domingo, maio 3, 2026

Autor: Redação

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Preços internacionais apertam milho brasileiro



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados



Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados
Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados – Foto: Canva

O cenário global do milho segue desafiador, com super safra nos Estados Unidos e estoques elevados pressionando os preços internacionais. Dados recentes do USDA indicam produtividade média de 188,8 bushels por acre e colheita total de 425,3 milhões de toneladas, com estoques finais americanos estimados em 53,8 milhões de toneladas. Para o consultor da Céleres, Enilson Nogueira, o contexto sugere que os preços devem permanecer apertados, exigindo atenção dos produtores para a geração de margem nos próximos ciclos.

Internamente, os agricultores enfrentam juros elevados, que tornam o crédito mais caro, e a necessidade de monitorar o câmbio, atualmente na faixa de R$ 5,40 a R$ 5,50 por dólar, que ainda garante competitividade, mas pode afetar margens caso haja valorização. “Este cenário reforça ainda mais o desafio para 2026, que deve ser mais um ano em que o produtor precisará olhar com muita atenção para o elemento da geração de margem”, destaca.

A estratégia apontada por Nogueira é focar em eficiência operacional e produtiva, produzindo mais com menos, além de adotar gestão assertiva de insumos e comercialização. Planejamento financeiro e uso de tecnologias agrícolas são considerados essenciais para manter a rentabilidade diante de margens estreitas.

A orientação para o próximo ciclo é clara: produtores que conseguirem unir tecnologia, eficiência e bom planejamento estarão melhor posicionados para enfrentar a pressão de custos e preços internacionais. “Isso será um diferencial para atravessar esse período de margens extremamente apertadas”, conclui.

 





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Boi nelore de 22 meses com 29,7 arrobas: recorde histórico em Lins (SP)


Pecuaristas, preparem-se para um feito que vai ficar marcado na história do nelore nacional! Um abate de gado jovem, com apenas 22 meses de idade média, impressionou a pecuária brasileira e o mercado. Assista ao vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões.

O destaque foi para garrotes nelore da Fazenda Três Pontes, em Novo Horizonte, no estado de São Paulo, do empresário Jorge Ismael de Biasi, mais conhecido como Jorginho Biasi, da JB Agropecuária.

O Giro pelo Brasil, quadro do programa Giro do Boi, do Canal Rural, apresentou o resultado inédito. Leonardo Ferri, gerente de Originação da Friboi de Lins, no estado de São Paulo, detalhou o feito que reforça o potencial do nelore melhorado.

O abate que quebrou recordes

Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: DivulgaçãoParte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação
Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação

O lote de 160 garrotes, todos crioulos e filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO), foi abatido na Friboi de Lins. Os números foram impressionantes e surpreenderam a todos:

  • Idade: Média de 22 meses, com 139 animais (95% do lote) ainda com dentição de leite e 21 com apenas dois dentes.
  • Rendimento de carcaça: O rendimento foi de 59,34%, quase 60%, um índice de excelência.
  • Peso: O lote alcançou um peso médio de carcaça de 29,7 arrobas, superando em quase 10 arrobas a média nacional de gado jovem (20,5 arrobas até 30 meses de idade).
  • Ponto alto: Teve boi abatido no lote que chegou a 35 arrobas de peso de carcaça, mostrando o potencial extraordinário da genética.

Os animais, que poderiam ter sido abatidos aos 15 meses, mostraram o potencial da genética PO melhoradora quando aplicada em um sistema intensivo e de alta tecnologia.

O segredo da Fazenda Três Pontes: genética de ponta e manejo

Jorginho Biasi (5º da esq. para dir.) juntamente com a equipe da fazenda e demais técnicos e consultores da Três Pontes. Foto: DivulgaçãoJorginho Biasi (5º da esq. para dir.) juntamente com a equipe da fazenda e demais técnicos e consultores da Três Pontes. Foto: Divulgação
Jorginho Biasi (5º da esq. para dir.) juntamente com a equipe da fazenda e demais técnicos e consultores da Três Pontes. Foto: Divulgação

O sucesso da Fazenda Três Pontes não é por acaso. Segundo Rodrigo Frigoni, gerente distrital da Alta, central de genética parceira de Jorginho Biasi, o segredo está na combinação de genética de ponta e manejo apurado.

