quarta-feira, abril 22, 2026

Autor: Redação

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Exportação mundial de café registra queda de quase 4%



A exportação mundial de café alcançou 11,35 milhões de sacas de 60 kg em agosto, o 11º mês da safra 2024/25. O volume corresponde a uma redução de 3,73% na comparação com o mesmo mês do ano passado (11,79 milhões de sacas). Os números fazem parte de relatório mensal da Organização Internacional do Café (OIC).

Divulgado nesta sexta-feira (3), o relatório aponta que no acumulado dos 11 meses do ano comercial, os embarques somaram 127,92 milhões de sacas, alta de 0,2% ante igual período do ciclo 2023/24, quando totalizaram 127,68 milhões de sacas.

Nos 12 meses encerrados em agosto de 2025, a exportação de arábica totalizou 84,77 milhões de sacas, ante 83,62 milhões de sacas em igual período do ano anterior, aumento de 1,38%. Por outro lado, o embarque de robusta aumentou 2,35% na mesma comparação, de 53,19 milhões para 54,44 milhões de sacas.



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Governo Federal e estado de SP recorrem a antídotos contra metanol para conter intoxicações



O aumento dos casos de intoxicação por metanol levou o governo federal e o estado de São Paulo a intensificarem esforços emergenciais para ampliar o acesso a antídotos. A estratégia abrange desde a compra nacional de estoques até a distribuição direta a hospitais no interior paulista.

O governo de São Paulo já liberou 2.500 ampolas de antídoto contra metanol para abastecer unidades de saúde na capital e no interior. Os lotes foram enviados para hospitais de referência em cidades como São Paulo, Ribeirão Preto e Campinas.

O secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, destacou que “as primeiras horas após a ingestão de bebida alcoólica contaminada são decisivas para salvar vidas” e que o estado está preparado com o estoque do antídoto.

São Paulo também ampliará a distribuição em todo o estado: mais 2.000 novas ampolas de álcool etílico absoluto começarão a ser encaminhadas a hospitais de referência, além das 500 unidades já em circulação.

Governo federal vai comprar 150 mil antídotos

O Ministério da Saúde anunciou a aquisição emergencial de 150 mil ampolas de etanol farmacêutico para fortalecer a rede estadual e municipal no tratamento de vítimas de intoxicação por metanol. Além disso, o governo visa importar fomepizol, outro antídoto utilizado em casos graves de intoxicação, por meio de parcerias com fornecedores e agências internacionais.

Na rede federal e em hospitais universitários, já existe um estoque estratégico de 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. Também foi aberta chamada pública pela Anvisa para identificar fornecedores globais de fomepizol.

Casos suspeitos

Até 2 de outubro, o Brasil registrou 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol, com 11 confirmados laboratorialmente e pelo menos uma morte em São Paulo. Em São Paulo, já há 59 notificações envolvidas na investigação.

O surto tem sido associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol. A resposta emergencial é vista como essencial por autoridades de saúde para garantir tratamento rápido e reduzir risco de sequelas graves ou fatalidades.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado da soja opera em meio a incertezas


De acordo com dados divulgados pela Hedgepoint Global Markets, setembro foi marcado por movimentos relevantes no cenário internacional da soja e de óleos vegetais. A redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos reforçou a percepção de início de um ciclo de afrouxamento monetário, em resposta ao desaquecimento da economia. Esse corte reduziu o diferencial de juros frente ao Brasil, valorizou o real e trouxe impactos à competitividade do agronegócio no comércio externo.

No mercado global, a ausência de acordo comercial entre Estados Unidos e China mantém tarifas sobre produtos agrícolas americanos, o que reduz a atratividade da soja norte-americana. Essa lacuna tem sido preenchida pelo Brasil, e também pela Argentina, que ganhou espaço com estímulos fiscais recentes.

No campo climático, a transição para o fenômeno La Niña surge como fator de risco. O padrão pode provocar seca no sul do Brasil e da Argentina entre outubro e dezembro, aumentando a volatilidade no chamado mercado climático da América do Sul.

