terça-feira, abril 28, 2026

Autor: Redação

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Ciclone causa virada do tempo, provocando chuva de 100 mm e frio



A formação de um ciclone extra tropical no Sul provoca uma virada de tempo no Centro Sul do Brasil durante o próximo fim de semana, de acordo com Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

O fenômeno climático vai provocar chuvas de 100 milímetros no norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Também em decorrência do ciclone, chuvas de 80 milímetros devem ocorrer em os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso na segunda (22) e terça-feira (23) da próxima semana. Ainda de acordo com Arthur, essas chuvas devem vir acompanhadas de temporais.

Após a onda de calor, que começa nesta quinta-feira (18) e vai até o próxima segunda-feira (22), o frio deve retornar a região Sul, com temperaturas variando de 10 a 12 graus. Há risco de geada na serra gaúcha e catarinense na terça ( 23) e quarta (24).

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Moagem de cana no Centro-sul avança 10% em agosto



As usinas do Centro-Sul moeram 50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de agosto, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período da safra passada. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (17) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Açúcar e etanol

A produção de açúcar na safra 2024/25 somou 3,872 milhões de toneladas na segunda metade de agosto, alta de 18,2% na comparação com igual período do ano passado, que registrou 3,276 milhões de toneladas. O mix de produção destinado ao adoçante ficou em 54,2%, enquanto na quinzena anterior havia alcançado 55%.

Segundo Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da Unica, o recuo no mix e a redução no teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) mostram que algumas usinas ajustaram a estratégia de alocação da cana entre açúcar e etanol. “Embora o ATR não tenha alcançado o pico do ano passado, os dados sugerem restrições operacionais nesse patamar e mudanças no direcionamento da matéria-prima”, afirma.

Na mesma quinzena, a produção de etanol atingiu 2,42 bilhões de litros. Por um lado, o etanol hidratado, usado diretamente nos veículos, registrou retração de 7,6% e totalizou 1,46 bilhão de litros. Já o anidro, que é misturado à gasolina, avançou 8,3% e chegou a 964,57 milhões de litros.

O etanol de milho manteve trajetória de expansão e, além disso, atingiu 405,92 milhões de litros na segunda metade de agosto. O volume representa alta de 17,5% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Com isso, a participação do milho no total produzido alcançou 16,8%. Para a Unica, esse avanço reforça a diversificação de matérias-primas e a relevância do biocombustível na matriz energética.

Produção e unidades em operação

No período, 257 unidades estavam ativas no Centro-Sul. Destas, 237 processaram cana, 10 produziram etanol de milho e outras 10 atuaram de forma flex, alternando entre cana e milho. Portanto, o resultado significa um avanço, já que no ciclo passado, eram 261 unidades em operação.

A moagem avançou, mas a qualidade da matéria-prima foi menor. O ATR médio caiu de 155,82 quilos por tonelada em 2024 para 149,79 quilos neste ano, queda de 3,9%. Por isso, a Unica avalia que o cenário exige ajustes na estratégia das usinas para equilibrar a oferta de açúcar e etanol e atender à demanda do mercado interno e externo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Margem de lucro do produtor de soja cai pela metade em quatro anos


A soja, responsável por cerca de 30% do custeio total do agronegócio brasileiro, apresentou nos últimos anos oscilações de receitas, custos e margens. O novo estudo da Serasa Experian aponta que essa movimentação pressiona a saúde financeira dos produtores, que nos últimos quatro anos registraram suas margens de lucro caindo pela metade. Segundo a empresa, o resultado decorre da combinação de preços menores, custos ainda elevados e recuos de produtividade, fatores que reforçam a necessidade de “uma gestão de risco ainda mais tecnológica, baseada em dados e com um monitoramento em tempo real para toda a cadeia”.

A análise de sensibilidade foi construída a partir de dados de receitas e custos – insumos, defensivos, arrendamentos e mão de obra – apurados nos principais municípios brasileiros nos últimos cinco anos. Essas informações foram associadas aos mapas de produtividade produzidos pela Serasa Experian para o mesmo período nessas regiões.

