terça-feira, abril 21, 2026

Autor: Redação

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Brasil exporta menos para os Estados Unidos e mais para a China em setembro



As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 20,3% em setembro, totalizando US$ 2,576 bilhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado reflete os efeitos da sobretaxa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas ao mercado norte-americano registraram leve queda de 0,6%, somando US$ 29,213 bilhões. Já as importações vindas dos EUA aumentaram 14,3% no mês, alcançando US$ 4,349 bilhões. No ano, as compras cresceram 11,8%, chegando a US$ 34,315 bilhões.

A China, por outro lado…

Enquanto os embarques para os Estados Unidos recuaram, as exportações brasileiras para a China avançaram 14,7% em setembro, somando US$ 8,691 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pela demanda por commodities agrícolas e minerais, que seguem como base da pauta de exportação ao país asiático.

Apesar da alta mensal, o acumulado de 2025 ainda mostra leve retração nas vendas ao mercado chinês, com queda de 1,4%, totalizando US$ 76,530 bilhões.

As importações de produtos chineses também cresceram. Em setembro, houve alta de 9%, para US$ 6,377 bilhões. No acumulado do ano, o aumento foi de 14,9%, somando US$ 54,90 bilhões.



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Greening atinge quase metade das laranjeiras do cinturão citrícola



O greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing), é hoje a mais grave ameaça à citricultura brasileira. De acordo com levantamento da Fundecitrus, a doença já alcançou 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola que abrange São Paulo e Minas Gerais — o equivalente a quase 100 milhões de árvores contaminadas.

A bactéria Candidatus Liberibacter spp. é transmitida pelo inseto psilídeo asiático dos citros (Diaphorina citri) e provoca sérios danos à produção. “O greening é devastador. Ele afeta laranjas, tangerinas, limões e até plantas ornamentais como a murta”, disse o engenheiro agrônomo João Quirino, coordenador técnico da Hidroplan, durante o programa Planeta Campo. Segundo ele, as condições climáticas atuais e a presença de plantas infectadas têm favorecido a multiplicação da doença.

Prevenção é o principal caminho para o controle

Uma vez instalada, a doença não tem cura. Por isso, as medidas preventivas são fundamentais para conter seu avanço. “Tudo começa com o uso de mudas sadias e certificadas, adquiridas em viveiros credenciados”, orienta Quirino.

Outros cuidados indispensáveis incluem:

  • Escolher áreas com baixa pressão do psilídeo;
  • Manter o monitoramento constante das plantas;
  • Realizar o controle químico e biológico combinado, dentro do manejo integrado de pragas;
  • Intensificar o manejo das bordas dos pomares, eliminando plantas hospedeiras da bactéria.

“O produtor precisa observar o pomar com frequência. A presença do inseto ou qualquer sinal de desequilíbrio na planta deve acender o alerta”, reforça o especialista.

Sintomas do greening e sinais de alerta no pomar

Os primeiros sinais do greening aparecem nas folhas e nos frutos. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Folhas com coloração assimétrica entre verde e amarelado;
  • Frutos deformados, com sementes abortadas ou ausentes;
  • Produção irregular e queda precoce dos frutos;
  • Ramos com diferenças de coloração e crescimento anormal.

Essas características indicam que a planta pode estar infectada, comprometendo seu desenvolvimento fisiológico e se tornando foco de contaminação para o restante do pomar.

Manejo integrado e novas soluções sustentáveis

O controle eficiente do greening passa pelo manejo integrado de pragas (MIP), com ações coordenadas entre produtores vizinhos. O monitoramento conjunto e a erradicação de plantas contaminadas reduzem a disseminação da bactéria.

Estudos recentes da Hidroplan, em parceria com a Farmatc, vêm testando o uso de óleos essenciais naturais combinados com defensivos tradicionais. Os resultados são promissores:

  • O controle do psilídeo adulto aumentou de 53% para 83% com o uso conjunto;
  • Entre as ninfas — fase que mais transmite a bactéria —, o índice de controle saltou de 18% para 90%.

“É um resultado expressivo, sustentável e seguro. Associar defensivos a óleos naturais potencializa o efeito e ajuda a preservar o pomar por mais tempo”, explica Quirino.

Atenção e cooperação garantem a sobrevivência dos pomares

Com quase metade das laranjeiras do país afetadas, o combate ao greening depende da ação conjunta entre produtores, técnicos e órgãos de pesquisa. “O manejo deve ser coletivo. Um pomar doente pode comprometer toda a região”, alerta o agrônomo.

