sábado, abril 25, 2026

Autor: Redação

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Boi gordo mantém preços estáveis em São Paulo



Escalas do boi gordo variam entre oito e dez dias



Foto: Kadijah Suleiman

De acordo com a análise de sexta-feira (26) do informativo “Tem Boi na Linha”, publicado pela Scot Consultoria, “as cotações do boi gordo permaneceram estáveis em São Paulo”. O boletim informa que “a oferta de boiadas esteve contida e as escalas de abate começaram a encurtar”, o que explica a estabilidade. As escalas de abate atenderam, em média, a oito dias no estado.

Em Tocantins, o informativo destacou que “o cenário foi de mercado ofertado e com escalas de abate confortáveis”. Na região Sul, “as escalas de abate atenderam, em média, a dez dias”. Na região Norte, “as escalas de abate ficaram, em média, em dez dias”.

Em Goiás, “a oferta de bovinos esteve mais enxuta, mas a escala de abate foi suficiente”, informou a Scot Consultoria.

Em Alagoas, “com a oferta tendo atendido à demanda, mas sem gerar excedentes, as cotações permaneceram estáveis na comparação diária”, concluiu o informativo.





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Paraná prevê safra recorde de grãos



Estado projeta recorde com culturas de inverno



Foto: Divulgação

O Paraná deve colher 46,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, número considerado recorde para o estado. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informou nesta quinta-feira (25) que a projeção ainda depende da conclusão da colheita das culturas de inverno. “A previsão fica bem acima da safra 23/24, de 38,48 milhões de toneladas, e supera o recorde da safra 22/23, de 45,48 milhões de toneladas”, disse o boletim de safra do Deral.

Segundo o Departamento, o Paraná colheu 21,4 milhões de toneladas de soja. A produção de milho atingiu 20,4 milhões de toneladas e a de feijão chegou a 841 mil toneladas, o que contribuiu para o patamar histórico desta safra. O estado ainda colheu 136 mil toneladas de arroz e 44,9 mil toneladas de café na safra 24/25. “Os produtores já colheram 41% da área de trigo, com rendimento médio de 3.258 kg/ha, contra 2.139 kg/ha na safra anterior”, informou o Deral. A produtividade também aumentou nas lavouras de cevada: no ciclo anterior o rendimento chegou a 3.841 kg/ha e este ano passou para 4.333 kg/ha.

A previsão é que o Paraná colha 449 mil toneladas de cevada nos 103 mil hectares cultivados nesta safra, área superior aos 82,2 mil hectares do ciclo anterior. A colheita atingiu até agora 12% da área cultivada. “Se as condições favoráveis persistirem, a safra recorde estará assegurada”, afirmaram técnicos do Deral.

A safra de verão 25/26 está em início de plantio. As chuvas que favoreceram a safra de inverno também umedeceram o solo, permitindo maior ritmo de semeadura nos próximos dias. Até o início desta semana, o milho atingia 64% de área plantada, a batata 60% e o feijão da primeira safra 28%, com maior concentração de produção no Sul do estado.





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Manejo e genética são primordiais para se ter alta produtividade no cultivo


Manejo adequado e a adaptação genética dos clones são os fatores centrais para se ter uma boa produtividade das florestas plantadas com eucalipto em Mato Grosso. Esta é uma das avaliações feitas por Maurel Behling, pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril. Ele recomendou ainda que o produtor abandone práticas menos eficientes, como o uso de “sobras” de herbicidas e adubos, e adote as novas técnicas para garantir um ciclo de produção otimizado.

Práticas como preparo correto do solo, adubação equilibrada e controle de pragas são decisivas para o bom desenvolvimento dos plantios. “O manejo é o que está, de fato, nas mãos do produtor. É a ferramenta capaz de transformar o potencial da floresta em resultados concretos”, afirmou Behling.

