domingo, abril 12, 2026

Autor: Redação

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Pesca ilegal resulta na apreensão de 60 toneladas de pescado



O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou autuações administrativas e multas que somam mais de R$ 1 milhão. A operação, realizada na última semana de setembro, resultou na apreensão de 60 toneladas de pescado capturado ilegalmente.

A operação, intitulada Saragaço, teve como foco o combate à pesca irregular, especialmente com o uso de redes de emalhe, tanto de fundo quanto de superfície. A ação foi realizada em áreas do litoral norte catarinense, região de alta relevância ambiental e submetida a regime especial de proteção.

Durante a vistoria, 14 embarcações foram apreendidas pela equipe de fiscalização por ausência de permissão de pesca, irregularidades sanitárias e falhas documentais. A operação resultou ainda em 14 prisões em flagrante por pesca em área proibida.

A articulação interinstitucional assegurou o fortalecimento da fiscalização ambiental em áreas marítimas protegidas visando garantir a proteção dos ecossistemas marinhos desses locais.



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Mercosul e Canadá retomam negociações para acordo de livre comércio



O Mercosul e o Canadá voltaram à mesa de negociações nesta quinta-feira (9), em Brasília, para discutir um possível Acordo de Livre Comércio. A reunião, coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), segue até sexta-feira (10) e marca a retomada das conversas paralisadas nos últimos anos.

Atualização das tratativas

A nova rodada ocorre após a visita do ministro canadense de Comércio Internacional, Maninder Sidhu, ao Brasil, em agosto. Na ocasião, ele se reuniu com o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, quando ambos reforçaram o interesse em ampliar a cooperação econômica entre os dois países.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o objetivo é atualizar os termos do acordo à luz do cenário global atual, marcado por novas exigências ambientais e maior atenção a cadeias produtivas sustentáveis. A ideia é seguir o modelo de negociações recentes do Mercosul com Singapura, União Europeia e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA).

Temas em discussão

Participam do encontro representantes dos quatro países do bloco — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai — e do Canadá. Entre os temas em análise estão acesso a mercados, regras de origem, facilitação de comércio e barreiras técnicas. Também estão na pauta questões ligadas a medidas sanitárias e fitossanitárias, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual e meio ambiente.

Os grupos de trabalho devem ainda revisar capítulos sobre concorrência, pequenas empresas, relações de trabalho, comércio e gênero e participação de povos indígenas. O objetivo é alinhar pontos de convergência e definir prioridades para as próximas etapas.

Relação bilateral

O Canadá ocupa posição relevante nas relações comerciais brasileiras. Em 2024, o fluxo bilateral de comércio somou US$ 9,1 bilhões, segundo o MDIC. O país foi o 19º principal destino das exportações do Brasil.

Do total exportado, 91% vieram da indústria de transformação, com destaque para alumínio, ouro, aço, máquinas e equipamentos, aeronaves e café. O governo brasileiro avalia que um acordo mais amplo com o Canadá pode ampliar o acesso a mercados de alto valor agregado e reforçar a presença do Mercosul no comércio internacional.



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Brasil deve atingir 7ª posição entre os maiores consumidores de ovos per capita



A produção brasileira de ovos deverá alcançar 62 bilhões de unidades neste ano, conforme projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), volume 7,5% maior em relação ao registrado em 2024, consolidando um novo recorde histórico para o setor.

A marca é especialmente celebrada nesta próxima sexta-feira (10), data reconhecida como o Dia Mundial do Ovo.

O crescimento da proteína está diretamente relacionado ao avanço do consumo interno. Em 2025, cada brasileiro deverá consumir, em média, 288 ovos ao longo do ano, uma elevação de 7,1% frente ao consumo per capita de 269 unidades em 2024.

Com isso, a ABPA destaca que o Brasil deverá entrar, pela primeira vez, na lista dos 10 maiores consumidores per capita de ovos do mundo.

De acordo com o presidente da entidade e presidente do conselho do Instituto Ovos Brasil (IOB), Ricardo Santin, o movimento de expansão deve continuar em 2026, com produção estimada em até 65 bilhões de unidades e consumo per capita chegando a 306 ovos por habitante, o que deve fazer do brasileiro o sétimo povo que mais come a proteína no mundo, mas ainda distante do líder, o México, onde esse índice é de 360 unidades por pessoa.

Já em termos de volume, China, Estados Unidos e Índia são as três nações que concentram o o maior consumo do alimento no planeta.

“Estamos vivendo uma nova era para o setor de postura. O ovo tem ganhado espaço em todos os perfis de consumo, impulsionado por fatores como acessibilidade, versatilidade e alto valor nutricional. Ao mesmo tempo, o setor tem se beneficiado de custos mais ajustados e maior presença nas mesas dos brasileiros, o que sustenta a perspectiva de crescimento consistente nos próximos anos”, destaca Santin.