Segundo as informações, o setor de soja opera em meio a incertezas. Entre os fatores de sustentação estão a demanda por biocombustíveis e a menor safra nos Estados Unidos. Por outro lado, a pressão vem de estoques elevados na China e da ampla oferta na América do Sul.

A China mantém estoques de 43 a 44 milhões de toneladas, suficientes para quase três meses de consumo interno. A expectativa é de importações de 106,5 milhões de toneladas na temporada 2024/25 e 112 milhões em 2025/26. O Brasil segue como principal fornecedor, enquanto os Estados Unidos perdem espaço devido às tarifas e a Argentina aproveita sua vantagem fiscal temporária.

Nos Estados Unidos, a safra 2025/26 deve alcançar 117 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior, diante da redução da área plantada. A colheita avança em ritmo normal, mas as condições de lavouras têm piorado. As exportações seguem lentas, pressionadas pela ausência da China, enquanto o consumo interno de óleo de soja para biocombustíveis se fortalece.

O Brasil consolidou a liderança no mercado internacional, com estimativa de produção de 171,6 milhões de toneladas em 2024/25 e projeção de 178 milhões para 2025/26. As exportações devem alcançar 109 milhões de toneladas nesta temporada e 112 milhões no próximo ciclo. A política de biocombustíveis, com a mistura B15 em vigor, sustenta parte da demanda doméstica, mas as margens de esmagamento recuaram.

Na Argentina, a produção de soja em 2025/26 está estimada em 48,5 milhões de toneladas, abaixo do ciclo anterior. O país ganhou espaço nas exportações com o corte temporário de impostos, registrando volumes atípicos de vendas no curto período de isenção. A perspectiva é de expansão no esmagamento e manutenção da liderança no mercado de farelo e derivados.

No setor de óleo de palma, Indonésia e Malásia projetam crescimento da produção em 2025/26. As exportações da Indonésia devem atingir 24 milhões de toneladas, enquanto a Malásia deve embarcar 16 milhões. A Índia, principal importadora mundial, deve ampliar suas compras para 8,7 milhões de toneladas, favorecida pela redução de tarifas. O diferencial de preços em relação ao óleo de soja devolveu competitividade ao produto da palma, fortalecendo sua recuperação.





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soja e milho enfrentam incertezas sem dados do USDA



Os contratos futuros da soja e do milho operavam com forte volatilidade nesta sexta-feira (3) na Bolsa de Chicago. Entre os motivos para as oscilações está o avanço na colheita nos Estados Unidos. Além disso, há a expectativa da retomada nas negociações comerciais do país com a China.

A ausência de dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) devido à paralisação parcial do governo norte-americano também adiciona cautela e volatilidade no mercado. O chamado “shutdown” na economia dos Estados Unidos ocorre por causa da falta de acordo entre executivo e legislativo. Ambos discordam do orçamento para 2026.

Sem o USDA, qual o foco do mercado?

Marcos Araújo, analista da Agrinvest Commodities, explica que os Estados Unidos são considerados o celeiro do mundo. Porém, a falta dos números do USDA deixa o mercado carente de informações. “O USDA é uma das principais fontes de informação do mercado de commodities agrícolas. É de lá que saem os relatórios de oferta e demanda, de vendas e exportações, além do acompanhamento do progresso da colheita norte-americana”, diz.

Diante disso, Araújo alerta para a expectativa em torno do encontro entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping. “Com o shutdown em andamento, os agentes de mercado passam a operar com maior incerteza e voltam cada vez mais a atenção para a relação entre EUA e China”, afirma.

Outro ponto de atenção é a promessa do governo de apoiar financeiramente os produtores de soja dos Estados Unidos. Nesta semana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo fornecerá auxílios aos agricultores prejudicados pela recusa da China em comprar soja norte-americana. Ademais, Trump destacou que o grão será o tema central do encontro com o líder chinês.



