segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Indonésia libera a importação de carne bovina do Brasil



Os governos do Brasil e da Indonésia acordaram os requisitos sanitários para permitir a exportação de carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne brasileiros para o país asiático, segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária ( Mapa).

A Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, com cerca de 283 milhões de habitantes, e seu mercado é considerado estratégico para a proteína animal. O consumo de carne bovina no país vem crescendo nos últimos anos, impulsionado pelo aumento da renda da população e pela expansão da classe média urbana.

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A medida representa uma conquista importante para o Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, e fortalece a parceria comercial com a Indonésia, que em 2024 importou US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, especialmente dos complexos sucroalcooleiro e da soja, fibras e produtos têxteis.



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AgroNewsPolítica & Agro

Bahia deve reduzir área de feijão



Clima reduz área de feijão no estado




Foto: Canva

Segundo o 11º Levantamento de Safra divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a Bahia deve registrar redução da área cultivada de feijão-comum. A entidade informou que a retração está associada a fatores climáticos, como falta de chuva no desenvolvimento da cultura e excesso de precipitações no período da colheita, além da perda de zoneamento, dificuldades no financiamento bancário, recorrência de infestação de mosca-branca, falta de mão de obra, substituição pelo milho e volatilidade de preços na colheita.

De acordo com a Conab, a produtividade diminuiu em relação ao levantamento anterior. A instituição destacou que houve infestação de mosca-branca e que “as vagens das primeiras lavouras implantadas não estão carregadas como esperado”. A análise acrescenta que o excesso de chuvas e as baixas temperaturas no período de floração prejudicaram o desenvolvimento, e que a redução das precipitações pode afetar o enchimento de grãos nas áreas mais recentes, em razão do período prolongado de semeadura em 2025.

A Conab informou ainda que, apesar da boa distribuição de chuvas na região Nordeste, o aporte hídrico foi irregular entre o litoral e o interior. A entidade relatou que períodos de nebulosidade constante e baixas temperaturas podem ter contribuído para a formação de vagens menores.

O levantamento aponta que, no geral, as lavouras seguem em diferentes estágios, entre desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos.

 





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‘Soja pode quadruplicar impacto no PIB com industrialização’, aponta chefe da Embrapa



A produção de soja no Brasil cresceu nas últimas cinco décadas, passando de 9,89 milhões de toneladas em 1974/75 para cerca de 169 milhões de toneladas na safra 2024/25, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para o chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, esse avanço está diretamente ligado ao processo de tropicalização da oleaginosa e à adoção de tecnologias no campo.

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”O incremento contínuo da produtividade foi resultado das recomendações técnicas baseadas em ciência, do uso de maquinário adequado e de melhorias de infraestrutura”, avaliou Nepomuceno durante o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado em Londrina (PR) nesta terça-feira (19).

Na visão do chefe-geral da empresa, o próximo passo é ampliar a agregação de valor à produção. Atualmente, a soja representa 6% do PIB do agronegócio e gera cerca de 2,5 milhões de empregos. “Com maior industrialização, poderíamos quadruplicar esse impacto no PIB e também na geração de empregos”, destacou. Ele citou o potencial de inserir a oleaginosa na chamada transição da química fóssil para a química verde, produzindo plásticos, borracha e asfalto a partir do óleo de soja.

O clima e a soja

As mudanças climáticas, no entanto, trazem novos obstáculos. O pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, lembrou que, de 1970 a 2000, a produtividade avançava de forma estável, mas hoje a volatilidade é maior, mesmo em regiões tradicionais como o Centro-Oeste. A instabilidade do regime de chuvas e as ondas de calor têm impactado principalmente o Sul do país e o Mato Grosso do Sul. Para ele, a solução está em investimentos de longo prazo em manejo de solo, melhoramento genético e políticas públicas consistentes.

Desafios econômicos

Os produtores também relatam desafios econômicos. Fabrício Rosa, diretor da Aprosoja Brasil, destacou que o custo dos defensivos agrícolas, que representava 20% da produção, já chega a 40%. O gasto com sementes também dobrou em proporção. Além disso, ele citou as quebras recentes de safra causadas por secas e inundações, além das dificuldades no comércio internacional provocadas por guerras e pela pandemia de Covid. “Apesar das adversidades, o abastecimento interno e as exportações foram mantidos pela capacidade do país de compensar perdas regionais”, afirmou.

