sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

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Escondidas no meio da soja, mais de 2 toneladas de maconha são apreendidas pela polícia



A Polícia Militar do Paraná (PMPR) apreendeu, nesta terça-feira (14), 2,1 toneladas de maconha escondidas em um caminhão que transportava soja pela BR-467, no município de Toledo, no oeste do Paraná.

A ação foi conduzida por equipes do Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (BPFRON), no âmbito da Operação Protetor de Fronteira e Divisas, em conjunto com a Polícia Federal (PF).

De acordo com a PMPR, a carga de soja tinha como destino o porto de Paranaguá, no litoral paranaense. No total, foram apreendidos 2.096 quilos de maconha prensada e 20,7 quilos de maconha do tipo capulho. A estimativa é de que o prejuízo ao crime organizado chegue a R$ 4,5 milhões. O motorista confessou que receberia R$ 10 mil pelo transporte da droga.

A abordagem ocorreu após informações sobre um possível carregamento de entorpecentes. Durante o patrulhamento, os policiais visualizaram um caminhão Volvo FH entrando no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia. Após breve monitoramento, foi realizada a abordagem.

Nada de ilícito foi encontrado com o condutor, de 58 anos, mas ele demonstrou nervosismo ao ser questionado sobre a carga. Ao ser informado de que o caminhão seria vistoriado, confessou que levava drogas escondidas em meio à soja.

O caminhoneiro, o veículo e o entorpecente apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal de Cascavel.



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Petrobras tem a primeira refinaria do país certificada para produção de SAF



A Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, é a primeira no Brasil certificada para produzir e comercializar combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) pela rota Hydroprocessed Esters and Fat Acids [Ésteres e Ácidos Graxos Hidroprocessados] (Hefa) de coprocessamento, uma das rotas reconhecidas internacionalmente como uma solução estratégica para a descarbonização do setor aéreo, informou a Petrobras nesta quarta-feira (15).

A partir de 2027, as companhias aéreas no Brasil deverão começar a usar, obrigatoriamente, esse tipo de combustível em voos internacionais, com base na Lei do Combustível do Futuro e na fase obrigatória do Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation [Esquema de Compensação e Redução de Carbono para Aviação Internacional] (Corsia).

De acordo com a Petrobras, a certificação ISCC Corsia assegura padrões rigorosos de sustentabilidade e rastreabilidade para a redução de emissões de gases de efeito estufa nos mercados internacionais do setor de aviação.

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“O processo de certificação foi iniciado após a obtenção da autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a produção de SAF, em maio deste ano, culminando na emissão do certificado pela ISCC em outubro”, destacou a empresa em nota.

O SAF pode substituir diretamente o querosene de aviação convencional sem necessidade de modificações nas aeronaves ou na infraestrutura de abastecimento. “Isso torna o combustível uma solução prática e rápida para reduzir as emissões do setor aéreo”, observou.

A Reduc possui autorização da ANP para incorporar até 1,2% de matéria-prima renovável na produção de SAF por esta rota. A previsão é que, a partir dos próximos meses, a refinaria inicie a produção para comercializar até 50 mil m³/mês (10 mil bpd) do combustível.

A utilização de matéria-prima de baixa intensidade de carbono e o teor de compostos renováveis obtido no combustível são compatíveis com a exigência de redução de 1% das emissões de gases de efeito estufa para a aviação doméstica em 2027.

“A Petrobras dá mais um passo no caminho da transição energética justa ao oferecer ao mercado uma solução estratégica de baixo investimento e rápida implementação, contribuindo de forma efetiva para a descarbonização do setor aéreo. Concomitante a isso, estamos provando a importância dos investimentos em inovação e sustentabilidade no refino brasileiro”, disse na nota o diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras, William França.



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Chuvas em MT? Sojicultores aguardam precipitações para avançar no plantio



Os produtores de Querência, no leste de Mato Grosso, iniciaram, nesta semana, o plantio da safra 2025/26 de soja. Agora, a expectativa é que o ritmo dos trabalhos avance rapidamente na região. 

Segundo o Sindicato Rural do município, cerca de 10% da área estimada em 450 mil hectares já foi plantada após o retorno das chuvas irregulares.

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De acordo com o presidente do Sindicato, Osmar Frizo, o plantio de soja está com um atraso de cinco dias em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, com a previsão de novas precipitações a partir do dia 20, a expectativa é de que os produtores consigam compensar a lentidão.

Se as condições climáticas permanecerem favoráveis, Frizo acredita que a região poderá registrar um rendimento médio próximo ao obtido em 2024/25, de 3.900 quilos por hectare.

