terça-feira, abril 7, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo se mantém estagnado


O mercado de trigo manteve-se praticamente estagnado nesta quinta-feira (17), com vendedores resistentes aos preços oferecidos e moinhos pouco ativos nas negociações. As informações são da TF Agroeconômica, que aponta um cenário de lentidão em todo o Sul do país, mesmo com o avanço gradual da colheita.

No Rio Grande do Sul, a Emater/RS divulgou que 2% da área cultivada já foi colhida, embora agentes do mercado discordem desse número. O relatório destaca lavouras em boas condições, com 50% na fase de enchimento de grãos e 30% em maturação, beneficiadas por clima ameno, boa luminosidade e baixa incidência de doenças. Apesar de ventos pontuais no Centro-Oeste gaúcho, a expectativa de produtividade segue positiva.

No entanto, o mercado permanece travado. Exportadores ofereceram R$ 1.180 por tonelada no porto, com pagamento para janeiro de 2026, mas sem aceitação por parte dos produtores. Os moinhos aguardam entregas de contratos antigos, enquanto os preços internos giram em torno de R$ 1.050 nas Missões e R$ 1.070 em Tenente Portela. Mesmo com 190 mil toneladas já exportadas, o volume é considerado pequeno frente aos anos anteriores, e ainda restam cerca de 2,4 milhões de toneladas de trigo gaúcho por comercializar — fator que mantém o mercado pressionado. Os preços “de pedra” estão em queda, entre R$ 60 e R$ 62 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado também segue sem negócios relevantes. Produtores pedem cerca de R$ 1.250 FOB pelo trigo novo, mas os compradores oferecem valores semelhantes CIF, sem fechamento de contratos. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 62 e R$ 70,50 por saca, com leve recuo em várias praças.

Já no Paraná, a colheita avança, mas as chuvas recentes prejudicaram a qualidade dos grãos. Foram registrados negócios a R$ 1.230 FOB no Sudoeste e R$ 1.250 CIF em Curitiba, enquanto os preços pagos aos agricultores caíram 2,52% na semana, para R$ 64,94 por saca. Com custo médio estimado em R$ 74,63, o triticultor acumula prejuízo de cerca de 13%, reforçando a importância do uso do mercado futuro para garantir margens melhores.

 





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Arroba do boi gordo tem semana de ganhos; como o mercado se comportará até o fim do ano?


O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta dos preços no decorrer desta semana .

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca o movimento mais incisivo observado em termos de demanda em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, muito embora em São Paulo e Goiás a acomodação de preços ainda predomine, com um ou outro negócio acima da referência média.

Segundo ele, a estratégia de antecipação das compras dos frigoríficos de maior porte (animais de parceria) surtiu efeito, atrasando o movimento de recuperação dos preços da arroba.

“Mas é importante lembrar que o setor se aproxima do final do ano, período auge em termos de demanda. Isso já é observado nas exportações de carne bovina, que seguem contundentes, apontando para um significativo volume de compras ao longo do mês”, diz.

Preços médios da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 16 de outubro:
  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 1,64% frente aos R$ 305 da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 300, avanço de 1,69% ante aos R$ 295 registrados na última semana;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300, aumento de 3,45% em comparação aos R$ 290 do fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, aumento de 1,56% ante os R$ 320 do período anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, avanço de 1,69% frente aos R$ 295 da semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, inalterado em relação ao fechamento da semana passada.

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista apresentou negócios acomodados ao longo da semana, com uma melhora nos preços para ao cortes do dianteiro.

Ele acrescenta que o ambiente de negócios sugere alta para as cotações, embora de maneira comedida.

“É importante mencionar que a incidência do décimo terceiro salário na economia, a criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano oferecem uma perspectiva positiva para o consumo no cenário doméstico”, salienta.

  • Quarto traseiro do boi: cotado a R$ 25 o quilo, sem mudanças frente ao valor praticado na semana passada.
  • Quarto dianteiro: vendido por R$ 18 o quilo, avanço de 2,86% frente ao valor registrado na última semana, de R$ 17,50 o quilo

Exportações de carne

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 621,334 milhões em outubro até o momento (8 dias úteis), com média diária de US$ 77,666 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 111,919 mil toneladas, com média diária de 13,990 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,70.

Em relação a outubro de 2024, houve alta de 35,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 19,1% no preço médio.



