quinta-feira, abril 30, 2026

Autor: Redação

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Queijo colonial artesanal ganha reconhecimento nacional


A tradição de produção de queijos artesanais atravessa gerações e, ao longo do tempo, se consolidou como referência em qualidade e autenticidade. A história começou em 1927, quando Ambrose Lorenzon criou o primeiro rótulo da família, preservando uma receita que permanece até hoje. Após um período de pausa, em 2007, Sérgio e sua esposa decidiram retomar a produção e, assim, resgataram a identidade do queijo colonial artesanal.

Atualmente, quem lidera a sexta geração é Gabriel Lorenzon, que assumiu a atividade ao lado do pai. Segundo ele, “nosso queijo mantém a mesma receita familiar, e cada conquista é um reconhecimento da nossa história e da dedicação de toda a família”.

O resultado desse cuidado não demorou a aparecer nos concursos. Em 2022, o queijo conquistou medalha de bronze em competição regional. No ano seguinte, o colonial com 30 dias de maturação recebeu medalha de ouro no mesmo evento. Em 2024, por sua vez, veio a consagração: o produto alcançou o segundo lugar no concurso nacional realizado em Brasília, promovido pela CNA e pelo SENAR.

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Mais do que os títulos, porém, Gabriel ressalta o valor da validação de especialistas. “Participar de um concurso é ter a certeza de que pessoas qualificadas avaliaram o seu queijo e reconheceram a qualidade. Esse feedback é fundamental para continuar evoluindo”, afirma Lorenzon.

Além disso, o apoio de instituições como o Sebrae tem sido essencial nessa trajetória. Com incentivos e programas voltados à qualidade, pequenos produtores conseguem se desenvolver com mais segurança. Dessa forma, segundo Gabriel, é possível crescer de forma sustentável e manter viva uma tradição iniciada há mais de 140 anos na propriedade da família.



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Receita de café exportado chega a US$ 9 bilhões até julho


A safra brasileira de café está estimada em 55,2 milhões de sacas beneficiadas em 2025. Segundo o 3º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (4), o volume representa alta de 1,8% em relação ao ano passado, mesmo sendo um ciclo de baixa bienalidade.

De acordo com a Conab, a produção é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade nacional, que passou de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas neste ano. No ciclo anterior, marcado pela bienalidade positiva, a safra foi prejudicada por adversidades climáticas. A área em produção foi estimada em 1,86 milhão de hectares, queda de 1,2% frente a 2024, enquanto a área em formação cresceu 11,9%, alcançando 395,8 mil hectares. Assim, a área total destinada ao cultivo de café chega a 2,25 milhões de hectares, alta de 0,9% em comparação ao ano anterior.

O levantamento aponta que a produção de café arábica deve alcançar 35,2 milhões de sacas, uma redução de 11,2% em relação à safra anterior. Minas Gerais concentra 75,2% da área nacional destinada à espécie, com 1,38 milhão de hectares, e deve colher 24,7 milhões de sacas, queda de 10,8% frente ao ciclo passado. A Conab atribui a retração ao efeito da bienalidade negativa e à seca prolongada que antecedeu a floração.

No caso do conilon, a produção deve atingir 20,1 milhões de sacas, crescimento de 37,2% em comparação ao ano passado. A Conab explica que o resultado se deve à regularidade climática, que favoreceu a formação dos frutos. O Espírito Santo, responsável por 69% da produção nacional da espécie, deve colher 13,8 milhões de sacas, alta de 40,3% em relação a 2024, impulsionada pelas chuvas no norte do estado.

Na Bahia, a produção total está estimada em 4,1 milhões de sacas, aumento de 33,5% em relação ao ano anterior. O resultado decorre da entrada de novas lavouras irrigadas em produção, principalmente nas regiões do Atlântico e do Cerrado. A produção de conilon no estado deve crescer 51,2%, alcançando 2,95 milhões de sacas, enquanto o arábica deve registrar avanço de 2,4%, totalizando 1,1 milhão de sacas. Rondônia também deve apresentar crescimento de 10,4%, com produção estimada em 2,3 milhões de sacas.

