segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Soja ensaia aumentar competitividade


As exportações de soja do Rio Grande do Sul continuam fortes se considerar a safra atual, segundo informações da TF Agroeconômica. “No mercado interno, a comercialização segue limitada por preços pouco atrativos, levando muitos produtores a adiarem as negociações e manterem o grão estocado. Preços reportados para pagamento em 29/08 (entrega agosto) ficaram em R$ 141,50 (-1,04%) porto. Compradores estão olhando com mais força para meses mais à frente”, comenta.

Santa Catarina mantém atenção à mão de obra e acompanha oscilações globais da soja. “Entre os fatores que também impactam a cadeia produtiva está a decisão do CADE de suspender a Moratória da Soja, medida que reconfigura estratégias de comercialização e planejamento em diversos estados que nós já havíamos discutido ontem. Ademais, a comercialização da safra 24/25 segue avançando, mas 25/26 está lenta. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,83”, completa.

Avanços logísticos reforçam a competitividade da soja paranaense. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 143,49 (-0,21%). Em Cascavel, o preço foi 129,83 (-1,86%). Em Maringá, o preço foi de R$ 130,90 (-2,16%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 132,69 (+1,51%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 140,99. preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o cenário da soja, embora sem informações específicas de grande destaque no dia corrente, reflete as tendências e desafios que permeiam o agronegócio brasileiro. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 123,81 (+0,34%), Campo Grande em R$ 123,81 (-0,79%), Maracaju em R$ 123,81 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,55 (-0,01%), Sidrolândia a em R$ 123,81 (-0,79%)”, informa.

Alta fiscalização e mercado aquecido no Mato Grosso. “As variações nos fretes de grãos também influenciam a dinâmica do setor, com custos subindo em algumas rotas e caindo em outras, impactando o escoamento para portos e centros de distribuição. Campo Verde: R$ 121,96 (-1,37%). Lucas do Rio Verde: R$ 122,82 (+1,42%), Nova Mutum: R$ 122,82 (+1,42%). Primavera do Leste: R$ 121,96 (-1,37%). Rondonópolis: R$ 121,96 (-1,37%). Sorriso: R$ 122,82 (+1,42%)”, conclui.

 





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Milho segue distinto entre B3 e Chicago


O mercado de milho apresentou movimentos distintos entre a B3 e a Bolsa de Chicago nesta quarta-feira. Segundo informações da TF Agroeconômica, enquanto no Brasil os contratos futuros recuaram, em Chicago houve leve alta impulsionada por compras de oportunidade.

Na B3, os preços foram pressionados por realização de lucros após a sequência de altas recentes. A queda do dólar também contribuiu para a desvalorização, já que uma moeda brasileira mais forte reduz a competitividade do milho nacional no mercado externo. Apesar da melhora gradual nas exportações, o produto brasileiro ainda é considerado caro para alguns destinos. No fechamento do dia, o contrato de setembro/25 terminou cotado a R$ 65,37, com queda de R$ 0,88 no dia e alta de R$ 0,52 na semana. Já novembro/25 fechou a R$ 68,20, recuo de R$ 0,78 no dia e avanço de R$ 1,23 na semana, enquanto janeiro/26 encerrou em R$ 70,74, queda de R$ 0,72 no dia e alta de R$ 0,74 na semana.

Em Chicago, o milho registrou alta moderada, puxada por compras de oportunidade diante dos preços mais baixos no mercado norte-americano. O contrato de setembro, referência para a safrinha brasileira, avançou 0,13% ou $ 0,50 cents/bushel, fechando em $ 380,00. Já o de dezembro subiu 0,19% ou $ 0,75 cents/bushel, encerrando em $ 404,00. A leve recuperação ocorreu mesmo diante da supersafra nos Estados Unidos, que se equilibra com uma demanda aquecida. 

Os levantamentos do ProFarmer indicam produtividade acima da média histórica em Indiana e Nebraska, enquanto exportadores confirmaram novas vendas para México e Colômbia. Com isso, o mercado de milho segue dividido entre pressões externas e internas, refletindo tanto a força do dólar quanto a dinâmica da oferta norte-americana e a competitividade brasileira.

 





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Consumo em supermercados cresceu 4% em julho, aponta Abras



O consumo nos lares brasileiros nos supermercados registrou alta de 4% em julho na comparação com o mesmo mês de 2024, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgado nesta quinta-feira (21).

