sexta-feira, abril 24, 2026

Autor: Redação

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confira os preços da arroba do boi neste início de semana


O mercado físico do boi gordo se depara com preços em predominante acomodação no início da semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por algumas tentativas de compra em patamares mais baixos.

“Vale destacar que as escalas de abate ainda apresentam relativo conforto. As grandes indústrias país a fora ainda contam com boa incidência de animais de parceria”.

Segundo ele, o desempenho das exportações de carne bovina são o ponto de sustentação dos preços, com crescimento importante do volume embarcado e com incremento ainda mais relevante da receita.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 302,97 — ontem: R$ 303,17
  • Goiás: R$ 287,14 — R$ 286,61
  • Minas Gerais: R$ 285,88 — R$ 285,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 318,75 — R$ 319,59
  • Mato Grosso: R$ 294,14 — R$ 293,05

Mercado atacadista

O mercado atacadista abre a semana apresentando acomodação em seus preços, com alguma expectativa em torno da demanda durante a primeira quinzena do mês, com a entrada dos salários na economia motivando a reposição entre atacado e varejo.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 17,00 por quilo; e a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 16,50.

Exportação de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,654 bilhão em setembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 82,713 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 294,706 mil toneladas, com média diária de 14,735 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.613,20.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 52,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 23,6% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,4% no preço médio.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,3212 para venda e a R$ 5,3192 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3058 e a máxima de R$ 5,3458.



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Empresa estuda cepas de Noronha para criar bioinsumos que reduzem impacto ambiental na agricultura



A Apoena Agro, empresa de biotecnologia, realizou sua segunda expedição científica de bioprospecção em Fernando de Noronha, estudando novas cepas microbianas com potencial para gerar bioinsumos que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental na agricultura.

“O arquipélago reúne condições naturais únicas e desponta como um lugar estratégico para o desenvolvimento de bioinsumos de nova geração. Na bioprospecção, estudamos ambientes naturais para encontrar microrganismos capazes de gerar novos produtos e tecnologias”, explica a líder do laboratório Apoena Agro, Paula Segura-Ramírez.

Durante a expedição, foram coletadas 47 amostras em piscinas naturais rasas, recifes e formações rochosas submersas. O objetivo é identificar microrganismos com potencial de gerar bioinsumos prontos para uso pelas indústrias do setor agrícola.

Segundo Paula Segura-Ramirez, essas soluções biológicas ajudam a melhorar a saúde do solo e controlar pragas e doenças de forma equilibrada. Atualmente, a empresa mantém um banco exclusivo com mais de 800 cepas microbianas coletadas em biomas diferentes, incluindo Amazônia e Fernando de Noronha.

“Nos próximos meses, estudaremos outros biomas brasileiros, ampliando esse acervo e acelerando o desenvolvimento de bioinsumos exclusivos. O Brasil é o país mais biodiverso do mundo e, com consciência, parcerias estratégicas e respeito às normas de conservação, podemos transformar essa biodiversidade em soluções que fortalecem a agricultura sustentável”, afirma.



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Operação Safra 2025-2026 é lançada no Oeste da Bahia



Foi lançada na manhã desta segunda-feira (29), Base Avançada do Graer, em Barreiras, no Oeste da Bahia, a 12ª edição da Operação Safra 2025-2026. A iniciativa, que envolve forças de segurança pública e instituições privadas, tem como objetivo intensificar o patrulhamento em propriedades rurais da região pelos próximos seis meses.

O trabalho operacional é feito pela Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento da Região Oeste; do Comando de Policiamento em missões especiais – CPME com a Cipe Cerrado e do Comando de Policiamento rodoviário com a CIPRv/Barreiras – Companhia de Policiamento Rodoviária.

