quarta-feira, abril 15, 2026

Autor: Redação

News

Brasil deve atingir 7ª posição entre os maiores consumidores de ovos per capita



A produção brasileira de ovos deverá alcançar 62 bilhões de unidades neste ano, conforme projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), volume 7,5% maior em relação ao registrado em 2024, consolidando um novo recorde histórico para o setor.

A marca é especialmente celebrada nesta próxima sexta-feira (10), data reconhecida como o Dia Mundial do Ovo.

O crescimento da proteína está diretamente relacionado ao avanço do consumo interno. Em 2025, cada brasileiro deverá consumir, em média, 288 ovos ao longo do ano, uma elevação de 7,1% frente ao consumo per capita de 269 unidades em 2024.

Com isso, a ABPA destaca que o Brasil deverá entrar, pela primeira vez, na lista dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

De acordo com o presidente da entidade e presidente do conselho do Instituto Ovos Brasil (IOB), Ricardo Santin, o movimento de expansão deve continuar em 2026, com produção estimada em até 65 bilhões de unidades e consumo per capita chegando a 306 ovos por habitante, o que deve fazer do brasileiro o sétimo povo que mais come a proteína no mundo, mas ainda distante do líder, o México, onde esse índice é de 360 unidades por pessoa.

Já em termos de volume, China, Estados Unidos e Índia são as três nações que concentram o o maior consumo do alimento no planeta.

“Estamos vivendo uma nova era para o setor de postura. O ovo tem ganhado espaço em todos os perfis de consumo, impulsionado por fatores como acessibilidade, versatilidade e alto valor nutricional. Ao mesmo tempo, o setor tem se beneficiado de custos mais ajustados e maior presença nas mesas dos brasileiros, o que sustenta a perspectiva de crescimento consistente nos próximos anos”, destaca Santin.

O Dia Mundial do Ovo é celebrado anualmente em dezenas de países produtores e consumidores, reconhecendo a importância da proteína na nutrição global.



Source link

News

Cetesb prorroga suspensão de queimadas em SP até fim do mês por risco de incêndios



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) prorrogou a suspensão das queimadas controladas em todo o estado até o dia 31 de outubro.

A decisão, que impacta diretamente o manejo da palha da cana-de-açúcar e proíbe as queimas agrícolas e fitossanitárias (como o controle de pragas), foi tomada devido ao prolongado período de estiagem e ao alto risco de incêndios florestais.

A proibição estava em vigor desde 28 de agosto e, após o prazo inicial de trinta dias, foi estendida por mais um mês. Durante o período de suspensão, a Cetesb não aceitará novos pedidos de autorização para o uso do fogo em São Paulo.

É importante ressaltar que a queima da palha da cana já estava sujeita a restrições rigorosas. A prática só era autorizada em dias com umidade relativa do ar acima de 30% e era vedada no período entre seis da manhã e oito da noite, momento de maior risco de propagação das chamas.

Histórico de 2024 exige cautela e ação preventiva imediata

O histórico climático recente reforça a urgência das ações preventivas. Em 2024, o agronegócio paulista enfrentou um inverno severo, marcado por tempo seco, altas temperaturas e um aumento preocupante no número de queimadas.

Essa experiência levou os órgãos ambientais a intensificarem as ações preventivas neste ano. O objetivo é duplo: reduzir ocorrências de incêndios de grandes proporções e preservar a qualidade do ar no estado, protegendo a saúde tanto da população rural quanto da urbana.

O produtor rural deve manter a atenção redobrada. O prazo de suspensão pode ser novamente estendido caso a estiagem persista ou as condições meteorológicas permaneçam desfavoráveis. Portanto, é crucial buscar métodos alternativos de manejo de resíduos e controle de pragas que não envolvam o uso do fogo.

Para evitar prejuízos e manter a produtividade, o pecuarista deve priorizar técnicas como o manejo mecânico, a utilização de defensivos agrícolas ou outras estratégias que garantam a saúde da lavoura e do pasto sem recorrer à queima.