  • Seleção genética: Biasi escolhe touros da Alta que mais o agradam em fenótipo (carcaça, musculatura, acabamento) e valida a escolha com as avaliações genéticas do PMGZ (Programa de Melhoramento Genético das Raças Zebuínas).
  • Manejo: A fazenda investe em um protocolo nutricional desenhado no confinamento, que permite que a genética nelore se expresse em todo o seu potencial, garantindo o máximo de ganho de peso.
Detalhe das carcaças dos bovinos abatidos. Teve boi que deu carcaça de cerca de 35 arrobas. Foto: DivulgaçãoDetalhe das carcaças dos bovinos abatidos. Teve boi que deu carcaça de cerca de 35 arrobas. Foto: Divulgação
Detalhe das carcaças dos bovinos abatidos. Teve boi que deu carcaça de cerca de 35 arrobas. Foto: Divulgação

O PMGZ é o maior programa de avaliação de zebuínos do mundo e identifica os melhores animais que vão gerar ganho para a cadeia, como maior ganho de peso à desmama e ao sobreano, eficiência alimentar e habilidade materna.

A Alta e a ABCZ trabalham em parceria para que essa genética melhoradora chegue ao produtor de gado de corte.

A importância da genética para a pecuária brasileira

Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: DivulgaçãoParte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação
Parte do lote de superpesados filhos de touros Nelore Puros de Origem (PO) que foram abatidos na Friboi de Lins. Foto: Divulgação

O abate histórico da Fazenda Três Pontes é um exemplo prático de como a genética e a tecnologia se traduzem em valor para toda a cadeia. O resultado prova que a pecuária brasileira pode alcançar:

  • Mais produtividade em menos tempo.
  • Maior peso ao abate e maior faturamento.
  • Melhor rendimento de carcaça e eficiência biológica.

O diretor executivo de Originação da JBS – Friboi, Eduardo Krisztan Pedroso, reforçou que o potencial da genética nelore é extraordinário.

O PMGZ Carne, iniciativa da Friboi com a ABCZ, nasceu para avaliar o desempenho de animais com genética PO melhoradora em vacas comerciais, e o lote de Jorginho Biasi é a prova de que o caminho a ser seguido é o uso da genética selecionada em todo o rebanho brasileiro.



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Alckmin aposta em ampliar parceria agroindustrial com o México



O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou, neste sábado (23,) que a sua viagem ao México, na próxima semana, terá como foco setores estratégicos como biocombustíveis, energia, combustível sustentável de aviação (SAF), agroindústria, saúde e a facilitação de vistos.

“Estou indo terça-feira para o México. Nós temos uma corrente de comércio significativa: no ano passado, exportamos R$ 7,8 bilhões para eles, e eles exportaram R$ 5,8 bilhões para nós. Podemos fazer crescer essa corrente de comércio”, afirmou o vice-presidente, em entrevista coletiva durante visita à concessionária Brasilwagen, em São Paulo.

Segundo Alckmin, a implementação de um visto eletrônico para cidadãos dos dois países também está na pauta. “Para mexicanos entrarem no Brasil, poderão obter visto eletrônico, e nós também lá. Enfim, fortalecer a corrente de comércio, que gera emprego e renda”, disse.



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Escolha a semente certa para a pastagem



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio”



“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio"
“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio” – Foto: Canva

A escolha de sementes de qualidade é decisiva para o sucesso da pecuária, influenciando diretamente a produtividade da pastagem e a capacidade de suporte do rebanho. Sementes bem selecionadas permitem uma pastagem mais uniforme, com menor necessidade de ressemeadura, maior resistência e melhor aproveitamento já 60 a 70 dias após a emergência, enquanto pastagens mal formadas podem levar até dois anos para uso.