O pesquisador destacou ainda que a escolha de clones adaptados às condições de solo e clima de cada região é fundamental para garantir produtividade. Em parceria com a Arefloresta e outros órgãos, a Embrapa está conduzindo testes de validação em diversas fazendas do estado, com apoio do Fundo Desenvolve Floresta. O objetivo é identificar e disponibilizar aos produtores materiais genéticos superiores.

Behling lembrou que o ciclo de produção do eucalipto, que dura em média sete anos, é capaz de gerar biomassa de alta qualidade para diferentes cadeias produtivas. “O eucalipto está para as espécies madeireiras como o Bombril está para as esponjas de aço: é 1001 utilidades… e atende de pobre ao nobre”, disse, ressaltando o potencial versátil da madeira para atender desde a indústria de papel até a fabricação de peças para tratores e automóveis.

Cheio de detalhes, o processo de produção do eucalipto envolve uma série de etapas bem definidas, iniciando com o planejamento e a implantação da floresta. Em seguida vêm a condução, a manutenção e, posteriormente, a colheita da biomassa e o transporte do material. “Essa cadeia produtiva estruturada garante a entrega de uma matéria-prima versátil, capaz de atender a uma vasta gama de indústrias”, frisou.

Behling, que atua em diferentes projetos como melhoramento genético do eucalipto e na avaliação de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), com foco em sustentabilidade e ganhos de produtividade, destacou ainda que a produção de eucalipto se destaca como alternativa sustentável, por ser renovável e contribuir para a redução de carbono na atmosfera. Para ele, abandonar práticas ultrapassadas e adotar novas tecnologias é o caminho para consolidar a silvicultura como atividade estratégica em Mato Grosso.

 





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Clima beneficia safra de inverno na região Sul



Milho e arroz avançam com plantio acelerado



Foto: Pixabay

De acordo com o Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), “os volumes de chuva registrados na região Sul nos 20 primeiros dias de setembro favoreceram os cultivos de inverno na maioria das áreas produtoras”. O documento aponta que “os maiores volumes foram distribuídos no Rio Grande do Sul, principalmente na primeira semana do mês”. Os dados espectrais indicam que “as condições foram desenvolvidas nas principais regiões de produtos de trigo , grão com a maior área semeada nas culturas de inverno, mesmo com o registro de problemas e tempestades em algumas áreas”.

Ainda segundo o Boletim, “os gráficos de evolução do índice de crescimento das principais produtoras de trigo, onde as atividades se encontram majoritariamente em desenvolvimento vegetativo, enchimento e preenchimento de grãos, mostram que as condições, no geral, foram realizadas”. O documento destaca que “nas regiões monitoradas, observa-se que o índice evoluiu acima da média histórica durante a maior parte do período de desenvolvimento das atividades, encontrando-se, neste momento, próximo ou acima da safra anterior”.

No Rio Grande do Sul, “principal estado produtor de trigo, a condição geral das atividades é considerada boa”. No Paraná, “o clima favoreceu o avanço da colheita e a maior parte das atividades encontra-se em maturação”. Em Santa Catarina, “a cultura apresenta bom potencial produtivo” e “a maior parte das culturas catarinenses apresentam-se em desenvolvimento vegetativo, enquanto alguns avançam para o enchimento de grãos”. A alternância entre períodos de sol e umidade “tem favorecido o crescimento das plantas”. ???????

Sobre as culturas de verão da safra 2025/26, o Boletim informa que “a semeadura da nova safra está avançando, principalmente sob o cultivo irrigado ou em áreas com disponibilidade de água no solo”. O plantio de arroz irrigado “está no início no Rio Grande do Sul, concentrado nas áreas de cultivo pré-germinado”, e em Santa Catarina “a semeadura do grão está mais avançada no litoral Norte”. Já “a semeadura do milho primeira safra ocorre em ritmo acelerado na região Sul, favorecida pelo aumento das temperaturas e pelas precipitações regulares”. Quanto à soja , “o plantio é incipiente no Centro-Oeste e está concentrado, especialmente, em áreas irrigadas”. No Paraná, “o plantio foi iniciado em algumas áreas das regiões Oeste e Sudoeste, onde a umidade não só tem permitido as operações de campo e propiciou um bom desenvolvimento inicial das atividades”.





