. O avanço da energia solar sinaliza que investir agora pode definir quais empresas estarão na vanguarda da transformação e quais ficarão para trás em um mercado em rápida evolução.

 





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Ministério do Meio Ambiente fala em preocupação com suspensão da Moratória da Soja



O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou, na noite de terça-feira (20), uma nota sobre a decisão preventiva da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou a suspensão da Moratória da Soja sob a alegação de possíveis práticas anticompetitivas.

No comunicado, o MMA afirmou “preocupação” em relação à decisão e destacou a longevidade do pacto.

“O compromisso ambiental formalizado na Moratória da Soja, com participação de agentes econômicos e apoio de órgãos governamentais, possui quase 20 anos de vigência, com resultados inegáveis para a proteção ambiental. A perenidade do acordo indica seu sucesso e a ausência de elementos que possam, por si só, caracterizar um cartel de compra que justifique uma medida preventiva”, diz trecho da nota.

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O ministério também ressaltou os dados positivos alcançados ao longo da vigência do acordo:
“Entre 2006 e 2023, a área dedicada à soja no bioma Amazônia cresceu 427%, sem provocar novos desmatamentos. No mesmo período, o crescimento no restante do Brasil foi de 115%. Além disso, 97,6% do desmatamento ocorrido nesse intervalo não esteve associado à expansão da sojicultura”.

Ainda segundo o MMA, a Moratória da Soja demonstra que é possível conciliar crescimento agrícola com sustentabilidade:

“A experiência da Moratória da Soja mostrou que é possível expandir a produção agrícola de forma competitiva, com ganhos de produtividade, respeito à legislação e proteção dos direitos humanos. Longe de restringir o mercado, o acordo contribuiu para consolidar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de soja produzida sem desmatamento e violações socioambientais”.

Entenda o caso

A Moratória da Soja é um acordo ambiental firmado em julho de 2006 entre entidades representativas dos produtores de soja, organizações não governamentais (ONGs) e o governo federal. Inicialmente prevista para durar dois anos, a iniciativa foi renovada em 2016 por prazo indeterminado. O pacto estabelece medidas para impedir a comercialização de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia.

Na última segunda-feira (19), a Superintendência-Geral do Cade determinou que empresas que comercializam soja suspendam a adesão à Moratória no prazo de 10 dias, sob pena de multa. Para o órgão, o pacto configura um acordo anticompetitivo entre concorrentes e prejudica a exportação do grão.



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Restaurante capixaba fortalece produtores locais e atrai turistas


Nas montanhas do Espírito Santo, em Domingos Martins, a cerca de  50 km da capital, Vitória, está o restaurante Cordillera Mar e Fuego, que vem ganhando destaque por unir sabor, história e valorização da produção agrícola local.

Com um ar nostálgico e uma decoração rústica que acolhe os turistas, o restaurante está sob o comando do chef Paulo Buzon. A casa se firmou como referência em parrilla argentina e frutos do mar, conquistando não apenas prêmios, mas também a fidelidade de clientes e turistas que buscam experiência única e repleta de sabores.

“No ano passado, fui agraciado com a vitória em um reality show de churrasco, o que agregou um valor muito significativo ao restaurante. Neste ano, o restaurante também foi premiado como o melhor restaurante de cozinha contemporânea nas montanhas capixabas”, conta Buzon orgulhoso dos seus 15 anos dedicados à gastronomia.

Comprometido com os detalhes dos pratos e com a qualidade, ele busca pessoalmente cada ingrediente, priorizando os micro e pequenos produtores rurais da região. 

“Só compro os ingredientes de produtores rurais daqui. Isso garante um produto diferenciado, porque podemos conversar diretamente com o produtor e pedir exatamente o que precisamos. Assim como folhas, queijos, embutidos e até ovos chegam frescos”, explica o chef. Atualmente, cerca de 30 produtores locais são beneficiados pelas compras do restaurante.

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Cerveja artesanal e pousada histórica

Na foto, aparece um casal, o home está segurando uma taça de chopp. Na foto, aparece um casal, o home está segurando uma taça de chopp.
Casal Angelo e Regina Rigo na cervejaria Altezza (ES). Foto: Fabiana Bertinelli | Canal Rural

O Cordillera Mar e Fuego está integrado à Cervejaria Altezza, do Angelo Afonso Rigo, que produz cervejas artesanais e recebe turistas desde que, por acaso, decidiu abrir as portas. “Começou sem planejamento. As pessoas vinham, o público cresceu naturalmente e decidimos profissionalizar, abrindo restaurante e, depois, a pousada”, conta Rigo.

A pousada, instalada em um casarão do século XIX preservado, é administrada por Regina, esposa de Rigo, que cuida de cada detalhe da hospedagem. 

“Enquanto ela garante conforto e acolhimento, eu sigo produzindo as cervejas artesanais”, complementa Rigo.

