quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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Campanha de sazonalidade da uva reforça qualidade



“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva”


“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva"
“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva” – Foto: Arquivo Agrolink

A International Fresh Produce Association (IFPA) iniciou no varejo brasileiro sua campanha de sazonalidade da uva, com o objetivo de ampliar a presença da fruta no dia a dia dos consumidores. A ação busca destacar atributos nutricionais, qualidade e versatilidade da uva, aproveitando o momento de safra para impulsionar vendas e fortalecer a cadeia produtiva.

Segundo a entidade, a iniciativa é estratégica para consolidar a fruta no mercado nacional, reforçando sua imagem junto ao consumidor e estimulando diferentes formas de consumo. Campanhas desse tipo também são vistas como fundamentais para gerar valor a produtores e distribuidores, além de incentivar o consumo regular da fruta.

No campo, a safra de 2025 vem apresentando condições favoráveis, com clima mais adequado em comparação a 2024 e qualidade considerada elevada. Apesar da tarifa aplicada às vendas para os Estados Unidos, o mercado segue aquecido, com boas expectativas para exportações à Europa e outros continentes, além de preços competitivos no mercado interno.

Com esse cenário, a campanha da IFPA reforça a relevância da uva como produto de destaque na fruticultura brasileira. A estratégia busca não apenas estimular o consumo no país, mas também valorizar a produção nacional e ampliar oportunidades para toda a cadeia do setor.

“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva, reforçando que a fruta está com qualidade e preços excelentes e deve fazer parte da rotina alimentar. Campanhas de sazonalidade são fundamentais para movimentar o mercado, gerar valor para produtores e distribuidores e, ao mesmo tempo, inspirar os consumidores a redescobrirem a uva em diferentes formas de consumo”, conclui.

 





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‘Precisamos de política de seguro rural sólida para o produtor’, diz Tereza Cristina



O segundo painel da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, evento realizado na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), discutiu os caminhos e perspectivas do agronegócio brasileiro. Participaram Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura; Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; e o deputado federal Rodolfo Nogueira.

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Tereza Cristina destacou a importância de políticas estruturantes para fortalecer o setor, como a regularização das terras de fronteira e a ampliação do seguro rural. ”Acabamos de aprovar a regularização das terras de fronteira. Agora, precisamos avançar em uma política de seguro rural sólida, que traga mais segurança e reduza os juros. O governo gasta cerca de R$ 9 bilhões com o Proagro para atender pequenos produtores. Se esses recursos fossem direcionados de forma estruturada ao seguro rural, o impacto seria muito maior”, afirmou.

Fabrício Rosa apresentou Maurício Buffon como “símbolo do agricultor brasileiro”, destacando sua vivência prática e representatividade no campo. Buffon reforçou a necessidade de políticas mais eficazes para crédito, segurança jurídica e fortalecimento da produção. ”Sabemos onde está doendo para o produtor. A falta de crédito e de um seguro rural eficiente são entraves reais. Hoje, o Plano Safra não rodou e há linhas com 92% menos recursos do que no ano passado. Sem crédito e sem segurança jurídica, o produtor fica sem condições de avançar”, alertou.

Ele destacou ainda o impacto positivo de legislações recentes, como a Lei dos Bioinsumos, que permitiu a produção OnFarm, e defendeu a aprovação de uma nova lei de defensivos agrícolas. ”Se tivéssemos um seguro rural funcionando corretamente, não estaríamos falando em endividamento. Nos Estados Unidos, 89% dos produtores de soja têm seguro. Aqui, o produtor sofre com o clima e não tem essa proteção”, disse.

Tereza Cristina complementou lembrando que, enquanto os Estados Unidos destinaram US$ 60 bilhões ao seguro rural neste ano, o Brasil investiu apenas R$ 467 milhões. ”Passamos os EUA em produção de soja, mas o governo ainda acha que R$ 1 bilhão é suficiente. O setor precisa de previsibilidade e compromisso com o que foi combinado”, afirmou.

Fabrício Rosa acrescentou que o crédito rural atual não atende às necessidades do setor. ”Todo o agro está sendo asfixiado por uma linha de crédito incompatível com a realidade de produção”, avaliou.

