quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Super safra brasileira atinge 350 milhões de toneladas e expõe dilemas da economia


O Brasil alcançou um marco histórico na safra 2024/25: a produção de grãos atingiu 350,2 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 16,3% em relação ao ciclo anterior e consolida o país como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O avanço se deu pela combinação de área cultivada maior, de 79,9 para 81,7 milhões de hectares, e produtividade elevada, favorecida por condições climáticas mais estáveis. A soja lidera a produção, com 171,5 milhões de toneladas e produtividade média de 3.621 kg/ha. Já o milho, somadas as três safras, mantém rendimento de 6.391 kg/ha. Algodão e arroz também apresentam desempenho positivo.

O aumento da oferta ajuda a reduzir a pressão inflacionária doméstica, beneficiando o consumidor. Para os produtores, porém, o cenário é mais desafiador: a abundância pode deprimir preços, afetando sobretudo agricultores de menor escala ou com custos elevados.

Outro obstáculo está na logística: transporte caro, gargalos em portos e insuficiência de silos limitam a competitividade. Nesse contexto, cresce a urgência por políticas de armazenagem, escoamento eficiente e seguro rural.

A entrada de grandes volumes brasileiros ocorre em um ambiente externo adverso. A economia global dá sinais de desaceleração, enquanto os Estados Unidos enfrentam inflação persistente e juros altos. Isso reduz o consumo mundial e pode valorizar o dólar, encarecendo crédito e transporte marítimo.

Nesse cenário, os preços das commodities agrícolas tendem a ficar sob pressão, o que coloca em xeque as margens de exportação, mesmo com volumes recordes.

Cenários possíveis

1. Oferta alta + demanda global estável

  • Preços internos: queda moderada ou estabilidade
  • Exportações: bons volumes, sustentando divisas
  • Produtor rural: os mais eficientes ganham competitividade
  • Consumidor: alimentos mais baratos, alívio na inflação

2. Oferta alta + demanda global fraca

  • Preços internos: forte pressão de baixa
  • Exportações: preços reduzidos, margens comprimidas
  • Produtor rural: risco de endividamento, dificuldade para pequenos e médios
  • Consumidor: preços baixos no curto prazo, mas risco de retração produtiva no futuro

3. Custos de produção elevados + excesso de oferta

  • Preços internos: margens muito comprimidas
  • Exportações: competitividade menor diante de rivais globais
  • Produtor rural: vulnerabilidade acentuada para quem depende de insumos importados
  • Consumidor: possível instabilidade de oferta no médio prazo

A safra recorde reafirma o papel do agro como motor da economia brasileira, garantindo divisas e sustentando o PIB. Contudo, ela também expõe fragilidades: excesso de oferta pode levar à queda de preços, ampliar o endividamento e reduzir o entusiasmo produtivo em ciclos futuros.

O Brasil precisa transformar o volume em valor agregado, investindo em logística, industrialização e diversificação de mercados. Só assim a abundância de hoje poderá se traduzir em prosperidade sustentável para produtores e para o país, mesmo em meio a uma economia mundial instável e volátil.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Apesar da alta nos preços, consumo de carne bovina cresce no Brasil



Mesmo com alta de 17,6% no preço médio, o consumo de carne bovina no Brasil segue em alta. De acordo com levantamento da Worldpanel by Numerator, o consumo da proteína cresceu 8,8% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado, alcançando 93,1% dos lares, um avanço de 5,1 pontos percentuais.

A pesquisa mostra que os bovinos permanecem como a principal proteína no prato do consumidor, presentes em 28,7% das ocasiões de consumo. A categoria representa cerca de um terço de todo o gasto com proteínas e gera impacto positivo na cesta de compras: quando presente, eleva em média 8,9 pontos percentuais o valor total desembolsado.

Cortes mais consumidos

Os consumidores têm priorizado cortes premium , como o bife (34,8% em volume), e opções mais acessíveis , como a carne moída (15,6%). Entre os cortes que mais movimentam a categoria, aparecem ainda acém (6,1%) e alcatra (1,7%).

