domingo, abril 12, 2026

Autor: Redação

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Dia do Engenheiro Agrônomo: profissão é essencial para uma agricultura sustentável



O Dia do Engenheiro Agrônomo é celebrado neste domingo (12). A data marca os 92 anos da regulamentação da profissão, ocorrida em 1933, durante o governo de Getúlio Vargas. Os engenheiros agrônomos têm papel fundamental na proteção de plantas e na segurança fitossanitária da agricultura brasileira.

Presentes desde o campo até a pesquisa científica, esses profissionais são responsáveis por garantir a qualidade da produção vegetal, o uso sustentável dos recursos naturais e a vigilância contra pragas e doenças que ameaçam lavouras em todo o país.

Profissionais de formação ampla e atuação estratégica

A formação do engenheiro agrônomo é uma das mais completas do setor agropecuário, unindo áreas biológicas, exatas e humanas. Essa base multidisciplinar permite a atuação em diferentes frentes, desde o ensino e a pesquisa até os serviços de extensão rural e a defesa agropecuária.

Nos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV), por exemplo, esses profissionais são responsáveis por ações de controle de pragas quarentenárias, certificação de produtos vegetais, monitoramento de sementes e mudas e fiscalização do uso e devolução de agrotóxicos. São atividades essenciais para garantir que os produtos agrícolas brasileiros mantenham padrões rigorosos de sanidade e qualidade, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

Agricultura mais segura e sustentável

Mais do que garantir a produtividade das lavouras, os engenheiros agrônomos são protagonistas de uma agricultura sustentável e socialmente justa. Seu trabalho assegura que o uso de insumos ocorra de forma responsável, que os solos sejam preservados e que o Brasil mantenha o status de potência agrícola mundial.

Por isso, a data é também um momento de reconhecimento ao trabalho técnico e comprometido desses profissionais, que impactam diretamente a economia, o meio ambiente e o futuro da agricultura brasileira.



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Mahindra celebra 9 anos de história no Brasil


Outubro é mês de celebração para a Mahindra Brasil. Em 2025, a empresa completa 9 anos de atuação no país e marca esse momento com um passo decisivo em sua trajetória: o início das obras da nova planta industrial em Dois Irmãos (RS), fruto de um investimento previsto de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos.

A nova sede será construída às margens da BR-116 – Estrada Travessão Ivoti/Dois Irmãos – RS, em uma área de mais de 89 mil m², com 38.568 m² de área construída e previsão de expansão de 24 mil m². Com isso, a capacidade produtiva da Mahindra será triplicada, passando de 3 mil para 9 mil tratores por ano. O número de empregos também será ampliado, com expectativa de crescimento de 100 para 300 colaboradores diretos e indiretos.

Mais do que uma nova fábrica, esse projeto representa o fortalecimento da Mahindra no Brasil, consolidando sua atuação com mais de 13 mil tratores em solo nacional, mais de 90 pontos de venda e assistência técnica, e uma rede de parceiros que compartilham o propósito de transformar o campo com força, tecnologia e proximidade.

“Estamos investindo não apenas em infraestrutura, mas no futuro da agricultura nacional, com foco nos produtores que realmente alimentam o país. Este projeto reforça nosso compromisso com o desenvolvimento regional, geração de empregos e inovação acessível para o campo brasileiro”, destaca Jak Torretta Jr., CEO da Mahindra Brasil.

A celebração dos 9 anos também é marcada por ações internas voltadas ao pertencimento dos colaboradores, homenagens à rede de concessionários e iniciativas que reforçam a cultura de crescimento e transformação da empresa.

A escolha por Dois Irmãos reforça o vínculo da Mahindra com o município, que acolheu a empresa desde o início de sua operação no Brasil. A parceria com a Prefeitura foi oficializada em setembro, com a liberação da licença ambiental prévia e assinatura do contrato para início das obras.

“A nova fábrica da Mahindra representa um avanço significativo para Dois Irmãos. É resultado de uma parceria sólida que vai gerar empregos, movimentar a economia local, posicionar o nosso município como referência no setor agrícola”, afirmou o prefeito Jerri Meneghetti.





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Itália investe €400 milhões para modernizar o campo



Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas


Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas
Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas – Foto: Divulgação

Durante a feira Agrilevante, em Bari, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, destacou o papel estratégico da mecanização e das políticas públicas voltadas à modernização do campo. Segundo ele, o governo italiano aposta na tecnologia como motor de competitividade e sustentabilidade, com destaque para o Fundo de Inovação, gerido pela ISMEA (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola e Alimentar), que já transformou mais de 3 mil propriedades rurais e empresas agroindustriais no país.

