De acordo com a análise da terça-feira (23) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo. “Com as escalas confortáveis e o escoamento lento da carne, grande parte das indústrias não comprou, o que manteve as cotações estáveis”, apontou o boletim.
No Pará, a região de Marabá registrou queda de R$2,00/@ na cotação do boi gordo, enquanto em Redenção os preços não se alteraram. “Nas regiões, a cotação da arroba do ‘boi China’ caiu R$2,00”, destacou o informativo.
Na região de Paragominas, as cotações permaneceram estáveis, com o “boi China” apresentando retração de R$3,00/@. “Esse cenário reforça a movimentação cautelosa do mercado”, acrescentou a análise.
Na região Noroeste do Paraná, o mercado abriu com queda de R$1,00/@ para os machos e de R$2,00/@ para a novilha, enquanto a cotação da vaca não mudou. “Os ajustes regionais refletem o comportamento da oferta e demanda”, descreveu o boletim.
Em relação à exportação de carne bovina in natura, até a terceira semana de setembro, o volume embarcado atingiu 209,6 mil toneladas, com média diária de 13,9 mil toneladas, aumento de 16,6% frente ao registrado por dia no mesmo período de 2024. “A cotação média da tonelada ficou em US$5,6 mil, alta de 24,6% na comparação feita ano a ano”, informou o relatório.
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Foto: USDA
Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (22), as primeiras áreas de soja da safra 2025/26 já foram semeadas em Mato Grosso. Até a última sexta-feira (19), 0,55% dos 13,01 milhões de hectares estimados havia sido cultivado no estado, percentual 0,28 ponto percentual acima do registrado na safra 2024/25 e 0,07 ponto percentual superior à média dos últimos cinco anos. “O avanço inicial da semeadura indica um ritmo acima do observado em anos anteriores”, avaliou o instituto.
Segundo informantes do Imea, a maior parte dos talhões cultivados na semana passada corresponde a áreas irrigadas. “Além disso, foram registradas precipitações pontuais em alguns municípios, o que possibilitou a entrada das máquinas também em áreas de sequeiro”, informou o boletim. O instituto destacou ainda que muitos produtores aguardam a regularização do regime de chuvas para acelerar os trabalhos a campo.
De acordo com projeções do NOAA, as chuvas em Mato Grosso devem se intensificar nos próximos sete dias, com potencial acumulado de 15 a 25 milímetros na maior parte do estado. “Esse volume pode favorecer o avanço da semeadura, que historicamente ganha ritmo em outubro”, apontou a análise.
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Foto: Pixabay
Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (22), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou em setembro de 2025 a primeira estimativa para a safra 2025/26 de milho no Brasil. A área cultivada foi projetada em 22,63 milhões de hectares, representando incremento de 3,55% em relação à safra 2024/25. “Esse avanço é sustentado, sobretudo, pela rentabilidade do milho na segunda safra e pela expectativa de maior consumo doméstico, impulsionado pela demanda das usinas de etanol”, destacou o boletim.
A análise acrescenta que a possível migração das compras asiáticas do milho dos Estados Unidos para a América do Sul reforça as perspectivas de aumento na demanda, fatores que, segundo o Imea, motivam a expansão da área cultivada na próxima temporada. “No que se refere à produtividade, a estimativa ficou em 101,83 sacas por hectare, redução de 1,59% em comparação ao ciclo anterior”, informou a Conab.
Apesar da queda na produtividade, o rendimento se configura como o segundo maior da série histórica da companhia. Por fim, a produção brasileira de milho para a safra 2025/26 foi projetada em 138,28 milhões de toneladas, o que representa queda de 1,01% em relação à temporada anterior.
Na terceira semana de setembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 722 milhões e corrente de comércio de US$ 12,7 bilhões, resultado de exportações de US$ 6,7 bilhões e importações de US$ 6 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somaram US$ 19,9 bilhões e as importações US$ 17,5 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,4 bilhões e corrente de negociações de US$ 37,5 bilhões. “Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC)”, informou o boletim.
No ano, as exportações totalizam US$ 247,5 bilhões e as importações US$ 202,3 bilhões, com saldo positivo de US$ 45,2 bilhões e corrente de negociações de US$ 449,8 bilhões, segundo a Secex.
Nas exportações, comparando as médias até a terceira semana de setembro de 2025 (US$ 1,329 bilhões) com a de setembro de 2024 (US$ 1,355 bilhões), houve queda de 2,0%. Em relação às outras, houve um crescimento de 5,1% na comparação entre as médias até a terceira semana de setembro de 2025 (US$ 1,170 bilhões) e a partir de setembro de 2024 (US$ 1,113 bilhões).