“Sementes de alta qualidade garantem maior uniformidade no plantio, redução de falhas e menor necessidade de ressemeadura, além de contribuírem para a formação de pastagens mais resistentes e produtivas a longo prazo”, detalha Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro.

Fatores como tipo de solo, clima, finalidade do sistema pecuário e resistência a pragas devem guiar a escolha das sementes. Investir em sementes de alta pureza e germinação, analisar e corrigir o solo antes do plantio e respeitar o período de formação do pasto são fundamentais para evitar prejuízos. A diversificação de forrageiras também é recomendada para reduzir riscos ligados a variações climáticas.

Diferentes espécies oferecem características distintas: os panicuns se destacam pela alta produtividade, palatabilidade e vigor, mas exigem solos férteis e adubação constante, enquanto as braquiárias demandam atenção à variedade escolhida e ao manejo de pragas, como a cigarrinha. Ferramentas como o aplicativo “Pasto Certo”, da Embrapa, podem auxiliar na escolha da espécie ideal, cruzando informações de solo, clima e objetivos de uso.

“Espécies de forrageiras introduzidas no mercado sem pesquisas podem acabar reduzindo os ganhos do pecuarista e até causar prejuízos, porque não se conhece o seu real comportamento. É importante que o pecuarista sempre considere o que é vantajoso para o sucesso de seu negócio, sempre alinhado às práticas sustentáveis, respeitando o meio ambiente. A preservação do solo está diretamente atrelada as boas práticas na propriedade. O sucesso da pecuária brasileira depende em grande medida desse cuidado, e o progresso do produtor rural é resultado de suas escolhas, neste caso, a adoção correta de sementes para pastagem tendem a contribuir para o melhor resultado”, orienta o especialista.

 





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Tecnologia mede teor de óleo do amendoim em um minuto e pode aumentar ganhos do produtor


Os produtores de amendoim perdem dinheiro ao não atender as especificações observadas pelos compradores mais exigentes, como o teor de óleo da leguminosa.

Em parceria com a Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP), a Fine Instrument Technology (FIT), desenvolveu a tecnologia de Ressonância Magnética Specfit, cujo objetivo é analisar matérias-primas e alimentos processados em torno de um minuto.

De acordo com o CEO da startup, Daniel Consalter, todo o processo se dá de maneira não destrutiva e sem gerar resíduos, além de não utilizar produtos químicos.

Segundo ele, a tecnologia permite que o produtor faça adequações às especificações desejadas pelos compradores. Tudo isso porque a seleção de sementes com alto grau oleico são muito valorizadas pelo mercado, já que além de aumentar a vida de prateleira do produto, possuem propriedades antioxidantes benéficas à saúde.

Esse diferencial vem em um momento em que a ampla oferta da leguminosa tem pressionado os preços:

gráfico amendoimgráfico amendoim
Fonte: Conab

“A última safra de amendoim colhida em maio deste ano no interior de São Paulo não atendeu as expectativas dos produtores. O preço pago pela saca de 25 kg de amendoim, abaixo de R$ 80, não foi bem recebido. A análise da qualidade do amendoim torna-se, assim, ainda mais relevante”, avalia Consalter.

Conforme ele, sem essa mensuração, o produtor deixa de rentabilizar quando negocia com os parceiros comerciais. “Precisamos gerar uma cultura de análise entre os produtores. Muitos comercializam o produto no escuro.”

Exportação de amendoim

Selecionar as melhores sementes e garantir que a nova safra de 2026 tenha grãos com propriedades mais valorizadas, atendendo os teores de óleos totais e da umidade, análises consideradas como referências pelas normas ISO e AOCS, também se encaixam no plano de os produtores brasileiros atenderem melhor as exigências dos compradores internacionais.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), o país caminha para, em curto prazo, se fixar entre os maiores exportadores de amendoim no mundo, rol que conta com Índia, Argentina, Estados Unidos, Sudão e China.