Para o produtor, adotar boas práticas de prevenção e buscar apoio técnico é o caminho mais eficaz para manter a produção ativa e sustentável. Afinal, preservar o pomar é garantir o futuro da citricultura brasileira.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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‘Área de soja deve crescer, mas custo de produção também tende a ser mais alto’, aponta analista



Durante a Abertura Nacional do Plantio da Soja, realizada na última sexta-feira (3) em Sidrolândia (MS), o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, apresentou um panorama sobre o mercado da oleaginosa, destacando o cenário da safra 25/26.

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Segundo Silveira, 2025 tem sido um ano marcado por grande volatilidade, com tensões geopolíticas entre Estados Unidos e China, mas que também abriram espaço para a valorização da soja brasileira. ”O país deve atingir exportações recordes de 105 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal fornecedor global do grão”, pontuou.

Segundo ele, a produção nacional também foi expressiva, alcançando 172 milhões de toneladas, impulsionada por boas produtividades na maior parte dos estados, com exceção do Rio Grande do Sul. Apesar da oferta elevada, os preços internos permaneceram firmes, em alguns momentos acima da paridade de exportação, sustentados pela demanda doméstica.

”Para 2026, a expectativa é de novo aumento na área plantada, mas com custos de produção mais altos. Existe um efeito inflacionário sobre os insumos e as taxas de juros, que dificultam a produção de soja”, explicou Silveira.

De acordo com o analista, a menor margem de investimento pode reduzir o uso de tecnologia nas lavouras, ainda que as condições climáticas projetadas sejam favoráveis. O país deve registrar estoques de passagem elevados, o que pode pressionar os prêmios e os preços da soja brasileira, mesmo diante de uma demanda forte e exportações recordes.

Atualmente, cerca de 20% a 21% da nova safra já está comercializada, e o mercado deve seguir atento aos efeitos do clima e da oferta global sobre as cotações. ”Temos boas perspectivas de produtividade, mas também riscos para os preços. É preciso cautela”, concluiu Silveira.



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AgroNewsPolítica & Agro

Embarques de milho crescem com contratos antecipados



Até o 20º dia útil de setembro, o Brasil exportou 6,6 milhões de toneladas de milho



Foto: USDA

As exportações brasileiras de milho avançaram em setembro de 2025 e já superam em 3% o volume registrado no mesmo mês de 2024, segundo o Cepea. A expectativa, porém, é de desaceleração nas próximas semanas.

Embarques de milho crescem com contratos antecipados

Dados da Secex mostram que, até o 20º dia útil de setembro, o Brasil exportou 6,6 milhões de toneladas de milho — volume superior ao do mesmo período de 2024. O resultado é reflexo de negócios realizados anteriormente, segundo o Cepea, já que a liquidez nos portos está limitada.

Os preços pagos em Paranaguá (PR) e Santos (SP) operam em patamares próximos aos do mercado interno, reduzindo o apetite de novos vendedores para exportação. Essa paridade de preços tem travado negociações de última hora.

Acumulado da safra ainda está abaixo do ano passado

Mesmo com o avanço em setembro, os números acumulados da safra 2024/25 ainda indicam queda. Entre fevereiro e a parcial de setembro, foram embarcadas 18,8 milhões de toneladas de milho, 4% a menos que no mesmo intervalo de 2024.

Risco de queda nos embarques com safra dos EUA

A tendência é que o ritmo de exportações brasileiras desacelere nas próximas semanas. A entrada da safra recorde dos Estados Unidos no mercado internacional deve acirrar a concorrência, pressionando os preços e o volume embarcado pelo Brasil.





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Novo soro ajuda a melhorar quadro clínico de vítimas de picadas de abelhas



Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) obtiveram um aporte de R$ 20 milhões do Ministério da Saúde para dar início à fase final de testes do soro antiapílico, que trata o envenenamento por abelhas africanizadas (Apis mellifera).

Com tecnologia 100% nacional, o biofármaco começou a ser desenvolvido há mais de uma década por cientistas do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Unesp, campus de Botucatu.

As chamadas abelhas africanizadas se tornaram uma das espécies mais comuns no Brasil. Elas são responsáveis pela maior parte da produção de mel no país, mas também estão frequentemente envolvidas em acidentes com seres humanos.

As ocorrências vão desde picadas leves, que provocam apenas dor e inchaço local, até reações graves. Isso pode ocorrer devido à sensibilidade da pessoa ao veneno ou à quantidade de picadas, causando dificuldade para respirar, choque, tremores e até insuficiência renal, entre outros sintomas.