O Dia Mundial do Ovo é celebrado anualmente em dezenas de países produtores e consumidores, reconhecendo a importância da proteína na nutrição global.



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Cetesb prorroga suspensão de queimadas em SP até fim do mês por risco de incêndios



A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) prorrogou a suspensão das queimadas controladas em todo o estado até o dia 31 de outubro.

A decisão, que impacta diretamente o manejo da palha da cana-de-açúcar e proíbe as queimas agrícolas e fitossanitárias (como o controle de pragas), foi tomada devido ao prolongado período de estiagem e ao alto risco de incêndios florestais.

A proibição estava em vigor desde 28 de agosto e, após o prazo inicial de trinta dias, foi estendida por mais um mês. Durante o período de suspensão, a Cetesb não aceitará novos pedidos de autorização para o uso do fogo em São Paulo.

É importante ressaltar que a queima da palha da cana já estava sujeita a restrições rigorosas. A prática só era autorizada em dias com umidade relativa do ar acima de 30% e era vedada no período entre seis da manhã e oito da noite, momento de maior risco de propagação das chamas.

Histórico de 2024 exige cautela e ação preventiva imediata

O histórico climático recente reforça a urgência das ações preventivas. Em 2024, o agronegócio paulista enfrentou um inverno severo, marcado por tempo seco, altas temperaturas e um aumento preocupante no número de queimadas.

Essa experiência levou os órgãos ambientais a intensificarem as ações preventivas neste ano. O objetivo é duplo: reduzir ocorrências de incêndios de grandes proporções e preservar a qualidade do ar no estado, protegendo a saúde tanto da população rural quanto da urbana.

O produtor rural deve manter a atenção redobrada. O prazo de suspensão pode ser novamente estendido caso a estiagem persista ou as condições meteorológicas permaneçam desfavoráveis. Portanto, é crucial buscar métodos alternativos de manejo de resíduos e controle de pragas que não envolvam o uso do fogo.

Para evitar prejuízos e manter a produtividade, o pecuarista deve priorizar técnicas como o manejo mecânico, a utilização de defensivos agrícolas ou outras estratégias que garantam a saúde da lavoura e do pasto sem recorrer à queima.



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Arroz e trigo puxam crescimento das exportações de grãos da Argentina



As exportações argentinas de grãos registram forte crescimento em 2025. De janeiro a agosto, o arroz liderou a alta, com aumento de 91% em relação a igual período de 2024, seguido pelo trigo (40%), sorgo (26%), cevada e outros cereais (3%) e milho (1%). Os dados são da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Ministério da Economia e foram divulgados nesta quinta-feira (9).

O avanço do arroz foi puxado pelo arroz descascado e pelo semibranqueado ou branqueado não parboilizado, enquanto no trigo se destacaram os grãos e a farinha. No caso do sorgo, entretanto, os grãos foram responsáveis pela expansão.

Principais parceiros dos “hermanos”

Entre os principais compradores dos grãos argentinos estiveram Vietnã, Brasil, Peru, Arábia Saudita, Argélia, Malásia, Chile, Egito, China e Indonésia. Alguns mercados apresentaram crescimento explosivo: Angola (+998%) e Bangladesh (+444%) nas compras de trigo; Líbano (+513%); Egito (+156%) no milho; e Quênia (+89%) no milho e trigo.

O governo argentino atribui o desempenho às medidas de incentivo adotadas para estimular o setor exportador, como eliminação de restrições e impostos sobre o arroz, redução de retenções sobre grãos e derivados, simplificação de registros, abertura de mercados (como trigo para a China e arroz em casca para o Panamá) e novas autorizações para eventos geneticamente modificados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Silício pode proteger milho RR do glifosato



Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema


Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema
Estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema – Foto: Pixabay

A Universidade de Rio Verde (UniRV) iniciou um projeto de iniciação científica voltado ao estudo do uso de Silício na redução dos danos causados pelo herbicida glifosato em plantas de milho RR, conforme explica Renan Souza Silva, Doutor em Fisiologia Vegetal. O objetivo é compreender como o Silício pode atenuar os efeitos fitotóxicos do herbicida, contribuindo para um melhor desempenho fisiológico das plantas e maior produtividade.

O estudo dá continuidade a pesquisas anteriores sobre o tema, como o Trabalho de Conclusão de Curso da aluna Emanuelle Stoco, do IF Goiano, que apresentou resultados promissores na mitigação dos efeitos do glifosato em algodão RR Flex por meio do uso de um mix de aminoácidos. Essas investigações reforçam a importância de compreender as interações entre herbicidas e fisiologia vegetal, evidenciando o potencial do silício como aliado na proteção das culturas.