A escolha do corte varia conforme o período do mês. No início, ganham espaço cubinhos e peça inteira sem marca; no meio, desponta a carne moída com marca; e no fim, prevalecem os cortes sem marca (exceto moída), evidenciando o esforço do consumidor em manter o consumo de bovinos mesmo com orçamento mais apertado”, explica Felipe Feniar, gerente de contas da Worldpanel by Numerator.

Perfil de consumo

Nos lares da classe AB, frango, suínos e linguiças têm ganhado espaço no início do mês, mas o grupo ainda responde por 28,9% do volume total de bovinos consumidos. O levantamento também mostra que “saciar a fome” se consolida como principal motivador na escolha das proteínas, sinalizando uma mudança no papel funcional das refeições.

Metodologia

Os dados da Worldpanel by Numerator se baseiam no monitoramento contínuo de 11.300 domicílios, cobrindo 82% da população urbana e 90% do potencial de consumo do Brasil. O estudo engloba sete regiões: Norte + Nordeste, Centro-Oeste, Leste + Interior do Rio de Janeiro, Grande Rio, Grande São Paulo, Interior de São Paulo e Sul.



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Produtor do ES conquista mercado ao transformar caroço de açaí em bebida


Clayton Nascimento é produtor rural no Espírito Santo (ES) e encontrou no fruto amazônico a inspiração para inovar. A princípio, sua meta era apenas garantir a própria alimentação: “o plano era produzir açaí para eu comer o ano todo.”

Entretanto, a pandemia mudou seus planos e abriu caminho para o empreendedorismo. Incentivado pela esposa, começou a vender polpas de açaí em feiras livres e, em seguida, descobriu um novo produto capaz de mudar seu negócio.

“Um cliente que comprava polpa de açaí na minha mão, me falou que o caroço torrado era bom para a saúde, especialmente para diabéticos.”

Assim, Clayton decidiu testar a produção e chegou ao que chama de ‘Café de Açaí’. Além de atender o cliente, passou a levar o produto também para as feiras. Inicialmente vendia em embalagens simples e transparentes.

“As pessoas passaram a ter curiosidade e eu fui aperfeiçoando.” Com o tempo, o produto ganhou visibilidade, conquistou consumidores fiéis e, atualmente, alcança diferentes regiões do Brasil.

Além do ‘Café de Açaí’, vendido a R$ 20 o pacote de 250g (ou R$ 12 no atacado), o agricultor familiar passou a oferecer outros produtos como muda de açaí – para quem deseja cultivar o fruto -, e a polpa, que sai a R$ 30 o quilo.

Segundo o produtor, a polpa de açaí é consistente e de alta qualidade. Ele costuma dizer: “se alguém encontrar melhor, eu entrego a minha polpa de graça.”

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Fique por dentro 

O ‘Café de Açaí’ é produzido a partir do caroço do fruto, que passa por um processo de torrefação e é transformado em um pó semelhante ao café tradicional torrado e moído.

O preparo é bastante simples: basta colocar cerca de quatro colheres de sopa do pó em um coador, adicionar água quente ou gelada e adoçar a gosto. “O ‘Café de Açaí’ alia sabor, saúde e fortalece a nossa agricultura familiar”, finaliza Nascimento.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às quintas-feiras, às 17h45, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém preços estáveis e avança no plantio da safra de verão


O mercado do milho no Brasil encerrou a segunda semana de setembro com preços relativamente estáveis, apesar do viés de alta que começa a se consolidar nas negociações internas. No Rio Grande do Sul, a média semanal ficou em R$ 62,50 a saca, enquanto em estados como Mato Grosso e Goiás os preços variaram entre R$ 46,00 e R$ 54,00. Já em São Paulo, Campinas e Itapetininga registraram patamares mais elevados, próximos a R$ 65,00 a saca 

De acordo com a Conab, a colheita da safrinha já alcança 98,3% da área total, enquanto o plantio da nova safra de verão avança rapidamente. No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, onde 39% da área já havia sido semeada até o início de setembro. O Paraná atingiu 24%, com predominância de lavouras em germinação, e Santa Catarina iniciou os trabalhos pelo Oeste do estado 