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Bahia tem registro de morte suspeita por intoxicação de metanol



Uma morte ocorrida em Feira de Santana, na Bahia, pode ter sido causada por intoxicação de metanol, segundo autoridades da saúde municipal e estadual. O homem de 56 anos teria ido a óbito na madrugada desta sexta-feira (3), após ter dado entrada na UPA da Queimadinha, localizada naquele município.

Em nota, o governo baiano informou que o caso será acompanhado pelas equipes de vigilância local e estadual, em ações de monitoramento e investigação que contarão com o apoio de autoridades da área de segurança pública estadual.

“Amostras biológicas serão coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com resultado previsto em até sete dias, a fim de confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação”, informou, por meio de nota, o governo da Bahia – que está em “diálogo permanente com o Ministério da Saúde e com as autoridades sanitárias nacionais” para monitorar a situação em outros estados.

Casos suspeitos

Até a tarde de quinta-feira (2), o Brasil havia registrado 48 casos suspeitos de intoxicação por metanol. Outros 11 casos já haviam sido confirmados por meio de detecção laboratorial pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs), segundo a Sala de Situação instalada pelo governo federal.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, chegou a confirmar 12º caso em Brasília, mas o ministério, depois, recuou e informou que o caso do rapper Hungria ainda é contabilizado como suspeito.

Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.

Emergência médica

A intoxicação por metanol é uma emergência médica de extrema gravidade. A substância, quando ingerida, é metabolizada no organismo em produtos tóxicos (como formaldeído e ácido fórmico), que podem levar à morte.

Os principais sintomas da intoxicação são: visão turva ou perda de visão (podendo chegar à cegueira) e mal-estar generalizado (náuseas, vômitos, dores abdominais, sudorese).
Em caso de identificação dos sintomas, buscar imediatamente os serviços de emergência médica e contatar pelo menos uma das instituições a seguir:

  • Disque-Intoxicação da Anvisa: 0800 722 6001;
  • CIATox da sua cidade para orientação especializada (veja lista aqui);
  • Centro de Controle de Intoxicações de São Paulo (CCI): (11) 5012-5311 ou 0800-771-3733 – de qualquer lugar do país;

É importante identificar e orientar possíveis contatos que tenham consumido a mesma bebida, recomendando que procurem imediatamente um serviço de saúde para avaliação e tratamento adequado. A demora no atendimento e na identificação da intoxicação aumenta a probabilidade do desfecho mais grave, com o óbito do paciente.



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Força-tarefa apreende mais de mil garrafas de bebidas adulteradas em São Paulo



A força-tarefa do Governo de São Paulo que combate os casos de intoxicação por metanol apreendeu, na quinta-feira (2), 50 caixas de bebidas que estavam em um caminhão em Diadema, na Grande São Paulo. O flagrante, realizado pela Polícia Civil, ocorreu durante uma operação voltada ao combate da comercialização de bebidas falsificadas.

Os agentes estavam fiscalizando um estabelecimento comercial na Vila Santa Maria quando o veículo encostou para descarregar a mercadoria. Durante a vistoria, os policiais desconfiaram de parte da carga.

De acordo com o boletim de ocorrência, havia 1,2 mil garrafas de cerveja preenchidas com um líquido semelhante a cachaça. O rótulo também era inapropriado, com indícios de ter sido trocado.

A nota fiscal indicou que a mercadoria foi adquirida de uma distribuidora em São Bernardo do Campo. Em diligências no local, os policiais constataram que no terreno havia maquinário, reservatórios, tonéis, botijões de gás, lenha e destiladoras.

Diante das suspeitas, cerca de 1,2 mil garrafas da bebida e o veículo usado para a entrega foram apreendidos. O material foi encaminhado para a perícia. O caso foi registrado no 4º Distrito Policial de Diadema como crime contra as relações de consumo. Um homem de 50 anos é investigado.

Gabinete de crise e fiscalizações

O Governo de São Paulo segue mobilizado nas investigações e medidas de precaução após os casos de contaminação por metanol relacionados a bebidas falsificadas. Um gabinete de crise foi instaurado na terça-feira (30) para intensificar as ações.