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‘Meus pais me ensinaram a amar o que a gente faz’, diz jovem produtor do RS



No coração do território gaúcho, em Vila Flores (RS), o jovem Gleison Agnol, de apenas 24 anos, prova que o futuro da suinocultura e da avicultura está em boas mãos. Desde pequeno, ele cresceu em meio aos animais, acompanhando de perto o trabalho dos pais na propriedade da família. Hoje, Gleison comanda uma parte essencial da produção, mostrando que é possível crescer, inovar e prosperar sem deixar o campo.

“Eu sempre gostei de ajudar, de estar no meio dos animais aqui no interior. É muito bom”, conta. A família tem tradição de mais de 30 anos na avicultura, que começou com um aviário manual de 50 metros e evoluiu para uma estrutura de 100 metros totalmente automatizada. Além das aves e do leite, foi a suinocultura que despertou o desejo do jovem em seguir carreira no agro.

Suinocultura moderna com gestão familiar

O ponto de virada veio em 2016, quando Gleison decidiu investir em duas creches de suínos climatizadas, com capacidade para 1.750 leitões cada. “Na época, a gente ia fazer o sistema convencional, mas a empresa apresentou um novo projeto climatizado. Fomos um dos primeiros da região a investir nessa tecnologia, e não me arrependo”, afirma.

A automatização reduziu a necessidade de mão de obra e facilitou o manejo diário. “O sistema climatizado deixa tudo mais prático. A gente programa o controlador e ele faz os ajustes sozinho”, afirma. Hoje, a granja opera com eficiência e bem-estar animal, garantindo conforto térmico e produtividade.

A rotina é dividida entre os membros da família: o pai cuida dos aviários, a mãe das vacas leiteiras e Gleison responde pela suinocultura. “Quando tem muito serviço, a gente se ajuda. Mas no dia a dia, eu me viro tranquilo. É gratificante trabalhar aqui e ver o resultado do nosso esforço”, destaca.

Jovens que acreditam no futuro do campo

A história de Gleison reflete o perfil da nova geração rural: jovens que valorizam o legado dos pais, mas investem em tecnologia e conhecimento para tornar o trabalho mais eficiente. “Meus pais me ensinaram a amar o que a gente faz. Eu nunca me vi trabalhando numa empresa na cidade. Aqui a gente trabalha muito, mas com orgulho”, afirma.

Nos últimos oito anos, o jovem produtor acumulou conquistas e aprendizados. “A suinocultura dá um bom retorno. Depois que começamos, conseguimos realizar muitos sonhos. O campo oferece oportunidades para quem se dedica e gosta do que faz”, diz.

Para ele, ficar no campo é sinônimo de realização pessoal e profissional. “Os jovens que gostam da vida no interior deveriam apostar nisso. O retorno vem, e a satisfação de ver tudo crescendo é enorme”, conclui.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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o segredo da imunidade e do bom desempenho das aves



A nutrição das aves é um dos pilares da eficiência produtiva na avicultura moderna. Mais do que garantir o ganho de peso, uma dieta bem formulada fortalece o intestino, melhora a imunidade e reduz a ocorrência de doenças no plantel. “A saúde intestinal é a base para uma boa imunidade. É ali que tudo começa”, destaca Wanderlei Quintero, diretor da Facta e especialista em nutrição animal.

Segundo o pesquisador, o intestino das aves desempenha papel central na defesa do organismo, diferente do que ocorre em outros mamíferos. “Grande parte da imunidade da ave está concentrada no intestino. Quando ele está saudável, o sistema imune trabalha com equilíbrio, sem sobrecarga”, afirma.

Esse equilíbrio começa na formulação da ração. Proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais precisam estar em proporções adequadas, e a qualidade dos grãos é determinante. “A ração é praticamente feita de milho e farelo de soja, mas o segredo está nos detalhes — como o uso correto do premix vitamínico e mineral, que é essencial para o desenvolvimento e a saúde intestinal”, reforça Quintero.

Nutrição de precisão: o alimento certo em cada fase da ave

Cada fase de vida da ave exige uma dieta funcional específica, voltada ao desenvolvimento entérico e imunológico. O erro de fornecer a mesma ração para diferentes idades pode comprometer o crescimento e gerar perdas. “Não dá para oferecer o mesmo alimento a um pintinho e a uma galinha de corte. Cada lote tem suas necessidades e deve ser tratado como único”, alerta o especialista.

Além da formulação, o manejo alimentar também é decisivo. O ambiente influencia diretamente o consumo das aves, principalmente em épocas de calor intenso. “Se a ave para de comer, a saúde intestinal é prejudicada. O intestino perde equilíbrio, a cama fica úmida e a imunidade cai”, afirma. Por isso, manejar cortinas, temperatura e horários de arraçoamento é tão importante quanto a nutrição em si.