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Agricultores franceses protestam contra o acordo Mercosul-União Europeia



Agricultores franceses protestaram em diversas partes do país nesta sexta-feira (26) contra o acordo Mercosul-União Europeia. Eles alegam que o pacto entre os blocos econômicos promoverá concorrência desleal e acusam os produtos agrícolas sul-americanos de não atenderem os padrões de qualidade do Velho Continente.

As manifestações foram convocadas pela Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França e mobilizaram centenas de tratores.

Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da entidade, Olivier Hardouin, criticou o governo de Emmanuel Macron e disse que o momento é um dos mais importantes para a agricultura francesa.

“O presidente da República exita em assuntos com Mercosul, Estados Unidos e questões ucranianas que vem junto com todos os seus produtos sobrecarregar os nossos mercados e [comprometer a nossa] competitividade. No momento em que muitos agricultores hesitam em reunir-se, quando não há governo, a Federação dos Agricultores permanece um corpo intermediário que age por vocês no dia a dia”, disse.

Para o professor da FGV Agro, Leonardo Munhoz, as reclamações dos agricultores franceses são injustificadas, uma vez que a versão final do acordo fechado entre os blocos inclui diversas salvaguardas à União Europeia, como o limite de importação de carne bovina, por exemplo, que é de, no máximo, 1,5%.

“Os agricultores franceses e de toda a União Europeia vão ter um subsídio da política agrícola comum deles de mais de 300 bilhões de euros. Então há todo um sistema de proteção que o Mercosul teve de ceder para o governo francês, para o governo da Irlanda, para o governo da Itália. Essa resistência por parte dos produtores franceses, essa reclamação é sem motivo”, diz.

Franceses podem vetar o acordo?

A expectativa é que o acordo Mercosul-União Europeia seja assinado até o fim do ano, mas a França tem sido a voz mais estridente contra o pacto. Munhoz lembra que a proposta ainda precisa ser apreciada pelo parlamento europeu e pela Comissão Europeia — semelhante ao Senado brasileiro.

“A França pode influenciar os euro-deputados e também o Conselho Europeu a votarem contra, mas ela, sozinha, não consegue vetar esse acordo, ela precisaria de mais ou menos 35% desses votos”, detalha.

Assim, o professor conta que a França precisaria contar com o voto contrário de parlamentares de nações que já demonstraram resistência ao pacto entre os blocos, casos de Irlanda e Itália.

Munhoz ressalta que o presidente francês era um dos mais estridentes contra o acordo, mas agora se mostra favorável, dentro dos termos de salvaguarda, por conta de a Europa necessitar de mais parceiros uma vez em que Donald Trump sobretaxou diversos itens da pauta de exportação global.

“O agricultor francês, no meu ver, pode reclamar e tentar argumentar, mas acho que a pressão da realidade e da necessidade da União Europeia ter mais parceiros comerciais vai acabar prevalecendo”, considera.

Segundo Munhoz, nessa equação também pesa o fato de a União Europeia ter a demanda de vender aos países membros do Mercosul produtos de maior valor agregado, como carros, bebidas alcoólicas e chocolates, por exemplo, isentos de tarifa, o que está previsto no acordo.

Especificamente ao Brasil, o especialista detalha que ficam duas lições para que o acordo entre os blocos seja de fato implementado, uma vez que o país leva vantagem ao ter um agro mais competitivo que o europeu: combater o desmatamento ilegal e a rastabilidade dos produtos agropecuários.



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Produtores terão apoio para comercializar feijão


Os produtores e produtores de feijão do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná terão nova oportunidade de apoio à comercialização e ao escoamento da leguminosa da safra 2024/25. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que realizará, nos dias 1º e 2 de outubro, leilões públicos de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP). Segundo a Companhia, “ao todo, serão oferecidas 16,2 mil toneladas de Pepro e outras 16,2 mil toneladas de PEP”.

