sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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Produção de plástico reciclado cresce 7,8% em 2024, com agroindústria alcançando alta de 35%


A produção nacional de resina plástica reciclada pós-consumo (PCR) alcançou 1,012 milhão de toneladas em 2024, alta de 7,8% em relação a 2023. Os dados são do estudo anual do Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast parceria entre Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem.

A agroindústria demandou 92 mil toneladas e apresentou um crescimento de mais de 35% em relação a 2023, impulsionado por aplicações como lonas, mangueiras e embalagens de defensivos agrícolas.

O faturamento da indústria de reciclagem também subiu, alcançando, em 2024, R$ 4 bilhões, um aumento nominal de 5,8% em relação a 2023.

O setor também gerou mais empregos, totalizando 20.043 novos postos de trabalho diretos, um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. A capacidade instalada das indústrias recicladoras também teve elevação, 1,9%, chegando a 2,43 milhões de toneladas.

Segundo o levantamento, a resina PCR produzida em 2024 foi destinada principalmente aos setores de alimentos e bebidas (167 mil toneladas) e higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica (132 mil toneladas), impulsionados pela demanda por embalagens com conteúdo reciclado.

Segundo o diretor de Química Sustentável e Reciclagem da MaxiQuim, Maurício Jaroski, comparado a 2018, início do levantamento, houve uma inversão de protagonismo. Naquele ano, a construção civil era o principal destino da resina reciclada, enquanto o setor de alimentos e bebidas tinha participação menor.

“Essa mudança reflete o avanço regulatório e os compromissos de grandes marcas de consumo com a economia circular e o uso de materiais mais sustentáveis”, destaca.

Reciclagem de plástico por regiões

O levantamento mostrou ainda uma forte concentração dos processos de reciclagem de plástico nas regiões Sudeste e Sul do país, que lideram todas as etapas da cadeia, desde a geração do resíduo até a produção da resina reciclada pós-consumo (PCR). 

A Região Sudeste se destaca como a maior geradora de resíduos plásticos, com 48,1% do total (2,3 milhões de toneladas), e também como o principal polo de processamento, respondendo por 47% do consumo de resíduos pela indústria e 55,5% da produção nacional de PCR (559 mil toneladas). 

A Região Sul aparece na sequência, sendo responsável por 26% do consumo de resíduos e 26,2% da produção de PCR (266 mil toneladas). Enquanto isso, a Região Nordeste se consolida como a terceira força produtora de PCR, com 13,7% do total (139 mil toneladas) e um crescimento expressivo de 16,6% em relação a 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Setor agropecuário gera 244 mil novos postos de trabalho


O setor agropecuário brasileiro bateu novo recorde de ocupações no segundo trimestre de 2025, empregando 28,2 milhões de pessoas, de acordo com dados do Cepea/CNA. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o número de trabalhadores no agronegócio brasileiro cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior — um acréscimo de cerca de 244 mil pessoas.

Com esse avanço, o setor passou a representar 26% de todas as ocupações do mercado de trabalho nacional, que cresceu 2,3% no mesmo intervalo, segundo o estudo.

Os dados indicam que o crescimento no emprego agropecuário foi puxado principalmente pelos segmentos de insumos (+7,4%), agroindústria (+2,1%) e agrosserviços (+3,2%). Em contraste, o segmento primário — que compreende atividades como lavoura e pecuária — registrou retração de 2,6%.

O destaque vai para os agrosserviços, que absorveram mais de 325 mil novos trabalhadores, totalizando 10,5 milhões de ocupações — o maior volume já registrado na série histórica iniciada em 2012. De acordo com os pesquisadores do Cepea/CNA, esse crescimento reflete a ampliação da demanda por serviços ligados ao agronegócio, como logística, comercialização, assistência técnica e financiamento rural, além da recuperação da agroindústria.

A expansão no número de empregos no agronegócio coincide com o bom desempenho da agropecuária nacional, que deve registrar safras recordes e manter elevados níveis de abate. Esse cenário tem impulsionado setores como transporte, armazenagem, distribuição e serviços técnicos especializados, resultando na dinamização da cadeia produtiva e na elevação da ocupação nos agrosserviços.

Além disso, a recuperação econômica e o aumento da industrialização de produtos agropecuários têm gerado reflexos positivos na contratação de mão de obra, tanto nas zonas rurais quanto urbanas.

 





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Exportações de carne bovina e suína têm alta de 24%



A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou nesta segunda-feira (29) os dados de exportação do complexo carne brasileiro referente ao mês de setembro (20 dias úteis).

