terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

déficit hídrico ameaça lavouras em setembro e outubro


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (16) o Boletim Agroclimatológico Mensal para o trimestre de setembro, outubro e novembro de 2025. O documento apresenta tendências climáticas direcionadas às atividades do campo e estimativas dos estoques de água no solo.

Segundo o Inmet, o prognóstico para a Região Norte indica volumes de chuva abaixo da média histórica no trimestre, especialmente na Ilha de Marajó (PA), sudeste do Pará e na região da Cabeça do Cachorro, no Amazonas. “São previstas reduções de até 50 milímetros em relação à climatologia”, informou o órgão. 

Em Roraima, norte do Amapá, porção norte do Amazonas, Acre e Rondônia, são esperados volumes próximos à média histórica. As temperaturas do ar devem permanecer acima da média em toda a região, com elevações de até 2,0 °C. Os estoques de água no solo mostram predomínio de níveis baixos em grande parte do Acre, Rondônia, centro-sul do Amazonas, sudeste do Pará e porções do Amapá, inferiores a 30% em setembro e outubro. Em novembro, há sinais de recuperação em áreas do Acre, sul do Pará e Amazonas, embora persistam déficits em regiões centrais do Amazonas, Amapá e centro-norte do Pará.

“As projeções indicam intensificação das condições de seca no Pará, Amapá, Tocantins, Rondônia e centro-sul do Amazonas com déficits superiores a 100 mm, no mês de setembro. Por outro lado, em novembro, observa-se melhor disponibilidade hídrica no oeste e sudeste do Amazonas, sul do Pará, Acre e Rondônia, o que tende a favorecer a manutenção de culturas perenes tropicais e atividades da agricultura familiar nestas áreas” alertou o boletim.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Na Região Nordeste, o boletim prevê volumes de chuva abaixo da média no Maranhão, Piauí, maior parte do Ceará e porções central e noroeste da Bahia. Em todo o restante da região, as chuvas devem ficar próximas à média. “As temperaturas do ar deverão permanecer acima da média histórica, com valores entre 0,5 °C e 2,0 °C acima da climatologia”, destacou o Inmet. 

Os estoques de água no solo permanecem satisfatórios no litoral, mas no interior não ultrapassam 30%, intensificando o déficit hídrico nos meses de setembro e outubro. “Essas condições podem limitar o desenvolvimento de culturas de sequeiro, tornando essencial a adoção de estratégias de manejo hídrico” informou.

Para o Centro-Oeste, a previsão climática indica volumes de chuva dentro da média em praticamente toda a região, com até 30 milímetros acima da média histórica em áreas de Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal. As temperaturas devem ficar entre 1,0 °C e 2,0 °C acima da média histórica. O órgão ressalta que “o déficit hídrico se intensifica em setembro no leste de Mato Grosso e oeste de Goiás”, reduzindo a disponibilidade de água no solo para culturas em maturação. Em novembro, a regularização das chuvas tende a garantir umidade adequada para o plantio de soja e milho.

No Sudeste, são previstos volumes de chuva de até 30 milímetros acima da média histórica no Rio de Janeiro e em áreas de Minas Gerais. As temperaturas devem permanecer acima da média, principalmente em São Paulo e Minas Gerais. 

O armazenamento de água no solo deve ser baixo no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e noroeste paulista em setembro e outubro, com recuperação da umidade em novembro. A escassez hídrica nos dois primeiros meses do trimestre pode comprometer o plantio de soja e milho, além de afetar a florada do café e a manutenção das pastagens.

Para a Região Sul, a previsão indica volumes de chuva acima da média histórica em todo o estado de Santa Catarina, sudeste do Paraná e maior parte do Rio Grande do Sul. “Os maiores volumes, de até 50 milímetros acima da média, são previstos para o nordeste do Rio Grande do Sul e leste de Santa Catarina”, destacou o boletim. 

As temperaturas permanecerão acima da média em toda a região, mas valores abaixo de 13 °C ainda podem ocorrer em áreas mais elevadas. O armazenamento hídrico deve se manter elevado, atingindo valores próximos à capacidade de campo. O excedente hídrico é considerado favorável ao desenvolvimento de culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada.

 





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quando o Congresso legisla para si mesmo


A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos a chamada PEC da Blindagem (PEC 3/21), que altera profundamente as regras de responsabilização de parlamentares. Pelo texto, deputados e senadores só poderão ser processados ou presos com autorização prévia das próprias Casas legislativas, e essa autorização poderá ser decidida em votação secreta.