Em relação a junho, o crescimento do consumo foi de 2,4%, enquanto no acumulado do ano até julho, o indicador apresentou elevação de 2,6%.

Os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O crescimento interanual de 4% reflete um movimento sustentado pela melhora da renda e do mercado de trabalho. No recorte mensal, julho costuma apresentar retração por causa das férias escolares, quando muitas famílias optam por consumir fora de casa. Este ano, esse efeito foi menos intenso, tanto em relação a junho quanto ao mesmo período de 2024”, explicou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Segundo a entidade, a elevação do consumo em julho está atrelada a indicadores do mercado de trabalho, como a melhoria da renda e a taxa de desemprego, que recuou para 5,8% no trimestre encerrado em junho, o menor nível desde 2012, contra 6,9% no mesmo período de 2024.

Queda no Bolsa Família

O levantamento da Abras mostra que a diminuição das pessoas beneficiadas pelo Bolsa Família em julho, em razão do aumento da renda familiar e da queda do desemprego, não causou retração do consumo das famílias.

Em julho, quase 1 milhão de famílias deixaram de receber o benefício. Foram destinados R$ 13,16 bilhões a 19,6 milhões de beneficiários, contra R$ 14,2 bilhões pagos a 20,83 milhões em julho de 2024.

“O menor volume de recursos destinados ao programa de transferência de renda indica que as famílias que passaram a se sustentar apenas com a renda do trabalho mantiveram a autonomia financeira e ainda fortaleceram o seu poder de compra no varejo alimentar”, destacou Milan.

Cesta básica nos supermercados

A cesta de 12 produtos básicos da Abras recuou 0,44% em julho, em comparação a junho. O preço médio nacional caiu de R$ 353,42 em junho para R$ 351,88, em julho.

No mês, seis itens registraram retração: arroz (2,89%), feijão (2,29%), café torrado e moído (1,01%), queijo muçarela (0,91%), macarrão sêmola de espaguete (0,59%) e farinha de trigo (0,37%).

Quatro produtos apresentaram quedas residuais: carne bovina (0,06%), farinha de mandioca (0,01%), margarina cremosa (0,06%) e leite longa vida (0,11%). Os únicos aumentos foram observados no açúcar refinado (0,63%) e no óleo de soja (0,46%).



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Circuito Nelore de Qualidade em MT: quase 800 carcaças avaliadas em Confresa


Pecuaristas e amantes da qualidade, a busca por alta performance na pecuária brasileira tem um palco de destaque: o Circuito Nelore de Qualidade. Em Confresa, no estado de Mato Grosso, uma multidão de gado de primeira foi avaliada, com quase 800 carcaças em uma etapa que celebrou a excelência da raça na região. Assista ao vídeo abaixo e confira essa história.

Essa celebração da qualidade do Nelore foi o grande assunto do quadro Giro pelo Brasil desta quinta-feira (21).

O tradicional quadro do programa Giro do Boi, do Canal Rural, mostra como o Brasil está produzindo carne de alta qualidade, segura e com rastreabilidade para os consumidores. E a história de hoje é um desses bons exemplos da pecuária de corte da “prateleira de cima”!

Nelore na 9ª etapa nacional

Quem fez questão de apresentar os resultados dessa etapa importante foi o David Santos Ferreira, originador da unidade da Friboi de Confresa, no estado de Mato Grosso.

O David mostrou os resultados da 9ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025, que aconteceu no dia 13 de agosto.

A etapa reuniu um total de 784 animais, sendo 446 machos confinados e 338 fêmeas, com a participação de quatro pecuaristas, mostrando a força da raça na região, onde cerca de 80% do gado de corte é nelore, segundo o IBGE.

Os campeões da etapa de Confresa

Lote de novilhas campeãs da Agropecuária Roncador, de Querência (MT). Foto: Divulgação/Friboi de Confresa (MT)

E, claro, teve premiação para quem fez bonito! O Circuito Nelore de Qualidade, realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), reconheceu o trabalho e a dedicação dos pecuaristas que se destacaram:

  • Campeões categoria Novilhas Nelore:
    • 1º lugar: Agropecuária Roncador, de Querência (MT).
    • 2º lugar: Rodrigo da Silva dos Reis, da Estância Bahia, em Água Boa (MT).
  • Campeões categoria Machos Nelore:
    • 1º lugar: Agropecuária Roncador, de Querência (MT).
    • 2º lugar: Jânio Carlos Moreira da Silva, da Fazenda Petróleo, em Confresa (MT).
    • 3º lugar: Douglas Michels, da Fazenda Beleza, em São José do Xingu (MT).

