sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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Paraná deve registrar safra histórica de 46,3 mi de toneladas de grãos na temporada 24/25



O Paraná deve colher 46,3 milhões de toneladas de grãos ao final da safra 2024/2025, um recorde para o estado. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que esse número ainda depende da conclusão da colheita das culturas de inverno.

A previsão do departamento fica bem acima da safra de grãos de 23/24 (38,48 milhões de toneladas) e supera o recorde da safra 22/23 (45,48 milhões de toneladas). Esses dados fazem parte do Boletim de Safra do Deral, divulgado nesta quinta-feira (25).

De acordo com o Deral, o Paraná colheu 21 milhões de toneladas de soja no último ciclo. A produção recorde de milho (20,4 milhões toneladas) e feijão (841 mil toneladas) também colaborou para o patamar histórico desta safra. O estado ainda colheu 136 mil toneladas de arroz e 44,9 mil toneladas de café na safra 24/25.

A esses números soma-se a produção das culturas de inverno que está em andamento. Até o momento, os produtores só colheram 41% da área de trigo, com um rendimento médio de 3.258 quilos por hectare (kg/ha), contra 2.139 na safra anterior.

Lavouras de cevada

A produtividade também aumentou nas lavouras de cevada. No ciclo anterior o rendimento chegou a 3.841 kg/ha e este ano passou para 4.333 kg/ha, o que representou um salto significativo para a produção do estado.

“As últimas chuvas colaboraram para que essas produtividades pudessem ser alcançadas, ainda que tenham vindo com ventos fortes que acabaram causando acamamento em algumas lavouras”, informa o chefe da Divisão de Conjuntura do Deral, Hugo Godinho.

A previsão é que o Paraná colha 449 mil toneladas de cevada, nos 103 mil hectares cultivados. Esta área é bem superior aos 82.2 mil hectares da safra anterior. A colheita só atingiu 12% da área cultivada, mas os técnicos afirmam que, se as condições favoráveis persistirem, a safra recorde está assegurada.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destaca que o resultado reforça a posição do Paraná como referência mundial em produção sustentável.

“O Paraná é o supermercado sustentável do mundo, o estado que mais produz por metro quadrado e que exporta sustentabilidade e qualidade. Esse recorde da safra mostra a força do nosso agricultor, a eficiência da nossa agricultura e o compromisso do Paraná em crescer sempre com respeito ao meio ambiente”, afirma.

Previsões para safra de verão 25/26

A safra de verão 2025/26 está apenas começando. As chuvas que beneficiaram a safra de inverno também umedeceram o solo, e o plantio deve se intensificar nos próximos dias. Até o início desta semana, as culturas com maior avanço eram o milho (64%), a batata (60%) e o feijão da primeira safra (28%), concentradas principalmente na região Sul do estado.

A expectativa inicial é que o estado produza 25,7 milhões de toneladas na próxima safra de verão. A soja é a principal cultura, com uma produção estimada de 21,9 milhões de toneladas. 

“A soja estava com 13% da área plantada e como o plantio começou na região onde havia déficit hídrico, os trabalhos devem ganhar força a partir de agora. Além disso, o vazio sanitário da soja só permite o plantio da cultura mais tardiamente em algumas regiões”, explicou Edmar Gervásio, do Deral.

Na comparação nacional, o Paraná segue como o segundo principal produtor de grãos do Brasil, com 13,3% do mercado, atrás apenas do Mato Grosso (32,4%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que a estimativa da produção do Paraná cresceu 317.500 toneladas no último mês, segunda maior variação do Brasil.



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Queimadas no Cerrado ameaçam produção agropecuária


As queimadas no Cerrado trazem prejuízos para o meio ambiente, a população e setores importantes da economia, como a agropecuária. Este é o assunto do quarto e último episódio da série especial Cerrado Sem Fogo.

Em diferentes estados, agricultores relatam perdas na produção agrícola e iniciativas de prevenção têm buscado conter os danos em todo o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piuaí e Bahia).