No mercado externo, o Brasil exportou 23,7 milhões de sacas de 60 quilos entre janeiro e julho de 2025, queda de 16,4% em comparação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar da retração, o volume é o terceiro maior já registrado no período. Segundo o levantamento, a redução já era esperada devido à menor disponibilidade de estoques após o recorde de exportações em 2024 e à limitação da produção de arábica.

A receita gerada pelas exportações no acumulado até julho somou US$ 9 bilhões, o maior valor para o período. O desempenho representa alta de 44,1% em relação ao ano anterior, resultado impulsionado pela elevação dos preços internacionais do café no início do ano.





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Projeções para safra de soja dividem opiniões


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 8 a 14 de agosto e publicada na última quinta-feira (14), os prêmios têm ajudado a sustentar parte dos preços da soja no Brasil, com o câmbio mantendo-se próximo de R$ 5,44 por dólar. Nesse cenário, as principais praças gaúchas registraram valores de R$ 122,00 por saca, enquanto em outras regiões do país os preços oscilaram entre R$ 117,00 e R$ 123,00 por saca.

Em paralelo, projeções da iniciativa privada indicam que a futura safra brasileira pode alcançar 178,2 milhões de toneladas em 2025/26. A StoneX avaliou que o número é baseado em expectativa de produtividade excelente. O Ceema ponderou, no entanto, que “além de muito cedo, tais números são, por enquanto, bastante otimistas, já que é preciso esperar o comportamento do clima nas diferentes regiões do país”. O relatório destacou ainda que o Mato Grosso enfrenta preocupações com a baixa umidade, considerada a menor em dez anos, no início do plantio autorizado a partir de 7 de setembro, após o vazio sanitário. O Sul do país também continua sob risco de seca.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em levantamento recente, manteve a área de soja do estado em 13,08 milhões de hectares, alta de 1,67% em relação ao ano anterior. A produtividade média foi projetada em 60,4 sacas por hectare, recuo de 8,8% frente ao ciclo anterior. A produção final estimada é de 47,2 milhões de toneladas, queda de 7,3% em relação à colheita passada. O instituto destacou que ainda há incertezas relacionadas ao clima e ao nível de investimento dos produtores em tecnologia diante de custos elevados e preços relativamente baixos.

No Rio Grande do Sul, a Emater estimou redução de 0,8% na área a ser semeada em 2025/26, para 6,74 milhões de hectares. Apesar da retração, a entidade afirmou que, em condições climáticas normais, a produção poderá se recuperar após a quebra de 27% registrada na safra passada em comparação ao ano anterior. A expectativa é de que a colheita alcance 21,4 milhões de toneladas, avanço de 57,1% sobre o último ciclo, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare, o equivalente a 53 sacas.





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Mercado do trigo segue pressionado no Brasil


Os preços do trigo permaneceram estáveis na semana de 8 a 14 de agosto, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), publicada na última quinta-feira (14). No Rio Grande do Sul, as cotações foram de R$ 70,00 por saco, enquanto no Paraná ficaram em R$ 75,00 por saco.

De acordo com a Ceema, os moinhos seguem abastecidos e as negociações de grão continuam restritas. Produtores com necessidade imediata têm cedido nos valores, enquanto moageiras bem estocadas ofertam preços ainda menores. A entrada de maior volume da safra 2025, associada às boas expectativas de produtividade, ao câmbio em patamares mais baixos e à ampla oferta mundial, reforça a pressão sobre o mercado interno.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), “em agosto/25, a média mensal no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.291,08/tonelada, queda de 2% frente a julho/25 e de 12,2% em relação a agosto/24, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI). No Paraná, a média foi de R$ 1.433,50/tonelada, com baixa de 2,9% no comparativo mensal e de 9,4% no anual. Em São Paulo, os recuos foram de 4,6% e 12,6%, respectivamente, com média de R$ 1.431,12/tonelada em agosto/25. Em Santa Catarina, a cotação média foi de R$ 1.432,41/tonelada, com recuo de 0,6% e 7,6%, nesta mesma ordem”.

