quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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AgriConnection anuncia a aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos no Brasil.


A AgriConnection amplia portfólio de produtos e consolida presença no Mercado Brasileiro com o anúncio a celebração de um acordo para aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos fitossanitários na área de proteção de cultivos.

A operação representa um marco estratégico para a companhia, reforçando seu compromisso em oferecer um portfólio cada vez mais amplo, competitivo e alinhado às necessidades de clientes e parceiros em todo o país.

Após a conclusão da aquisição, a AgriConnection deterá mais de 30 registros aprovados de produtos formulados, além de processos de registro em andamento e registros técnicos de produtos que respaldam e solidificam os registros formulados. Essa ampliação proporcionará maior flexibilidade em termos de fornecedores e fontes, ao mesmo tempo em que fortalece o desenvolvimento e a consolidação de marcas próprias dentro do portfólio da empresa.

Sobre a AgriConnection

A AgriConnection é uma empresa 100% brasileira, referência em acesso ao mercado de insumos agrícolas, com atuação em todos os níveis da cadeia: revendas, distribuidores, cooperativas, pools de compra, companhias agrícolas e vendas diretas. Reconhecida por sua abordagem inovadora e por seu compromisso com a sustentabilidade, a empresa já soma seis safras de atuação e responde por mais de 2% do mercado nacional de defensivos agrícolas.

Além de seu portfólio de soluções para proteção de cultivos (pragas, doenças e plantas daninhas), a Agriconnection tem expandido suas operações em Fertilizantes (NPK) e Especialidades foliares, incluindo Microelementos, Adjuvantes, Bioestimulantes e Bioinsumos. A companhia se posiciona como elo estratégico entre grandes produtores nacionais e internacionais e o mercado agrícola brasileiro, se colocando como empresa especialista em acesso ao mercado e construção de relacionamentos e parcerias.

Aspectos regulatórios da transação

A conclusão da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), bem como do cumprimento das condições acordadas de fechamento e da transição habitual em uma negociação dessa natureza, incluindo a efetiva transferência dos ativos junto aos órgãos governamentais como MAPA, ANVISA e IBAMA.

Um passo estratégico para o futuro

Este movimento representa um avanço na consolidação da presença da Agriconnection no mercado agrícola brasileiro. Com um portfólio próprio de registros e produtos, a companhia fortalece sua capacidade de oferecer soluções completas, inovadoras e sustentáveis, criando conexões ainda mais sólidas com seus clientes e parceiros em todo o país. 





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alerta de economista no Campo das Ideias


Durante o Seminário Campo das Ideias, realizado em Porto Alegre, o economista Marcelo Portugal (UFRGS) afirmou que o Brasil não enfrentará seus problemas estruturais em 2026. Para ele, o desequilíbrio fiscal seguirá como principal desafio para o próximo governo.

No painel “Economia do Brasil e o seu Negócio”, Marcelo Savino Portugal, professor da UFRGS e ex-diretor do Banco Central, apresentou um panorama crítico da situação fiscal do país. “2026 será um ano em que vamos simplesmente empurrar os problemas para frente. Ninguém vai tratar de questões estruturais da economia brasileira. O problema fiscal não será resolvido e ficará para o próximo governo”, afirmou.

Portugal dividiu sua apresentação em três grandes eixos: a deterioração das contas públicas, o histórico da inflação no Brasil e a estabilização do câmbio. Ele lembrou que, nos anos 1990, o país enfrentava três grandes entraves econômicos: hiperinflação, instabilidade cambial e desequilíbrio fiscal.

“O problema da inflação foi resolvido com o Plano Real, após várias tentativas fracassadas. Aprendemos que não funcionava congelar preços, e sim atuar com câmbio fixo, ajuste fiscal e juros altos”, explicou. Segundo ele, o sistema de metas de inflação e a autonomia do Banco Central consolidaram a credibilidade do controle inflacionário.

