segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Nova frente fria leva tempestades e chance de tornado para estado brasileiro


A presença de um sistema de baixa pressão vindo do Paraguai e o deslocamento de uma nova frente fria para o Rio Grande do Sul devem trazer grande instabilidade para o estado entre esta sexta-feira (22) e o sábado (23).

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com o Climatempo, essas condições climáticas podem gerar “super-células” em grande parte do território gaúcho, ou seja, aglomerados de nuvens de temporais do tipo cumulunimbus, caracterizadas por serem pesadas e carregarem chuva forte e volumosa, além de muito vento.

O mapa de risco abaixo aponta perigo extremo para a Campanha e parte do sul do estado, onde a previsão é de chuva superior a 100 mm em apenas 24 horas.

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Foto: Climatempo

Outras áreas em alerta (Campanha, Oeste, Missões, Vales e parte da região Central) também devem registrar acumulados entre 50 mm e 100 mm, capazes de gerar alagamentos. Já as áreas em vermelho (Missões, Norte, Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte) terão temporais mais isolados, mas ainda com riscos de transtornos.

Contudo, a previsão é que todo o estado terá risco para queda de granizo e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h.

Risco de tornados

As condições meteorológicas que atingirão o Rio Grande do Sul a partir desta sexta são favoráveis para ocorrência de tornados, micro-explosões e downburst (quando o ar frio desce violentamente da nuvem, espalhando-se em todas as direções ao atingir o solo, semelhante a uma caixa d’água virando de uma vez só).

Segundo a Climatempo, estes são fenômenos muito difíceis de prever, mas, ainda assim, os meteorologistas da empresa apontam para esta possibilidade, mesmo que em áreas isoladas do Rio Grande do Sul, sobretudo entre esta sexta e o começo do sábado.



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Entidades do agro defendem uso de subprodutos de origem animal na produção de biodiesel



Brasília sediou nesta quinta-feira (21) um seminário sobre a integração entre a produção de alimentos e a energia renovável. O evento foi promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel e reuniu representantes do governo, do setor privado e de entidades do agronegócio.

O objetivo do encontro foi discutir formas de potencializar as cadeias produtivas ligadas ao biodiesel, com foco não apenas na transição energética, mas também no desenvolvimento econômico e social, na segurança alimentar e climática e na geração de emprego e renda.

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Segundo o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), as cadeias de proteína animal, como bovinos, aves e suínos, têm papel estratégico nesse processo. Ele destacou que a produção de biocombustíveis gera subprodutos, principalmente farelo para ração, que fortalece diretamente o setor de carnes.

“Queremos criar referências de planejamento e logística, discutir questões tributárias e alinhar essa agenda a uma política de inserção do Brasil no mercado internacional, oferecendo uma carne mais competitiva, acessível, de qualidade e com menor pegada de carbono”, afirmou o parlamentar.

O diretor de Economia da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove)**, Daniel Amaral, reforçou que o aumento da mistura de biodiesel no diesel fóssil também estimula o esmagamento de soja, ampliando a oferta de farelo.

“Esse aumento da oferta reduz o preço da ração no Brasil e fortalece a competitividade da cadeia de proteínas animais. Em outras palavras, o biodiesel gera emprego e renda, mas também contribui para alimentos mais baratos. Diferente do que muitos diziam, ele não pressiona os preços da alimentação, ao contrário: ajuda a reduzir custos”, disse Amaral.

No parlamento, há um pré-projeto que prevê medidas para promoção internacional das proteínas brasileiras e a priorização de sua exportação em negociações comerciais, tema que deve avançar no Congresso Nacional nos próximos meses.



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faça parte da Abertura Nacional do Plantio da Soja!



Ei, você: sabia que o evento que marca a abertura da safra 2025/26 de soja está com as inscrições abertas para quem deseja participar presencialmente? A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). Vale dizer que a cerimônia também celebra o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

O encontro também será transmitido ao vivo pela tela do Canal Rural e pelo YouTube.

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Realizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas de impacto no setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.

Além das discussões, os participantes poderão acompanhar de perto as máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização.

Quem deseja participar pode se inscrever gratuitamente clicando aqui. Não fique de fora e participe!