O deputado federal Rodolfo Nogueira reforçou a urgência de políticas públicas para tornar o seguro rural mais acessível e eficiente. ”Se tivéssemos um seguro rural estruturado, não estaríamos debatendo endividamento. Precisamos baratear o seguro, como acontece nos EUA. O produtor rural precisa de estabilidade para continuar produzindo”, afirmou.

Nogueira também destacou que o endividamento rural é hoje um dos principais desafios dos produtores do Mato Grosso do Sul, agravado pelas estiagens. ”O Brasil tem tudo para ser o celeiro de alimentos do mundo. Temos clima favorável, solo fértil e um povo trabalhador. Podemos contribuir muito mais para a segurança alimentar global. Não vamos desistir da nossa missão”, reforçou.

Encerrando o painel, Tereza Cristina chamou atenção para o novo cenário global de comércio.
“O mundo não é mais o mesmo de seis meses atrás. Vivemos um novo normal nas relações comerciais, com o avanço de tarifas e barreiras. Precisamos estar atentos e articulados como setor para enfrentar esses desafios”, concluiu.



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Nova portaria do Ministério do Turismo facilita cadastro de produtores rurais no Cadastur



O Ministério do Turismo publicou uma portaria que permite o cadastramento de produtores rurais e agricultores familiares como pessoas físicas no Cadastur, sistema oficial de cadastro de prestadores de serviços turísticos no Brasil. A medida garante segurança jurídica para que trabalhadores do campo possam oferecer experiências turísticas sem perder sua condição original, além de ampliar o acesso a políticas de apoio, crédito e promoção do setor.

Segundo a pasta, a formalização é considerada essencial para dar visibilidade a pequenos empreendimentos rurais e inserir esses negócios no mercado de turismo de forma estruturada. Dois exemplos de sucesso reforçam esse movimento: um no Pará, na Amazônia Atlântica, e outro no interior de São Paulo, na Mata Atlântica.

Amazônia: o bacuri como atrativo turístico

No Pará, a empresária Hortência Osaqui transformou a fazenda herdada do pai em um polo de turismo de experiência, unindo bioeconomia e gastronomia. A propriedade, que trabalha com manejo sustentável do bacuri, fruta típica da região, passou a receber visitantes interessados em conhecer todo o processo produtivo, da floresta à fabricação de geleias e licores premiados.

“Encontramos no turismo um pilar do nosso projeto de desenvolvimento sustentável. Era preciso mostrar ao visitante como uma família consegue viver da biodiversidade local”, conta Hortência.

A iniciativa cresceu e deu origem à Rota Amazônia Atlântica, o primeiro roteiro de turismo rural da Amazônia validado pelo Ministério do Turismo. O projeto reúne outros produtores da região e fortalece a economia local.

Para a empresária, a nova portaria é fundamental para expandir esse modelo. “É importante que o produtor rural, como pessoa física, possa acessar o mercado turístico. O turismo é coletivo, é transversal. A informação precisa chegar à base”, afirma.

São Paulo: a palmitoterapia que salva a Mata Atlântica

Em Iporanga (SP) no coração da Mata Atlântica, a empreendedora Gabriela Rodrigues criou a Palmitolândia, projeto que alia preservação ambiental, inovação gastronômica e turismo rural. A fazenda substituiu o cultivo do palmito Juçara, espécie nativa e ameaçada de extinção, pelo palmito Pupunha, que pode ser colhido sem destruir a planta.

Com criatividade, Gabriela e sua mãe passaram a desenvolver pratos inusitados, como brigadeiro, cerveja e nhoque de palmito, o que atraiu turistas de diferentes perfis: ecoturistas, famílias, veganos e até pessoas que inicialmente não gostavam do alimento.

A regularização foi decisiva para o crescimento. O empreendimento conquistou o Selo de Qualidade em Turismo do Sebrae, aumentou a procura por visitantes e entrou na rota de agências de viagem. “O Cadastur é uma vitrine que nos permite ver e ser vistos no mundo. O turismo transforma vidas, cidades e realidades inteiras, mas isso só é possível com regras claras e formalização”, ressalta Gabriela.