O papel das cooperativas

Outro ponto discutido no seminário foi o papel das cooperativas, responsáveis por cerca de metade da safra nacional. De acordo com Robson Mafioletti, superintendente do Sistema Ocepar, essas organizações têm papel estratégico na difusão de tecnologia e na industrialização do farelo e do óleo de soja, o que contribui para a estabilidade de renda dos produtores. “As cooperativas são fundamentais para orientar a tomada de decisão e agregar valor à produção”, disse.

O evento foi promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades do setor, entre elas Abiove, Acebra, Anec , Aprosoja Brasil e Ocepar. O encontro reforçou que, embora o Brasil seja líder mundial na produção de soja, o futuro do setor dependerá de inovação, agregação de valor e de maior resiliência diante das incertezas climáticas e econômicas.



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Após recorde, produtor planeja safra de grãos sob ‘efeito Trump’



Depois de colherem uma safra histórica de grãos, com um recorde de 345,2 milhões de toneladas, produtores de todo o Brasil já se preparam para iniciar um novo plantio. Apesar do clima de incerteza em razão das tarifas do presidente americano, Donald Trump, os agricultores já compraram os insumos e vão pelo menos manter a mesma área de cultivo, investindo mais em produtividade. “O nosso campo não tem como parar”, diz o produtor rural Invaldo Weiss, de Santa Carmen, em Mato Grosso.

O plantio da soja, principal produto agrícola brasileiro, começa em setembro e os produtores têm menos de um mês para uma definição sobre o tamanho da área cultivada. O período será marcado por duas expectativas: a chegada das chuvas e o tarifaço de Trump.

O chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, diz acreditar que, mesmo com o cenário incerto, o país vai continuar batendo recordes de produção. “O milho, que teve um desempenho histórico nesta safra, continuará avançando, e a soja irá além das 170 milhões de toneladas que tivemos agora. Se não houver uma questão climática grande, vamos até aumentar esses patamares.”

Do ponto de vista agronômico, segundo o especialista, a perspectiva no caso da soja é de continuar aumentando a produção na faixa de 1% a 2% ao ano. Ele lembra que o principal cliente brasileiro para o grão é a China, e isso não será afetado de forma direta pelo tarifaço. “Se sair um acordo na linha do que o Trump cobra, de que os chineses comprem mais soja americana, isso pode afetar o poder de decisão do produtor, se ele vai plantar mais ou menos.”

Weiss diz que a alternativa é plantar. “Tivemos uma safra muito boa, com produtividade excelente para soja e milho, mas sabemos que o cenário agora é outro. Não vamos ampliar, mas vamos plantar as áreas que já temos, pois os adubos e as sementes estão comprados.”

Sul

O presidente do Sindicato Rural de Santo Ângelo (RS), Laurindo Nikititz, diz que no Sul há uma situação diferenciada do restante do quadro do país. “Enfrentamos quatro estiagens e uma enchente severa que descapitalizaram os produtores. Tivemos redução de 30% na área de trigo de inverno e os investimentos foram mais baixos. Como o produtor está inadimplente no sistema financeiro, os recursos foram poucos.” Ele estima que as áreas com milho e soja continuarão iguais. “Mas não teremos grande produtividade por falta de investimento maior nas lavouras.”

Nikititz espera que haja uma repactuação das dívidas por um prazo de 10 a 12 anos com juros acessíveis para que o produtor possa cumprir com suas obrigações. “Mesmo que o clima colabore, não teremos uma colheita exemplar.”

Estimativa para a safra

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do governo federal, diz que as primeiras estimativas para a safra 2025/26 serão disponibilizadas no início de setembro. Nas próximas semanas, os técnicos vão a campo colher informações. Com a colheita recorde obtida na safra 2024/25, de 345,2 milhões de toneladas, a maior oferta de grãos já causou impacto nos preços de mercado, que estão em patamares inferiores às cotações observadas no mesmo período da safra anterior.

A maior queda de preços atingiu o arroz, o que levou o governo federal a lançar ações de apoio aos produtores. Na quarta-feira passada, a Conab autorizou a compra de arroz por meio de contratos de opção (COV) de produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Além dos leilões da COV, a Conab foi autorizada a adquirir até 20 mil toneladas do grão por meio de aquisição do governo federal (AGF). O governo afirma que a boa produção, além de suprir o consumo interno, possibilitou um aumento nas exportações.

