domingo, abril 26, 2026

Autor: Redação

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Taxa zero de exportação da soja argentina pressiona preços e acirra disputa pela China



O governo da Argentina anunciou na segunda-feira (22) a suspensão dos impostos de exportação sobre grãos e derivados até 31 de outubro. A medida reduz de 26% para zero a taxação sobre o complexo soja (grão, óleo e farelo), além de milho, trigo e carnes. O objetivo do presidente Javier Milei é aumentar a entrada de dólares no país, mas a decisão deve mexer diretamente com os preços internacionais da soja e trazer reflexos imediatos para o Brasil.

Segundo Alessandro de Lara, consultor em agronegócios, o impacto ocorre porque o produtor argentino, antes desestimulado pela carga tributária e pela volatilidade do câmbio, agora tende a liberar estoques represados. “Com a redução do imposto, o produtor vai colocar mais grãos no mercado. Isso aumenta a oferta e pressiona tanto os preços dos derivativos na Bolsa de Chicago quanto os prêmios de exportação na Argentina e no Brasil”, explica.

China antecipa compras na Argentina

A consequência prática já apareceu no mercado internacional. Rumores apontam que, somente na segunda-feira (22), a China teria reservado mais de 650 mil toneladas de soja argentina. O movimento ocorre porque, neste momento, os preços nos portos argentinos estão mais competitivos que nos brasileiros.

“Essa diferença pesa principalmente nos contratos spot. A China ganha maior tranquilidade no abastecimento para o fim de 2025 e início de 2026, sem precisar recorrer tanto aos Estados Unidos. Isso prolonga a guerra tarifária entre Pequim e Washington e muda o jogo no curto prazo”, afirma Lara.

Concorrência e reflexos para o Brasil

Embora o Brasil não deva perder espaço nas exportações à China, já que o país asiático precisa dividir suas compras entre diferentes fornecedores, a concorrência com a Argentina pressiona margens brasileiras. “O Brasil continuará vendendo, mas a entrada da Argentina neste momento reduz prêmios de exportação e aperta o mercado interno. A disputa é mais prejudicial aos EUA, mas o produtor brasileiro sente o impacto nos preços”, avalia o consultor.

Captação de dólares

A decisão de Milei está ligada à necessidade urgente de reforçar as reservas internacionais. “O peso não é uma moeda conversível, assim como o real. Como o governo precisou intervir para conter a escalada do câmbio, suspender os impostos de exportação é uma forma de acelerar a entrada de dólares no Banco Central argentino. É um alívio de curto prazo para a economia do país”, explica Lara.

Gargalos do Brasil aumentam a pressão

Para Lara, a medida argentina expõe ainda mais a fragilidade da infraestrutura brasileira. “O Brasil tem problemas logísticos graves. A limitação dos portos impede embarques acima de 16 milhões de toneladas por mês, mesmo quando há demanda maior. Além disso, as estradas são precárias em regiões como Mato Grosso e a malha ferroviária é insuficiente”, aponta.

Ele lembra ainda que, sem políticas públicas consistentes, o setor perde competitividade. “O plano safra deste ano não atendeu à necessidade de crédito do produtor, que está endividado. Precisamos de medidas de curto e longo prazo para reduzir custos logísticos e dar mais rentabilidade ao agronegócio brasileiro.”



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Chuva forte e ventania deve atingir três estados; veja a previsão do tempo



A presença da área de alta pressão associada à massa de ar polar mantém o tempo firme na maior parte dos estados da região Sul nesta quarta-feira (24). Ainda nas primeiras horas da manhã, as temperaturas seguem significativamente baixas, e alguns pontos entre as serras gaúcha e catarinense, haverá condições para formação de geada isolada. No decorrer do dia, grande parte dos três estados seguem com predomínio de tempo aberto.

