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Segundo análise semanal divulgada nesta segunda-feira (13) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 7,56 milhões de toneladas de milho em setembro de 2025. O volume representa alta de 17,80% em relação a agosto. Com esse resultado, o total embarcado no acumulado do ano chegou a 23,31 milhões de toneladas, 4,33% abaixo do mesmo período de 2024.
Em Mato Grosso, principal produtor nacional, as exportações responderam por 52,07% do total nacional embarcado no mês, alcançando 3,94 milhões de toneladas. Na comparação com agosto, houve aumento de 1,06%. No entanto, em relação a setembro de 2024, o volume exportado registrou queda de 10,12%. No acumulado de 2025, o estado embarcou 11,66 milhões de toneladas, volume 32,52% inferior ao do mesmo período do ano anterior.
De acordo com o Imea, o prolongamento do escoamento da soja nos portos tem reduzido a disponibilidade de espaço para os embarques de milho, o que impacta o ritmo das exportações do cereal. Além disso, a maior demanda interna no país tem contribuído para volumes menores enviados ao exterior até o momento.
O conceito de taxonomia sustentável pode parecer complexo, mas é um instrumento essencial para orientar investimentos em atividades econômicas com impacto ambiental positivo.
O Comitê Interinstitucional da Taxonomia Sustentável Brasileira (CITSB) apresentou critérios que classificam essas atividades, considerando os desafios socioambientais específicos do Brasil.
Segundo o gerente de sustentabilidade da Fundação Eco+, Thiago Egídio Barreto, explica que a taxonomia funciona como um sistema de classificação para atividades econômicas, adaptado à realidade regional. “É importante equacionar os critérios de sustentabilidade que vão nortear as atividades econômicas dentro do contexto brasileiro”, afirma.
Para o produtor rural, a aplicação da taxonomia traz oportunidades práticas. Barreto destaca que, ao atender aos critérios socioambientais, o agricultor pode ter acesso a recursos financeiros mais estratégicos e com custos menores.
“Estamos conectando um direcionamento de estado para direcionar recursos, seja governamental ou privado, para atividades que conservam solo, água e florestas, e adotam boas práticas de manejo”, explica.
O instrumento vem sendo construído desde 2023, com consultas públicas e participação de especialistas de diferentes setores. “Essa base técnica e científica traz clareza para bancos e fundos de investimento, uniformizando critérios e oferecendo segurança para aportes em carteiras verdes ou sociais”, acrescenta Barreto.
Vantagens da taxonomia sustentável
Entre os principais pilares da taxonomia sustentável estão a conservação do solo e da água, o manejo responsável de pastagens, atualmente com 40 milhões de hectares degradados no país e a preservação de áreas de proteção ambiental e reservas legais.
“Uma agricultura bem manejada pode melhorar a qualidade física, química e biológica do solo, ao mesmo tempo em que conserva florestas e biodiversidade”, completa o especialista.
COP30
Com a COP30 se aproximando, a taxonomia sustentável ganha ainda mais relevância. Ela pode pautar discussões sobre regulação de emissões e mercados de carbono, conectando políticas de estado e práticas do setor produtivo. Barreto conta que a iniciativa mostra o compromisso do Brasil com metas socioambientais e oferece um caminho claro para que atividades econômicas contribuam para redução de impactos climáticos.
O mercado brasileiro de soja manteve-se praticamente parado. De acordo com o analista de Safras & Mercado Rafael Silveira, houve relato de alguns negócios no Paraná, mas, no geral, o dia foi de pouco movimento.
Segundo ele, o produtor segue mais focado nos trabalhos de campo, aproveitando o retorno recente das chuvas no Centro-Oeste.
“Na Bolsa, poucas novidades, leve oscilação entre pequenas altas e quedas, tanto em Chicago quanto no dólar”, acrescentou. Os prêmios mudaram muito pouco, o que fez com que os preços no físico permanecessem praticamente estáveis.
“Foi um dia sem grandes novidades, com foco total no plantio e poucas fixações da safra nova”, resumiu o analista.