Além disso, a supervisão é da coordenação do Comando de Policiamento da Região Oeste (CPRO), e atuação de suas unidades do orgânico: CIPT/O – Rondesp Oeste, e as 30ª, 83ª, 85ª e 86ª CIPMs, e o apoio institucional da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Resultados da última operação

De acordo com a Polícia Militar, durante o período de outubro de 2024 a março de 2025, a edição da Operação Safra registrou:

  • 15.634 abordagens
  • 8.723 visitas a propriedades rurais
  • 5 prisões em flagrante
  • 3.167 abordagens a veículos de quatro rodas
  • 2.020 abordagens a motocicletas
  • 9 armas de fogo apreendidas
  • 2,15 kg de maconha, 1,34 kg de cocaína e 21 g de crack apreendidas

As ações contemplam 11 municípios do Oeste da Bahia: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Formosa do Rio Preto, Cocos, Correntina, Coribe, Baianópolis, Jaborandi, Riachão das Neves e Santa Maria da Vitória. A área atendida alcança cerca de 500 mil pessoas.

Tecnologia e inovação

O ato solene contou com presença de autoridades locais estaduais e produtores rurais. Segundo o comandante da Região Oeste, coronel PM Soares, a operação vem passando por constantes melhorias.

“São 12 anos de operação e os índices de criminalidade na região reduziram 85%. Neste ano, cada guarnição terá acesso a internet Starlink, permitindo comunicação 24 horas, além da implantação de QR Codes nas fazendas para georreferenciamento e atuação mais eficiente das equipes”, destacou.

Já o presidente da Aiba, Moisés Schmidt, ressaltou o uso de tecnologia de vigilância.

“Estamos blindando o Oeste da Bahia com câmeras que fazem leitura facial e de placas de veículos. Informações de carros irregulares ou procurados serão repassadas diretamente à Polícia Militar, em parceria com o Governo do Estado”, afirmou.

Apoio à fiscalização agropecuária

Para o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz, a operação também reforça o trabalho de combate a crimes relacionados ao agronegócio.

“Enfrentamos casos de insumos agrícolas falsificados, contrabandeados ou roubados, além de sonegação de impostos. Criamos uma coordenação de inteligência na Adab em parceria com polícias e o Ministério da Agricultura para reduzir drasticamente esses crimes”, explicou.

Na semana passada, três homens foram presos suspeitos de furtarem soja em uma fazenda em Formosa do Rio Preto. Eles utilizavam dois caminhões que foram apreendidos pela Polícia.


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Saiba como ficaram os preços de soja na última segunda-feira de setembro



O mercado brasileiro de soja encerrou a segunda-feira (29) em ritmo lento, com poucas ofertas e preços recuando diante da combinação de dólar mais fraco e perdas na Bolsa de Chicago. De acordo com Rafael Silveira, analista da consultoria Safras & Mercado, os prêmios tiveram poucas mudanças e não compensaram as telas vermelhas de hoje.

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Segundo Silveira, os produtores seguem focados na safra nova, com atenção ao plantio em andamento no Brasil, e evitam negociar no disponível. “O mercado não vem a ofertar e também não há grande demanda pela soja, o que resume o dia em uma sessão de poucas ofertas”, explicou.

Confira os preços no fechamento de mercado:

  • Passo Fundo (RS): caiu de 131,00 para 129,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de 132,00 para 130,00
  • Cascavel (PR): caiu de 130,00 para 129,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de 126,00 para 125,00
  • Dourados (MS): manteve em 124,00
  • Rio Verde (GO): caiu de 122,00 para 121,00
  • Paranaguá (PR): caiu de 136,00 para 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de 137,00 para 135,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja recuaram na sessão desta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O avanço da colheita nos Estados Unidos e a fraca demanda por parte da China pelo produto americano pressionaram os contratos. O dia também foi de ajustes frente aos números para os estoques trimestrais em 1º de setembro, que serão divulgados amanhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição 1º de setembro deverão ficar abaixo do número indicado pelo USDA em igual período de 2024. A projeção de analistas e corretores entrevistados por agências internacionais indica estoques de 322 milhões de bushels, frente aos 342 milhões de bushels de igual período do ano passado. O relatório será divulgado nesta terça-feira, dia 30, às 13h.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,32%, a US$ 10,10 1/2 por bushel. A posição janeiro foi cotada a US$ 10,29 3/4 por bushel, queda de 3,25 centavos ou 0,31%. Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou em alta de US$ 0,80 ou 0,29%, a US$ 275,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 49,69 centavos de dólar, com perda de 0,50 centavo ou 0,99%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,3212 para venda e a R$ 5,3192 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3058 e a máxima de R$ 5,3458.