Excepcionalmente algumas cidades entre o litoral catarinense e paranaense, podem contar com a ocorrência de chuva isolada, devido à presença de umidade na atmosfera local, que pode vir a estimular a formação de nuvens carregadas. As temperaturas seguem mais amenas entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e a metade sul e leste do Paraná. Na metade norte paranaense, os termômetros já começam a apresentar maior aumento.

No Sudeste, o deslocamento da frente fria sobre a costa e a presença do fluxo de umidade mantêm as instabilidades sobre boa parte dos estados da região. As pancadas de chuva mais fortes devem seguir concentradas entre Minas Gerais, Espírito Santo e o Rio de Janeiro – que devem ganhar força no período da tarde –, vindo acompanhadas por raios e rajadas de vento. Eventuais temporais podem ocorrer entre o triângulo mineiro e o extremo norte paulista.

Algumas cidades do norte e centro-leste paulista também podem contar com a ocorrência de chuva na parte da tarde – que podem vir fortes, acompanhadas por raios e ventos. Entre o leste e litoral paulista, a entrada de ventos úmidos do oceano mantém o céu mais encoberto e a condição para chuva ao longo do dia, que deve variar entre fraca e moderada intensidade.

Enquanto no Centro-Oeste, as instabilidades devem seguir concentradas entre Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal, ainda associadas ao fluxo de umidade que transita sobre a região. As pancadas de chuva começam a se espalhar ainda no início da tarde, variando entre moderada a pontual forte intensidade.

Temporais também não estão descartados, eventualmente, entre o sudeste de Mato Grosso e o sul de Goiás. No Mato Grosso do Sul, o tempo já deve seguir mais aberto, com predomínio de sol e termômetros começando a apresentar cada vez maior aumento durante o dia. Ainda assim, algumas pancadas isoladas e com fraca intensidade podem acontecer no período da tarde na porção oeste do estado.

Já no Nordeste, a circulação de ventos marítimos incidentes sobre o continente mantém as instabilidades sobre a costa leste da região. As pancadas de chuva seguem irregulares, variando entre fraca e moderada intensidade, entre o litoral da Bahia e do Rio Grande do Norte. Nas demais regiões do interior nordestino, o tempo deve seguir predominantemente firme, com sol e calor ainda marcando presença na parte da tarde. A umidade relativa do ar segue em níveis críticos nos horários mais quentes do dia.

E no Norte, os temporais continuam se espalhando sobre o Amazonas e o Acre, e a chuva começa a ganhar força ainda no final da manhã. Em Rondônia, no sul do Pará e no Tocantins, as pancadas de chuva podem variar entre moderada e forte intensidade, ainda incidindo de maneira irregular. Já na metade norte do estado paraense, em Roraima e no Amapá, o predomínio ainda será de tempo aberto, com sol e calor ganhando força durante o dia.

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Filhos inovam na propriedade e impulsionam o turismo rural capixaba


Na região serrana de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo (ES), vive uma família que acredita no café especial e na tradição familiar. No cafezal da família Zandonade, em meio às montanhas, sucessão familiar e inovação se encontram para gerar renda e atrair turistas.

Manter a tradição e, ao mesmo tempo, inovar tem sido a receita desta família, que uni história e turismo de experiência.

“Meu pai mexia com café, depois meu sogro também, e os filhos cresceram nisso. Hoje a gente produz cafés especiais, bem diferente do que era antigamente”, conta Marli Zandonade, produtora rural.

Ao longo do tempo, o negócio se transformou. Antes, o café era colhido de forma simples e vendido como commodity.

“Antes o café era jogado no chão, ninguém separava os grãos madurinhos. Hoje não, tudo é feito de forma especial, com muito capricho. É mais trabalhoso, mas eu amo o que faço”, explica Zandonade.

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Uma mulher segurando uma embalagem de caféUma mulher segurando uma embalagem de café
Marli Zandonade exibe com orgulho a versão especial que leva seu nome: “Café da Marli”.
Foto: Fabiana Bertinelli.

Sucessão familiar

A quarta geração já assumiu funções estratégicas. Tatiane, por exemplo, é formada em engenharia, saiu da propriedade para estudar e trabalhar, mas, voltou para fortalecer a marca da família.

