sexta-feira, abril 10, 2026

Autor: Redação

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como diferenciar a ‘falsa couve’ da verdadeira



Na última segunda-feira (13), morreu de parada respiratória Claviana Nunes da Silva, em Patrocínio, Minas Gerais, após ter comido a folha de uma planta conhecida como “falsa couve”. Além da mulher, mais três familiares seguem internados em estado grave pelo mesmo motivo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela e os parentes haviam se mudado recentemente para uma chácara no município, onde, no quintal, colheram a nicotiana glauca, também chamada de charuteira ou fumo bravo.

Pertencente à família do tabaco, além da nicotina, a planta possui em sua composição anabacina, toxina que bloqueia a transmissão nervosa nos músculos, causando paralisia e insuficiência respiratória.

“A falsa couve é uma planta que parece muito com a couve que a gente conhece, mas é importante falar que ela não é vendida na feira e nem no mercado. Ela nasce sozinha em beira de estrada, terrenos e quintais”, detalha o especialista em clínica médica Vítor Roque Dini.

Segundo ele, por ser venenosa, a nicotiana glauca já causou graves problemas de intoxicação no Brasil, visto que muitos a confundem com a couve ou a usam para fazer chá. Conforme Dini, após o consumo, os sintomas aparecem rápido e incluem:

  • Enjoo e vômito;
  • Dor abdominal;
  • Tremores;
  • Aceleração do coração;
  • Confusão mental

“Nos casos mais graves, a pessoa pode ter fraqueza, paralisia, acidose e até parada respiratória. Tanto que tem pacientes entubados na UTI [Unidade de Terapia Intensiva] por conta disso”, dstaca.

Como diferenciar

Para não confundir a falsa couve com a verdadeira, é preciso uma análise visual: as folhas da nicotiana glauca são menores, mais estreitas e alongadas, além da cor ser de um verde mais acizentado.

Já a couve verdadeira tem folhas maiores, largas e de um verde mais vivo e intenso. Outro ponto importante é a textura. As folhas da couve comestível são mais grossas e firmes, com nervuras bem marcadas e superfície mais áspera. Enquanto isso, as da falsa couve são mais finas, lisas e com nervuras menos evidentes.

Estudos mostram que apenas 30 mg de anabacina já são suficientes para matar uma pessoa adulta, ou seja, poucas folhas já podem conter uma dose perigosa. Ao contrário do que se possa imaginar, o cozimento não destrói a toxina, pelo contrário, o calor pode romper as células da planta e liberar ainda mais o veneno, facilitando a absorção pelo corpo.

“Não existe um antídoto para esse veneno. O tratamento vai ser feito no hospital com suporte para respiração, monitorização do paciente e manejo clínico mesmo. Tem gente que pode até precisar fazer hemodiálise por conta disso”, conta o especialista em clínica médica.

Dini alerta que pessoas que consomem plantas selvagens e demonstram os primeiros sintomas de mal-estar precisam procurar imediatamente o hospital. “E o recado é claro: não use nem consuma nenhuma planta que você não conheça bem. A falsa couve pode parecer inofensiva, mas pode ser perigosa e até fatal”, finaliza.



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Boi gordo se mantém firme com apoio das exportações; mas até quando?



O abate de bovinos segue aquecido no Brasil e deve ultrapassar 40 milhões de cabeças em 2025. No ano passado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o total foi de 39,7 milhões de cabeças, o maior resultado na série histórica. Em meio a esse cenário, o país também vive um momento positivo nas exportações de carne bovina.

Segundo Fernando Iglesias, coordenador de mercados da consultoria Safras & Mercado, o desempenho expressivo dos embarques contribui para a perspectiva de alta nos preços do boi gordo no último bimestre. “Isso é resultado do bom desempenho das exportações e do aquecimento do mercado interno, abrindo um leque maior de possibilidades em relação a reajustes”, diz.

No entanto, o analista pondera que apesar dos preços elevados, o aumento da oferta vai limitar valorizações mais contundentes. “Devemos ver valores mais altos, sim, mas sem explosão. Nada muito além do que já observamos hoje”, complementa.