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“Gado passa fome no Brasil”: o alerta e as soluções para evitar o boi sanfona


Pecuaristas, a frase “o gado no Brasil passa fome!” pode soar dura, mas é a realidade em muitas fazendas, especialmente no período da seca. Essa falta de alimento de qualidade resulta no indesejado “efeito sanfona”, em que o animal engorda nas águas e emagrece na seca, comprometendo a rentabilidade da atividade. Assista ao vídeo abaixo e confira esta história na íntegra!

Nesta entrevista especial, o zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição de ruminantes e consultor da Alcance Planejamento Rural, fez um alerta no programa Giro do Boi.

Ele explicou que, apesar de o gado nelore ser robusto e o negócio pecuário ser resiliente, a falta de planejamento nutricional custa muito caro.

O ciclo da fome e a perda de dinheiro

Gado em pastagem na seca. Foto: ReproduçãoGado em pastagem na seca. Foto: Reprodução
Gado em pastagem na seca. Foto: Reprodução

Tiago Felipini é categórico: o boi, a vaca e o bezerro ainda passam fome no Brasil. O pecuarista se dá ao luxo de deixar o gado perder peso, sem perceber que o potencial de ganho é muito maior com um bom manejo.

A genética brasileira, principalmente a nelore, é fantástica e evoluiu muito, mas a alimentação não acompanha.

O resultado da falta de comida é:

  • Boi sanfona: Animais que perdem todo o peso ganho na seca, atrasando a idade de abate e o ciclo de produção.
  • Prejuízo na reprodução: Vacas que entram na estação de monta muito magras não respondem à inseminação, não seguram a prenhez e perdem dinheiro com a tecnologia.
  • Custo elevado: Começar a suplementação no meio ou no final da seca, quando o gado já está perdendo peso, é caro. O pecuarista gasta não para ganhar peso, mas para repor o que já foi perdido, o que poderia ter sido evitado com um planejamento antecipado.

Estratégias para reverter o quadro

Bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: DivulgaçãoBovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação
Bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação

Para evitar o prejuízo, o produtor precisa de planejamento. O ideal é iniciar a suplementação proteica no início do período seco (abril), quando o pasto ainda está “verdulento”.

Nessa fase, o animal responde com um ganho de peso extra de 150 a 200 gramas por dia, que se soma ao ganho da pastagem, impulsionando o desempenho do rebanho.

Outras estratégias para garantir a alimentação do gado na seca incluem:

  • Sequestro: É a prática de confinar bezerros desmamados ou vacas que vão entrar em reprodução para preservar o pasto. O sequestro é uma das tecnologias que mais funciona para preservar a pastagem de invasoras e garantir o ganho de peso.
  • Casquinha de soja na TIP: A casquinha de soja pode substituir até 50% do milho na dieta, com o mesmo resultado e a um custo menor, otimizando o uso de insumos.
  • Sal proteinado: Se o pasto tem boa condição, o sal proteinado pode segurar o peso da boiada. É importante começar a usá-lo no início da seca, e não no final, para manter o ganho de peso e o escore corporal do rebanho.

A importância da ração e do manejo

Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: DivulgaçãoDistribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação
Distribuição de ração para bovinos de corte no cocho de alimentação em confinamento. Foto: Divulgação

Em relação à dieta, Tiago Felipini alerta para os cuidados ao formular um proteinado para evitar intoxicação. É importante controlar a concentração de ureia (não ultrapassar 10%) e de sal branco para não restringir o consumo e causar estresse nos animais.

Em um confinamento, por exemplo, o zootecnista reforça que o dimensionamento correto da área de cocho é crucial. A falta de espaço faz com que os bois dominados comam menos e estressem, o que impacta o resultado.

A chave para reverter o quadro de gado passando fome é o planejamento antecipado, o uso estratégico de suplementos e a adoção de tecnologias de manejo que garantem o bem-estar e a produtividade do rebanho, como o sequestro e a nutrição de precisão.

O zootecnista reforça que “o gado tolera muito, mas o potencial é muito maior”, e com planejamento, o pecuarista pode ganhar muito mais dinheiro.



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Brasil quer parceria com EUA para conquistar novos mercados para etanol



O governo brasileiro defendeu perante o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) que a tarifa aplicada pelo Brasil ao etanol importado não é discriminatória nem provoca desigualdade, já que a taxa é aplicada a todo o
produto oriundo de fora do Mercosul, e não somente ao biocombustível dos EUA.