Source link

News

Arroz e trigo puxam crescimento das exportações de grãos da Argentina



As exportações argentinas de grãos registram forte crescimento em 2025. De janeiro a agosto, o arroz liderou a alta, com aumento de 91% em relação a igual período de 2024, seguido pelo trigo (40%), sorgo (26%), cevada e outros cereais (3%) e milho (1%). Os dados são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia e foram divulgados nesta quinta-feira (9).

O avanço do arroz foi puxado pelo arroz descascado e pelo semibranqueado ou branqueado não parboilizado, enquanto no trigo se destacaram os grãos e a farinha. No caso do sorgo, entretanto, os grãos foram responsáveis pela expansão.

Principais parceiros dos “hermanos”

Entre os principais compradores dos grãos argentinos estiveram Vietnã, Brasil, Peru, Arábia Saudita, Argélia, Malásia, Chile, Egito, China e Indonésia. Alguns mercados apresentaram crescimento explosivo: Angola (+998%) e Bangladesh (+444%) nas compras de trigo; Líbano (+513%); Egito (+156%) no milho; e Quênia (+89%) no milho e trigo.

O governo argentino atribui o desempenho às medidas de incentivo adotadas para estimular o setor exportador, como eliminação de restrições e impostos sobre o arroz, redução de retenções sobre grãos e derivados, simplificação de registros, abertura de mercados (como trigo para a China e arroz em casca para o Panamá) e novas autorizações para eventos geneticamente modificados.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Silício pode proteger milho RR do glifosato



Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema


Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema
Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema – Foto: Pixabay

A Universidade de Rio Verde (UniRV) iniciou um projeto de iniciação científica voltado ao estudo do uso de Silício na redução dos danos causados pelo herbicida glifosato em plantas de milho RR, conforme explica Renan Souza Silva, Doutor em Fisiologia Vegetal. O objetivo é compreender como o Silício pode atenuar os efeitos fitotóxicos do herbicida, contribuindo para um melhor desempenho fisiológico das plantas e maior produtividade.

O estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema, como o Trabalho de Conclusão de Curso da aluna Emanuelle Stoco, do IF Goiano, que apresentou resultados promissores na mitigação dos efeitos do glifosato em algodão RR Flex por meio do uso de um mix de aminoácidos. Essas investigações reforçam a importância de compreender as interações entre herbicidas e fisiologia vegetal, evidenciando o potencial do silício como aliado na proteção das culturas.

Além de gerar conhecimento fundamental, a pesquisa busca subsidiar práticas de manejo de plantas daninhas mais eficientes, seguras e sustentáveis, alinhadas às necessidades da agricultura moderna. Espera-se que os resultados orientem estratégias que aumentem a tolerância das plantas a estresses químicos, favorecendo produtividade e sustentabilidade no campo.

A UniRV também destaca o interesse em parcerias com outras instituições para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas, promovendo intercâmbio de conhecimento e formação científica na área de fisiologia vegetal e manejo químico de culturas agrícolas, fortalecendo a inovação e o avanço científico no setor.

 





Source link

News

Inflação dos alimentos recua pelo quarto mês seguido, aponta IBGE



O grupo Alimentação e Bebidas registrou nova queda em setembro, acumulando quatro meses consecutivos de recuo no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De junho a setembro, a redução foi de 1,17%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Oferta maior pressiona preços

De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, o movimento reflete o aumento da oferta de alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras. “A maior disponibilidade desses produtos tem ajudado a reduzir os preços da alimentação no domicílio”, explicou.

Mesmo assim, Gonçalves destacou que o ritmo de queda tem diminuído. “A oferta continua alta, mas já não tão abundante como antes. Isso faz com que alguns itens comecem a reagir, embora a variação geral ainda seja negativa”, completou.

Em setembro, o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,26%, após recuo de 0,46% em agosto. A variação contribuiu com -0,06 ponto percentual para a taxa de inflação de 0,48% registrada no mês.