Dependência chinesa: vantagem ou risco?

As exportações para a China continuam fortes em outubro, com o país asiático na liderança das compras da carne bovina brasileira. Se por um lado esse mercado tem sido um fator de sustentação nos preços, por outro, abre espaço para preocupações caso os chineses diminuam o ritmo.

Nesse sentido, o especialista lembra que a China investiga os impactos da importação de carne na produção local. “Essa apuração se arrasta desde o fim do ano passado, e o governo chinês deve divulgar o resultado em novembro”, explica. Segundo ele, o país pode impor cotas de importação ou aumentar tarifas contra a carne brasileira e outros grandes fornecedores.

Porém, essa não seria a primeira vez na história recente em que os chineses interrompem o fluxo de compras do Brasil. “Em 2023, após um caso suspeito de mal da vaca louca, houve queda de cerca de 30% nos abates”, afirma Iglesias.

Oferta maior e preços altos: o que fazer?

Na avaliação do analista, 2025 traz lições importantes para o pecuarista brasileiro. De acordo com ele, a principal delas é a necessidade de adotar ferramentas modernas de gestão de risco e de preço.

“Operações de hedge, por exemplo, são essenciais para garantir rentabilidade mesmo em anos desafiadores, com muita oferta. São instrumentos imprescindíveis para manter margens positivas e prosperar em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo”, completa.



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Com mais de 80% dos fertilizantes importados, Comissão debate reativação de fábricas nacionais



A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados (Cindre) realiza na próxima terça-feira (21) uma audiência pública para discutir o Plano Nacional de Fertilizantes e a necessidade de reativar as fábricas de fertilizantes nitrogenados na Bahia e em Sergipe.

O debate foi solicitado pelo deputado João Daniel (PT-SE) e será realizado a partir das 9h30, em plenário a ser definido.

Atualmente, mais de 87% dos fertilizantes usados pela agricultura são importados. “A crise global de insumos agrícolas, agravada por conflitos internacionais e instabilidades logísticas, evidenciou a vulnerabilidade do setor produtivo brasileiro”, afirmou João Daniel.

O Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir a dependência externa, dando competitividade e sustentabilidade à produção brasileira, e contribuindo para a segurança alimentar dos brasileiros.

A audiência também deve avaliar o papel desse plano na promoção do desenvolvimento regional, geração de empregos e estímulo à indústria nacional.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra pregão estável



No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50/bushel


No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50 por bushel
No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50 por bushel – Foto: Ivan Bueno/APPA

A soja encerrou o pregão desta quarta-feira (15) praticamente estável na Bolsa de Chicago, sustentada por um relatório positivo de moagem divulgado pela NOPA. Segundo a TF Agroeconômica, o volume processado nos Estados Unidos atingiu nível recorde para o mês de setembro, 11,6% acima do registrado em 2024, enquanto os estoques de óleo de soja caíram para o menor patamar em nove meses, fator que ajudou a conter a pressão baixista vinda do cenário político e comercial.

No fechamento do dia, o contrato de novembro terminou estável em US$ 1.006,50 por bushel, e o de janeiro também sem variação, em US$ 1.024,25. O farelo de soja para dezembro subiu 0,58%, a US$ 275,9 por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo mês avançou 0,45%, a US$ 50,80 por libra-peso. Apesar da sustentação vinda dos fundamentos, a oleaginosa foi afetada por declarações do ex-presidente Donald Trump, que voltou a ameaçar cortar importações chinesas de óleo de cozinha, em retaliação à decisão de Pequim de não comprar soja americana.

Trump afirmou em sua rede social que os EUA “podem facilmente produzir seu próprio óleo de cozinha, sem precisar comprá-lo da China”, intensificando as tensões entre os dois países. A instabilidade política tem gerado volatilidade nas cotações, agravada pela incerteza sobre a realização de uma possível reunião entre Trump e o presidente Xi Jinping ainda neste mês.