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População ocupada no agro bate recorde com mais mulheres e maior nível de instrução



A População Ocupada (PO) no agronegócio brasileiro somou 28,2 milhões de pessoas no segundo trimestre deste ano, um recorde para o período, segundo o Boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio, elaborado pelo Cepea em parceria com a CNA.

De acordo com o documento, tal comportamento representou um aumento de 0,5% em relação ao 1º trimestre deste ano (139.010 trabalhadores a mais). O desempenho foi impulsionado pelo crescimento nos segmentos primário, agrosserviços e insumos agropecuários.

Já no comparativo com o mesmo período de 2024, a População Ocupada registrou um aumento de 0,9% (244.646 trabalhadores), com aumentos observados em todos os segmentos, exceto no primário, ou seja, da porteira para dentro.

Assim, com o resultado do 2º trimestre, a participação do setor no total de empregos no país foi de 26%.

Nível de instrução da população ocupada

O boletim também mostra uma alta do número de trabalhadores dos níveis médio (3,4% ou 371.051 trabalhadores) e superior (4,5%, ou 201.987 trabalhadores) no 2º trimestre de 2025 em relação ao 2º trimestre de 2024.

No mesmo período, houve queda do número de trabalhadores sem instrução (-8,5%) e de escolaridade fundamental (-1,8%), o que evidencia a continuidade da tendência de elevação do grau de escolaridade no setor.

Já o crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho no agronegócio ocorreu a um ritmo mais acelerado do que o dos homens no comparação com 2024. Neste
período, a PO feminina aumentou 1,9% (203.093 trabalhadoras), enquanto a PO masculina registrou um crescimento de 0,2% (41.554 trabalhadores).



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Primavera traz risco de parasitas; prevenção é essencial para rebanho



A chegada da Primavera traz consigo um ambiente quente e úmido, propício à multiplicação de parasitas no rebanho, elevando o risco de doenças e perdas econômicas para o pecuarista. Moscas, carrapatos e, principalmente, os vermes internos (endoparasitas) proliferam neste período, tornando a prevenção crucial. Confira o vídeo.

Este é o momento ideal para planejar e adquirir insumos que garantam a saúde e a produtividade dos animais antes que as infestações se tornem severas. A médica veterinária Sabrina Alves, promotora técnica da Boehringer Ingelheim, informa que 95% da carga parasitária global está na pastagem e apenas 5% estão no corpo do gado.

Importância da verminose

A verminose é um mal que o pecuarista não vê, mas que pesa no bolso, com prejuízos estimados em 14 bilhões de dólares na pecuária mundial. O objetivo da vermifugação estratégica na Primavera é impedir que as larvas cheguem ao animal, prevenindo a reinfecção e os prejuízos. Para iniciar o controle, o produtor deve adotar a vermifugação estratégica, focada em manter a carga parasitária do rebanho baixa na fase de desenvolvimento das larvas na pastagem.

A Boehringer Ingelheim recomenda três vermifugações ao longo do ano: no período das águas (janeiro a abril), na seca (maio a setembro) e agora, no início da Primavera (outubro a dezembro). O especialista alerta sobre a resistência dos parasitas, que pode ser exacerbada pelo uso de subdose. Para combatê-la, é vital pesar o animal antes de ministrar qualquer vermífugo, garantindo a dosagem correta.

Fatores de risco e cuidados

Além disso, a intercalação de princípios ativos é recomendada para aumentar a eficácia dos produtos e prolongar a vida útil das moléculas disponíveis no mercado. Vários fatores de risco influenciam a vulnerabilidade do rebanho a parasitas, como a idade (animais jovens são mais suscetíveis) e a raça (zebuínos são mais resistentes do que taurinos).

É preciso ter atenção redobrada, principalmente porque o gado está saindo da seca, período em que muitos animais ficam mais debilitados. A Boehringer Ingelheim sugere a utilização de produtos como o Ivomec Gold (para animais de cria e recria) e o Ivomec 1% (indicado para a prevenção de bicheira umbilical em recém-nascidos). O uso dessas tecnologias, aliado à dosagem correta e ao controle do peso dos animais, é fundamental para garantir a produtividade na Primavera.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Produção de plástico reciclado cresce 7,8% em 2024, com agroindústria alcançando alta de 35%


A produção nacional de resina plástica reciclada pós-consumo (PCR) alcançou 1,012 milhão de toneladas em 2024, alta de 7,8% em relação a 2023. Os dados são do estudo anual do Movimento Plástico Transforma, iniciativa do PICPlast parceria entre Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Braskem.