Além disso, a proposta amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos políticos com representação no Congresso e permite que processos em andamento sejam afetados, criando uma barreira inédita entre a Justiça e os políticos.

O discurso oficial é de “defesa da independência do Legislativo” diante do Supremo Tribunal Federal. Mas, na prática, a medida cria um escudo institucional para evitar que denúncias de corrupção, abuso de poder ou crimes comuns avancem sem o aval dos pares.

Ao transferir para dentro do Parlamento o poder de autorizar investigações e prisões, a PEC institucionaliza o corporativismo: parlamentares julgando parlamentares, em sigilo, longe do olhar do eleitor.

O que está em jogo:

  • Transparência – o voto secreto impede que a sociedade saiba quem protege quem, minando o controle social.
  • Responsabilização – processos legítimos podem ser travados, atrasados ou até inviabilizados por acordos políticos.
  • Equilíbrio entre Poderes – o Legislativo invade a esfera do Judiciário, fragilizando o sistema de freios e contrapesos.
  • Imagem do país – a mensagem para a sociedade e para o mundo é a de que o Brasil retrocede no combate à impunidade.

A aprovação da PEC acontece em meio a tensões entre Congresso e STF, e logo após negociações políticas envolvendo anistias e acordos partidários. Ou seja, não é apenas uma discussão jurídica, mas também uma movimentação estratégica para proteger lideranças e reforçar o poder político em Brasília.

Para o cidadão comum, o recado é devastador: enquanto problemas reais, inflação, crédito caro, endividamento do agro, saúde, segurança, aguardam soluções, o Parlamento prioriza a sua própria blindagem.

Para investidores e observadores internacionais, a medida reforça a percepção de fragilidade institucional e de risco de impunidade, com impacto na confiança e até no custo de financiamento do país.

A chamada PEC da Blindagem não é apenas mais uma mudança constitucional: é um divisor de águas na relação entre representantes e representados. Ao aprovar um escudo contra a Justiça, os parlamentares deixam claro que seu compromisso maior não é com o cidadão, mas com a autopreservação.

O Congresso escolheu legislar para si mesmo. E quando o poder político se protege acima da lei, que protege o povo?

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Chuva se intensifica em alguns estados e calor ganha força; veja a previsão do tempo para hoje



A presença de uma área de alta pressão em níveis médios da atmosfera deve contribuir para que o tempo permaneça firme em boa parte da região Sul nesta quarta-feira (17). No Rio Grande do Sul, entre o período da madrugada e manhã, haverá condições para formação de nevoeiros em boa parte do estado, devido à entrada de umidade que ainda deve ingressar do oceano.

No decorrer do dia, a presença de uma área de alta pressão em níveis médios da atmosfera deve promover o predomínio de sol, que aparece entre poucas nuvens no céu. Um destaque durante o dia diz respeito ao disparo dos termômetros, com calor ganhando força em boa parte do estado – sobretudo entre as missões, oeste e planalto.

Em Santa Catarina e no Paraná, a atuação desta área de alta pressão em altitudes mais elevadas da atmosfera também deverá promover o predomínio da condição de tempo firme. Excepcionalmente, em algumas cidades costeiras do litoral norte catarinense e do litoral paranaense podem contar com chuva fraca isolada durante o dia – devido ao avanço de umidade de origem oceânica sobre a região. O calor ganha força e as temperaturas disparam ao longo do dia no oeste catarinense, oeste, noroeste e norte paranaense. Nas regiões paranaenses, os termômetros já devem bater os 35ºC à tarde.

No Sudeste, a circulação de ventos úmidos marítimos e a presença de uma área de baixa pressão próximo à costa devem realizar a manutenção das pancadas de chuva entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e na zona da mata mineira. Ao longo do dia, o céu permanece mais encoberto e a chuva vem em forma de pancadas já no período da manhã, variando entre fraca e moderada intensidade. Não estão descartados eventuais episódios de chuva forte localizada entre o norte fluminense e o sul capixaba.

Em São Paulo, ainda pode chover de forma isolada no litoral, mas sem a expectativa de chuva forte. Nas demais regiões do estado e também em parte de Minas Gerais, haverá condições para pancadas de chuva isoladas. Ainda assim, o tempo segue aberto na maior parte das áreas, e o destaque deverá girar em torno do calor – que volta a ganhar força.

