quarta-feira, abril 29, 2026

Autor: Redação

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Brasil amplia presença na maior feira agrícola do mundo


A Agritechnica 2025, maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas, será realizada de 9 a 15 de novembro, em Hannover, Alemanha, e deve reunir mais de 2.700 expositores de mais de 50 países.

Sob o tema “Touch Smart Efficiency”, o evento oferece aos visitantes acesso a sistemas agrícolas inovadores e conectados, que utilizam tecnologias digitais para aumentar eficiência, sustentabilidade e produtividade.

O Brasil terá presença expressiva, com 9 empresas expondo individualmente, além dos dois pavilhões nacionais, o do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), e o da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que reunirão cerca de 22 empresas expositoras, ambos com apoio da Apex-Brasil.

“Em termos de área e de número de empresas, tivemos um aumento de cerca de 20% em relação à última edição da Agritechnica, em 2023”, afirma Brena Baumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras, representante oficial da DLG para o Brasil.

Expositores brasileiros na Agritechnica

Uma das empresas brasileiras que marcam presença no evento há mais de 20 anos é a Metissa.

“A Agritechnica é uma das feiras mais importantes das quais participamos e estamos presentes a cada edição desde 2003. O evento nos permite encontrar clientes, identificar novas oportunidades de negócios e acompanhar de perto as tendências mundiais. Graças à nossa participação constante, conseguimos ampliar nossa presença no competitivo mercado europeu”, afirma Ademar Willrich, export manager da empresa, tradicional fabricante de peças agrícolas presente no mercado há mais de 80 anos, com produtos presentes em mais de 50 países.

Entre os expositores brasileiros confirmados também está a Tuzzi, que leva à feira um lançamento da empresa. “Neste ano, apresentaremos um sistema de acoplamento para tratores mais robusto e até 30% mais leve. Desde 2017, temos orgulho de representar o Brasil na Agritechnica e de contribuir para o avanço do agronegócio global”, diz César Bonacini, diretor de Vendas e Engenharia da Tuzzi.

“Participar da Agritechnica como expositor tem sido uma experiência estratégica e transformadora. O evento é uma vitrine global que nos permite apresentar nossas soluções a um público altamente qualificado e tomar parte das principais discussões sobre o futuro da agricultura. Além disso, é uma oportunidade única de acompanhar de perto as tecnologias de ponta e as tendências que estão moldando o setor”, complementa Bonacini.

Estreante no evento, a Medal Bombas Hidráulicas também levará um lançamento para a feira. “Estar na Agritechnica é estratégico para ampliar nossa presença global e fortalecer relações com parceiros internacionais. Apresentaremos o novo modelo de bomba hidráulica MD360H, mais leve e com maior pressão, além de linhas de produtos lançadas nos últimos três anos”, destaca a direção do grupo.

Negócios e conexões

Feira Agritechinica 2025 Alemanha
Foto: Divulgação

A edição 2025 da Agritechnica promete reunir uma ampla gama de visitantes, interessados em ver as principais novidades do segmento e aproveitar as oportunidades de conexão.

Na última edição, em 2023, realizada em Hanover, o evento recebeu um número recorde de 470 mil visitantes de 149 países diferentes. Eles eram compostos por aproximadamente dois terços de alemães, e uma forte presença internacional, especialmente da Europa e da América Central e do Sul.

Para 2025, o Brasil já confirmou uma delegação de mais de 400 visitantes profissionais brasileiros, reforçando o papel do país como potência agrícola e desenvolvedor de tecnologia.

Eduardo Marckmann, CEO da Save Farm, empresa brasileira especializada em pulverização seletiva, foi um dos visitantes da Agritechnica em 2019 e em 2025 vai pela segunda vez como expositor.

“Visitamos a Agritechnica em 2019 e vimos a importância do evento. Realizar esse sonho, de ter um espaço na feira, é muito emocionante. Vemos a aderência, o contato com pessoas dos mais variados países. É uma experiência muito interessante”, comenta.

Programação: 7 dias 7 temas

Sob o tema central deste ano, “Touch Smart Efficiency”, a principal feira mundial de máquinas agrícolas será, mais uma vez, o fórum para discutir o futuro da agricultura.

