segunda-feira, maio 4, 2026

Autor: Redação

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Abatedouro clandestino de frangos é interditado em operação policial



Um abatedouro clandestino de frangos que funcionava em condições precárias foi interditado na manhã desta sexta-feira (22).

A Polícia Civil, junto à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), promoveu a desarticulação no bairro Los Angeles, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

A ação foi realizada em conjunto com fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e da Vigilância Sanitária Municipal.

No local, as equipes constataram a ausência de qualquer prática de manipulação prevista na legislação sanitária, o que representava grave risco à saúde do consumidor, já que os produtos seriam comercializados sem inspeção.



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Inmet emite alerta vermelho para baixa umidade do ar em 5 estados e DF


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu nesta sexta-feira (22) um alerta vermelho, que indica grande perigo, em razão da baixa umidade do ar que atinge os estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins, parte de Minas Gerais e da Bahia, além do Distrito Federal.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Nesta região, a umidade relativa do ar deve ficar abaixo 12% na tarde de hoje.

O alerta entrou em vigor às 13h e se encerra às 18h. O aviso cobre todo o Distrito Federal, além o Leste, Centro, Norte e Noroeste de Goiás. Estão sob alerta ainda o extremo Oeste da Bahia, o Noroeste de Minas, as regiões Oriental e Ocidental do Tocantins, além do Nordeste mato-grossense. Confira no mapa abaixo:

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Foto: Inmet Divulgação

Alerta Laranja

Há ainda um alerta laranja em vigor, também relativo à baixa umidade, que indica perigo. Neste caso, as regiões afetadas deverão enfrentar uma umidade relativa variando entre 20% e 12%, desde às 13h até as 20h de hoje.

O aviso do Inmet atinge, além dos estados já cobertos pelo alerta vermelho, parte de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Confira no mapa abaixo:

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Foto: Inmet Divulgação

O Inmet alerta que, em caso de baixa umidade, há risco potencial de incêndios florestais e à saúde das populações nesta região.

Para a saúde, os efeitos adversos incluem ressecamento da pele, dor de cabeça, risco de doenças pulmonares, desconforto nos olhos, boca e nariz. Assim, a recomendação é beber bastante líquido, não se expor ao sol nas horas mais quentes, umidificar os ambientes e hidratar a pele.



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Festa do Peão de Barretos deve reunir mais de 1 milhão de pessoas



O maior rodeio da América Latina abriu oficialmente as porteiras nesta quinta-feira (21), em Barretos (SP). Tradição, cultura e emoção marcaram o primeiro dia da 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro, que promete movimentar o interior de São Paulo até o próximo dia 31 de agosto.

No Estádio do Rodeio, localizado no Parque do Peão, cerca de 3.500 competidores disputam nove modalidades, concorrendo a R$ 1 milhão em prêmios e vagas em torneios internacionais. A expectativa da organização é reunir mais de 1 milhão de visitantes ao longo do evento, que também contará com mais de 100 atrações musicais nos palcos montados no complexo.

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Entre os milhares de fãs que acompanham a festa está Amália Bérgamo Ferreira, de 81 anos, moradora de Franca (SP), que frequenta o rodeio desde as primeiras edições. “Eu tinha 11 anos quando a festa nasceu. Vale muito a pena, aconselho quem puder que venha mesmo, porque é maravilhoso. Agora vou curtir um show até o fim. Vai ser minha última vez aqui”, contou emocionada.

A 70ª edição da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está sendo transmitida pelo BR IN TV, do grupo Canal Rural, em parceria com a BRTVMAX, até 31 de agosto de 2025.

O público pode acompanhar a programação pelas TVs conectadas Samsung (canal 2080), LG (canal 137) e TCL (canal 3380).



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Você sabe o que é ser caipira? Cantor Almir Sater responde ao Soja Brasil!



Encostado em um tronco de uma árvore, enquanto a fogueira aquece a noite silenciosa do interior do interior. Do outro lado, um homem de camisa xadrez, jeans, cinto e fivela dedilha a viola: “Sou caipira, pira, pira pora, Nossa Senhora de Aparecida”. Seria essa a representação do que é ser caipira? A simplicidade retratada em personagens como Chico Bento, dos quadrinhos? Um homem do campo, de vida modesta, marcado pelo falar arrastado e pelo jeito descomplicado de ver o mundo? Ou será que vai além, como um verdadeiro estilo de vida?