No caso do câmbio, o economista destacou a mudança de patamar iniciada em 1999 com a adoção do câmbio flutuante, consolidada nos anos 2000 com o acúmulo de reservas internacionais. “Hoje vivemos um ambiente de liberdade cambial, onde qualquer pessoa pode movimentar capital internacional sem grandes entraves. É um cenário oposto ao dos anos 1980 e 90, marcados por crises recorrentes”, completou.

No entanto, para Portugal, o problema fiscal persiste como “o principal problema não resolvido” do país. “Diferentemente da inflação e do câmbio, o desequilíbrio nas contas públicas não foi enfrentado com a mesma eficácia. Seguimos gastando mais do que arrecadamos”, criticou.





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98% das lavouras do milho estão em boas condições



Deral aponta avanço no plantio do milho 25/26



Foto: Divulgação

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (11), preparado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), “os trabalhos de colheita da segunda safra de milho 2024/25 estão praticamente finalizados no Estado”. O relatório da semana indicou que “foram colhidos mais de 96% dos 2,79 milhões de hectares plantados neste ciclo”.

Ainda de acordo com o boletim, “o plantio da primeira safra de milho do ciclo 2025/26 teve avanço na semana e o percentual semeado atingiu 24% dos 315 mil hectares projetados para a safra”. O documento aponta que “as lavouras já plantadas têm condição boa de campo para 98% e apenas 2% da área apresenta condição mediana”.





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Manejo inadequado acelera perda de eficiência dos herbicidas


A perda de eficácia dos herbicidas vem se tornando uma realidade silenciosa nas lavouras brasileiras. Plantas que “escapam” do controle, reaparecem semanas após a aplicação ou se tornam cada vez mais difíceis de manejar são os primeiros sinais de alerta — e exigem atenção imediata do produtor.

A eficiência dos herbicidas, um dos pilares do manejo de plantas daninhas na agricultura moderna, vem sendo comprometida por diferentes fatores agronômicos, ambientais e até comportamentais. Segundo pesquisadores da Embrapa, reconhecer cedo os sinais de perda de eficácia é crucial para evitar prejuízos maiores e adaptar o manejo a tempo.

Entre os principais indicativos observados no campo está o “escape” de plantas daninhas, ou seja, a presença de indivíduos vivos mesmo após a aplicação do herbicida. Quando a maioria da população morre, mas alguns exemplares continuam crescendo, é possível que haja resistência em desenvolvimento — especialmente se esses escapes forem sempre da mesma espécie e repetidos ao longo de safras.

Outro sintoma frequente é o rebrote das plantas controladas, observado semanas depois da aplicação. Isso indica que a dose, o momento ou o modo de ação do herbicida não foram suficientes para eliminar completamente o sistema radicular, ou que a planta tem mecanismos de tolerância que lhe permitem sobreviver.

A necessidade de reaplicações em curto espaço de tempo também é um sinal de que a eficácia original do produto foi comprometida. Em muitos casos, os produtores também relatam que os herbicidas “parecem não fazer mais efeito como antes”, mesmo utilizando a mesma dose e nas mesmas condições climáticas. De acordo com a Embrapa, essa percepção não deve ser ignorada: é reflexo de uma mudança silenciosa no comportamento das plantas daninhas, que pode ter origem genética (resistência) ou ambiental (condições que reduzem absorção e translocação).

Além disso, a presença dominante de poucas espécies daninhas ao longo do tempo pode indicar que essas plantas estão se sobressaindo às demais por tolerância aos herbicidas utilizados. O capim-amargoso, a buva e o caruru, por exemplo, são casos clássicos de espécies que desenvolveram resistência no Brasil e hoje exigem estratégias de manejo muito mais complexas.

Outros sinais incluem:

– Plantas com crescimento normal, mesmo após aplicação recente;

– Cobertura incompleta do alvo (visualmente perceptível em manchas ou faixas de plantas daninhas não controladas);

– Redução de produtividade da cultura, devido à competição com daninhas não eliminadas.