Segundo a entidade, o Brasil é um dos únicos produtores com capacidade para ampliar a área de cultivo, além de possuir clima favorável para essa cultura, tecnologia produtiva e apresentar continuamente melhoras na qualidade dos grãos.

E a projeção ganha lastro nos números: em dez anos, a produção de amendoim no Brasil cresceu 240%, indo de 347 mil toneladas na safra 2014/15 para 1,18 milhão de toneladas em 2024/25. Cerca de 75% desse volume é destinado ao mercado externo.

Para o Consalter, fica claro que o agricultor necessita ter uma ferramenta de análise eficaz, uma vez que a tecnologia tira a subjetividade e baliza as negociações com os compradores.

“O acesso à tecnologia era um dos grandes impasses para o setor. Mas hoje isso já está resolvido através dos equipamentos nacionais acessíveis e dos serviços oferecidos ao mercado. Isso apoiará os produtores a terem maior lucratividade na comercialização e ajuda o amendoim brasileiro a se tornar ainda mais competitivo”, conclui.



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Pesquisadores usam inteligência artificial para medir nível de estresse de peixe



Um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista ( Unesp), em Jaboticabal (SP), em colaboração com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para avaliar o estresse do tambaqui , peixe nativo mais produzido no Brasil. O estudo foi publicado na revista Aquaculture.

Os resultados podem ter impacto tanto para o aumento do bem-estar dos animais quanto para a seleção de exemplares mais tolerantes ao ambiente de cultivo. O tambaqui é uma espécie amazônica cultivada sobretudo nos estados da região Norte. O Brasil é o maior produtor mundial da espécie, fornecendo 110 mil toneladas em 2022.

“Primeiro verificamos que, em uma condição estressante, ou seja, em um ambiente mais confinado do que o normal, os peixes ficavam mais escuros. Depois, que a adição de um hormônio ligado ao estresse também alterava a coloração nas escamas. Então treinamos um software com mais de 3 mil imagens para chegarmos num limiar de estresse que pudesse orientar piscicultores e programas de seleção genética, pois vimos que essa é uma característica herdável”, explica Diogo Hashimoto, professor da Unesp que coordenou o estudo.

O trabalho tem como primeira autora Celma Lemos, que realiza doutorado na instituição, e integra projeto apoiado pela Fapesp no âmbito de um acordo com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Para desenvolver a ferramenta, os pesquisadores fotografaram 3780 tambaquis de duas populações, uma da Unesp (1280 indivíduos) e outra da Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas, no Tocantins (2500 indivíduos), com a colaboração da equipe coordenada pela pesquisadora Luciana Shiotsuki.

Em seguida, cada imagem teve marcada a região que deveria ser avaliada pelo software, a metade inferior do corpo. O contraste com a coloração da parte superior é bastante comum em peixes, provavelmente um atributo da seleção natural, que resultou numa espécie de camuflagem. O “countershading”, como é chamado em inglês, pode ser observado, por exemplo, em tubarões, que têm o ventre mais claro do que as costas.

Os pesquisadores treinaram então um modelo de aprendizado profundo (deep learning) para chegar a um limiar que indica, pelo número de pixels pretos em relação aos brancos da imagem, o grau de estresse dos tambaquis.

Uma vez que os exemplares do Tocantins tinham sido marcados quanto à sua ascendência, foi possível saber quanto a característica pode ser passada adiante. “Calculamos que a tolerância ao estresse é uma característica moderada a altamente herdável. Isso se reflete em ganho de peso e tolerância a doenças, abrindo caminho para termos gerações com cada vez mais bem-estar em ambiente de cultivo”, avalia Hashimoto.

Mecanismos fisiológicos

A mudança na coloração sob estresse é uma característica encontrada em diversas espécies de peixe, mas ainda não havia sido comprovada no tambaqui. No caso das que se tornam mais escuras à medida que estão mais estressadas, como a tilápia , um hormônio envolvido no estresse promove a expansão dos melanóforos, células que, a olho nu, são pequenas pintas pretas.