Enquanto no Centro-Oeste, a circulação de umidade sobre a atmosfera local deve manter a ocorrência de pancadas de chuva sobre boa parte de Mato Grosso e no oeste de Mato Grosso do Sul, com risco de chuva forte acompanhada por raios e trovoadas. Pode chover de maneira isolada em algumas áreas do centro e leste de Mato Grosso do Sul e também no sul de Goiás. Nas demais regiões, o predomínio continua sendo de tempo firme, com ar seco e calor ganhando força no decorrer das horas.

Parte de Goiás e o Distrito Federal devem seguir com alerta de baixa umidade do ar durante as horas mais quentes. O risco para incêndios permanecerá elevado – sobretudo em regiões mais vulneráveis.

No Nordeste, os ventos que sopram do oceano em direção ao continente mantêm as instabilidades sobre a costa leste. O sol ainda aparece entre algumas nuvens ao longo do dia, e as pancadas de chuva acontecem de maneira irregular, variando entre fraca e moderada intensidade.

A chuva segue mais expressiva no litoral da Bahia, de Alagoas e Pernambuco. As pancadas podem avançar até para áreas do agreste baiano, mas ainda de forma bastante isolada. No interior nordestino e na costa norte da região, o predomínio ainda será de tempo firme, com sol, calor intenso e baixa umidade do ar. Áreas do sertão seguem com risco elevado para queimadas.

E no Norte, os temporais seguem se espalhando sobre o estado do Amazonas, Acre e Rondônia, ainda associados à presença de umidade e calor na atmosfera local. Chove forte também no sul de Roraima e no oeste do Pará. Já os estados do Amapá e do Tocantins seguem com predomínio de tempo firme, calor intenso e – no caso do Tocantins – alerta para baixa umidade do ar presente no período da tarde.

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Feira do Empreendedor abre inscrições para visitantes



A edição 2025 da Feira do Empreendedor (FE25) está com inscrições abertas para visitantes. O evento organizado pelo Sebrae/SP, é gratuito e será realizado de 15 a 18 de outubro, no São Paulo Expo, na capital paulista.

Para melhor atender, visitantes e expositores, a FE25 terá 55 mil m² divididos em sete eixos temáticos para proporcionar uma experiência personalizada e relevante para cada perfil de visitante.

Os eixos são: Comece seu Negócio, Gerencie o seu Dinheiro, Inovação e Tecnologia, Marketing e Vendas, Comportamento Empreendedor, ESG – Impacto Social e Ambiental, e Cidade Empreendedora.

Além das atrações temáticas, a programação terá palestras, painéis, atendimentos e consultorias, rodadas de negócios e oportunidades de networking, e contará com a presença de especialistas e empreendedores de diversos setores.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

No entanto, a FE25 tem o objetivo de fomentar o empreendedorismo com foco na geração de negócios, networking e divulgação de produtos e serviços.

Além de trazer tendências, oportunidades, tecnologia e muita história inspiradora. A expectativa é receber mais de 110 mil visitantes e movimentar acima dos R$ 45 milhões em negócios.

“A FE25 é o espaço onde o Sebrae condensa todos os instrumentos e ferramentas para quem já tem um negócio ou quer começar a empreender”, destaca Alexandre Robazza, gerente de Relacionamento do Sebrae/SP.

FE25

Quando? 15 a 18 de outubro, das 10h às 20h
Local: São Paulo Expo, Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo

Visitante: Inscreva-se aqui!



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Desempenho do Tegram em agosto reforça potencial do Arco Norte



Com o tarifaço dos Estados Unidos em vigor, um dos desafios do setor exportador brasileiro é a diversificação de mercados. O aumento da capacidade logística, no entanto, também pode fortalecer a presença em destinos já consolidados. Essa é a avaliação de Marcos Pepe Bertoni, presidente do Consórcio Tegram-Itaqui, responsável pela gestão e operação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram).

Para o futuro, as perspectivas incluem a terceira fase de expansão do terminal. Segundo Bertoni, as projeções em curto, médio e longo prazos são otimistas. “A nova fase de expansão deve adicionar cerca de 8,5 milhões de toneladas e com isso, vamos solidificar ainda mais a posição do Tegram como principal hub logístico do agronegócio brasileiro no Arco Norte”, afirma.

Cenário de supersafra e desafios logísticos

A expectativa de safra recorde em 2024/25 é positiva para o agronegócio, mas levanta dúvidas sobre a capacidade logística do país. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos deve chegar a 350,2 milhões de toneladas, crescimento de 16,3% em relação à temporada passada. Apesar do volume maior, o Tegram afirma estar preparado para o escoamento.