Registros de picadas de abelhas

O uso de pesticidas, o desmatamento e a redução de flores têm aumentado o número de abelhas em áreas urbanas.

No Brasil, entre 2013 e 2023, foram registrados 206.746 casos de picadas. Em 2023, ocorreram 33.317 casos, mais que os 32.420 de acidentes com serpentes, resultando em 649 mortes diretas e 50 indiretas.

Assim, configura-se um ecossistema propício a um problema de saúde pública negligenciado: o aumento potencial de casos somado à ausência de um tratamento adequado.

“Infelizmente nós não temos hoje, na rede de saúde, um antídoto específico para esses acidentes. A ausência de um tratamento específico torna alguns casos mais graves, podendo levar à morte”, explica o coordenador-executivo do Cevap, Rui Seabra Ferreira Jr.

Bioprodução

O bioproduto passou a ser produzido em 2009. Assim como outros soros, o antiapílico é feito pela inoculação gradual do veneno de abelhas africanizadas em cavalos, estimulando a produção de anticorpos no plasma sanguíneo. Em seguida, o sangue é coletado, o plasma é purificado e, a partir dele, é elaborada a formulação do soro.

Entre 2016 e 2018, o estudo comprovou a segurança e a eficácia do soro antiapílico. Vinte voluntários adultos, com idade média de 44 anos, foram expostos a um número de picadas que variou de sete a 2 mil.

Não houve registro de efeitos adversos graves, e todos os participantes apresentaram melhora clínica. A patente do soro foi solicitada ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) no início de 2023.

Última fase de testes

A próxima etapa é a realização da terceira e última fase de estudos clínicos, com a participação de 150 a 200 pacientes. A aprovação do financiamento viabiliza a fase final dos testes do soro, depois da qual será possível solicitar o registro do medicamento na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e obter a autorização para a produção comercial e para o Sistema Único de Saúde (SUS).



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Agricultura tropical pode ser chave para o futuro climático e alimentar



As mudanças climáticas estão pressionando o sistema global de produção de alimentos. Secas prolongadas, enchentes e ondas de calor já afetam colheitas em diversos continentes — e, segundo dados da ONU, mais de 730 milhões de pessoas enfrentam a fome atualmente. O alerta é de que a agricultura concentra um quarto das perdas econômicas causadas por eventos climáticos extremos, reforçando que segurança alimentar e clima estão diretamente conectados.

No quadro Será que é Legal?, do programa Planeta Campo, o comentarista Leonardo Munhoz destacou a importância desse tema dentro do Centro de Debates Climáticos da COP30, que será realizada em Belém (PA). Segundo ele, o Brasil, por ser um país tropical, tem papel central nas soluções globais que unem produção agrícola, energia limpa e sustentabilidade.

Agricultura tropical: de vítima a solução global

Munhoz lembrou que o ano de 2023 foi o mais quente da história e que os sistemas produtivos precisam se adaptar rapidamente. No caso brasileiro, há vantagens competitivas: solos férteis, biodiversidade ampla e tecnologias já consolidadas, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o uso de bioinsumos e o aproveitamento de resíduos agrícolas.

“Essas práticas permitem aumentar a produtividade, reduzir emissões e fortalecer a resiliência climática. A agricultura tropical pode deixar de ser vista como vítima e passar a ser reconhecida como parte da solução global”, destacou Munhoz.

Desde 2017, a ONU passou a discutir formalmente a relação entre agricultura e clima. Em 2022, foi criado o Sharm el-Sheikh Joint Work, iniciativa que transforma conhecimento técnico em planos práticos de adaptação e mitigação. As discussões se estendem até 2026, mas a COP 30 será um marco decisivo para colocar a agricultura tropical no centro das negociações internacionais.

Desafios para transformar potencial em política pública

Apesar dos avanços, ainda há grandes desafios. Apenas 4,3% do financiamento climático global é destinado à agricultura e aos sistemas alimentares — e quase nada chega aos pequenos produtores. Além disso, faltam métricas padronizadas para comparar produtividade e emissões entre países, o que dificulta o acesso a investimentos internacionais.

Munhoz ressaltou que o mercado de carbono voluntário continua caro e burocrático, e que a integração entre produção de alimentos e geração de energia limpa ainda é pouco explorada, mesmo com o enorme potencial dos sistemas tropicais.

“O campo pode enfrentar dois desafios ao mesmo tempo: garantir comida de qualidade e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis. O uso de resíduos agrícolas para gerar biogás, biometano e biocombustíveis é uma alternativa concreta e sustentável”, afirmou.