Para comprovar o efeito no tambaqui, os pesquisadores coletaram escamas de seis indivíduos, da população de Jaboticabal, e as mergulharam em duas soluções. Em uma delas, havia uma solução neutra e o α-MSH, uma versão do hormônio estimulante de melanóforos. Na outra, apenas a solução neutra. Depois de 30 minutos, os autores observaram que as banhadas no hormônio estavam mais escuras, com os melanóforos expandidos.

Em outro experimento, seis tambaquis foram retirados dos tanques normais de criação, de 200 metros quadrados, fotografados e divididos em três reservatórios redondos muito menores, de 2 mil litros (85 centímetros de altura e 1,66 metro de diâmetro). Depois de dez dias, foram novamente fotografados e a diferença de coloração era evidente, confirmando que a espécie também fica mais escura à medida que se estressa.

“A ferramenta de IA pode ser usada para monitorar o estresse dos peixes cultivados, num momento em que se cobra cada vez mais bem-estar animal. Apenas avaliando as fotos dos animais, seria possível obter essa medida e melhorar as práticas quando necessário, como reduzir o número de indivíduos por tanque, por exemplo”, diz o pesquisador.



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AgroNewsPolítica & Agro

Controle eficaz da Rhizoctoniose na bataticultura


A Rhizoctoniose, popularmente conhecida como “mancha-asfalto”, é uma das principais doenças que afetam a bataticultura, com potencial de comprometer toda a área plantada se não houver manejo adequado. A Sipcam Nichino Brasil, empresa global com portfólio voltado à hortifruticultura, destaca o fungicida Pulsor® 240 SC como ferramenta eficiente no controle da doença.

O produto, do grupo das carboxanilidas, possui ação sistêmica, preventiva e curativa, e deve ser aplicado no sulco do plantio. Segundo Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa, o fungicida atua em diversas fases do Rhizoctonia solani, oferecendo efeito residual prolongado e proteção ao longo de quase todo o ciclo da batata.

A Rhizoctoniose se manifesta principalmente em solos frios de regiões de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, afetando o estande, a uniformidade e a produtividade das lavouras, além de favorecer o surgimento de outras doenças, como podridão-das-raízes, cancros e tombamentos.

Quando aplicado preventivamente, Pulsor® 240 SC forma uma camada de proteção no solo e é absorvido pela planta, protegendo brotos e hastes até a colheita. O fungicida se destaca ainda pela relação custo-benefício favorável, oferecendo segurança ao produtor frente aos prejuízos da mancha-asfalto.

“Trata-se de um fungicida de ação sistêmica, do grupo das carboxanilidas. Age por translocação lenta, com propriedades preventiva e curativa. Atua nas diversas fases do fungo ‘Rhizoctonia solani’ e pode ser utilizado no manejo da doença ao longo da maior parte do ciclo da batata. O fungicida se destaca nas pesquisas, também, por apresentar efeito residual prolongado e prover ação preventiva”, ele acrescenta. “Entrega relação custo-benefício favorável e se consolida como uma opção segura ante os prejuízos potenciais da mancha-asfalto”, comenta Marcelo Palazim, coordenador de marketing de especialidades da empresa.

 





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instabilidade global ameaça o produtor brasileiro


A queda recente nos preços das commodities agrícolas reflete muito mais do que oscilações naturais do mercado: é resultado direto da instabilidade econômica e financeira internacional, alimentada por políticas desprovidas de coerência econômica nos Estados Unidos.

Na tentativa de reafirmar sua supremacia global, o governo norte-americano adota medidas que lembram uma estratégia de “terra arrasada”, em que o poder vale mais do que a racionalidade.

Historicamente, períodos de incerteza geram forte volatilidade: investidores migram para ativos de menor risco, como o ouro e os títulos públicos, e o preço das commodities, dependente da liquidez global, sofre correções severas.