No total, mais de mil garrafas foram apreendidas para análise nas operações desta semana. Nesta quinta (2), 1,8 mil lacres falsos foram apreendidos na capital e 162 garrafas de uísque e rótulos falsificados foram apreendidos em Dobrada, em Araraquara. Além disso, foram localizadas 17,7 mil unidades em uma fábrica clandestina em Americana na terça-feira (30).

Em Barueri, um lote de 128 mil garrafas foi lacrado nesta quarta-feira (1) por ausência de documentação. Somente em 2024, mais de 50 mil garrafas já haviam sido recolhidas pela polícia em ações de combate à falsificação de bebidas alcoólicas.

Numa das interdições nesta quinta (2), em M’Boi Mirim, houve a apreensão de seis caixas (60 garrafas) de vodka do mesmo lote apreendido na distribuidora de Barueri na quarta (1). Além disso, foram encontradas caixas abertas, rotulagem errada, e no espaço havia roedores, baratas, alimentos e água de coco vencidos e carne sem controle de temperatura.

O Governo de São Paulo anunciou as medidas a serem tomadas para tratar da intoxicação por metanol. Entre as ações estão interdição cautelar de estabelecimentos, disponibilização de mecanismos rápidos de denúncia, estruturação de atendimento em toda a rede de saúde e intensificação das investigações da Polícia Civil e Secretaria da Fazenda.



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produtora trouxe receita dos Alpes ao Brasil


Soraya Taraban Mullen é um exemplo de dedicação e paixão pelo campo. Há 20 anos, a ex-enfermeira decidiu deixar o Brasil para viver na Suíça, onde trabalhou e estudou sobre o setor agrícola. Foi lá que se encantou pelo universo do leite cru e dos queijos artesanais.

“Me apaixonei pelo leite cru e pelo queijo. Fui contratada duas vezes na Suíça para fazer queijos e aprendi tudo sobre fermentação e processos artesanais”, conta a produtora.

De volta ao Brasil, Mullen e o marido compraram uma propriedade em Minas Gerais e começaram a colocar em prática todo o conhecimento adquirido na Europa.

“No início foi muito difícil, porque não tínhamos acesso aos mesmos produtos que eu usava na Suíça. Tive que adaptar tudo com os recursos que encontrei aqui no Brasil”, afirma Mullen, ressaltando que a receita é original, mas adaptada ao clima brasileiro.

Crescimento e legalização

Com o objetivo de levar seu queijo de forma legal e segura a consumidores de todo o país, Mullen buscou apoio.

“Sempre quis legalizar minha produção. Primeiro conquistei o Sim – que é a certificação municipal – e eu fui organizando cada vez mais a queijeira, até que eu cheguei no Sisbi que é o federal.”

Atualmente, o queijo artesanal produzido na propriedade dela e do marido é o carro-chefe do negócio e, graças ao Sisbi, pode ser comercializado em todos os estados do Brasil.

“É emocionante vender meu produto para o país inteiro”, comemora Mullen, que recebeu o certificado do Sisbi em Florianópolis no mês de setembro.

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Apoio e futuro

A produtora faz questão de destacar a importância do apoio técnico e da capacitação para os pequenos empreendedores rurais.

“É muito difícil caminhar sozinho. Essa parceria [entre o Sebrae e o Ministério da Agricultura e Pecuária com o projeto: Simples Assim: do pequeno para o Brasil – ampliação do Sisbi] permite que produtos de qualidade cheguem ao mercado e gerem renda de forma segura.”

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre empreendedorismo? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

Campanha de sazonalidade da uva reforça qualidade



“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva”


“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva"
“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva” – Foto: Arquivo Agrolink

A International Fresh Produce Association (IFPA) iniciou no varejo brasileiro sua campanha de sazonalidade da uva, com o objetivo de ampliar a presença da fruta no dia a dia dos consumidores. A ação busca destacar atributos nutricionais, qualidade e versatilidade da uva, aproveitando o momento de safra para impulsionar vendas e fortalecer a cadeia produtiva.