Frente às últimas cinco safras, o ciclo 2021/22 marcou o auge de rentabilidade para o produtor, com receita média de R$ 8.465,03 por hectare, impulsionada pelo preço da saca acima de R$ 150 e, em alguns casos, ultrapassando R$ 175. No entanto, a produtividade caiu 7% devido a condições climáticas adversas. Nos anos seguintes, a realidade mudou: em 2023/24, a receita por hectare caiu 15% em relação ao pico registrado em 2021/22, chegando a R$ 6.922,12, acompanhada de queda de 3% na produtividade.

Os custos também pesaram. De acordo com a Serasa Experian, fertilizantes e defensivos subiram substancialmente entre 2021 e 2022, pressionados pela pandemia e pela guerra na Ucrânia. O custo por hectare atingiu o pico em 2022/23, registrando R$ 5.713,62 para produtores com terras próprias e R$ 7.505,49 para arrendatários. Mesmo com uma leve queda posterior, os patamares seguem elevados.

Segundo o aponta o estudo, esse descompasso impactou diretamente a rentabilidade. No caso do produtor proprietário, a margem média que era de 48,6% em 2020/21 caiu para 29,6% em 2022/23 e recuperou para 35,7% em 2024/25.

Para o arrendatário, a situação foi mais crítica. De 27,2% em 2020/21 para apenas 7,3% em 2023/24, com recuperação parcial para 14,8% em 2024/25. A Serasa Experian observou que cenários com financiamento total dos custos no mercado de crédito ampliam ainda mais essa pressão, reduzindo as margens a níveis mínimos.

De acordo com especialistas da Serasa Experian, “a sustentabilidade financeira do agronegócio depende cada vez mais de governança de crédito robusta e análise de dados de alta precisão”. A empresa afirma que hoje é possível “combinar diferentes dimensões de risco – histórico de pagamentos, capacidade produtiva, resiliência climática, compliance ESG e projeções de preços – para antecipar riscos e renegociar contratos quando necessário”.





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Atraso na colheita do algodão faz Adab prorrogar início do vazio sanitário



A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) concedeu, por meio de Portaria e em caráter excepcional, novos prazos para conclusão da destruição de soqueiras (restos culturais) do algodão, para a Safra 2024/2025, e início do vazio sanitário em decorrência ao atraso na colheita da pluma baiana.

De acordo com o novo ato normativo (078/2025), publicado em 4 de setembro no Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE-BA), propriedades em regime irrigado, que não conseguiram cumprir os prazos anteriormente estabelecidos, precisam requerer a mudança junto ao órgão, assumindo o compromisso de manter suas áreas manejadas, sem a presença de plantas de algodão com risco fitossanitário.

A medida estabelece normas para o controle da praga bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) no Estado da Bahia.

O calendário agrícola regionalizado define os prazos máximos de 5 de outubro, para conclusão da destruição de soqueiras do algodão das propriedades irrigadas da Região I, e dia 25 de setembro de 2025 para a Região II.

De acordo com a Adab, a mudança no calendário agrícola atende ao pleito apresentado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que representa os cotonicultores do setor produtivo.

A justificativa da entidade, para o não cumprimento dos prazos, anteriormente fixados, está fundamentada em fatores climáticos e operacionais, que impactaram diretamente na atividade de colheita e, por consequência, na de destruição das soqueiras.

O vazio sanitário é uma prática essencial e prevista no Programa Nacional de Controle do Bicudo, sendo fundamental para a convivência com essa praga.

Trata-se de uma medida integrada de manejo fitossanitário, onde a coordenação do período de proibição de plantio em todo o território restringe a fonte de alimento para os insetos.

O Termo de Compromisso e Responsabilidade, para os produtores requerentes desta prorrogação, está disponível no site www.adab.ba.gov.br. O descumprimento é considerado infração, com penalidades previstas em Lei.