De acordo com a Conab, “dessa vez não haverá limite por produtor para participar da subvenção”. A Companhia explicou que, com isso, “os produtores podem participar da Pepro e também vender às empresas que contratam o PEP”. No entanto, “é vedado ao agricultor negociar com a Conab um volume de feijão referente à mesma safra 2024/25 que excede a produção prevista na área declarada no Sican”.

Os leilões marcados para o dia 1º de outubro serão destinados à agricultura familiar. A Conab destacou que irá oferecer “6,48 mil toneladas de pepro de feijão-preto exclusivamente para os agricultores e agricultores familiares, bem como suas cooperativas sediadas nos estados da região Sul do país”. Para receber o prêmio, “o produtor ou cooperativa deverá comprovar a produção e a venda ou escoamento do feijão-preto para a indústria de beneficiamento ou comerciante de uma localidade diferente de onde ocorre o plantio do produto”.

No mesmo dia, também serão oferecidas “6,48 mil toneladas de PEP para indústrias de beneficiamento e comerciantes de feijão-preto do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul”. Nessa operação, “o participante deverá comprovar a compra do feijão-preto in natura obrigatoriamente de familiares agricultores diretamente ou por meio de suas cooperativas, pelo Preço Mínimo e o posterior escoamento do produto”.

 

Na quinta-feira (2), os leilões Pepro serão realizados em caráter de ampla concorrência. Segundo a Conab, “todos os produtores, cooperativas, agricultores familiares inclusivos, poderão participar”. O mesmo ocorrerá com o PEP, “em que as indústrias de beneficiamento e comerciantes do grão precisarão comprovar a compra do feijão-preto in natura de agricultores, inclusive da agricultura familiar, pelo Preço Mínimo e o posterior escoamento do produto”.

A Companhia ressaltou que, para participar dos leilões, “os interessados ??devem estar inscritos na Bolsa de Mercadorias pela qual pretendem atuar e em situação regular perante o Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican) da Conab, além de possuir cadastro em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf) e perante o Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), entre outras disposições previstas nos editais”.

 

A ação foi autorizada pela Portaria Interministerial dos ministérios da Agricultura e Pecuária, da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar n.º 24/2025, publicada em 25 de agosto de 2025. O documento “define um volume de recursos de até R$ 21,7 milhões para escoamento de 32,4 mil toneladas de feijão da safra 2024/25 para fora dos estados de origem da produção”.

Segundo a Conab, “os leilões públicos a serem realizados no âmbito da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) são importantes ferramentas para diminuir oscilações na renda dos produtores rurais e garantir uma remuneração mínima, atuando como balizadora da oferta, incentivando ou desestimulando a produção e garantindo a regularidade do abastecimento nacional”.





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veja como o mercado pecuário encerrou a semana



O mercado físico do boi gordo encerra a semana apresentando manutenção do padrão de negócios em grande parte do país.

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que os frigoríficos, em especial os de maior porte, ainda desfrutam de uma posição mais confortável em suas escalas de abate.

“A incidência de animais de parceria segue relevante para justificar esse atual posicionamento das escalas. Exportações ainda são o grande elemento de suporte dos preços da arroba do boi gordo, com números bastante expressivos na atual temporada”, disse.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 303,17 — ontem: R$ 304,08
  • Goiás: R$ 286,61 — R$ 286,79
  • Minas Gerais: R$ 285,29 — R$ 285,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 319,59 — R$ 319,89
  • Mato Grosso: R$ 293,05 — R$ 293,65

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando acomodação em seus preços. A expectativa é de algum avanço durante a primeira quinzena de outubro, período pautado por maior apelo ao consumo, com a entrada dos salários na economia motivando a reposição ao longo da cadeia produtiva.

