quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Empresas anunciam joint venture para construção de usinas de etanol de milho em Mato Grosso



A Amaggi e a Inpasa confirmaram a criação de uma joint venture para a construção de pelo menos três usinas de etanol de milho no estado de Mato Grosso. O investimento marca um novo passo na estratégia das companhias de agregar valor à cadeia produtiva, com foco na industrialização de commodities e no avanço do setor de biocombustíveis.

A parceria deve unir a experiência da Amaggi na originação de grãos e na logística com a expertise da Inpasa, maior produtora nacional de etanol de milho e referência na área.

Cada uma das novas plantas terá capacidade inicial para processar cerca de 2 milhões de toneladas de milho por ano. A primeira unidade será construída em Rondonópolis, enquanto outras duas cidades, Campo Novo do Parecis e Querência, estão em fase avançada de estudos para receber os empreendimentos.

A formalização da joint venture ainda depende de aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras, como determina a legislação vigente.

Demanda

O Brasil tem registrado forte expansão na produção de etanol de milho nos últimos anos, especialmente em Mato Grosso, estado líder nacional na fabricação do biocombustível. Além de atender à demanda interna, o setor também busca ampliar espaço no mercado internacional, em meio ao crescimento da agenda global de descarbonização e da transição energética.



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oferta limitada sustenta os preços



A última semana foi marcada por oferta restrita de mandioca em todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo pesquisadores, esse cenário continua atrelado ao baixo interesse pela comercialização de raízes de 1º ciclo  devido à menor rentabilidade, e também ao clima seco, que chegou a interromper os trabalhos no campo em diversas áreas.

Como resultado, os preços seguiram em alta, registrando a maior elevação semanal desde outubro de 2021, conforme levantamentos do centro de pesquisas. 

Entre 8 e 12 de setembro, a média nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 487,54 (R$ 0,8479/grama de amido), o maior valor em oito semanas, avanço de 4,3% em relação ao intervalo anterior.

Segundo dados do Cepea, a estimativa do esmagamento de mandioca nas fecularias atingiu 43,7 mil toneladas na semana passada, queda de 8% frente à anterior. No acumulado da primeira quinzena, o volume está 20% inferior ao observado em igual período de agosto. A ociosidade industrial aumentou, com média em 60,8% da capacidade instalada.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do feijão-carioca seguem em alta frente à oferta restrita



A segunda semana de setembro foi marcada por valorizações no mercado de feijão. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, para o tipo carioca de melhor qualidade, a oferta bastante limitada nas principais regiões produtoras manteve os preços em alta.

Além disso, a combinação de clima adverso, de colheita finalizada em importantes regiões e de estratégias de armazenamento reforçaram o movimento de avanço dos preços deste feijão.

Quanto ao grão preto, o mercado apresenta sinais de recuperação, ainda que os valores permaneçam abaixo das médias históricas. Pesquisadores do Cepea indicam que o suporte aos preços vem da retomada pontual da demanda.

No campo, dados divulgados pela Conab no dia 11 apontam que a safra 2024/25 nacional de feijão deve somar 3,07 milhões de toneladas, recuo de 3,9% em relação ao ciclo anterior. Esse é o resultado da queda de 5,6% na área cultivada e do ganho parcial de 1,8% na produtividade.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preços do milho seguem firmes, mesmo com previsão de aumento na produção



Mesmo com as estimativas indicando aumento na produção brasileira da safra 2024/25, os preços do milho ainda registram pequenos avanços na maior parte das regiões. Isso é o que mostram os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). 

Segundo o instituto, o suporte vem da firme demanda interna e da posição mais cautelosa de vendedores, que limitam o volume disponível.