Segundo a Conab, a maior disponibilidade de soja, milho e arroz tem possibilitado a recuperação dos estoques de passagem, o que é bom para o mercado. A colheita de algodão também atinge um novo recorde, o que permite que as vendas internacionais apresentem crescimento, sem impacto nos estoques de passagem da fibra.

A companhia avalia que as tarifas americanas não terão impacto sobre os preços dos fertilizantes e defensivos porque os Estados Unidos não se configuram como um importante fornecedor do insumo. Além disso, o produtor brasileiro já comprou a maior parte do que precisa para a futura safra.

O volume de fertilizantes importados pelo Brasil no primeiro semestre de 2025 alcançou 19,41 milhões de toneladas – crescimento de 9,29% frente ao mesmo período do ano anterior. A maior entrada foi pelo Porto de Paranaguá, no Paraná, com 5,14 milhões de toneladas, seguido pelos terminais do Arco Norte e de Santos. Para o órgão federal, esse é um indicativo de que os produtores continuarão investindo em aumento de produtividade.

Lagarta

Um componente novo no cenário agrícola nacional é o reaparecimento da lagarta-do-cartucho, praga que havia sido controlada com a biotecnologia VIP, usada em sementes de milho. A volta da lagarta indica que a ferramenta de resistência e controle da praga perdeu a eficácia, segundo a pesquisadora Mariana Ortega, da Fundação Mato Grosso.

“Normalmente, os produtores planejam fazer duas ou três aplicações de inseticidas no milho, mas este ano houve casos de produtores que tiveram de fazer seis ou até sete devido à baixa eficiência das biotecnologias”, diz.

A Conab diz que tem acompanhado as ocorrências da lagarta-do-cartucho durante as viagens de campo para levantamento da safra, nas principais regiões produtoras.

Para Nepomuceno, da Embrapa, esse problema aparece quando se repetem os plantios dos mesmos cultivares, como é a prática no Brasil. Uma das formas de controle seria o manejo mantendo áreas de refúgio com sementes de milho sem a tecnologia para o controle biológico da praga. Ele avalia que a incidência ainda é pontual e não deve comprometer a produção.



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Cade acerta ao suspender Moratória da Soja, avalia secretário de Política Agrícola



O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária, Guilherme Campos, classificou como positiva a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que suspendeu o modelo coletivo da Moratória da Soja e abriu processo contra 30 tradings e duas entidades do setor. Para ele, a medida dá previsibilidade ao mercado e reforça que a legislação brasileira deve ser o parâmetro regulatório. A avaliação foi apresentada nos bastidores da Conferência Anual Santander, na terça-feira (19).

“A grande discussão é uma imposição de fora versus uma regulamentação aqui no Brasil. A partir do nosso Código Florestal, está claro o que pode e o que não pode ser feito”, disse Campos. Ele destacou que a decisão “dá clareza sobre a legislação e evita que fique vinculado a operações no mercado, triangulações para escoar a soja que não estava dentro daquilo que se imaginava que poderia ser feito”.

Campos defendeu que discussões como essa sempre serão usadas como tentativa de frear o crescimento do agronegócio brasileiro. “Sempre vão tentar dar uma segurada no Brasil. O país, pelo espaço que conquistou na produção de grãos, proteína animal e bioenergia, vem ocupando posições cada vez mais relevantes e é hoje um grande protagonista”, disse.

Em sua visão, barreiras tarifárias e não tarifárias ainda pesam sobre as exportações nacionais, muitas vezes apoiadas em argumentos que não refletem a realidade do campo.

“Nós temos produção em áreas ocupadas há muito tempo, estamos recuperando terras subaproveitadas, áreas mais cansadas pelo uso. Temos também exemplos importantes, como a logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas – onde o Brasil recicla quase 100% do que é colocado no mercado, sendo referência mundial.”

Com a entrada em vigor da Regulamentação Europeia de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) prevista para os próximos meses, Campos defendeu que o Brasil tem condições de atender às exigências, mas alertou para a escalada de novas demandas.