“Mais uma vez é válido mencionar que a carne de frango ainda dispõe de maior competitividade na comparação com as concorrentes, em especial se comparado a carne bovina”, ressalta Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00, por quilo; o dianteiro segue a R$ 17,00, por quilo; e a ponta de agulha se mantém a R$ 16,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,3376 para venda e a R$ 5,3356 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3348 e a máxima de R$ 5,3658. Na semana, valorizou 0,32%.



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Paraná deve registrar safra histórica de 46,3 mi de toneladas de grãos na temporada 24/25



O Paraná deve colher 46,3 milhões de toneladas de grãos ao final da safra 2024/2025, um recorde para o estado. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que esse número ainda depende da conclusão da colheita das culturas de inverno.

A previsão do departamento fica bem acima da safra de grãos de 23/24 (38,48 milhões de toneladas) e supera o recorde da safra 22/23 (45,48 milhões de toneladas). Esses dados fazem parte do Boletim de Safra do Deral, divulgado nesta quinta-feira (25).

De acordo com o Deral, o Paraná colheu 21 milhões de toneladas de soja no último ciclo. A produção recorde de milho (20,4 milhões toneladas) e feijão (841 mil toneladas) também colaborou para o patamar histórico desta safra. O estado ainda colheu 136 mil toneladas de arroz e 44,9 mil toneladas de café na safra 24/25.

A esses números soma-se a produção das culturas de inverno que está em andamento. Até o momento, os produtores só colheram 41% da área de trigo, com um rendimento médio de 3.258 quilos por hectare (kg/ha), contra 2.139 na safra anterior.

Lavouras de cevada

A produtividade também aumentou nas lavouras de cevada. No ciclo anterior o rendimento chegou a 3.841 kg/ha e este ano passou para 4.333 kg/ha, o que representou um salto significativo para a produção do estado.

“As últimas chuvas colaboraram para que essas produtividades pudessem ser alcançadas, ainda que tenham vindo com ventos fortes que acabaram causando acamamento em algumas lavouras”, informa o chefe da Divisão de Conjuntura do Deral, Hugo Godinho.

A previsão é que o Paraná colha 449 mil toneladas de cevada, nos 103 mil hectares cultivados. Esta área é bem superior aos 82.2 mil hectares da safra anterior. A colheita só atingiu 12% da área cultivada, mas os técnicos afirmam que, se as condições favoráveis persistirem, a safra recorde está assegurada.

O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destaca que o resultado reforça a posição do Paraná como referência mundial em produção sustentável.

“O Paraná é o supermercado sustentável do mundo, o estado que mais produz por metro quadrado e que exporta sustentabilidade e qualidade. Esse recorde da safra mostra a força do nosso agricultor, a eficiência da nossa agricultura e o compromisso do Paraná em crescer sempre com respeito ao meio ambiente”, afirma.

Previsões para safra de verão 25/26

A safra de verão 2025/26 está apenas começando. As chuvas que beneficiaram a safra de inverno também umedeceram o solo, e o plantio deve se intensificar nos próximos dias. Até o início desta semana, as culturas com maior avanço eram o milho (64%), a batata (60%) e o feijão da primeira safra (28%), concentradas principalmente na região Sul do estado.

A expectativa inicial é que o estado produza 25,7 milhões de toneladas na próxima safra de verão. A soja é a principal cultura, com uma produção estimada de 21,9 milhões de toneladas. 

“A soja estava com 13% da área plantada e como o plantio começou na região onde havia déficit hídrico, os trabalhos devem ganhar força a partir de agora. Além disso, o vazio sanitário da soja só permite o plantio da cultura mais tardiamente em algumas regiões”, explicou Edmar Gervásio, do Deral.

Na comparação nacional, o Paraná segue como o segundo principal produtor de grãos do Brasil, com 13,3% do mercado, atrás apenas do Mato Grosso (32,4%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que a estimativa da produção do Paraná cresceu 317.500 toneladas no último mês, segunda maior variação do Brasil.