O evento oferecerá aos visitantes acesso direto a sistemas agrícolas inovadores e conectados, que utilizam tecnologias digitais para aumentar a eficiência, a sustentabilidade e a produtividade.

Este ano, estreia o novo conceito de “dias temáticos”. Com o slogan “7 dias – 7 temas”, a Agritechnica atenderá às necessidades de diferentes grupos de visitantes a cada um dos sete dias da feira.

Como hub global da mecanização agrícola, a Agritechnica funciona como uma plataforma estratégica de informações e negócios para profissionais do setor agrícola, do comércio de máquinas agrícolas e de pesquisa e desenvolvimento.

Confira a programação da feira:

Innovation and Press Day – Domingo, 9 de novembro
Neste dia, produtores de grãos, prestadores de serviços agrícolas, futuros tomadores de decisão, além da imprensa especializada e de negócios, terão a oportunidade de conhecer inovações técnicas, estratégias e tendências na agricultura moderna.

Agribusiness Days – Segunda e Terça, 10 e 11 de novembro (ingressos limitados)
Destinados a revendedores de máquinas, prestadores de serviços e grandes propriedades rurais, estes dois dias oferecem oportunidades exclusivas para conhecer as últimas tendências e tecnologias, além de cultivar relacionamentos comerciais estratégicos com expositores. O número de ingressos é limitado.

International Farmers Day – Quarta, 12 de novembro
Focado em tomadores de decisão e investidores das principais regiões agrícolas do mundo, que irão explorar tendências e tecnologias adaptadas às necessidades de seus países, fortalecer parcerias e planejar investimentos. Neste ano, o destaque será para França, Canadá e República Tcheca.

Digital Farm Day – Quinta, 13 de novembro
Voltado para revendedores de máquinas, prestadores de serviços e fazendas que buscam informações sobre tendências, estratégias e produtos nas áreas de robótica, automação, inteligência artificial e agricultura de precisão. Em sintonia com o tema “Touch Smart Efficiency”, o foco será aumentar a eficiência por meio da digitalização.

Young Professionals Day – Sexta, 14 de novembro
Voltado para jovens profissionais e estudantes do setor agrícola de todo o mundo, com oportunidades de networking, informações sobre carreira, demonstrações ao vivo e debates. Neste ano, a tradicional Young Farmers Party acontecerá na sexta-feira como parte da programação.

Celebrate Farming – Sábado, 15 de novembro
Um dia para celebrar as conquistas do setor de tecnologia agrícola, reconhecendo o trabalho de prestadores de serviços e produtores rurais. A programação inclui homenagens, destaque para inovações e debates sobre o futuro da agricultura.

Ingressos à venda

Os visitantes já podem adquirir ingressos para a Agritechnica 2025 na loja oficial online. Os valores variam entre 29 euros (ingresso diário padrão) e 149 euros (Agribusiness Days).

Uma novidade desta edição é que, pela primeira vez, os ingressos da Agritechnica dão direito ao uso gratuito de todo o transporte público local na região de Hannover (zona tarifária Üstra) no dia da visita.

Para mais informações sobre a feira, acesse aqui.



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Boi confinado: custo em SP sobe, mas em GO cai; entenda o motivo


A 99ª edição do Informativo Mensal do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC), referente a agosto de 2025, aponta um cenário misto nos custos de produção. Enquanto os sistemas de confinamento no estado de São Paulo (CSPm e CSPg) registraram alta, o sistema de Goiás (CGO) manteve a tendência de queda dos últimos meses. Assista ao vídeo abaixo e confira os detalhes.

Direto do campus da USP em Pirassununga, o Dr. Gustavo Sartorello, da Agroplanner, apresentou no programa Giro do Boi desta segunda-feira (15) o índice de custo do boi confinado nos estados de Goiás e São Paulo, em um formato que facilita o entendimento da composição da diária-boi.

O relatório destaca que a otimização de custos é um diferencial competitivo, especialmente para propriedades com uso intensivo de bens de capital. Clique aqui e confira o relatório na íntegra.