No Rio Grande do Sul, o plantio registrou redução de 9%, totalizando 1,2 milhão de hectares. A queda está relacionada ao alto custo de produção, às incertezas climáticas e às dificuldades de acesso a crédito. Na região de Passo Fundo, a Emater informou que “o investimento na lavoura é de em média R$ 4.000,00/hectare, o que equivale a mais de 60 sacos/ha. Lembrando que a média regional nas últimas safras ficou entre 60 e 62 sacos/ha. Para 2025 o potencial é de 70 a 80 sacos/ha, desde que o clima ajude, pois conta também a qualidade do grão. Tanto é verdade que trigos com PH acima de 78 recebem o valor de mercado, hoje entre R$ 69,00 e R$ 70,00/saco. Abaixo de 75, podem ser vendidos por menos da metade, em torno de R$ 40,00/saco, quando destinados à ração”.

A entidade destacou ainda a relevância da cultura para o sistema produtivo, com benefícios para a cobertura do solo, controle de plantas daninhas e descompactação, além da preparação para o cultivo de verão. Uma novidade neste ano é a possibilidade de destinação do trigo à indústria de etanol. Em Passo Fundo, a fábrica da Be8 deve absorver parte da produção fora do padrão exigido pelos moinhos. O grão com PH abaixo de 70 poderá ser comercializado entre R$ 50,00 e R$ 60,00.

Apesar das alternativas, os produtores enfrentam dificuldades. Para a maioria deles, nos últimos cinco anos apenas uma safra apresentou rentabilidade. Conforme a análise, o trigo, que historicamente se firmou como opção de cultivo de inverno, tem perdido espaço devido aos custos elevados e à instabilidade climática.





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inclusão de mulheres e jovens na agricultura familiar


A 27ª edição do Pavilhão da Agricultura Familiar (PAF) da Expointer foi aberta oficialmente nesta quinta-feira (4/9), reunindo 456 empreendimentos de 196 municípios gaúchos. Ao todo, são 356 agroindústrias, 70 estandes de artesanato e 30 de flores, plantas e mudas. Desse total, 146 são liderados por mulheres e 69 por jovens, reiterando, por mais um ano, a visibilidade, aprendizado e oportunidades para pequenos produtores que o espaço proporciona. 

Vozes femininas 

Entre as mulheres, Ivani Baculin Sonaglio, 63 anos, da Geleias Ivani, de Bento Gonçalves, destaca a satisfação de tocar seu próprio negócio e envolver a família. “Trabalhar com amor renova as energias, faz a gente se sentir viva e rejuvenescida”, diz Ivani, feliz em ver seus produtos valorizados e representar mulheres na agricultura familiar. 

Raquel Pellegrini, 37 anos, da Casa do Sabor, de Paraí, reforça a atuação feminina na agroindústria da família. “É tão gratificante tocar algo que amamos, que nos dá entusiasmo e força”, comenta, destacando o cuidado com cada etapa da produção e a relação próxima com os clientes. 

Jovens no campo 

Entre os jovens, Eduardo, 28 anos, de Arroio do Tigre, da Agroindústria Moh Suinocultura, deixou o mundo corporativo para atuar no campo. A sucessão familiar permitiu unir tradição e inovação. “Programas como o Agrofamília – Jovens e a participação em feiras são fundamentais para ampliar a produção e fortalecer o negócio”, afirma.

Sidnei Herves, 25 anos, de Campestre da Serra, estreia na Expointer com a vinícola da família, mantendo a tradição iniciada pelo avô. Ele valoriza a opção pelo campo, que permite preservar raízes e criar um negócio com qualidade de vida. “Cheguei de peito aberto e está sendo surpreendentemente positiva”, diz o produtor sobre a feira. 

Ações e políticas públicas 

As ações do Governo, em parceria com a Emater/RS-Ascar, reforçam a participação de mulheres e jovens. Programas como Fomento às Atividades Produtivas Rurais, Agrofamília – Jovens e Bolsa Juventude Rural oferecem assistência técnica, capacitação, financiamento e acompanhamento social. 