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Queimadas no Cerrado ameaçam produção agropecuária


As queimadas no Cerrado trazem prejuízos para o meio ambiente, a população e setores importantes da economia, como a agropecuária. Este é o assunto do quarto e último episódio da série especial Cerrado Sem Fogo.

Em diferentes estados, agricultores relatam perdas na produção agrícola e iniciativas de prevenção têm buscado conter os danos em todo o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piuaí e Bahia).

No Tocantins, imagens impressionantes mostram lavouras que foram atingidas pelo fogo em Monte do Carmo. Caminhões-pipa e trabalhadores rurais se mobilizaram, ao mesmo tempo, animais fogem do fogo de grandes proporções.

“É um desespero total. O agro é diretamente impactado pelo fogo. Há perda da matéria orgânica do solo e quebra de até 30% na produção”, afirma o produtor rural Dari Fronza.

Capacitação no combate ao fogo

No Oeste da Bahia, pilotos agrícolas receberam treinamento para apoiar no combate aos incêndios.

“O curso de pilotos onde nós formamos mais de 50 pilotos agrícolas, ele faz parte de um conjunto de ações efetivas no sentido de preparar a região para esse momento, em que acontecem o maior número de incêndios florestais. A gente chama de frente integrada de combate aos incêndios, formadas por produtores rurais, corpo de bombeiros, defesa civil e outros órgãos ambientais, além disso, ambém faz parte dessa ação treinar pessoas, treinar brigadas”, explica Eneas Porto, gerente de sustentabilidade da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Funcionários tentam debelar incêndio em uma fazenda na região de Formosa do Rio Preto (BA) | Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Para a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM), Greice Kelly, a conscientização é essencial:

“E a gente também trabalha muito com isso, porque quando você descobre o foco do fogo, ele é mais fácil de combater no início. É importante ficarmos atentos, avisar as autoridades, comunicar os fazendeiros uns com os outros, para irem no início já combater, porque aí evita um monte de outros problemas, mas o mais importante de tudo é a conscientização.”

Além disso, Davi Schmidt, vice-presidente do Sindicado dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRLEM), também destaca que é um período crítico para agricultores e pecuaristas:

“Seja para o pecuarista ou para o agricultor, é um período muito crítico que a gente se preocupa com qualquer sinal de fumaça que está vindo”, disse.

Nesse sentindo, Schmidt alerta “que muitas vezes, ou na maioria das vezes, se não todas, começa no Cerrado. Normalmente ali na beira de estradas, onde o pessoal é mal acostumado, acaba jogando algum resíduo ou uma bituca de cigarro ou lixo mesmo e acaba gerando essa combustão.”.

Comunidades em alerta

Em Barreiras (BA), comunidades rurais também enfrentaram incêndios recentes. O produtor Rusio Silva de Souza contou que foi necessário unir esforços para conter as chamas: “Nos juntamos com sopradores e usamos fogo contra para conter. Ainda assim, o incêndio voltou com o vento.”

Em 30 dias, desde o início das gravações do Cerrado Sem Fogo, de 21 de agosto a 21 de setembro, os estados do Matopiba registraram 9.737 mil focos de queimadas. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

  • Maranhão: 4.283 focos
  • Tocantins: 2.530 focos
  • Piauí: 1.408 focos
  • Bahia: 1.516 focos
Queimadas no Cerrado ameaçam produção agropecuária, fogo, incêndios florestaisQueimadas no Cerrado ameaçam produção agropecuária, fogo, incêndios florestais
Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia

Novas resoluções

No dia primeiro de setembro deste ano, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicou a resolução COMIF 03-2025, que define critérios técnicos para prevenção e combate a incêndios em imóveis rurais.

Em outras palavras, Caroline Nóbrega, diretora da Aliança da Terra, explica os detalhes da legislação que reforça a responsabilidade coletiva:

“Essa legislação está pautada na lógica da responsabilidade coletiva frente aos incêndios florestais. Isso significa que não basta provar que não foi responsável pelo início do fogo. Mesmo que não seja responsável, um proprietário ainda pode ser autuado por omissão”, destaca Nóbrega.

