terça-feira, abril 21, 2026

Autor: Redação

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Preços do trigo têm novas quedas no Brasil



Os preços do trigo seguem em queda no Brasil. Isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, além do avanço da colheita e do consequente aumento da oferta interna, nas últimas semanas, o breve corte nas taxas de exportação da Argentina reforçou a pressão sobe os valores.

Pesquisadores explicam que esse movimento acabou direcionando parte da demanda brasileira ao país vizinho, que é o principal fornecedor internacional do Brasil. 

Assim, a paridade de importação do trigo foi reduzida, forçando vendedores domésticos a ajustarem para baixo suas cotações para conseguir competir com o produto argentino.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Preço médio do açúcar cai quase 20% em relação ao ano passado



Em setembro, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco, cor Icumsa de 130 a 180, no mercado spot paulista, teve média de R$ 118,65/saca de 50 kg. O valor representa forte queda de17,54% frente à de um ano atrás (setembro/24), em termos reais com base em agosto/25.

Segundo o Instituto, desde o início oficial da safra de cana-de-açúcar 2025/26, em abril deste ano, as médias mensais têm ficado abaixo das registradas no mesmo período de 2024, com a maior diferença negativa sendo observada em setembro/25.

Pesquisadores explicam que o recuo dos preços domésticos nesta temporada pode estar sendo influenciado pelos menores patamares das cotações internacionais do açúcar demerara.

Além disso, a demanda interna não tem mostrado sinais de aquecimento. Agentes consultados pelo Cepea relatam queda nas vendas de produtos à base de açúcar no varejo.

Pesa ainda o fato de, ao longo da safra 2025/26, usinas paulistas estarem aumentando o volume da cana para a produção de açúcar.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Mitsubishi lança promoção para associados da Aprosoja durante a Abertura do Plantio da Soja 25/26



Sempre atenta ao que movimenta o agronegócio brasileiro e às necessidades dos produtores rurais, a Mitsubishi Motors anuncia o patrocínio de mais uma temporada do Projeto Soja Brasil, uma realização do Canal Rural e Aprosoja Brasil. O início da safra foi marcado pela Abertura Nacional do Plantio da Soja 25/26.  O evento, que foi realizado no dia 03 de outubro, reuniu mais de 1200 produtores de Associações de todo o Brasil e foi sediada na Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). 

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O fórum que discutiu temas como os caminhos do agro, bicombustíveis, mercado e clima reuniu autoridades políticas e especialistas do setor em um evento transmitido ao vivo para todo o Brasil. Além dos debates estratégicos para o setor do agronegócio,  ésempre uma oportunidade para troca de experiências entre produtores, especialistas e representantes do agro. 

Durante o evento, a Mitsubishi Motors apresentou condições comerciais especiais em toda a sua linha de veículos. A promoção é especial para os produtores de soja Associados da Aprosoja. Vale relembrar que a Associação está presente em 16 estados.

A começar pela linha de picapes da marca que é oferecida aos visitantes com descontos de até R$ 47 mil. Destaque para a Mitsubishi Triton, picape produzida na fábrica da marca em Catalão (GO), que chegou ao mercado no começo deste ano e, em pouco mais de seis meses, já conquistou importantes reconhecimentos como o de Melhor Picape Média de acordo com o Guia Qual Comprar, publicado pela Revista Autoesporte, e o de picape com a melhor média de consumo de sua categoria pela Revista Quatro Rodas. O modelo da Mitsubishi também foi o primeiro de seu segmento a conquistar nota máxima em segurança pelos rigorosos testes Latin NCAP. 

Já a linha de SUVs Eclipse Cross será ofertada durante a feira com descontos de até R$ 15 mil. O modelo, que registrou recorde histórico de vendas nos últimos meses, viu seus emplacamentos quase triplicarem ao longo dos últimos dois anos o que reforça seu posicionamento como uma das melhores opções dentro de sua categoria. 

Já entre os modelos de sete lugares, o Pajero Sport HPE-S e o Outlander HPE-S, contarão com descontos de até R$ 29 mil. 

Projeto MIT Agro 

Durante os últimos anos, a Mitsubishi Motors realizou inúmeras visitas a produtores rurais de todas as regiões do país como forma de se mostrar ainda mais presente para qualquer necessidade dos produtores rurais. 