Apesar das ameaças, a relutância dos produtores americanos em vender a preços considerados baixos segue limitando quedas mais fortes. A TF Agroeconômica destaca que essa resistência, somada à sólida demanda doméstica por esmagamento, tem sido um dos principais fatores de sustentação para os preços da soja em Chicago.

 





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Produção brasileira de trigo deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, aponta StoneX



Segundo a StoneX, empresa global de serviços financeiros, a estimativa para a produção de trigo safra 2025/26 é projetada em 7,5 milhões de toneladas, um avanço de 2% em relação ao levantamento anterior.

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De acordo com o consultor em Gerenciamento de Riscos da companhia, Jonathan Pinheiro, o novo número reflete uma melhora na produtividade dos estados do Sul, com destaque para o Rio Grande do Sul, onde a produção foi elevada para 3,3 milhões de toneladas.

“As condições climáticas têm sido favoráveis, com boa umidade nas lavouras gaúchas, o que tem impulsionado o desempenho da safra na região”, afirma o consultor.

Na região Sudeste, embora tenha havido um pequeno corte nas projeções para o estado de São Paulo, em função de um clima mais seco, as perspectivas gerais seguem positivas para a produção no estado.

Safra 25/26 de trigo

Com o avanço da colheita nas próximas semanas, a expectativa é que a safra se consolide com um volume semelhante ao registrado no ciclo 2024/25, mesmo diante de uma redução da área plantada em relação ao ano anterior.

No balanço de oferta e demanda, a única alteração relevante foi o reajuste na produção, que impactou diretamente os estoques finais, agora estimados em 528,8 mil toneladas. Ainda assim, o mercado segue atento aos efeitos da taxa de câmbio sobre as operações comerciais.

“A tendência dos últimos meses foi de valorização do real, o que prejudica as exportações brasileiras de trigo. Contudo, mais recentemente, a moeda voltou a se desvalorizar frente ao dólar, o que tende a favorecer a competitividade nacional. Além disso, dependendo do ritmo das exportações, as importações também podem ser influenciadas, diante da necessidade de garantir o abastecimento interno do cereal”, conclui Pinheiro.



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Veja dicas para turbinar forragem do pasto e evitar degradação na volta das chuvas



Com o retorno das chuvas, as pastagens entram na crucial fase de rebrote, exigindo um manejo rigoroso e imediato para evitar prejuízos que se manifestarão na próxima estação seca.

Em entrevista ao Giro do Boi, o engenheiro agrônomo e consultor Wagner Pires alerta que o pecuarista não pode ceder à “sede ao pote” e deve respeitar a lotação e a fisiologia das gramíneas. Ignorar o manejo adequado neste momento é construir um rastro de degradação que será cobrado no futuro.

Pires reforça que, historicamente, a pecuária brasileira acumulou degradação ao tirar o gado sem devolver nutrientes e manejo ao pasto. No entanto, o cenário pode ser revertido: se bem manejadas, as pastagens brasileiras podem ser um poderoso “sumidouro de carbono”, contribuindo imensamente para mitigar os efeitos estufa.

O especialista cobra que o pecuarista seja “barulhento” em mostrar ao mundo que a pecuária a pasto é uma solução ambiental e economicamente competitiva.

Confira a entrevista completa:

Dicas práticas para a recuperação e intensificação do pasto

O consultor Wagner Pires ofereceu orientações práticas sobre o manejo e a recuperação do pasto para produtores de todo o Brasil:

  • Pasto batido (rapado): em pastos muito rapados pela seca, a ordem é “meter o pé no freio”, diminuindo a lotação e suplementando o gado. O caminho para a recuperação exige mudança de rotina: eleger uma área para vedar, adubar com nitrogênio e iniciar o descanso para o rebrote.
  • Intensificação em morraria: o fator morro não é um impedimento para a intensificação. A chave está na divisão inteligente de piquetes e em evitar que a água se concentre apenas na parte baixa. É vital evitar que o gado rape o pasto em áreas de declive, prevenindo a erosão e a degradação ambiental.
  • Controle de plantas daninhas: o controle deve ser iniciado imediatamente. O pecuarista precisa da visita de um técnico para identificar a planta e definir a dosagem correta do herbicida. A aplicação é a melhor forma de controle, mas exige um trabalho de longo prazo, de pelo menos 3 a 4 anos. O produtor não pode ser negligente e deve evitar que a planta daninha semente, o que multiplica o problema.