A agroindústria demandou 92 mil toneladas e apresentou um crescimento de mais de 35% em relação a 2023, impulsionado por aplicações como lonas, mangueiras e embalagens de defensivos agrícolas.

O faturamento da indústria de reciclagem também subiu, alcançando, em 2024, R$ 4 bilhões, um aumento nominal de 5,8% em relação a 2023.

O setor também gerou mais empregos, totalizando 20.043 novos postos de trabalho diretos, um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior. A capacidade instalada das indústrias recicladoras também teve elevação, 1,9%, chegando a 2,43 milhões de toneladas.

Segundo o levantamento, a resina PCR produzida em 2024 foi destinada principalmente aos setores de alimentos e bebidas (167 mil toneladas) e higiene pessoal, cosméticos e limpeza doméstica (132 mil toneladas), impulsionados pela demanda por embalagens com conteúdo reciclado.

Segundo o diretor de Química Sustentável e Reciclagem da MaxiQuim, Maurício Jaroski, comparado a 2018, início do levantamento, houve uma inversão de protagonismo. Naquele ano, a construção civil era o principal destino da resina reciclada, enquanto o setor de alimentos e bebidas tinha participação menor.

“Essa mudança reflete o avanço regulatório e os compromissos de grandes marcas de consumo com a economia circular e o uso de materiais mais sustentáveis”, destaca.

Reciclagem de plástico por regiões

O levantamento mostrou ainda uma forte concentração dos processos de reciclagem de plástico nas regiões Sudeste e Sul do país, que lideram todas as etapas da cadeia, desde a geração do resíduo até a produção da resina reciclada pós-consumo (PCR). 

A Região Sudeste se destaca como a maior geradora de resíduos plásticos, com 48,1% do total (2,3 milhões de toneladas), e também como o principal polo de processamento, respondendo por 47% do consumo de resíduos pela indústria e 55,5% da produção nacional de PCR (559 mil toneladas). 

A Região Sul aparece na sequência, sendo responsável por 26% do consumo de resíduos e 26,2% da produção de PCR (266 mil toneladas). Enquanto isso, a Região Nordeste se consolida como a terceira força produtora de PCR, com 13,7% do total (139 mil toneladas) e um crescimento expressivo de 16,6% em relação a 2023.



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AgroNewsPolítica & Agro

Setor agropecuário gera 244 mil novos postos de trabalho


O setor agropecuário brasileiro bateu novo recorde de ocupações no segundo trimestre de 2025, empregando 28,2 milhões de pessoas, de acordo com dados do Cepea/CNA. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o número de trabalhadores no agronegócio brasileiro cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior — um acréscimo de cerca de 244 mil pessoas.

Com esse avanço, o setor passou a representar 26% de todas as ocupações do mercado de trabalho nacional, que cresceu 2,3% no mesmo intervalo, segundo o estudo.

Os dados indicam que o crescimento no emprego agropecuário foi puxado principalmente pelos segmentos de insumos (+7,4%), agroindústria (+2,1%) e agrosserviços (+3,2%). Em contraste, o segmento primário — que compreende atividades como lavoura e pecuária — registrou retração de 2,6%.

O destaque vai para os agrosserviços, que absorveram mais de 325 mil novos trabalhadores, totalizando 10,5 milhões de ocupações — o maior volume já registrado na série histórica iniciada em 2012. De acordo com os pesquisadores do Cepea/CNA, esse crescimento reflete a ampliação da demanda por serviços ligados ao agronegócio, como logística, comercialização, assistência técnica e financiamento rural, além da recuperação da agroindústria.

A expansão no número de empregos no agronegócio coincide com o bom desempenho da agropecuária nacional, que deve registrar safras recordes e manter elevados níveis de abate. Esse cenário tem impulsionado setores como transporte, armazenagem, distribuição e serviços técnicos especializados, resultando na dinamização da cadeia produtiva e na elevação da ocupação nos agrosserviços.