A comercialização também segue em ritmo distinto entre regiões. No Mato Grosso, a safra 2024/25 já havia atingido 68,3% de vendas até agosto, abaixo da média histórica de 77,6%. Para o ciclo 2025/26, a antecipação chegou a 15,5%, desempenho melhor que o registrado no ano anterior, mas ainda inferior à média de 22,7% 

Os embarques brasileiros ganharam ritmo em agosto, após meses de desempenho tímido. Segundo o Cepea, o volume exportado somou 6,84 milhões de toneladas no mês, 13% acima de agosto de 2024. Além disso, o ritmo diário de embarques ficou 18% superior ao observado no ano anterior, reforçando expectativas de melhora no fluxo externo até o final de 2025 

No cenário internacional, as cotações em Chicago permanecem próximas a US$ 4,00/bushel, sem grandes oscilações. Os Estados Unidos, principais concorrentes do Brasil, já iniciaram a colheita, com 4% da área colhida até 7 de setembro e 68% das lavouras em boas ou excelentes condições 

Para a safra nacional 2024/25, a produção final continua projetada entre 137 e 150 milhões de toneladas, de acordo com estimativas da Conab e de consultorias privadas. O desafio agora está na sustentação dos preços, uma vez que a demanda interna ainda segue retraída, com consumidores apostando em maior oferta nos próximos meses 


 





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém preço e exportações avançam nos EUA



Cotações do milho seguem estáveis em Chicago



Foto: Canva

Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 5 a 11 de setembro e publicada nesta quinta-feira (11), “as cotações do milho em Chicago continuaram girando ao redor de US$ 4,00/bushel para o primeiro mês cotado”. O levantamento destaca que “o fechamento desta quinta-feira (11) ficou em US$ 3,99/bushel, o mesmo valor de uma semana antes”.

De acordo com a Ceema, “a colheita do milho nos EUA chegou a 4% da área no dia 07/09, contra a média histórica de 3%”. Ao mesmo tempo, “68% das lavouras estavam entre boas a excelentes condições”.

Ainda segundo o boletim, “os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 4 de setembro, chegaram a 1,4 milhão de toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado”. No atual ano comercial 2025/26, iniciado em 1º de setembro, “as exportações do cereal estão 35% mais elevadas do que um ano antes”.

No Paraguai, “para 2026, espera-se uma safrinha de milho ao redor de 4,85 milhões de toneladas”.





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AgroNewsPolítica & Agro

agosto registra menor volume exportado em cinco anos



Mato Grosso lidera, mas embarques recuam



Foto: Divulgação

As exportações da safra 2024/25 de algodão tiveram início em agosto com desempenho abaixo do esperado. Segundo dados divulgados pelo Imea, Mato Grosso embarcou 40,39 mil toneladas no período, o que representou 52,14% do total nacional. O volume, no entanto, foi 36,78% menor em comparação ao mesmo mês do ciclo anterior.

Mato Grosso lidera, mas embarques recuam

Mesmo com retração, Mato Grosso manteve protagonismo. O estado concentrou mais da metade das exportações, mas o desempenho refletiu um movimento geral de queda. Considerando os últimos cinco anos, agosto de 2025 registrou o menor volume do período, ficando 14,18% abaixo da média histórica.

Os principais compradores da safra 23/24 seguiram relevantes neste início do novo ciclo. Vietnã, Paquistão e Bangladesh absorveram 13,65%, 22,92% e 18,40% das exportações em agosto, respectivamente, consolidando-se como mercados estratégicos para o grão mato-grossense.

Apesar do arranque enfraquecido, a expectativa do setor é positiva. A projeção do Imea é que a safra 24/25 registre novo recorde de exportações, sustentada pela competitividade do grão brasileiro e pela manutenção da demanda asiática.

Para produtores e tradings, o cenário exige atenção redobrada à logística e às variações cambiais. Se confirmado o ritmo de aceleração nas próximas janelas de embarque, o Brasil deve reforçar sua posição como principal fornecedor global, ampliando receitas para o agronegócio e fortalecendo a balança comercial.