Cinco ações para o Brasil propor na COP 30

Para transformar potencial em liderança, Leonardo Munhoz defende que o Brasil apresente cinco propostas centrais durante a conferência em Belém:

  1. Reconhecer a agricultura tropical como eixo da transição climática global.
  2. Incluir metas agrícolas e bioenergéticas nos planos nacionais de mitigação e adaptação.
  3. Padronizar indicadores e métricas de emissões e produtividade para atrair investimentos.
  4. Direcionar fundos climáticos para pequenos e médios produtores rurais.
  5. Usar o Artigo 6 do Acordo de Paris para financiar projetos de bioenergia com garantias ambientais e sociais.

O protagonismo brasileiro na COP30

Para evitar críticas sobre o uso de terras agrícolas na produção de energia, Munhoz reforça que o país deve priorizar resíduos agrícolas e áreas degradadas. A adoção de critérios de transparência e rastreabilidade será essencial para garantir credibilidade internacional e acesso a novos mercados.

“A mensagem é clara: sem a agricultura tropical eficiente e sustentável, o mundo não vai cumprir as metas do Acordo de Paris. O Brasil tem a chance de liderar esse movimento, alimentando o mundo e gerando energia limpa”, disse.



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Besouro das colmeias coloca cadeia do mel sergipano em alerta



Ele ataca as colmeias de abelhas, danifica os favos e compromete todo o mel. Este é o Pequeno Besouro das Colmeias (Aethina tumida), praga originária da África subsaariana e que chegou aos Estados Unidos e México antes de adentrar o Brasil, em 2016, no estado de São Paulo.

Agora, porém, o estrago na cadeia produtiva do mel nordestino, que tem o Piauí como maior expoente, pode ser maior, visto que o inseto foi registrado nos municípios baianos de Conde e Jandaíra, na divisa com Sergipe, estado que produz cerca de 160 toneladas de mel por ano, com expectativa de aumentar para 250 toneladas em futuro próximo.

A diretora da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), Aparecida Andrade, ressalta que o Besouro das Colmeias se alimenta de mel, pólen e crias, promovendo a fermentação do mel e a destruição dos favos.

Infestações severas dessas pragas podem levar ao enfraquecimento e até ao abandono da colmeia pelas abelhas. Conforme especialistas, os principais sinais da presença do inseto são a visualização de besouros adultos, pequenos e escuros, e de larvas que escavam túneis nos favos, deixando cheiro fermentado e escorrimento de mel.

Assim, o controle preventivo é a forma mais eficiente de combate: manter colmeias fortes, eliminar frestas, gerenciar corretamente a alimentação artificial e processar o mel rapidamente. Conforme Aparecida, qualquer suspeita deve ser notificada imediatamente aos órgãos de defesa sanitária, já que não há antibióticos autorizados para abelhas no Brasil.

Segundo nota da Emdagro, a proximidade dos focos do besouro na Bahia exige atenção redobrada dos apicultores sergipanos. “O monitoramento contínuo e a adoção de boas práticas de manejo são considerados a linha de frente na defesa da produção de mel e derivados”, ressalta o órgão.

“Estamos diante de uma ameaça séria para a apicultura. A chegada do Pequeno Besouro das Colmeias, na região vizinha, coloca Sergipe em risco, e somente com vigilância ativa e notificação imediata poderemos agir rápido. A orientação é para que os apicultores fiquem atentos a qualquer sinal e reforcem as práticas de manejo, porque colmeias fortes são a melhor barreira contra essa praga”, destaca Aparecida.

Ela reforça o alerta a todos os apicultores para que, uma vez identificada a presença dessa praga em suas colmeias, entrem em contato com o setor de defesa animal da Emdagro por meio do telefone/whatsapp (79) 99982-3828.

“A defesa sanitária reforça que a colaboração dos apicultores é essencial para proteger a cadeia produtiva do mel em Sergipe. A atenção agora pode significar a sobrevivência da apicultura no estado”, reforçou.



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maior área de plantio na safra pode impulsionar vendas, diz Abimaq



A estimativa de aumento na área de plantio na safra de grãos 2025/26 pode provocar uma alta nas vendas de máquinas agrícolas, avaliou o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos de Oliveira, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Ele participou na sexta-feira (3) da 25ª edição do Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial (SPEE).