Essa integração de talentos e negócios mostra como o turismo rural pode preservar tradições, gerar renda e encantar visitantes com experiências autênticas e saborosas.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação





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Frente fria associada a ciclone avança e causa instabilidade, veja a previsão do tempo para hoje



A frente fria associada ao ciclone avança no país nesta quarta-feira (20) e espalha as instabilidades sobre todos os estados da região Sul. Ainda durante a madrugada, as áreas de chuva começam a ganhar força sobre o Rio Grande do Sul, com risco de chuva forte e até mesmo temporais localizados. Conforme o deslocamento do sistema, não está descartada a formação de alguma linha de instabilidade sobre Santa Catarina e o interior do Paraná.
Apesar disso, já a partir do início da tarde, as instabilidades começam a perder força nos três estados, com algumas pancadas de chuva mais expressivas apenas sobre o norte paranaense. Além da chuva, os ventos também continuam sendo destaque em toda a região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Entre as áreas de maior atenção, a serra gaúcha e catarinense se destacam, com ventos que podem ultrapassar os 91 km/h. Nas demais áreas da metade leste gaúcha, rajadas de vento de até 90 km/h – sobretudo entre o período da manhã e tarde

No Sudeste, algumas áreas de instabilidade associadas ao deslocamento da frente fria também podem avançar sobre o estado de São Paulo. A partir do período da tarde, haverá condições para que as pancadas de chuva avancem sobre o oeste, sul e litoral paulista, não sendo descartada a ocorrência de chuva pontualmente forte seguida por raios.

Na Grande São Paulo, algumas áreas também podem contar com a ocorrência de pancadas com raios a partir da segunda metade da tarde. Apesar da chuva, outro destaque gira também em torno dos ventos, que começam a soprar ainda no período da manhã, com rajadas de até 50 km/h no interior e leste paulista. Ainda assim, boa parte do estado segue com tempo firme e seco, e o alerta para baixa umidade do ar segue nas horas mais quentes do dia entre o norte e noroeste paulista.

Entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o predomínio continua sendo de tempo aberto, com destaque para o calor que ganha força no decorrer das horas. O interior mineiro segue com umidade relativa do ar em níveis críticos na parte da tarde.

Enquanto no Centro-Oeste, o deslocamento da frente fria também deve influenciar as condições de tempo sobre parte de Mato Grosso do Sul. Ainda pela manhã, as instabilidades começam a ganhar força sobre a metade sul do estado, com risco para fortes pancadas de chuva, seguidas por raios e rajadas de vento – não sendo descartada também a ocorrência de granizo isolado.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

No decorrer das horas subsequentes, essa chuva começa a se espalhar pela porção oeste e central do estado – incluindo Campo Grande –, incidindo ainda por meio de pancadas irregulares, mas que podem cair com maior intensidade. O cenário ainda é de perigo para algumas áreas entre a região central e o sul do estado, onde há risco para temporais com volumes expressivos.

Entre o norte e noroeste, pode chover de maneira isolada já no final do período da tarde. Em Mato Grosso, haverá condições para a ocorrência de algumas pancadas isoladas de chuva sobre o noroeste e sudoeste do estado, em algumas áreas pontuais e sem risco para acumulados significativos. Entre Goiás e o Distrito Federal, o destaque segue sendo o tempo firme, calor e alerta de baixa umidade do ar.

Já no Nordeste, a circulação de ventos que sopram do oceano trazendo umidade ainda pode resultar em episódios de chuva com moderada e eventual forte intensidade no litoral de Alagoas e Pernambuco. Em algumas áreas do sul da Paraíba, também pode chover de maneira isolada e com fraca intensidade. Nas demais regiões do interior e meio-norte nordestino, o tempo segue aberto, marcado pela presença do sol e bastante calor ao longo do dia. Algumas áreas entre o oeste da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão seguem com alerta de baixa umidade do ar à tarde.

E no Norte, as instabilidades seguem concentradas entre o norte do Amazonas, Roraima e o Amapá, ainda com chance para chuva forte ao longo do dia. Algumas áreas da metade sul do Amazonas também podem contar com a ocorrência de pancadas isoladas. Já nos estados do Pará, Tocantins, Acre e Rondônia, o tempo segue predominantemente aberto, sem previsão de chuva significativa, com predomínio de sol e calor ao longo do dia.



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AgroNewsPolítica & Agro

USDA prevê safra recorde de milho em 2025/26



Apesar do crescimento, a produção superou o consumo




Foto: Agrolink

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (18), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as projeções para a safra 2025/26 de milho do país.

De acordo com o relatório, a produção norte-americana foi estimada em 425,26 milhões de toneladas, um aumento de 6,60% em relação a julho de 2025 e 12,61% frente ao mesmo período do ano anterior. O USDA afirmou que esse volume “é o maior já registrado na série histórica e representa o maior crescimento já observado em um único relatório do Departamento”.