“Quase perdemos o café, passamos a trabalhar com hortaliças. Mas, o meu irmão percebeu que nosso terroir era perfeito para cafés especiais e retomamos o cultivo. E eu voltei para ajudar na gestão e no marketing”, conta Tatiane,

Com a retomada, a produção saltou de 10 para 400 sacas ao ano. “Trabalhar em família não é fácil, mas é gratificante. Cada um tem sua função e isso faz o negócio girar. A marca leva nosso nome porque a gente tem orgulho dessa história”, afirma Luiz Felipe, responsável pelo controle de qualidade da empresa ‘Zandonade: Cafés Especiais‘.

Assim, tradição e inovação caminham juntas. Além dos cafés especiais, a propriedade oferece experiências únicas aos turistas, que podem aprender sobre o cultivo do fruto, fazer um tour pelo cafezal, conhecer o processo de torrefação dos grãos e até degustar algo diferenciado, como um rodízio de cafés.

Mas, essa visão empreendedora, só foi possível com ajuda de quem entende de negócios. “O Sebrae/ES ajudou na gestão, no turismo de experiência e segue junto com a gente até hoje”, finaliza Marli.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a família Zandonade? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, nesta sexta-feira (26), às 18h, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. Foto: Arte Divulgação | Canal Rural





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Bolsa sobe e dólar cai com aproximação de Trump e Lula na ONU


No morning call desta quarta-feira (24), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que Powell reforçou cautela na política monetária dos EUA, levando bolsas de NY a perdas.

O Ibovespa rompeu recorde acima de 146 mil pontos com aproximação entre Lula e Trump e alta de estatais. O dólar caiu mais de 1% e o real liderou ganhos entre emergentes. Destaque para Sondagem do Consumidor da FGV, fluxo cambial e dados de moradia nos EUA.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

A infração ambiental pode conter erros: Fique atento



A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota


A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota
A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota – Foto: Pixabay

O aumento da fiscalização ambiental no Brasil tem gerado preocupação entre produtores rurais, que muitas vezes se deparam com autuações consideradas abusivas. Erros em autos de infração, como coordenadas incorretas, volume de vegetação impreciso ou dados incompletos, podem ser usados como base para defesa, evitando multas indevidas.

A fiscalização pode ocorrer de forma presencial ou remota, por satélite, e o auto de infração deve respeitar requisitos formais previstos no Decreto Federal nº 6.514/2008, garantindo direito ao contraditório e à ampla defesa. A legitimidade do autuado também é um ponto crítico, especialmente quando fiscais identificam o responsável apenas pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“Esse tipo de penalidade ocorre quando há algum tipo de violação aos recursos naturais ou às normas ambientais. O caso mais comum é o desmatamento ilegal ou o desenvolvimento de atividades sem a devida licença”, explica Karina Testa, advogada cível e ambiental, engenheira florestal e sócia da Álvaro Santos Advocacia e Consultoria no Agro, em Jataí/GO.

Ao ser autuado, o produtor deve agir rapidamente, reunindo documentação, licenças, certificados e, se necessário, laudos técnicos para construir uma defesa consistente. Outro ponto de atenção é a dosimetria das multas, que pode variar significativamente, exigindo análise criteriosa sobre os valores aplicados.

A organização preventiva é a melhor estratégia para reduzir riscos. Manter registros atualizados e planejar atividades com apoio técnico e jurídico aumenta a segurança do produtor, evitando autuações indevidas e garantindo que qualquer defesa seja apresentada dentro do prazo legal.

 





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Safra de cana avança com produtividade acima da média



O mercado de etanol permanece firme


O mercado de etanol permanece firme
O mercado de etanol permanece firme – Foto: Canva

A safra de cana-de-açúcar 2025/26 do Centro-Sul do Brasil avança com ritmo consistente, segundo relatório do Rabobank. Até o final de agosto, foram moídas 404 milhões de toneladas, correspondendo a cerca de dois terços do total previsto. A produtividade média no período de abril a agosto atingiu 79,3 toneladas por hectare, cerca de 8% acima da safra anterior, reacendendo projeções de uma colheita superior a 600 milhões de toneladas.