A Agropecuária Roncador foi o grande destaque da etapa, mostrando a excelência de seu trabalho na criação de novilhas e machos nelore de alta qualidade.

Circuito Nelore de Qualidade: fomento e evolução

O Circuito Nelore de Qualidade, promovido pela ACNB desde 1999, tem como objetivo fortalecer a genética da raça nelore e posicioná-la como produtora de carne de alta qualidade.

A iniciativa avalia os resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovido com o apoio da Friboi e outros parceiros, o Circuito é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo. A etapa de Confresa é a prova de que a busca pela excelência na raça nelore está mais forte do que nunca!



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Produção de abacate cresce 91% em área no Paraná



Em 9 anos, a produção de abacate no Paraná aumentou 91% em área e 60,9% em colheita. Os dados foram divulgados no Boletim de Conjuntura Agropecuária, publicado nesta quinta-feira (21) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Segundo o boletim, em 2014, a produção foi de 22,2 mil toneladas plantadas em uma área de pouco mais de mil hectares, com Valor Bruto de Produção (VBP) R$ 55,6 milhões.

Já a produção em 2023 alcançou 35,8 mil toneladas em uma área de 2 mil hectares, que gerou um VBP de R$ 89,7 milhões. Isso representou 2,6% da fruticultura estadual. 

Os levantamentos de 2024 já indicam um aumento na produção de abacate no Paraná, que serão confirmadas na publicação dos números oficiais no final do mês.

A região norte do estado se destaca na produção, sendo o município de Apucarana o maior produtor da fruta, representando 88,1% da produção estadual. Arapongas e Assaí seguem como segundo e terceiro maiores produtores, representando 7,3% e 6,7% das produções estaduais, respectivamente.

O engenheiro agrônomo do Deral, Paulo Andrade, explica o motivo do aumento na produção do abacate. “A fruta, antes vista como maléfica às questões nutricionais, hoje está comprovadamente como um superalimento funcional, contribuindo para as melhorias da saúde pública”, esclarece.

Segundo Andrade, a exportação da fruta no Brasil também tem crescido cada vez mais, sendo o país o sétimo produtor mundial e responsável por 4% dessa produção.

“Dentre as frutas exportadas pelo Brasil, o abacate é a oitava em volume, representando receitas de 36 milhões de dólares para embarques de 24 mil toneladas” conta.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Mercado de milho estagnado


Mercado travado e forte dependência de milho externo marcam o estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra permanecem em R$ 65,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 66,00 em Não-Me-Toque, R$ 67,00 em Marau, Gaurama e Seberi, e R$ 68,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para agosto, os pedidos variam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca no interior, enquanto no porto o preço futuro para fevereiro/2026 está em R$ 70,00/saca”, comenta.

Santa Catarina tem negócios estagnados e pressão sobre produtores. “Em Campos Novos, as pedidas chegam a R$ 80,00/saca, contra ofertas de até R$ 70,00. No Planalto Norte, solicitações estão em R$ 75,00 e ofertas em torno de R$ 71,00, o que mantém a liquidez muito baixa. A falta de negócios já leva alguns agricultores a reduzirem investimentos para o próximo ciclo”, informa.

A safra recorde avança, mas a liquidez continua baixa no Paraná. “Produtores pedem valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas localidades, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00, o que impede avanços nas negociações. Nos levantamentos regionais, surgiram leves ajustes para cima, apesar da pressão de queda no cenário nacional: Metropolitana de Curitiba em R$ 66,90, Oeste Paranaense a R$ 55,14, Norte Central a R$ 55,70 e Centro Oriental a R$ 57,19, com variações entre R$ 54,00 e R$ 64,00/saca”, completa.

No Mato Grosso do Sul, a colheita está atrasada em comparação com o ano anterior, mas a produtividade é maior. “O comércio de milho no estado segue lento, sem grande volume de negócios. As cotações variam entre R$ 45,00 e R$ 52,00/saca, refletindo leves altas nos últimos dias, mas ainda sem estímulo suficiente para movimentar o mercado. Produtores e compradores continuam resistentes em fechar contratos”, indica.

 





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Projeto que criminaliza o exercício ilegal da medicina veterinária é aprovado com urgência



A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (21), o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 7323/2014, que transforma em crime o exercício ilegal da Medicina Veterinária.