Plantio de soja em MT

Um levantamento da consultoria Safras & Mercado indica que o plantio da safra 2025/26 em Mato Grosso deve alcançar 12,83 milhões de hectares, um aumento de 1,7% frente aos 12,62 milhões de hectares cultivados na temporada passada.

Até sexta-feira (19), o avanço era de 1% da área no estado. No mesmo período do ano passado, o plantio ainda não havia começado, enquanto a média dos últimos cinco anos para a data é de 1,3%.

Produção esperada

A produção esperada de soja no estado é de 49,787 milhões de toneladas em 2025/26, uma queda de 2,1% em relação às 50,855 milhões de toneladas da safra 2024/25. O rendimento médio projetado é de 3.900 quilos por hectare, abaixo dos 4.050 quilos por hectare colhidos na temporada anterior.



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Reunião com os EUA para negociar tarifaço está confirmada, diz Lula



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que Brasil e Estados Unidos se reúnem nesta quinta-feira (16) para discutir as tarifas adicionais impostas a produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

O encontro será o primeiro desde a conversa entre Lula e o presidente Donald Trump, no início do mês. Na ocasião, o brasileiro relatou que a “química” entre os dois líderes não foi exatamente harmônica, mas destacou que as negociações seguem abertas.

Missão brasileira em Washington

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, desembarcou na capital dos Estados Unidos na terça-feira (14). Ele lidera a delegação brasileira na reunião com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, designado por Trump para conduzir as tratativas.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Brasil pretende apresentar argumentos econômicos para reverter as tarifas. Segundo ele, a medida tem encarecido produtos nos próprios Estados Unidos, o que enfraquece a competitividade local e impacta o consumidor.

Haddad também destacou que os EUA mantêm superávit comercial em relação ao Brasil e têm oportunidades de investimento no país, especialmente nos setores de energia limpa, minerais críticos e transformação ecológica.

Política tarifária

O aumento das tarifas faz parte da nova política comercial do governo Trump, que busca reduzir a dependência dos EUA em relação à China. Em abril, Washington elevou as taxas de importação de países com déficits comerciais, aplicando ao Brasil um adicional inicial de 10%.

No entanto, em agosto, uma nova taxa de 40% entrou em vigor em retaliação a decisões consideradas contrárias aos interesses de empresas de tecnologia norte-americanas e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os produtos afetados estão café, frutas e carnes, enquanto suco de laranja, minérios e fertilizantes ficaram de fora das primeiras listas. Parte dessas mercadorias, no entanto, já foi posteriormente isenta do aumento tarifário.



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Sociedade Rural Brasileira pede derrubada total dos vetos à Lei do Licenciamento Ambiental



A Sociedade Rural Brasileira (SRB) divulgou nota em que manifesta apoio à derrubada integral, pelo Congresso Nacional, dos vetos presidenciais ao PL 2159/2021, Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

“A entidade considera que os vetos reintroduzem incertezas, ampliam a burocracia e permitem a sobreposição de competências, comprometendo os objetivos originais da proposta”, destaca.

Aprovado pelo Senado em maio deste ano, o novo marco do licenciamento ambiental tem, na visão da SRB, o objetivo central de simplificar, padronizar e tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão da proteção ambiental.

“Com regras claras, processos ágeis e respeito ao meio ambiente, o país se posiciona para crescer mais, gerar oportunidades e liderar a agenda global de produção sustentável de alimentos e energia”, destaca o presidente da entidade, Sergio Bortolozzo.

Dessa forma, a Sociedade Rural Brasileira ressalta que cabe ao Congresso Nacional restaurar o texto aprovado originalmente e reafirmar o compromisso do Brasil com o desenvolvimento sustentável, a segurança jurídica e o fortalecimento das instituições federativas.



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Transforme a gestão do seu negócio rural com os cursos do Sebrae


A gestão eficiente é um dos pilares para o sucesso de qualquer negócio, principalmente no campo. Por isso, o Sebrae oferece cursos gratuitos e online voltados para micro e pequenos produtores que desejam aprimorar suas habilidades em administração, finanças e planejamento estratégico.

Com uma abordagem prática e acessível, os cursos do Sebrae são ideais para quem busca melhorar a gestão rural, aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, garantir a sustentabilidade do negócio. 

Segundo Rodrigo Poli, consultor de negócios do Sebrae/SP, aprender é um dos primeiros passos para um empreendimento lucrativo: “a gente precisa aprender a aprender, a partir do momento que o produtor consegue entrar nesse pensamento ele deslancha e toma decisões mais seguras.”