Preços médios da saca de soja
Passo Fundo (RS): manteve-se em R$ 133
Santa Rosa (RS): seguiu em R$ 134
Cascavel (PR): continuou em R$ 134
Rondonópolis (MT), Dourados (MS) e Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 126
Porto de Paranaguá (PR): passou de R$ 138 para R$ 138,50
Porto de Rio Grande (RS): alta de R$ 139 para R$ 139,50
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam entre estáveis e levemente mais altos nesta quarta-feira (15) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
Silveira lembra que, após uma manhã de perdas, o mercado esboçou uma reação na parte da tarde. A fraqueza do dólar frente a outras moedas e os bons esmagamentos nos Estados Unidos ajudam na recuperação. As preocupações em torno da relação comercial entre China e Estados Unidos limitaram a recuperação.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 197,863 milhões de bushels em setembro, ante 189,810 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 186,340 milhões. Em setembro de 2024, foram 177,320 milhões de bushels.
Na terça-feira (14), o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o boicote da China às importações do grão como ato economicamente hostil, afirmando que pode encerrar parte das relações comerciais com o país.
Ele também citou as importações chinesas de óleo de cozinha, embora analistas avaliem que o impacto seja limitado, já que os embarques deste produto despencaram no último ano.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam estáveis a US$ 10,07 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,24 1/4 por bushel, também sem alteração.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,58%, a US$ 275,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 50,80 centavos de dólar, com ganho de 0,23 centavo ou 0,45%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,14%, sendo negociado a R$ 5,4624 para venda e a R$ 5,4604 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4333 e a máxima de R$ 5,4713.
Nos dois primeiros dias do Pré-COP, em Brasília, especialistas, ministros e representantes de mais de 70 delegações internacionais discutiram a integração entre políticas climáticas, preservação ambiental e produção agrícola. O evento prepara o caminho para a COP30, que será realizada em novembro, em Belém, no Pará.
No primeiro dia, a pauta foi a construção de um documento de consenso internacional, avaliando os avanços do Acordo de Paris e definindo metas de redução de gases de efeito estufa. O Brasil reforçou três prioridades: fortalecimento do multilateralismo, aproximação entre pessoas e clima e implementação prática de ações ambientais.
No segundo dia, o foco foi o agronegócio e a sustentabilidade, com destaque para a preservação das florestas. Segundo o diretor do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), André Guimarães, as florestas são instrumento de proteção dos ciclos de chuva que sustentam 90% da agricultura brasileira.
Ele ressaltou a importância de combinar tecnologia moderna e soluções baseadas na natureza para produzir mais alimentos em menos área e de forma sustentável.
O evento também reforçou que estados, municípios, setor privado e sociedade civil terão papel central na implementação das decisões climáticas, garantindo que os compromissos internacionais se traduzam em ações concretas no Brasil.
Neste 15 de outubro, Dia Internacional das Mulheres Rurais, a celebração vai além do reconhecimento e entra no campo da estratégia para o agronegócio brasileiro. A crescente presença de lideranças femininas em debates globais tem se mostrado um ativo fundamental para defender o setor, desmistificar críticas e construir uma imagem mais justa da produção nacional.
Essa é a visão de Juliana Farah, presidente da Comissão Semeadoras do Agro da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP). Para ela, a participação de uma delegação brasileira no recente Global Summit Women in Agritech, na Bélgica, representa um ponto de virada.
“Eu considero essa participação um marco histórico. É a prova de que as mulheres do agronegócio brasileiro não estão apenas na base da produção, mas também no topo, participando e influenciando as discussões globais”, afirma Farah. Ela ressalta que levar as ações da comissão ao hemisfério Norte é uma oportunidade de romper barreiras e inspirar futuras gerações.
Uma comunicação que constrói pontes
Um dos pontos mais sensíveis que essa nova abordagem ajuda a combater são as críticas internacionais à pecuária. Farah acredita que a perspectiva feminina é crucial para humanizar o setor e apresentar uma comunicação mais transparente e empática.