“O Brasil está preparado para atender a grande maioria das exigências. Mas são tantas… quando você atende uma, criam outra, e depois mais outra. Em um, dois anos, sempre surge uma nova. Mas vamos dar conta”, disse.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Entidades do setor cafeeiro voltam a registrar preocupação com tarifas dos…


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As associações ligadas ao setor cafeeiro no Brasil emitiram novas notas públicas a respeito da entrada em vigor das tarifas dos Estados Unidos sobre o café nacional. Em todos os casos a preocupação continua sobre o fato do produto não ter entrado na lista das isenções, porém, reforçam que as negociações continuam e que seu trabalho com seus pares nos EUA também. 

NOTA CECAFÉ

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) segue atuando, junto aos pares dos Estados Unidos, como a National Coffee Association (NCA), trades, importadoras e redes de cafeteria, assim como brifando o governo com dados e orientações do setor dos cafés do Brasil, com o objetivo de que o café seja incluído em uma lista norte-americana de isenção da taxação, pois se trata de um produto que os EUA não cultivam em escala para atender o mercado interno, lembrando que eles são os maiores consumidores mundiais, absorvendo mais de 24 milhões de sacas ao ano.

Na eventualidade disso não ocorrer, seguiremos trabalhando para que o café entre na lista de isenções do Brasil, sendo excluído da taxação adicional de 40% e passando a ser tributado com os 10% do primeiro anúncio, em abril, o que colocaria o país em condições de igualdade ou até mesmo em vantagem na comparação com os principais concorrentes fornecedores aos EUA. Temos expectativa positiva e mantemos a esperança para que um dos cenários supracitados aconteça.

A respeito de novos mercados, é crescente o consumo em algumas nações da Europa e, em especial, da Ásia, como Índia e China. O Brasil, como maior produtor global, é o único país capaz de atender a essa demanda crescente, contudo, não se trata de uma absorção do volume de 8,1 milhões de sacas que exportamos aos EUA. Não podemos relativizar o mercado norte-americano, que é nosso principal comprador, onde respondemos por 30% da oferta. Ou seja, há uma relação de interdependência entre Estados Unidos e Brasil.

Sobre a notícia da habilitação da China de empresas brasileiras, isso não implica vendas imediatas ou aumento da exportação de café para lá, uma vez que essa comercialização é feita empresa a empresa, ou seja, o eventual aumento dos embarques ao país asiático dependerá da demanda apresentada pelas trades chinesas junto a nossos exportadores.

Atenciosamente,

Marcos Matos
Diretor-geral do Cecafé

NOTA ABICS

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), que representa a totalidade desse segmento industrial no Brasil, manifesta, hoje, com profunda preocupação, a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre as importações do café solúvel brasileiro. Essa medida, formalizada por meio de uma ordem executiva em 30 de julho, representa um desafio significativo e sem precedentes para a competitividade do nosso produto no mercado norte-americano.

Os EUA são, historicamente, o principal parceiro comercial e destino do café solúvel brasileiro. Em 2024, as importações norte-americanas do produto do Brasil alcançaram aproximadamente 780 mil sacas de 60 kg, correspondendo a cerca de 20% do total das nossas exportações do segmento. Atualmente, o café solúvel brasileiro responde por mais de 25% do volume importado pelos Estados Unidos, posicionando-nos como o segundo maior fornecedor a esse mercado.

A imposição desta tarifa de 50% coloca o Brasil em uma flagrante desvantagem competitiva. Enquanto o México, nosso principal concorrente, poderá comercializar sem tarifas e outros fornecedores após o Brasil enfrentarão taxas de 10% a, no máximo, 27%, o café solúvel brasileiro será o mais penalizado. Esta decisão não apenas prejudica a indústria brasileira, mas também pode impactar negativamente os consumidores norte-americanos, que se beneficiam da qualidade e do preço competitivo do produto nacional.

Diante deste cenário, a ABICS, em conjunto com as demais associações e entidades ligadas ao agronegócio café, em estreito contato com nossos clientes nos EUA, além das autoridades brasileiras, intensificou os esforços de diálogo e negociação. Nosso objetivo primordial é buscar a reversão desta medida ou, no mínimo, garantir a isenção de tarifas para todos os cafés do Brasil, tanto em suas formas in natura quanto industrializadas.