Com a aprovação, o texto poderá ser votado diretamente no plenário, sem precisar passar novamente pelas comissões.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) ressalta que atuar como médico-veterinário sem registro é, atualmente, considerado apenas uma contravenção penal, com punições brandas.

Contudo, o projeto altera o artigo 282 do Código Penal para equiparar o exercício ilegal da Medicina Veterinária ao de outras profissões da saúde, como médicos, dentistas e farmacêuticos.

A articulação foi liderada pelo Sistema CFMV/CRMVs, por meio da Comissão de Assuntos Institucionais do Conselho Federal de Medicina Veterinária, que vinha trabalhando na coleta de assinaturas e no diálogo com parlamentares para garantir prioridade à proposta.

O requerimento de urgência, de autoria do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, contou com a assinatura dos líderes de blocos e partidos, deputados Gilberto Abramo, Doutor Luizinho, Mário Heringer e Sóstenes Cavalcante. O documento foi apresentado na Reunião de Líderes pelo deputado Fred Costa para que fosse incluído na pauta do plenário.

“A criminalização do exercício ilegal da Medicina Veterinária é uma conquista importante para toda a nossa profissão. É uma das prioridades da gestão e representa um avanço fundamental para a proteção da sociedade, dos animais e da própria Medicina Veterinária”, afirmou a presidente do CFMV, Ana Elisa Almeida.

O projeto foi apresentado em 2014 pelo então deputado Guilherme Campos e já havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Em 2025, foi apensado ao PL 887/2025, que trata do exercício ilegal em outras profissões regulamentadas.



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confira os preços da arroba hoje



O mercado físico do boi registrou preços pouco alterados nesta quinta-feira (21). Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por um perfil mais acomodado de preços.

“O perfil da demanda durante a segunda quinzena do mês leva a crer em pouco espaço para altas mais contundentes”, define.

De acordo com ele, o grande ponto de sustentação aos preços da arroba do boi gordo permanece nas exportações de carne bovina.

“O desempenho tem sido extremamente satisfatório, com perspectiva de crescimento importante em termos de volume e principalmente de receita.”

  • São Paulo: R$ 311,68 — ontem: R$ 311,52
  • Goiás: R$ 301,25 — R$ 300,71
  • Minas Gerais: R$ 302,94 — estável
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,09 — R$ 318,52
  • Mato Grosso: R$ 309,53 — R$ 309,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a apresentar queda em seus preços para a carne bovina. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por continuidade deste movimento no curto prazo.

Isso acontece em consequência a uma reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. “Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as concorrentes, em especial na comparação com a carne bovina”, assinalou.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 23,00 por quilo, queda de R$ 0,15. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,00 por quilo. Já a ponta de agulha foi precificada a R$ 17,00 por quilo, queda de R$ 0,10.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,4774 para venda e a R$ 5,4754 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4665 e a máxima de R$ 5,4960.



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Geopolítica da soja traz desafios técnicos e comerciais para manutenção da liderança brasileira


A soja é o principal produto de exportação agrícola brasileiro e, do total exportado, aproximadamente 75% tem como destino a China. Para trazer um panorama dos desafios que perpassam esse mercado, a coordenadora do núcleo de Ásia do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), Larissa Wachholz, abordou a centralidade da China na geopolítica da soja frente aos crescentes controles e demanda durante o VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado nos dias 19 e 20 de agosto, em Londrina (PR).

“É preciso avaliar a perspectiva do Brasil em relação à China, seu principal cliente, e também a perspectiva chinesa, que não necessariamente se sente confortável com uma dependência excessiva de um único fornecedor”, avalia. Larissa aponta ainda que os Estados Unidos também desejam aumentar a sua exportação de soja para a China e que os dois países estão negociando um acordo comercial. “Como lidar com essa questão, seja diversificando com novos produtos ou abrindo novos mercados”, reflete. “Precisamos estar atentos às mudanças de cenários geopolíticos e também de política interna da China para nos posicionar de forma estratégica”, relata Larissa.

No que se refere às exigências do mercado internacional para a exportação de soja, Hugo Caruso, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, do Ministérios da Agricultura afirma que o Brasil vem recebendo notificações da China relacionadas a pragas quarentenárias, principalmente de sementes quarentenárias em cargas de soja, e até relato de soja tratadas com fungicidas. “Tivemos inclusive, esse ano, cinco empresas que foram suspensas para exportação de soja, mas conseguimos reverter a situação nos comprometendo que resolveríamos o problema. Por isso, precisamos ter toda cadeia produtiva ciente das suas responsabilidades para não provocar complicações nas nossas exportações”, alerta Caruso.