O Soja Brasil conversou com o cantor, compositor e ator Almir Sater, que também é produtor rural. Ele pratica a integração lavoura-pecuária, com culturas como soja e milho em conjunto com a criação de gado. Sater conta um pouco mais sobre o que acredita significar o termo caipira.

“Ser caipira quer dizer morador do mato, e sou, mas com muito orgulho. Para mim, não há nada melhor do que estar perto do ar puro, dos pássaros e da natureza. Tenho honra de me considerar caipira e não vejo nada de pejorativo. O caipira sabe apreciar e conviver com aquilo que existe de mais bonito no Brasil. E eu defendo cada vez mais isso: nossa mata, nossa natureza”, comenta o cantor.

Ele acrescenta que a vida do caipira pode servir de inspiração. ”Eu não vejo problema. É só olhar para nossas matas conservadas. O caipira contribui muito para isso. Melhor se inspirar nele do que nas grandes cidades, que têm muita poluição. Nós temos muito o que ensinar sobre conservação”, diz.

O compositor também defende a viola caipira como símbolo cultural. “Quando escuto uma viola tocando, me transporto para o interior do Brasil, me sinto no meio de uma mata virgem, perto de um riacho cristalino. A viola caipira tem esse poder. Essa é a bandeira brasileira.”

E por falar em viola, Almir Sater eternizou em suas canções a essência da vida no campo. Em uma de suas composições mais conhecidas, ele compara a jornada do homem à de um velho boiadeiro que conduz a boiada pela longa estrada da vida. Nos versos, fala sobre conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs. Isso retrata a simplicidade, a sabedoria e a beleza da vida rural.

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O caipira também tem outro significado?

Para Ireneu Orth, produtor de soja e presidente da Aprosoja Rio Grande do Sul, o agricultor atual não se enquadra mais no estereótipo. “O produtor rural de hoje não é mais caipira, de modo geral. Só aquele bem simples, pequeno produtor que não teve acesso à comunicação. Hoje temos agricultores de alto nível, muita gente com curso superior, pessoas esclarecidas. Então, nesse sentido, não considero caipiras, e sim pessoas evoluídas”, afirma Orth.

Ele reconhece que o termo pode carregar preconceito e, por isso, evita usá-lo. “Preconceito, claro que existe, porque se você chama alguém de caipira sem conhecer, está julgando mal a pessoa. Para mim, é alguém com pouca instrução ou conhecimento. Se for usado nesse sentido, é diminuir o outro. Eu mesmo nunca fui chamado e também nunca chamei ninguém assim, porque acho que a pessoa pode se ofender. Quando é usado, geralmente é só em tom de brincadeira.”

Pés na cidade e coração no campo

Giovani Ferreira, diretor de jornalismo do Canal Rural Sul, natural de Piraí do Sul, compartilha sua visão sobre crescer no interior e o que isso lhe ensinou. Ele saiu da cidade aos 14 anos para estudar em um colégio interno. Até então, aprendeu que nada vem de graça e que é preciso ter foco, determinação e muito trabalho. Disciplina não seria a palavra mais correta, mas ele aprendeu que, para ser alguém na vida, é preciso se dedicar em casa, na escola e no trabalho.

Sobre o que significa ser caipira, ele afirma: “Não diria que sou. Nasci e vivi na cidade, mas sempre com um pé no rural. De qualquer forma, tenho muita gratidão à minha origem, por nascer e passar parte da infância e juventude no interior. Aprendi muito sobre respeito e humildade. Piraí é uma cidade pequena, onde todos se conhecem, e petulância e arrogância são duramente condenadas. Quando eu nasci, tinha apenas 15 mil habitantes; hoje são 25 mil, mas todos continuam se conhecendo.”