Criado pela Lei Orçamentária de 2023, o Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas e equipamentos de última geração, como tratores inteligentes, robôs agrícolas, drones, sistemas de monitoramento e sensores avançados, promovendo a transição digital e a redução de impactos ambientais. Até agora, o programa já mobilizou €300 milhões e deve receber mais €100 milhões entre 2026 e 2027, totalizando €400 milhões em investimentos. A expectativa é atender cerca de 4 mil empresas em todo o território italiano.

De acordo com Lollobrigida, a política representa uma virada de chave para a agricultura italiana, que busca unir tradição e tecnologia. As inovações financiadas têm permitido economizar água, otimizar o uso de fertilizantes e reduzir emissões de carbono, além de incorporar inteligência artificial no manejo de culturas. O presidente da ISMEA, Livio Proietti, ressaltou que €150 milhões serão destinados ao sul do país e às ilhas, regiões com forte presença de pequenas propriedades familiares. “Investir em inovação também é garantir a sucessão geracional e combater o despovoamento rural”, afirmou.

 





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Produção de soja pode alcançar novo recorde em 2025/26


A primeira estimativa da Hedgepoint para a safra brasileira de soja 2025/26 projeta uma produção de 178 milhões de toneladas, o que representaria um novo recorde. O número indica um aumento de 3,7% em relação à temporada anterior, quando foram produzidas 171,6 milhões de toneladas. A área plantada deve alcançar 48,24 milhões de hectares, crescimento de 1,2% frente à safra 2024/25. A produtividade média estimada é de 3.690 kg/ha, alta de 2,5%.

“Apesar de um novo avanço da área brasileira, destacamos que o crescimento esperado aponta para o menor avanço da área em muitos anos”, afirma Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets.

Segundo ele, a redução das margens de lucro dos produtores, os custos elevados e a menor aplicação de insumos podem limitar o desempenho da safra, sobretudo se as condições climáticas forem desfavoráveis.

Roque explica que a recuperação da produtividade média nacional está relacionada, principalmente, ao desempenho esperado no Rio Grande do Sul. “Falando em produtividades, destacamos que o aumento esperado na produtividade média nacional deriva, principalmente, de uma provável recuperação das produtividades médias das lavouras do Rio Grande do Sul”, afirma. Ele acrescenta que, em contrapartida, pode haver redução em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

“De qualquer forma, não podemos descartar a repetição ou até mesmo a superação das altas produtividades registradas em 2024/25, o que, se ocorrer, pode levar a safra brasileira a superar a marca de 180 milhões de toneladas. Tudo depende do clima”, complementa o analista.

Roque destaca que o clima deve ser influenciado pelo retorno do fenômeno La Niña. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há probabilidade de cerca de 71% de ocorrência do fenômeno entre outubro e dezembro de 2025. O analista explica que o La Niña tende a beneficiar as regiões Centro-Norte, mas pode reduzir as chuvas no Sul. “Nesse ponto, destacamos a relevância das produções do Paraná e do Rio Grande do Sul, que, em anos ‘normais’, estão entre os três maiores estados produtores do país, atrás apenas do Mato Grosso.”

De acordo com Roque, caso o La Niña tenha forte intensidade, o recorde de produção poderá ser comprometido. No entanto, as projeções atuais indicam um fenômeno de baixa intensidade, o que não deve causar grandes impactos. Mesmo assim, ele recomenda atenção especial à Região Sul.

As estimativas da Hedgepoint também indicam exportações recordes de 112 milhões de toneladas em 2025/26, impulsionadas pela demanda chinesa. O especialista ressalta, porém, que eventuais avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China podem afetar os embarques brasileiros.

No mercado interno, o aumento da mistura obrigatória de biodiesel (B15), vigente desde agosto de 2025, e a expectativa de maior exportação de carnes devem elevar a demanda por óleo e farelo de soja. “Por ser um ano eleitoral, é possível que o novo aumento previsto para a mistura (de B15 para B16) não ocorra, com o governo dando maior atenção aos dados de inflação durante a corrida eleitoral”, afirma Roque.

Ele acrescenta que, embora improvável, uma redução na mistura também não está descartada caso o preço do biodiesel pressione os valores do diesel nos postos. “Dessa forma, é importante estarmos atentos aos impactos da corrida eleitoral na economia brasileira, com possíveis impactos diretos na demanda interna por soja”, pontua.