“A mulher do agro tem uma visão de longo prazo. Ela se preocupa com a família, a comunidade e a sustentabilidade, não só por exigências, mas para as próximas gerações”, explica. “Podemos ser a ponte para destacar as práticas sustentáveis, a tecnologia e o bem-estar animal que já são realidades nas nossas fazendas, desmistificando as críticas e construindo uma imagem mais justa do agro”.
Essa capacidade de diálogo, segundo ela, vem de características que favorecem a colaboração em vez do confronto. “A presença feminina em debates globais traz uma nova perspectiva. A mulher, em geral, tem uma forma de comunicação mais colaborativa. Essa abordagem geralmente causa mais empatia e é capaz de construir novos caminhos, em vez de muros”, pontua.
FOTO: Arquivo pessoal
Liderança na prática: do campo aos fóruns globais
Conciliar a gestão da atividade rural com a missão de representar o Brasil no exterior é, segundo Juliana, um “desafio motivador”. A base de seu trabalho, ela reforça, é a realidade do campo, e o equilíbrio é uma busca constante.
“Equilibrar a vida em família com os afazeres do campo se assemelha a uma gangorra. Há momentos em que a atividade rural exige mais e, em contrapartida, há momentos em que a vida pessoal clama por mais atenção”, reflete.
Olhando para o futuro, Farah deixa uma mensagem clara para as próximas gerações de mulheres que desejam ocupar espaços de liderança: a capacitação é o caminho. “É primordial que estejamos sempre integradas com novas informações, tecnologias e profissionalizando a gestão. Temos entidades importantes de suporte, como o SENAR, a FAESP e os Sindicatos Rurais”, aconselha.
Com a COP30 no horizonte, ela defende que o papel das mulheres será fundamental. “Precisamos atuar como emissárias e defensoras da nossa atividade, mostrando que a produção de alimentos e a preservação do meio ambiente, no Brasil, andam lado a lado. Nosso papel é humanizar a discussão e apresentar as soluções que já aplicamos no dia a dia”, finaliza.
A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (Capadr) realizou, nesta terça-feira (14), uma audiência pública para discutir as exigências impostas por instituições financeiras no acesso ao crédito rural. O debate reuniu representantes do governo, do setor produtivo e do sistema financeiro.
Segundo os deputados, produtores têm enfrentado práticas abusivas, como a “venda casada” de seguros e títulos de capitalização vinculados à liberação de financiamentos, além da cobrança de garantias superiores aos padrões de mercado. As informações foram apresentadas por parlamentares e ainda não possuem confirmação oficial de órgãos reguladores ou de defesa do consumidor.
“Produtores de diferentes regiões do país têm relatado pressões para contratar produtos adicionais, sem saber que isso é ilegal”, disse a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), coordenadora de Política de Abastecimento da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Para ela, o crédito rural é “uma política pública voltada ao desenvolvimento, não um instrumento de lucro para os bancos”.
O deputado Pedro Westphalen (PP-RS), que também integra a bancada, destacou a importância do debate e elogiou a iniciativa da deputada Coronel Fernanda. Segundo ele, o Parlamento cumpre seu papel ao trazer à tona temas que afetam diretamente o setor produtivo.
Venda casada e alongamento de dívidas
O advogado Diogo Fernando Goulart, especialista em direito agrário e do agronegócio, destacou que obrigar produtores a contratar seguros ou títulos para liberar financiamentos configura prática abusiva, prejudicando especialmente agricultores familiares. Ele também criticou a falta de cumprimento do alongamento de dívidas rurais, previsto em lei, o que força produtores a buscar novos empréstimos e aumenta o endividamento.
Moratória da Soja
Outro ponto debatido foi a Moratória da Soja. A deputada Coronel Fernanda criticou o pacto comercial firmado entre empresas e ONGs, que, segundo ela, transformou-se em restrição permanente e dificulta o acesso ao crédito até de produtores que cumprem o Código Florestal. “Não podemos permitir que acordos privados se sobreponham à legislação brasileira”, afirmou.