Custos da diária-boi em São Paulo voltam a subir

Após quatro meses consecutivos de queda, o custo da diária-boi (CDB) nos confinamentos de São Paulo subiu em agosto. O sistema CSPm registrou um aumento de 1,7%, chegando a R$ 19,89. Já o CSPg, que representa confinamentos maiores, teve uma alta de 0,6%, com o custo por diária atingindo R$ 19,70.

Em contrapartida, o sistema de confinamento em Goiás (CGO) manteve a trajetória de queda, com uma variação negativa de 0,5% em agosto. O custo da diária-boi para este sistema recuou para R$ 15,97, mantendo uma tendência de baixa desde maio de 2025.

Custo nutricional continua sendo o principal fator

A análise da composição do CDB em agosto reforça que a maior parte dos custos está no componente nutricional. Os custos de alimentação representaram 80,5% do CDB no sistema CSPm, 84,4% no CSPg e 82,6% no CGO.

Em termos de valores, o componente nutricional custou R$ 16,01 no CSPm, R$ 16,63 no CSPg e R$ 13,19 no CGO. O custo operacional, por sua vez, representou entre 15,6% e 19,5% do total.

O relatório enfatiza que a distinção entre esses componentes é crucial para decisões estratégicas, tanto na formulação de dietas quanto na gestão operacional.

Flutuação de preços dos insumos afeta os resultados

As variações nos custos são atribuídas à dinâmica dos preços dos ingredientes da dieta. Em São Paulo, alguns insumos recuaram, como a polpa cítrica (-8,0%), o caroço de algodão (-4,7%) e a ureia pecuária (-9,5%).

No entanto, o sorgo e o farelo de soja subiram 5,6% e 1,4%, respectivamente. Em Goiás, houve quedas na casca de soja (-2,5%), caroço de algodão (-18,9%) e ureia pecuária (-9,5%). Por outro lado, o sorgo (+1,8%), milho (+1,3%) e farelo de soja (+4,8%) registraram alta.

Rentabilidade e a importância da gestão

Apesar da alta de 3,3% no valor do boi gordo em São Paulo (R$ 305,65/cabeça) e em Goiás (R$ 287,80/cabeça), o relatório aponta para um cenário de prejuízo nos três sistemas analisados ao confrontar o custo total com o valor comercializado pelo produtor.

O prejuízo estimado foi de R$ 23,05 por arroba para o CSPm, R$ 21,00 para o CSPg e R$ 8,10 para o CGO. O documento conclui que “lucro não é destino, é método”.

Ele ressalta a importância de medir custos com rigor, o que permite agir com clareza e transformar oportunidades em resultados. O sucesso, segundo o relatório, não vem da sorte, mas de quem domina os custos e conhece os próprios números melhor que o mercado.

A equipe do ICBC disponibiliza uma planilha gratuita de custos detalhada e a metodologia de cálculo para auxiliar os produtores. Quer receber o que foi destaque no Giro do Boi direto no seu WhatsApp? Clique aqui e entre na comunidade News do Giro do Boi.

A equipe do ICBC disponibiliza uma planilha gratuita de custos detalhada e a metodologia de cálculo para auxiliar os produtores. Clique aqui e confira o relatório na íntegra.



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Mercado financeiro projeta inflação de 4,83% em 2025



O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para 2025. De acordo com o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, o Brasil fechará o ano com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, a inflação oficial do país) em 4,83% – abaixo, portanto, dos 4,85% projetados há uma semana.

Há quatro semanas, o mercado trabalhava com a previsão de que 2025 terminaria com uma inflação ainda mais alta, de 4,95%. Para os anos subsequentes, as projeções são de 4,30% em 2026 e de 3,90% em 2027.

A estimativa para 2025 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em agosto, o Brasil registrou, pela primeira vez desde agosto de 2024, inflação negativa (deflação, quando a média dos preços fica mais barata), de -0,11%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Com isso, as projeções do mercado financeiro ficam mais próximas do teto superior (4,5%).

A conta de luz recuou 4,21% no mês, representando impacto negativo de 0,17 ponto percentual (p.p.), figurando como o subitem que mais puxou a inflação para baixo. Com isso, o grupo habitação recuou 0,90%. O recuo o conjunto de preços foi o maior para um mês de agosto desde o início do Plano Real, em 1994, segundo o IBGE.