Segundo ela, as novas resoluções indicam que um produtor que tenha a propriedade atingida pelo fogo, precisará provar que atuou de forma preventiva para reduzir o risco do fogo no local, destacando que atuou de forma rápida para combater o incêndio.

“A resolução COMIF 03-2025 lista uma série de medidas preventivas que em breve passarão a ser obrigatórias, desse modo,algumas exigências dependem do tamanho da propriedade, mas outras medidas preventivas passam a ser obrigatórias independente do tamanho, como, por exemplo, obrigatoriedade de receber treinamento por parte dos proprietários e dos funcionários. Em alguns casos, a elaboração de planos de manejo integrado de fogo e planos de prevenção e combate aos incêndios florestais passam a ser obrigatórias”, explica a diretora.

Responsabilidade compartilhada

Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto Costa, a sociedade também precisa colaborar.

“Você não precisa ser produtor rural para fazer a sua parte. Não coloque fogo no mato, não jogue bitucas de cigarro nas estradas ou no cerrado, não faça fogueiras, nem deixe lixos ou cacos de vidros mal acondicionados. Você também é parte da solução para os problemas das queimadas.”, destaca Zanotto.

Por fim, as ações de combate e conscientização são vistas como fundamentais para proteger o Cerrado, um dos biomas mais importantes e ameaçados do Brasil.

Episódios anteriores

Assista aos episódios anteriores da série de reportagens produzidas pelo Canal Rural Bahia:


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saiba como ficaram as cotações de soja



O mercado brasileiro de soja segue em ritmo lento, segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado. “Os preços ficaram um pouco melhores devido aos prêmios, mas como o dólar recuou, os ganhos foram limitados”, avaliou. Ele acrescenta que os produtores estão focados no plantio em regiões como Mato Grosso e Paraná, reduzindo a liquidez.

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Nos portos, a oferta se manteve baixa, a indústria atuou de forma tímida e os spreads entre compradores e vendedores continuam elevados, reforçando a falta de dinamismo. “Em resumo, tivemos uma semana de poucos negócios e preços voláteis”, concluiu Silveira.

Preços no mercado de soja:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 130,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 122,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00

Soja em Chicago

Nos contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), houve leve alta na sessão desta quinta-feira. No acumulado da semana, no entanto, as perdas predominaram devido à falta de demanda chinesa e à suspensão temporária das retenções argentinas.

Cerca de 40 carregamentos de soja argentina foram registrados para exportação em novembro e dezembro, principalmente com destino à China, afetando diretamente a temporada de comercialização dos EUA.

Conforme a Reuters, um total de 2,66 milhões de toneladas foi registrado para novembro e dezembro, correspondendo a mais de 50% das 5,1 milhões de toneladas do volume total reservado durante a janela livre de impostos. A onda de compras de importadores chineses representou um novo golpe para os produtores americanos, que ficaram de fora do mercado durante a colheita devido às tarifas da guerra comercial.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja em 1º de setembro devem ficar abaixo do número indicado pelo USDA no mesmo período de 2024, com projeção de 322 milhões de bushels, contra 342 milhões de bushels em 2024. O relatório trimestral será divulgado na terça-feira, dia 30, às 13h.

Contratos futuros

No fechamento, os contratos da soja em grão com entrega em novembro avançaram 0,14%, a US$ 10,13 3/4 por bushel, e a posição janeiro subiu 0,16%, a US$ 10,33 por bushel. O farelo de soja dezembro fechou com alta de 0,51%, a US$ 274,60 por tonelada, e o óleo de soja dezembro recuou 0,86%, a 50,19 centavos de dólar.

O dólar comercial encerrou em queda de 0,51%, cotado a R$ 5,3376 para venda e R$ 5,3356 para compra, oscilando durante o dia entre R$ 5,3348 e R$ 5,3658. Na semana, a moeda valorizou 0,32%.



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