Quanto à produção, dados divulgados na última semana pela Conab indicaram aumento de 2% frente ao mês anterior e de 21% em relação à temporada passada (2023/24), somando 139,69 milhões de toneladas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Óleo de soja se iguala ao farelo na indústria de esmagamento



A participação do óleo de soja nos lucros da indústria de esmagamento praticamente se igualou à do farelo na semana passada, configurando um cenário histórico. É isso o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores explicam que o movimento reflete o avanço da demanda pelo óleo brasileiro, sobretudo por parte do setor de biodiesel. No último dia 11 de setembro, a participação do farelo na margem da indústria foi de 51% e a do óleo atingiu 49%.

A título de comparação, a participação média do farelo no ano passado atingiu 62,2% e a do óleo, 37,8%, tomando como base os preços da soja em grão, do óleo e do farelo em São Paulo levantados pelo Cepea.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cafés especiais do Brasil têm queda de 79% nas vendas aos EUA



As exportações brasileira de cafés especiais para os Estados Unidos sofreram forte retração em agosto, após a adoção da tarifa de 50% pelo governo de Donald Trump. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 21.679 sacas no mês. O volume representa queda de 79,5% em relação a agosto de 2024 e de 69,6% frente a julho deste ano.

Queda muda posição dos EUA no ranking

Até agosto, os Estados Unidos lideravam o ranking de destino desses cafés em 2025. Diante das tarifas, no entanto, o país caiu para a sexta posição, atrás de Holanda, Alemanha, Bélgica, Itália e Suécia. A presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), Carmem Lucia Chaves de Brito, alerta que, se o tarifaço permanecer, os norte-americanos podem perder a liderança no acumulado do ano.

Para Brito, o impacto imediato no setor ocorreu a partir da suspensão ou do cancelamento de contratos já firmados. “Com a taxação atual, o café brasileiro chega ao mercado norte-americano com preços inviáveis. Isso explica a queda expressiva dos embarques”, avalia.

Conforme as informações da entidade, parte das exportações ainda computadas corresponde a contratos assinados antes da tarifa de 50%. Com isso, esses embarques de cafés especiais seguem válidos porque pagam a taxação inicial de 10%, em vigor desde abril. O prazo, no entanto, termina em 5 de outubro.

Setor pede reação do governo brasileiro

O encarecimento do café também já é sentido no varejo norte-americano. “Há reflexo direto nos preços ao consumidor, com pressão inflacionária em um dos maiores mercados do mundo”, observa Brito. Dessa forma, os impactos atingem tanto produtores e exportadores brasileiros quanto a população dos EUA.

A BSCA defende que o governo brasileiro abra diálogo com Washington para tentar incluir o café na lista de exceções prevista na ordem executiva de setembro. Na semana passada, o Cecafé confirmou a inclusão do grão em uma “lista master” de potenciais exceções. “É fundamental que setor privado e governo atuem juntos para restabelecer o fluxo comercial em condições justas”, completa Brito.



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De olho na eleição de 2026, Lula manda recados para Trump em artigo no The New York Times


O presidente Lula publicou um artigo no The New York Times em que rebateu o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e enviou um recado direto ao presidente Donald Trump: o Brasil não aceitará abrir mão de sua soberania e de sua democracia em negociações comerciais.

O texto combina tom diplomático com política. Lula afirma que está aberto ao diálogo e a soluções de benefício mútuo, mas deixa claro que certos princípios não estão em jogo. “A democracia e a soberania do Brasil não estão na mesa”, escreveu. Além disso, defendeu a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nas condenações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, contrapondo-se à narrativa de perseguição política difundida nos EUA.

A análise do artigo sugere uma dupla camada de objetivos

Preocupação com o Brasil: Lula reage às tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, que atingem exportadores, empregos e empresas nacionais. Ao mesmo tempo, busca legitimar o sistema judicial brasileiro perante críticas externas e garantir respeito às instituições do país.

Construção de narrativa eleitoral: em um momento de forte polarização, Lula reforça a imagem de presidente firme, que não se dobra a pressões internacionais e que protege a democracia. Essa postura projeta autoridade e pode servir como ativo político para a eleição de 2026.