Até a terceira semana de setembro de 2025, o diário médio da corrente de comércio totalizou US$ 2.499,54 milhões e o saldo, também por mídia diária, foi de US$ 158,82 milhões. “Comparando-se este período com a média de setembro de 2024, houve crescimento de 1,2% na corrente de comércio”, informou a Secretaria.
No acumulado até a terceira semana de setembro de 2025, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média exportadora diária foi o seguinte: crescimento de US$ 15,56 milhões (5,7%) na agropecuária, queda de US$ 11,21 milhões (3,9%) na indústria extrativa e de US$ 35,45 milhões (4,5%) em produtos da indústria de transformação.
No mesmo período, comparado ao ano anterior, o desempenho dos setores importadores pela média registrou diariamente crescimento de US$ 70,74 milhões (7,0%) em produtos da indústria de transformação, queda de US$ 2,08 milhões (9,5%) em agropecuária e de US$ 10,83 milhões (14,8%) em indústria extrativa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), arquivou nesta quarta-feira (24) a proposta de emenda à Constituição que determinava que deputados e senadores só poderiam ser processados após autorização prévia da Câmara ou do Senado, a chamada PEC da Blindagem.
O arquivamento ocorre após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter rejeitado, por unanimidade, o texto.
Como a comissão considerou o texto inconstitucional, Alcolumbre afirmou que a proposta não deve ser votada pelo plenário e determinou o arquivamento definitivo.
“Esta presidência, com amparo regimental claríssimo, determina o seu arquivamento sem deliberação de Plenário”, disse Alcolumbre, conforme a Agência Senado.
Ele ainda elogiou a atuação do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), e do relator da proposta, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
PEC da Blindagem
A proposta previa uma mudança na Constituição para que os deputados e senadores não fossem processados criminalmente sem prévia licença da Câmara ou do Senado, respectivamente. A votação seria por meio de voto secreto dos parlamentares.
A PEC foi aprovada pela maioria da Câmara, a partir de uma articulação feita pela maioria dos líderes da Câmara com o apoio da oposição liderada pelo Partido Liberal (PL).
Defensores da medida dizem que a proposta é uma reação ao que chamam de abuso de poder do Supremo Tribunal Federal (STF) e que as medidas restabelecem prerrogativas originais previstas na Constituição de 1988, mas que foram alteradas posteriormente.
No último domingo (21), manifestações contrárias à proposta foram realizadas em todo o país.
Para especialistas e entidades que atuam no combate à corrupção, a PEC poderia barrar ações penais contra corrupção no uso de emendas parlamentares.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão de todos os lotes do Café Torrado e Moído Extraforte e Tradicional da marca Câmara na última terça-feira (23).
Além disso, ficam proibidas pela autarquia a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso do produto.
A medida foi tomada depois que uma portaria da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do estado do Rio de Janeiro confirmou a origem desconhecida do café.
“A embalagem do produto indica que o café é fabricado pelas empresas Sociedade Abast do Com e da Ind de Panif Sacipan S/A e Lam Fonseca Produtos Alimentos Ltda., que não estão regulares”, diz a Anvisa, em nota.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), a fabricante falsificava o selo de pureza, mecanismo criado em 1989 pela entidade que identifica os cafés feitos com 100% de grãos e, assim, distingue os produtos que não seguem padrões de qualidade.
Em entrevista ao g1, a Abic disse que a Sacipan, responsável pela fabricação do café Câmara, não faz parte de seu quadro associativo desde 2016. A entidade já notificou a empresa por uso indevido do selo de pureza.
A última análise da entidade, realizada em fevereiro de 2024, mostrou que o produto estava impuro e, portanto, não poderia estampar a rotulagem que atesta a qualidade.
Conforme informações da Anvisa, um laudo de análise emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen/RJ) encontrou fragmentos de um corpo estranho, semelhantes a vidro, no lote de número 160229 do café Câmara.
De acordo com regras definidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 2022, pacotes de café não podem conter mais de 1% de impurezas ou materiais estranhos.
O preço do café deve voltar a subir nos próximos dias, alertou a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic).
Em entrevista coletiva concedida no início da tarde desta quarta-feira (24), na capital paulista, o presidente da entidade, Pavel Cardoso, informou que é possível que haja um acréscimo entre 10% e 15% nos preços do produto a serem repassados aos supermercados, já que os custos com a compra da matéria-prima foram alavancados.
No entanto, destacou Pavel, esse reajuste no preço do café “não deve ser superior à média do ano”.
O diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio da Silva, adiantou que esse novo preço já foi comunicado ao varejo no início deste mês. “Mas, como o varejo só foi às compras agora, a partir do dia 15, então, a gente acredita que, a partir da semana que vem ou no início do mês, esses preços já estejam nas prateleiras, com repasse de 10% ou 15%”, previu.