O grupo alimentação e bebidas (-0,46%) caiu pelo terceiro mês seguido. O de transportes (-0,27%) também ajudou a deixar o IPCA negativo IPCA. Nesses três meses, os alimentos acumularam queda de -0,91%. O de transportes (-0,27%) também ajudou a deixar o IPCA negativo.

Câmbio

As expectativas do mercado financeiro com relação à cotação do dólar ao final de 2025 também recuou, passando dos R$ 5,55 projetados há uma semana, para R$ 5,50, segundo o boletim divulgado hoje.

É a quarta semana consecutiva, em que se reduz as expectativas do valor de câmbio da moeda norte-americana. Em parte, isso se explica pelas medidas econômicas que vêm sendo adotadas pelo governo de Donald Trump. Para 2026 e 2027, a cotação projetada é a mesma: R$ 5,60.

PIB e Selic estáveis

Já as expectativas relacionadas ao Produto Interno Brutop (PIB, a soma de todas riquezas produzidas no país) e à taxa básica de juros (Selic) se mantiveram estáveis.
No caso do PIB, o mercado projeta um crescimento de 2,16% em 2025 – o mesmo projetado há uma semana. Há quatro semanas, as expectativas eram de que a economia do país crescesse 2,21% no ano.

Para 2026, as expectativas do PIB estão em 1,80% – menores, portanto, do que os crescimentos projetados há uma semana (1,85%); e há quatro semanas (1,87%). Para 2027, o crescimento econômico projetado é de 1,90% – acima do 1,88% projetado há uma semana; e do 1,87% projetado há quatro semanas.

Taxa básica

Com relação à Selic, a projeção é de que ela feche o ano em 15%, o mesmo percentual que vem sendo projetado há 12 semanas. Para os anos subsequentes, o mercado projeta uma Selic de 12,38%, em 2026; e de 10,50%, em 2027.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Com o recuo da inflação e o início da desaceleração da economia, o colegiado interrompeu o ciclo de aumento de juros.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Os bancos consideram outros fatores além da Selic na hora de definir os juros a serem cobrados dos consumidores. Entre eles estão risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.



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Vazio sanitário chega ao fim em diferentes regiões; safra exige atenção redobrada dos produtores



A partir desta semana, diferentes regiões brasileiras encerram o vazio sanitário e iniciam o período de semeadura de soja para a safra 2025/2026, conforme estabelecido pela Portaria nº 1.271 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida visa controlar a ferrugem asiática, doença que pode comprometer a produtividade da cultura.

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Em São Paulo, a Região III, que abrange o Centro-Oeste e o Oeste paulista, encerra o vazio sanitário nesta segunda-feira (15), permitindo o início da semeadura a partir de 16 de setembro. O presidente da Aprosoja São Paulo, Andrey Rodrigues, comentou sobre as expectativas da safra e ressaltou a importância de cautela por parte dos produtores, avaliando condições, prognósticos de clima e previsões para cada região.

“Esta safra será desafiadora, com custos elevados e preços futuros baixos. Toda a preparação em sustentabilidade, manejo de solos e culturas de inverno foi realizada, mas não podemos repetir erros de safras anteriores. Desejamos que os produtores colham bons frutos e consigam continuar firmes na sua atividade”, afirmou Rodrigues.

Fim do vazio sanitário em MS, PA e BA

Além de São Paulo, no estado da Bahia, Região II, o vazio sanitário terminou em 14 de setembro, permitindo o início da semeadura a partir de hoje, 15 de setembro. Já em Mato Grosso do Sul, o período vai até 15 de setembro, com plantio autorizado a partir de 16 de setembro e previsão de término em 31 de dezembro de 2025.

Por fim, no Pará, Região I, o vazio sanitário também se encerra em 15 de setembro, com início da semeadura em 16 de setembro e término previsto para 14 de janeiro de 2026.

Confira o calendário completo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Porto do Açu realiza primeira exportação de milho do Mato Grosso



Primeira operação do estado movimentou 25 mil toneladas de milho Non-GMO



Foto: Governo Federal

O Porto do Açu, localizado no norte do Estado do Rio de Janeiro, realizou em setembro a primeira exportação de carga oriunda do Mato Grosso. Foram embarcadas 25 mil toneladas de milho não transgênico (Non-GMO) provenientes do Leste do estado, com destino à Europa.