O tema foi debatido na quarta-feira (20) pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Geraldo Alckmin, com lideranças do setor sucroenergético, que trataram do posicionamento que o Brasil deverá apresentar a respeito da investigação aberta pelo USTR da Seção 301 sobre seis práticas comerciais que o governo Donald Trump considera desleais.

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Segundo uma fonte que esteve presente no encontro, o governo defenderia ainda que Brasil e Estados Unidos devem atuar conjuntamente para abrir novos mercados para o etanol no mundo ao invés de cada um disputar o mercado do outro. Atualmente, os principais países que vêm criando ou ampliando sua política de mistura de etanol à gasolina são India, Japão e Indonésia.

Na sua defesa, o Brasil afirma que os Estados Unidos deveriam usar sua força econômica para fazer outros países estabelecerem políticas de mistura de etanol à gasolina e de estímulo ao uso de carros flex em algumas partes do mundo.

Ou ainda que os EUA usem sua força para derrubar as barreiras que existem para o uso do etanol como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e biobunker, o combustível marítimo.

O posicionamento já vinha sendo debatido por uma força-tarefa montada pelo governo com técnicos do Itamaraty, do MDIC, das entidades empresariais e setoriais.

No encontro com representantes do setor sucroalcooleiro, Alckmin disse que o etanol não está na mesa de negociação com os Estados Unidos e que o açúcar do Nordeste terá prioridade nas tratativas para entrar na lista de exceções ao tarifaço.

Segundo Renato Cunha, presidente da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio) e do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar/PE), Alckmin disse aos presentes na reunião que a flexibilização não estava em pauta.

De acordo com outra fonte que participou da reunião com o ministro, o setor não considera
aceitável a negociação da flexibilização da tarifa de 18% sobre a importação de etanol



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Ministro do Trabalho minimiza impacto do tarifaço nos empregos



Poucas empresas brasileiras levarão sua linha de montagem para os Estados Unidos, como forma de amenizar os impactos do tarifaço do governo norte-americano contra produtos brasileiros. A avaliação é do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Para ele, nesse caso, os efeitos negativos para o mercado de trabalho do país serão diminutos.

Já no pior dos cenários projetados, tendo como base uma pesquisa do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a redução das vagas de emprego seria de, no máximo, 320 mil em um total estocado de 48 milhões de empregos.

“Convenhamos: não seria o desastre total”, disse Marinho, ao reiterar que este seria o cenário “caso absolutamente tudo desse errado”. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (21) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Um dos objetivos do tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos importados é o de estimular empresas a se instalarem em território norte-americano, gerando empregos e riquezas àquele país.

Compradores substitutos

Marinho disse que, nas viagens que ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm feito, ouviu depoimentos de empresários que informaram ter encontrado compradores substitutos, para escoarem a produção que estava destinada aos Estados Unidos.

“O empresário tem de olhar o mercado; um mercado secundário ou outro comprador. Pode ser que o outro país não vá querer, eventualmente, pagar o mesmo preço pago pelos norte-americanos. Mas muitas vezes é preferível você ter o menor resultado do que ter um prejuízo”. acrescentou.

Ele lembrou que as compras públicas ajudarão, em especial, o setor de produtos alimentícios destinados a hospitais, merendas escolares e presídios, por exemplo.

Atenção especial

Segundo o ministro, o governo dará atenção especial aos setores mais afetados por produzirem essencialmente para o mercado norte-americano.

“Evidentemente alguns setores serão fortemente atingidos. Outros serão levemente atingidos ou não serão atingidos porque produzem essencialmente para outros mercados ou para o mercado brasileiro”, disse.

Perguntado sobre o risco de as empresas levarem linhas de montagem para os EUA, a fim de amenizar os impactos do tarifaço, ele disse que não vê “”um movimento grande em relação a isso”, e que, nesse caso, “o impacto ao mercado de trabalho será diminuto”, até porque economia e mercado de trabalho vivem um bom momento no Brasil.

“Com as medidas e iniciativas que o governo está tomando e com o diálogo com o empresariado brasileiro, daremos conta de passar esse processo. E o Brasil sairá mais forte depois desse processo”, complementou.