O projeto MIT Agro visitou fazendas dos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Tocantins, Rondônia, Pará, Espírito Santo e Maranhão.

O projeto faz parte de um plano robusto executado pela marca para se consolidar como a melhor opção de veículos dentro do segmento do agronegócio nacional em relação à sua gama de produtos, além se tornar a melhor opção de negócio entre as marcas de veículos para o público agro. Por isso, as mais de 140 concessionárias da marca espalhadas por todas as regiões do Brasil oferecem planos de financiamento exclusivos para o produtor rural e a opção, em algumas regiões, de compra de seus modelos com pagamento em grãos. 

Sobre a HPE Automotores  

No mercado desde 1991, a HPE Automotores do Brasil é a representante oficial das marcas Mitsubishi Motors e Suzuki no País. Para a HPE, ser 4×4 é um estilo de vida.  

Mais informações sobre a promoção Mitsubishi- Aprosoja aqui.



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Indicadores do etanol avançam em setembro



Em setembro, o indicador  mensal do etanol hidratado fechou a R$ 2,7583/litro, alta de 3,25% frente a agosto. Isso é o que mostram os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Para o anidro (modalidade spot e contratos), a elevação foi de 4,33% no mesmo comparativo, com o Indicador Cepea/Esalq a R$ 3,0999/litro. Na comparação anual (setembro/24), o Indicador do hidratado se valorizou 10% e o do anidro, 7,32%, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-M de setembro). 

De acordo com o centro de pesquisas, as negociações do etanol seguiram limitadas em setembro. Compradores mostraram menor interesse frente ao atual cenário de fraco desempenho das vendas dos biocombustíveis no segmento varejista. 

Na posição dos vendedores, alguns participaram de maneira mais efetiva, mas boa parte continua fora do mercado spot.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Agro dos EUA teme perder mercado da China para a soja do Brasil



Uma das mais influentes entidades do agronegócio dos Estados Unidos, a American Farm Bureau Federation (AFBF), publicou um artigo, na última quinta-feira (2), alertando que a China tem reduzido suas compras de soja americana e aumentado as importações do Brasil. A organização destacou que as exportações para o mercado chinês são essenciais para a sobrevivência financeira dos produtores rurais norte-americanos.

“O comércio internacional tem sido, há muito tempo, uma tábua de salvação para a agricultura americana, proporcionando mercados para a produção excedente e sustentando milhões de empregos em toda a economia. Durante décadas, a China esteve no centro dessa história, comprando dezenas de bilhões de dólares em produtos agrícolas dos EUA e emergindo como a maior compradora de soja americana”, diz o texto.

A publicação ressalta que essa perda de espaço não começou recentemente, mas é o resultado de uma tendência de longo prazo.

“A tendência da última década indica que os tempos estão mudando. Mesmo quando os agricultores americanos produzem safras com preços competitivos, a China tem reduzido constantemente sua dependência dos Estados Unidos, voltando-se para o Brasil, a Argentina e outros fornecedores. A desaceleração das vendas em 2025 não é um evento isolado: faz parte de uma trajetória mais longa na qual a China está se diversificando, afastando-se da agricultura americana. Para os agricultores dos EUA, isso tem significado menos vendas, um déficit comercial agrícola crescente e maior incerteza sobre o futuro papel da China como mercado para a agricultura americana.”

A AFBF reconhece, porém, que as recentes tensões comerciais entre os dois países agravaram ainda mais o problema.

“Os mercados de soja tornaram-se o sinal mais claro de estresse no comércio agrícola dos EUA. De janeiro a agosto de 2025, as exportações de soja dos EUA para a China totalizaram apenas 218 milhões de bushels, uma queda acentuada em relação aos 985 milhões de bushels em 2024, quando a China comprou cerca de metade de todas as exportações americanas. Durante junho, julho e agosto, os EUA praticamente não enviaram soja para a China, e o país asiático não comprou nenhuma soja da nova safra para o próximo ano comercial.”

