sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

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Brasil mapeia oportunidades de exportação de tilápia para EUA e Europa



O Brasil é o quarto maior produtor mundial de tilápia, atrás apenas de China, Indonésia e Egito, com uma produção anual de cerca de 662 mil toneladas. Apesar do volume expressivo, ainda há grande potencial a ser explorado nos mercados internacionais, especialmente na Europa e nos Estados Unidos, apontam pesquisadores da Embrapa.

A pesquisa, realizada em parceria com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), envolveu visitas a países como França, Espanha e estados norte-americanos como Flórida e Massachusetts. Os pesquisadores entrevistaram importadores, atacadistas e participaram de feiras do setor, identificando oportunidades para expansão das exportações.

Nos Estados Unidos, o Brasil já é o segundo maior exportador de tilápia fresca, mas a maior parte do mercado consome peixe congelado, segmento em que o país ainda tem baixa participação.

Na Europa, o consumo é mais restrito, focado em nichos étnicos, mas há potencial significativo para produtos frescos quando houver reabertura do mercado, atualmente fechado por questões sanitárias desde 2018.

“É preciso desenvolver estratégias de comunicação e comercialização para conquistar esses mercados, ajustando volumes, preços e logística”, destaca o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura, Manuel Pedroza.



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novo parceiro impulsiona fazenda goiana


Com sete hectares em Anápolis, região central de Goiás, a família Silva é proprietária da Fazenda Primavera, focada em pecuária leiteira. “Começamos com apenas cinco vacas pouco produtivas”, lembra Odair Albino da Silva. Hoje, já são 32 em lactação que chegam a gerar até 700 litros diários.

Ele conta que, se tudo der certo, no ano que vem conseguirá alcançar a sonhada marca de mil litros por dia, número que tem fixo na cabeça desde 2013, quando, junto com a mulher, Maria Amélia da Silva, e o único filho, Iago Albino da Silva, adquiriram o local e abriram espaço para os animais, para a sala de ordenha, o cocho e negociaram a área arrendada com a lavoura de milho para o fornecimento da ração.

Para ter mais qualidade de vida e atraídos pela rentabilidade da soja em 2022, quando a saca ultrapassou os R$ 200 pela primeira vez na história, ficaram tentados a investir unicamente na produção da oleaginosa, mas a vocação leiteira falou mais alto.

“Eu gosto de trabalhar com leite. Meu filho, que usa muito mais a inteligência do que a força bruta, pode futuramente combinar o leite com a soja ou outra cultura, mas, por enquanto, só queremos mexer com leite porque está dando muito certo”, diz o patriarca.

Segundo ele, as coisas começaram a mudar quando um parceiro de peso chegou e lhes disse que poderiam ter uma produção que gerasse mais renda e, de quebra, agredisse muito menos o meio ambiente. Assim, passaram a fazer parte do Programa Nature por Ninho, da Nestlé.

A iniciativa por enquanto só existe no Brasil e oferece consultoria aos mais de mil produtores de leite que fornecem o produto exclusivamente à companhia. Assim, além do preço fixado, recebem uma bonificação pelo litro da bebida conforme as iniciativas sustentáveis que adotam ao longo do processo.

Quem entra no programa começa com o nível bronze, como é o caso da Fazenda Primavera. Para atingir o próximo patamar, o prata, a propriedade precisa, necessariamente, começar a investir em genética. O Nature por Ninho ainda possui os níveis ouro e diamante e integra o compromisso da Nestlé em neutralizar as emissões de suas operações em 50% até 2030 e em 100% até 2050, missão que inclui as cadeias de fornecimento.

De pai para filho

Odair e Iago - produtores leite GoiásOdair e Iago - produtores leite Goiás
Odair Albino da Silva e o filho Iago Albino da Silva. Foto: Reprodução

Falando no longo prazo, Odair é otimista quanto ao futuro da fazenda. Ainda que os meandros do termo “sucessão” não lhe sejam tão familiares, confia cegamente no filho para seguir na gestão da propriedade.