A medida vale para as regiões:

  1. Região I:

a) Bacia do Rio Corrente: Brejolândia, Canapolis, Cocos, Coribe, Correntina, Jaborandi, Santa Maria da Vitória, Santana, Serra Dourada, São Felix do Coribe e Tabocas do Brejo Velho e;

b) Bacia do Rio Grande: Angical, Barreiras, Buritirama, Catolandia, Cotegipe, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Luis Eduardo Magalhães, Mansidão, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, São Desidério.

  1. Região II:

a) Bacia do Rio Grande: (Microrregião de Campo Grande no município de São Desidério, Baianópolis, Wanderley e Linha Branca no município de Correntina).


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Balança comercial tem superávit na 2ª semana de setembro


Na segunda semana de setembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,5 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), “no mês, as exportações somam US$ 13,3 bilhões e as importações, US$ 11,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,76 bilhão e corrente de comércio de US$ 24,8 bilhões”.

De acordo com os dados divulgados pela Secex/MDIC, no acumulado do ano as exportações totalizam US$ 240,8 bilhões e as importações, US$ 196,3 bilhões, resultando em saldo positivo de US$ 44,6 bilhões e corrente de comércio de US$ 437,1 bilhões.

O órgão informou que, no comparativo mensal das exportações, houve queda de 2,2% nas médias diárias até a segunda semana de setembro de 2025 (US$ 1,326 bilhão) frente ao mesmo período de 2024 (US$ 1,355 bilhão). Em relação às importações, a média diária cresceu 3,3%, passando de US$ 1,113 bilhão em setembro de 2024 para US$ 1,150 bilhão em setembro de 2025.

Assim, até a segunda semana de setembro de 2025, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2,476 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 176,02 milhões. Segundo a Secex/MDIC, houve crescimento de 0,3% na corrente de comércio em comparação com a média de setembro de 2024.

No acumulado até a segunda semana do mês de setembro de 2025, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores pela média diária apresentou queda de US$ 10,73 milhões (4,0%) em Agropecuária, de US$ 3,07 milhões (1,1%) em Indústria Extrativa e de US$ 22,02 milhões (2,8%) em produtos da Indústria de Transformação.

No mesmo período, os setores importadores registraram crescimento de US$ 50,89 milhões (5,0%) em produtos da Indústria de Transformação, queda de US$ 2,45 milhões (11,1%) em Agropecuária e de US$ 6,55 milhões (8,9%) em Indústria Extrativa.

Segundo a Secex/MDIC, até a segunda semana de setembro de 2025, o desempenho das exportações por setor indicou queda de 4,0% em Agropecuária, que somou US$ 2,60 bilhões; retração de 1,1% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 2,85 bilhões; e queda de 2,8% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 7,64 bilhões. A combinação desses resultados levou à queda do total das exportações.

A Secex/MDIC apontou que a retração das exportações foi puxada pela queda nas vendas de animais vivos, exceto pescados ou crustáceos (-35,0%), soja (-7,5%) e algodão em bruto (-29,1%) na Agropecuária; outros minerais em bruto (-31,2%), minério de Ferro e seus concentrados (-9,7%) e minérios de níquel e seus concentrados (-100,0%) na Indústria Extrativa; e açúcares e melaços (-27,5%), celulose (-50,7%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-34,6%) na Indústria de Transformação.

Ainda assim, alguns produtos registraram aumento nas vendas: arroz com casca (140,5%), milho não moído, exceto milho doce (2,1%) e sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (77,9%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (56,8%), minérios de Cobre e seus concentrados (7,3%) e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (6,7%) na Indústria Extrativa; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (42,6%), veículos automóveis de passageiros (46,9%) e ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (79,4%) na Indústria de Transformação.

No caso das importações, até a segunda semana de setembro de 2025, a Secex/MDIC informou queda de 11,1% em Agropecuária, que somou US$ 0,20 bilhão; queda de 8,9% em Indústria Extrativa, que chegou a US$ 0,67 bilhão; e crescimento de 5,0% em Indústria de Transformação, que alcançou US$ 10,61 bilhões. A combinação desses resultados motivou o aumento das importações.