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta área de plantio de 84,24 milhões de hectares no ciclo agrícola 2025/26 ante 81,74 milhões de hectares na temporada anterior 2024/25, o que indica um crescimento de 3,05%

“Com essa projeção, cria-se uma pressão de compra de máquinas, porque as atuais estão ficando velhas”, disse o executivo.

Oliveira acrescentou que a projeção da Conab indica que o mercado não está tão ruim quanto parece. “Isso mostra que, sim, o setor tem problemas, mas boa parte dos produtores está resiliente e investindo na safra. As máquinas agrícolas não ficarão de fora disso”, destacou.

Faturamento do setor de máquinas

O setor de máquinas agrícolas deve registrar faturamento de R$ 68 bilhões em 2025, o que corresponde a uma alta de 9,7% em comparação com R$ 62 bilhões de 2024, segundo informações são do presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), Pedro Estevão Bastos de Oliveira, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a associação, de janeiro a agosto, as vendas de máquinas agrícolas aumentaram 14%, impulsionadas pelo volume comercializado de novembro de 2024 a julho de 2025. No entanto, em agosto passado, o setor registrou uma queda de 10% em relação ao igual mês do ano anterior.

Conforme Oliveira, em agosto de 2024 houve baixa de 18% ante agosto de 2023, mas trata-se de uma queda esperada, sazonal, que se repete neste ano.



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Balança comercial tem superávit em setembro, com crescimento das exportações agropecuárias



O Brasil teve um superávit de US$ 3 bilhões no mês de setembro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado foi 41,1% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior.

As exportações somaram US$ 30,5 bilhões no período – alta de 7,2% – enquanto as importações fecharam o mês em US$ 27,5 bilhões, crescimento de 17,7%.

Acumulado do ano

De janeiro a setembro de 2025, a balança comercial apresentou um superávit de US$ 45,48 bilhões, queda de 22,5% em relação ao mesmo período de 2024.

No acumulado do ano, as exportações cresceram 1,1%, chegando a US$ 257,79 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 212,31 bilhões, elevação de 8,2%. A corrente de comércio, soma das exportações e importações, teve um aumento de 4,2%, a US$ 470,11 bilhões.

Exportações agropecuárias

De acordo com a Secex, as exportações agropecuárias somaram US$ 6,72 bilhões em setembro, alta de 18%. Já a indústria extrativa cresceu 9,2% no período, chegando a US$ 6,61 bilhões, enquanto a indústria de transformação alcançou US$ 16,93 bilhões, crescimento de 2,5%.

A combinação destes resultados levou ao aumento do total das exportações, informou a secretaria.

Principais destinos

Em setembro, as exportações para a China, Hong Kong e Macau cresceram 14,7% em relação ao mesmo intervalo de 2024, chegando a US$ 8,69 bilhões. Por sua vez, as importações aumentaram 9,0%, totalizando US$ 6,38 bilhões.

Assim, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 2,31 bilhões e a corrente de comércio aumentou 12,2%, alcançando US$ 15,07 bilhões.



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Governo Federal decide sobre horário de verão



Após diversas especulações nas redes sociais sobre o possível retorno do Horário de Verão, o Governo Federal se pronunciou oficialmente sobre o tema. Em nota divulgada na última sexta-feira (3) pela Secretaria de Comunicação Social, o governo afirmou que são falsas as informações sobre a adoção do Horário de Verão neste ano.

“É falso que o Governo do Brasil tenha decidido adotar o Horário de Verão. Historicamente, o Horário de Verão tinha como principal objetivo a redução do consumo de energia elétrica, a partir do melhor aproveitamento da luz natural com o adiantamento dos relógios em uma hora. Em 2019, verificou-se que o Horário de Verão havia deixado de produzir os benefícios energéticos esperados, em função da mudança nos hábitos de consumo da população e da intensificação do uso de equipamentos de refrigeração durante a tarde. Assim, a máxima de energia havia deixado de ocorrer no período noturno, passando a se concentrar por volta das 15h, o que comprometia a efetividade da política”, diz a nota.

Apesar de negar o retorno neste momento, o comunicado ressalta que o Ministério de Minas e Energia (MME) segue avaliando periodicamente o tema e não descarta a possibilidade de retomada da medida no futuro.

“O setor elétrico continua passando por mudanças significativas, especialmente em função da transição energética e das mudanças climáticas. Por isso, o Ministério de Minas e Energia, no âmbito do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), continuará avaliando periodicamente a adoção do Horário de Verão, com vistas a garantir a segurança e a confiabilidade do suprimento eletroenergético no país”, conclui o comunicado.



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