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Mato Grosso se aproxima de safra histórica de algodão


A safra 24/25 de algodão em Mato Grosso caminha para resultados históricos. O estado é o maior produtor da fibra no país. De acordo com o relatório de 1º de setembro de 2025 do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produtividade média do ciclo foi estimada em 308,08 arrobas por hectare, o que representa 5,61% acima da safra passada. Se confirmada, será a segunda maior produtividade média da série histórica. O bom desempenho tem relação com chuvas fora de época, que prolongaram o ciclo da cultura. “Nós tivemos, nas principais regiões produtoras, uma condição de chuva em momentos decisivos”, explicou a pesquisadora de Fitotecnia da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), Daniela Dalla Costa.   

Embora as chuvas atípicas, registradas em maio e junho, tenham atingindo algumas poucas lavouras que já estavam com capulhos abertos, na maior parte da área cultivada resultaram no aumento da produtividade. Foi o que aconteceu na área de pesquisa da Fundação MT, localizada em Sapezal. “Especialmente, a chuva de maio causou uma maior retenção de estruturas reprodutivas, o que desencadeou um maior enchimento das maçãs e resultou em produtividades finais melhores”, disse a pesquisadora. 

No ensaio da Fundação MT, em Sapezal, foi observada uma média de 393 arrobas de algodão em caroço por hectare, chegando em algumas áreas a ter uma produtividade de 457 arrobas por hectare. “É um dado de um ano que tivemos chuvas atípicas. Não é todo ano que isso vai acontecer. Precisamos garantir o manejo de cultura, a escolha da cultivar e época de semeadura para alcançar maiores status produtivos”, alertou a pesquisadora Daniela Dalla Costa.

A área cultivada com algodão no estado, segundo o IMEA, segue estimada em 1,52 milhão de hectares, o que representa um aumento de 4,18% em relação ao registrado na safra 23/24. Com isso, a produção total esperada para safra 24/25 é de 7,04 milhões de toneladas de algodão em caroço, das quais 2,90 milhões de toneladas são de algodão em pluma, 11,38% mais que no ciclo anterior.

Tempo compensou o atraso no plantio do algodão, mas produtores ainda driblam os aumentos dos custos de produção

As chuvas atípicas compensaram o atraso no plantio do algodão no estado. De acordo com o último relatório do IMEA, a colheita está em torno de 8% atrasada em relação à safra anterior. O ciclo da pluma sofreu atrasos desde o início, por causa do plantio da soja, que foi adiado pela falta de chuvas, o que repercutiu no calendário do algodão. O produtor Alexandre Schenkel, que também é engenheiro agrônomo, destaca que, apesar dos riscos do plantio tardio, a safra superou as expectativas. “Foi um ano com produção e qualidade excelentes. O clima ajudou e tivemos HVI (índice de qualidade da fibra) com bons resultados”, explicou. 

O fator clima e os desafios da safra 24/25 foram debatidos durante o 17º Encontro Técnico de Algodão, realizado pela Fundação MT, no começo de setembro, em Cuiabá. “Por conta dos custos altos e dos preços baixos, era um ano que realmente a gente precisava produzir bem. A maioria dos produtores de algodão vai conseguir ter boa produtividade. Isso traz tranquilidade para o planejamento da próxima safra”, disse o produtor rural Lucas Daltrozo, de Primavera do Leste, que representou a região sul no painel. 

Expectativas para a safra de algodão 25/26

Com a safra quase concluída, os produtores rurais e especialistas já planejam a próxima semeadura. “Ainda é cedo para avaliarmos a questão de redução ou não de área, mas eu creio que ela deve ocorrer, em virtude dos custos de produção e todas as dificuldades que estamos enfrentando”, analisou Márcio Souza, coordenador de projetos e difusão de tecnologia do Instituto Mato-grossense de Algodão (IMA), que mediou o debate do painel sobre os resultados da safra 24/25, no evento realizado pela Fundação MT.

“O que o produtor vai fazer? Aquelas áreas onde não existem o potencial produtivo, essas áreas não serão plantadas porque o produtor não quer arriscar, ele quer buscar o teto máximo de produção”, afirmou Márcio Souza.  

Para Fernando Piccinini, gerente agrícola do Grupo Bom Jesus, a identificação e segregação das áreas mais produtivas foi fundamental para entender onde investir. “Identificamos talhões acima de 400 arrobas e outros abaixo de 250”, relatou. “A ideia é justamente avaliarmos em cima dessa safra, o que faremos de diferente na próxima”, concluiu o gerente agrícola.