A operação ocorreu no Terminal Multicargas (T-Mult), que, segundo o Porto do Açu, “já movimentou mais de 20 diferentes tipos de carga desde o início de sua operação”. Para manter as características do milho Non-GMO, o terminal informou que o produto não pode ter contato com grãos transgênicos nos armazéns. Atualmente, o T-Mult dispõe de dois armazéns cobertos em área alfandegada, com capacidade estática total de 60 mil toneladas, além de outros dois armazéns na retroárea do terminal, com a mesma capacidade.

O diretor comercial e de terminais do Porto do Açu, João Braz, afirmou que “a abertura desse novo corredor logístico para o escoamento de cargas do Mato Grosso é um passo importante para aumentarmos a eficiência no transporte de grãos brasileiros. No Açu temos flexibilidade para desenvolver soluções logísticas sob medida, com uma operação 100% privada que garante confiabilidade, eficiência e segurança. Além disso, oferecemos tempos mínimos de espera para atracação, pranchas acima da média do mercado e agilidade no atendimento rodoviário”.

Segundo dados, no primeiro semestre o T-Mult movimentou 1,2 milhão de toneladas, volume 45% maior do que no mesmo período do ano passado. Ainda em 2025, a área de cais operacional do terminal contará com 500 metros, calado de 13,1 metros e um segundo berço para operar simultaneamente dois navios do tipo Panamax, com capacidade para transportar até 75 mil toneladas cada.

A capacidade de movimentação do terminal deverá alcançar 2,7 milhões de toneladas ao ano. Considerando a expansão da área de armazenagem, o Porto do Açu projeta duplicar esse volume nos próximos anos.

 





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‘Esperamos todos vocês em Sidrolândia!’



O evento que marca a abertura oficial da safra de soja 2025/26 será realizado no dia 3 de outubro, em Sidrolândia (MS). Em entrevista ao Soja Brasil, o presidente da Aprosoja Mato Grosso do Sul, Jorge Michelc, ressaltou a relevância da iniciativa para o fortalecimento do setor.

“O encontro é uma oportunidade única de trocarmos experiências e impulsionarmos o desenvolvimento agrícola. Estaremos cultivando o futuro com prosperidade”, afirmou o presidente.

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Organizado pelo Canal Rural, em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro terá início às 9h (horário de Brasília), na Fazenda Recanto. Vale dizer que a celebração também marcará o início da 14ª temporada do projeto Soja Brasil.

Programação do evento

A Abertura Nacional do Plantio da Soja reunirá produtores, lideranças políticas e especialistas do agro para debater temas como biocombustíveis, clima e mercado. Além das discussões técnicas, os participantes poderão acompanhar a demonstração de máquinas agrícolas em operação no campo e participar de um almoço de confraternização.

Inscreva-se

Para fazer parte é muito fácil! As inscrições para participação presencial já estão abertas e são gratuitas. Basta acessar o link, preencher os dados e confirmar a inscrição.





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Campanha une entidades de peso em defesa do futuro do arroz com feijão


Sempre me pergunto: como o Brasil, um dos maiores produtores de feijão do mundo, pode conviver com a queda constante no consumo interno desse alimento? O feijão, base do nosso Prato Feito, símbolo de identidade cultural e nutricional, vem perdendo espaço para ultraprocessados.

É um contrassenso: temos um alimento completo, nutritivo, barato e democrático, que somado ao arroz fica perfeito, mas que ainda não recebem o valor que merecem. Por isso defendo, com convicção, que precisamos agir agora. Não é apenas sobre mercado, mas sobre saúde pública, economia e até soberania alimentar.

Em minha visão, nós não podemos mais nos limitar a ser apenas um observador do setor. O Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe) está se posicionando como um dos articuladores de uma causa maior: transformar o feijão e arroz e os alimentos de verdade em bandeira nacional.