Ainda de acordo com a artigo, enquanto isso, o Brasil exportou cerca de 2,5 bilhões de bushels de soja para a China no mesmo período, consolidando sua liderança no mercado. E a Argentina também buscou ampliar as vendas ao suspender temporariamente o imposto de exportação do grão, medida revertida dias depois, quando as receitas externas atingiram US$ 7 bilhões. O texto diz que as importações chinesas de soja seguem em alta, mas a maior parte da demanda agora está sendo suprida pela América do Sul.

Em tom de crítica ao governo Trump, a entidade destacou que o setor agrícola americano depende fortemente das exportações e que disputas tarifárias podem gerar prejuízos profundos.

“O comércio não é apenas uma questão política abstrata; é fundamental para a saúde financeira dos agricultores e pecuaristas americanos. Aproximadamente 20% de toda a produção agrícola dos EUA é exportada, e essas vendas costumam ser o que faz a diferença entre lucro e prejuízo no campo. O crescente déficit comercial ressalta essa vulnerabilidade. Com os EUA importando mais produtos agrícolas do que exportando, os agricultores enfrentam menos oportunidades de comercializar suas safras e gado no exterior. Esse excesso de oferta pressiona os preços, reduz as margens de lucro e aumenta a pressão financeira nas comunidades rurais.”



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AgroNewsPolítica & Agro

Milho encerra semana em queda em Chicago e com ajustes na B3


O mercado de milho encerrou a semana com resultados distintos entre Brasil e Estados Unidos. Segundo informações da TF Agroeconômica, a B3 registrou fechamento misto nesta sexta-feira (3), refletindo os movimentos do mercado físico, enquanto em Chicago o cereal acumulou perdas diante da cautela dos investidores.

Na B3, as cotações da safra atual recuaram, mas os contratos da próxima safra conseguiram leves ganhos. O vencimento de novembro/25 fechou em R$ 65,98, alta de R$ 0,27 no dia e queda de R$ 0,24 na semana. Já o contrato de janeiro/26 subiu R$ 0,20 no dia, para R$ 68,48, mas caiu R$ 0,61 na semana. O março/26 encerrou a R$ 70,94, com leve baixa de R$ 0,06 no dia e recuo semanal de R$ 0,91. Apesar da maior competitividade dos preços brasileiros nos últimos dias, o milho nacional ainda segue caro em relação ao produto americano.

No mercado físico, o indicador Cepea apontou alta de 0,31% no dia e de 0,67% na semana, sustentada pela demanda das fábricas de etanol. Parte dos produtores, no entanto, segue retendo seus lotes à espera de preços mais atrativos.

Em Chicago, o milho fechou o dia e a semana em baixa, pressionado pelo avanço da colheita e pela perspectiva da maior safra americana da história. O contrato de dezembro caiu 0,65% no dia, a US$ 419,00/bushel, acumulando queda semanal de 0,71% (-US$ 3,00). O março recuou 0,51%, a US$ 435,75/bushel. A indefinição sobre a divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, devido à paralisação do governo americano, reforçou a cautela dos investidores. As informações foram divulgadas nesta manhã de segunda-feira.

 





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Após alta no preço, Trump diz que EUA estão sentindo falta do café brasileiro



Durante conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (6), Donald Trump reconheceu que os Estados Unidos estão “sentindo falta” de alguns produtos brasileiros afetados pelo tarifaço, segundo reportagem da BBC News Brasil. O presidente americano teria mencionado o café.

O preço da bebida nos EUA vem subindo desde que o governo impôs, em agosto, uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros. Em setembro, o café registrou a maior alta mensal em 14 anos, com avanço de 3,6%, e acumula alta anual de 20,9%, bem acima da inflação média de 2,9%. Foi o maior aumento em um ano desde 1997.

Analistas de mercado já diziam que a tarifa teria impacto direto sobre o bolso do consumidor americano. “O fato de o café não ter entrado na lista de exceções causou muita surpresa, porque não faz sentido dentro do atual cenário. O principal prejudicado com a imposição da tarifa é o consumidor norte-americano”, afirmou Gil Barabach, analista da Safras & Mercado.

“O Brasil representa cerca de 30% das importações de café verde dos Estados Unidos. Essa substituição por outro país não pode ser feita rapidamente, ao menos não no mesmo volume. Diante disso, há uma perspectiva concreta de que, nas próximas semanas, o café passe a integrar a lista de exceções”, complementou Barabach.