Outro ponto que os cotonicultores mato-grossenses seguem acompanhando é a demanda da pluma de algodão por outros países. Em relação à safra 24/25, as exportações continuam estimadas em 2,06 milhões de toneladas, segundo o IMEA. A concorrência na indústria têxtil é com a fibra sintética. “Precisamos continuar investindo em certificações como a ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e o Better Cotton. Mostrar para o mundo que a nossa fibra é natural, não degrada e não deixa resíduos para as futuras gerações”, afirmou o produtor rural e atual presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.





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AgroNewsPolítica & Agro

Tomate na Serra tem preços mais baixos em setembro



Emater/RS-Ascar registra queda no preço do tomate



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (11), “na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, na Ceasa/Serra, houve redução de preço do tomate, que passou de R$ 5,75 para R$ 4,88/kg”.

O boletim informa que “os produtos comercializados no entreposto advêm de outras regiões do Brasil, já que o frio do inverno estagnou a produção local, mesmo em estufas”.

Segundo a Emater/RS-Ascar, “os produtores de regiões mais baixas e quentes da Serra Gaúcha estão implantando as lavouras com o intuito de colher mais cedo”.





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Pancadas de chuva em quase todo o país; veja a previsão de amanhã



Pancadas de chuva estarão presentes em pontos das cinco regiões brasileiras ao longo deste domingo (14). Contudo, o ar seco, em nível de alerta e de emergência, se faz presente em quase todo o Brasil central. Confira a previsão:

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Sul

A presença de uma área de baixa pressão no Paraguai, aliada ao Jato de Baixos Níveis, favorece pancadas de chuva em algumas áreas do oeste e sul do Rio Grande do Sul, além do oeste de Santa Catarina e do Paraná. A nebulosidade aumenta na região. As mínimas pela manhã ficam mais elevadas em comparação aos dias anteriores, e à tarde as temperaturas sobem um pouco mais.

Sudeste

As chuvas continuam ao longo do litoral do Sudeste, do Espírito Santo e também na faixa leste de Minas Gerais. O padrão de nebulosidade se mantém, enquanto nas demais áreas o sol aparece entre algumas nuvens e o calor predomina. As temperaturas seguem elevadas em boa parte da região, mas no litoral, na Grande São Paulo e em áreas da Zona da Mata mineira as tardes continuam mais amenas. A umidade relativa do ar segue baixa no centro-oeste de São Paulo e de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Chuvas no norte, noroeste e nordeste de Mato Grosso. Nas demais áreas do estado, o tempo firme predomina, com sol entre algumas nuvens. As temperaturas seguem bem elevadas e o tempo seco continua predominando, com umidade relativa do ar em nível de emergência, ou seja, abaixo de 12%.

Nordeste

As pancadas de chuva seguem ao longo do litoral leste, com possibilidade de chuviscos no Ceará, no Maranhão e também no litoral do Piauí. A nebulosidade se mantém mais concentrada na faixa litorânea, enquanto no interior o tempo segue firme. As temperaturas continuam elevadas em toda a região, com predomínio de tempo seco no interior.

Norte

Pancadas de chuva no Amazonas, sul e sudoeste do Pará, Rondônia e em algumas áreas de Roraima e do Acre. No Amapá, pode chover de maneira mais fraca. A nebulosidade ainda é maior na porção oeste da região e em pontos do Pará, enquanto nas demais regiões o tempo firme predomina e o sol aparece entre algumas nuvens. As temperaturas seguem elevadas à tarde. A umidade relativa do ar melhora no sul paraense e em Rondônia, mas continua baixa no Tocantins.



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Emprego no comércio Brasil-China cresce mais que nas demais parcerias



A parceria comercial entre o Brasil e a China tem rendido à economia brasileira um crescimento no número de empregos formais maior que as expansões proporcionadas por demais parceiros.

De 2008 a 2022, o número de empregos ligados a exportações para a China cresceu 62%, superando as expansões identificadas nas parcerias com Estados Unidos (32,3%), Mercosul (25,1%), União Europeia (22,8%) e demais países da América do Sul (17,4%).