No Tocantins, imagens impressionantes mostram lavouras que foram atingidas pelo fogo em Monte do Carmo. Caminhões-pipa e trabalhadores rurais se mobilizaram, ao mesmo tempo, animais fogem do fogo de grandes proporções.

“É um desespero total. O agro é diretamente impactado pelo fogo. Há perda da matéria orgânica do solo e quebra de até 30% na produção”, afirma o produtor rural Dari Fronza.

Capacitação no combate ao fogo

No Oeste da Bahia, pilotos agrícolas receberam treinamento para apoiar no combate aos incêndios.

“O curso de pilotos onde nós formamos mais de 50 pilotos agrícolas, ele faz parte de um conjunto de ações efetivas no sentido de preparar a região para esse momento, em que acontecem o maior número de incêndios florestais. A gente chama de frente integrada de combate aos incêndios, formadas por produtores rurais, corpo de bombeiros, defesa civil e outros órgãos ambientais, além disso, ambém faz parte dessa ação treinar pessoas, treinar brigadas”, explica Eneas Porto, gerente de sustentabilidade da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Funcionários tentam debelar incêndio em uma fazenda na região de Formosa do Rio Preto (BA) | Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Para a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM), Greice Kelly, a conscientização é essencial:

“E a gente também trabalha muito com isso, porque quando você descobre o foco do fogo, ele é mais fácil de combater no início. É importante ficarmos atentos, avisar as autoridades, comunicar os fazendeiros uns com os outros, para irem no início já combater, porque aí evita um monte de outros problemas, mas o mais importante de tudo é a conscientização.”

Além disso, Davi Schmidt, vice-presidente do Sindicado dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRLEM), também destaca que é um período crítico para agricultores e pecuaristas:

“Seja para o pecuarista ou para o agricultor, é um período muito crítico que a gente se preocupa com qualquer sinal de fumaça que está vindo”, disse.

Nesse sentindo, Schmidt alerta “que muitas vezes, ou na maioria das vezes, se não todas, começa no Cerrado. Normalmente ali na beira de estradas, onde o pessoal é mal acostumado, acaba jogando algum resíduo ou uma bituca de cigarro ou lixo mesmo e acaba gerando essa combustão.”.

Comunidades em alerta

Em Barreiras (BA), comunidades rurais também enfrentaram incêndios recentes. O produtor Rusio Silva de Souza contou que foi necessário unir esforços para conter as chamas: “Nos juntamos com sopradores e usamos fogo contra para conter. Ainda assim, o incêndio voltou com o vento.”

Em 30 dias, desde o início das gravações do Cerrado Sem Fogo, de 21 de agosto a 21 de setembro, os estados do Matopiba registraram 9.737 mil focos de queimadas. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

  • Maranhão: 4.283 focos
  • Tocantins: 2.530 focos
  • Piauí: 1.408 focos
  • Bahia: 1.516 focos
Queimadas no Cerrado ameaçam produção agropecuária, fogo, incêndios florestaisQueimadas no Cerrado ameaçam produção agropecuária, fogo, incêndios florestais
Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia

Novas resoluções

No dia primeiro de setembro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicou a resolução COMIF 03-2025, que define critérios técnicos para prevenção e combate a incêndios em imóveis rurais.

Em outras palavras, Caroline Nóbrega, diretora da Aliança da Terra, explica os detalhes da legislação que reforça a responsabilidade coletiva:

“Essa legislação está pautada na lógica da responsabilidade coletiva frente aos incêndios florestais. Isso significa que não basta provar que não foi responsável pelo início do fogo. Mesmo que não seja responsável, um proprietário ainda pode ser autuado por omissão”, destaca Nóbrega.

Segundo ela, as novas resoluções indicam que um produtor que tenha a propriedade atingida pelo fogo, precisará provar que atuou de forma preventiva para reduzir o risco do fogo no local, destacando que atuou de forma rápida para combater o incêndio.

“A resolução COMIF 03-2025 lista uma série de medidas preventivas que em breve passarão a ser obrigatórias, desse modo,algumas exigências dependem do tamanho da propriedade, mas outras medidas preventivas passam a ser obrigatórias independente do tamanho, como, por exemplo, obrigatoriedade de receber treinamento por parte dos proprietários e dos funcionários. Em alguns casos, a elaboração de planos de manejo integrado de fogo e planos de prevenção e combate aos incêndios florestais passam a ser obrigatórias”, explica a diretora.

