quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Desfile dos Grandes Campeões traz emoção e surpresa à Expointer 2025


Com a pista central do Parque Assis Brasil ainda encharcada e sob chuva da manhã da sexta-feira (5), o tradicional Desfile dos Grandes Campeões da 48ª Expointer superou o barro e o tempo adverso com emoção e estilo. O público acompanhou a apresentação de 136 animais premiados — dois exemplares, macho e fêmea, de cada raça —, além de atrações artísticas de música e dança, e da participação dos vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar.

Vínculo com a terra

O momento foi de celebração da diversidade genética e da excelência da produção agropecuária gaúcha. Antes mesmo da entrada dos animais, o espetáculo foi aberto pela Cia Ayuni, de Jaguarão (SC), composta por 13 bailarinas de 13 a 17 anos. Elas emocionaram o público com a coreografia “Contraponto” e encerraram a apresentação com uma adaptação da dança “Meu Rio Grande, Meu Lar”. A apresentação, que durou cerca de oito minutos, homenageou as origens das mulheres fronteiriças e seu vínculo com a terra.

Entre as jovens artistas estava Lívia, 13 anos. Na plateia, os pais, Vitor e Luciane Martins, e o irmão João Marco, de cinco anos, vibraram durante a performance. “A emoção de estar aqui supera qualquer barro e chuva”, contou a mãe. O pai completou: “A gente chegou cedo e veio direto para a pista. Depois do desfile, vamos conhecer o Parque.”

A Cavalaria da Brigada Militar, representada pelo 4º Regimento de Polícia Montada – Regimento Bento Gonçalves, também abrilhantou a apresentação, reforçando a tradição do desfile.

Celebração dos campeões

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo.  O espetáculo dos animais teve início com a entrada dos ovinos, estrelas da primeira parte da apresentação, que imprimiram ao desfile um clima de elegância e tradição.

Na sequência, passaram pela pista central os caprinos, seguidos pelos bovinos de leite e de corte, cada qual exibindo a força genética e a qualidade da produção pecuária gaúcha. O encerramento ficou a cargo dos equinos, que encantaram o público com sua beleza, imponência e a forte ligação com a cultura gaúcha.

Inspiração para a superação

A surpresa da manhã foi a participação de Valente, o boi que se tornou símbolo de resiliência e inovação na medicina veterinária. Resgatado após a enchente que atingiu o Vale do Taquari em 2023, o animal de 450 quilos sofreu uma fratura grave e passou por uma cirurgia inédita, na qual recebeu uma prótese adaptada.

O produtor Marcelo Scherer, de Restinga Seca, que fez questão de acompanhar toda a programação, se emocionou com a cena. Criador de gado de corte, destacou a importância do evento como inspiração para o campo e ficou tocado ao ver a entrada do boi Valente.

“É positivo demonstrar isso, após a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul. Mostrar um animal que sobreviveu a tudo isso é quase um milagre. Nós também tivemos perdas, como tantos outros, e ver o Valente na pista é inspirador”, relatou.

Boi símbolo de resistência

O procedimento para a implantação da prótese no boi Valente, considerado raro em animais de grande porte, foi resultado de um trabalho conjunto entre especialistas em medicina veterinária, fisioterapia, engenharia e outros profissionais, coordenados pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Dois ônibus trouxeram 80 estudantes e professores de veterinária para acompanhar a participação de Valente na Expointer, que arrancou aplausos calorosos do público ao entrar na pista.

“Foi único, emocionante. Voltamos para casa com ainda mais orgulho da nossa profissão. Saber que é possível dar uma nova chance a animais que passaram por situações tão graves é uma inspiração”, afirmou a estudante de veterinária Jéssica Fracanábia.

Após dois anos de adaptação, Valente vive com saúde e mobilidade adequadas. Sua recuperação representa não apenas um avanço científico, mas também um marco na busca pelo bem-estar animal, abrindo caminho para novas possibilidades de reabilitação.

“Oscar” da agricultura familiar

Além da genética animal, da arte e das homenagens, o desfile também destacou os vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, considerado o “Oscar” do setor. Ao todo, 232 produtos foram avaliados em 16 categorias, ressaltando a diversidade, a qualidade e a tradição da produção rural gaúcha.