Ele aponta como valores centrais da cultura do interior a honestidade e a solidariedade, e como hábitos, a simplicidade: “Pouco saímos em bares e restaurantes. Gostamos de receber pessoas em casa e visitar amigos. Viver com pouco, com o suficiente, qualquer alegria nos diverte. Não é questão financeira, mas de escolha: fazer as coisas com simplicidade. Se não consegue fazer o ideal, faça o possível.”

Giovani recorda momentos em que sofreu preconceito por ser do interior: “Sim, discriminação houve, chamando de caipira ou colono, mas isso nunca me atingiu de fato. Meu círculo de amigos sempre foi majoritariamente do interior, então tudo bem. A virada veio quando plantar, colher e produzir passou a ser sinônimo de economia. O agro se tornou determinante no PIB e na balança comercial. Ser do interior, caipira ou colono passou a ser quase um status desejado pelo urbano.”

Ele finaliza destacando a importância de preservar esse legado. “A origem do Brasil é agro, rural, caipira. Esse legado deve ser sinônimo de orgulho e não de desprezo. Hoje, isso também significa ter bons recursos e manter seus valores. Meus pais, mesmo com poucos recursos, nos ensinaram a dignificar o trabalho. Se isso é ser caipira, quero morrer Chico Bento”, finaliza.



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AgroNewsPolítica & Agro

Menor liquidez e baixas externas e cambial mantêm pressão sobre valores



Os preços médios do arroz em casca seguem em ligeira queda


Foto: José Luis da Silva Nunes

Os preços médios do arroz em casca seguem em ligeira queda, apontam levantamentos do Cepea. Segundo pesquisadores, além das baixas externas e da taxa de câmbio, que reduz a paridade de importação, a menor liquidez interna explica a pressão sobre as cotações domésticas.

No geral, conforme o Centro de Pesquisas, se observa certa queda de braço entre agentes. Compradores seguem relatando dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, o que limita ofertas a preços maiores para o casca. Parte das indústrias reduziu moderadamente os valores de compra, enquanto outras priorizaram o produto já estocado nas unidades de beneficiamento.

Do lado do produtor, ainda de acordo com levantamentos do Cepea, as decisões variaram conforme a microrregião: alguns mantiveram postura cautelosa, enquanto outros disponibilizaram novos lotes para gerar caixa e se preparar para a safra 2025/26. 





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AgroNewsPolítica & Agro

Contrato de opção do governo é alternativa para arrozeiros, destaca Federarroz



Contrato público representa uma alternativa estratégica




Foto: Paulo Rossi/Divulgação

Diante do cenário de crise enfrentado pela orizicultura gaúcha, a Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) orientou os produtores a aderirem ao contrato público de opção e venda de arroz lançado pelo governo federal. A recomendação foi divulgada nesta quarta-feira, 20 de agosto, após a publicação da Portaria Interministerial MAPA/MF/MDA nº 26/2025, que regulamenta o mecanismo para o grão longo fino em casca, tipo 1, da safra 2024/2025.

Segundo informações divulgadas pela Federarroz, a medida surge em um momento de elevada produção e preços abaixo do custo de produção, realidade que ameaça a permanência de muitos arrozeiros na atividade. A entidade avalia que a adesão ao programa oficial pode reduzir a oferta do cereal no mercado livre, contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda e fortalecendo a renda dos produtores.

A federação destacou ainda que o contrato público representa uma alternativa estratégica diante das dificuldades do setor. Para a entidade, a utilização desse instrumento pode garantir não apenas a continuidade da produção, mas também a segurança alimentar da população.

A Federarroz reforça que a orientação busca amparar o produtor rural neste momento de instabilidade, criando condições mínimas para que a próxima safra seja planejada com maior previsibilidade.





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leilões já superam R$ 77 milhões em faturamento


A 18ª ExpoGenética, realizada em Uberaba (MG) pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), já ultrapassou a marca de R$ 77,5 milhões em faturamento com os 15 leilões oficializados até esta quinta-feira (21). O evento, considerado a maior vitrine da pecuária zebuína no país, vem registrando alta liquidez e valorização da genética ofertada.