Responsabilidade compartilhada

Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, a sociedade também precisa colaborar.

“Você não precisa ser produtor rural para fazer a sua parte. Não coloque fogo no mato, não jogue bitucas de cigarro nas estradas ou no cerrado, não faça fogueiras, nem deixe lixos ou cacos de vidros mal acondicionados. Você também é parte da solução para os problemas das queimadas.”, destaca Zanotto.

Por fim, as ações de combate e conscientização são vistas como fundamentais para proteger o Cerrado, um dos biomas mais importantes e ameaçados do Brasil.

Episódios anteriores

Assista aos episódios anteriores da série de reportagens produzidas pelo Canal Rural Bahia:


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saiba como ficaram as cotações de soja



O mercado brasileiro de soja segue em ritmo lento, segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado. “Os preços ficaram um pouco melhores devido aos prêmios, mas como o dólar recuou, os ganhos foram limitados”, avaliou. Ele acrescenta que os produtores estão focados no plantio em regiões como Mato Grosso e Paraná, reduzindo a liquidez.

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Nos portos, a oferta se manteve baixa, a indústria atuou de forma tímida e os spreads entre compradores e vendedores continuam elevados, reforçando a falta de dinamismo. “Em resumo, tivemos uma semana de poucos negócios e preços voláteis”, concluiu Silveira.

Preços no mercado de soja:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00

Soja em Chicago

Nos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), houve leve alta na sessão desta quinta-feira. No acumulado da semana, no entanto, as perdas predominaram devido à falta de demanda chinesa e à suspensão temporária das retenções argentinas.

Cerca de 40 carregamentos de soja argentina foram registrados para exportação em novembro e dezembro, principalmente com destino à China, afetando diretamente a temporada de comercialização dos EUA.

Conforme a Reuters, um total de 2,66 milhões de toneladas foi registrado para novembro e dezembro, correspondendo a mais de 50% das 5,1 milhões de toneladas do volume total reservado durante a janela livre de impostos. A onda de compras de importadores chineses representou um novo golpe para os produtores americanos, que ficaram de fora do mercado durante a colheita devido às tarifas da guerra comercial.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja em 1º de setembro devem ficar abaixo do número indicado pelo USDA no mesmo período de 2024, com projeção de 322 milhões de bushels, contra 342 milhões de bushels em 2024. O relatório trimestral será divulgado na terça-feira, dia 30, às 13h.

Contratos futuros

No fechamento, os contratos da soja em grão com entrega em novembro avançaram 0,14%, a US$ 10,13 3/4 por bushel, e a posição janeiro subiu 0,16%, a US$ 10,33 por bushel. O farelo de soja dezembro fechou com alta de 0,51%, a US$ 274,60 por tonelada, e o óleo de soja dezembro recuou 0,86%, a 50,19 centavos de dólar.

O dólar comercial encerrou em queda de 0,51%, cotado a R$ 5,3376 para venda e R$ 5,3356 para compra, oscilando durante o dia entre R$ 5,3348 e R$ 5,3658. Na semana, a moeda valorizou 0,32%.



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o papel do ‘primeiro risco absoluto’ e das cooperativas


O seguro rural ainda é pouco difundido no Brasil. Apesar de sua importância para proteger o produtor contra eventos climáticos extremos, pragas e oscilações de mercado, muitos agricultores não têm acesso a esse instrumento por causa do custo elevado, da burocracia e da falta de informação.

A nova legislação sobre seguros cooperativos (LC 213/2025) e o modelo de primeiro risco absoluto (PRA) despontam como alternativas viáveis para mudar esse cenário.

O que é o primeiro risco absoluto (PRA)

O PRA é um modelo de seguro simplificado:

  • O produtor define uma importância segurada (IS), que é o valor máximo a ser indenizado.
  • Se ocorrer uma perda menor que a IS, a indenização é total; se for maior, o produtor arca com o que ultrapassar o limite.
  • Esse formato evita cálculos proporcionais e cláusulas complexas, facilitando a contratação e reduzindo o custo do seguro.