Retração no consumo de café
A associação de produtores informa que a alta dos preços do café observada em 2025 causou uma retração no consumo do produto no mercado brasileiro.
Segundo os dados que foram divulgados hoje pela Abic, houve queda de 5,41% nas vendas de café no mercado brasileiro, entre os meses de janeiro e agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em números absolutos, as vendas caíram de 10,11 milhões de sacas para 9,56 milhões de sacas neste ano.
A Abic reconhece que a alta nos preços foi bem expressiva, fazendo com que alguns tipos de café, como o solúvel, acumulassem aumentos de até 50,59%.
Apesar dessa volatilidade nos preços e também da retração no consumo, a Abic espera fechar este ano de 2025 com patamar semelhante ao do ano anterior.
“Os dados de setembro nos levam a crer que teremos um comportamento surpreendente ainda este ano, para o próximo fechamento. Este é um sentimento ainda incipiente, com base em números de setembro, já que estamos quase fechando o mês, mas é um indicativo de que possivelmente teremos boas notícias em relação ao consumo no fechamento do ano”, projetou Cardoso.
Tarifaço dos EUA
Foto: Divulgação Casa Branca
Segundo Pavel, a indústria brasileira de café também vive incertezas a respeito das sobretaxas às exportações do grão para os Estados Unidos. O Brasil, ressaltou ele, é hoje o maior fornecedor de café aos norte-americanos, que aumentaram as tarifas contra produtos brasileiros.
“A ordem executiva [do governo dos Estados Unidos], publicada no dia 6 de setembro, indica que os Estados Unidos concluíram e ouviram o mercado de que o café, não sendo lá produzido, não terá tarifas. Essa leitura ainda não nos dá clareza se voltará a zero [de tarifa] ou se continuará com 10%. A leitura que nós fizemos é que não terá tarifas, porque os Estados Unidos não produzem café. Tem apenas uma produção muito incipiente, no Havaí e em Porto Rico, mas quase nada”, falou o presidente da entidade.
Além dessa ordem executiva, o setor avaliou como positiva a possibilidade de ocorrer uma reunião entres os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima semana.
“Vamos conferir o encontro que haverá entre os dois presidentes na próxima semana, mas isso revela como o café e também o complexo de carnes é sensível em relação à inflação americana”, ressaltou.
Queda de preços do café
Um estudo divulgado também nesta quarta-feira (24) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontou que, entre os dias 15 e 22 de setembro, o preço do café arábica tipo 6, caiu 10,2% em São Paulo, enquanto o do café robusta recuou 11,1%.
Segundo o Indicador Cepea/Esalq, essa redução do preço foi resultado “da expectativa de chuvas mais expressivas nas regiões produtoras do Brasil, da realização de lucros e da liquidação de posições de compra na Bolsa de Nova York (ICE Futures), após fortes altas, além da possibilidade de que as tarifas dos Estados Unidos sobre o café sejam retiradas”.
O mercado físico do boi gordo ainda registrou tentativas de compra em patamares mais baixos nesta quarta-feira (24). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a maior pressão foi sentida em Rondônia e Tocantins.
“Os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de maior conforto em suas escalas de abate (entre oito e nove dias úteis na média nacional). A incidência de animais de parceria (contratos a termo), além da utilização dos confinamentos próprios ajuda a entender esse movimento”, ressaltou.
Segundo ele, as exportações de carne ainda são o principal ponto de suporte, com embarques bastante representativos em 2025.
São Paulo: R$ 303,75 — ontem: R$ 304,42
Goiás: R$ 286,61 — R$ 287,14
Minas Gerais: R$ 285,59 — R$ 287,65
Mato Grosso do Sul: R$ 320,14 — R$ 321,16
Mato Grosso: R$ 293,24 — R$ 294,32
Mercado atacadista
O mercado atacadista ainda se depara com manutenção dos preços. A expectativa é de uma semana ainda lenta em reposição entre atacado e varejo.
Segundo Iglesias, para a primeira quinzena de setembro, é aguardada melhora, considerando a entrada dos salários na economia. “Vale destacar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade frente às proteínas concorrentes, em especial se comparado com a carne bovina.”
O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,35; o dianteiro segue a R$ 17,50 por quilo; e a ponta de agulha permanece cotada a R$ 16,40.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,3268 para venda e a R$ 5,3248 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2941 e a máxima de R$ 5,3306.
A Embrapa divulgou estudos que comprovam a viabilidade econômica de sistemas sustentáveis, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e sistemas agroflorestais (SAFs), nos biomas Cerrado e Amazônia.