No Brasil, o impacto é imediato e doloroso. Produtores que arrendaram terras em épocas de preços recordes agora enfrentam custos fixos elevados, insumos dolarizados e uma taxa de juros de 15% que encarece ainda mais o crédito rural. O resultado é um aperto financeiro que ameaça transformar operações antes lucrativas em prejuízo.

O risco maior recai sobre produtores arrendatários, que comprometeram margens futuras com contratos firmados nos tempos de bonança. Com a soja, o milho e outras culturas em queda, muitos já veem a próxima safra com apreensão: menos receita, mais dívida e custos crescentes.

A metáfora do sapo na água morna ilustra bem a situação: se não perceber o aquecimento gradual da crise, o produtor corre o risco de ser “cozido” sem reação. É urgente reconhecer os canais de transmissão dessa turbulência global e agir antes que seja tarde.

Entre as medidas necessárias estão a renegociação de arrendamentos, maior uso de instrumentos de hedge para proteção de margens, diversificação produtiva com agregação de valor e pressão por políticas anticíclicas que aliviam o estrangulamento do setor.

A história mostra que crises globais sempre desafiaram os preços das commodities. O que definirá o futuro do agro brasileiro é a capacidade de reagir com inteligência e estratégia, não com a passividade de quem espera a água ferver.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Chuva de 70 mm e temperaturas de 40°C são destaques da semana



Temperaturas nas alturas e chuva volumosa fazem parte dos destaques climáticos para a última semana de agosto. Acompanhe a previsão do tempo elaborada pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, entre esta segunda (25) e a próxima sexta (29):

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria ainda influencia o clima na Região Sul, levando chuva tanto na segunda (25) quanto na terça-feira (26), com volumes que devem variar entre 20 mm e 40 mm em Santa Catarina e no Paraná, sem previsão de temporais nestes dias. A chuva diminui no Rio Grande do Sul, sem previsão de volumes significativos, com tempo mais aberto. As temperaturas permanecem mais amenas nos três estados e a qualidade do ar deve melhorar no extremo norte paranaense. Há risco de geada em áreas de baixada no centro-sul gaúcho, onde as temperaturas mínimas ficarão em torno de 3°C já nesta segunda-feira. Contudo, a partir de terça, a tendência é a de que os termômetros se elevem aos poucos. A partir de quarta-feira (27) até sexta (29), o tempo na Região é firme.

Sudeste

A partir de terça-feira (26) chove no litoral e na capital paulista, além de no Rio de Janeiro, Espírito Santo e extremo nordeste de Minas Gerais, com volumes que podem chegar a 50 mm, o que alivia o tempo quente e seco nestas áreas. As temperaturas seguem baixas no sul de São Paulo, com melhora da umidade do ar, mas nas demais regiões do Sudeste o calor predomina. No centro-leste mineiro deve chover em torno de 15 mm. Atenção para o risco de focos de incêndio no centro-oeste paulista, centro-oeste mineiro e na região do Triângulo, áreas onde a temperatura máxima deve se manter em torno de 35°C a 37°C.

Centro-Oeste

Não há qualquer previsão de chuva para o centro-norte de Mato Grosso do Sul, além de em grande parte de Goiás e de Mato Grosso. Nestas áreas, as temperaturas máximas devem se manter entre 38°C e 40°C ao longo da semana. Contudo, nesta segunda (25), haverá pancadas de chuva nas demais áreas de Mato Grosso do Sul ao longo do dia. No sul do estado e também no sul mato-grossense as temperaturas permanecem mais baixas, apesar do predomínio do sol. A chuva deve predominar entre segunda e terça-feira no centro-sul do território sul-mato-grossense, especialmente nas áreas de fronteira com o Paraguai, com acumulados que variam entre 20 mm e 30 mm.

Nordeste

Ondas de leste continuam a atuar no litoral da Região Nordeste, levando chuva para Bahia, Sergipe, Alagoas, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte, com volumes entre 10 mm e 20 mm no decorrer da semana. Apesar disso, as temperaturas permanecem elevadas em quase todos os estados da Região, principalmente nos municípios do interior, onde os termômetros devem atingir até 38°C. Essa condição, além de reduzir a umidade relativa do ar, gerando desconforto, aumenta o risco para focos de incêndio.