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Como funciona o cálculo

Para estruturar o seguro rural no modelo PRA, é preciso considerar:

  • Importância segurada (IS): valor máximo indenizável, calculado com base na produtividade esperada × área × preço de mercado.
  • Probabilidade de sinistro (p): chance de ocorrência de um evento climático ou de mercado.
  • Severidade (s): intensidade média da perda em caso de sinistro.
  • Prêmio puro: IS × p × s.
  • Prêmio bruto: inclui custos administrativos e margem da seguradora.
  • Subvenção pública: parte do prêmio financiado pelo governo para reduzir o custo ao produtor.

Exmplo prático: milho

  • Área: 100 hectares
  • Produtividade esperada: 8 t/ha
  • Preço estimado: R$ 1.200/tonelada
  • IS: R$ 960.000
  • Probabilidade (p): 10%
  • Severidade (s): 50%

→ Prêmio puro: R$ 48.000
→ Prêmio bruto: R$ 60.000 (com 20% de custos)
→ Subvenção de 50%: produtor pagaria R$ 30.000

Esse cálculo mostra como o PRA pode tornar o seguro mais transparente e acessível.

Cooperativas podem ser decisivas na expansão do seguro rural:

  • Reduzem custos administrativos, por conhecerem de perto a realidade dos associados.
  • Ajudam na coleta de dados de produtividade e zoneamento agroclimático, essenciais para cálculos atuariais mais justos.
  • Pela LC 213/2025, podem oferecer diretamente seguros mutualistas, criando uma rede de proteção com menor custo.

Apesar dos avanços, ainda há barreiras:

  • Assimetria de dados sobre perdas e clima.
  • Alto custo de operação para seguradoras.
  • Risco moral (produtores podem relaxar em medidas preventivas sabendo que estão segurados).
  • Necessidade de ampliar subvenções públicas.

Políticas de incentivo

  • Especialistas defendem medidas como:
  • Subvenção escalonada para pequenos e médios produtores.
  • Seguros cooperativos regionais.
  • Prêmios reduzidos para quem adota boas práticas de manejo e mitigação de risco.
  • Melhoramento do zoneamento agroclimático.
  • Produtos modulares simplificados.
  • Vinculação ao crédito rural, tornando o seguro condição para financiamento.

O modelo de primeiro risco absoluto, aliado à força das cooperativas e a políticas públicas bem estruturadas, pode ser a chave para expandir o seguro rural no Brasil. Ao reduzir custos, simplificar cálculos e aumentar a previsibilidade, o PRA oferece estabilidade de renda ao produtor e diminui a necessidade de socorro emergencial pelo Estado.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Alagamentos e tempo quente e seco; clima se divide no Brasil, com chuvas de até 80 mm



A previsão do tempo aponta boa recuperação da umidade do solo nas principais áreas produtoras de soja do país. O centro-norte de Mato Grosso, áreas centrais de Goiás, sul de Mato Grosso do Sul e o Paraná têm recebido chuvas que ajudam o produtor de soja a iniciar a safra 2025/26.

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O tempo nos próximos dias

Nos próximos cinco dias, os maiores volumes de chuva devem ocorrer em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com acumulados superiores a 80 mm. A região centro-norte gaúcha merece atenção devido à possibilidade de alagamentos.

No Brasil central, a semana será mais quente e seca. Entre 2 e 6 de outubro as chuvas retornam para São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, ainda que de forma irregular, com acumulados de 10 a 15 mm.

7 a 11 de outubro

Entre 7 e 11 de outubro, a chuva se espalha pelo Brasil central e avança para o sul de Minas, partes de Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e centro-sul de Mato Grosso, com acumulados semanais em torno de 50 mm.

Tempo em Primavera do Leste (MT)

Em Primavera do Leste, uma das principais regiões produtoras de Mato Grosso, a previsão do tempo indica chuvas entre 5 e 7 de outubro, ganhando ritmo a partir da segunda quinzena, com acumulados semanais superiores a 50 mm.