Em relação à proteína bovina fresca, congelada ou refrigerada, os embarques renderam US$ 1,654 bilhão no mês, com média diária de US$ 82,713 milhões.

A quantidade total chegou a 294,706 mil toneladas, o equivalente à venda de 14,735 mil toneladas por dia. Quanto ao preço médio da tonelada, os registros apontam para US$ 5.613,20.

Em relação a setembro de 2024, os dados mostram:

  • Alta de 52,9% no valor médio diário
  • Ganho de 23,6% na quantidade média diária exportada
  • Avanço de 24,4% no preço médio

Carne suína

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 328,596 milhões em setembro, com média diária de US$ 16,429 milhões.

De acordo com os dados dos 20 dias úteis de setembro computados pela Secex, a quantidade total exportada pelo país chegou a 127,329 mil toneladas, com média diária de 6,366 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2,580.7.

Em relação a setembro de 2024, nota-se:

  • Avanço de 28,2% no valor médio diário
  • Alta de 24,2% na quantidade média diária
  • Elevação de 3,3% no preço médio

Proteína de aves

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 777,258 milhões em setembro, com média diária de US$ 38,862 milhões.

Conforme a Secex, a quantidade total exportada pelo país chega a 440,502 mil toneladas, com média diária de 22,025 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.764,5.

Em relação a setembro de 2024, é possível verificar:

  • Recuo de 5,8% no valor médio diário
  • Alta de 2,5% na quantidade média diária
  • Baixa de 8% no preço médio



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Etanol sobe e gasolina passa a ser opção mais vantajosa



O preço do etanol registrou alta em setembro e perdeu competitividade em relação à gasolina, segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O biocombustível subiu 1,15% na comparação com agosto, chegando à média nacional de R$ 4,41 por litro. Esse é o maior valor desde junho.

A gasolina, por outro lado, se manteve praticamente estável, com preço médio de R$ 6,34.

Diferença entre combustíveis

A variação foi influenciada pela maior demanda e pela mudança regulatória que elevou a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%. De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, o cenário fez com que o etanol ficasse menos atrativo. “Com a alta do etanol, a gasolina acabou sendo a opção mais vantajosa para os motoristas em setembro”, afirmou.

Apesar disso, Mascarenhas lembrou que o etanol ainda tem um papel relevante no longo prazo. “O biocombustível contribui para uma mobilidade mais limpa, emitindo menos poluentes e alinhando-se às metas de descarbonização”, acrescentou.

Variações regionais

Entre as regiões, apenas o Nordeste registrou queda no preço do etanol, de 0,20%, para R$ 4,94 por litro. O Sudeste teve a maior alta, de 1,65%, mas segue com o valor mais baixo do País, a R$ 4,30. O Norte continua com a média mais elevada, de R$ 5,20.

No caso da gasolina, a estabilidade nacional esconde diferenças regionais. O Nordeste apresentou a maior queda, de 0,47%, para R$ 6,42. O Sudeste foi a única região a registrar alta, de 0,32%, alcançando média de R$ 6,21, ainda a mais barata do País. O Norte segue com o maior preço, de R$ 6,83.

Destaques por estados

Entre os estados, o etanol mais barato foi encontrado em São Paulo, a R$ 4,18, mesmo após alta de 2,20%. Já o valor mais caro foi registrado no Amazonas, a R$ 5,47. A maior variação ocorreu em Rondônia, com alta de 3,75%.

Para a gasolina, o Acre se manteve como o estado com o preço mais alto, a R$ 7,44, apesar da queda de 0,53%. O Rio de Janeiro apresentou a média mais baixa, de R$ 6,12.



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confira como fica o tempo no início de outubro



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica que, nos próximos dias, a chuva deve se concentrar principalmente na região Sul, com acumulados que podem chegar a 80 mm em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Essa condição, no entanto, pode atrapalhar os trabalhos em campo.

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Já no Sudeste e no Centro-Oeste, o cenário é de alerta, pois além da ausência de precipitações, as temperaturas voltam a superar os 40 ºC e não há expectativa de grandes mudanças pelo menos nos próximos dez dias.

O tempo no início de outubro

Entre os dias 5 e 9 de outubro, algumas pancadas de chuva começam a voltar, mas ainda de forma isolada e sem volumes suficientes para reverter o déficit hídrico. A chuva mais consistente deve começar apenas a partir do dia 10, quando os acumulados devem se concentrar principalmente no centro-sul de Mato Grosso, norte de Mato Grosso do Sul e também no estado de Goiás.