Para as mulheres, a Emater desenvolve iniciativas que fortalecem autonomia econômica, capacitação e inclusão social. Entre elas, o Curso de Desenvolvimento para Mulheres Rurais capacita participantes em diversas áreas, oferecendo um novo olhar sobre si mesmas e valorizando seu papel como agricultoras e líderes comunitárias. 

Além do curso, a Emater realiza orientação técnica, encontros e apoio ao acesso a crédito e à comercialização de produtos, contribuindo para que as mulheres ampliem oportunidades e fortaleçam seus negócios. 

A participação de 146 mulheres e 69 jovens no PAF evidencia o espaço como símbolo de diversidade e inovação no campo gaúcho. A combinação de tradição, geração de renda, capacitação e políticas públicas incentiva o crescimento de pequenos negócios e a permanência de famílias no campo, mostrando que o PAF 2025 promove inclusão produtiva e fortalecimento econômico para mulheres e jovens na agricultura familiar. 





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Pavilhão da Agricultura familiar fatura R$ 7,6 milhões na Expointer



Pavilhão da Agricultura Familiar bate recorde na feira




Foto: Divulgação

O 27º Pavilhão da Agricultura Familiar da 48ª Expointer registrou resultado histórico nos seis primeiros dias da feira. O espaço, que reúne produtores de diversas regiões do Rio Grande do Sul, alcançou faturamento de R$ 7.678.234,79, o maior já contabilizado no período. O valor representa um crescimento de 18% em relação a 2024, quando foram comercializados R$ 6.511.767,45.

Segundo a organização, os números confirmam a consolidação do Pavilhão como uma das principais vitrines da agricultura familiar no Estado. O desempenho reflete tanto a procura por produtos tradicionais e inovadores quanto a relevância do setor na geração de renda e oportunidades.

Na cerimônia de abertura da Expointer, realizada na sexta-feira (5), o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, ressaltou a importância do espaço. “A agricultura familiar é a base da nossa produção, crucial para a economia e para a identidade do povo gaúcho. Mesmo em momentos difíceis, os produtores familiares têm mostrado o caminho para o desenvolvimento, para a geração de renda e para a retomada da confiança do produtor gaúcho”, afirmou.

A média diária de vendas também apresentou crescimento em comparação com o ano passado. No primeiro dia, o faturamento subiu de R$ 1,02 milhão em 2024 para R$ 1,49 milhão em 2025. No segundo dia, as vendas superaram R$ 1,5 milhão. Já no quarto dia, o resultado passou de R$ 932.872,00 no ano anterior para R$ 1,32 milhão neste ano.

Com 456 empreendimentos participantes, o Pavilhão da Agricultura Familiar reforça sua posição como espaço estratégico de negócios e aproximação entre produtores e consumidores. Além do impacto econômico, o ambiente estimula a abertura de mercados e o fortalecimento das redes de comercialização.





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Safra americana de milho pressiona mercado global



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator molda o mercado



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno
O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno – Foto: Pixabay

A safra americana de milho promete ser robusta neste ano, com estimativas que variam entre 411 milhões de toneladas, segundo o principal Crop Tour dos Estados Unidos, e 425 milhões de toneladas, conforme projeção do USDA. Esse volume representa uma oferta expressiva a preços competitivos, que já começa a ocupar espaço no comércio internacional, inclusive em mercados tradicionalmente abastecidos pelo milho brasileiro.

Segundo a Veeries, a concorrência americana se intensifica justamente no momento em que o Brasil colheu uma safrinha excepcional. Normalmente, os Estados Unidos priorizam o embarque da soja no quarto trimestre, deixando o milho para depois. No entanto, se a China não comprar soja americana devido à guerra comercial, o milho pode ser exportado antes do previsto, potencialmente inundando o mercado global.

O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno. Apenas nas últimas semanas, foram anunciadas quatro novas unidades e três expansões de plantas existentes, impulsionadas pelo aumento da mistura de etanol anidro à gasolina de 27% para 30% e por linhas de crédito incentivado, como as do Fundo Clima e do BNDES. Desde 2022, a capacidade de processamento de milho para etanol cresceu mais de 130%, com novos projetos ainda em desenvolvimento.