Enquanto a chuva ainda não se firma, as temperaturas máximas podem chegar a 37 a 39ºC, mas devem cair para cerca de 31ºC a partir da segunda quinzena de outubro, proporcionando condições mais favoráveis para o desenvolvimento da lavoura.



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Portaria institui novas regras de biossegurança à suinocultura catarinense



A Secretaria de Agricultura e Pecuária de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola do Estado (Cidasc) publicaram em 8 de setembro a Portaria Sape nº 50/2025, voltada à biossegurança na suinocultura.

A medida busca implementar um conjunto de boas práticas e também traz regras obrigatórias para padronizar todas as granjas com atividade comercial no estado.

As novas regras começam a valer em 60 dias a partir da publicação. Algumas mudanças são simples, como o controle de acesso, organização e higiene e processos de desinfecção, mas outras vão exigir melhorias na estrutura, como a destinação correta dos dejetos.

As granjas de Santa Catarina, que já estão em funcionamento, terão um prazo de 12 a 24 meses para se adaptarem, conforme a necessidade de cada propriedade.

“Nós vamos elevar de fato a nossa qualidade sanitária ainda mais. Santa Catarina já é o estado com a melhor sanidade do país. O Japão, por exemplo, só compra carne suína de Santa Catarina, mas nós ainda estávamos carecendo dessa regulamentação”, diz o secretário de Agricultura e Pecuária do estado, Carlos Chiodini.

Para ajudar os pequenos produtores a se adaptarem às novas regras de biossegurança, o governo de Santa Catarina lançou o programa Biosseguridade Animal SC, com financiamentos de até R$ 70 mil por granja.

A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, detalha que a iniciativa é voltada aos suinocultores com dificuldades financeiras para atingir a estrutura mínima do padrão de biosseguridade. “Para que ele possa ter acesso a recurso de uma forma que consiga assumir, compensar e validar, honrar o compromisso financeiro, com medidas que facilitam esse investimento para o produtor, muitas vezes autônomo, e que precisa desse suporte”, conta.

Com a nova portaria, a biosseguridade passa a ser uma responsabilidade não só das integradoras e cooperativas, como também de produtores independentes.

“Nós somos o berço da agroindústria. Então, temos várias de renome nacional, internacional e que dão uma proteção muito grande para o estado. Mas nós temos também uma parte dessa produção de suínos amparada pela Associação Catarinense de Criadores de Suínos, que são independentes”, conta Celles.

A qualidade sanitária é um dos principais motivos para a carne suína catarinense chegar tão longe. No ano passado, o estado exportou para 78 países, com destaque para o mercado asiático, que é o maior comprador, movimentando US$ 1,7 bilhão de dólares.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita de milho-verde deve iniciar em novembro



Emater detalha cenário do milho-verde em Lajeado


Foto: Nadia Borges

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar, a produção de milho-verde na região administrativa de Lajeado, em Cruzeiro do Sul, está em período de entressafra.

Segundo o órgão, “os agricultores realizam o planejamento escalonado quinzenalmente”.

Nas áreas mais precoces, a cultura encontra-se em desenvolvimento vegetativo. A Emater/RS-Ascar informou que “a colheita é efetuada em parcelas, para que a colheita aconteça de modo frequente a partir de novembro”.

Ainda conforme o informativo, “não houve problemas com previsões e doenças em razão do frio”.





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Daoud comenta retorno do imposto argentino sobre exportação de soja



A Argentina atingiu o maior volume de exportações de grãos em pelo menos sete anos, totalizando 10,5 milhões de toneladas em 2024/25, após suspender temporariamente os impostos sobre essas operações. No caso da soja, a alíquota era de 26%. A medida gerou um aumento da oferta interna de moeda estrangeira, fortalecendo o peso argentino e estimulando negócios, inclusive com a China, principal comprador.