Na medida em que a primeira quinzena de outubro vai chegando ao fim, as precipitações tendem a ganhar intensidade, com acumulados próximos de 50 mm em áreas do interior de São Paulo, em grande parte do Centro-Oeste, em Rondônia e também em parte do Pará, avançando em direção ao Matopiba.

Dessa forma, a chuva realmente favorável para o avanço da semeadura só deve se consolidar mesmo no final da primeira quinzena de outubro, exigindo cautela por parte do produtor até lá.

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Produtores alcançam 95% de recuperação ao adotar medidas contra a podridão da uva



Uma ação conjunta entre a Embrapa, órgãos estaduais e prefeituras de São Paulo conseguiu recuperar 95% do cultivo de uvas niagara em propriedades do Circuito das Frutas.

Em 2024, a produção de uvas da região foi gravemente afetada por uma epidemia da doença conhecida como podridão da uva madura, causada por um fungo que dizimou lavouras inteiras.

Foi criado o plano emergencial de controle à podridão madura da uva, que selecionou propriedades rurais para aplicação de fungicidas e adoção de boas práticas recomendadas pelas equipes técnicas da Embrapa. Os produtores que seguiram 100% das orientações conseguiram índices de até 95% de recuperação da produção.

O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Lucas Garrido, explica que o cenário se agravou nos últimos anos.

“Essa doença apareceu nos vinhedos da região do Circuito das Frutas em maior intensidade nos últimos cinco anos. Já na safra de 2023, alguns produtores chegaram a ter perdas de até 100%. Muitos se desmotivaram até com a cultura da uva”, destaca.

Causas da doença

Segundo ele, a doença pode infectar mais de 600 espécies de plantas e se espalha quando práticas de manejo não são adotadas corretamente.

“Muitos produtores não retiravam os restos culturais, que são a principal fonte de inóculo de uma safra para outra, e usavam produtos que não eram recomendados. Com isso, aliado a temperaturas mais altas e chuvas concentradas, o fungo encontrou condições ideais para se espalhar”, explica.

Estratégia de combate a podridão

A estratégia adotada pela Embrapa e parceiros envolveu ajustes no manejo e recomendações de aplicação prática de produtos.

“Não adianta ter o melhor produto se ele não chegar ao alvo. Identificamos falhas na calibragem dos pulverizadores, ausência da retirada dos restos culturais e uso de produtos inadequados. A partir dessas informações, passamos a recomendar práticas como aplicações de calda bordalesa e sufocálcica no período de dormência, além de fungicidas e produtos biológicos ao longo do ciclo”, conta o pesquisador.

O plano emergencial, segundo o pesquisador, devolveu a confiança aos produtores. “As propriedades que seguiram integralmente as orientações conseguiram recuperar até 95% da produção”, afirma.



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Programa quer impulsionar uso responsável de defensivos agrícolas



É consenso entre agrônomos que o Brasil só figura entre os líderes mundiais na produção de alimentos graças ao uso de tecnologias como os defensivos agrícolas.

Diferente de países de clima temperado, que enfrentam uma ou duas safras ao ano e têm invernos rigorosos que reduzem naturalmente a incidência de pragas, o Brasil está localizado em região tropical e, com isso, cultiva praticamente o ano todo.

Isso significa também conviver com condições ideais para a proliferação contínua de insetos, fungos e doenças agrícolas. Nesse cenário, os defensivos foram decisivos para garantir produtividade e segurança alimentar.

Contudo, o professor-doutor aposentado da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Angelo Zanaga Trapé, ressalta que não se pode fechar os olhos diante do uso massivo desses produtos.

Ainda assim, faz questão de lembrar que os riscos atribuídos aos pesticidas surgem não pelo defensivo em si, mas pelo manuseio incorreto e pela falta de acompanhamento das populações mais expostas.

Por essa razão, o especialista defende a criação de um Programa Nacional de Atenção à Saúde de Populações Expostas a Pesticidas.

“Trabalhadores rurais que manuseiam os produtos, agricultores envolvidos em atividades de colheita e até mesmo familiares que vivem próximos às áreas de produção podem estar em contato com pesticidas. Isso não significa que estejam intoxicados, mas que precisam de acompanhamento adequado”, destaca Trapé.

Protocolos de monitoramento

De acordo com o professor, o maior desafio está na falta de capacitação dos profissionais de saúde e na ausência de protocolos claros de monitoramento.