Norte

O destaque da Região vai para o Amazonas e Roraima, onde no decorrer da semana a chuva deve chegar até a 70 mm. No Acre também chove, mas em menor escala, enquanto no centro-norte amazonense há risco de temporais. As precipitações também avançam sobre áreas do norte do Pará, mas de forma branda. Nas demais áreas do território paraense, pancadas que variam entre 20 mm e 30 mm, reduzindo o risco de focos de incêndio. Contudo, o padrão de nebulosidade se mantém e as temperaturas seguem altas em toda a Região. Atenção para o calorão e tempo seco no Acre, Rondônia e Tocantins, onde as máximas chegam facilmente aos 38°C.



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Câmara Setorial apoiará produtores de citros



Os produtores de citros da Bahia poderão contar com mais um espaço de apoio ao setor. Isso porque a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), em parceria com a Prefeitura de Rio Real, anunciou nesta quinta-feira (21) a reativação das atividades da Câmara Setorial da Citricultura.

O evento reuniu mais de 150 representantes da cadeia produtiva de frutas cítricas de 20 municípios, e na ocasião, foram definidas as primeiras ações para a reestruturação da Câmara. Entre elas está o cadastramento de instituições representativas do setor citrícola, a indicação de membros titulares e suplentes e a definição de um cronograma de reuniões.

A iniciativa chega em um momento em que os produtores da região enfrentam altos custos de produção, oscilação de preços e problemas de logística. 

Escoamento de produção travado

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Rio Real, Fernando Braz, destacou que a reativação acontece em um momento decisivo. “A Câmara Setorial devolve representatividade ao setor e nos dá ferramentas para transformar desafios em oportunidades”, diz.

No começo de agosto, o Canal Rural trouxe uma reportagem produzida pelo jornalista Vinicius Ramos, que mostrava o cenário de crise dos produtores no escoamento da produção de laranjas na região conhecida como Sealba, que abriga os estados de Sergipe, Alagoas e Bahia. Um dos relatos dessas dificuldades veio do Luan Roger, citricultor no município de Rio Real. 

Segundo ele, os pomares enfrentam um problema de descompasso na produção, o que leva os frutos a atingirem diferentes estágios de maturação ao mesmo tempo. “A floração, a carga… se torna muito complicado. Você luta para ter uma produção de laranja toda igual, mas acaba ficando madura, verdosa e já vem outra floração em cima. Como segurar essa, sendo que o fruto anterior já deveria ter sido colhido?”, questionou.

Preços que não compensam

Em Estância, Sergipe, parte das laranjas foram descartadas por não atenderem aos padrões exigidos pelo mercado de sucos. Além disso, caminhões carregados se acumulavam nas indústrias. O citricultor Reginaldo Corsino relatou um cenário de preços que não compensam aos produtores.

“Hoje nós estamos com a demanda de laranja na planta, porque não temos preço. O valor pago pela indústria é de R$ 270 por tonelada, não compensa. Já a laranja de mesa gira em torno de R$ 500, mas só para produzir gastamos entre R$ 350 e R$ 400 por tonelada. A planta está sofrendo com a carga, já vem outra floração, e nós citricultores estamos perdendo muito devido ao preço”, explicou.

Papel das Câmaras

Criadas pelo governo da Bahia em 2023, as Câmaras Setoriais Agropecuárias são órgãos consultivos que reúnem representantes do poder público e da cadeia produtiva, com a missão de propor políticas e ações para fortalecer as principais atividades do estado.

Na avaliação do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, a reativação da Câmara Setorial da Citricultura representa um marco para a citricultura baiana. “Queremos construir pontes entre os produtores e as políticas públicas, transformando assim o setor em uma vertente capaz de se desenvolver e gerar emprego e renda”, afirma.



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