E não estamos sozinhos. Já contamos com instituições de peso que entenderam a importância desse movimento, como a Associação dos Irrigantes (Aprofir), a Embrapa, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), o Instituto Terras Altas (TAA), o Good Food Institute (GFI) e a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Feijão. Essa união prova que a pauta não é apenas de produtores ou de acadêmicos, mas de toda a sociedade.

Defesa do Brasil real

O consumo regular de feijão cinco vezes por semana é capaz de reduzir riscos de doenças crônicas, melhorar a qualidade de vida e aliviar gastos do sistema de saúde. No campo econômico, significa renda para milhares de famílias produtoras, empregos na indústria e novas oportunidades de exportação.

Culturalmente, o Prato Feito — com arroz, feijão, proteína e salada — é talvez o maior símbolo da nossa identidade alimentar. Negligenciá-lo é abrir mão de um patrimônio nacional. Não me parece exagero dizer: defender o feijão é defender o Brasil real, o Brasil de verdade.

Se queremos que o feijão e arroz reassumam seu protagonismo, precisamos de mobilização social, de articulação política e de compromisso produtivo. Consumidores devem se conscientizar, escolas precisam reforçar a alimentação saudável e restaurantes podem valorizar o Prato Feito.

O setor público deve dar atenção ao tema e produtores têm de investir em qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e comunicação com o consumidor. O movimento Viva Feijão! mostra que já estamos no caminho. Ele nasce simples, mas com potencial para crescer e se tornar uma grande campanha nacional.

Eu acredito que o futuro do Prato Feito é também o futuro dos alimentos de verdade no Brasil. Não podemos aceitar que um alimento tão completo e acessível seja relegado a segundo plano. Temos instituições, temos parceiros e temos um legado cultural que nos obriga a agir. A hora é agora. Precisamos transformar o feijão e arroz em símbolo de saúde, orgulho e união nacional.

Deixo aqui meu convite: siga a campanha Viva Feijão, compartilhe esta mensagem e ajude a espalhar essa ideia. O Brasil precisa, e o arroz e feijão merecem.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.





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Exportações do agro crescem 1,5% em agosto



A exportação do agronegócio brasileiro alcançou US$ 14,29 bilhões em agosto de 2025, o que corresponde a um aumento de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O resultado foi garantido pelo aumento de 5,1% no volume embarcado, que compensou a queda de 3,4% nos preços médios internacionais, conforme informações do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Soja em grãos, carne bovina in natura e milho responderam pela maior parte do crescimento. A soja registrou embarques de 9,3 milhões de toneladas, 16,2% acima de agosto de 2024, proporcionando US$ 3,88 bilhões em receitas (+11%). A carne bovina alcançou 268 mil toneladas, alta de 23,5% em relação ao ano anterior, somando US$ 1,5 bilhão (+56%). Já o milho totalizou 6,8 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, movimentando US$ 1,36 bilhão (+17%).

Além dos produtos tradicionais da pauta exportadora, alguns itens alcançaram em agosto o melhor desempenho da série histórica, resultado da estratégia de diversificação de mercados.

O sebo bovino registrou exportações de 64,7 mil toneladas, alta de 17,2% em relação a agosto de 2024, que totalizaram US$ 74,1 milhões (+36,4%), maior valor e volume já embarcados para o mês. As sementes de oleaginosas (excluindo soja) atingiram 68,5 mil toneladas, crescimento de 10%, com receitas de US$ 71,3 milhões (+16,5%), ambos em patamar recorde.

Os feijões somaram 58,4 mil toneladas, crescimento de 29%, movimentando US$ 49,5 milhões (+27,5%). Já as rações para animais domésticos alcançaram US$ 35,9 milhões, crescimento de 22,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, também recorde para o mês.

Outro destaque foi o óleo de amendoim, que cresceu de 2,9 mil toneladas em agosto de 2024 para 13,3 mil toneladas em agosto de 2025, crescimento de 358%, com receita de US$ 20 milhões (+573,4%).

Expansão geográfica dos destinos

A China continua como a maior compradora de produtos agropecuários brasileiros, com US$ 5,12 bilhões, (alta de 32,9% em relação a agosto de 2024), o que representou 35,8% de toda a pauta exportadora do setor. Seguida pela União Europeia, com US$ 1,9 bilhão.