“O sistema de notificação ainda é falho. Muitas vezes não se diferencia uma simples exposição de um caso real de intoxicação, o que gera distorções nos dados e prejudica a prevenção”, alerta.

Trapé sugere que o Programa envolva as seguintes iniciativas:

  • Atendimento médico especializado para identificar corretamente os casos relacionados à exposição;
  • Capacitação dos profissionais de saúde em áreas agrícolas;
  • Monitoramento periódico das populações expostas, com exames laboratoriais quando necessário;
  • Educação e conscientização sobre o uso correto e seguro dos defensivos;
  • Fortalecimento da fiscalização e do cumprimento das normas já existentes.

Defensivo é aliado da agricultura sustentável

Para o professor, a proposta não é restringir o uso de defensivos agrícolas, mas sim dar mais segurança a quem trabalha no campo e reforçar a imagem de um setor sustentável e responsável:

“Quando usados de forma adequada, com equipamentos de proteção individual e acompanhamento de saúde, os pesticidas cumprem sua função essencial sem colocar em risco o trabalhador. O programa traria mais equilíbrio e reforçaria a imagem de um agro sustentável e responsável”, considera.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Consumo de café cresce na China e país entra na mira do Brasil



Com quase dois meses após a imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o setor de café do Brasil já enxerga na China uma alternativa promissora para escoar parte da produção. Em agosto, o governo chinês habilitou 183 novas empresas brasileiras a exportar a bebida para o país asiático.

Embora o consumo de café ainda seja tímido em comparação ao de chá, tradicional na cultura chinesa, o mercado cresce 10% ao ano, com projeções de manter esse ritmo até 2030. A expansão está ligada à popularização de redes de cafeterias locais e ao aumento do consumo entre jovens.

Um exemplo da popularização do café entre os chineses é a Yunnan International Coffee Expo, feira internacional de café realizada na província de Yunnan, no sudoeste da China. Este ano, o evento reuniu 35 mil compradores profissionais.

Para Vitor Moura, diretor de marketing da Câmara Brasil-China, o páis é um mercado potencial para o café brasileiro.

“É um mercado ainda pouco explorado e com espaço enorme para o café brasileiro. Percebemos que a conscientização sobre a qualidade e variedade do nosso café ainda está em construção entre os consumidores locais, mas isso representa uma oportunidade”, disse Moura.

A província de Yunnan responde por 98% da produção de café na China, sendo que metade desse volume vem da cidade de Puer, considerada o principal polo do setor no país.

Entre os avanços recentes, Moura lembrou a assinatura de um contrato entre produtores brasileiros e a Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China e uma das maiores do mundo. “Só o Brasil tem capacidade de suprir a demanda que está surgindo aqui na China”, afirmou.



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São Paulo confirma terceira morte por ingestão de bebida adulterada com metanol



A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (29), a terceira morte decorrente da ingestão de bebida alcoólica adulterada com metanol. O óbito ocorreu em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e é investigado como parte do surto de casos de envenenamento.

O primeiro caso foi registrado na capital paulista, envolvendo um homem de aproximadamente 54 anos, que apresentou sintomas no dia 9 de setembro e morreu cerca de seis dias depois.

Já o segundo óbito ocorreu em 18 de setembro, em São Bernardo do Campo. A vítima era um homem de 48 anos, que chegou a ser transferido para hospital em São Bernardo, mas não resistiu.

Com a confirmação, sobe para três o número de mortes em São Paulo no intervalo de cerca de 25 dias, todas potencialmente associadas ao consumo de bebidas adulteradas com metanol.

Outras ocorrências e alerta das autoridades

O Ministério da Justiça, por meio do Sistema de Alerta Rápido (SAR), registrou nove casos de intoxicação por metanol no estado nas últimas semanas, um número considerado fora do padrão por concentrar muitos episódios em curto espaço de tempo.

As autoridades reforçam que a ingestão de metanol em bebidas adulteradas configura risco grave à saúde pública, podendo causar cegueira, insuficiência de órgãos e morte, mesmo em doses relativamente pequenas.

O Ministério da Justiça (MJSP) já emitiu recomendação técnica a estabelecimentos de bebidas no estado, alertando para fiscalização rigorosa de procedência, lacres, rotulagem e rastreabilidade dos produtos.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel SP) emitiu uma nota na qual adverte para o aumento dos riscos relacionados à falsificação de bebidas alcoólicas. O texto afirma que essa aduterações ocorre principalmente em produtos de alto valor agregado, como whiskys, destilados premium e cachaças, e vem se intensificando nos últimos meses.