“Meu filho tem ideias novas que vão melhorando a produção. A minha esposa e eu não, quando começamos era só na força e na ignorância. Daqui a dez anos, quando ele estiver à frente de tudo, estará produzindo três, quatro mil litros por dia”, prenuncia.

Já o filho não enxerga na continuidade do trabalho uma obrigação, mas uma missão. “Temos que melhorar, trazer cada vez mais tecnologia para a fazenda, quem sabe em um futuro próximo estar com uma estrutura melhor, um barracão, uma ordenha melhor, com mais mão de obra, evoluir. Penso em cada vez mais estar em um patamar diferente, em continuar com esse legado dos meus pais que tenho certeza que não foi fácil para eles atingirem”, conta Iago.

Como sua primeira ação na fazenda, a adoção de um GPS no velho trator da família veio em boa hora, mas não sem a estranheza do pai. “Ele ficou um pouco resistente no começo, mas depois viu que é uma questão de economia, porque se você não tem o GPS e vai aplicar algum adubo ou defensivo, acaba gastando mais do que precisa, às vezes tem erros, então quando vamos aplicar adubo ou esterco, temos mais precisão [no que estamos fazendo]”.

Iago confessa que não pensava em seguir na pecuária leiteira quando era mais novo, principalmente ao ver os sacrifícios dos pais. “Hoje eu tenho vontade de que seja uma atividade [que vou desempenhar] pelo resto da minha vida, o meu ganha pão, para o meu crescimento, vejo como uma atividade atrativa. Não é fácil, principalmente para jovens como eu, mas é algo que enxergo com novos olhos”, conta.



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MP denuncia empresário por 120 golpes e fraude de mais de R$ 20 milhões



O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou na última sexta-feira (10) Celso Antônio Fruet, um empresário de 72 anos do ramo de cereais, que aplicou golpes contra pelo menos 120 produtores rurais e lucrou ilicitamente R$ 20,3 milhões no município de Campo Bonito, no oeste do estrado.

O golpista era proprietário de uma empresa cerealista. Mesmo após vender o seu negócio para uma cooperativa da região, continuou negociando grãos com diversos agricultores, adquirindo e recebendo mercadorias sem realizar os pagamentos.

Segundo a promotora de Justiça Ana Carolina Lacerda Schneider, a venda de sua empresa gerou lucro de mais de R$ 40 milhões. O MP está em processo de verificação sobre a destinação do dinheiro.

De acordo com investigação, o denunciado possuía o negócio há cerca de 30 anos na região e atuava armazenando sacas de soja e trigo de agricultores nos silos de sua propriedade.

Consequências para vítimas e golpista

As vítimas receberam a notificação da fraude no dia 21 de julho deste ano quando, ao se deslocaram até o estabelecimento comercial de Fruet, descobriram o local vendido e as atividades encerradas.

Conforme denúncia, a Promotoria de Justiça acredita que ele se aproveitava da relação de confiança que criou com diversos produtores rurais para aplicar os golpes.

Além disso, as investigações também apontaram que ele teria praticado crimes semelhantes em anos anteriores nos municípios paranaenses de Capanema e Catanduvas, sendo que esses crimes já prescreveram.

Ao todo, Celso Antônio Fruet foi denunciado por 124 ocorrências do crime de estelionato, sendo que em 38 desses casos as vítimas eram idosos. Além da condenação às penas previstas em lei, o MP também requer o pagamento de valor mínimo a título de reparação aos danos causados às vítimas.

O suspeito tem um mandado de prisão em aberto e é considerado foragido pela polícia.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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À espera por cotações melhores, produtores de soja focam no plantio; confira os preços do dia



O mercado brasileiro de soja começou a semana com baixa oferta e poucas indicações de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, os produtores permanecem concentrados no plantio da nova safra e mais cautelosos nas vendas, à espera de cotações mais atrativas.

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Silveira explica que não houve grandes movimentações nem no porto e nem na indústria, com prêmios praticamente estáveis. A leve alta registrada na Bolsa de Chicago (CBOT) limitou-se a ajustes técnicos, sem força para alterar o cenário doméstico. “Os preços tiveram apenas pequenas oscilações”, resume o analista.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 133,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 126,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 138,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 139,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira. Após a queda expressiva do pregão anterior, o mercado reagiu a declarações mais conciliatórias do presidente Donald Trump e do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que amenizaram o tom das tensões comerciais com a China.