Ao identificar qualquer um desses sinais, o produtor deve agir de forma preventiva: coletar amostras das plantas, buscar apoio técnico, verificar as condições de aplicação (clima, equipamentos, volume de calda) e, se necessário, realizar testes de resistência.

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a propagação de biótipos resistentes e o agravamento da situação. E mais do que trocar o herbicida, é fundamental adotar estratégias de manejo integrado, como a rotação de mecanismos de ação, o uso de coberturas vegetais, a dessecação bem planejada e o controle mecânico complementar.





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Importação de trigo em 2025 deve registrar o maior volume da história



Os estados que mais produzem trigo no Brasil, Rio Grande do Sul e Paraná, devem reduzir a área plantada nesta safra, de acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicada nesta quinta-feira (11).

Em território gaúcho, a diminuição é de 13,7%, indo de 1.339,0 hectares em 2024 para 1.155,6 hectares. Já nas lavouras paranaenses, o decréscimo é ainda mais acentuado, de 28,2% (de 1.147,1 para 823,6 hectares).

Em todo o Brasil, a redução do terreno destinado à semeadura do cereal é apontada em 19,9%, ocupando, neste ano, 2.449,0 hectares. A produção é estimada em 7.536,1 toneladas, 4,5% a menos que no ano passado.

Assim, a expectativa é que as importações do cereal pelo país aumentem, com projeção para 5,17 milhões de toneladas entre janeiro e setembro deste ano. A marca vai contra a menor dependência que se observava nos últimos anos.

Isso porque, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), de janeiro a setembro de 2021, foram compradas 4,88 milhões de toneladas; em 2022 essa quantidade diminuiu para 4,60 milhões de toneladas no mesmo período e em 2023 alcançou a menor média da série histórica, com 3,18 milhões de toneladas de trigo adquiridas.

Em 2024, ao longo de todo o ano, o Brasil importou 6,6 milhões de toneladas do cereal. Com isso, se as aquisições seguirem o ritmo dos últimos oito meses e da projeção para setembro até dezembro, as importações devem se aproximar das 7 milhões de toneladas.



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Gestão na armazenagem de grãos será tema do VIII Simpósio em Sorriso (MT)


A cidade de Sorriso (MT) receberá, entre os dias 10 e 12 de setembro de 2025, o VIII Simpósio Matogrossense de Pós-colheita de Grãos (VIIISMPG2025), evento técnico de referência promovido pela Associação Brasileira de Pós-Colheita – ABRAPOS. O encontro será realizado no Centro de Eventos do Sicredi, com expectativa de reunir cerca de 300 participantes.

Com foco na “Gestão na Unidade Armazenadora de Grãos”, a edição de 2025 contará com palestras e painéis conduzidos por especialistas do setor. A programação inclui temas como classificação de soja e milho, controle de pragas e micotoxinas, inovação em secagem, automação, segurança e gestão de qualidade nas unidades armazenadoras.

A realização é da ABRAPOS em parceria com a Caramuru Alimentos e a C.Vale Cooperativa Agroindustrial. Entre os co-promotores estão a Embrapa, Conab, UFMT, AC Grãos e Tiras Agro, além do apoio de diversas instituições mato-grossenses.

A estrutura do evento também contempla uma feira técnica, com a participação de empresas que apresentarão equipamentos e soluções para o pós-colheita. Segundo a organização, o foco é conectar inovação e boas práticas à realidade de produtores e operadores de unidades armazenadoras.

Esta será a oitava edição do simpósio, que já passou por municípios como Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Sinop e outras edições em Sorriso. A continuidade do evento reflete a crescente demanda por capacitação e atualização tecnológica no segmento de pós-colheita, especialmente em um estado que responde por quase 30% da produção nacional de grãos.