Os três primeiros colocados receberam placas e certificados. Pelo terceiro ano consecutivo, os vencedores da agricultura familiar desfilaram lado a lado com os grandes campeões da pecuária, reforçando a integração entre o agronegócio e a produção artesanal.





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Seis mitos e verdades sobre os ovos que você precisa saber



O ovo reúne muitos nutrientes essenciais em uma única porção. Versátil, acessível e de preparo rápido, ele está presente na rotina de milhões de brasileiros.

De acordo com a nutricionista do Instituto Ovos Brasil Lúcia Endriukaite, o ovo é um dos alimentos mais completos que existem à disposição das pessoas. Além de fornecer proteína de alto valor biológico, vitaminas, minerais e antioxidantes que contribuem para o bom funcionamento do organismo.

“Além disso, é acessível, versátil e pode ser incluído em diferentes preparações. O grande desafio ainda é combater os mitos e reforçar, com base em ciência, que seu consumo moderado é benéfico e seguro”, explica.

O alimento pode ser incluído em todas as fases da vida: auxilia no crescimento de crianças, na formação do tubo neural e da memória do bebê em gestantes, na preservação da massa muscular em idosos e na recuperação de atletas devido à rápida absorção da proteína.

Entre os nutrientes presentes estão colina (importante para o cérebro e memória), vitaminas A, D, E e do complexo B, além de minerais como ferro, selênio e potássio. Também possui antioxidantes como luteína e zeaxantina, relacionados à saúde ocular.

Mitos e verdades sobre o ovo

  1. Posso consumir ovos todos os dias?

    Verdade: o consumo diário é seguro para a maioria das pessoas, desde que inserido em uma dieta equilibrada.
  2. Gestantes e crianças podem comer ovos?

    Verdade: o ovo é considerado seguro. Para gestantes, o alimento contribui para a formação do tubo neural e da memória. Já nas crianças, auxilia no desenvolvimento físico e cognitivo.

  3. Ovo frito faz mal?

    Depende: o ovo não representa risco, mas o preparo com excesso de óleo vegetal rico em ômega 6 pode ser prejudicial. As versões cozida, pochê ou mexida com pouco óleo são as melhores opções.

  4. Ovo aumenta o colesterol?

    Mito: estudos indicam que o colesterol presente no alimento tem pouco impacto nos níveis de LDL (colesterol ruim). O maior fator de risco vem do consumo de gorduras saturadas e trans.
  5. Ovo branco é mais fraco que o marrom?

    Mito: a cor da casca está relacionada apenas à raça da galinha. Nutricionalmente, são equivalentes.
  6. Ovo é apenas proteína?

    Mito: além da proteína, o alimento fornece colina, vitaminas A, D, E e do complexo B, minerais como ferro e selênio, além de antioxidantes como luteína e zeaxantina.

O que dizem os estudos

Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition em 2020 não identificou relação entre o consumo de ovos (até sete ovos por semana) a alterações nos lipídios sanguíneos, mortalidade ou doenças cardiovasculares.

Os autores concluíram que o consumo moderado de ovos (1 por dia) é seguro e não aumenta o risco de doenças cardiovasculares ou morte.

A recomendação é variar o preparo e priorizar métodos mais saudáveis, combinando o alimento com vegetais, grãos integrais e fontes de gordura de boa qualidade.



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Bactérias associadas a insetos podem ser ferramenta para agricultura sustentável



Entender o papel dos microrganismos de insetos na interação com plantas hospedeiras, principalmente os associados à lagarta-do-cartucho, uma das principais pragas da cultura do milho, levou a engenheira agrônoma, Diandra Achre, a se aprofundar nos estudos sobre esse efeito.

Os insetos carregam consigo uma comunidade diversa de microrganismos como bactérias, fungos e vírus, que desempenham funções essenciais influenciando seu crescimento, alimentação e até na forma como interagem com as plantas, que muitas vezes são seu principal alimento”, diz Diandra Achre.

Durante seu mestrado, a pesquisadora começou a investigar o que acontecia quando um grupo de bactérias associadas a insetos foi inoculado na planta de milho. Descobriu que algumas, ao colonizarem os tecidos das plantas, assumiam funções completamente diferentes.