A recuperação, no entanto, foi limitada pelo cenário fundamental, ou seja, avanço da colheita norte-americana e boas condições para o plantio no Brasil. A paralisação parcial do governo americano segue no radar e afeta a divulgação de dados importantes de oferta, demanda e embarques.

Contratos futuros

O contrato de novembro subiu 1,00 centavo de dólar (0,09%), fechando a US$ 10,07 ¾ por bushel. A posição janeiro encerrou a US$ 10,25 ¼, com ganho de 2,00 centavos (0,19%).

Nos subprodutos, o farelo para dezembro caiu US$ 0,90 (0,32%), a US$ 274,10 por tonelada, enquanto o óleo fechou a 50,60 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 0,63 centavo (1,26%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,80%, cotado a R$ 5,4593 para venda e R$ 5,4573 para compra, após oscilar entre R$ 5,4412 e R$ 5,4997.



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Chuva sem trégua? Frente fria segue no Brasil e muda o tempo nos próximos dias



Nesta semana, a frente fria que atua sobre o Brasil avança e espalha chuva por áreas de São Paulo, Minas Gerais e Centro-Oeste, ajudando a repor a umidade do solo e a impulsionar o ritmo da semeadura da safra 2025/26.

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Sul do país

No Sul do país, a previsão indica o retorno das precipitações ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná a partir de sexta-feira (17) e sábado (18), com a chegada de uma nova frente fria. Essa chuva é essencial para manter o solo úmido e garantir boas condições para o plantio.

Calorão no Matopiba

Enquanto isso, o Matopiba segue sob atenção pela falta de chuva. A boa notícia é que, entre os dias 19 e 23 de outubro, as precipitações devem finalmente avançar para o centro-sul da Bahia e parte do Tocantins, com volumes de até 50 milímetros e aliviando o calor e o tempo seco.

Chuvas previstas

No mesmo período, as chuvas permanecem constantes em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, com acumulados próximos de 50 mm, praticamente encerrando o déficit hídrico em várias áreas produtoras.

Previsão para Sorriso (MT)

Em municípios estratégicos, como Sorriso (MT), os próximos 30 dias devem registrar temperaturas entre 30 °C e 33 °C, acompanhadas de chuvas frequentes. A atenção do produtor deve se voltar especialmente ao período de 19 a 22 de outubro, quando os volumes podem variar de 30 mm a 60 mm e comprometer os trabalhos de campo. No geral, a umidade será bastante favorável entre os dias 17 e 19 e novamente entre 23 e 28 de outubro.

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Dólar volátil e guerra comercial entre EUA e China desafiam o Brasil



Apesar do recente recuo por parte de Donald Trump, as novas tensões entre Estados Unidos e China seguem no radar do mercado. Para o Brasil, o cenário pode trazer tanto oportunidades significativas quanto ameaças diretas. Na avaliação de Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay, é a constante instabilidade da política do líder da maior economia do mundo que define essa dualidade.

Diante disso, ele afirma que a principal vantagem brasileira é a ocupação da lacuna deixada pelos produtos norte-americanos no mercado chinês. “As exportações brasileiras de soja para a China, por exemplo, atingiram níveis recordes. O mesmo fenômeno ocorre com a carne bovina, cujas vendas para a China aumentaram enquanto as para os EUA despencaram”, afirma.

Outro ponto que pode ser favorecido, mesmo que de forma indireta, é a inflação no Brasil. Henrique explica que se produtos chineses têm dificuldade para entrar nos Estados Unidos, podem ser redirecionados ao mercado brasileiro. Isso aumenta a oferta e pressiona para baixo preços de eletrônicos, têxteis e produtos de consumo duráveis.

Porém, se a guerra comercial entre as duas potências abre portas para que o Brasil siga consolidado como fornecedor alternativo confiável, também deixa o país vulnerável a riscos. “O Brasil pode se tornar um alvo direto do protecionismo norte-americano e sofrer com a instabilidade global, que dificulta qualquer planejamento”, pondera.