O impacto dessas mudanças já é sentido no campo. O aumento do consumo de milho pelas usinas contribui para reter volumes que poderiam ser exportados e influencia o comportamento dos produtores. No Oeste do Paraná, por exemplo, o milho safrinha está substituindo a área de trigo, que agora se concentra mais nas regiões Sul e dos Campos Gerais. Enquanto isso, o plantio da soja começou nas regiões mais precoces do Paraná, com Mato Grosso liberando a semeadura a partir do dia 7, embora os produtores ainda aguardem o momento ideal para acelerar o trabalho.

 





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Bebida do fruto da erva-mate deve chegar em 2026



Destilado de erva-mate é lançado na Expointer




Foto: Divulgação

A Casa da Emater, na 48ª Expointer, sediou na tarde de ontem (4) a apresentação oficial do primeiro fermentado e destilado produzido a partir do fruto da erva-mate no Rio Grande do Sul. O evento foi organizado e promovido pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), de Ilhéus, na Bahia.

A novidade foi apresentada pela empresa Inovamate, de Ilópolis, em parceria com a empresa Solution. O projeto piloto utiliza o fruto da Ilex paraguariensis, até então descartado como resíduo agroindustrial.

Ariana Maia, da Inovamate, explicou que a iniciativa surgiu durante a pandemia. Segundo ela, a ideia nasceu quando ela e o sócio decidiram destilar os frutos da erva-mate em um alambique emprestado. “A partir daí, começou a querer saber mais sobre o assunto e em contato com a pesquisadora da UESC, Ana Paula Uetanabaro, doutora em fermentações complexas, começaram a desenvolver o projeto”, relatou.

Ana Paula Uetanabaro destacou a importância da parceria entre ciência, tecnologia e produção rural. “Este processo de conexão entre empresa de tecnologia, academia e o produtor rural é o que possibilita o nascimento de um novo produto”, afirmou. A pesquisadora ressaltou ainda que o destilado da erva-mate “é diferente de todos os que existem no mercado”.

De acordo com a UESC, a produção inicial depende do registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e passa por análises rigorosas antes de chegar ao consumidor. O projeto foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o período 2021/2022. A previsão é que o lançamento comercial do destilado ocorra em 2026, ainda sem nome definido.





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O plantio de soja vem aí e as expectativas seguem positivas; confira os dados de mercado



Às vésperas do início do plantio da safra 2025/26, as expectativas para a soja no Brasil seguem positivas. Mesmo diante de custos de produção mais elevados e de uma expansão de área tímida, o país deve atingir novo recorde de produção, com estimativa de 180,92 milhões de toneladas, segundo levantamento da Safras & Mercado. O número representa crescimento de 5,3% em relação à safra anterior, que foi de 171,84 milhões de toneladas.

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A projeção, divulgada em julho, já indicava alta, mas agora a consultoria elevou os cálculos, que antes apontavam para 179,88 milhões de toneladas. Em relação à área cultivada, o número deve alcançar 48,21 milhões de hectares, aumento de 1,2% frente à temporada passada. Já a produtividade média também deve subir, passando de 3.625 para 3.771 quilos por hectare.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, “a expectativa segue de aumento de área, mas nada agressivo como já vimos em outros anos, até porque os custos estão mais altos e as dificuldades de financiamento podem limitar o uso de tecnologia”.

No Rio Grande do Sul, a aposta é em recuperação, sem aumento de área, mas contando com clima regular para garantir uma safra cheia. No Centro-Oeste, não deve haver avanços de área, mas as perspectivas seguem boas. Em Mato Grosso, pode haver expansão de área, embora com menor uso de tecnologia, o que pode reduzir a produtividade. No Mato Grosso do Sul, espera-se recuperação das perdas de 2025. No Nordeste, a previsão é de avanço de área aliado a boas produtividades.