“O recorde de 1,75 milhão de toneladas embarcadas em agosto mostra a nossa capacidade de resposta. Em 2023, movimentamos mais de 15 milhões de toneladas, o que reforça a solidez da nossa operação diante de um cenário de supersafra”, diz Bertoni. 

Segundo ele, a expansão da infraestrutura do terminal, além de garantir eficiência na movimentação de cargas, pode fortalecer ainda mais a presença do Brasil em mercados já consolidados. Outro ponto destacado é a localização estratégica do Porto de Itaqui, próximo a países da Europa e da Ásia, que estão entre os principais destinos da produção nacional de grãos.

Fator tarifaço: o que esperar?

O resultado recorde em agosto ocorre em meio a um cenário tenso nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Desde o mês passado, as exportações brasileiras enfrentam o chamado tarifaço, imposto pelo governo de Donald Trump, com sobretaxas que chegam a 50%.

Sobre esse cenário desafiador e de volatilidade do mercado, Bertoni destaca que a demanda global por alimentos é permanente. No entanto, para sustentar o papel do Tegram como polo logístico do Arco Norte, ele ressalta a importância de parcerias estratégicas e de investimentos constantes. “Seguimos focados em eficiência operacional, no escoamento de grãos de alta produtividade da região e em infraestrutura moderna e tecnológica”, conclui.



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A vantagem silenciosa do Brasil


Muito se fala sobre produtividade, exportações recordes e protagonismo do Brasil na produção de alimentos, mas há uma oportunidade estratégica pouco explorada que pode reposicionar o país na bioeconomia global. Segundo José Carlos de Lima Júnior, Cofundador e Professor da Harven Agribusiness School, transformar resíduos em ativos de valor é um caminho capaz de gerar ganhos ambientais, econômicos e de competitividade.

O que hoje é tratado como subproduto ou passivo ambiental — palha, vinhaça, esterco, bagaço, casca e restos de colheita — pode se converter em biofertilizantes que reduzem a dependência externa, energia renovável em forma de biogás e biometano, além de insumos para proteína animal, biomateriais e até créditos de carbono. Trata-se de um movimento silencioso, ainda fora do centro dos debates sobre soja, milho e carne, mas que carrega o potencial de ser a próxima vantagem competitiva do agronegócio brasileiro.

Entre os fatores que tornam esse cenário promissor estão a redução da vulnerabilidade com insumos importados, a diversificação das fontes de receita do produtor e a maior soberania frente às crescentes barreiras ambientais e comerciais. Esses pontos fortalecem a resiliência e ampliam o poder de negociação do Brasil em um mercado global cada vez mais fragmentado.

Com escala, conhecimento técnico e diversidade produtiva, o país reúne condições únicas para liderar essa transformação. O desafio, porém, está em decidir se o avanço será uma resposta a pressões externas ou se o Brasil assumirá, desde já, o protagonismo de monetizar o “invisível” e consolidar sua posição na bioeconomia mundial.

“O Brasil tem escala, conhecimento técnico e diversidade produtiva para liderar essa transformação. A pergunta que precisamos levar à mesa é “vamos esperar a pressão externa para avançar, ou vamos assumir o protagonismo desde já?”. Tão urgente quanto fazer essa pergunta é avançar na sua resposta”, conclui.

 





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Corte nos juros e dólar em menor nível dos últimos 4 anos são destaques do mercado


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que os mercados aguardam a Super Quarta, com expectativa de corte de 25 pontos-base pelo Fed, pressionando o dólar ao menor nível em quatro anos frente ao euro e elevando o ouro acima de US$ 3.700 a onça.

No Brasil, o câmbio se apreciou a R$ 5,25 e a taxa de desemprego caiu para 5,6%. O foco do dia está nas decisões de juros do Copom e Fed, além do discurso de Jerome Powell.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Sul lidera avanço em recuperações judiciais no 2º tri


O Sul do Brasil registrou um dos maiores avanços proporcionais no número de empresas em recuperação judicial no 2º trimestre de 2025. Segundo o Monitor RGF da Recuperação Judicial, a região contabilizou 1.127 companhias com processos ativos, crescimento de 4,5% em relação ao trimestre anterior. O destaque ficou para o Rio Grande do Sul, que passou de 427 para 460 empresas em recuperação, aumento de 7,7%.

Na outra ponta, o Centro-Oeste mostrou estabilidade, com elevação discreta de 1,0% e total de 610 empresas em RJ, mas segue com o maior índice proporcional do país: o IRJ (Índice RGF de Recuperação Judicial) atingiu 2,75. Entre os estados, Goiás lidera com 309 processos ativos, seguido por Mato Grosso (213), enquanto Mato Grosso do Sul e Distrito Federal permanecem com 44 casos cada.