Outro fator relevante é o controle de estressores ambientais, como variações de temperatura, ruídos ou movimentação excessiva dentro dos galpões. Esses fatores podem afetar o apetite e a digestão, comprometendo o desempenho do lote. “A nutrição e o manejo caminham juntos para garantir aves mais saudáveis”, complementa.

Imunonutrição: alimentação que fortalece as defesas

Um conceito cada vez mais presente no campo é o de imunonutrição — o uso da dieta para modular o sistema imunológico das aves. A prática consiste em incluir nutrientes e aditivos capazes de estimular naturalmente as defesas do organismo, reduzindo a dependência de medicamentos.

“Da mesma forma que nós, seres humanos, fortalecemos a imunidade com alimentos ricos em nutrientes, as aves também podem receber rações com ingredientes funcionais que aumentam a resistência às doenças”, explica o especialista. Aminoácidos, vitaminas e minerais equilibrados, aliados a probióticos e prebióticos, são alguns dos aliados desse processo.

A imunonutrição também contribui para a sustentabilidade da produção, já que permite reduzir o uso de antibióticos promotores de crescimento, uma exigência crescente do mercado internacional. “A ave bem alimentada é mais resistente, cresce melhor e entrega uma carne de qualidade superior, o que reflete diretamente na segurança alimentar do consumidor”, destaca Quintero.

O futuro da alimentação animal é funcional e sustentável

Com o avanço da nutrição de precisão, o setor avícola tem investido cada vez mais em pesquisa e tecnologia para formular rações que atendam às necessidades exatas de cada fase da ave, reduzindo desperdícios e melhorando o desempenho zootécnico.

“A alimentação funcional é o caminho. Através dela, conseguimos aves mais fortes, menos doentes e com melhor conversão alimentar. É eficiência com responsabilidade”, conclui o diretor da Facta.

No campo e na indústria, a lição é clara: nutrir bem é prevenir melhor. E no caso dos frangos, o equilíbrio começa onde tudo acontece — no intestino.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Avicultura transforma história de família em São Paulo



A avicultura transformou a história da família Gerotto, em Mirassol (SP). O que começou como uma aposta ousada de diversificação dos negócios virou um exemplo de planejamento, inovação e sucessão familiar no campo. Tradicional empresário dos setores de construção civil e metalurgia, seu Gerotto enxergou na produção de frangos uma oportunidade de estabilidade e crescimento sustentável.

Com o apoio direto do filho João Vitor, o projeto ganhou corpo. Hoje, já são 13 aviários em funcionamento e nove em construção, com previsão de chegar a 22 unidades até 2028. Uma jornada que começou em 2020 e rapidamente se tornou o principal foco da família. “Quando vi o potencial da avicultura, percebi que ali tinha uma grande oportunidade”, recorda seu Gerotto.

A primeira granja foi erguida em ritmo acelerado e com envolvimento total do empresário. “Eu gosto de trabalhar junto. Não sou de só olhar. Gosto de meter a mão também”, conta. O entusiasmo contagiou toda a família — a esposa e os filhos participaram ativamente nas etapas iniciais, inclusive no descarregamento dos pintinhos.

O maior desafio veio logo na construção do primeiro núcleo, devido ao terreno irregular da região. “A terraplanagem foi uma das partes mais difíceis, mas a gente superou juntos”, relembra. O esforço deu resultado: hoje, a estrutura moderna e totalmente climatizada abriga 540 mil aves e mantém parceria estável com a Seara, garantindo padrão técnico e mercado assegurado.

“Seu Gerotto é um produtor comprometido, valoriza seus colaboradores e tem baixa rotatividade de equipe”, ressalta o técnico da integradora, destacando o profissionalismo da gestão familiar.

O segredo do sucesso está na parceria entre pai e filho. João Vitor assumiu a administração financeira e estratégica da operação. “Eu vejo o saldo e discuto cada gasto com ele. Não compro nada sem a autorização dele”, diz o pai, orgulhoso. A relação transparente e o controle rígido de custos permitiram crescer com segurança, projetando os 22 aviários até 2028.

Hoje, 90% do tempo e dos recursos da família estão voltados à avicultura. “Esse é o nosso legado. A gente quer continuar expandindo com responsabilidade”, afirma João Vitor. A estrutura também reflete o perfil inovador do grupo, com investimentos em equipamentos para manejo eficiente, como trituradores e sistemas de desidratação de resíduos, que reduzem desperdícios e melhoram a sustentabilidade.

Mesmo com pouco apoio inicial, o empresário não desanimou. “Foi tudo na raça. No começo, ninguém abria números. Fomos aprendendo com o tempo. Mas valeu a pena”, reforçou seu Gerotto, que hoje se orgulha do reconhecimento no setor.