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Exportações de máquinas agrícolas aos EUA podem ganhar alívio parcial



Produtos derivados de aço e alumínio, incluindo máquinas agrícolas, terão redução nas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. O anúncio foi feito pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (20). A medida representa um alívio de US$ 2,6 bilhões nas exportações brasileiras do setor.

Alckmin participou de uma reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para defender propostas de apoio a exportadores afetados pelo tarifaço. O governo pediu, também, a urgência na tramitação de uma medida provisória que cria o Plano Brasil Soberano.

O pedido inclui ainda um projeto de lei complementar com incentivos tributários, incluindo linha de crédito de R$ 30 bilhões e ajustes em fundos garantidores.

Vendas de máquinas agrícolas em xeque

O comércio de máquinas agrícolas entre Brasil e Estados Unidos é significativo, sendo o país o principal destino das exportações brasileiras do setor. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), os norte-americanos recebem 26,6% do total exportado.

Na avaliação da entidade, as alíquotas de 50% sobre as importações feitas pelos norte-americanos podem levar a uma retração de R$ 24 bilhões por ano à indústria de máquinas e equipamentos. Como resultado, esse cenário, de acordo com a Abimaq, reduziria o crescimento em 2025 para 5%, provocando uma queda de 15,1% nas exportações.

Para efeitos de comparação, em junho, as exportações de máquinas agrícolas somaram US$ 1,05 bilhão, alta de 14,5% em relação a junho de 2024. No acumulado do primeiro semestre, entretanto, houve retração de 4,3%. O impacto veio principalmente do recuo nos preços internacionais e pela baixa demanda do país governado por Donald Trump.

Negociações com os EUA travadas

Apesar disso, o assessor especial para assuntos internacionais do presidente, Celso Amorim, afirmou que os Estados Unidos não demonstram disposição para negociar as divergências comerciais com o Brasil. 

Ontem, durante audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Amorim destacou que a postura estadunidense coloca em xeque o sistema multilateral de comércio e criticou a mistura de questões políticas internas com tarifas comerciais.



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Calor dá as caras, mas chuvas fortes e rajadas de vento estão previstas para o fim do mês



Após a passagem de um ciclone extratropical, que já se afastou para o oceano, o cenário climático do Brasil deve passar por mudanças importantes nos próximos dias. Uma frente fria avança pelo Brasil Central e pelo litoral do Sudeste, mas sem provocar chuva volumosa nessas regiões. O destaque do período será a atuação de um cavado no Sul do país, responsável por instabilidades mais severas.

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Chuvas e rajadas de vento acima de 100 km/h

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, há risco de chuvas fortes, granizo e rajadas de vento que podem superar 100 km/h entre sexta-feira (22) e sábado (23). “As áreas mais afetadas devem ser o oeste de Santa Catarina, oeste do Paraná, Rio Grande do Sul e sul do Mato Grosso do Sul. Os acumulados de chuva podem passar de 100 milímetros, o que prejudica o andamento dos trabalhos no campo”, explica.

Enquanto isso, o tempo segue quente e seco no Matopiba, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste. No Nordeste, as precipitações se concentram apenas no litoral, sem expectativa de chuva no interior.

Frio avança

A partir de domingo (24), uma massa de ar frio avança sobre o país. No centro-sul do Rio Grande do Sul, há risco de geadas, que podem comprometer lavouras. O resfriamento também atinge Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Sudeste, com temperaturas mínimas entre 8 °C e 12 °C, mas sem risco de geada nessas áreas. Após a passagem do frio, a tendência é de elevação gradual das temperaturas.

Tempo no fim de agosto

Já na última semana de agosto, a previsão indica retorno da chuva em São Paulo, Centro-Oeste e Sul de Minas Gerais, com volumes acima de 20 milímetros. Essa mudança deve encerrar o veranico, diminuir o calor e aumentar a umidade relativa do ar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores ganham mais eficiência com gestão integrada e comparação de custos


Apenas 34% dos produtores rurais brasileiros utilizam sistemas de gestão integrados. Essa baixa adesão revela um desafio histórico do agro: unir a complexidade financeira, o manejo agrícola e a diversidade de culturas em uma única plataforma de controle. Nesse cenário, a AEGRO apresenta seu plano premium como um divisor de águas para propriedades que buscam eficiência e maior rentabilidade.