Formalização como caminho

Com a portaria, o Ministério do Turismo reforça que pequenos produtores terão mais condições de competir em pé de igualdade com outros segmentos do setor. O cadastramento no Cadastur não apenas amplia a visibilidade dos empreendimentos, mas também dá acesso a políticas públicas, linhas de crédito e oportunidades de promoção no Brasil e no exterior.



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o hedge natural da soja e do milho



Tradicionalmente, soja e milho no Brasil seguiam quase à risca os movimentos das bolsas internacionais e do câmbio. Um dólar fraco ou um ciclo de preços deprimidos em Chicago se traduziam em pressão imediata sobre os preços internos. Esse quadro começa a mudar com o avanço dos biocombustíveis: o biodiesel, puxado pelo óleo de soja, e o etanol de milho, que se consolidou como peça central no Centro-Oeste.

Desde 1º de agosto de 2025, o país opera com B15 no diesel e E30 na gasolina. Na prática, trata-se de um volume adicional de consumo que não depende da exportação nem da taxa de câmbio, um piso estrutural de demanda para os grãos.

O etanol de milho já responde por cerca de 23% do etanol nacional, com produção de 8,2 bilhões de litros em 2024/25 e projeção de 10 bilhões em 2025/26. Isso significa a transformação de mais de 17 milhões de toneladas de milho em combustível. E o movimento não para: os investimentos privados, FS, Inpasa, Amaggi, Cargill, ampliam capacidade, enquanto a BP comprou a fatia da Bunge em bioenergia, reforçando o apetite internacional pelo setor.

Além do combustível, o coproduto DDG (farelo proteico) ganhou ainda mais valor com a abertura da exportação para a China, agregando receita às usinas e reforçando a resiliência econômica do modelo.

No caso da soja, o óleo virou protagonista. A Abiove projeta que o biodiesel consumirá 6,87 milhões de toneladas de óleo de soja em 2025, alta de 10% em relação ao ano anterior. Esse movimento já pressiona o mercado doméstico e reduz a dependência das exportações.

A experiência dos Estados Unidos é ilustrativa: o avanço do diesel renovável fez com que mais da metade do óleo de soja americano fosse absorvido por biocombustíveis, deslocando exportações e sustentando preços internos mesmo em ciclos de safra cheia. O Brasil começa a replicar esse padrão.

Com o cenário internacional projetando dólar desvalorizado e commodities em baixa, a tendência seria de pressão sobre os preços recebidos pelo produtor. Mas os mandatos internos (B15 e E30) e a capacidade instalada em biocombustíveis funcionam como hedge natural:

  • Demanda inelástica garante compradores locais.
  • Redução do basis negativo nos estados produtores.
  • Estabilidade maior na receita em relação à dependência exclusiva da exportação.
  • Em outras palavras: mesmo que Chicago caia e o câmbio perca força, há demanda doméstica assegurada, com prêmios regionais mais firmes.

O amortecedor não é perfeito. Em fevereiro de 2025, por exemplo, o governo segurou a mistura em B14 para conter pressões inflacionárias — prova de que a política pode oscilar. Além disso, o aumento do esmagamento de soja para atender o biodiesel tende a baratear o farelo, afetando margens da proteína animal. E, claro, custos logísticos e de energia ainda pesam sobre a competitividade de algumas regiões.

Os investimentos privados em etanol de milho e biodiesel, somados ao aumento dos mandatos de mistura, estão mudando a dinâmica de precificação da soja e do milho no Brasil. A bioenergia passa a funcionar como um seguro de mercado: cria demanda cativa, gera novos produtos de valor e reduz a dependência das flutuações internacionais.

Para o produtor, isso significa que o próximo ciclo pode ser menos doloroso mesmo em um cenário de dólar fraco e preços internacionais em queda. O agro brasileiro passa a ter no combustível verde um aliado estratégico, capaz de segurar parte da volatilidade global.