Em entrevista à CNN, no final de agosto, o diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, também alertou que a continuidade da sobretaxa geraria “um grande desarranjo no mercado global”.

“Se não houver avanço nas negociações, o prejuízo será enorme e o mercado internacional ficará cada vez mais desregulado, com preços em alta e imprevisibilidade para toda a cadeia global do café”, afirmou.

Matos destacou ainda que o impacto já é perceptível nos EUA. “O café é a bebida mais emblemática das famílias americanas. A inflação já está sendo detectada na xícara do consumidor. Desde o anúncio das tarifas, os preços na bolsa subiram de uma faixa de US$ 2,70–2,80 para quase US$ 3,60 por libra-peso, refletindo a pressão e o desequilíbrio no mercado.”

Maior consumidor do mundo

Os Estados Unidos são o maior importador e consumidor de café do mundo e o principal destino das exportações brasileiras. De acordo com a Associação Nacional de Café dos EUA, dois terços dos adultos americanos bebem café diariamente, com consumo médio de três xícaras por pessoa. Desde 2020, o consumo geral cresceu 7%, enquanto o de cafés gourmet aumentou 18%.

Mas o país não tem produção suficiente para atender à demanda. O café é uma fruta tropical que só se desenvolve em regiões próximas ao Equador. Nos EUA, ele é cultivado apenas em Havaí, Porto Rico e pequenas áreas do sul da Califórnia, o que está longe de suprir as cerca de 450 milhões de xícaras consumidas diariamente pelos americanos.



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Oito MEIs de Piracicaba vão expor de graça na Feira do Empreendedor 2025


O Sebrae/SP selecionou oito Microempreendedores Individuais (MEIs) da região de Piracicaba para expor seus produtos na Feira do Empreendedor 2025 (FE25).

O evento, que será realizado entre 15 e 18 de outubro, no São Paulo Expo, é considerado um dos maiores encontros de empreendedorismo do país.

No entanto, os empreendedores selecionados se inscreveram no edital no início de setembro, seguindo requisitos pré-estabelecidos. Os selecionados vão ter acesso gratuito ao espaço Sebrae Comunidades: Shopping Compre do Pequeno, que valoriza a identidade regional e cria oportunidades de negócios. 

Dessa forma, além de ampliar a visibilidade, a ação busca fortalecer marcas locais e aproximar os MEIs de novos consumidores e parceiros.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Cada empreendedor vai contar com um nicho para exposição dos produtos. São negócios que atuam com artesanato, produtos ligados à cultura africana, beleza e bem-estar, plantas e outras categorias que estejam alinhadas com os objetivos da FE25.

“Participar do ‘Compre do Pequeno’ é uma oportunidade muito boa, uma chance única de ampliar mercados, vender mais e fortalecer a marca. É também importante para levar produtos das nossas cidades para pessoas de outras regiões”, afirma Cinthia Campos, analista de negócios do Sebrae/SP.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais sobre a FE25? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Conversa entre Trump e Lula é boa para o agro


O gesto partiu de Donald Trump. Numa ligação de cerca de meia hora, o presidente americano telefonou a Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o futuro das relações entre Brasil e Estados Unidos.

O tom foi amistoso e pragmático. Ao final, os dois trocaram telefones pessoaisum gesto raro, que sinaliza a intenção de manter contato direto e abrir uma nova fase de diálogo entre as maiores economias do continente.

Lula aproveitou a conversa para pedir a retirada das tarifas adicionais e das sanções aplicadas por Washington a autoridades brasileiras, classificando-as como um obstáculo político que não contribui para o fortalecimento da parceria bilateral. Trump ouviu o pedido com atenção e respondeu que “os dois países têm muito a ganhar se voltarem a cooperar”.

O telefonema representa um recomeço

Mesmo com estilos distintos, Lula e Trump parecem entender que Brasil e Estados Unidos se complementam, não se competem:

  • O Brasil é potência em alimentos, energia e minerais, elementos que sustentam a economia americana.
  • Os Estados Unidos são líderes em tecnologia, inovação e capital, pilares que impulsionam o desenvolvimento brasileiro.

Essa combinação faz das duas nações parceiros naturais, cuja cooperação pode gerar ganhos concretos para o comércio, o agronegócio e o investimento produtivo.