Em termos de qualidade, o ATR médio por tonelada de cana segue 4% abaixo do registrado na safra passada, enquanto a parcela de cana destinada à produção de açúcar chegou a 52,8%. Apesar do volume moído estar 5% inferior ao ano anterior, a produção de açúcar apresenta apenas 2% de queda em relação à safra anterior, enquanto a produção de etanol ainda registra um déficit de 10%.

O mercado de etanol permanece firme devido à perspectiva de estoques apertados até o final da safra em março. Já o açúcar apresentou queda em alguns estados, incluindo São Paulo, ficando abaixo da paridade com o etanol. Esse cenário pode impactar a decisão sobre o mix de produção no próximo ciclo, dependendo dos custos de liquidação dos contratos de açúcar.

Outro fator que chama atenção é o enfraquecimento do dólar, que atingiu o nível mais baixo desde junho de 2024. A valorização do real preocupa o setor, pois pode pressionar os preços da gasolina e afetar a competitividade do etanol brasileiro. No cenário do milho, a grande safra e os preços firmes do etanol de milho tornam a produção atraente, com produtores podendo adquirir matéria-prima a preços vantajosos, reforçando expectativas de recuperação da produção total de etanol em 2026/27. O clima seco recente também favoreceu altas taxas de moagem, permitindo ritmo intenso nas unidades canavieiras.

 





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Mecânicos precisam se adaptar à era digital


O perfil do mecânico agrícola brasileiro está mudando. Com máquinas cada vez mais conectadas e inteligentes, os profissionais precisam dominar sistemas eletrônicos, sensores e softwares, além do conhecimento mecânico tradicional. A Massey Ferguson mostra essa evolução na terceira temporada do Master Mechanic, reality show que estreia no YouTube nos dias 16, 23 e 30 de outubro.

Nesta edição, o protagonista é o pulverizador MF 500R, equipamento de alta tecnologia que garante aplicações precisas e sustentáveis no campo. Seis mecânicos de diferentes estados do Brasil competem em provas práticas, que envolvem diagnóstico técnico, ajustes mecânicos e uso de ferramentas digitais.

Segundo Bruno Pianca, gerente de serviços da marca, operadores e mecânicos precisam unir habilidades tradicionais e digitais para garantir eficiência no campo. O setor passa por transição, com profissionais experientes se adaptando às novas tecnologias e jovens talentos trazendo familiaridade digital.

“As principais habilidades para o mecânico agrícola hoje envolvem a capacidade de navegar pelas tecnologias presentes, tendo facilidade de acessar um computador, fazer leitura e interpretação de sistemas eletrônicos. Ainda assim, o conhecimento mecânico dos produtos continua sendo essencial, já que, para um diagnóstico preciso, esses dois “mundos” precisam caminhar juntos”, explica.

O reality reforça a importância da capacitação técnica e da valorização dos profissionais que garantem o bom funcionamento das máquinas agrícolas, essenciais para a produtividade e inovação no agronegócio brasileiro. 

“O Master Mechanic reforça o nosso compromisso com a formação técnica no campo e com a valorização dos profissionais que garantem a eficiência das máquinas agrícolas. Acreditamos que reconhecer essas competências é essencial para impulsionar a produtividade e preparar o agro para os desafios de um cenário cada vez mais tecnológico”, afirma Rodrigo Junqueira, gerente-geral da AGCO e vice-presidente da Massey Ferguson América do Sul.

 





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Manifesto do agro pede mais investimentos em logística


Três associações de produtores divulgaram nesta sexta-feira, 19, um manifesto em defesa do agronegócio brasileiro. O documento, assinado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) defende que a logística deixe se ser um gargalo para se transformar em um pilar de competitividade e de crescimento para o País.