Além de gerar conhecimento fundamental, a pesquisa busca subsidiar práticas de manejo de plantas daninhas mais eficientes, seguras e sustentáveis, alinhadas às necessidades da agricultura moderna. Espera-se que os resultados orientem estratégias que aumentem a tolerância das plantas a estresses químicos, favorecendo produtividade e sustentabilidade no campo.

A UniRV também destaca o interesse em parcerias com outras instituições para o desenvolvimento de pesquisas conjuntas, promovendo intercâmbio de conhecimento e formação científica na área de fisiologia vegetal e manejo químico de culturas agrícolas, fortalecendo a inovação e o avanço científico no setor.

 





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Inflação dos alimentos recua pelo quarto mês seguido, aponta IBGE



O grupo Alimentação e Bebidas registrou nova queda em setembro, acumulando quatro meses consecutivos de recuo no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De junho a setembro, a redução foi de 1,17%, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Oferta maior pressiona preços

De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, o movimento reflete o aumento da oferta de alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras. “A maior disponibilidade desses produtos tem ajudado a reduzir os preços da alimentação no domicílio”, explicou.

Mesmo assim, Gonçalves destacou que o ritmo de queda tem diminuído. “A oferta continua alta, mas já não tão abundante como antes. Isso faz com que alguns itens comecem a reagir, embora a variação geral ainda seja negativa”, completou.

Em setembro, o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,26%, após recuo de 0,46% em agosto. A variação contribuiu com -0,06 ponto percentual para a taxa de inflação de 0,48% registrada no mês.

Itens com maior e menor variação

No consumo doméstico, a queda foi puxada por produtos básicos. Tomate (-11,52%), cebola (-10,16%), alho (-8,70%), batata-inglesa (-8,55%) e arroz (-2,14%) registraram as maiores reduções. As carnes também recuaram 0,12%, enquanto o café caiu 0,06%, marcando o terceiro mês seguido de baixa.

Por outro lado, frutas (2,40%) e óleo de soja (3,57%) subiram, o que limitou parte da deflação do grupo.

Alimentação fora de casa sobe

Os preços da alimentação fora do domicílio avançaram 0,11% em setembro. As refeições fora de casa caíram 0,16%, mas os lanches subiram 0,53%. Para o IBGE, a maior oferta de produtos alimentícios tem contribuído para conter o aumento de preços também nesse segmento.



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TCU deve apurar possíveis práticas abusivas de instituições com crédito rural no RS



O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes comunicou nesta quarta-feira (8) que foi recebida uma solicitação do Congresso Nacional para a realização de auditoria sobre possíveis irregularidades na execução da política nacional de crédito rural, especificamente no Rio Grande do Sul. Há, conforme os relatos encaminhados pelo Congresso, indícios de “práticas abusivas” por parte de algumas instituições financeiras.

Nenhum banco foi citado nominalmente pelo ministro Augusto Nardes. Ele disse que as práticas alegadas incluem: conversão de dívidas em cédulas de crédito bancário e operações conhecidas como “mata-mata” – quando os recursos financeiros de um novo contrato são destinados ao pagamento de outra dívida.

O ministro do TCU também declarou que os relatos de associações setoriais apontam para a imposição de encargos financeiros mais elevados aos produtores rurais, o que estaria agravando o endividamento do setor agrícola gaúcho. Ele lembrou das severas tragédias climáticas que afetaram o Rio Grande do Sul.

Pelo despacho do ministro, a solicitação do Congresso Nacional será encaminhada no âmbito da auditoria que trata do sistema nacional de crédito rural, relatada por ele. Ou seja, os indícios em relação ao Rio Grande do Sul serão avaliados no âmbito de um processo maior sobre o tema do crédito rural.



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Produtores mineiros aguardam chuva para dar início ao plantio de soja da safra 25/26



Em uma importante região produtora do Triângulo Mineiro, o início do plantio da safra de soja 2025/26 depende da chuva, fator decisivo. Em Uberlândia, Minas Gerais, a previsão é de que as atividades possam começar apenas no fim de outubro, caso o volume de precipitação aumente a partir da segunda quinzena do mês.

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De acordo com a Emater local, os produtores pretendem repetir a área cultivada da última temporada, mantendo o investimento em tecnologia e manejo eficiente, mesmo diante do desânimo com os atuais preços da oleaginosa. A expectativa é que o rendimento médio permaneça próximo ao obtido na safra anterior, em torno de 4,3 mil quilos por hectare.

Plantio de soja em Minas Gerais

Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, o estado de Minas Gerais deve registrar leve expansão de 1,3% na área plantada, totalizando 2,41 milhões de hectares em 2025/26. A produção estadual está estimada em 9,54 milhões de toneladas, alta de 1,8% frente à safra passada.



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