Na quarta-feira (20), quatro remates reforçaram o ritmo do mercado:

  • O 8º Leilão Genética Aditiva ExpoGenética 2025 movimentou R$ 5,59 milhões com a venda de 27 animais nelore, média de R$ 207,1 mil.
  • O Leilão Reserva ExpoGenética Santa Nice arrecadou R$ 4,26 milhões, com 32 nelore comercializados a uma média de R$ 133,1 mil.
  • O Leilão Sindi Camparino – ExpoGenética somou R$ 1,5 milhão com 35 animais, média de R$ 42,8 mil.
  • O Leilão 1ª ABCT Mais Forte fechou em R$ 170 mil em negócios.
Leilões da ExpoGenética já somam R$ 77,5 milhões em faturamentoLeilões da ExpoGenética já somam R$ 77,5 milhões em faturamento
FOTO: André Santos l Expogenética

A programação segue com novas oportunidades para criadores, consolidando a feira como um espaço estratégico para investimentos em genética de ponta e negócios pecuários.

A agenda completa de leilões e shoppings pode ser acessada clicando aqui.

A ExpoGenética 2025 é organizada pela ABCZ e conta com patrocínios de Neogen, Virbac, Real H e Romancini Troncos e Balanças, além do apoio de Banco do Brasil, CNA/Faemg/Senar, Fazu e Sebrae.



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Demanda crescente por biodiesel aquece mercado de óleo de soja


A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 14% para 15% a partir de agosto de 2025 já começa a impactar as projeções do setor.

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Segundo dados divulgados pela StoneX, a demanda nacional de biodiesel, antes estimada em 9,9 milhões de m³, foi ajustada para 9,8 milhões de m³ após a revisão da expectativa de crescimento do consumo de diesel B, que recuou de 3,0% para 2,7%.

”Ainda assim, o volume representa um aumento expressivo de 8,9% em relação a 2024”, ressalta Leonardo Rossetti, analista de Inteligência de Mercado da empresa.

Consumo de óleo de soja cresce 10,3%

O consumo de óleo de soja para biodiesel acompanhou a revisão e deve alcançar 7,9 milhões de toneladas em 2025, alta de 10,3% frente ao ano anterior. Até o momento, foram consumidas 3,66 milhões de toneladas, avanço de 8,2% em comparação com igual período de 2024.

Dados da StoneX

“Com esse ritmo, a StoneX estima que a participação do óleo de soja tenha superado 85% da matriz de insumos para o biodiesel no primeiro semestre”, acrescenta Rossetti.

Nesse contexto, a maior participação do sebo bovino na produção de biodiesel pode aliviar a forte demanda por óleo de soja. Em função da tarifa de importação de 50% imposta pelos Estados Unidos, parte maior desse produto deve ser direcionada ao consumo interno. Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 290 mil toneladas de sebo ao mercado norte-americano, um salto de 84% comparado ao mesmo período do ano passado.

Avanço nas vendas no 1º semestre

O relatório da StoneX mostra que o mercado de biodiesel registrou alta de 6,2% nas vendas do primeiro semestre de 2025, totalizando 4,53 milhões de m³.

O destaque foi em maio, quando foram comercializados 819 mil m³, maior volume do ano e o quarto maior da série histórica, com avanço de 11,4% em relação a 2024. Já em junho, o desempenho foi mais moderado, com 746 mil m³ vendidos, queda de 8,9% sobre maio e de 1,6% frente ao mesmo mês do ano anterior.

Dados da StoneX

Segundo Rossetti, o resultado abaixo do esperado foi influenciado por atrasos na colheita da 2ª safra de milho, que deslocaram parte da demanda para julho.

Expectativas para o 2º semestre

Para os próximos meses, a expectativa é de intensificação da demanda, sustentada pela sazonalidade do diesel B e pela introdução da mistura obrigatória B15. A combinação desses fatores pode levar o mercado a registrar novos recordes históricos de comercialização mensal.

Essa projeção poderá elevar a pressão sobre a disponibilidade de óleo de soja, principal insumo para o biodiesel. Mesmo que o uso de sebo bovino possa aliviar o balanço, espera-se redução nas exportações de óleo de soja para priorizar o consumo doméstico. Isso significa um mercado mais restrito e com preços sustentados para óleo e biodiesel.