As reivindicações são fruto das discussões promovidas durante o 1º Fórum de Geopolítica e Logística, realizado em Brasília no último dia 10 de setembro, e destacam que, apesar de o Brasil ter se consolidado como potência agrícola, os entraves logísticos comprometem prazos, elevam custos e reduzem a competitividade frente a concorrentes internacionais que contam com infraestrutura mais moderna. Além disso, aponta que o déficit de armazéns e o alto “Custo Brasil” pressionam o produtor e limitam a geração de valor.

No texto, as entidades cobram a implementação de políticas de Estado voltadas para:

Rodovias seguras;

Ferrovias integradas e funcionais;

Hidrovias navegáveis;

Portos modernos e menos burocráticos;

Ampliação da capacidade de armazenagem;

Fornecimento estável de energia elétrica para sustentar a produção e a agroindústria.

Para as associações, não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes. Elas afirmam que investir em logística significa não apenas dar melhores condições ao setor produtivo, mas também garantir soberania alimentar, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional. “A logística é a chave — e ela precisa girar, com o esforço conjunto de produtores, governo, reguladores, financiadores e sociedade”, argumentam.

Clique aqui para ler o documento na íntegra

O evento

O 1º Fórum de Geopolítica e Logística foi organizado pelas Abrapa em parceria com as duas outras associações. O objetivo foi debater os principais desafios para o agro e quais as medidas que devem ser tomadas agora para ampliar as exportações de produtos brasileiros com qualidade e segurança.

Quem estava presente assistiu a dois painéis: um sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da safra brasileira, e outro sobre a atuação de agências reguladoras e obstáculos da infraestrutura de abastecimento no País.

 





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Combate à podridão da uva madura reúne produtores em SP


Mais de 70 produtores rurais e técnicos agrícolas participaram de dois eventos sobre o combate à podridão da uva madura, uma doença que dizimou lavouras inteiras na região do Circuito das Frutas Paulista. O seminário, realizado em Jundiaí, e um dia de campo, em Elias Fausto, foram promovidos pela Embrapa, Prefeitura e Associação Agrícola de Jundiaí e Sindicato Rural de Indaiatuba, nos dias 16 e 18 de setembro. As ações integram o Plano Emergencial de Controle da doença no Circuito das Frutas Paulista.

O plano foi uma iniciativa que reuniu a Embrapa Territorial (SP) e a Embrapa Uva e Vinho (SP), órgãos estaduais de pesquisa e prefeituras para estabelecer um conjunto de medidas eficientes de controle da doença, causada pelo fungo Glomerella cingulata. A podridão da uva madura dizimou lavouras em Jundiaí, Louveira, Itatiba, Itupeva, Jarinu, Indaiatuba e Elias Fausto (SP).

Na última safra, 13 propriedades rurais da região foram selecionadas para testar protocolos com a aplicação de fungicidas e a adoção de boas práticas. As que seguiram integralmente as orientações das equipes técnicas registraram índices de recuperação da produção de até 95%. Nas demais, também houve redução da doença, mas em menor intensidade, com taxas de melhoria que chegaram a 70%.

Dia de campo

O dia de campo aconteceu no sítio da família de Atalívio Rufino, que participou do estudo e seguiu rigorosamente as recomendações técnicas. No ano passado, ele perdeu quase toda a sua produção de uva, única fonte de renda da família. Neste ano, ele não teve prejuízos com a doença. Parte dos seus parreirais tem agora cobertura plástica, uma das estratégias para evitar a podridão da uva madura. Foi sob a sombra dessa cobertura que o pesquisador Reginaldo de Souza, da Estação Experimental de Jales da Embrapa Uva e Vinho, explicou no dia de campo como a estratégia funciona e o que mudar no manejo das videiras.