Continuaremos a trabalhar incansavelmente, em sinergia, para defender os interesses de nossos associados e assegurar que o café solúvel brasileiro mantenha seu merecido espaço no mercado global. Estamos confiantes que o bom senso prevalecerá e que uma solução justa e equilibrada será alcançada para preservar um mercado estratégico para o Brasil e para os consumidores norte-americanos.

Atenciosamente,

Aguinaldo Lima
Diretor executivo da ABICS

Veja também o vídeo de Vinícius Estrela, diretor executivo da BSCA:





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Estatal da China faz reunião com Ministério dos Transportes de olho em leilões de ferrovias



O secretário nacional de Transporte Ferroviário, do Ministério dos Transportes, Leonardo Ribeiro, se reuniu com representantes da empresa estatal chinesa CCCC (China Communications Construction Company Limited) na terça-feira (19) para para discutir investimentos no setor ferroviário brasileiro.

A expectativa é que a colaboração entre Brasil e China contribua para a modernização e expansão da malha ferroviária nacional, promovendo a redução dos custos logísticos, o fortalecimento da infraestrutura e a criação de rotas alternativas para o escoamento de grãos e minérios.

Em julho, os governos dos dois países assinaram uma parceria para permitir a ligação do Brasil com o porto de Chancay, no Peru, a fim de facilitar as exportações brasileiras para China, reduzindo tempo e custos.

Durante o encontro, também foi abordada a possibilidade de implementação de modelos de negócios inovadores, como o Transit Oriented Development (TOD), que combina projetos ferroviários com exploração imobiliária.

“Estamos avaliando essa possibilidade para futuros projetos de transporte de passageiros no Brasil”, disse o secretário.

Leilões

O diretor externo da CCCC Limited, Liu Hui, expressou o interesse da empresa no setor ferroviário brasileiro em acompanhar os leilões e roadshows promovidos pelo Ministério dos Transportes.

“Vamos manter a troca de informações e continuar próximos aos projetos em andamento, principalmente o corredor Fico-Fiol, pois queremos entender melhor e participar dos estudos, a fim de trazer soluções técnicas e econômicas”, declarou.

O corredor Fico-Fiol é um projeto do governo federal que pretende conectar a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico) com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A iniciativa tem como objetivo formar um grande corredor de exportação brasileiro. Este corredor também cruza com a Ferrovia Norte-Sul e conecta as regiões produtoras do Centro-Oeste e Oeste brasileiro diretamente a portos importantes, passando pelos estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia.



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Exportação de carne bovina deve crescer mais de 6% em 2025



A exportação de carne bovina do Brasil deverá aumentar 6,24% em 2025 e atingir 4,448 milhões de toneladas, segundo estimativa de Safras & Mercado. Em 2024, os embarques atingiram 4,187 milhões de toneladas

As importações de carne bovina do Brasil neste ano deverão somar 44,1 mil toneladas, 6,02% abaixo das 46,9 mil toneladas adquiridas em 2024. A produção de carne bovina pelo Brasil em 2025 deve chegar a 10,881 milhões de toneladas, 1,56% acima do volume registrado em 2025, de 10,714 milhões de toneladas.

Devem ser disponibilizadas no mercado interno 6,476 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, recuo de 1,47% na comparação com as 6,573 milhões de toneladas ofertadas em 2024.

Recorde

De acordo com a o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mesmo com o tarifaço, o Brasil deve bater recorde de exportação de carne bovina este ano. Segundo Iglesias, esse estimativa se deve aos bons números do primeiro semestre de 2025, já que os embarques de proteína animal foram quase 100% maiores que o mesmo período do anos passado.

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No mês de julho, o país bateu recorde de exportações para o período. De acordo com Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), as exportações totais do setor no alcançaram US$ 1,726 bilhão, resultado 48,4% maior em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto a movimentação foi de 366.920 toneladas, um aumento de 27,4%, registrando novo recorde histórico para um único mês, tanto em receitas como em volume. No ano passado, no mesmo mês, as receitas foram de US$ 1,163 bilhão, com o embarque de 288.014 toneladas



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AgroNewsPolítica & Agro

Energia solar deve gerar 3,6 milhões de empregos



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia”



“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia"
“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia” – Foto: Pixabay

A energia solar fotovoltaica está em plena expansão no Brasil e deve alcançar 33% da matriz elétrica nacional até 2030. O avanço da tecnologia, a queda nos custos de instalação e o acesso facilitado a crédito vêm impulsionando a adoção do modelo, que já gerou mais de 1,4 milhão de empregos desde 2012. As projeções indicam que, nos próximos cinco anos, o setor poderá criar mais de 3,6 milhões de postos de trabalho, consolidando-se como um dos principais motores da economia verde.