Itens com maior e menor variação

No consumo doméstico, a queda foi puxada por produtos básicos. Tomate (-11,52%), cebola (-10,16%), alho (-8,70%), batata-inglesa (-8,55%) e arroz (-2,14%) registraram as maiores reduções. As carnes também recuaram 0,12%, enquanto o café caiu 0,06%, marcando o terceiro mês seguido de baixa.

Por outro lado, frutas (2,40%) e óleo de soja (3,57%) subiram, o que limitou parte da deflação do grupo.

Alimentação fora de casa sobe

Os preços da alimentação fora do domicílio avançaram 0,11% em setembro. As refeições fora de casa caíram 0,16%, mas os lanches subiram 0,53%. Para o IBGE, a maior oferta de produtos alimentícios tem contribuído para conter o aumento de preços também nesse segmento.



Source link

News

TCU deve apurar possíveis práticas abusivas de instituições com crédito rural no RS



O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes comunicou nesta quarta-feira (8) que foi recebida uma solicitação do Congresso Nacional para a realização de auditoria sobre possíveis irregularidades na execução da política nacional de crédito rural, especificamente no Rio Grande do Sul. Há, conforme os relatos encaminhados pelo Congresso, indícios de “práticas abusivas” por parte de algumas instituições financeiras.

Nenhum banco foi citado nominalmente pelo ministro Augusto Nardes. Ele disse que as práticas alegadas incluem: conversão de dívidas em cédulas de crédito bancário e operações conhecidas como “mata-mata” – quando os recursos financeiros de um novo contrato são destinados ao pagamento de outra dívida.

O ministro do TCU também declarou que os relatos de associações setoriais apontam para a imposição de encargos financeiros mais elevados aos produtores rurais, o que estaria agravando o endividamento do setor agrícola gaúcho. Ele lembrou das severas tragédias climáticas que afetaram o Rio Grande do Sul.

Pelo despacho do ministro, a solicitação do Congresso Nacional será encaminhada no âmbito da auditoria que trata do sistema nacional de crédito rural, relatada por ele. Ou seja, os indícios em relação ao Rio Grande do Sul serão avaliados no âmbito de um processo maior sobre o tema do crédito rural.



Source link

News

Produtores mineiros aguardam chuva para dar início ao plantio de soja da safra 25/26



Em uma importante região produtora do Triângulo Mineiro, o início do plantio da safra de soja 2025/26 depende da chuva, fator decisivo. Em Uberlândia, Minas Gerais, a previsão é de que as atividades possam começar apenas no fim de outubro, caso o volume de precipitação aumente a partir da segunda quinzena do mês.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

De acordo com a Emater local, os produtores pretendem repetir a área cultivada da última temporada, mantendo o investimento em tecnologia e manejo eficiente, mesmo diante do desânimo com os atuais preços da oleaginosa. A expectativa é que o rendimento médio permaneça próximo ao obtido na safra anterior, em torno de 4,3 mil quilos por hectare.

Plantio de soja em Minas Gerais

Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, o estado de Minas Gerais deve registrar leve expansão de 1,3% na área plantada, totalizando 2,41 milhões de hectares em 2025/26. A produção estadual está estimada em 9,54 milhões de toneladas, alta de 1,8% frente à safra passada.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Estoques certificados em queda impulsionam preços do café



Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026


Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026
Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026 – Foto: Sheila Flores

O mercado de café encerrou a primeira semana de outubro com um tom positivo, impulsionado pelas expectativas em torno da florada no Brasil e pela redução nos estoques certificados de café arábica. Apesar da movimentação limitada no volume de negócios, devido à participação de parte dos players no 16º Coffee Forum and Dinner, realizado nos dias 2 e 3 de outubro em Basel, os preços futuros mostraram valorização tanto em Nova Iorque quanto em Londres. O cenário climático no Brasil e as incertezas sobre tarifas de exportação seguem como fatores centrais que definem o comportamento do mercado.