Já entre os mercados em expansão, destacam-se o México, com US$ 339 milhões, segundo maior parceiro comercial do Brasil na América Latina, que em relação a agosto de 2024, quase dobrou as importações (+91,9%), liderado principalmente pelas carnes, e o Egito, com US$ 342 milhões, alta de 14% nas compras, impulsionadas pelo milho. Vale mencionar ainda o crescimento das vendas para países da Ásia, como a Índia (+37,3%) e a Tailândia (+9,5).

Segundo o ministério, os resultados de agosto refletem a estratégia de abertura e diversificação de mercados. Somente em agosto de 2025 foram abertos 22 novos mercados e, desde agosto do ano passado, o número de destinos habilitados passou de 58 para 72. Esse avanço é resultado direto das 55 missões internacionais de negociação e promoção comercial realizadas em 2025, que têm ampliado o acesso para diferentes cadeias produtivas.



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agro lidera expansão do IBC-BR em 12 meses



O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 3,54% nos 12 meses encerrados em julho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15). O resultado do índice, conhecido como uma prévia do PIB, representa uma desaceleração em relação ao período anterior, quando o indicador avançou 3,96% (revisado de 3,94%).

O desempenho do setor agropecuário se manteve robusto, com crescimento de 13,08% no mesmo intervalo, levemente abaixo dos 13,35% registrados até junho. Excluindo o agro, o índice avançou 2,91%, frente a 3,34% no período anterior.

Agro lidera expansão, mas indústria e serviços desaceleram

Entre os segmentos, a indústria acumulou aumento de 2,53% em 12 meses, abaixo dos 2,98% registrados anteriormente. Os serviços avançaram 2,97%, enquanto a arrecadação de impostos subiu 3,38%, também em ritmo menor que nos meses anteriores. No acumulado de janeiro a julho, o IBC-Br total cresceu 2,91%, com a agropecuária liderando a expansão (14,80%), seguida por serviços (2,15%) e indústria (2,07%).

No trimestre móvel encerrado em julho e com ajuste sazonal, o IBC-Br total registrou queda de 1,0% em relação aos três meses anteriores. O indicador do agro recuou 6,85%, enquanto a indústria cedeu 0,91%. Os serviços tiveram leve alta de 0,19%, e a arrecadação de impostos caiu 1,03%. Já na comparação interanual do trimestre móvel, o crescimento foi de 1,97%, com destaque novamente para o setor agropecuário, que avançou 5,71%.

Julho mostra queda mensal e desaceleração interanual

No mês de julho, o IBC-Br recuou 0,53% ante junho, abaixo das expectativas do mercado, que projetavam baixa de 0,30%. O desempenho interanual também registrou desaceleração, com crescimento de 1,15%, puxado principalmente pelo agro, que subiu 3,48%. Serviços, indústria e impostos mostraram expansão mais moderada, refletindo o ritmo mais contido da economia fora do campo.



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Empresas anunciam joint venture para construção de usinas de etanol de milho em Mato Grosso



A Amaggi e a Inpasa confirmaram a criação de uma joint venture para a construção de pelo menos três usinas de etanol de milho no estado de Mato Grosso. O investimento marca um novo passo na estratégia das companhias de agregar valor à cadeia produtiva, com foco na industrialização de commodities e no avanço do setor de biocombustíveis.

A parceria deve unir a experiência da Amaggi na originação de grãos e na logística com a expertise da Inpasa, maior produtora nacional de etanol de milho e referência na área.

Cada uma das novas plantas terá capacidade inicial para processar cerca de 2 milhões de toneladas de milho por ano. A primeira unidade será construída em Rondonópolis, enquanto outras duas cidades, Campo Novo do Parecis e Querência, estão em fase avançada de estudos para receber os empreendimentos.

A formalização da joint venture ainda depende de aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras, como determina a legislação vigente.

Demanda

O Brasil tem registrado forte expansão na produção de etanol de milho nos últimos anos, especialmente em Mato Grosso, estado líder nacional na fabricação do biocombustível. Além de atender à demanda interna, o setor também busca ampliar espaço no mercado internacional, em meio ao crescimento da agenda global de descarbonização e da transição energética.



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