A convivência entre pai e filho se tornou um símbolo de sucessão bem-sucedida. “O que mais admiro no meu pai é a coragem. Quando ele coloca uma coisa na cabeça, ele vai até o fim”, diz João Vitor. O pai retribui com emoção: “Meu herói sempre foi meu pai. Espero ser o herói do meu filho também.”

A família acredita que a vida no campo ensina valores duradouros, como paciência, zelo e perseverança.

“Quem não cuida, não colhe. E o campo ensina isso todos os dias”, reflete seu Gerotto.

Com visão estratégica e amor pela atividade, os planos seguem firmes: ampliar a produção, investir em tecnologia e continuar gerando empregos e alimento para o país. “A demanda por frango só cresce. O frango é consumido no mundo inteiro. Temos muito chão pela frente”, afirma com confiança.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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potro tenta acordar égua atropelada em Goiás e emociona população



Uma égua atropelada por uma motocicleta em Goiânia (GO), na última quinta-feira (16), gerou uma cena que comoveu o país. O vídeo divulgado mostra um potro tentando reanimar o animal caído no asfalto após o impacto. A gravação foi publicada pelo G1 e rapidamente viralizou nas redes.

Nas imagens, o potro, que, segundo moradores, seria filho da égua atropelada, se coloca à frente do animal caído, lambendo suas patas e empurrando-o, como se tentasse acordá-lo.

A cena despertou atenção e comoção, mas também acendeu o alerta sobre a presença de equinos soltos em vias urbanas.

Reação da comunidade

A moradora Samara Alves relatou que presenciou o acidente e destacou que casos assim são recorrentes. “É revoltante, porque não é a primeira vez que acontece acidente com animal na nossa região”, afirmou.

Segundo o G1, o motociclista envolvido quebrou o braço com o impacto e foi levado para o Hospital de Urgências de Goiás (Hugol). O Corpo de Bombeiros informou que um policial militar prestou os primeiros socorros no local.

A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) recolheu o corpo da égua e desobstruiu a via. Não há informações sobre o destino do potro que aparece nas imagens.

Fonte: canaldocriador.com.br

*Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.





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clima favorece e produtividade na safra do RS será maior, diz Emater



O clima favoreceu o desenvolvimento das principais culturas de inverno do Rio Grande do Sul nesta temporada e deve resultar em aumento de produtividade, disse a Emater nesta semana. No caso do trigo, as lavouras têm melhor qualidade e rendimento. “Foi uma safra que transcorreu bem em todos os estágios, desde a semeadura até o enchimento de grãos”, disse em nota o diretor técnico da Emater/RS, Claudinei Baldissera.

A produtividade média projetada para o trigo é de 3.261 quilos por hectare, aumento de mais de 17% em comparação à safra anterior (2.781 kg/ha).

O resultado deve compensar a queda na área plantada em 2025, de 14,26%, a 1,14 milhão de hectares, conforme a Emater.

“O resultado é uma produção total muito semelhante à do ano passado, porém com melhor qualidade de grão, um dos principais diferenciais desta safra”, disse Baldissera.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil amplia importações seletivas


As importações brasileiras avançam de forma seletiva em 2025, mesmo com o comércio global em desaceleração. Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o país importou US$ 135,8 bilhões no primeiro semestre, alta de 8,3% em relação ao mesmo período de 2024. O cenário, porém, ocorre em meio a um contexto internacional de tarifas mais altas e câmbio instável. O Banco Mundial projeta crescimento global de 2,3% para 2025, enquanto a Organização Mundial do Comércio (OMC) estima retração de 0,2% no comércio internacional.

De acordo com Thiago Oliveira, especialista em comércio exterior e câmbio e CEO da Saygo, o movimento brasileiro é de expansão seletiva em setores estratégicos como tecnologia, saúde, insumos industriais e bens de consumo, com maior diversificação de fornecedores na Ásia e na União Europeia. O principal risco para o importador em 2025 é o dólar volátil e o aumento de tarifas, enquanto a oportunidade está em redesenhar origens de compra e otimizar contratos cambiais para capturar preços mais competitivos.

“Para o quarto trimestre, a tendência é de expansão seletiva das compras externas em setores como tecnologia, saúde, insumos industriais e bens de consumo, com diversificação de fornecedores na Ásia e na União Europeia”, avalia .