“O simpósio reafirma o compromisso do setor em reduzir perdas e garantir segurança alimentar, beneficiando tanto produtores quanto consumidores”, reforça a presidente da ABRAPOS, Maria Cecília Andrade.

A expectativa é que os debates reforcem práticas sustentáveis e melhorem os indicadores de eficiência das unidades armazenadoras. Ao final do simpósio, a ABRAPOS pretende consolidar recomendações técnicas e promover articulações para projetos de extensão e capacitação continuada no Estado.





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Petrobras produz pela primeira vez combustível de aviação com óleo vegetal



A Refinaria Henrique Lage (Revap) da Petrobras, em São José dos Campos, São Paulo, realizou, na primeira semana de setembro, testes para a produção de SAF (combustível sustentável de aviação) a partir do coprocessamento de óleo vegetal em mistura com correntes tradicionais de petróleo.

O combustível sustentável de aviação, também conhecido como SAF, pode substituir diretamente o querosene convencional sem necessidade de modificações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. De acordo com a estatal, isso o torna uma solução prática e imediata para reduzir as emissões do setor aéreo.

Durante o teste, foi misturado óleo vegetal ao processo tradicional de produção do querosene de aviação (QAV). O teor de óleo vegetal no produto atingiu o patamar de até 1,2% que, na visão da empresa, é um marco fundamental na produção de combustíveis mais sustentáveis para a aviação. A Petrobras prevê que a produção comercial de SAF deve ter início “nos próximos meses”.

De acordo com o gerente geral da Revap, Alexandre Coelho Cavalcanti, a operação é “uma abordagem de menor investimento para a produção de combustíveis com conteúdo renovável, pois utiliza os ativos existentes”.

A consolidação da rota tecnológica de produção de SAF por coprocessamento é relevante para o mercado, considerando as futuras exigências do setor.

A partir de 2027, as companhias aéreas no Brasil deverão começar a usar, obrigatoriamente, esse tipo de combustível, com base na Lei do Combustível do Futuro e da fase obrigatória do Corsia, que é o programa da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci) para redução e compensação de emissões de CO2 provenientes dos voos internacionais.

Transição energética justa

Segundo o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França, o avanço representa um marco tecnológico para a Petrobras e um passo importante para o Brasil no cenário global de combate às mudanças climáticas.

“A iniciativa demonstra o compromisso da Petrobras com a inovação e a sustentabilidade, preparando-se para atender às demandas futuras de um setor aéreo mais sustentável”, disse o diretor.

Recentemente, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, obteve a autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável na produção de SAF. A previsão é que, a partir dos próximos meses, a refinaria inicie a produção para comercializar.



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STF condena Bolsonaro a 27 anos e 3 meses; veja pena dos demais réus



A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

A pena foi definida após o colegiado entrar na fase de dosimetria das penas após a condenação dos oito réus da trama golpista.

Mais cedo, por 4 votos a 1, o colegiado condenou os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Quem são os oito condenados:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e 3 meses;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 17 anos de prisão
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos de prisão
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal: 24 anos de prisão
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos de prisão;
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos
  • Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022: 26 anos de prisão
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro: 2 anos (beneficiado pela delação premiada).

A exceção é Alexandre Ramagem, que foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Deputado federal em exercício, ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e respondia somente a três dos cinco crimes imputados pela PGR.

A prisão não acontece de forma automática, mas depois da análise dos recursos contra as condenações feitas pelos advogados dos réus.



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Por 4 a 1, STF condena Bolsonaro e mais sete reús



Por 4 votos a 1, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes, sob acusação de liderar uma trama para permanecer no poder após as eleições de 2022.

É a primeira vez na história do país que um ex-presidente é punido por esse crime. Seguindo voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, o colegiado entendeu que ele deve ser condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Bolsonaro está inelegível desde junho de 2023. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, por ordem de Moraes.

A Corte condenou ainda mais sete aliados do ex-presidente na ação penal da trama golpista pelos mesmos cinco crimes.