Além das capacitações, o Sebrae também disponibiliza trilhas de aprendizado que incluem temas como controle financeiro, marketing digital, planejamento de vendas e gestão de pessoas. Tudo pode ser acessado pelo portal Sebrae.

“Nós temos mais de 150 cursos de capacitação que são gratuitos. Para o produtor que só consegue produzir da porteira para dentro, mas não sabe como vai divulgar isso para fora, nós temos o Empretec rural, que é um seminário que tem a metodologia da ONU, com duração de seis dias. Já quem precisa de uma capacitação mais específica, a gente tem a família do Sebraetec, terceira via, que é o nosso parceiro, aí são cursos pagos”, explica Poli.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Cursos gratuitos e de curta duração

Confira alguns cursos gratuitos e online disponíveis pelo Sebrae. O processo de inscrição é simples, e o produtor pode estudar no seu ritmo, conciliando a aprendizagem com as atividades do campo.

O Empretec é o principal programa de formação de empreendedores. Seu objetivo é aumentar o potencial de gestão para quem deseja fortalecer o negócio ou abrir uma nova empresa. Nesse programa, o participante aprende a identificar seu perfil empreendedor, desenvolver comportamentos estratégicos e encontrar novas oportunidades. Acesse aqui

Com o apoio do Sebrae, o micro e pequeno empreendedor rural não está sozinho. Pelo contrário, ele conta com uma rede de suporte que acredita no potencial do campo e trabalha para fortalecer cada elo da cadeia produtiva.

Porteira Aberta Empreender

Dois homens sentados conversando sobre capacitação no campo. No fundo, há o cenário do Porteira Aberta Empreender, programa do Canal Rural
Rodrigo Poli, consultor de negócios do Sebrae/SP, no estúdio do Canal Rural
conversando com o comentarista, Miguel Daoud. Foto: Divulgação.

Quer saber mais dicas do Rodrigo Poli, consultor de negócios do Sebrae/SP? Acesse aqui a entrevista completa ou assista ao programa Porteira Aberta Empreender, às sextas-feiras, às 18h. 

O programa é uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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BNDES lança plataforma para acompanhar projetos do Fundo Clima durante Pré-COP



Durante o Pré-COP, evento preparatório para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP), o BNDES lançou uma nova plataforma de acompanhamento do Fundo Clima, principal mecanismo de financiamento climático do país.

A ferramenta foi apresentada nesta terça-feira (14) em Brasília, pelo diretor de Planejamento e Relações Institucionais do banco, Nelson Barbosa, durante a mesa-redonda “Implementando o GST: Financiamento para Adaptação”. O painel permite acompanhar, em tempo real, o avanço de projetos financiados pelo Fundo Clima em diferentes áreas, como transição energética, mobilidade verde, indústria sustentável e florestas nativas.

Segundo o BNDES, a plataforma pública está disponível em bndes.gov.br/painel-fundo-clima
e traz dados sobre ações de mitigação e adaptação climática em todo o país.

Entre 2023 e 2025, o banco já aprovou R$ 19 bilhões em crédito para projetos voltados à economia verde. No ciclo anterior (2019–2022), o valor somava R$ 1,6 bilhão.

“Com o Fundo Clima, o BNDES tem financiado no Brasil projetos como eletrificação do transporte urbano, produção de biocombustíveis, reflorestamento e indústria verde — ou seja, iniciativas que reduzem emissões e aumentam a eficiência energética”, explicou Barbosa.

Ele destacou ainda que o Brasil, por ter uma das maiores áreas florestais do mundo, enfrenta o desafio de manter as florestas em pé e recuperar áreas degradadas, e que o banco prepara projetos voltados a concessões de florestas, manejo e restauração ambiental.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que a retomada dos financiamentos do Fundo Clima sob o governo Lula representa um passo decisivo na agenda de descarbonização do Brasil.

“Estamos impulsionando projetos de energia limpa, mobilidade sustentável e inovação verde. Com essa nova ferramenta, reafirmamos nosso compromisso com a transparência e com uma transição ecológica que gera empregos e protege o planeta”, disse.

A COP 30 será realizada em Belém (PA) no próximo mês, e o BNDES deve apresentar novas iniciativas de financiamento verde durante o evento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços sobem nos atacados



As cotações da batata subiram na última semana


Foto: Agrolink

As cotações da batata subiram na última semana, conforme aponta levantamento do Hortifrúti/Cepea. De 6 a 10 de outubro, a média da batata especial tipo ágata foi de R$ 46/sc de 25 kg no atacado de São Paulo, aumento de 22,2% em relação ao período anterior; nos atacados do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, as valorizações foram ainda maiores, de respectivos 38,5% e 31,6%, para R$ 52/sc e R$ 45/sc, nesta ordem.