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Após a suspensão temporária, que gerou uma arrecadação de 7 bilhões de dólares, a Argentina reintroduziu os impostos de exportação sobre grãos e seus derivados, segundo a Agência Fiscal Argentina (Arca). O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, analisou o impacto dessa retomada das tarifas. Confira:

Daoud explicou que a janela de isenção foi coordenada com a China, que tinha interesse em adquirir 13 milhões de toneladas de soja, reduzindo compras dos Estados Unidos. Com isso, o mercado internacional registrou intensa movimentação, mas o impacto sobre o Brasil foi mínimo. O país mantém estabilidade no mercado interno, com demanda firme para esmagamento de milho e soja.

Além disso, Daoud reforçou que a medida argentina não prejudica o Brasil, já que o mercado nacional segue competitivo e preparado para atender à demanda interna e às exportações. A suspensão temporária dos impostos foi vista como uma solução pontual para questões cambiais e comerciais do país vizinho.

Miguel Daoud finalizou sua análise destacando que, nos Estados Unidos, parte do valor arrecadado com tarifas de importação será destinada aos produtores para compensar perdas, já que a China ainda não retomou as compras de soja do país, conforme afirmou Donald Trump. A medida contrasta com a realidade do Brasil, onde produtores enfrentam dificuldades de crédito e altos níveis de endividamento.



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Concursos de café triplicam valor de grãos em Minas Gerais


O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), recebeu mais de 1.800 inscrições em 2025, crescimento de 31% em relação ao ano passado.

Conforme o órgão, grãos premiados têm sido reconhecidos no mercado. Os compradores chegam a pagar até três vezes mais em relação aos produtos convencionais.

Valorização do grão

A Emater destaca que a remuneração feita por um produto de maior qualidade gera, consequentemente, melhores condições às famílias envolvidas na produção.

Exemplo disso é que em 2024, uma rede de supermercados adquiriu o café vitorioso do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais por R$ 6 mil a saca, além de o produtor ter recebido mais R$ 10 mil pelo prêmio de Grande Campeão.

Já os grãos do primeiro lugar do concurso foram comercializados a R$ 5 mil por saca e o segundo colocado recebeu R$ 4 mil/saca.

“Como o café subiu bastante no último ano, comprado por R$ 2,5 mil anteriormente, a diferença de preços foi menos acentuada, mas nos últimos tivemos o lote campeão sendo vendido por três vezes a cotação do dia”, comenta o coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG, Bernardino Cangussu.

Maior concurso de cafés especiais

Na sua 22ª edição, o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, é a maior e mais tradicional competição voltada exclusivamente para cafés especiais produzidos no estado.

O coordenador estadual de Culturas da Emater-MG, Willem Araújo, comentou sobre as melhorias no café mineiro e o surgimento de regiões referência em cafés de qualidade fomentadas em razão do concurso.

“O concurso contribuiu bastante para a melhoria dos cafés mineiros, assim como os demais concursos feitos pela Emater-MG nos municípios e nas regionais. Há alguns anos, nas Matas de Minas, quase não tinha café de qualidade, mas atualmente a região é uma das maiores produtoras de cafés finos do país”, citou.

Já o coordenador regional da Emater-MG em Manhuaçu, Thiago Oliveira, considera que os concursos de café da Emater-MG, que têm inscrições gratuitas, são a opção mais barata de projeção do cafeicultor.

“Os concursos atraem a atenção de muitas cafeterias e compradores, pois facilita que eles identifiquem facilmente bebidas de alta qualidade. Vale a pena participar também pelo network especializado, que o cafeicultor faz ao se destacar num concurso desses”, ressalta Thiago.

Mudança de vida

Família Lacerda. Foto: Rafael Soal/Emater-MG

O cafeicultor José Alexandre Lacerda é de Espera Feliz, um dos municípios das Matas de Minas, que mais brilharam no concurso estadual.

A família do patriarca Onofre Lacerda, Grande Campeão Estadual de 2024, trabalha unida e já acumula seis prêmios no estadual e ainda conquistou premiações em concursos nacionais.

O produtor diz que nasceu na cafeicultura, mas enfrentava dificuldades com o café comum. Após se inscrever pela primeira vez no concurso e conquistar um prêmio, a produção ganhou reconhecimento.