Aquilo que antes beneficiava o inseto passava a favorecer a planta: ajudando o milho a crescer mais saudável e, ao mesmo tempo, fortalecendo sua capacidade de defesa contra pragas e doenças. É como se a planta “aprendesse” a se defender ao reconhecer pistas associadas ao seu agressor.

“Essas bactérias aumentam a resistência sistêmica da planta, reduzindo o consumo e o desenvolvimento da lagarta-do-cartucho, chegando ao ponto de causar a mortalidade total das larvas”, explica.

Segundo Diandra Achre, isso mostra que a planta, ao se associar a essas bactérias, passa a responder mais rápido e de forma mais eficiente ao ataque da praga, produzindo compostos de defesa que normalmente estão ausentes ou são produzidos em baixa abundância nas plantas não inoculadas.

Com base nesses resultados, a engenheira decidiu investigar mais a fundo, buscando entender como essas bactérias modulam a fisiologia da planta e influenciam suas interações com outros organismos, como pragas e doenças. Para isso, foram analisadas alterações metabólicas, genéticas e bioquímicas.

“Utilizamos abordagens avançadas de biologia molecular e química, com o uso de ferramentas das ômicas. Além da resposta às pragas, também exploramos o potencial dessas bactérias simbiontes em auxiliar o sistema imune da planta contra doenças como o enfezamento do milho, um patógeno agressivo transmitido por outro inseto, a cigarrinha-do-milho”, destaca.

O objetivo foi compreender como as interações planta, inseto, simbiose e patógeno desencadeiam respostas biológicas e como essas relações podem ser exploradas para o desenvolvimento de novas tecnologias de baixo impacto ambiental, que aumentem a produtividade agrícola e fortaleçam a saúde das plantas cultivadas.

Além das descobertas científicas, o projeto também trouxe impactos práticos e perspectivas promissoras para o setor produtivo.

Bioinsumos e estímulos

Ao utilizar bactérias simbiontes como bioinsumos, é possível modular a fisiologia da planta, estimulando o crescimento vegetal, fortalecendo as defesas naturais contra pragas e doenças agressivas da cultura do milho e, consequentemente, aumentando a sua produtividade. Essa abordagem pode resultar em sistemas de cultivo mais resistentes e eficientes.

Além dos benefícios imediatos no campo, o estudo também permitiu a identificação de genes, proteínas e vias metabólicas ativadas pela interação com os simbiontes. Esses achados oferecem base para o desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas, com potencial aplicação em programas de melhoramento genético ou edição genômica.

Assim, os microrganismos simbiontes investigados se configuram não apenas como agentes biológicos funcionais, mas como ferramentas biotecnológicas de alta precisão, com potencial para transformar estratégias de manejo agrícola e ampliar as fronteiras da inovação e da sustentabilidade no setor.



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Geada provoca queda de frutos na produção de bergamota



Safra de citros começa com floração em diferentes regiões




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, os citricultores da região administrativa de Caxias do Sul já iniciaram os cuidados para a próxima safra. A maioria das plantas apresenta novas brotações e sinais de botões florais, indicando o começo do ciclo produtivo. A entidade destacou que, nos próximos dias, será possível avaliar melhor o potencial da safra, especialmente após a elevada produção de bergamota e laranja neste ano.

Em Cotiporã, continua a colheita das variedades tardias de laranja, como Monte Parnaso e Lane Late. Paralelamente, os produtores realizam tratamentos fitossanitários para garantir a sanidade da florada. Apesar do bom desempenho produtivo, alguns agricultores relatam entraves na comercialização. Em determinados casos, a saída das frutas ocorre de forma lenta, e em outros houve devolução de cargas, que precisaram ser redirecionadas para mercados locais.

Na região de Frederico Westphalen, prossegue a colheita de variedades de ciclo médio e tardio, ao mesmo tempo em que tem início a floração da safra 2025/2026. Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa é de que a produção seja satisfatória, favorecida pelas condições climáticas.

Na região de Santa Rosa, os citros apresentam intensa floração, início de brotação e frutificação. A colheita da laranja Valência está em andamento, com preço de R$ 1,50 por quilo na propriedade e R$ 2,00 por quilo na entrega. Na cultura da bergamota, a geada ainda provoca queda significativa de frutos. Foram identificados ataques de pragas como pulgão, ácaro, larva-minadora, cochonilha, mosca-das-frutas e percevejo, exigindo controle por parte dos produtores.