O movimento de crescimento nas importações foi influenciado pela ampliação das compras de milho não moído, exceto milho doce (11,8%), centeio, aveia e outros cereais, não moídos (211,6%) e soja (619,4%) na Agropecuária; pedra, areia e cascalho (185,2%), outros minérios e concentrados dos metais de base (12,7%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (15,4%) na Indústria Extrativa; medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários (43,4%), outros medicamentos, incluindo veterinários (56,8%) e motores e máquinas não elétricos e suas partes, exceto motores de pistão e geradores (79,0%) na Indústria de Transformação.

Segundo a Secex/MDIC, mesmo com o crescimento geral das importações, alguns produtos apresentaram diminuição: trigo e centeio, não moídos (-35,4%), cevada, não moída (-99,7%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-28,7%) na Agropecuária; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-13,0%) e gás natural, liquefeito ou não (-20,6%) na Indústria Extrativa; óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-10,5%), válvulas e tubos termiônicas, diodos, transistores (-20,0%) e aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-44,2%) na Indústria de Transformação.





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Alternativas para solos siltosos auxiliam produtores para maior segurança produtiva em MT



A safra 2024/25 no Vale do Araguaia foi marcada por extremos climáticos que reforçaram um desafio recorrente para os produtores da região. Os solos siltosos, comuns no Araguaia, exige estratégias de manejo específicas para garantir rentabilidade e sustentabilidade na produção agrícola.

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A soja da primeira safra se beneficiou das chuvas, enquanto milho, sorgo e gergelim da segunda safra foram prejudicados pela seca. Com esse cenário em mente, o Centro Tecnológico do Vale do Araguaia (CTECNO Araguaia), da Aprosoja MT, localizado em Nova Nazaré, aprofunda estudos voltados às alternativas para a segunda safra, com resultados que ajudam a orientar as decisões dos agricultores.

Práticas para solos siltosos

Segundo pesquisadores da unidade, o foco tem sido identificar as melhores práticas para solos siltosos, desde a escolha de variedades mais adaptadas até o manejo da fertilidade e a definição das culturas de cobertura mais adequadas. A ideia é construir soluções que ofereçam maior segurança produtiva, mesmo em safras marcadas por irregularidade de chuvas.

Safra 24/25 de soja

Durante o ciclo 2024/25, as lavouras de primeira safra foram beneficiadas por chuvas acima de 1.500 mm, garantindo produtividades médias de até 83 sacas de soja por hectare. Já a segunda safra enfrentou restrição hídrica severa, com apenas 291 mm em localidades como Nova Nazaré, o que comprometeu o desempenho de milho, sorgo e gergelim.

Para ampliar a base de pesquisas, 66 hectares foram reintegrados ao centro experimental, destinados a ensaios de rotação de culturas, calibração de fósforo e potássio, correção do perfil de solo, testes de plantabilidade, herbicidas e vitrines de cultivares de soja e híbridos de milho. Esses experimentos permitem compreender melhor a interação entre clima, solo e manejo, fortalecendo a geração de tecnologias locais.

Entre os destaques está o ensaio de rotação de culturas, que busca entender como diferentes combinações na segunda safra, como milho, braquiária, gergelim e consórcios integrados. Trata-se de um estudo de médio e longo prazo, estruturado para avaliar o impacto agronômico e, também, a viabilidade econômica de cada sistema.

Além de soja

Outro experimento relevante foi a vitrine de milho em sequeiro, semeada em fevereiro de 2025, com 29 híbridos avaliados. Apesar dos veranicos durante o florescimento e enchimento de grãos, a média foi de 106 sacas por hectare, com alguns materiais se destacando mesmo em condições adversas.

O sorgo também vem ganhando espaço no Araguaia, impulsionado pela demanda para ração animal e biocombustíveis. Ensaios conduzidos desde a safra 2023/24 investigam a resposta de diferentes materiais e manejos de nitrogênio, ampliando o leque de opções para o produtor.