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custos caem, mas ainda seguem em nível elevado



Os custos da atividade de confinamento bovino recuaram ao longo do segundo e do terceiro trimestres de 2025, puxados principalmente pela queda nos preços dos insumos da dieta dos animais. O levantamento é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Tortuga/DSM.

Desde abril, os gastos com alimentação e suplementação vêm caindo de forma consecutiva. No acumulado até agosto, a retração foi de 15,5%, aliviando parte da pressão sobre o pecuarista.

Boi magro tem pouca variação

O custo do boi magro, que representa a maior parcela no índice de confinamento, teve poucas alterações no período. Nesse sentido, a queda mais relevante foi registrada apenas em agosto.

Inflação do confinamento

No balanço geral, a inflação dos custos de confinamento recuou 7,6% de março para agosto. Mesmo com a desaceleração, o índice permanece em um dos níveis mais altos da série histórica, iniciada em 2018.

Boi gordo em queda atípica

Enquanto os custos desaceleraram, os preços do boi gordo encerraram setembro em queda, em movimento considerado atípico para o período. Tradicionalmente, o mês é marcado por oferta apertada de animais para abate e por cotações mais firmes.

Em 2025, no entanto, confinadores reforçaram os lotes desde o início do ano, e as entregas programadas para setembro foram suficientes para atender tanto a demanda interna quanto a externa, que segue aquecida. Com isso, as escalas de abate foram alongadas e os preços recuaram.

O Cepea aponta que, dentre as praças pesquisadas, a maior queda ocorreu em Cuiabá (MT), onde a arroba perdeu 4,5% em setembro. Em São Paulo, o Indicador Cepea/Esalq caiu 2,1%, fechando o mês a R$ 304,10.



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Avião da FAB usado por Lula em viagem a Belém apresenta falha



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisou trocar de aeronave antes de decolar de Belém (PA) com destino a Breves, no Arquipélago do Marajó, no Pará, na manhã da quinta-feira (2).

De acordo com nota do Palácio do Planalto, inicialmente, o trajeto seria feito em um C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira (FAB), que não integra a frota presidencial, mas foi escolhido por ser adequado às condições da pista no município de destino. O avião é usado com frequência para transporte de tropas e cargas, além do deslocamento do presidente quando é necessário pousar em pistas curtas.

Ainda em solo, durante os procedimentos de acionamento dos motores, foi identificado um problema técnico-operacional na aeronave. Por precaução e seguindo protocolos de segurança, a FAB optou por utilizar uma aeronave reserva (sempre disponível nas missões presidenciais). O modelo utilizado foi um C-97 Brasília.

A nota enfatiza que o voo foi realizado normalmente e que o presidente cumpriu toda a agenda prevista em Breves em segurança e sem alterações no roteiro.

Lula diz que foi a igreja agradecer

Em entrevista para a TV Liberal, afiliada da Globo no Pará, nesta sexta-feira (3), Lula afirmou fez uma visita à Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém, após o episódio.
“Ontem eu fui na matriz, eu fui agradecer à Nossa Senhora de Nazaré, porque ontem aconteceu um outro problema comigo no avião”, contou o presidente.

Em outubro do ano passado, no México, Lula também enfrentou problemas com avião. Depois da aeronave que ele e a comitiva ocupavam apresentar falhas técnicas, precisou voar em círculos por aproximadamente cinco horas. O objetivo era queimar combustível antes de aterrissar.



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‘Produtor tem papel central na transição energética brasileira’, aponta diretor da Ubrabio



Durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja, realizada nesta sexta-feira (3), o painel “Oportunidades dos Biocombustíveis e Oportunidades para a Soja do MS” reuniu Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio, e Arthur Falcette, secretário adjunto da Semadesc. O debate abordou o papel da soja na transição energética e na produção de biocombustíveis, destacando as novas oportunidades de mercado e o potencial de valorização da cadeia produtiva.