O consultor reforça que o custo de manutenção do pasto (adubação e manejo) é sempre menor do que o custo de uma reforma total. Para a nova geração de pecuaristas, é essencial adotar a visão de “agricultura de pasto” para garantir o crescimento sustentável e a rentabilidade da pecuária brasileira.



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Operação investiga empresas para rastrear uso de metanol em bebidas


Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (16) em cinco estados brasileiros fiscaliza 24 empresas atuantes no setor sucroalcooleiro para tentar rastrear o uso de metanol em bebidas alcoólicas.

Chamada de Operação Alquimia, a ação é realizada por uma força-tarefa que reúne agentes da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além das empresas do setor sucroalcooleiro, cujos nomes não foram revelados, a operação teve como alvos importadores e distribuidores de metanol, nos estados de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Entre os alvos estão empresas de fachada, comumente chamadas de “noteiras”, ou seja, que emitem notas fiscais “frias” para simular o transporte do produto. Em muitos casos, os caminhões e motoristas listados nunca chegaram aos destinos informados, o que indica fraude documental.

A ação desta quinta é um desdobramento das operações Boyle, que apurou possíveis casos de adulteração de combustíveis por meio da utilização de metanol, e Carbono Oculto, que revelou um esquema que consistia na compra de metanol importado por empresas químicas regulares, que o repassavam a empresas de fachada.

As duas operações revelaram a participação de organizações criminosas em um esquema de adulteração de combustíveis com metanol.

De acordo com a Receita Federal, há fortes indícios de que esse combustível adulterado esteja sendo utilizado na fabricação clandestina de bebidas alcoólicas, podendo oferecer um alto risco à saúde pública.

Segundo a Polícia Federal, o objetivo da ação é coletar e analisar amostras dos produtos fabricados nessas unidades e atestar a regularidade de suas composições químicas.

“Todo resultado servirá de subsídio para a instrução de investigações conduzidas pela Polícia Federal a respeito dos eventos de desvio e contaminação de bebidas alcoólicas por metanol, desde o início de setembro deste ano”, disse o órgão.

A Receita Federal informou que as empresas selecionadas para a coleta de elementos e amostras foram escolhidas “com base no potencial de envolvimento na cadeia do metanol, desde a importação da substância até sua possível destinação irregular”.

Entre os alvos da operação estão importadores, terminais marítimos, empresas químicas, destilarias e usinas. Ao todo, 80 policiais e 70 servidores dos demais órgãos participaram das ações, nas seguintes cidades:

  • Mato Grosso: Várzea Grande
  • Mato Grosso do Sul: Caarapó, Campo Grande e Dourados
  • Paraná: Araucária, Colombo e Paranaguá
  • Santa Catarina: Cocal do Sul
  • São Paulo: Araçariguama, Arujá, Avaré, Cerqueira César, Cotia, Guarulhos, Jandira, Laranjal Paulista, Limeira, Morro Agudo, Palmital, Sumaré e Suzano
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Foto: Pablo Jacob/ Governo do Estado de SP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que, em bebidas alcoólicas, o metanol deve estar presente em níveis inferiores a 0,1%. Por ser uma substância altamente tóxica, mesmo o percentual máximo de 0,5% permitido em combustíveis já seria suficiente para causar graves danos à saúde. Por esse motivo, é proibido o uso de combustíveis na fabricação de bebidas alcoólicas.

Segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), os prejuízos do setor de bebidas alcoólicas e a sonegação de tributos decorrentes de práticas de adulteração, falsificação, produção e contrabando de bebidas chegam a R$ 85,2 bilhões.