“Estamos diante de uma questão de saúde pública e de preservação da imagem do setor de alimentação fora do lar. Bebidas adulteradas podem provocar intoxicações graves e até mortes. Além de destruir a confiança do consumidor, afetam bares e restaurantes que trabalham dentro da lei”, afirma Gabriel Pinheiro, diretor da Abrasel SP.

Prevenção

Para reduzir os riscos e proteger clientes e negócios, a Abrasel SP recomenda que os estabelecimentos sigam rigorosamente alguns cuidados:

  • Comprar apenas de fornecedores confiáveis: priorizar distribuidores legalizados e reconhecidos, que possuam sistema de distribuição próprio e seguro. Evitar compras de comerciantes ou fornecedor sem histórico sólido, principalmente quando os preços estiverem muito abaixo do mercado, pois esse pode ser um forte indicativo de adulteração, e sempre solicitar nota fiscal.
  • Fazer o descarte seguro das embalagens: garrafas vazias devem ser inutilizadas (quebradas) antes do descarte, impedindo que sejam reaproveitadas por falsificadores para enganar consumidores com produtos adulterados.

A Abrasel SP defende ainda a intensificação da fiscalização governamental, principalmente no comércio irregular.

“Os falsificadores utilizam garrafas e selos originais, o que torna quase impossível identificar a fraude apenas pela análise visual. Por isso, a atuação das autoridades precisa se concentrar em barrar a produção e distribuição antes que esses produtos cheguem ao mercado”, diz Pinheiro.



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Nova frente fria promete chuva forte, ventania e granizo; veja a previsão da semana


Uma nova frente fria se inicia a partir de domingo (5) na Região Sul, trazendo chuva forte, rajadas de vento e queda de granizo.

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Nas demais áreas do país, o tempo seco predomina. Veja a previsão do tempo entre esta segunda (29) e a próxima (6) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet):

Sul

A semana inicia com a atuação de um cavado (prolongamento de um centro de baixa pressão) que favorece pancadas de chuva que podem ser localmente fortes, acompanhadas de raios e rajadas de vento, com possibilidade de queda de granizo sobre a região. A partir de domingo (5) o deslocamento de uma frente fria também intensifica as precipitações nos três estados. Assim, são previstos acumulados acima de 60 mm em grande parte do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e extremo sul do Paraná (tons em amarelo e vermelho no mapa abaixo) e volumes de até 50 mm na porção centro-sul do Paraná (tons em verde). No sudoeste gaúcho e norte paranaense, são previstos acumulados de até 10 mm (azul e cinza).

Sudeste

mapa de chuva Inmet - 29 de set a 6 de outmapa de chuva Inmet - 29 de set a 6 de out
Foto: Reprodução

Para o Sudeste, a previsão indica ausência de chuva para a maior parte dos estados durante a semana. Volumes de até 10 mm são previstos em todo o Espírito Santo e no leste de Minas Gerais (azul e cinza no mapa). O destaque vai para a a umidade relativa do ar abaixo de 30% prevista para os próximos dias nas regiões do Triângulo Mineiro, além do norte e oeste do estado de São Paulo.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão é de tempo estável, com ausência de chuva em praticamente todos os estados (áreas em branco), exceto para o Mato Grosso do Sul, onde há previsão de pancadas de chuva isoladas, mas sem acumulados expressivos. Destaca-se, também, a previsão de umidade relativa abaixo de 30% em toda a região para os próximos dias, principalmente em Mato Grosso e no oeste do território sul-mato-grossese.

Nordeste

Em grande parte do Nordeste não há previsão de chuva, com tendência de redução da umidade relativa do ar, especialmente na porção sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, onde os valores ficam abaixo de 30%. Já na parte litorânea da região os volumes de chuva permanecem abaixo de 10 mm (tons em azul).

Norte

Para a Região Norte, áreas de instabilidade deverão se concentrar na porção oeste do Amazonas, com volumes que podem superar 60 mm (amarelo e laranja). Acumulados de chuva entre 20 e 50 mm são previstos para áreas pontuais do Amazonas, Roraima e Acre (verde). Em contraste, em grande parte do Pará, Tocantins, Amapá e Rondônia não há previsão de chuva ao longo da semana e a tendência é de redução da umidade relativa do ar, que poderá atingir níveis inferiores a 30%.



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