Segundo a entidade, a iniciativa é estratégica para consolidar a fruta no mercado nacional, reforçando sua imagem junto ao consumidor e estimulando diferentes formas de consumo. Campanhas desse tipo também são vistas como fundamentais para gerar valor a produtores e distribuidores, além de incentivar o consumo regular da fruta.

No campo, a safra de 2025 vem apresentando condições favoráveis, com clima mais adequado em comparação a 2024 e qualidade considerada elevada. Apesar da tarifa aplicada às vendas para os Estados Unidos, o mercado segue aquecido, com boas expectativas para exportações à Europa e outros continentes, além de preços competitivos no mercado interno.

Com esse cenário, a campanha da IFPA reforça a relevância da uva como produto de destaque na fruticultura brasileira. A estratégia busca não apenas estimular o consumo no país, mas também valorizar a produção nacional e ampliar oportunidades para toda a cadeia do setor.

“Queremos mostrar ao consumidor brasileiro a versatilidade e os benefícios da uva, reforçando que a fruta está com qualidade e preços excelentes e deve fazer parte da rotina alimentar. Campanhas de sazonalidade são fundamentais para movimentar o mercado, gerar valor para produtores e distribuidores e, ao mesmo tempo, inspirar os consumidores a redescobrirem a uva em diferentes formas de consumo”, conclui.

 





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‘Precisamos de política de seguro rural sólida para o produtor’, diz Tereza Cristina



O segundo painel da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2025/26, evento realizado na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS), discutiu os caminhos e perspectivas do agronegócio brasileiro. Participaram Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura; Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil; Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil; e o deputado federal Rodolfo Nogueira.

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Tereza Cristina destacou a importância de políticas estruturantes para fortalecer o setor, como a regularização das terras de fronteira e a ampliação do seguro rural. ”Acabamos de aprovar a regularização das terras de fronteira. Agora, precisamos avançar em uma política de seguro rural sólida, que traga mais segurança e reduza os juros. O governo gasta cerca de R$ 9 bilhões com o Proagro para atender pequenos produtores. Se esses recursos fossem direcionados de forma estruturada ao seguro rural, o impacto seria muito maior”, afirmou.

Fabrício Rosa apresentou Maurício Buffon como “símbolo do agricultor brasileiro”, destacando sua vivência prática e representatividade no campo. Buffon reforçou a necessidade de políticas mais eficazes para crédito, segurança jurídica e fortalecimento da produção. ”Sabemos onde está doendo para o produtor. A falta de crédito e de um seguro rural eficiente são entraves reais. Hoje, o Plano Safra não rodou e há linhas com 92% menos recursos do que no ano passado. Sem crédito e sem segurança jurídica, o produtor fica sem condições de avançar”, alertou.

Ele destacou ainda o impacto positivo de legislações recentes, como a Lei dos Bioinsumos, que permitiu a produção OnFarm, e defendeu a aprovação de uma nova lei de defensivos agrícolas. ”Se tivéssemos um seguro rural funcionando corretamente, não estaríamos falando em endividamento. Nos Estados Unidos, 89% dos produtores de soja têm seguro. Aqui, o produtor sofre com o clima e não tem essa proteção”, disse.

Tereza Cristina complementou lembrando que, enquanto os Estados Unidos destinaram US$ 60 bilhões ao seguro rural neste ano, o Brasil investiu apenas R$ 467 milhões. ”Passamos os EUA em produção de soja, mas o governo ainda acha que R$ 1 bilhão é suficiente. O setor precisa de previsibilidade e compromisso com o que foi combinado”, afirmou.

Fabrício Rosa acrescentou que o crédito rural atual não atende às necessidades do setor. ”Todo o agro está sendo asfixiado por uma linha de crédito incompatível com a realidade de produção”, avaliou.

O deputado federal Rodolfo Nogueira reforçou a urgência de políticas públicas para tornar o seguro rural mais acessível e eficiente. ”Se tivéssemos um seguro rural estruturado, não estaríamos debatendo endividamento. Precisamos baratear o seguro, como acontece nos EUA. O produtor rural precisa de estabilidade para continuar produzindo”, afirmou.