Segundo a StoneX, o contrato mais ativo de café arábica em Nova Iorque avançou 3,4%, ou 1.270 pontos, encerrando a sexta-feira cotado a US¢ 390,75 por libra-peso. Em Londres, o contrato com vencimento em novembro registrou alta de 7,8%, fechando a semana a 4.527 dólares por tonelada. 

Analistas destacam que, embora o clima favorável ao início da florada seja um ponto positivo, as incertezas relacionadas às tarifas comerciais e à disponibilidade de café de qualidade certificada podem limitar os ganhos de curto prazo. O mercado também tem observado um comportamento mais contido de parte dos investidores, que se dividem entre operações de hedge e especulação, aguardando sinais mais claros sobre o volume de produção e exportação no país.

Além disso, o período de florada é decisivo para a formação da safra 2026, e pequenas variações climáticas podem afetar diretamente a produtividade e a qualidade do grão. O acompanhamento contínuo das condições meteorológicas e das políticas de comércio internacional será determinante para os preços nos próximos meses, à medida que o mercado busca equilíbrio entre oferta e demanda em um cenário global ainda sensível a mudanças nas exportações e nos estoques.

 





Source link

News

BNDES abre renegociação de dívidas rurais em 15 de outubro



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai iniciar, a partir de 15 de outubro, o recebimento de pedidos para renegociação de dívidas de produtores rurais e cooperativas.

A medida faz parte do Programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais, criado para oferecer crédito a quem foi afetado por eventos climáticos extremos.

Crédito depende de liberação de recursos da União

Segundo o banco de fomento, a abertura dos protocolos está condicionada à liberação de até R$ 12 bilhões pelo Tesouro Nacional. Esses recursos devem subsidiar as operações de crédito, permitindo taxas de juros mais baixas e prazos compatíveis com a recuperação da atividade agropecuária.

Além disso, os financiamentos poderão ser contratados diretamente com o BNDES ou por meio de instituições financeiras credenciadas. O programa contempla tanto a quitação total quanto parcial de débitos vinculados à produção rural, abrangendo agricultores e cooperativas que sofreram perdas significativas em decorrência de seca, excesso de chuvas ou outros desastres naturais.

Condições definidas e foco em eventos climáticos

As regras de acesso ao crédito já haviam sido definidas anteriormente pelo banco. Neste sentido, o objetivo é garantir que produtores com dificuldade de pagamento, especialmente em regiões atingidas por fenômenos climáticos excepcionais, consigam reorganizar suas finanças e dar continuidade às atividades no campo.

O Programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais foi criado com base na Medida Provisória 1.314/2025, que autorizou o uso dos recursos federais para subvenção das operações. A expectativa é de que a medida ajude a reduzir o endividamento do setor e preserve a capacidade produtiva das propriedades rurais em um momento de instabilidade climática e de crédito restrito.



Source link

News

Marco Rubio e ministro brasileiro devem se encontrar em breve



O Itamaraty informou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, devem se encontrar em breve. A reunião, prevista para ocorrer em Washington, vai tratar sobre o tarifaço imposto sobre os produtos brasileiros.

Conforme a nota, os dois conversaram nesta quinta-feira (9), por telefone. “Na ocasião, após diálogo muito positivo sobre a agenda bilateral, acordaram que equipes de ambos os governos manterão reunião proximamente em Washington, em data a ser definida, para dar seguimento ao tratamento das questões econômico-comerciais entre os dois países”, diz o comunicado.

Diálogo fortalecido: fim do tarifaço?

A conversa entre Rubio e Vieira ocorre poucos dias depois da ligação via videoconferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Lula. Em entrevista à Rádio Piatã, da Bahia, hoje de manhã, Lula disse estar surpreso com o resultado da conversa com o líder norte-americano. Segundo o presidente brasileiro, “parecia uma coisa impossível de acontecer”.



Source link