Para empresas de diversos setores, a adoção da geração própria representa mais do que uma alternativa sustentável: trata-se de uma resposta estratégica a tarifas energéticas elevadas e à pressão por práticas responsáveis. A possibilidade de reduzir em até 95% os custos com eletricidade atrai negócios com alto consumo e pouca previsibilidade de despesas. Além disso, fortalece o posicionamento institucional, reduz riscos e melhora a percepção da marca em um mercado cada vez mais competitivo.

De olho nesse cenário, o Grupo Studio estruturou uma vertical de energia voltada à implantação de sistemas fotovoltaicos em empresas. A atuação abrange desde o diagnóstico técnico e econômico até a execução e monitoramento dos projetos, com foco em transformar custos recorrentes em ativos estratégicos. A proposta busca unir eficiência financeira e compromisso com inovação e sustentabilidade.

“Não se trata apenas de reduzir a fatura de energia, mas de transformar um passivo em ativo estratégico. A energia solar permite que a empresa retome o controle sobre uma das suas maiores despesas operacionais, enquanto avança em compromissos com inovação e sustentabilidade. É uma virada de chave na gestão”, afirma Carlos Braga Monteiro, CEO da empresa.

Com a pressão global por descarbonização e o protagonismo crescente da energia limpa, a transição deixou de ser uma tendência futura e tornou-se urgência estratégica. O avanço da energia solar sinaliza que investir agora pode definir quais empresas estarão na vanguarda da transformação e quais ficarão para trás em um mercado em rápida evolução.

 





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Ministério do Meio Ambiente fala em preocupação com suspensão da Moratória da Soja



O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou, na noite de terça-feira (20), uma nota sobre a decisão preventiva da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que determinou a suspensão da Moratória da Soja sob a alegação de possíveis práticas anticompetitivas.

No comunicado, o MMA afirmou “preocupação” em relação à decisão e destacou a longevidade do pacto.

“O compromisso ambiental formalizado na Moratória da Soja, com participação de agentes econômicos e apoio de órgãos governamentais, possui quase 20 anos de vigência, com resultados inegáveis para a proteção ambiental. A perenidade do acordo indica seu sucesso e a ausência de elementos que possam, por si só, caracterizar um cartel de compra que justifique uma medida preventiva”, diz trecho da nota.

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O ministério também ressaltou os dados positivos alcançados ao longo da vigência do acordo:
“Entre 2006 e 2023, a área dedicada à soja no bioma Amazônia cresceu 427%, sem provocar novos desmatamentos. No mesmo período, o crescimento no restante do Brasil foi de 115%. Além disso, 97,6% do desmatamento ocorrido nesse intervalo não esteve associado à expansão da sojicultura”.

Ainda segundo o MMA, a Moratória da Soja demonstra que é possível conciliar crescimento agrícola com sustentabilidade:

“A experiência da Moratória da Soja mostrou que é possível expandir a produção agrícola de forma competitiva, com ganhos de produtividade, respeito à legislação e proteção dos direitos humanos. Longe de restringir o mercado, o acordo contribuiu para consolidar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de soja produzida sem desmatamento e violações socioambientais”.

Entenda o caso

A Moratória da Soja é um acordo ambiental firmado em julho de 2006 entre entidades representativas dos produtores de soja, organizações não governamentais (ONGs) e o governo federal. Inicialmente prevista para durar dois anos, a iniciativa foi renovada em 2016 por prazo indeterminado. O pacto estabelece medidas para impedir a comercialização de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia.

Na última segunda-feira (19), a Superintendência-Geral do Cade determinou que empresas que comercializam soja suspendam a adesão à Moratória no prazo de 10 dias, sob pena de multa. Para o órgão, o pacto configura um acordo anticompetitivo entre concorrentes e prejudica a exportação do grão.



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