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Clima brasileiro entre extremos desafia o agronegócio



A distribuição das chuvas também foi irregular



A distribuição das chuvas também foi irregular
A distribuição das chuvas também foi irregular – Foto: Pixabay

Durante julho e agosto, o Brasil viveu um cenário climático marcado por contrastes regionais. Segundo análise do Rabobank, as temperaturas ficaram acima da média em grande parte do país, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e MATOPIBA, com registros superiores a 37°C em cidades como Cuiabá. Em paralelo, frentes frias atingiram o Sul e parte do Sudeste, provocando geadas leves a moderadas e afetando culturas como o café no Cerrado Mineiro.

A distribuição das chuvas também foi irregular. Enquanto o Norte e o litoral do Nordeste registraram volumes acima da média, favorecendo feijão e milho, regiões como Rondônia, Tocantins, Goiás e Minas Gerais enfrentaram déficit hídrico, que comprometeu as pastagens. No Centro-Oeste, o clima seco permitiu o avanço da colheita do milho safrinha e do algodão. Já no Sudeste, a mesma condição beneficiou o café e a cana-de-açúcar. No Sul, por outro lado, o excesso de chuvas e o risco de geadas atrasaram o início do plantio de inverno, embora a produtividade do Paraná tenha sido preservada.

Entre as culturas, o café enfrentou episódios localizados de granizo no sul de Minas, sem impacto nacional relevante. A safra de laranja começou sob temperaturas abaixo da média e chuvas esparsas. Na cana, julho registrou 100 milhões de toneladas colhidas, mas a baixa qualidade da matéria-prima preocupa, com estimativas apontando produção total de açúcar abaixo de 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O comportamento do clima global também entra no radar. O fenômeno ENSO permanece em neutralidade, com 56% de probabilidade de continuidade até o fim do inverno. A expectativa é de breve transição para La Niña na primavera, seguida de retorno à neutralidade, o que pode impactar chuvas e temperaturas. A partir de setembro, o mercado volta suas atenções ao regime de chuvas: no café, será decisivo para a florada da safra 2026/27, enquanto nos grãos será fundamental para a semeadura da temporada 2025/26.

 





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Chuvas caem 74% e temperatura sobe 16% com avanço do desmatamento na Amazônia


O desmatamento da Amazônia brasileira é responsável por cerca de 74,5% da redução de chuvas e por 16,5% do aumento da temperatura do bioma nos meses de seca. Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram quantificar os impactos da perda de vegetação e das mudanças climáticas globais sobre a floresta.

Liderado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP), o estudo traz resultados fundamentais para orientar estratégias eficazes de mitigação e adaptação, temas-alvo da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), marcada para novembro em Belém, Pará.

Os cientistas analisaram dados ambientais, de mudanças atmosféricas e de cobertura da terra de aproximadamente 2,6 milhões de quilômetros quadrados (km2) na Amazônia Legal brasileira em um período de 35 anos (1985 a 2020).

Os pesquisadores analisaram os efeitos da perda florestal e das alterações na temperatura, na precipitação e nas taxas de mistura de gases de efeito estufa.

As chuvas apresentaram uma redução de cerca de 21 mm na estação seca por ano, com o desmatamento contribuindo para uma diminuição de 15,8 mm. Já a temperatura máxima aumentou cerca de 2 °C, sendo 16,5% atribuídos ao efeito da perda florestal e o restante às mudanças climáticas globais.

“Vários artigos científicos sobre a Amazônia já vêm mostrando que a temperatura está mais alta, que a chuva tem diminuído e a estação seca aumentou, mas ainda não havia a separação do efeito das mudanças climáticas, causadas principalmente pela poluição de países do hemisfério Norte, e do desmatamento provocado pelo próprio Brasil”, resume o professor, Luiz Augusto Toledo Machado.

Isso porque a pesquisa mostrou que o impacto do desmatamento é mais intenso nos estágios iniciais. As maiores mudanças no clima local ocorrem já nos primeiros 10% a 40% de perda da cobertura florestal.