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o movimento de alta já era esperado pelo setor e está atrelado à desaceleração da safra de inverno, com a colheita em Vargem Grande do Sul (SP) na reta final. Atacadista declaram que o Cerrado Mineiro e o Sudeste Paulista são atualmente as principais regiões que abastecem as centrais. Conforme o Hortifrúti/Cepea, para as próximas semanas, a expectativa é que os tubérculos se valorizem ainda mais, com a finalização da safra de Vargem Grande do Sul e a desaceleração em outras praças. 





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situação fiscal no Brasil é menos grave, mas o risco é maior para 2026



O Fundo Monetário Internacional (FMI) vê a situação fiscal do Brasil menos grave em 2025, mas aponta risco de um novo salto da dívida pública em 2026, ano de eleição presidencial no país. O alerta consta da mais recente edição do relatório Monitor Fiscal, publicado nesta quarta-feira (15) em paralelo às reuniões anuais, que acontecem nesta semana em Washington, nos Estados Unidos.

O peso da dívida pública no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcançar 91,4% no exercício atual contra 87,3% em 2024, projeta o FMI. Apesar da alta superior a 4 pontos porcentuais de um ano para o outro, a estimativa é menor que a divulgada pelo organismo em abril, de 92%.

Projeção para 2026

Para o próximo ano, a projeção também foi suavizada, mas indica novo salto. O FMI espera que a dívida pública em relação ao PIB do Brasil avance a 95% no próximo ano, abaixo dos 96% estimados em abril. Se as projeções do Fundo se confirmarem, o país atingirá o maior nível de endividamento desde 2020, quando as políticas fiscais foram flexibilizadas no mundo para sustentar as economias durante a pandemia. Na ocasião, a dívida pública como proporção do PIB brasileiro chegou a 96%.

O FMI calcula uma deterioração de mais de 11 pontos porcentuais (pp) no endividamento do Brasil ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O porcentual, porém, é menor que o estimado em abril, quando o órgão apontava impacto de 12 pp. Na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve melhora de quase 1 pp, segundo o Fundo. “As projeções fiscais refletem as atuais e esperadas políticas adotadas no País”, diz o Fundo, em relatório, nesta quarta-feira, 14.

O organismo vê desaceleração no ritmo de piora do endividamento do País, mas alerta para risco de deterioração constante das contas públicas. Segundo o cenário traçado pelo Fundo, a dívida pública em relação ao PIB deve alcançar 97% em 2027 e atingir o recorde de 98,1% em 2030, fim do próximo governo.

A dívida bruta como proporção do PIB é um dos principais indicadores de solvência de um país e, por isso, é monitorada de perto por agências de classificação de risco e investidores. O FMI calcula o indicador de modo distinto: inclui os títulos do Tesouro detidos pelo Banco Central (BC), que não entram nas contas do governo brasileiro, para garantir comparabilidade com os demais países.

Metas fiscais no radar

Quanto às metas fiscais, o FMI manteve as projeções já pioradas em abril. O Fundo espera déficit primário de 0,6% do PIB neste ano, ante 0,2% em 2024, e segue descartando que o Brasil volte ao azul no Lula 3. A meta do governo é resultado primário zero, com margem de 0,25% do PIB para cima ou para baixo.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sofreu uma derrota no campo fiscal com a derrubada da Medida Provisória (MP) que buscava alternativas ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O revés teria sido um dos motivos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelar sua participação nas reuniões anuais do FMI. Ele alegou que permaneceria no país para o “cumprimento de agendas oficiais”.

O ministro da Fazenda negou, nesta terça-feira (14), que o governo cogite alterar a meta fiscal do próximo ano, que aponta para um superávit primário de 0,25% do PIB. Haddad se reúne hoje com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e deve apresentar a ele uma lista dos cenários para receita e despesa na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, cuja votação foi adiada a pedido do governo após a derrota no caso da MP alternativa à alta do IOF.

De acordo com o FMI, o Brasil só deve arrumar a casa do ponto de vista fiscal no próximo governo. Nesse sentido, o organismo projeta superávit primário de 0,3% do PIB em 2027. Depois, o Fundo prevê melhora gradual, com o indicador atingindo 1,4% em 2030, fim do próximo mandato.



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