O especialista recomenda três ajustes imediatos: contratar em múltiplas moedas, dividindo operações entre dólar e euro conforme a origem; revisar Incoterms e seguros, priorizando coberturas mais amplas em rotas asiáticas e europeias; e reforçar o compliance documental, reduzindo riscos de custos adicionais e atrasos na liberação de cargas.

“A recomposição virá menos pelo volume generalizado e mais por compras direcionadas em novas origens, ancoradas em contratos cambiais bem estruturados. Quem transformar a área de importação em área de estratégia (e não só de compras) atravessa 2025 preservando caixa e competitividade”, conclui Oliveira.





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La Niña garante chuvas acima da média no Centro-Oeste e Sudeste até novembro



O cenário climático para o final de outubro e o mês de novembro se apresenta altamente favorável para o agronegócio brasileiro. A atuação do fenômeno La Niña é o principal motor para o retorno das chuvas volumosas, garantindo precipitação acima da média para as regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

O período de tempo quente e seco chegou ao fim em grande parte do país, o que beneficia diretamente a recuperação das pastagens e o plantio da safra 2025/2026.

Em entrevista ao Giro do Boi, o meteorologista Artur Miller confirmou que a expectativa de maior volume de precipitação no Centro-Oeste e Sudeste se deve ao fato de que o La Niña, que deve durar até o final do ano, favorece a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Além disso, a previsão de chuva acima da média se estende também para o Matopiba e o estado do Pará.

Confira:

Alerta de temporais e avanço da janela de semeadura

Apesar da consolidação do período chuvoso, a previsão imediata indica a necessidade de cautela. Uma frente fria avança sobre o centro-sul do país, trazendo temporais com potencial para rajadas de vento que podem superar os 100 km/h em áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Em cidades como Araçatuba (SP), a queda na temperatura será brusca, refletindo a entrada da frente fria.

O retorno gradual das chuvas segue o seguinte cronograma:

  • Matopiba: a chuva deve retornar para o interior da região a partir da próxima semana, entre 23 e 27 de outubro.
  • Centro-Oeste e Sudeste: na virada do mês, o volume de chuva se intensifica no norte de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, ajudando a aliviar o calor intenso.
  • Vale do Araguaia (GO): a primeira quinzena de novembro deve registrar chuvas entre 70 e 80 milímetros, com volumes que podem chegar a 250 milímetros em dezembro.

La Niña traz tranquilidade para o Sul e garante volumes no Maranhão

A análise da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) confirma a manutenção do La Niña até o final do ano. Na prática, o meteorologista tranquiliza os produtores do Sul do país (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná): não há risco de seca nem de geada tardia, com o frio se concentrando apenas nas áreas de serra.

Para o Maranhão, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve atrasar um pouco o início das chuvas. No entanto, a previsão de longo prazo, impulsionada pelo La Niña, é de volumes crescentes, com precipitações que podem atingir a casa dos 300 milímetros entre dezembro e janeiro. O cenário garante, portanto, uma condição climática favorável para as principais regiões produtoras do país nos próximos meses.



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Você viu? Planta proporciona 11 vezes mais rentabilidade que soja, diz estudo



Uma das reportagens mais acessadas no site do Canal Rural na última semana destacou que o cânhamo, variedade da Cannabis sativa com teor de THC inferior a 0,3% (sem efeito psicoativo), pode garantir lucro líquido até 11 vezes superior ao da soja, segundo um estudo realizado pela empresa de inteligência de mercado Kaya Mind.

O levantamento aponta que, no cultivo voltado para flores (CBD), o cânhamo pode gerar R$ 23.306,80 por hectare, enquanto a soja apresenta rendimento médio de R$ 2.053,34 por hectare e o milho, R$ 3.398,34 por hectare, considerando a média nacional.

A Kaya Mind destaca que o cânhamo pode ser integrado aos sistemas agrícolas já existentes, desde que haja adaptação do maquinário e o produtor invista em rotação de culturas e recuperação do solo, garantindo sustentabilidade e eficiência produtiva.

Além da rentabilidade, a empresa ressalta o potencial do cânhamo para geração de empregos no campo. Como exemplo, cita o caso da Colômbia, onde a cultura é responsável por aproximadamente 17,3 empregos por hectare cultivado, reforçando sua importância para o desenvolvimento rural e a diversificação da agricultura.

Em março deste ano, durante uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, a pesquisadora Daniela Bittencourt, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, afirmou que o cânhamo pode ser utilizado em mais de 25 mil produtos, que vão desde fibras têxteis e bioplásticos até cosméticos e materiais de construção.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atua para atender à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reconheceu o direito de importar sementes de cânhamo, além de semear, cultivar e comercializar a planta para usos medicinais e farmacêuticos.



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