“Temos que preservar a floresta, isso fica muito claro. Não podemos transformá-la em outra coisa. Se houver algum tipo de exploração, precisa ser de forma sustentável”, afirma o professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, Marco Aurélio Franco.

Sensível equilíbrio do ecossistema

A Amazônia, como a maior e mais biodiversa floresta tropical do mundo, tem um importante papel na regulação do clima global. É responsável, por exemplo, pelos chamados “rios voadores”. As árvores retiram água do solo por meio das raízes, transportam até as folhas e a liberam para a atmosfera em forma de vapor.

O desmatamento e os processos de degradação da floresta contribuem com a alteração desse ciclo de chuvas, provocando a intensificação da estação seca em escala local e aumentando os períodos de incêndios florestais.

A Amazônia brasileira perdeu 14% da vegetação nativa entre 1985 e 2023, de acordo com dados do MapBiomas, atingindo uma área de 553 mil km2, o equivalente ao território da França. A pastagem foi a principal causa no período. Mesmo chegando ao segundo menor nível de desmate entre agosto de 2024 e julho de 2025 (uma área de 4.495 km²), o desafio tem sido conter a degradação, especialmente provocada pelo fogo.

A estação seca – entre junho e novembro – é o período em que os impactos do desmatamento são mais pronunciados, principalmente sobre a chuva. Os efeitos cumulativos intensificam mais a sazonalidade.

Destrinchando os dados

Para chegar aos resultados, os cientistas usaram informações relacionadas à chuva e à temperatura, o grupo analisou dados de gases de efeito estufa. Concluiu que, ao longo do período de 35 anos, o aumento nas taxas de dióxido de carbono (CO) e de metano (CH) foi impulsionado praticamente pelas emissões globais (mais de 99%).

Foi observada uma alta de cerca de 87 partes por milhão (ppm) para CO e cerca de 167 partes por bilhão (ppb) para CH.

Mudanças atmosféricas e de cobertura da TerraMudanças atmosféricas e de cobertura da Terra
Gráfico: Marco Aurélio Franco et al./Nature Comm., versão

Os pesquisadores alertam que, se o desmatamento continuar sem controle, a extrapolação dos resultados sugere um declínio adicional na precipitação total durante a estação seca e maior elevação da temperatura.

Estudos recentes indicam que o desmatamento na Amazônia já está alterando os padrões da monção sul-americana (fenômeno climático que leva chuvas abundantes para o centro e Sudeste do Brasil durante o verão), resultando em condições mais secas que podem comprometer a resiliência de longo prazo da floresta. Eventos extremos, como as secas de 2023 e 2024, só agravam a situação.



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Fim de semana tem queda de temperatura e chuva em alguns estados; veja a previsão do tempo



Sul

Instabilidades associadas a um cavado em altitude mantêm a chuva sobre o Paraná neste sábado (6), com pancadas moderadas a fortes no interior, acompanhadas por raios e rajadas de vento. Em Curitiba, o céu permanece encoberto e há risco de chuva moderada ao longo do dia. Em Santa Catarina, a chuva se concentra no norte, vales e leste, com chance de episódios fortes. No Rio Grande do Sul , o tempo firme predomina, ainda sob influência da massa de ar polar, com frio, nebulosidade e geada em várias áreas.

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No domingo (07), uma baixa pressão e o fluxo de umidade favorecem pancadas fracas a moderadas no oeste, Missões e noroeste do Rio Grande do Sul no fim do dia. Nas demais áreas gaúchas, o tempo segue firme, com frio e chance de geada isolada ao amanhecer. Em Santa Catarina, o sol aparece na maior parte do estado, com chuva fraca apenas no oeste. No Paraná, pancadas ocorrem pela manhã, mas perdem força no decorrer do dia, ficando restritas ao leste e litoral, com instabilidades retornando de forma irregular à noite.

Sudeste

A umidade marítima mantém a instabilidade entre a costa de São Paulo e o Rio de Janeiro neste sábado (6), com risco de chuva volumosa no litoral paulista e pancadas fortes também no centro-sul fluminense. O leste de SP, incluindo a capital, segue encoberto com chuva fraca e temperaturas amenas. Em Minas Gerais e Espírito Santo, o sol predomina, mas a umidade cai no interior à tarde.