No balanço geral do trimestre, o Sudeste ainda lidera em volume absoluto, com 2.346 empresas em recuperação (+1,6%), mas é no Sul (IRJ de 2,41) e no Centro-Oeste (2,75) que a situação preocupa mais, pois a proporção frente ao total de negócios ativos supera a média nacional. Já o Nordeste registrou queda de 2,3%, com destaque para as reduções na Bahia (-15%), Ceará (-5,6%) e Paraíba (-2,9%). O Norte, por sua vez, somou 161 casos, alta de 5,2%.

“Apesar de o Sudeste ainda liderar em volume absoluto, é no Sul e no Centro-Oeste que os indicadores mais preocupam. A proporção de empresas em recuperação judicial frente ao total de negócios ativos nessas regiões é significativamente mais alta que a média nacional”, analisa Rodrigo Gallegos, sócio da RGF.

 





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o que esperar nos próximos meses?


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta terça-feira (16) a edição do Boletim Agroclimatológico Mensal para o trimestre de setembro, outubro e novembro de 2025. O documento detalha os efeitos da interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera sobre o clima no Brasil e no mundo.

De acordo com o boletim, no Brasil, fenômenos como o El Niño-Oscilação Sul (ENOS), no Oceano Pacífico Equatorial, e o gradiente térmico do Oceano Atlântico Tropical, conhecido como Dipolo do Atlântico, influenciam diretamente as condições climáticas no país. “Quando as águas do Atlântico Tropical Sul estão mais quentes e as do Atlântico Tropical Norte mais frias, há favorecimento à ocorrência de chuvas em grande parte do Norte do Brasil, condição conhecida como Dipolo Negativo”, informou o Inmet. Na situação inversa, “há redução das chuvas na região, caracterizando o Dipolo Positivo.”

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Segundo os dados de agosto de 2025, a anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no Atlântico Tropical Norte foi de 0,42 °C, enquanto no Atlântico Tropical Sul ficou em 0,06 °C, configurando condição de neutralidade do Dipolo do Atlântico. O boletim destaca que “o aquecimento observado no Atlântico Norte em relação ao mês anterior contribuiu para o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) para o norte de sua posição climatológica”, o que desfavorece a formação de chuvas ao longo da costa norte do Nordeste.

Fonte: Inmet

No Oceano Pacífico Equatorial, as anomalias médias mensais de TSM na região Niño 3.4, referência para a definição do ENOS, apresentaram valores próximos de zero nos últimos meses, reforçando a persistência das condições de neutralidade. “Os valores de desvios estão entre -0,5 °C e 0,5 °C”, ressaltou o Inmet. 

Fonte: Inmet

A análise do modelo de previsão do ENOS, realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), aponta probabilidade de 57% de permanência das condições neutras durante o trimestre de setembro a novembro. Ainda assim, o boletim observa que “o rápido resfriamento registrado nas últimas semanas sinaliza um possível avanço para condições de La Niña nos próximos meses”.





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Mercado de boi gordo registra queda nas cotações



Exportação de carne bovina sobe 14,6% em setembro



Foto: Canva

De acordo com análise divulgada nesta terça-feira (16) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, houve queda nas cotações do boi gordo, da vaca e da novilha em São Paulo. Segundo o levantamento, “a oferta de bovinos aumentou e o escoamento da carne não acompanhou esse movimento”. A consultoria informou ainda que “algumas indústrias ficaram fora das compras, remanejando as escalas de abate com a boiada já adquirida”.

Esses fatores resultaram em menor preço pago pelos compradores, com redução de R$ 2,00 por arroba para boi gordo, vaca e novilha. Em contrapartida, a Scot Consultoria destacou que “a exportação de carne bovina teve bom desempenho, sustentando a cotação do ‘boi China’, que não mudou”.

No Pará, o dia iniciou com cotações estáveis para a região de Marabá, Redenção e Paragominas.

Na região Noroeste do Paraná, o mercado local registrou queda de R$ 2,00 por arroba para as fêmeas e de R$ 3,00 por arroba para os machos.

Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a segunda semana de setembro o volume exportado somou 137,2 mil toneladas, com média diária de 13,7 mil toneladas. O informativo aponta aumento de 14,6% frente ao embarcado por dia no mesmo período de 2024. A cotação média da tonelada ficou em US$ 5,6 mil, alta de 24,4% na comparação ano a ano.





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