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Segundo Donizete Tokarski, a soja é um dos grandes pilares que fazem da agricultura brasileira um exemplo de transformação e eficiência. ”O produtor de soja não produz apenas alimento. Ele produz alimento e energia. O biodiesel é um combustível que segue rígidos padrões de qualidade, reduz emissões de gases poluentes e melhora a eficiência energética do país. Além disso, sua cadeia está diretamente ligada à geração de empregos, renda e desenvolvimento regional”, destacou.

Tokarski reforça que o biodiesel derivado da soja é parte essencial de uma produção mais sustentável e estratégica. ”Não existe carne mais descarbonizada do que a produzida no Brasil. O biodiesel, a partir da soja, fortalece essa lógica. Do grão ao farelo, agregamos valor à produção e fortalecemos a economia local. É importante que o produtor reconheça que ele tem um papel central na transição energética brasileira”, apontou.

Já Arthur Falcette destacou o protagonismo de Mato Grosso do Sul. ”Hoje, as discussões geopolíticas do mundo giram em torno da transição energética e o estado tem se posicionado de forma estratégica. Quando falamos em combustível do futuro, estamos falando em manter os padrões de qualidade e, ao mesmo tempo, fortalecer os sistemas produtivos. Tudo está conectado”, explicou.

Falcette lembrou que o Brasil tem metas ambiciosas para ampliar o uso de biocombustíveis. ”Estamos numa trajetória que leva o biodiesel de 15% para 20%, podendo chegar a 25%, e o etanol deve alcançar 30% na mistura com a gasolina. É um movimento que vai exigir planejamento e integração entre as cadeias produtivas do agro”, ressaltou.

Questionado sobre a suposta competição entre a produção de biocombustíveis e a de alimentos, Tokarski rebateu: ”De jeito nenhum. Essa narrativa existe na Europa, onde há limitações de terra e clima. No Brasil, é diferente. Produzimos duas ou três safras por ano, o que nos permite atender tanto a demanda alimentar quanto a energética.”

Falcette reforçou que o Mato Grosso do Sul está preparado para esse novo cenário. ”É fundamental enxergar essa cadeia de forma integrada, do biodiesel ao etanol e ao biometano. Nossa capacidade de produzir várias safras e conectar essas cadeias será o diferencial competitivo do MS. Quanto maior for nossa demanda interna por biocombustíveis, mais estabilidade teremos no mercado e nos preços”, comentou no painel.

Tokarski finalizou destacando que o aumento do consumo de biocombustíveis traz benefícios diretos à economia e à sociedade. ”O crescimento dos biocombustíveis representa o aumento do uso da nossa principal matéria-prima, a soja. Essa expansão precisa ser compreendida e valorizada pela sociedade. O Brasil ainda depende de cerca de 20% de diesel fóssil importado. Ele reforçou, ainda, que é essencial valorizar o que é produzido no território nacional.

Nas considerações finais, Donizete destacou o simbolismo do evento. ”Hoje é um dia espetacular e histórico. Estamos lançando a semente do futuro sustentável do Brasil, que une tecnologia, produtividade e governança no campo. É a demonstração da força da nossa agropecuária e da capacidade de desenvolvimento regional que temos”, afirmou.

Arthur Falcette também chamou atenção para a dimensão estratégica dos biocombustíveis. ”Estamos diante de uma onda muito forte, que não vai retroceder. Se olharmos para Mato Grosso do Sul, produzimos mais de 20 milhões de metros cúbicos de etanol, metade disso de milho, e há poucos anos não tínhamos nada. Essa transformação é resultado de uma construção estratégica que o agro brasileiro soube abraçar”, observou.

Ele ressaltou que o produtor rural precisa enxergar o tema de forma mais ampla. O secretário alertou que, muitas vezes, na propriedade rural, os produtores ficam presos à rotina operacional e deixam de olhar para o contexto maior. Essa é uma discussão que precisa estar próxima do produtor, porque se há um agro capaz de absorver essa agenda, é o agro brasileiro.

Falcette falou sobre a importância da segurança jurídica e da atuação ativa do setor.
“Precisamos acompanhar esse processo de perto. Se ficarmos distantes, seremos apenas passageiros. O Brasil deve ser protagonista e mostrar ao mundo como lidar com as questões da segurança alimentar e da transição energética. Quem quiser conversar sobre isso terá que sentar à mesa com o Brasil”, finalizou.