No domingo (07), a circulação de ventos mantém o tempo instável no litoral de SP, RJ e sul do ES, com chuva persistente e volumes elevados na Baixada Santista e capital fluminense. No interior paulista e mineiro, o tempo firme predomina, com sol, calor e umidade baixa durante a tarde.

Centro-Oeste

O cavado em altitude provoca pancadas isoladas no sul de MS e no noroeste de Mato Grosso neste sábado (6), com risco de chuva forte localizada. No restante da região, o tempo firme e seco predomina, com sol forte, máximas próximas dos 40 °C e umidade em níveis críticos.
No domingo (7), o tempo firme predomina em praticamente todo o Centro-Oeste, sob atuação de uma área de alta pressão. O calor persiste e a umidade do ar cai ainda mais, com índices abaixo de 20% em diversos municípios.

Nordeste

A infiltração marítima mantém pancadas de chuva do litoral da Bahia ao Rio Grande do Norte neste sábado (6), com risco de chuva forte entre Sergipe e Rio Grande do Norte. No interior, o tempo firme e seco predomina, com calor intenso e baixa umidade no Matopiba. No domingo (07), a chuva ganha força entre o recôncavo baiano e o litoral pernambucano, com volumes expressivos em algumas capitais. O agreste da BA, SE e AL também pode registrar pancadas. No interior nordestino, o padrão segue firme, quente e seco.

Norte

A chuva ganha força entre o Amazonas e o oeste do Acre neste sábado (6), com risco de temporais localizados. Também chove em Roraima e no oeste do Amapá, enquanto Tocantins e Pará seguem com tempo firme, calor e baixa umidade. No domingo (07), as instabilidades permanecem no AM e em RR, com pancadas moderadas e possibilidade de temporais isolados. RO e AC têm tempo mais aberto, com sol e calor. No Pará, há pancadas localizadas no oeste e litoral, enquanto Tocantins segue seco e com baixa umidade do ar.

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Obras de artistas gaúchos ganham protagonismo na 48ª Expointer


Pelo quinto ano consecutivo, o espaço cultural Estância da Arte oferece um lugar de pausa e contemplação para os visitantes da Expointer. Desta vez, a exposição na esquina do Pavilhão Internacional, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, está ainda maior, com mais de 50 obras de seis artistas gaúchos e um uruguaio, metade delas criadas especialmente para a feira. Com o tema “Traços da tradição”, a curadoria valoriza a cultura campeira e a vida do povo do Rio Grande do Sul. 

Há muitas novidades em relação ao ano anterior. Peças em cartoon, obras expressionistas e trabalhos em espátula são novas formas de apresentar a vida campeira. A presença feminina ganha força e a história da região das Missões entrou no circuito. Poemas do gaúcho Gujo Teixeira recheiam a exposição. 

“Aqui é um espaço cultural que vem criando uma tradição na Expointer. As pessoas se identificam muito, pois as cenas e paisagens da lida do campo são a realidade da maioria dos visitantes. Para nós é um motivo de muito orgulho”, contou Daniel Henz, um dos organizadores do espaço.

A curadoria das obras é realizada mais uma vez por Mariano Schmitz, gaúcho nascido em Novo Hamburgo e com trajetória ligada ao mundo campeiro. Os artistas convidados para a exposição são Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves, Dario Mastrosimone, Derli Vieira da Silva (Chapéu Preto), Márcia Bastos, Santiago e Sérgio Coirolo.

Democratização

O projeto da Estância da Arte promove a democratização da arte em três pilares: gratuidade, diversidade e acessibilidade. A visitação ao espaço é gratuita até domingo (7/9), entre 8h e 20h, e a multiplicidade de formatos atrai vários públicos. Um grande diferencial da exposição, mais uma vez, é possuir uma obra de cada artista em prancha tátil, com reproduções em relevo e textura que possibilitam a compreensão por pessoas cegas. O espaço também tem acessibilidade física, mediação em libras e guia vidente. 

A produtora rural Carina Correia estava de passagem pelas imediações e parou para ver as obras com toda a família. Ela, que é de Aceguá, se sentiu representada. “Eu vinha caminhando e minha filha, que gosta muito de pintura, nos alertou. Chamou atenção o trabalho do campo. Meu marido planta soja e a pintura dela [a artista Márcia Bastos] é bem o que a gente vê no dia a dia: o trabalho de campo em que nós, mulheres, também ajudamos”, explicou.