Dólar e a imprevisibilidade de Trump

O dólar chegou a operar no menor patamar desde junho do ano passado, mas voltou a ganhar força nas últimas semanas. As novas tensões entre a Casa Branca e Pequim impulsionam a moeda, mas as ações imprevisíveis de Donald Trump, também aumentam a volatilidade.

“A mudança de postura de Trump e a escalada da guerra comercial com a China são os principais fatores que moldam o atual cenário econômico global”, afirma o executivo. A Organização Mundial do Comércio (OMC), inclusive, já projeta uma desaceleração econômica, com o crescimento do comércio mundial em apenas 0,5% para 2025.

As ações do líder dos Estados Unidos, entretanto, são apenas a continuação de um padrão de imprevisibilidade. Segundo Henrique, essa é a nova norma nas relações comerciais globais. Sobre o dólar, ele faz um alerta. “Embora ainda dominante, mostra sinais de fraqueza estrutural, corroído pela desconfiança e pela busca por alternativas mais estáveis”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo tem preços firmes após altas da semana passada


De acordo com a análise divulgada nesta segunda-feira (13) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo abriu a semana sem alterações nas cotações. Após as altas registradas anteriormente, os frigoríficos aguardam melhores condições para negociar. Segundo a análise, as unidades que tentaram comprar abaixo da referência encontraram dificuldade para fechar negócios. As escalas de abate seguem, em média, para dez dias.

No Acre, o cenário também permanece inalterado, com escalas médias de abate para dez dias. Na região de Paragominas (PA), as cotações seguiram estáveis em todas as categorias, com escalas de abate de aproximadamente seis dias.

No atacado, as vendas de carne com osso tiveram recuperação, impulsionadas pelo recebimento dos salários e consequente aumento do poder de compra dos consumidores, o que estimulou os pedidos de reposição de estoques. Pelo segundo período consecutivo, as cotações das carcaças casadas registraram alta.

A cotação da carcaça casada do boi castrado subiu 2,0%, equivalente a R$ 0,40 por quilo. Para o boi inteiro, o aumento foi de 2,1%, também de R$ 0,40 por quilo. No caso das fêmeas, a valorização foi igualmente de 2,1%, ou R$ 0,40 por quilo.

Entre as carnes alternativas, a cotação do frango médio apresentou alta de 2,0%, ou R$ 0,15 por quilo. O suíno especial registrou incremento de 0,8%, correspondente a R$ 0,10 por quilo.





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Maior eclipse solar do século vai ‘apagar’ o Sol por 6 minutos; confira a data



O maior eclipse solar do século está previsto para 2 de agosto de 2027 e deve provocar seis minutos e vinte e dois segundos de completa escuridão. Segundo a National Aeronautics and Space Administration (Nasa), o espetáculo será visível principalmente em regiões do Hemisfério Oriental.

O fenômeno será visto em boa parte da Europa, África e oeste e sul da Ásia. Porém, o momento em que o Sol ficará totalmente coberto pela Lua (eclipse total) ocorrerá apenas em dez países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.

Como acontece?

O eclipse solar só acontece quando a Lua está em fase nova, mas nem toda Lua nova resulta no fenômeno. Isso ocorre porque as órbitas da Terra e da Lua possuem planos diferentes e ligeiramente inclinados entre si, o que faz com que os alinhamentos perfeitos sejam raros.

Se esses planos coincidissem, haveria eclipses lunares a cada Lua cheia e eclipses solares a cada Lua nova.

Um dos eclipses mais marcantes foi o eclipse anular do Sol de 15 de janeiro de 2010, considerado o mais longo do milênio, com duração de 11 minutos e 7,8 segundos.

Onde ver o eclipse no Brasil?

O eclipse solar total não poderá ser visto do Brasil nem mesmo de forma parcial. O fenômeno ocorrerá no norte da África, e também poderá ser visto em partes da Europa e da Ásia.