O documento apontou ainda que as exportações devem atingir 73,03 milhões de toneladas, avanço de 7,48% em comparação à estimativa anterior e de 1,95% em relação à safra passada. O consumo doméstico foi projetado em 332,25 milhões de toneladas, acréscimo de 4,39% frente à safra 2024/25 e de 2,71% sobre julho de 2025.

Apesar do crescimento, a produção superou o consumo, o que resultou na elevação dos estoques finais, que subiram 27,51% em relação a julho, totalizando 53,77 milhões de toneladas. Diante desse cenário, o preço do contrato de milho para julho de 2026 na CME-Group recuou 0,92% em comparação à última semana.

O Imea destacou que, caso as estimativas sejam confirmadas, “pode haver uma pressão ainda mais forte em Chicago no segundo semestre do ano”.





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AgroNewsPolítica & Agro

Excedente global pressiona preços do açúcar no mercado


O açúcar bruto iniciou 2025 cotado a 19,5 c/lb, atingindo o pico em fevereiro, em meio a perspectivas desfavoráveis para a safra 2024/25 da Índia e preocupações sobre a produção da região Centro-Sul do Brasil em 2025/26. No entanto, os preços recuaram à medida que a produção brasileira se mostrou mais resiliente. A coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint, Lívea Coda, afirmou que “apesar dos desafios, como a produtividade e a qualidade da cana abaixo do esperado, a moagem brasileira deve ultrapassar 600 milhões de toneladas, um resultado sólido em comparação com as safras anteriores, especialmente quando combinado com um mix de açúcar recorde”.

Segundo Coda, “esse resultado, juntamente com as condições favoráveis para a safra 2025/26 no Hemisfério Norte, levou a um ajuste do mercado. Os preços se estabilizaram em torno de 16,5 c/lb, refletindo as expectativas de aumento da oferta em comparação com as safras anteriores. No entanto, a demanda global persistente por açúcar impediu que os preços permanecessem na baixa de junho, de 15,5 c/lb”.

A analista destacou que, durante junho, surgiram especulações sobre um possível desvio do etanol na região Centro-Sul do Brasil. Ela acrescentou que “os preços do açúcar permaneceram atraentes, especialmente nos principais estados produtores de São Paulo e Minas Gerais, que continuaram a impulsionar o mix de açúcar para níveis excepcionalmente altos, mitigando qualquer risco significativo de reduções no resultado do mix”.

Coda observou que a China voltou a se posicionar como principal compradora de açúcar brasileiro durante maio, junho e julho, aproveitando oportunidades de arbitragem e superávit do período. “No nível de 15,5 c/lb, a demanda chinesa voltou ao mercado”, disse.

Ela também comentou sobre a expectativa para os próximos meses: “esperamos que os fluxos comerciais permaneçam baixistas, com um excedente projetado superior a 2,5 milhões de toneladas entre o terceiro trimestre de 2025 e o terceiro trimestre de 2026. Embora fatores sazonais, como o período de entressafra no Brasil e os baixos estoques domésticos de etanol, possam oferecer algum suporte aos preços, o excedente previsto entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025 provavelmente atenuará qualquer impulso de recuperação significativa nos preços que possa ocorrer no início de 2026”.

A analista acrescentou que o aumento da disponibilidade global, especialmente da Índia, também pressiona os preços. “Isso reforça uma perspectiva baixista para o açúcar”, afirmou.

No entanto, Coda ponderou que a baixa expectativa de preços não significa quedas abruptas ou paridade com o etanol. Ela explicou: “uma forte recuperação dos preços provavelmente exigiria interrupções relacionadas ao clima ou mudanças relevantes nos fundamentos, seja do lado da oferta ou da demanda, para alterar a trajetória atual. Por enquanto, não esperamos mudanças significativas”.

De acordo com dados oficiais, a produção de açúcar na safra 2024/25 (abril-março) atingiu 3,75 milhões de toneladas, com moagem de aproximadamente 58,4 milhões de toneladas de cana, ATR de 132 kg/ton e mistura de açúcar de 51%. Lívea Coda explicou que, embora algumas áreas apresentem chuvas acima da média, que podem reduzir ligeiramente o ATR para cerca de 131 kg/ton, “essa queda marginal deve ser mais do que compensada pelo aumento da disponibilidade de cana e por um mix maior de açúcar”.

Atualmente, a produção de açúcar na região está estimada em 3,9 milhões de toneladas, junto com 2,2 bilhões de litros de etanol de cana. Considerando a expansão da capacidade de etanol de milho, incluindo investimentos da Inpasa, a produção total de etanol para 2025/26 pode chegar a 2,75 bilhões de litros.





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