Na prática, a mensagem ao público externo se mistura com um discurso que pode ressoar internamente, apresentando Lula como defensor da pátria contra “inimigos externos”.

O impacto para o Brasil e para o agro

As tarifas impostas pelos EUA não são apenas questão diplomática: afetam cadeias produtivas brasileiras ligadas ao agro e à indústria. Se as medidas persistirem, haverá risco de retração de exportações, encarecimento de insumos e maior instabilidade para setores estratégicos da economia.

Ao internacionalizar o debate, Lula busca apoio da opinião pública global, mas também se expõe ao risco de escalada diplomática com Washington, especialmente em um cenário em que Trump adota políticas comerciais agressivas. Para o agro brasileiro, essa tensão significa incerteza: os mercados podem se fechar, enquanto alternativas em blocos como BRICS ou União Europeia ganham peso.

O artigo de Lula no NYT não é apenas uma defesa econômica e institucional do Brasil. Ele também funciona como peça política de alto valor simbólico: projeta imagem no exterior e, ao mesmo tempo, pretende fortalecer a narrativa doméstica de que Lula é o guardião da democracia e da soberania.

Em resumo, há um objetivo duplo: proteger os interesses do país diante das tarifas americanas e, ao mesmo tempo, pavimentar terreno para a reeleição em 2026. O desafio será equilibrar esse discurso sem comprometer a economia nacional, sobretudo setores exportadores como o agronegócio, que podem pagar a conta da escalada de tensões.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Compostos do abacaxi reduzem risco de doenças cardíacas


Segundo informações do artigo publicado no portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Karla Leal, o abacaxi é apontado como uma fruta tropical que pode contribuir para a saúde de diferentes maneiras. Entre os efeitos mencionados estão a prevenção de doenças cardiovasculares, o fortalecimento do sistema imunológico, a eliminação de líquidos e o auxílio na perda de peso.

O texto explica que esses efeitos se devem ao fato de a fruta ser rica em vitaminas, minerais, fibras, compostos fenólicos, carotenoides e bromelina — substância associada a propriedades antioxidantes, imunológicas e diuréticas.

Entre os benefícios descritos, o abacaxi é citado como um alimento rico em água e fibras, que aumenta a saciedade entre as refeições e possui propriedades diuréticas, favorecendo a perda de peso. Também é mencionado como uma opção de baixa caloria para dietas voltadas à redução do peso corporal.

De acordo com a análise, a fruta é indicada para pessoas com pressão alta ou predisposição genética para hipertensão, devido ao seu teor de potássio e magnésio, que auxiliam na eliminação de sódio e no relaxamento dos vasos sanguíneos.

O artigo ainda aponta que a presença de vitamina C e polifenóis contribui para fortalecer o sistema imunológico e que o Magnésio, o Potássio e os carboidratos do abacaxi favorecem o rendimento físico, sendo recomendada a ingestão antes ou após atividades físicas para recuperação muscular e prevenção de cãibras.

A publicação acrescenta que compostos antioxidantes presentes na fruta, como vitamina C, polifenóis, carotenos, taninos e bromelina, ajudam a combater radicais livres, reduzindo o risco de câncer. A presença de fitoesteróis, carotenoides e vitamina C também estaria associada à prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto, aterosclerose e AVC.

A bromelina tem efeito anti-inflamatório, podendo auxiliar em condições respiratórias como sinusite e bronquite e problemas digestivos como colite ulcerosa. A fruta também é apontada como antitrombótica e fibrinolítica, ajudando a evitar a formação de coágulos sanguíneos e prevenindo a trombose.





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Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos, aponta MapBiomas



A Amazônia perdeu 52 milhões de hectares de vegetação nativa entre 1985 e 2024 — o equivalente a 13% de sua cobertura original. Os dados são do MapBiomas e foram obtidos a partir da análise de imagens de satélite.