A iniciativa de Trump foi interpretada como um sinal de reaproximação

Para os americanos, o Brasil é um mercado de consumo e estratégico para suas empresas; para o Brasil, a relação com os EUA é porta de acesso à tecnologia e crédito mais competitivo.

O pedido de Lula sobre as sanções têm um peso simbólico: ele coloca a diplomacia acima das divergências ideológicas e busca reconstruir a confiança.
Ao trocar contatos pessoais, ambos os líderes demonstram que querem falar diretamente, sem intermediários e sem ruído político.

Para o agronegócio, a notícia é positiva: a retomada do diálogo pode reduzir incertezas, atrair investimentos e abrir novos canais de exportação, especialmente em biocombustíveis, proteínas, café e grãos processados.

A conversa também resultou em um acordo preliminar:

  • Lula deverá visitar Washington nos próximos meses, e Trump planeja vir ao Brasil,  uma vez que foi convidado por Lula, inclusive para sua vinda para a COP30.
  • As duas visitas devem servir para assinar acordos de cooperação em energia limpa, bioeconomia e infraestrutura logística, setores de interesse mútuo.

O telefonema e a troca de números pessoais mostram que as pontes entre Brasil e Estados Unidos podem ser reconstruídas quando o interesse nacional fala mais alto que a ideologia.
Ao pedir o fim das sanções e propor uma agenda de cooperação, Lula sinaliza pragmatismo, e Trump, reciprocidade.

Se ambos mantiverem o tom e concretizarem as visitas, a reaproximação poderá marcar o início de um novo ciclo de prosperidade continental, com reflexos diretos no campo, na indústria e na economia real.

Em tempos de fragmentação global, ver dois líderes opostos se entenderem pelo telefone é mais do que diplomacia, é um raro ato de lucidez política.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Passagem de frente fria temperaturas caírem no país, veja a previsão do tempo



A terça-feira (7) será marcada por mudanças no tempo em várias regiões do país, com chuva forte no Sul, aumento da nebulosidade no Sudeste e queda de temperatura em áreas do Centro-Oeste.

No Sul do Brasil, a circulação de umidade e perturbações na atmosfera mantêm o tempo instável entre Paraná e Santa Catarina. Logo nas primeiras horas do dia, núcleos de chuva ganham força e se espalham, provocando pancadas fortes acompanhadas de raios e ventos. Em Curitiba, o céu deve ficar encoberto durante todo o dia, com risco de alagamentos e enxurradas.

Em Santa Catarina, a chuva perde força ao longo da manhã. Já no Rio Grande do Sul, as precipitações se concentram entre a madrugada e a manhã, especialmente no norte e na serra, mas o tempo abre à tarde com o avanço de uma massa de ar polar, que derruba as temperaturas e pode provocar geada nas áreas mais altas.

Enquanto no Sudeste, a frente fria alcança o litoral paulista e muda o tempo em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O dia será marcado por chuva isolada e moderada em partes do interior paulista, com maior intensidade no litoral, onde os volumes podem ser mais altos. No centro-norte de São Paulo, o sol ainda predomina e o calor segue intenso, com chance de pancadas rápidas no fim do dia.

No Rio de Janeiro e em áreas do sul e da Zona da Mata de Minas Gerais, há previsão de pancadas a partir da tarde. No Espírito Santo, a umidade do oceano pode provocar chuva leve em cidades do litoral.

Já Centro-Oeste, a aproximação da frente fria traz instabilidades para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com pancadas localmente fortes, raios e rajadas de vento — especialmente no nordeste sul-mato-grossense e no sul de Goiás. No Distrito Federal e em parte de Goiás, o tempo continua firme e quente, com umidade do ar em níveis críticos. Os ventos de sul começam a soprar e amenizam o calor em parte do Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso.

No Nordeste, os ventos úmidos mantêm a chuva na faixa litorânea, sobretudo no litoral da Bahia, enquanto o interior segue seco e muito quente, com baixa umidade e risco para queimadas.

E no Norte do país, o calor e a umidade favorecem pancadas de chuva frequentes entre Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, que podem vir acompanhadas de temporais localizados. O noroeste do Pará também tem previsão de chuva forte, enquanto Tocantins segue com tempo firme e seco.



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