Com a produção em alta, a Hedgepoint estima estoques finais de 8,8 milhões de toneladas, avanço de 66% em relação ao ciclo anterior. “Diante disso, é possível vermos uma pressão negativa importante nos preços brasileiros, especialmente durante a colheita, o que merece uma atenção especial da ponta vendedora”, conclui Roque.





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Produtores de brássicas enfrentam pragas e baixa de preço



Praga exige controle em lavouras de brássicas



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado apresenta bom desenvolvimento e qualidade, mas enfrenta desafios relacionados ao controle de pragas e à rentabilidade.

Em Barão, as lavouras de repolho e brócolis estão em boas condições, embora produtores tenham registrado a presença de mariposas da traça-das-crucíferas. Segundo o informativo, a incidência da praga tem exigido manejos específicos para reduzir os danos e preservar a produtividade. Os preços pagos aos agricultores são de R$ 2,50 por unidade de brócolis e R$ 1,50 por unidade de repolho verde.

No município de Linha Nova, as condições climáticas no início de outubro têm favorecido o cultivo de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis. A expectativa dos produtores é de uma boa colheita nesta safra.

A Emater/RS-Ascar destaca que, diante desse cenário, o monitoramento das condições climáticas e o planejamento do escoamento da produção são fatores essenciais para garantir a viabilidade econômica da atividade. Apesar do bom desempenho das lavouras, alguns produtores relataram que os preços atuais estão abaixo das expectativas.





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Safra de pêssego avança com boas perspectivas



Produtores de pêssego enfrentam falta de mão de obra



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, a safra de pêssego segue em avanço no Rio Grande do Sul, com boas condições fitossanitárias e perspectivas positivas de produção, embora persistam desafios relacionados à contratação de trabalhadores para o raleio de frutos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os produtores deram continuidade aos trabalhos de raleio e realizaram a adubação nitrogenada em cobertura. O documento aponta que a “perspectiva de produção continua excelente”, com pomares apresentando boa sanidade. A população de mosca-das-frutas, no entanto, tem aumentado, o que levou à intensificação do uso de iscas tóxicas.

Na região de Caxias do Sul, também ocorre o raleio de frutos e o repasse da prática, mas a Emater observa que “na maioria das propriedades, há registros de dificuldade de contratação de mão de obra”. As variedades precoces, como BRS Campai e Tropic Prince, já começaram a ser colhidas, mas os pomares ainda não atingiram o pico de produção. Os frutos apresentam tamanho médio e epiderme com pouca coloração, e o preço das variedades destinadas ao packing house ainda não foi definido.

As variedades BRS Fascínio, Charme e Chimarrita apresentam boas expectativas de colheita. Já as mais cultivadas, PS 10711 e PS 25399, estão em fase de raleio, com boa quantidade de frutos e sanidade satisfatória. O preço nas feiras do produtor varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00 por quilo.





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Arroba do boi aumentou durante a semana e tem fôlego para crescer ainda mais


O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta dos preços no decorrer da semana em um ambiente pautado pelo encurtamento das escalas de abate, principalmente para os frigoríficos de menor porte.

Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, as indústrias de maior porte ainda sinalizam uma maior disponibilidade de animais de parceria, com uma posição de escalas relativamente mais tranquila.

“Já o mercado interno apresentou maior fluidez durante a semana, com melhora dos preços da carne bovina no atacado. Outro elemento importante são as exportações, que permanecem em ótimo nível”, conta.

Preços médios da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 9 de outubro:

  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 3,33% frente aos R$ 300 da semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 295, avanço de 1,72% em comparação aos R$ 290 registrados na última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 295, aumento de 1,72% frente aos R$ 290 apontados no fechamento do período anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320, estável em relação à semana passada
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 295, inalterado frente à semana anterior
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, valorização de 2,56% em comparação aos R$ 273 praticados no fechamento da semana passada

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista trabalhou com preços firmes ao longo da semana.

A perspectiva em termos de negócios ainda sugere reajustes nos preços no curto prazo, por conta da entrada dos salários na economia, o que favorece uma melhor reposição entre o atacado e o varejo.

Segundo o analista, a chegada do último trimestre também produz otimismo, considerando o consumo aquecido que marca esse período.

“Acredito que teremos mais um movimento de alta, mas de forma comedida e limitado pela oferta na virada de mês, considerando a proximidade das festas de fim de ano e a entrada do décimo terceiro salário na economia”

O quarto do traseiro do boi foi cotado a R$ 25,00 o quilo, alta de 8,70% frente aos R$ 23,00 o quilo praticado na semana passada. Já o quarto do dianteiro do boi foi vendido por R$ 17,70 o quilo, avanço de 4,12% frente ao valor registrado na última semana, de R$ 17,00 o quilo.