Algumas ruas de parreiras para baixo, o pesquisador Lucas Garrido, também da Embrapa Uva e Vinho, enfatizou para cada grupo de agricultores que recebia: nada substitui a retirada de restos culturais do campo. Ele lembrou que, mesmo que não estejam em contato direto com as plantas, eles podem conter o fungo, que pode chegar aos frutos nas patinhas dos insetos que por ali circulam, por exemplo. Ao lado dele, a pesquisadora Rosemeire Naves, do mesmo centro de pesquisa, apresentou os números obtidos pelos produtores que seguiram as recomendações, durante os estudos. “É possível controlar, se fizer tudo certinho”, frisou.

Seminário Os mesmos temas foram apresentados pelos três pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho em palestras durante o seminário, em Jundiaí. Nesse evento, que reuniu principalmente técnicos, também foram apresentadas tecnologias para a aplicação de produtos. O tema foi abordado pelo pesquisador Hamilton Ramos, do Instituto Agronômico (IAC). Representantes da BASF e da Syngenta participaram e mostraram estratégias disponíveis para combater a doença.

A pesquisa deve continuar, apesar dos bons resultados já obtidos. Os próximos passos foram apresentados no seminário pelos analistas André Farias e Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial. Há a intenção de desenvolver um sistema de avisos e um protocolo consolidado de manejo integrado da doença, mas as equipes estão em busca de financiamento para o trabalho. O IAC e o Instituto Biológico (IB) devem ser parceiros no trabalho.

Participando do dia de campo, a engenheira agrônoma Antonieta Fiori, da Casa da Agricultura de Elias Fausto, lembrou o surgimento da doença no município. O primeiro caso foi relatado a ela em 2016, mas foi controlado. Em 2022, o problema voltou a aparecer, desta vez em um número maior de propriedades e com dificuldade de controle. Os casos explodiram na safra do final de 2023. “Tivemos uma condição muito favorável para o fungo: alta umidade e calor. E aí não era mais só Elias Fausto, era toda a região”, lembrou. No dia de campo, ela observou que os agricultores estão em busca de conhecimento, entendendo que a aplicação de produtos não é o suficiente.

Trabalho unificado

Mingoti, da Embrapa Territorial, também avaliou que a participação de agricultores e técnicos nos dois eventos realizados mostram disposição em aprender. “A interação com os participantes mostrou que há um público interessado no trabalho da pesquisa e que busca se atualizar e aprimorar o manejo da cultura.Se as informações forem aplicadas teremos melhoras na qualidade da produção”, disse. Ele também ressaltou o trabalho conjunto das duas unidades da Embrapa, com órgão estaduais, prefeituras e associações de produtores: “Fizemos o que é esperado da Embrapa, atuamos de forma unificada para atender as demandas da sociedade”.

O protocolo de combate à Glomerela pode variar entre diferentes municípios e, às vezes, até entre propriedades. No entanto, algumas práticas em comum podem ser adotadas para alcançar melhores resultados no controle:





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Governo interferir na Moratória da Soja é uso indevido da máquina pública, acusa a FPA



A Moratória da Soja, acordo privado firmado em 2006 por tradings, indústrias e ONGs e que, segundo parlamentares, hoje conta com apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), foi tema da reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) nesta terça-feira (23).

A bancada reiterou que não há base legal para punir produtores que cumprem o Código Florestal com regras extralegais e afirmou que atuará em defesa da legalidade e da segurança jurídica no campo.

O assunto ganhou novo fôlego após decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que em agosto instaurou processo por indícios de cartel contra empresas signatárias e determinou a suspensão do pacto.

Em reação, o secretário de Controle do Desmatamento do MMA, André Lima, classificou a medida como subversão absoluta e informou que a Advocacia-Geral da União (AGU) atuará em defesa do acordo, tratado pelo governo como complemento de política pública.

Para o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, a movimentação do Executivo configura uso indevido da máquina pública para, em sua opinião, sustentar um pacto privado em desacordo com a lei.

“Estamos diante de um caso grave de desvio de finalidade. O governo insiste em criar, por vias indiretas, um desmatamento zero que não existe no Código Florestal”, afirmou.