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Frente fria avança e vai virar o tempo em várias regiões; confira



A chegada de uma nova frente fria ao Brasil muda o cenário do tempo em várias regiões do país. O sistema se forma a partir de uma baixa pressão no Paraguai que chega ao Oceano Atlântico e atrai a umidade da região Norte.

Veja como vão ficas as condições do tempo nos próximos dias em todas as regiões brasileiras, de acordo com análise da Climatempo.

Sul recebe as chuvas mais fortes

Nesta sexta-feira (17), as chuvas mais fortes se concentram na região, especialmente no Rio Grande do Sul, onde há risco de temporais com raios, ventos fortes e granizo.

Com o deslocamento da frente fria, a instabilidade avança para Santa Catarina e Paraná, reforçando o alerta para chuva volumosa e ventania.

A presença constante de nebulosidade impede o aquecimento mais acentuado, mas o ar abafado ainda predomina em boa parte da região. A combinação de calor, umidade e ar frio em altitude é o combustível perfeito para a formação dos temporais, afirma a Climatempo.

Sudeste entra em alerta: tempo vai mudar

A influência da frente fria se estende para o Sudeste. Nesta sexta, o calor e a umidade favorecem a formação de nuvens carregadas sobre São Paulo e Minas Gerais.

A manhã ainda será de sol e temperaturas elevadas. A capital paulista pode registrar máximas de até 31 °C, mas no decorrer da tarde as pancadas de chuva retornam com risco de trovoadas e rajadas de vento.

No sábado (18), o cenário muda completamente. O avanço do sistema frontal e o reforço de uma área de baixa pressão próxima à costa deixam o tempo instável em praticamente todo o estado, informa a Climatempo.

A temperatura cai bruscamente: a máxima não deve passar de 23 °C, e há previsão de chuva forte e persistente ao longo do dia. No litoral e no Vale do Ribeira, os ventos podem superar 70 km/h, reforçando o alerta para transtornos.

No Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais, as instabilidades ganham força entre o fim do sábado e o domingo (19), com previsão de chuva volumosa e queda de temperatura. No Espírito Santo, as mudanças devem chegar entre o domingo e a segunda-feira.

Centro-Oeste volta a registrar temporais

A umidade da Amazônia somada à passagem da frente fria cria o cenário perfeito para temporais no Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, a chuva se espalha desde o período da manhã, com alta probabilidade de trovoadas e ventos fortes.

Já em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, as pancadas de chuva ocorrem entre a tarde e à noite, com risco de temporais isolados.

Essa mudança marca o enfraquecimento do calor extremo que vinha predominando na região nos últimos dias.

A partir do domingo, o tempo tende a ficar mais ameno e a temperatura estabiliza em patamares mais agradáveis.

Apesar dos problemas que os temporais podem causar, a chuva auxilia no combate aos incêndios florestais nas áreas mais centrais do país.

Norte e Nordeste têm sol e tempo seco

Enquanto o ar frio avança pelo Centro-Sul, o Nordeste segue sob domínio do sol e do ar seco.
Apenas a faixa litorânea da Bahia, Alagoas e Pernambuco deve registrar chuva leve e passageira, provocada pelos ventos marítimos que trazem umidade do oceano.

No interior nordestino, o tempo continua firme, com baixa umidade do ar e calor intenso.

No Norte, permanece o padrão típico da estação: chuvas irregulares, mas com chance de temporais no Amazonas, Acre e Rondônia. O excesso de umidade mantém o tempo abafado e as pancadas de chuva se concentram entre a tarde e a noite da sexta.

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Lista complementar de municípios para renegociação de dívidas rurais é divulgada



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou, na noite desta quarta-feira (15), a lista complementar de municípios elegíveis para a renegociação de dívidas rurais. A medida abrange produtores e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos, conforme a Medida Provisória 1.314/2025. Ao todo, 55 municípios do Rio Grande do Sul foram incluídos, somando 1.418 municípios aptos a requerer o crédito subsidiado.