Segundo Pedro Dusso, CEO da AEGRO, o novo plano foi pensado para produtores que já trabalham com múltiplas atividades e tecnologias, mas ainda não encontraram uma ferramenta completa para gerenciar todas as etapas da operação. “O plano premium segue a linha de todos os nossos serviços, que é entregar uma solução ponta a ponta, do campo ao escritório. Agora, o produtor pode integrar finanças, agricultura de precisão, telemetria de máquinas e gestão de insumos em um só lugar”, explica.

Um dos diferenciais é a integração de Business Intelligence (BI) ao sistema. Antes restrito a relatórios fixos, a plataforma agora permite personalizar dados e indicadores de acordo com a realidade de cada fazenda. “Uma propriedade de mil hectares em Cruz Alta é diferente de mil hectares em Maracaju ou Sorriso. O BI torna possível adaptar relatórios e análises para atender às necessidades de cada cliente”, ressalta Dusso.

Além da tecnologia, o plano premium incorpora atendimento especializado. Para o executivo, um dos maiores gargalos do agro não é mais a falta de ferramentas digitais, mas sim a escassez de mão de obra qualificada para operá-las. “Um bom operador de pulverizador, um bom analista financeiro ou até mesmo um agrônomo experiente ainda são raros em muitas regiões do país. Por isso, decidimos oferecer não só o software, mas também a gestão pronta para produtores que não têm como estruturar isso dentro de casa”, afirma.

Outro destaque é o CompareSafras, recurso que amplia a transparência nos custos de produção e preços de insumos. Com base em informações anonimizadas de quase 6 mil fazendas, somando mais de 5 milhões de hectares, o produtor consegue comparar seus resultados com médias regionais e estaduais. “É como se a troca de experiências entre vizinhos fosse ampliada para milhares de propriedades. O agricultor pode saber, por exemplo, o preço médio do glifosato na região ou como seu custo de produção se compara ao dos vizinhos. É uma forma de aumentar a eficiência e identificar oportunidades de melhoria”, explica o CEO.

O acesso ao CompareSafras funciona por sistema de troca dupla: para visualizar as informações, o produtor precisa compartilhar seus próprios dados, que são processados de forma anônima e consolidados em estatísticas gerais. Assim, cada usuário consegue ajustar filtros e obter comparações alinhadas à sua realidade produtiva.

Para Dusso, a combinação entre tecnologia, inteligência de dados e suporte especializado marca um novo momento na gestão rural brasileira. “Nosso objetivo é dar ao produtor mais clareza, mais informação e mais poder de decisão. Quem tiver acesso a dados de qualidade e conseguir transformá-los em ação será o grande vencedor nos próximos anos”, conclui.

Clique aqui e assista a reportagem. 





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FPA cobra Ibama sobre medidas contra a proliferação de javalis



A presença descontrolada do javali nas áreas rurais brasileiras voltou ao centro do debate da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O coordenador da bancada, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), cobrou ação imediata e criticou a postura do Ibama diante da gravidade do problema.

“Não podemos admitir que um país como o nosso, que produz, alimenta e conquista a credibilidade de diversos mercados pelo mundo, esteja vulnerável a essa praga. E pior, por crendices ideológicas do Ibama e de quem não tem nenhum compromisso com o desenvolvimento nacional. O nosso compromisso é com o controle sanitário e do jeito que o controle está sendo feito não pode mais ficar”, afirmou.

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O tema foi pauta de reunião da diretoria da FPA na terça-feira (19), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que contou com parlamentares e especialistas na área.

O caçador e pesquisador Rafael Salerno, do perfil Aqui Tem Javali, principal canal de
informações sobre a praga no país, participou da reunião e relatou que os animais já deixaram de ser apenas uma ameaça e se tornaram uma realidade destruidora no campo. Ele ressaltou que é um erro comparar o javali com animais da fauna brasileira, como onças e lobos-guará.

A iniciativa mais recente sobre o tema no Congresso Nacional é o PL 3384/2021, relatado pelo deputado Nelson Barbudo, que autoriza o controle populacional de espécies exóticas invasoras nocivas e estabelece condições para o consumo, a distribuição e a comercialização de produtos e subprodutos resultantes do abate desses animais.



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