Ações contra a moratória

Após a reunião, Lupion reafirmou que a bancada vai mobilizar ações contra a moratória. “Vamos agir com todas as ações políticas que pudermos. Isso foi provocado por acordo entre particulares, foi judicializado e está no Cade”, disse. Segundo ele, a atuação do governo torna a situação ainda mais grave.

“A partir do momento que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, chama a AGU para o processo e faz com que o Estado participe de um lado somente contra os produtores rurais, a nossa obrigação é entrar como parte também e enfrentar essa questão. Vamos apoiar as ações no Cade e buscar um meio termo que retire o Executivo dessa discussão. Não tem absolutamente nada a ver nem com a AGU e muito menos com o MMA. É privado”, criticou.

Na Câmara dos Deputados, a Comissão de Agricultura (CAPADR) aprovou requerimento da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), coordenadora de Política de Abastecimento da FPA, para solicitar que o Tribunal de Contas da União (TCU) investigue o uso da estrutura do MMA em defesa da moratória.

“A Moratória se transformou em um pesadelo para os produtores rurais em 2025. Não cabe mais ao Brasil aceitar pactos que prejudiquem justamente o setor que mais contribui para a economia nacional e para a segurança alimentar mundial. Hoje a legislação que vale é o Código Florestal, aprovado pelo Congresso Nacional, e não entendimentos pessoais”, ressaltou.

O deputado Sérgio Souza, ex-presidente da FPA, também defendeu o fim do acordo privado. “Esse pacto desconsidera que o Brasil tem um Código Florestal, aprovado em 2012 e declarado constitucional pelo Supremo, que consolidou as áreas abertas até 2008 e definiu regras claras para a supressão de vegetação após essa data. Mesmo onde a lei permite, como no uso de até 20% da área na Amazônia para atividade agropecuária, as tradings se recusam a comprar, o que é ilegal e injusto”, declarou.

Segundo ele, a bancada ouviu todos os atores envolvidos no assunto, citando nominalmente a Aprosoja, CNA e Abiove e chegou a um consenso: a moratória não cabe mais.

Já para o deputado Alceu Moreira, coordenador Institucional da Frente, a saída para o impasse passa pelo diálogo e pela construção de um acordo entre todos os envolvidos, sem distinções que prejudiquem os produtores.

“Não existe trade sem soja e não existe produção em grande escala sem financiamento. Temos hoje questões judicializadas, mas a melhor decisão judicial é sempre um acordo. Se é para negociar, que seja com todas as partes na mesa, construindo uma solução conjunta. O que não podemos é manter a moratória, que cria produtores de primeira e segunda classe. Isso não faz sentido, não é bom para o produtor, não é bom para as trades e não é bom para ninguém. Cabe a nós, da FPA, buscar a construção desse acordo de forma equilibrada”, destacou o parlamentar.

O senador Jaime Bagattoli, 2º vice-presidente da FPA no Senado, afirmou que é injusto que produtores que abriram suas áreas após 2008, de forma legal, tenham sido impedidos de vender sua produção, acumulando prejuízos.

“A questão já foi levada ao Cade e, se há ou não cartel, deve ser discutida. Mas o fundamental é que o produtor não continue arcando com os prejuízos. Precisamos de um acordo definitivo que coloque fim à moratória da soja”, afirmou.

Impactos ao produtor rural

Pela moratória, as empresas se comprometem a não comprar soja de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008. A FPA argumenta que essa limitação acontece mesmo que o desmatamento tenha sido legal, autorizado e dentro das regras do Código Florestal (Lei 12.651/2012).

Segundo entidades do setor, a medida já teria afetado mais de 4.200 agricultores em Mato Grosso, com perdas que podem ultrapassar R$ 20 bilhões.

“É inaceitável que um acordo entre privados seja usado para desvalorizar terras legalmente abertas, gerar insegurança jurídica e excluir produtores do mercado. Quem cumpre a lei não pode ser tratado como ilegal”, reforçou Lupion.



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