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Tarifaço sobre café pode causar grande desarranjo global e alta nos preços, diz Cecafé



As sobretaxas impostas pelo governo dos Estados Unidos ao café brasileiro podem gerar um “grande desarranjo global” e pressionar os preços no mercado internacional. A avaliação foi feita por Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), em entrevista concedida à CNN Brasil, nesta sexta-feira (22).

Segundo Matos, as medidas já têm provocado prejuízos aos produtores brasileiros e aumento da inflação para consumidores norte-americanos. Para tentar reverter a situação, uma comitiva de empresários do agronegócio viajará aos EUA no início de setembro, com o objetivo de negociar a retirada ou, ao menos, a redução das tarifas.

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“Vamos estar junto com a National Coffee Association e a missão da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Já tínhamos iniciado diálogos com o Departamento de Estado americano e percebemos que havia informações equivocadas sobre a realidade do mercado. O café brasileiro é essencial para o consumidor norte-americano, que não pode sofrer ainda mais com inflação. Representamos mais de 30% do abastecimento dos EUA”, afirmou Matos.

Impactos no mercado dos EUA

O diretor do Cecafé destacou que 76% da população americana consome café e que o setor responde por 1,2% do PIB dos EUA e gera 2,2 milhões de empregos. Para ele, a sobretaxa imposta desde 6 de agosto já começa a se refletir no bolso dos consumidores.

“O café é a bebida mais emblemática das famílias americanas. A inflação já está sendo detectada na xícara do consumidor. Desde o anúncio das tarifas, os preços na bolsa subiram de uma faixa de US$ 2,70–2,80 para quase US$ 3,60 por libra-peso, refletindo a pressão e o desequilíbrio no mercado”, explicou.

Matos também ressaltou que o café brasileiro é insubstituível nos blends consumidos nos EUA. “Há séculos o Brasil participa de forma majoritária nesses blends. Não é fácil substituir nosso produto, especialmente num momento em que a produção mundial de arábica enfrenta restrições climáticas.”

Abertura de novos mercados

Apesar do impacto, Matos frisou que a diversificação de destinos segue como prioridade. “Mercados tradicionais, como a União Europeia, cresceram no ano passado, especialmente após a implementação das novas regras ligadas ao desmatamento. Temos também avanços em países árabes, asiáticos e na China. Mas os Estados Unidos ainda são o maior consumidor global, com demanda mais de cinco vezes superior à da China. Por isso, resolver a questão americana é estratégico para os dois lados.”

Produtores em dificuldade e apoio do governo

Segundo Matos, os efeitos do tarifaço já são sentidos no campo. “Estamos vendo contratos postergados e até cancelados, substituídos por cafés de outras origens, ainda que a custos mais altos. Isso cria uma dor de cabeça enorme, porque o mercado já está invertido há alguns anos , o futuro é mais barato que o presente , e os juros seguem elevados.”

Ele também apontou limitações nas medidas de apoio anunciadas pelo governo brasileiro, como a abertura de linhas de crédito e financiamentos.

“Os detalhes sobre carência, limites por empresa e juros ainda não estão claros. Outro ponto é que 90% do café exportado aos EUA é verde, mas essa categoria não está contemplada no Reintegra. Por isso, apresentamos junto à Frente Parlamentar da Agropecuária uma proposta para elevar de 10% para 50% o crédito presumido de PIS/Cofins, o que daria fôlego imediato aos exportadores.”

Para Matos, a questão deve ser tratada como urgente. “Se não houver avanço nas negociações, o prejuízo será enorme e o mercado internacional ficará cada vez mais desregulado, com preços em alta e imprevisibilidade para toda a cadeia global do café”, concluiu.



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Dia da Semente reforça importância da escolha do insumo e do manejo pré-plantio para a alta produtividade


Nesta quinta-feira (21), o Brasil celebra o Dia da Semente, insumo que carrega em si o potencial produtivo de toda a lavoura. A data tem grande relevância para o agronegócio, já que a semente é o ponto de partida de culturas estratégicas como soja, milho, algodão, arroz, tabaco, entre tantas outras. Por trás dela, existe um processo de pesquisa que pode levar até 10 anos de dedicação intensa, com altos investimentos em ciência e tecnologia, para que chegue ao campo uma variedade capaz de unir produtividade, resistência a pragas e adaptação às condições de cada região.