Exportações

No cenário de comércio, a Safras projeta que as exportações de soja do Brasil em 2026 alcancem 108 milhões de toneladas, contra 105 milhões em 2025, um crescimento de 3%. Para 2025, a consultoria elevou a projeção em 1 milhão de toneladas. O esmagamento também deve avançar: de 57 milhões para 58 milhões de toneladas em 2025, e de 59 milhões para 59,5 milhões em 2026. As importações devem ser de 150 mil toneladas em 2025 e inexistentes em 2026.

Com isso, a oferta total de soja em 2026 deve chegar a 188,29 milhões de toneladas, alta de 8% em relação ao ano anterior. A demanda deve somar 170,9 milhões de toneladas, crescimento de 3%. Assim, os estoques finais devem mais que dobrar, passando de 7,37 milhões para 17,39 milhões de toneladas.

Soja brasileira

Silveira destaca que o movimento da demanda internacional, especialmente da China, segue favorecendo o Brasil. “Como ainda não há definição clara sobre a relação China x EUA e os chineses seguem sem grandes compras de soja americana, aumentamos as projeções de exportação. O esmagamento deve ficar perto de 58 milhões de toneladas em 2025, o que aperta um pouco o estoque, mas ainda assim o país deve carregar volumes muito superiores aos da temporada passada.”



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Diferimento de pasto: o guia prático para estocar forragem e não perder dinheiro. Veja


Pecuaristas, a seca é um dos períodos mais desafiadores do ano, mas é possível passar por ela sem que o seu gado perca peso. O segredo está em uma estratégia conhecida como diferimento de pasto, ou “feno em pé”. Essa tecnologia, quando bem aplicada, garante que o boi não passe fome e você não perca dinheiro na fazenda. Assista ao vídeo abaixo.

O programa Giro do Boi deu início a uma série de 12 episódios, baseada no livro “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!“, de autoria dos doutores em zootecnia Manuel Rosalino e Iorrano Cidrini.

Neste primeiro episódio, Iorrano Cidrini explica o conceito e os mitos que cercam o diferimento.

O que é o diferimento de pasto?

Foto: Canva

O diferimento de pasto é uma tecnologia que consiste em atrasar o uso do pasto, vedando uma área no final das águas (outono) para ser utilizada no período mais crítico do ano, a seca.

O objetivo é estocar forragem para que, quando o crescimento da pastagem estiver a zero, os animais tenham o que comer.

Essa estratégia é crucial para que o gado, seja de cria, recria ou engorda, não perca peso e tenha o máximo de eficiência biológica na utilização da dieta.

O diferimento, também chamado de “feno em pé” ou “vedação de pastagens”, é uma ferramenta para garantir o desempenho dos animais mesmo na entressafra.

Mitos e verdades sobre o diferimento

Foto: Wenderson Araujo/CNA

O diferimento de pasto é uma tecnologia que, embora pareça simples, tem suas complexidades. Iorrano Cidrini desmistifica dois mitos comuns:

  • Mito 1: O diferimento é fácil. Na verdade, o diferimento exige um planejamento minucioso e o acompanhamento do clima. Se o pasto for vedado na hora errada, pode “passar” (crescer demais) ou não ter massa suficiente para a seca. O momento certo, antes das últimas chuvas, é crucial.
  • Mito 2: O diferimento não tem custo. O diferimento não tem um desembolso direto, mas tem um custo de oportunidade. O pecuarista abre mão de usar o pasto no outono, que é uma época de bom ganho de peso, para ter uma reserva na seca, um investimento que se traduz em maior produtividade a longo prazo.

A série “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!” trará mais detalhes sobre como implementar o diferimento de forma eficaz, abordando temas como a escolha do capim, a adubação e a suplementação. Acompanhe os próximos episódios para garantir um melhor resultado na sua fazenda.

Com o livro “Na seca o pasto pode secar, mas o boi não!”, você aprenderá como obter pasto de qualidade e em quantidade adequada para o pastejo dos animais durante a época de seca. Além disso, você também será capaz de aumentar o desempenho de bovinos a pasto na época de seca. Clique aqui e saiba como adquirir a publicação.



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