A maior parte da supressão ocorreu em formações florestais, que encolheram 49,1 milhões de hectares ao longo de quatro décadas. No ano passado, a vegetação nativa cobria 381,3 milhões de hectares do bioma, enquanto 15,3% da área já estava ocupada por atividades humanas.

Ponto de não retorno

Segundo Bruno Ferreira, do MapBiomas, a perda de floresta coloca a Amazônia próxima da faixa de 20% a 25% de desmatamento, limite que a ciência considera como o “ponto de não retorno” — quando a floresta não consegue mais se sustentar.

“Já podemos perceber alguns impactos dessa perda, como a redução das áreas úmidas, que mostram sinais de maior secura”, afirma. Entre 1985 e 2024, a superfície de água, florestas e campos alagáveis, mangues e apicuns perdeu 2,6 milhões de hectares. Oito dos dez anos mais secos da série histórica ocorreram na última década.

Expansão de pastagens e lavouras

A antropização da Amazônia é recente e acelerada: 83% da área ocupada por atividades humanas foi convertida entre 1985 e 2024. Nesse período, a expansão de pastagens foi a mais expressiva em termos de área: aumento de 43,8 milhões de hectares (alta de 355%).

A agricultura também cresceu de forma acelerada, saltando de 180 mil hectares em 1985 para 7,9 milhões em 2024, avanço de 44 vezes. Três em cada quatro hectares convertidos para lavouras são ocupados por soja, que atingiu 5,9 milhões de hectares no bioma no ano passado.

A mineração também ganhou força, passando de 26 mil hectares em 1985 para 444 mil em 2024. Já a silvicultura teve a maior expansão proporcional: de 3,2 mil hectares para 352 mil hectares no mesmo período, aumento de mais de 110 vezes.

Rondônia lidera perda relativa

Rondônia se destaca como o estado com maior proporção de conversão da vegetação nativa em pastagens. Elas passaram de 7% do território em 1985 para 37% em 2024. Hoje, o estado é o que menos preserva a vegetação nativa na Amazônia (60%), seguido por Mato Grosso (62%), Tocantins (65%) e Maranhão (67%).

A região conhecida como Amacro (Acre, Amazonas e Rondônia) responde por 14% da perda líquida de vegetação da Amazônia nos últimos 40 anos.

Vegetação secundária em recuperação

Em 2024, cerca de 2% da Amazônia era composta por vegetação secundária, áreas já desmatadas que estão em processo de regeneração. Elas somavam 6,9 milhões de hectares.
Apesar disso, o desmatamento segue concentrado em áreas de vegetação primária: no ano passado, 88% da supressão ocorreu nesse tipo de floresta, contra 12% em áreas secundárias.



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Demanda por biodiesel impulsiona participação histórica do óleo de soja na margem da indústria



O óleo de soja atingiu, na semana passada, uma participação inédita na margem de lucro da indústria de esmagamento, praticamente empatando com o farelo, produto que tradicionalmente lidera a composição das receitas do setor.

Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), no dia 11 de setembro, o farelo respondeu por 51% da margem de lucro da indústria, enquanto o óleo alcançou 49%. Para comparação, em 2024, a média de participação era de 62,2% para o farelo e de 37,8% para o óleo, considerando preços da soja em grão, do óleo e do farelo no estado de São Paulo.

Pesquisadores explicam que o avanço reflete principalmente a forte demanda do óleo de soja para a produção de biodiesel, que vem aquecendo o mercado interno e elevando a relevância do derivado nas contas da indústria. O movimento marca uma mudança estrutural: o óleo, que historicamente ocupava posição secundária frente ao farelo, ganha cada vez mais peso no cenário de transição energética e na busca por fontes renováveis de combustível.

De acordo com especialistas, esse equilíbrio observado na margem da indústria mostra como a cadeia da soja está diretamente conectada à política de biocombustíveis no Brasil, e pode reforçar investimentos no setor.



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