Apesar disso, ainda são poucos os que conhecem a complexidade envolvida nesse processo e o quanto a decisão do produtor na hora de escolher a semente pode impactar o resultado da safra. A utilização de sementes certificadas, com alto vigor germinativo e pureza genética, garante uniformidade na emergência, número adequado de plantas por hectare e maior segurança na colheita. Já a prática de utilizar sementes salvas representa riscos consideráveis, como desuniformidade, presença de patógenos e baixo vigor, o que compromete todo o ciclo produtivo.

Solo preparado é base para colheitas

No entanto, a qualidade da semente por si só não é suficiente. O desempenho da lavoura também depende da condição do solo, que deve estar pronto para receber o plantio. Antes mesmo de entrar com as máquinas, o produtor precisa avaliar a fertilidade, a textura, a compactação e a presença de resíduos. Correções químicas, como a aplicação de calcário e gesso agrícola, e intervenções mecânicas, como o uso de subsoladores e escarificadores, fazem parte desse processo de preparo.

Além disso, o manejo adequado das máquinas agrícolas é cada vez mais decisivo. Trânsito excessivo de implementos pesados pode causar compactação, um dos maiores vilões silenciosos da agricultura, que reduz a infiltração de água e dificulta o desenvolvimento radicular. Paralelamente, a adoção de técnicas de conservação, como curvas de nível, terraços e o plantio direto, ajuda a preservar a estrutura do solo, ampliando sua longevidade produtiva.

O combate antecipado às invasoras

Outro fator essencial nesta fase inicial é o controle de plantas daninhas. Espécies resistentes, como buva, capim-amargoso e caruru, têm desafiado os produtores em diferentes regiões do país. Elas competem por água, luz e nutrientes, reduzindo o potencial da cultura principal. Além disso, muitas servem de hospedeiras para pragas e doenças, aumentando os custos de manejo fitossanitário ao longo da safra.

O controle antecipado com herbicidas dessecantes reduz a pressão das invasoras e facilita a instalação da lavoura. Estudos de campo apontam que falhas nessa etapa podem comprometer até 30% da produtividade. Nesse cenário, ganha espaço o manejo integrado, que combina rotação de culturas, uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação, manutenção de palhadas e tecnologias de aplicação de precisão, estratégias que reduzem a pressão de seleção de resistência e elevam a eficiência do controle.

Adubação de base: o alimento que a planta precisa antes de nascer

Com o solo corrigido e livre de plantas daninhas, chega o momento da adubação de base, prática fundamental no plantio. O fornecimento de nutrientes estratégicos, como fósforo, potássio, enxofre, cálcio e micronutrientes, garante o vigor inicial da cultura. O fósforo, por exemplo, é essencial para o enraizamento e deve ser aplicado próximo à semente, já que apresenta baixa mobilidade no solo.

A eficiência da adubação também depende do pH do solo. Em áreas ácidas, comuns no Cerrado brasileiro, a correção com calcário deve ser realizada meses antes para evitar perdas de eficiência. Tecnologias mais recentes, como fertilizantes de liberação controlada, organominerais e inoculantes biológicos, têm conquistado espaço ao melhorar o aproveitamento dos nutrientes e reduzir o desperdício. A agricultura de precisão, com o uso de mapas de aplicação, também contribui para um manejo mais ajustado, garantindo doses específicas de acordo com a necessidade de cada talhão.

O futuro da lavoura começa antes da semeadura

O Dia da Semente reforça uma mensagem central para o agronegócio: a produtividade não depende de uma única decisão isolada, mas de um conjunto de práticas integradas. Escolher sementes de qualidade, preparar o solo, controlar plantas daninhas antecipadamente e realizar uma adubação equilibrada formam a base de uma lavoura rentável e sustentável.

 Cada escolha feita pelo produtor nesta fase pré-plantio determina a eficiência das tecnologias aplicadas ao longo da safra e define, em grande medida, o tamanho e a qualidade da colheita que chegará ao mercado meses depois.





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