Já no gergelim, estudos sobre adubação nitrogenada mostraram que a resposta da cultura depende fortemente do teor de matéria orgânica do solo. Em áreas com baixos níveis de MO (1,2%), o efeito do nitrogênio foi direto sobre a produtividade. Em contrapartida, solos mais ricos (2,3%) supriram naturalmente a necessidade da planta, reduzindo a dependência de fertilizantes.

Além disso, os ensaios também apontaram cuidados essenciais com o manejo de plantas daninhas, especialmente em culturas de base tecnológica restrita, como o próprio gergelim, que demanda implantação em áreas bem preparadas.



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Dólar em queda não deve se sustentar; entenda impactos no agro



O mercado financeiro vive a expectativa do primeiro corte nos juros dos Estados Unidos em 2025. Diante disso, a cotação do dólar caiu para R$ 5,29 no último fechamento, o menor valor desde 6 de junho do ano passado, quando a moeda encerrou em R$ 5,25. Para Lucas Martins da Silva, sócio e private advisor da Blue3 Investimentos, não há espaço para quedas mais amplas, pelo menos no curto prazo.

Segundo o especialista, o movimento recente surpreendeu mais pela intensidade do que pela direção da queda. No fim de 2024, o dólar chegou a superar R$ 6,20 em meio à incerteza fiscal no Brasil, mas desde então a política monetária doméstica ajudou a estabilizar o câmbio. “Com esses ajustes, o mercado começou a precificar uma correção do dólar frente ao real. Outros fatores, como as decisões do governo Trump, também impactaram a moeda”, afirma.

O mercado e a Super Quarta

No entanto, o fator que mais pesa neste momento é a decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros nos EUA. Na tarde desta quarta-feira (17), o banco central norte-americano deve fazer um corte de 0,25 ponto percentual, o que deve levar os juros para um intervalo entre 4% e 4,25%. 

Silva acrescenta que, além do desempenho econômico brasileiro, o patamar mais elevado da Selic, hoje em 15%, também corrobora para o movimento de apreciação do real frente ao dólar. Juntamente com a decisão da política monetária do FED, o mercado também aguarda uma manutenção dos juros aqui no Brasil: é a chamada Super Quarta.

Dólar em baixa: ruim para o agro

Se por um lado a queda do dólar é uma boa notícia para o turista, para o setor agropecuário, o efeito é direto nas receitas das exportações. O impacto é o mesmo na competitividade. “Se o produto brasileiro encarecer em dólar, o mercado pode buscar alternativas com menor impacto cambial, como EUA e Argentina” aponta Silva. Outro impacto negativo é o aumento da volatilidade dos preços internos de produtos como soja e milho.

O fator cambial sobre os embarques brasileiros se soma a um momento delicado, em que o país sofre as consequências das tarifas de 50% contra os produtos brasileiros que são destinados ao mercado norte-americano. O especialista explica que, entretanto, o tarifaço já foi precificado pelo mercado. Com isso, o impacto na queda da moeda não é relevante.

Riscos da volatilidade: como se proteger?

A oscilação do câmbio continua sendo um dos principais riscos para o agronegócio no curto prazo. De acordo com Silva, a volatilidade traz incertezas para as exportações, dificulta o planejamento das empresas e aumenta os custos de produção. “Esse movimento atrapalha a previsibilidade de receita e custos e pode comprometer a estratégia de médio e longo prazo”, afirma.

Para reduzir os impactos, o especialista recomenda atenção redobrada à política monetária nos Estados Unidos, às decisões sobre a Selic e ao risco fiscal brasileiro. “São fatores que podem disparar movimentos de fuga para o dólar”, explica. Como forma de proteção, ele sugere que produtores considerem operações de hedge, que funcionam como uma trava contra altas repentinas da moeda norte-americana.