Fátima Parizzi, consultora técnica ABIOVE, apresentou as medidas de monitoramento e de controle que precisam ser intensificadas pela cadeia produtiva com intuito de minimizar as notificações da China. “Há pontos a serem melhorados, desde a produção no campo até a expedição do produto, especialmente com relação à presença de sementes quarentenárias. A recomendação passa pela intensificação das boas práticas agrícolas no campo de produção, assim como as boas práticas de armazenagem nas unidades armazenadoras. Esse processo visa minimizar os riscos de notificações”, orienta Fátima

Para abordar os aspectos legais e normativos para exportação de soja geneticamente modificada (transgênicos) à China, o Seminário contou com a palestra da Catarina Pires, diretora de Biotecnologia da da CropLife. Segundo ela, a convergência regulatória em biotecnologia pode impactar as exportações de commodities agrícolas, especialmente para a China. “Hoje o Brasil tem um quadro regulatório que leva, em média, um ano e meio para aprovar os produtos transgênicos, mas a China tem levado, em média cinco anos. Esse descompasso gera um impacto econômico, mas o Brasil e a China podem cooperar para que os sistemas regulatórios sejam mais convergentes e harmonizados. “Se superarmos esse desafio, teremos um acréscimo de mais de 1 bilhão de dólares para a cadeia exportadora de produtos agrícolas, por ano”, calcula Catarina

O VII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja é promovido pela Embrapa Soja em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (APROSOJA MS), Associação dos Produtores de Soja do Paraná (APROSOJA PR), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).





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Dia movimentado! Cotações de soja sobem em grande parte do Brasil; saiba os números



O mercado brasileiro de soja esteve bem movimentado nesta quinta-feira (21) na safra antecipada (safra nova), com boas indicações e preços mais firmes. Segundo Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, o produtor aproveitou o cenário favorável e avançou nas vendas, fechando volumes maiores diante da alta em Chicago.

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Já no disponível, o ritmo foi bem mais lento. “Mesmo com a disparada na CBOT, os prêmios recuaram forte, neutralizando a alta e limitando a sustentação nos preços”, explicou Silveira. Ele acrescenta que a comercialização tende a desacelerar naturalmente à medida que as exportações perdem ritmo e a indústria reduz a demanda. Nesse cenário, os spreads entre comprador e vendedor no spot aumentam, deixando o mercado mais travado.

Preços da soja no mercado brasileiro:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 135,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 136,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 142,50 para R$ 143,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 138,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 141,50 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em boa alta. O óleo disparou cerca de 5% e liderou os ganhos. Boas exportações semanais e rumores sobre o mandato de biodiesel no Estados Unidos ajudaram a impulsionar as cotações. Os agentes também aguardam informações da crop tour da Profarmer.

A administração Trump deve decidir já nesta sexta-feira sobre um crescente acúmulo de pedidos de pequenas refinarias que buscam isenção das leis nacionais de biocombustíveis, mas vai adiar a decisão sobre se as grandes refinarias devem compensar parte dos volumes isentos, segundo duas fontes familiarizadas com o planejamento.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) deve decidir na sexta-feira sobre diversos dos 195 pedidos de isenção de pequenas refinarias que remontam a 2016, disseram as fontes. As decisões serão mistas, incluindo algumas negativas parciais, mas não representarão uma vitória ampla para as pequenas refinarias, de acordo com uma fonte informada sobre as deliberações.

A administração deve emitir uma regra suplementar já na próxima semana para buscar comentários públicos sobre se deve ou não obrigar grandes refinarias a compensar os volumes isentos em um processo conhecido como realocação.

USDA

Em relação à crop tour, os números finais serão divulgados na sexta, após quatro dias de visita a lavouras. Os rendimentos são bons, mas há certo ceticismo se a produtividade chegará aos dados projetados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que estariam superestimados.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram negativas em 5.700 toneladas na semana encerrada em 14 de agosto. Para a temporada 2025/26, ficaram em 1.142.600 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 100 mil e 1,1 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,93%, a US$ 10,56 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,56 por bushel, com alta de 20,00 centavos ou 1,93%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,00, ou 1%, a US$ 294,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 53,87 centavos de dólar, com ganho de 2,42 centavo ou 4,7%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,4774 para venda e a R$ 5,4754 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4665 e a máxima de R$ 5,4960



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