“[…] Como meu pai sempre prezou pelo capricho, o extensionista da Emater-MG falou para entrarmos no concurso e já na primeira vez ganhamos um prêmio. Outras vitórias vieram e nosso café passou a ser reconhecido no mercado. Daí nossa vida melhorou bastante e atualmente os sete irmãos vivem da cafeicultura”, diz o cafeicultor.

Atualmente, o sítio Di Lacerda vende para torrefações e cafeterias de vários estados e também exporta para Portugal, Espanha, Inglaterra e Japão. Os valores dos cafés vendidos, segundo o produtor, giram em torno de 60 a 100% a mais do que uma saca comum de café.

“Vem gente do mundo inteiro aqui. Passar de produtor de café convencional para o gourmet foi como se tivéssemos achado uma mina de ouro, transformou nossa vida”, comenta entusiasmado o produtor José Alexandre.

Venda nas redes sociais

A cafeicultora Silmara Emerick, de Alto Jequitibá, da Zona da Mata, também produz cafés especiais e já acumula vários prêmios em concursos da Emater-MG, figurando sempre os destaques do Concurso de Qualidade das Regiões das Matas de Minas e do Caparaó.

“Os concursos trazem muita visibilidade para o produtor. No início é difícil, mas você não pode desistir. Fazendo um café de alta qualidade, você adquire credibilidade no mercado”, diz.

Por outro lado, diferente dos Lacerda, Silmara optou por usar a fama dos concursos para vender diretamente para o consumidor por meio das redes sociais.

“Temos nossa marca de café e usamos a internet, Instagram e Whatsapp, para comercializar nosso produto”, explica. Todos os anos, a família participa ainda de um estande na Semana Internacional de Café (SIC), outra alternativa para divulgação do produto.

Ampliação do comércio

Alguns produtores, premiados em concursos da Emater-MG, comercializam ainda seus cafés pelo site É do Campo, uma plataforma de vendas on-line de produtos da agricultura familiar.

O É do Campo foi criado pela Emater-MG, visando ampliar as vendas da agricultura familiar por meio do comércio eletrônico e oferece vários tipos de cafés de marcas dos próprios produtores.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Tecnologia transforma a rotina no campo e torna a gestão rural mais eficiente



As ferramentas digitais da Fundação Solidaridad permitem que produtores e técnicos extensionistas acompanhem atividades em tempo real, reduzindo burocracia e fortalecendo cadeias produtivas e o uso de tecnologias no campo.

No quadro Sustentabilidade na Prática, Denis Oliveira, gerente de unidade de soluções digitais da Fundação Solidaridad, destacou a importância do uso de aplicativos móveis na rotina das propriedades rurais.

“Tive a oportunidade de acompanhar a evolução da Fundação no Brasil e o progresso tecnológico. Quando começamos nosso primeiro projeto, em 2014, a imagem do produtor do futuro era com um notebook debaixo do braço. Isso mudou rapidamente, e em 2016 já começamos a desenvolver ferramentas digitais voltadas para celulares”, explica.

Segundo Oliveira, a plataforma digital criada pela Fundação oferece suporte tanto aos produtores quanto aos técnicos extensionistas.

“Nossa plataforma auxilia bastante a vida do técnico, evitando que ele precise fazer relatórios em papel ou Excel. No final do dia, conseguimos liberá-lo de trabalhos administrativos para que ele possa fazer o que sabe de melhor, que é apoiar os produtores no campo”, afirma.

Além de reduzir a burocracia, os aplicativos permitem o monitoramento em tempo real das atividades agrícolas. “Na outra ponta, entregamos informação valiosa para coordenadores, gerentes e parceiros, dando visibilidade em tempo real das atividades que acontecem no campo e isso é muito importante”, disse Oliveira.

A Fundação Solidaridad destaca que a tecnologia também fortalece as cadeias produtivas, tornando-as mais resilientes e socialmente inclusivas. “As nossas tecnologias digitais acompanham passo a passo o desenvolvimento dos nossos programas, e isso é motivo de muito orgulho”, conclui.



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