A exceção é o réu Alexandre Ramagem, que foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Deputado federal em exercício, ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e respondia somente a três dos cinco crimes imputados pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Após três dias de votação, além de Moraes, os votos pela condenação foram proferidos por Flávio Dino, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin.

Na sessão de quarta-feira (10), Luiz Fux abriu divergência e absolveu Bolsonaro e mais cinco aliados. No entanto, o ministro votou pela condenação de Mauro Cid e do general Braga Netto somente pelo crime de abolição do Estado Democrático de Direito.

A prisão em função da condenação não vai ocorrer de forma automática. Somente após a análise dos recursos contra a condenação, a prisão será efetivada.



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Caracu, Simbrasil ou Canchim? a escolha para o gado de corte lucrativo


Pecuaristas, a escolha do touro certo para o cruzamento é o segredo para produzir um gado de corte lucrativo, especialmente quando se trata de raças com aptidão para leite. Vando Tarcísio Maia, de Cavalcante, no estado de Goiás, tem um plantel de matrizes com 5/8 zebuíno e 3/8 da raça leiteira australiana illawarra. Ele quer saber qual touro usar para produzir gado de corte com sua vacada e pensa em três opções: caracu, simbrasil ou canchim. Assista ao vídeo abaixo e confira.

Nesta quinta-feira (11), o zootecnista Alexandre Zadra, especialista em genética e cruzamento industrial de bovinos, respondeu à pergunta no quadro “Giro do Boi Responde”.

Ele explica que a melhor escolha depende da busca por heterose e da padronização de cor dos bezerros.

O segredo do cruzamento: choque de sangue e adaptabilidade

Tanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia OrientalTanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia Oriental
Tanque com sêmen congelado. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa Amazônia Oriental

Alexandre Zadra ressalta que o principal objetivo do cruzamento é gerar heterose (vigor híbrido), um “choque de sangue” que potencializa as características desejáveis do animal.

Para isso, é preciso usar raças de grupamentos genéticos diferentes. Além disso, a adaptabilidade é fundamental, principalmente em um clima tropical como o de Goiás.

A base de matrizes de Vando Tarcísio Maia, com sangue zebuíno (Tabapuã e Guzerá leiteiro) e taurino (illawarra), é muito leiteira e já produz bezerros pesados. A próxima cruza deve focar em gerar heterose e manter a rusticidade para que os animais sejam lucrativos a campo.

Raças para o cruzamento: opções para todos os objetivos

Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti FilhoReprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho
Reprodutor Caracu em área de pastagem. Foto: Acervo/Renato Francisco Visconti Filho

Para produzir gado de corte com a base de matrizes de Vando, Alexandre Zadra sugere diversas opções, dependendo da cor e das características que ele busca no bezerro:

  • Bonsmara: Se o objetivo for ter bezerros vermelhos retintos e com pelo curto, o bonsmara é uma ótima opção. Além de gerar 100% de heterose, o bonsmara produzirá animais bem adaptados ao clima tropical.
  • Caracu: Para um animal de grande porte, com pelo zero e 100% vermelho, o caracu vai muito bem. Ele também trará 100% de choque de sangue, resultando em um animal rústico e com boa conversão alimentar.
  • Canchim e Santa Gertrudis: Para um animal de grande porte e um cruzamento terminal, o canchim e o santa gertrudis são excelentes opções. O santa gertrudis também produz bezerros vermelhos retintos.
  • Brangus: Se a preferência for por bezerros de pelagem preta, o brangus, que tem o porte de um animal mais europeu, é uma excelente opção.

Alexandre Zadra não menciona o simbrasil, que seria uma das opções de Vando Tarcísio Maia.

O especialista reforça que a escolha do touro deve se basear na busca pela heterose, mantendo a adaptabilidade e o metabolismo necessários para a recria, seja a campo ou suplementada.



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