Apesar da MP ter sido editada em 5 de setembro, a renegociação ainda não estava efetiva. A publicação da lista complementar pelo ministério era um dos atos pendentes.

Critérios para acesso ao crédito

A inclusão dos municípios gaúchos ocorreu após ajustes nos critérios do Conselho Monetário Nacional (CMN). Produtores e cooperativas localizados em municípios com decretos de emergência ou calamidade em pelo menos três anos entre 2020 e 2024 podem acessar a linha de crédito. Entre os eventos considerados estão secas, enchentes e alagamentos.

Nos demais estados, a elegibilidade leva em conta municípios que registraram situação de emergência ou calamidade em pelo menos dois anos no período de 2020 a 2024. Além disso, é exigida perda mínima de 20% na produção em duas das três principais atividades agrícolas do município. A metodologia considera a produtividade estimada pela Pesquisa Agrícola Municipal do IBGE e compara com anos anteriores.

Linhas de crédito e recursos disponíveis

Produtores e cooperativas com perdas de pelo menos 30% em duas ou mais safras entre julho de 2020 e junho de 2025 poderão acessar até R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro. O crédito subsidiado terá juros entre 6% e 10% ao ano, com prazo de pagamento de até nove anos, operacionalizado pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Entre os estados com maior número de municípios aptos estão Rio Grande do Sul (458), Paraíba (150), Minas Gerais (123), Santa Catarina (108) e Pernambuco (101). Outros estados contemplam menor número de municípios, incluindo Paraná, Bahia, Ceará e São Paulo.



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BNDES abre crédito emergencial para produtores rurais com perdas de safra



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nesta quinta-feira (16), o protocolo para receber pedidos de crédito do Programa BNDES para Liquidação de Dívidas Rurais, voltado a produtores que sofreram perdas significativas de safra entre 2020 e 2025.

Com orçamento de R$ 12 bilhões disponibilizado pelo governo federal, o programa busca restabelecer a capacidade econômica e garantir a continuidade da produção agropecuária, especialmente entre os produtores mais vulneráveis.

Apoio a agricultores familiares e médios produtores

De acordo com o BNDES, pelo menos 40% dos recursos serão destinados a agricultores familiares e médios produtores, enquadrados nos programas Pronaf e Pronamp. Esses grupos são considerados mais suscetíveis aos efeitos dos eventos climáticos extremos, como secas e enchentes, que têm se intensificado nos últimos anos.

“As ações de apoio seguem a mesma lógica do que foi feito no Rio Grande do Sul, com empresas afetadas pelos extremos climáticos”, afirmou Maria Fernanda Coelho, diretora de Crédito Digital para MPMEs e Gestão do Fundo do Rio Doce do BNDES.
Segundo ela, o objetivo é oferecer alívio econômico para que o produtor possa manter suas atividades e empregos no campo, fortalecendo a segurança alimentar e o desenvolvimento regional.

Quem pode solicitar

As operações poderão ser realizadas por meio da rede de instituições financeiras parceiras credenciadas ao BNDES.

Serão elegíveis para o programa produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas localizados em municípios com situação de emergência ou calamidade pública reconhecida pelo governo federal, entre 2020 e 2024.

Podem ser renegociadas operações de crédito rural de custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs) contratadas até 30 de junho de 2024.
Para acessar o benefício, o produtor deve comprovar perdas superiores a 30% em duas ou mais safras, dentro do período de referência, além de estar em município que tenha registrado redução de mais de 20% em duas das principais atividades agrícolas locais.

Condições e prazos

O prazo total das operações será de até nove anos, incluindo carência de um ano para início dos pagamentos.

Segundo o BNDES, a estrutura do programa foi desenhada para garantir condições financeiras compatíveis com a capacidade de recuperação dos produtores, evitando o endividamento excessivo e estimulando a retomada da produção.

Com essa iniciativa, o banco reforça seu papel como principal agente de políticas públicas de crédito de longo prazo no Brasil, especialmente em momentos de crise climática e econômica no campo.



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