Os resultados mostram que é possível conciliar produção agrícola com preservação ambiental, com retorno financeiro atraente para produtores médios, grandes e familiares.
O estudo foi realizado em parceria com o Banco Mundial e avaliou custos, receitas, produtividades e indicadores econômicos como VPL, TIR e índice de lucratividade em seis sistemas produtivos distintos.
ILPF: tecnologia competitiva e lucrativa
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Júlio Cesar dos Reis, os sistemas ILPF mostraram-se competitivos mesmo em regiões de agricultura de larga escala, com destaque para a introdução do componente florestal, que aumenta o fluxo de caixa e agrega valor ambiental ao sistema.
“Essa análise garante que estamos apostando em uma tecnologia que faz muito sentido para o agro brasileiro”, afirma Júlio Reis.
Sistemas agroflorestais
Nos Sistemas Agroflorestais (SAFs), voltados para pequenos produtores, os resultados também foram positivos. Em regiões como Tomé-Açu no Pará, o cultivo de pimenta-do-reino e cacau apresentou elevada relação benefício-custo, tornando esses sistemas economicamente atraentes.
“Os sistemas agroflorestais se mostraram muito interessantes do ponto de vista econômico, gerando fluxo de receita consistente para os pequenos produtores”, explica o pesquisador.
Sustentabilidade como diferencial
O estudo reforça que agricultura e preservação podem caminhar juntas, abrindo espaço para que o Brasil se destaque como referência em produção sustentável e competitiva.
“Os resultados confirmam que é possível unir produtividade e cuidado ambiental, fortalecendo o agro brasileiro”, conclui Júlio Reis.
O período de seca exige estratégias eficientes para manter a produtividade do rebanho, e a suplementação com sal proteinado se destaca como uma solução de sucesso.
No entanto, sua utilização segura depende de um bom manejo, um ponto de atenção para muitos pecuaristas. Entender a diferença entre o sal mineral e o proteinado é o primeiro passo para garantir a saúde e a produtividade dos animais.
Confira:
Segundo o professor de medicina veterinária Guilherme Vieira, a distinção entre os dois produtos está na sua composição. O sal mineral é uma mistura simples de sal branco e minerais, essenciais para o metabolismo do gado.
Já o sal proteinado é uma formulação mais complexa, enriquecida com fontes de energia (como milho ou sorgo), proteínas (farelo de soja ou algodão) e, o principal ponto de atenção, ureia. A presença da ureia exige um manejo específico para evitar a intoxicação do rebanho.
Para garantir a segurança e a eficácia do suplemento, o especialista ressalta a importância de um preparo cuidadoso e de uma formulação específica para a categoria de animal e para a época do ano. Veja o vídeo.
Seguir as orientações de um técnico especializado é fundamental para manter os níveis de sal branco e ureia dentro do recomendado. O excesso desses componentes pode levar à intoxicação e até à morte dos animais, resultando em grandes prejuízos para a fazenda.
Cuidados essenciais no preparo e manejo do sal proteinado
Além da formulação, o manejo na fazenda é crucial. A forma como o sal proteinado é preparado e armazenado influencia diretamente sua qualidade e segurança.
O professor Guilherme Vieira destaca a importância de garantir uma mistura homogênea dos ingredientes, para que o rebanho consuma o produto de forma equilibrada, sem excessos de ureia ou outros componentes.
Outros cuidados fundamentais para evitar problemas são:
Armazenamento: Os insumos devem ser armazenados em locais secos e apropriados para evitar a deterioração e a contaminação por pragas. Um bom armazenamento preserva a qualidade e o valor nutricional dos ingredientes.
Limpeza de equipamentos: A limpeza periódica dos equipamentos utilizados na mistura do sal é um ponto crítico. Resíduos de milho e farelo de soja podem contaminar lotes futuros, comprometendo a eficácia do suplemento. Essa etapa, muitas vezes negligenciada, garante a qualidade e a segurança do produto final.
Adaptação do rebanho: A adaptação dos animais é um passo indispensável para evitar a intoxicação. O fornecimento do suplemento deve ser feito de forma gradual, em doses crescentes. Essa estratégia permite que o rúmen do gado se acostume com a nova formulação, especialmente com a ureia, sem causar problemas digestivos ou intoxicações.
Ao seguir essas recomendações — que incluem a formulação correta, o preparo adequado e a adaptação dos animais — o produtor garante um suplemento de alta qualidade, que otimiza o ganho de peso do rebanho, melhora sua saúde e contribui diretamente para a produtividade da fazenda.
A suplementação estratégica com sal proteinado, quando feita corretamente, é uma ferramenta poderosa para transformar a seca em um período de crescimento e rentabilidade.