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Brasil está preparado para enfrentar retaliações dos EUA



O Brasil está preparado para enfrentar quaisquer retaliações dos Estados Unidos após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a posição do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante entrevista na manhã desta quarta-feira (17) ao programa Bom dia, Ministro, da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Segundo Fávaro, a postura recente dos EUA não condiz com o histórico democrático do país, atualmente liderado pelo republicano Donald Trump. O ministro comentou a declaração do senador norte-americano Marco Rubio, que anunciou na semana passada a possibilidade de novas medidas contra o Brasil.

“Fico triste em ver um país historicamente defensor da democracia interferindo em assuntos de outro país. Não há capacidade diplomática para esse tipo de ação”, afirmou.

Apesar das ameaças, o ministro reforçou que o Brasil mantém sua independência e está preparado para enfrentar qualquer medida externa. “Estamos prontos para lidar com altivez. O Brasil é soberano, e qualquer ação será enfrentada de cabeça erguida”, destacou.

Suporte aos exportadores

Além da posição diplomática, o governo brasileiro reforçou medidas de apoio aos produtores e exportadores afetados por barreiras externas. A medida provisória Brasil Soberano, já em vigor, amplia linhas de crédito e oferece condições especiais para empresas que sofreram dificuldades nas exportações devido às taxações norte-americanas.

De acordo com Fávaro, qualquer empresário ou produtor que comprovar dificuldades em manter suas exportações poderá acessar a linha de crédito, garantindo capital de giro e continuidade da produção. “É uma forma de enfrentar desafios externos sem comprometer a competitividade do agronegócio brasileiro”, explicou.

Além disso, o ministro destacou que o governo está atento ao restabelecimento das relações comerciais internacionais. “Nos últimos dois anos, abrimos mais de 400 mercados para produtos brasileiros. O objetivo é garantir estabilidade na produção, segurança para o consumidor e expansão do agronegócio”, disse.

Brasil Soberano

A linha Brasil Soberano, lançada em 13 de agosto pelo governo federal, reforça a capacidade do país de proteger seus exportadores frente a barreiras externas. Com crédito facilitado e garantias para empresas impactadas pelo tarifaço, a medida garante que produtores e empresas possam manter o fluxo de exportações.

Ainda conforme Fávaro, recursos do BNDES, do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal estão disponíveis para quem comprovar dificuldades em manter as vendas internacionais.



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Governo publica MP que libera R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais



O governo federal publicou nesta quarta-feira (17), no Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) 1.316/2025, que abre crédito extraordinário de R$ 12 bilhões para a liquidação ou amortização de dívidas de produtores rurais.

Agora, o texto precisa ser analisado pelo Congresso Nacional, que tem até 120 dias para votar a medida. As MPs entram em vigor imediatamente após a publicação, mas perdem validade se não forem apreciadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado dentro do prazo.

O crédito extraordinário foi autorizado para atender produtores afetados por eventos climáticos adversos, como secas prolongadas e enchentes. A expectativa do governo é beneficiar cerca de 100 mil pequenos, médios e grandes produtores. Segundo o Executivo, os empréstimos terão taxas de juros subsidiadas, menores que as praticadas no mercado, e o montante não terá impacto no teto de gastos.



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Anec revisa estimativas de exportação de soja, farelo e milho



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) fez um leve ajuste positivo nas projeções para os embarques brasileiros de grãos e derivados neste mês de setembro.

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Segundo a nova atualização semanal, as exportações de soja devem atingir 7,53 milhões de toneladas, ligeiramente acima das 7,43 milhões previstas anteriormente. Em relação ao mesmo período do ano passado, o volume representa um aumento de cerca de 2,3 milhões de toneladas.

Farelo de soja

O farelo de soja também teve projeção revisada para cima: a exportação deve alcançar 2,19 milhões de toneladas, frente aos 2,11 milhões calculados na semana passada e aos 1,6 milhão embarcados em igual mês do ano anterior.

Milho

No caso do milho, a estimativa passou de 6,96 milhões para 7,12 milhões de toneladas. Se confirmado, o número ficará mais de 500 mil toneladas acima do registrado em setembro de 2024.



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