Nogueira também destacou que o endividamento rural é hoje um dos principais desafios dos produtores do Mato Grosso do Sul, agravado pelas estiagens. ”O Brasil tem tudo para ser o celeiro de alimentos do mundo. Temos clima favorável, solo fértil e um povo trabalhador. Podemos contribuir muito mais para a segurança alimentar global. Não vamos desistir da nossa missão”, reforçou.

Encerrando o painel, Tereza Cristina chamou atenção para o novo cenário global de comércio.
“O mundo não é mais o mesmo de seis meses atrás. Vivemos um novo normal nas relações comerciais, com o avanço de tarifas e barreiras. Precisamos estar atentos e articulados como setor para enfrentar esses desafios”, concluiu.



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Nova portaria do Ministério do Turismo facilita cadastro de produtores rurais no Cadastur



O Ministério do Turismo publicou uma portaria que permite o cadastramento de produtores rurais e agricultores familiares como pessoas físicas no Cadastur, sistema oficial de cadastro de prestadores de serviços turísticos no Brasil. A medida garante segurança jurídica para que trabalhadores do campo possam oferecer experiências turísticas sem perder sua condição original, além de ampliar o acesso a políticas de apoio, crédito e promoção do setor.

Segundo a pasta, a formalização é considerada essencial para dar visibilidade a pequenos empreendimentos rurais e inserir esses negócios no mercado de turismo de forma estruturada. Dois exemplos de sucesso reforçam esse movimento: um no Pará, na Amazônia Atlântica, e outro no interior de São Paulo, na Mata Atlântica.

Amazônia: o bacuri como atrativo turístico

No Pará, a empresária Hortência Osaqui transformou a fazenda herdada do pai em um polo de turismo de experiência, unindo bioeconomia e gastronomia. A propriedade, que trabalha com manejo sustentável do bacuri, fruta típica da região, passou a receber visitantes interessados em conhecer todo o processo produtivo, da floresta à fabricação de geleias e licores premiados.

“Encontramos no turismo um pilar do nosso projeto de desenvolvimento sustentável. Era preciso mostrar ao visitante como uma família consegue viver da biodiversidade local”, conta Hortência.

A iniciativa cresceu e deu origem à Rota Amazônia Atlântica, o primeiro roteiro de turismo rural da Amazônia validado pelo Ministério do Turismo. O projeto reúne outros produtores da região e fortalece a economia local.

Para a empresária, a nova portaria é fundamental para expandir esse modelo. “É importante que o produtor rural, como pessoa física, possa acessar o mercado turístico. O turismo é coletivo, é transversal. A informação precisa chegar à base”, afirma.

São Paulo: a palmitoterapia que salva a Mata Atlântica

Em Iporanga (SP) no coração da Mata Atlântica, a empreendedora Gabriela Rodrigues criou a Palmitolândia, projeto que alia preservação ambiental, inovação gastronômica e turismo rural. A fazenda substituiu o cultivo do palmito Juçara, espécie nativa e ameaçada de extinção, pelo palmito Pupunha, que pode ser colhido sem destruir a planta.

Com criatividade, Gabriela e sua mãe passaram a desenvolver pratos inusitados, como brigadeiro, cerveja e nhoque de palmito, o que atraiu turistas de diferentes perfis: ecoturistas, famílias, veganos e até pessoas que inicialmente não gostavam do alimento.

A regularização foi decisiva para o crescimento. O empreendimento conquistou o Selo de Qualidade em Turismo do Sebrae, aumentou a procura por visitantes e entrou na rota de agências de viagem. “O Cadastur é uma vitrine que nos permite ver e ser vistos no mundo. O turismo transforma vidas, cidades e realidades inteiras, mas isso só é possível com regras claras e formalização”, ressalta Gabriela.

Formalização como caminho

Com a portaria, o Ministério do Turismo reforça que pequenos produtores terão mais condições de competir em pé de igualdade com outros segmentos do setor. O cadastramento no Cadastur não apenas amplia a visibilidade dos empreendimentos, mas também dá acesso a políticas públicas, linhas de crédito e oportunidades de promoção no Brasil e no exterior.



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