segunda-feira, maio 4, 2026
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Estudos avançam para reativação da Hidrovia do Rio São Francisco


Estudos avançam para reativação da Hidrovia do Rio São Francisco; entrevista exclusiva presidente da Codeba
Imagem: 2º SG-MR Denis Rocha – Marinha do Brasil

Os estudos técnicos para a retomada da hidrovia do Rio São Francisco já estão em andamento e podem resultar na volta da operação ainda em 2026. A informação foi detalhada em entrevista exclusiva concedida ao Canal Rural Bahia pelo presidente da Companhia de Docas do Estado da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, que explicou os avanços do projeto, o potencial de escoamento da produção e os próximos passos para viabilizar a navegação no trecho entre Pirapora, em Minas Gerais, e Juazeiro, na Bahia.

Segundo Gobbo, os levantamentos incluem batimetria, sondagens para identificação das necessidades de dragagem e estudos socioambientais. O trabalho é conduzido pela Infra S.A. em parceria com a Codeba.

A expectativa é que a hidrovia opere com maior independência do regime hídrico, tornando-se uma alternativa estratégica para o transporte de cargas e passageiros no Nordeste.

Na entrevista, a autoridade portuária destacou ainda que o deslocamento de embarcações da antiga frota da Franave, com apoio da Marinha do Brasil, comprovou a navegabilidade dos 1.370 km entre Pirapora e Juazeiro.

Transporte mais barato

O percurso reforça a viabilidade logística do projeto, considerado essencial para reduzir custos de transporte e ampliar a integração entre regiões produtoras e polos industriais.

Gobbo afirmou que a retomada da hidrovia pode beneficiar tanto o escoamento da produção agrícola do Oeste baiano quanto a interiorização de produtos industrializados e fertilizantes.

“O custo é inegavelmente menor, uma fração do custo rodoviário, até pela grande quantidade de barcaças transportadas. Obviamente, existem custos logísticos associados ao transbordo de mercadorias, à transposição entre modos de transporte. Ao mesmo tempo em que transporta os granéis sólidos da produção do Oeste Baiano, também traz para dentro produtos industrializados da região de Juazeiro e Petrolina e permite, por exemplo, que se tragam fertilizantes direto de Aratu. Isso é um ganho inegável em eficiência”, disse.

A previsão é de que as primeiras operações sejam retomadas dentro de 2026, caso os estudos confirmem as necessidades operacionais e de infraestrutura.

A proposta também prevê a construção de 17 instalações portuárias públicas de pequeno porte ao longo do corredor navegável, reforçando o papel estratégico do Rio São Francisco na logística regional e nacional.


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