Exportações de carne bovina

carne bovina
Foto: Divulgação Mapa

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,767 bilhão em setembro (22 dias úteis), com média diária de US$ 80,351 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 314,690 mil toneladas, com média diária de 14,304 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.617,40.

Em relação a setembro de 2024, houve alta de 55,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 25,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 24,4% no preço médio. 



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Ciclone se aproxima do Brasil no domingo; veja quais estados sentirão seus efeitos



O Brasil deve enfrentar condições severas de tempo a partir deste domingo (12), com a chegada de uma frente fria e a formação de um ciclone extratropical entre o país, Uruguai, Argentina e Paraguai. De acordo com informações do Climatempo e do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, os fenômenos devem provocar chuvas intensas, queda de granizo, muitos raios e rajadas de vento que podem ultrapassar os 100 km/h em várias regiões do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Formação perigosa no Cone Sul

Segundo o Climatempo, o processo de formação do ciclone começa neste sábado (11), com o aprofundamento de uma área de baixa pressão atmosférica entre o norte da Argentina e o Paraguai. A pressão no centro desse sistema deve cair para menos de 1000 hPa (hectopascais), configurando uma situação meteorológica considerada perigosa. Esse tipo de baixa pressão favorece o desenvolvimento de nuvens do tipo cumulonimbus, que provocam tempestades severas.

O ciclone extratropical deve se organizar entre o domingo (12) e a segunda-feira (13), próximo ao Uruguai e à província de Buenos Aires, deslocando-se rapidamente em direção ao oceano Atlântico. Embora não passe diretamente sobre o território brasileiro, sua proximidade com o Sul do país vai intensificar os efeitos climáticos, especialmente o vento forte.

Regiões em alerta: quais estados serão afetados?

Os principais impactos climáticos devem ser sentidos em duas grandes regiões: o Sul e o Centro-Sul do Brasil.

Região Sul

A frente fria e o ciclone extratropical devem atingir todos os três estados da região:

  • Rio Grande do Sul: é o estado com maior risco de temporais severos. Rajadas de vento podem ultrapassar os 100 km/h, especialmente no centro-oeste e sudoeste gaúcho, onde as tempestades devem começar ainda na madrugada de domingo. Há alerta da Defesa Civil para cheias de arroios e pequenos rios, devido ao grande volume de chuva. Também há risco elevado de queda de granizo e descargas elétricas.
  • Santa Catarina e Paraná: as tempestades devem avançar no domingo pela manhã e se intensificar ao longo do dia, com rajadas de vento variando entre 70 km/h e 90 km/h. Apesar de menos intensos que no RS, os temporais também podem causar alagamentos urbanos e transtornos pontuais.

Centro-Sul do Brasil

De acordo com Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, os efeitos da frente fria associada ao ciclone também serão sentidos em outros estados entre o domingo (12) e a segunda-feira (13):

  • Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: previsão de temporais com rajadas de vento intensas e possibilidade de queda de granizo.
  • São Paulo: especialmente no interior, há alerta para chuvas fortes, vento e tempestades elétricas.
  • Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo: devem sentir os efeitos da frente fria já na madrugada de segunda-feira (13), com previsão de chuvas volumosas e risco de temporais em pontos isolados.

Além da chuva intensa, os estados devem ficar alertas para:

  • Ventania: rajadas podem ultrapassar 100 km/h no RS e atingir 70 a 90 km/h em SC, PR e áreas do Sudeste e Centro-Oeste.
  • Granizo: há risco nos três estados do Sul no domingo (12). No RS, o risco já começa no sábado (11).
  • Descargas elétricas: com a formação de muitas nuvens cumulonimbus, há previsão de grande número de raios, que podem provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos estruturais e morte de animais ou pessoas.



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Incêndio de grandes proporções atinge silo de soja no Sul do RS



Um incêndio de grandes proporções atinge, neste sábado (11), um dos silos de uma empresa de grãos localizada às margens da BR-116, próximo à entrada de Arroio Grande, no Sul do Rio Grande do Sul. O foco do incêndio é o silo número três do complexo da empresa Cotribá, que armazena cerca de 120 toneladas de soja. A fumaça pode ser vista da rodovia.

As chamas começaram durante a manhã e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros de Jaguarão e do Serviço Civil e Auxiliar de Bombeiro (SCAB) , grupo de bombeiros voluntários de Arroio Grande. Brigadistas da própria empresa também atuam no combate ao fogo, utilizando os hidrantes internos da estrutura.