Programação dos próximos dias

Na sexta-feira (5/9), o Estância da Arte promove duas rodas de chimarrão com os artistas e o curador da exposição, sendo uma no horário da manhã (9h às 11h) e outra à tarde (13h às 16h).

A programação do sábado (6/9), por sua vez, reserva a pintura de obras ao vivo com os artistas Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves e Dario Mastrosimone. 

Ao longo dos nove dias de feira, os organizadores projetam a circulação de 40 mil pessoas pelo espaço.





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Projeto de rastreabilidade é testado no Rio Grande do Sul



Um processo capaz de identificar, registrar e acompanhar o histórico completo de cada bovino, desde o nascimento até o abate. Trata-se da rastreabilidade, cujo projeto piloto foi lançado na última quinta-feira (4), no Rio Grande do Sul, durante a Expointer. A iniciativa é considerada um marco para a pecuária gaúcha e poderá, em breve, ser aplicada em todo o país.

Desenvolvido pela Secretaria da Agricultura do RS, em parceria com o setor produtivo e técnico, o programa tem como objetivo fortalecer a defesa agropecuária e modernizar o segmento por meio da identificação individual dos animais. No estado, 50 propriedades participam do projeto piloto, que está alinhado à portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada em julho, estabelecendo o cronograma do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos. A normativa dá autonomia para que cada estado defina suas próprias ações.

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Além de ser uma ferramenta de sanidade animal, a rastreabilidade contribui para a valorização da carne brasileira no mercado internacional.

Segundo o secretário adjunto da Agricultura e Pecuária do RS, Márcio Madalena, a secretaria fornece os brincos e bottons de identificação, realiza a aplicação e acompanha a movimentação dos animais pelo sistema oficial.

“Temos aqui no parque da Expointer três produtores já integrados ao projeto: um criador de Angus, um de Devon e outro de gado holandês. Assim que os animais entraram no parque, fizemos a leitura com bastão eletrônico, simulando o processo que deve se tornar exigência a partir do início da década de 2030”, explica Madalena.

De acordo com o cronograma do Mapa, até 2026 está prevista a criação de uma base de dados nacional. Entre 2027 e 2029 será implantada a identificação individual de cada animal, com a meta de que, até 2032, todo o rebanho brasileiro, atualmente estimado em cerca de *239 milhões de cabeças, esteja rastreado.

Para Marcelo Motta, diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, o programa trará avanços importantes:

“Esse sistema vai fortalecer a certificação da condição sanitária dos animais e dos produtos da pecuária, oferecendo ao consumidor maior segurança quanto ao que consome. Além disso, permitirá demonstrar a eficiência do sistema produtivo brasileiro e agregar valor à cadeia da carne.”



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Quais práticas você gostaria de aprender melhor?


Na interatividade da semana perguntamos aos produtores, quais práticas gostariam de aprender? Dentre as 3 opções, o resultado revelou que 45% dos produtores rurais querem saber como “Como vender pela internet”.

O resultado da pesquisa também revelou pontos de grande interesse entre os produtores rurais. Cerca de 34% querem aprender estratégias para economizar água e energia, enquanto 21% demonstraram curiosidade em como usar o celular para cuidar da roça.

Esses dados mostram uma tendência clara: o campo está cada vez mais conectado. Os produtores não buscam apenas melhorar a gestão sustentável de suas propriedades, mas também encontrar novos caminhos para aumentar a renda por meio do comércio digital.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Segundo especialistas, a venda online de produtos rurais é uma oportunidade estratégica para ampliar mercados, reduzir intermediários e se aproximar diretamente do consumidor. Dentro desse cenário, o programa Porteira Aberta Empreender trouxe dicas valiosas sobre como alavancar as vendas nas redes sociais.

Além disso, foi destaque o uso do WhatsApp Business, uma ferramenta gratuita que oferece recursos como catálogo de produtos, respostas automáticas, etiquetas de organização e listas de transmissão. Soluções simples que podem facilitar o dia a dia do empreendedor rural e abrir espaço para novas oportunidades de negócios.



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