Fiscalização e transparência
Os representantes do setor produtivo reforçaram a necessidade de maior fiscalização sobre as instituições financeiras e pediram simplificação nas garantias exigidas para pequenos e médios produtores. Já a Febraban, representante das instituições de crédito, defendeu que os bancos seguem as normas legais e que casos de irregularidades são exceções, comprometendo-se a apurar as denúncias.
Além disso, a audiência também abordou a importância de assegurar liberdade de escolha e informação adequada aos produtores rurais, em conformidade com os artigos 6º e 39 do Código de Defesa do Consumidor.
Por fim, a comissão sinalizou a possibilidade de encaminhar recomendações ao Ministério da Agricultura e ao Banco Central para aprimorar os mecanismos de fiscalização e garantir que o crédito rural cumpra seu papel social e econômico.
“O produtor rural é o elo mais frágil dessa cadeia. Cabe a nós garantir que ele tenha acesso justo ao crédito e às informações necessárias para seguir produzindo com dignidade”, concluiu Coronel Fernanda.
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendeu a derrubada dos vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025), durante reunião na terça-feira (14), em Brasília. O encontro, que reuniu lideranças do Congresso e representantes da Coalizão das Frentes Produtivas, discutiu os impactos das mudanças feitas pelo governo no texto aprovado após mais de 20 anos de tramitação.
Os setores produtivos afirmam que a manutenção dos vetos pode travar investimentos, afetar a geração de empregos e aumentar a insegurança jurídica. Segundo o consultor de infraestrutura José Américo, o atual sistema de licenciamento é excessivamente demorado e precisa ser modernizado.
“Nós temos empreendimentos fundamentais para o desenvolvimento do país que esperam 15, 20, 25 anos para serem liberados. É possível um processo bem menos moroso e mais ágil, permitindo ações desenvolvimentistas sem comprometer o aspecto ambiental”, afirmou.
A nova lei estabelece diretrizes para simplificar e agilizar o licenciamento de obras e atividades econômicas, abrangendo setores como agropecuária, energia, mineração, infraestrutura e logística. Dos cerca de 400 dispositivos aprovados pelo Congresso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou 63, sob o argumento de que alguns trechos poderiam fragilizar a proteção ambiental e a competência dos órgãos licenciadores.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) será a responsável por negociar com o governo e a liderança do Congresso para buscar um consenso antes da votação, marcada para quinta-feira (16), às 10h.
“Nós aqui desencadeamos uma ação que passa pela sessão do Congresso agora com derrubada de parte significativa dos vetos ou de todas. Eu só não digo integralmente todos, porque parte deles será contemplada na análise do projeto de lei e da medida provisória. O importante é manter um clima de unidade e construir regras para o desenvolvimento sustentável”, disse o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da FPA.
Já o representante da Frente Parlamentar do Empreendedorismo ( FPE) afirma que a mobilização não é contra o governo, mas em defesa do setor produtivo e do equilíbrio entre economia e meio ambiente.
“Nós vamos continuar dialogando com o governo. Isso não é contra o governo, é a favor do Brasil, a favor do setor produtivo. O que for possível negociar até amanhã à noite, nós vamos continuar nesse diálogo. Mas o que não for, vamos ao voto. A ideia é construir o que for melhor para o país”, disse Joaquim Passarinho, deputado federal (PL-PA) e presidente da FPE.
Entre os vetos mais polêmicos está o licenciamento especial em fase única, que permitiria a análise simplificada de empreendimentos considerados de baixo impacto ambiental. O governo defende que a licença única seja restrita a projetos prioritários do Executivo, com equipes técnicas específicas para garantir maior segurança.
A relatora da lei, senadora Tereza Cristina (PP – MS), alertou para a urgência em pautar os vetos, uma vez que a norma entra em vigor em fevereiro de 2026. Segundo ela, o texto vetado retira parte da autonomia de estados e municípios sobre responsabilidades ambientais em obras e empreendimentos locais.
Do lado do governo, o líder no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou, em entrevistas à jornalistas, que há um esforço para buscar um acordo e preservar parte dos vetos presidenciais.