Segundo informações dos bombeiros, a principal hipótese para a origem do incêndio é o atrito entre os próprios grãos de soja, o que pode causar combustão espontânea, um risco conhecido em estruturas de armazenamento agrícola. As altas temperaturas impediram a abertura da lateral do silo, como previsto no protocolo inicial. O teto da estrutura já desabou.

Apesar da intensidade das chamas e do colapso parcial do silo, não há registro de feridos até o momento. Apenas danos materiais foram confirmados. A área é considerada de risco.

Este é o segundo incêndio registrado na mesma empresa somente neste ano. Em julho, dois silos da Cotribá também foram atingidos por um incêndio que levou mais de 48 horas para ser controlado e causou a destruição total das estruturas afetadas.

Dois caminhões do Corpo de Bombeiros, um de Arroio Grande e outro de Jaguarão, estão sendo utilizados na operação. Até a mais recente atualização desta nota, a empresa Cotribá não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido.

*Com informações da RBS e Zero Horas



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Palmeiras são as verdadeiras ‘caixas d’água’ da Amazônia e sustentam a floresta na seca



Entre as famílias de plantas mais abundantes da Amazônia, as palmeiras (Arecaceae) se destacam pela capacidade de armazenar até duas vezes mais água do que as árvores. No entanto, a presença dessas plantas e de outras espécies típicas de ambientes úmidos está ameaçada pelas alterações no ciclo da água na floresta amazônica.

As conclusões fazem parte de pesquisas conduzidas por cientistas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro. Alguns resultados preliminares dos trabalhos foram apresentados em palestra durante o Fórum Brasil-França “Florestas, Biodiversidade e Sociedades Humanas”, que aconteceu entre os dias 1º e 2 de outubro em São Paulo.

Organizado pelo Museu Nacional de História Natural (MNHN) da França, em Paris, pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Fapesp, o objetivo do evento foi discutir a biodiversidade florestal, os ecossistemas e suas relações com as sociedades humanas, do passado e do presente.

“As palmeiras são grandes reservatórios ou caixas d’água da floresta”, disse a professora da Unesp, coordenadora do projeto e pesquisadora associada ao CBioClima, Thaise Emilio.

Predominância das palmeiras

Embora representem apenas uma entre as 171 famílias de plantas arborescentes da Amazônia, as palmeiras são altamente dominantes na floresta, tanto no dossel quanto no sub-bosque, afirma Thaise Emilio.

Uma das hipóteses para essa predominância é que as palmeiras podem ter sido domesticadas pelas primeiras populações humanas que habitaram e manejaram a Amazônia há milhares de anos.

“Há dúvidas, porém, se foram os humanos que enriqueceram a Amazônia com palmeiras ou se eles decidiram viver na floresta justamente por possuírem essas plantas tão abundantes e úteis, que têm grande importância econômica”, conta Thaise Emilio.

Aproximadamente 75% da produção brasileira de produtos florestais não madeireiros hoje é proveniente de palmeiras, sendo 50% só do açaí (Euterpe oleracea), sublinhou a pesquisadora.

Resistência à seca

Por muito tempo, acreditou-se que as palmeiras eram vulneráveis à seca devido à sua estrutura hidráulica. Para investigar o tema, a pesquisadora iniciou, em 2017, uma colaboração com cientistas franceses, analisando a resistência do xilema (tecido condutor que leva água para as raízes das plantas) à embolia provocada pela seca.

Os estudos mostraram que, embora vulneráveis à seca como outras espécies, as palmeiras têm mais água nos troncos, o que lhes permite mobilizar o recurso e reduzir os riscos de embolia. Pesquisas posteriores, em parceria com a Universidade de Edimburgo, revelaram que elas armazenam até 70% de seu volume em água, superando as árvores dicotiledôneas, que chegam a 50%.

“A gente vê que só elas dão frutos nessas épocas de seca. Isso é muito importante para manter a alimentação dos animais na floresta e dos humanos, que dependem desses recursos”, destaca Thaise Emilio.

Esse papel essencial, no entanto, está ameaçado pela intensificação do ciclo hidrológico e pelo declínio de espécies adaptadas a climas úmidos. Modelagens em andamento indicam que, em cenários mais secos, as palmeiras podem morrer até duas vezes mais do que outras árvores. “A combinação de anos chuvosos e secos está causando uma mudança na dinâmica e nas características de regiões da floresta”, afirma a pesquisadora.



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