No mesmo período, os postos formais de trabalho ligados a atividades de importação proveniente da China cresceram 55,4%, acima das expansões registradas no comércio importador com a América do Sul (21,7%), União Europeia (21%), Estados Unidos (8,7%) e Mercosul (0,3%).

A constatação está no estudo Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China, divulgado esta semana pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Mais emprego na importação

De acordo com o estudo, nas atividades ligadas a importações, a parceria Brasil-China é a maior empregadora, com mais de 5,567 milhões de postos de trabalho, 145 a mais que a União Europeia (UE). O ano de 2022 foi o primeiro da série histórica (iniciada em 2008) em que o comércio sino-brasileiro atingiu o topo do ranking de empregos.

Já as atividades ligadas ao setor exportador empregavam mais de 2 milhões de pessoas no comércio sino-brasileiro.

Apesar de ter sido o maior aumento ante 2008 (+62%), o comércio exportador para a China fica atrás dos demais parceiros em número absoluto de emprego, perdendo para Mercosul (3,8 milhões), União Europeia (3,6 milhões), América do Sul (3,5 milhões) e os Estados Unidos (3,4 milhões).

A analista do CEBC, Camila Amigo, explica que o comércio sino-brasileiro é o que tem menos empregos na exportação por causa do perfil da pauta exportadora para a China, dominada por produtos agropecuários e minerais.

“Esses setores, embora altamente competitivos e estratégicos, geram proporcionalmente menos postos de trabalho devido ao seu alto nível de mecanização em comparação a segmentos industriais mais diversificados, como aqueles que têm maior peso nas exportações brasileiras para Estados Unidos, União Europeia e Mercosul”, diz.

Os dados sobre vagas ocupadas foram colhidos pelos pesquisadores por meio da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), um relatório que empresas fornecem ao Ministério do Trabalho e Emprego. Dessa forma, os dados da pesquisa se referem a empregos formais.

O CEBP separa o número de empregos entre importadoras e exportadoras, pois algumas empresas atuam nas duas pontas, o que causaria duplicidade se os dois contingentes fossem somados.

A China é o principal parceiro econômico do Brasil, seja nas exportações ou importações. Em 2024 existiam no Brasil cerca de 3 milhões de empresas que exportaram para a China e 40 mil com atividade de importação.

Em 2024, segundo o estudo, o país asiático foi destino de 28% das vendas externas brasileiras e origem de 24% de nossas compras externas.

A parceria tem resultado em superávit no lado brasileiro, isto é, vendemos mais do que compramos. Em dez anos, o Brasil acumulou saldo positivo de US$ 276 bilhões. Esse montante representa metade (51%) do nosso superávit com o mundo como um todo nesse período.

Para os autores do estudo, a relação comercial com a China é estratégica não apenas no comércio exterior, sendo também um pilar da estabilidade macroeconômica.

“A manutenção do superávit comercial do Brasil com a China por tantos anos contribuiu para reduzir a vulnerabilidade externa e elevar as reservas internacionais do país”, assinala trecho.

“Esse cenário favoreceu o equilíbrio do balanço de pagamentos com a entrada líquida de dólares, o que ajudou a suavizar a volatilidade cambial, proteger a economia de choques internacionais e ancorar expectativas em períodos de instabilidade global”, completa o texto.

Futuro da relação

A analista Camila Amigo avalia que no cenário em que o Brasil enfrenta o tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, que aplica taxas de até 50% parte dos produtos brasileiros vendidos aos norte-americanos, o comércio sino-brasileiro apresenta bases sólidas e estruturais e se sustenta na complementaridade entre os dois países.

“A China depende do Brasil como fornecedor estável de alimentos, energia e minerais, enquanto o Brasil garante acesso ao maior mercado consumidor do mundo e importa produtos importantes para a produção nacional”, avalia.

“O futuro da relação comercial sino-brasileira deve estar baseado em confiança, buscar por diversificação das exportações, sustentabilidade e inclusão socioeconômica, aproveitando não apenas a demanda por commodities, mas também o espaço para novos produtos e novas empresas nesse comércio”, conclui.



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