Além disso, a recuperação econômica e o aumento da industrialização de produtos agropecuários têm gerado reflexos positivos na contratação de mão de obra, tanto nas zonas rurais quanto urbanas.

 





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Exportações de carne bovina e suína têm alta de 24%



A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou nesta segunda-feira (29) os dados de exportação do complexo carne brasileiro referente ao mês de setembro (20 dias úteis).

Em relação à proteína bovina fresca, congelada ou refrigerada, os embarques renderam US$ 1,654 bilhão no mês, com média diária de US$ 82,713 milhões.

A quantidade total chegou a 294,706 mil toneladas, o equivalente à venda de 14,735 mil toneladas por dia. Quanto ao preço médio da tonelada, os registros apontam para US$ 5.613,20.

Em relação a setembro de 2024, os dados mostram:

  • Alta de 52,9% no valor médio diário
  • Ganho de 23,6% na quantidade média diária exportada
  • Avanço de 24,4% no preço médio

Carne suína

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 328,596 milhões em setembro, com média diária de US$ 16,429 milhões.

De acordo com os dados dos 20 dias úteis de setembro computados pela Secex, a quantidade total exportada pelo país chegou a 127,329 mil toneladas, com média diária de 6,366 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2,580.7.

Em relação a setembro de 2024, nota-se:

  • Avanço de 28,2% no valor médio diário
  • Alta de 24,2% na quantidade média diária
  • Elevação de 3,3% no preço médio

Proteína de aves

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 777,258 milhões em setembro, com média diária de US$ 38,862 milhões.

Conforme a Secex, a quantidade total exportada pelo país chega a 440,502 mil toneladas, com média diária de 22,025 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.764,5.

Em relação a setembro de 2024, é possível verificar:

  • Recuo de 5,8% no valor médio diário
  • Alta de 2,5% na quantidade média diária
  • Baixa de 8% no preço médio



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Etanol sobe e gasolina passa a ser opção mais vantajosa



O preço do etanol registrou alta em setembro e perdeu competitividade em relação à gasolina, segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O biocombustível subiu 1,15% na comparação com agosto, chegando à média nacional de R$ 4,41 por litro. Esse é o maior valor desde junho.

A gasolina, por outro lado, se manteve praticamente estável, com preço médio de R$ 6,34.

Diferença entre combustíveis

A variação foi influenciada pela maior demanda e pela mudança regulatória que elevou a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%. De acordo com Renato Mascarenhas, diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, o cenário fez com que o etanol ficasse menos atrativo. “Com a alta do etanol, a gasolina acabou sendo a opção mais vantajosa para os motoristas em setembro”, afirmou.

Apesar disso, Mascarenhas lembrou que o etanol ainda tem um papel relevante no longo prazo. “O biocombustível contribui para uma mobilidade mais limpa, emitindo menos poluentes e alinhando-se às metas de descarbonização”, acrescentou.

Variações regionais

Entre as regiões, apenas o Nordeste registrou queda no preço do etanol, de 0,20%, para R$ 4,94 por litro. O Sudeste teve a maior alta, de 1,65%, mas segue com o valor mais baixo do País, a R$ 4,30. O Norte continua com a média mais elevada, de R$ 5,20.

No caso da gasolina, a estabilidade nacional esconde diferenças regionais. O Nordeste apresentou a maior queda, de 0,47%, para R$ 6,42. O Sudeste foi a única região a registrar alta, de 0,32%, alcançando média de R$ 6,21, ainda a mais barata do País. O Norte segue com o maior preço, de R$ 6,83.

Destaques por estados

Entre os estados, o etanol mais barato foi encontrado em São Paulo, a R$ 4,18, mesmo após alta de 2,20%. Já o valor mais caro foi registrado no Amazonas, a R$ 5,47. A maior variação ocorreu em Rondônia, com alta de 3,75%.

Para a gasolina, o Acre se manteve como o estado com o preço mais alto, a R$ 7,44, apesar da queda de 0,53%. O Rio de Janeiro apresentou a média mais baixa, de R$ 6,12.



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