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Chuva no fim de setembro favorece florada dos citros



A chuva nas principais regiões do cinturão citrícola na semana passada ajudou na indução de flores em alguns talhões. Isso é o que mostram os levantamentos do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea).

Pesquisadores do instituto alertam, contudo, que o volume e a constância das chuvas ainda não compensaram o déficit hídrico registrado na maioria das praças. 

Ressalta-se que esse é um momento crucial para definição do potencial produtivo da safra seguinte. Não há previsão de chuvas expressivas para a região citrícola de São Paulo e do Triângulo Mineiro nos próximos dias, apenas de tempo quente.

Pesquisadores do Cepea indicam que este contexto coloca o recém-iniciado período de floração em uma situação de risco.

A preocupação dos agentes do setor consultados pelo Cepea é que, diante do baixo volume de chuva e de dias bastante quentes, o pagamento seja prejudicado, levando a uma alta queda de flores, o que, consequentemente, atrapalha a safra de primeira florada do ano que vem, assim como já aconteceu em 2025.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Diferença de preços entre os ovos branco e vermelho é a menor desde 2024



A diferença entre os preços dos ovos tipos extra brancos e vermelhos, recuou em setembro atingindo o menor patamar desde 2024. Isso é o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Vale lembrar que esse cenário é visto após os preços das duas variedades de ovos terem alcançado uma diferença recorde em março deste ano. Desde então, a diferença entre os valores das duas variedades tem recuado de forma contínua. 

Segundo pesquisadores do Cepea, o estreitamento gradual entre as duas variedades de ovos reflete o aumento da oferta no mercado doméstico ao longo dos últimos meses, que pressionou as cotações da proteína. 

Dados do instituto mostram que, entre julho e setembro, o preço dos ovos brancos tipo extra, a retirar (FOB) em Santa Maria de Jetibá, caiu 14% em relação ao trimestre anterior, em termos reais (dados deflacionados pelo IGD-DI de agosto/25). 

Ainda assim, a retração na média trimestral dos ovos vermelhos foi ainda mais intensa, de 18% (também em termos reais).

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Indústria brasileira cresce 0,8% em agosto, aponta IBGE



A indústria brasileira registrou alta de 0,8% em agosto em relação a julho, já descontados os efeitos sazonais. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado superou as expectativas de analistas, que projetavam avanço de até 0,3% no período.

Comparações anuais e acumulado

Na comparação com agosto de 2024, o setor industrial apresentou queda de 0,7%. Ainda assim, no acumulado de 2025, a produção cresceu 0,9%. Já no recorte de 12 meses, houve expansão de 1,6%, resultado inferior ao aumento de 1,9% verificado até julho.

Economistas avaliam que o desempenho mostra resiliência da indústria, mesmo diante de um cenário de juros elevados e demanda enfraquecida em alguns segmentos. Segundo o IBGE, parte da recuperação recente está ligada ao desempenho da produção de bens intermediários e da indústria extrativa.

Distância dos níveis recordes

Apesar do crescimento, a indústria brasileira ainda opera bem abaixo dos picos históricos. Em agosto, a produção estava 14,4% abaixo do nível mais alto da série, alcançado em maio de 2011.

O recuo é ainda mais expressivo em alguns segmentos. A fabricação de bens de capital, que reflete investimentos em máquinas e equipamentos, está 29,8% aquém do recorde de setembro de 2013. Já os bens de consumo duráveis, como veículos e eletrodomésticos, operam 31,2% abaixo do auge de junho de 2013.

Os bens intermediários, insumos usados em diferentes cadeias produtivas, estão 10,6% abaixo do pico de 2011. No caso dos bens semiduráveis e não duráveis, como vestuário e alimentos, o nível de produção segue 14,3% inferior ao registrado em junho de 2013.

Especialistas destacam que a recuperação plena da indústria depende de maior dinamismo da economia doméstica e de avanços no ambiente de negócios, fatores que podem estimular investimentos e elevar a produtividade do setor.



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