“Técnicos do governo e da Casa Civil estão realizando reuniões para discutir um meio-termo. Há um combinado com os congressistas para manter ao menos 15 dos 63 vetos. Se não houver acordo, iremos ao voto. Vamos nos esforçar ao máximo para construir consenso em torno do licenciamento. Se não for possível, paciência, o Congresso irá decidir”, disse Randolfe.
A StoneX, empresa global de serviços financeiros, divulgou a 33ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities. Elaborado pela equipe de Inteligência de Mercado com apoio de especialistas internacionais, o material aponta um final de ano desafiador para os setores de grãos, energia, fertilizantes e soft commodities
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Segundo o gerente de Inteligência de Mercado da StoneX Brasil, Vitor Andrioli, o crescimento da economia mundial acima do esperado em 2025 foi impulsionado pela antecipação a tarifas comerciais, que aumentou a atividade industrial e o comércio internacional.
Por outro lado, a consolidação de barreiras deve reduzir o ritmo da economia global em 2026, com destaque para os impactos nos Estados Unidos, enquanto países como China e Índia devem adotar medidas de estímulo moderadas.
Setor de commodities
No setor de commodities, soja, milho e trigo sofrem pressão por safras abundantes, enquanto o setor de energia enfrenta preços mais baixos mesmo diante de riscos geopolíticos. Soft commodities, como cacau e café, registram desequilíbrios entre oferta e demanda, e o mercado de metais apresenta sinais de escassez, especialmente na prata, impulsionada pela demanda tecnológica. O real segue vulnerável ao cenário fiscal, embora sustentado por juros elevados.
O papel do agro no PIB
Na abertura do evento, o CEO da StoneX Brasil e Paraguai, Fábio Solferini, destacou o papel estratégico do agronegócio brasileiro, responsável por cerca de 30% do PIB. Para ele, o relatório reforça o compromisso da StoneX com o fortalecimento do setor nacional.
“O Brasil é peça-chave no abastecimento global de alimentos e energia. Estamos crescendo de forma consistente no agro, e a boa notícia é que temos condições de dobrar nossa produção sem necessidade de desmatamento”, afirmou.
Logística
Solferini também ressaltou os desafios logísticos, como armazenamento e transporte, que ainda representam gargalos para o produtor, mas destacou a capacidade do setor em superá-los. “A StoneX está atenta a esses pontos e comprometida em apoiar o desenvolvimento do agronegócio com inteligência de mercado, soluções financeiras e uma visão global integrada”, completou.
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“O comportamento do GNV na Região Sul em setembro nos mostra um cenário de contrastes”” – Foto: Pixabay
O preço médio do GNV (Gás Natural Veicular) recuou na Região Sul em setembro, encerrando o mês a R$ 4,86/m³, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). A média regional foi puxada para baixo pelo Paraná e pelo Rio Grande do Sul, que registraram quedas de 2,21% e 1,26%, respectivamente, atingindo R$ 4,86/m³ e R$ 4,72/m³, o menor valor da região.
Santa Catarina, porém, seguiu na contramão e teve aumento de 2,64%, elevando o preço do GNV a R$ 5,06/m³, o mais caro do Sul. O IPTL é calculado com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que administra mais de 1 milhão de veículos, com média de oito transações por segundo. O índice combina tecnologia de data science e experiência de mais de 30 anos da Edenred Mobilidade para oferecer uma média precisa do comportamento de preços.
“O comportamento do GNV na Região Sul em setembro nos mostra um cenário de contrastes. Por um lado, uma notícia positiva, com a média regional fechando em queda, impulsionada pela redução de preços no Paraná e no Rio Grande do Sul. Por outro lado, Santa Catarina se moveu na contramão dessa tendência, com uma alta que não apenas elevou o preço do combustível ao patamar mais caro do Sul, mas também conteve um recuo ainda mais expressivo na média geral. Isso evidencia como a dinâmica de um único estado pode influenciar a tendência de uma região inteira e reforça, para o consumidor, a necessidade de estar atento às realidades locais, pois a variação de preços entre estados vizinhos continua bastante significativa” aponta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.