Tipos de eclipse solar

Eclipse total: acontece quando a Lua encobre completamente o Sol, bloqueando toda a luz solar. Esse fenômeno leva, em média, cerca de 400 anos para se repetir no mesmo ponto da Terra.

Eclipse parcial: ocorre quando apenas uma parte do Sol é encoberta pela Lua, resultando em uma redução parcial da luminosidade.

Eclipse anular (ou anelar): acontece quando o diâmetro aparente da Lua é menor que o do Sol. Assim, o satélite cobre apenas o centro do disco solar, formando um anel luminoso ao redor, o chamado “anel de fogo”.



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Tensões comerciais fazem China se reinventar e EUA sentem impacto, aponta analista



O Ministério do Comércio da China reagiu, neste domingo (12), às declarações do presidente americano Donald Trump, que anunciou a intenção de elevar as tarifas sobre produtos chineses para até 100%. Em nota, o governo chinês afirmou que “não deseja uma guerra tarifária, mas também não a teme”. Com isso, a China, outros países asiáticos e também o Brasil conseguiram ocupar parte do espaço de mercado que antes era destinado aos Estados Unidos.

Com o avanço das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, Miguel Daoud, comentarista do Canal Rural, apontou que o secretário do Tesouro americano já indicou que as tarifas de 100% não devem ser aplicadas até o encontro de Trump com o presidente chinês.

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Apesar da pressão dos Estados Unidos, ainda que sejam um dos principais mercados globais, a China tem buscado ampliar parcerias e diversificar seus destinos comerciais. Em setembro de 2025, as exportações chinesas cresceram 8,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, somando US$ 328,6 bilhões, o maior volume em sete meses e acima das expectativas de alta de 6%.

Daoud ressaltou, contudo, que a política de Donald Trump revela a dependência dos Estados Unidos da produção estrangeira. Com 70% de seu PIB de US$ 30 trilhões voltado ao consumo, o país não dispõe de mão de obra nem de matérias-primas, como as terras raras.

“Trump quer reverter um modelo de décadas, mas pode acabar provocando inflação e desequilíbrios financeiros”, avaliou. Para o analista, essa política não fortalece, mas enfraquece os Estados Unidos, enquanto o mercado global segue se reorganizando, com China e Brasil ampliando suas oportunidades.



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Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável apresenta propostas para mitigar emissões e ampliar produtividade



A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) apresentou um documento estratégico com evidências, recomendações e propostas para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorre de 10 a 21 de novembro em Belém (PA).

O objetivo é mostrar como a pecuária brasileira contribui de forma concreta para a crise climática e a segurança alimentar global.

O Brasil detém o maior rebanho comercial bovino do mundo, com mais de 202 milhões de cabeças, e é responsável por 27% das exportações globais de carne bovina. Segundo a MBPS, o agronegócio brasileiro é crucial para o planeta, alimentando cerca de 800 milhões de pessoas no mundo.

Oportunidades para sustentabilidade

O estudo da MBPS indica que ainda há espaço significativo para crescimento sustentável na pecuária. A recuperação de pastagens degradadas é uma das maiores oportunidades, com potencial para remover até sessenta e cinco megatoneladas de gás carbônico da atmosfera. Essa ação está alinhada com as metas de mitigação do Brasil, reforçando o papel do pecuarista na agenda verde.

O documento foi elaborado de forma colaborativa ao longo de 2025, envolvendo mais de sessenta organizações associadas, especialistas e parceiros estratégicos de todo o país. A força do posicionamento reside na sua base científica e no caráter prático, demonstrando que a sustentabilidade é uma estratégia de desenvolvimento econômico.

Reconhecimento internacional

A MBPS entregará o documento aos representantes do governo federal como base para a apresentação do setor na COP30. A grande mensagem é que a pecuária brasileira é uma solução para os desafios globais, e não um problema. A capacidade de produzir carne em larga escala, aliada à recuperação de pastagens, coloca o Brasil na liderança da produção sustentável.

Para os pecuaristas, esse posicionamento garante que seu trabalho será reconhecido internacionalmente. Investir em manejo sustentável e tecnologias que aumentam a eficiência é o caminho para garantir acesso a mercados cada vez mais exigentes.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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