terça-feira, abril 7, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Bahia se prepara para iniciar plantio de feijão



Expectativa de leve alta na área de feijão em 2025/26



Foto: Canva

O primeiro levantamento da safra de grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta que a semeadura de feijão ainda não foi iniciada na Bahia. Segundo o órgão, o atual período tem sido voltado ao preparo das áreas que receberão a cultura.

A escassez de chuvas nas principais regiões produtoras ao longo do último mês tem dificultado o avanço das atividades de campo. A expectativa é que o plantio comece entre outubro e novembro.

A Conab informou que há uma previsão inicial de aumento na área destinada ao feijão em relação ao ano passado, impulsionada principalmente pelas regiões norte e oeste do estado. O ciclo mais curto da leguminosa permite melhor adequação ao cronograma das culturas de segunda safra e favorece a comercialização do grão.

“A expansão do cultivo está relacionada à viabilidade produtiva e comercial, além da facilidade de inserção do feijão no planejamento agrícola da região”, destacou o levantamento.





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Mel de chocolate? Novidade é feita a partir de cascas de cacau e produto de abelhas nativas



Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um produto a partir de mel de abelhas nativas e cascas de amêndoa de cacau que pode tanto ser consumido diretamente quanto como ingrediente para as indústrias alimentícia e cosmética.

O mel de abelhas nativas foi usado como solvente comestível para extrair das cascas da amêndoa do cacau, normalmente descartadas na fabricação de derivados como o chocolate, compostos como teobromina e cafeína, conhecidos estimulantes associados à saúde cardíaca.

O processo, que usou extração assistida por ultrassom, enriqueceu ainda o mel com compostos fenólicos, que têm atividades antioxidante e anti-inflamatória.

Embora ainda estejam planejando testes, os pesquisadores que o provaram afirmam que, a depender da proporção de mel e cascas, o mel tem bastante sabor de chocolate.

Em parceria com a Inova Unicamp, os autores buscam agora algum parceiro interessado em licenciar o processo, que teve uma patente depositada, e colocar o produto no mercado.

Méis escolhidos

Os méis de abelhas nativas foram escolhidos pelo maior potencial como solvente, dado que, de modo geral, possuem maiores teores de água e menor viscosidade do que o mel da abelha-europeia (Apis mellifera).

Foram avaliados méis de cinco espécies nativas:

  • Borá (Tetragona clavipes)
  • Jataí (Tetragonisca angustula)
  • Mandaçaia (Melipona quadrifasciata)
  • Mandaguari (Scaptotrigona postica)
  • Moça-branca (Frieseomelitta varia)

O mel da mandaguari foi escolhido inicialmente para a otimização do processo por conta dos valores intermediários de água e viscosidade encontrados, embora posteriormente o processo otimizado tenha sido empregado para os outros méis analisados.

O pesquisador Felipe Sanchez Bragagnolo, lembra que o mel é um alimento bastante sujeito a influências externas, como condições climáticas, de armazenamento e temperatura. “Portanto, é possível adaptar o processo ao mel que estiver disponível no local, não necessariamente o da mandaguari”, diz.

Química verde

A extração assistida por ultrassom é uma técnica que usa uma sonda parecida com uma caneta metálica. Ela é colocada em um recipiente com mel e cascas da amêndoa do cacau. As ondas sonoras emitidas pela sonda ajudam a retirar os compostos das cascas, que passam para o mel, usado como solvente natural.

O processo é eficiente porque cria microbolhas que estouram, gerando calor e quebrando as células do material vegetal. Isso faz com que os compostos sejam liberados com mais facilidade. Além de ser rápida e eficaz, a técnica é considerada ecologicamente correta e tem grande potencial para uso na indústria de alimentos.

Essa eficiência também foi destaque em uma avaliação de sustentabilidade feita com o programa Path2Green, desenvolvido pelo grupo do professor Mauricio Ariel Rostagno, da FCA-Unicamp. 

O software analisou se o processo segue os 12 princípios da química verde, que avaliam desde o transporte até a aplicação do produto. Um dos principais pontos positivos foi o uso do mel, um solvente comestível, local e pronto para uso. Nessa análise, o produto alcançou nota +0,118 em uma escala que vai de -1 a +1.

Próximos passos

Os pesquisadores também estão estudando como o ultrassom atua sobre os microrganismos do mel. Assim como rompe o material vegetal, o método pode quebrar as células de bactérias que degradam o produto.

Nos próximos passos, a equipe pretende testar novas aplicações do mel de abelhas nativas como solvente no processo de ultrassom, incluindo a extração de compostos de outros resíduos vegetais.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Produtores relatam baixa qualidade de material de plantio



Plantio de mandioca alcança 89% da área prevista



Foto: Canva

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar mostra que o plantio de mandioca atingiu 89% da área prevista na região administrativa de Santa Rosa, onde a estimativa ultrapassa 6 mil hectares. Produtores relatam baixa disponibilidade de material propagativo e baixo vigor das manivas adquiridas, o que tem influenciado o andamento das atividades.

O preço da mandioca descascada e congelada nas agroindústrias está em R$ 7,50 por quilo. Para o consumidor final, o valor da mandioca com casca permanece em R$ 7,50/kg, enquanto a descascada varia de R$ 8,00 a R$ 12,00/kg.

Na região de Lajeado, em São Sebastião do Caí, a comercialização segue em ritmo regular. Com a elevada produtividade, a caixa de 20 quilos com casca é vendida entre R$ 20,00 e R$ 25,00. No campo, foram registradas ocorrências de podridão radicular, murcha, necrose foliar, escurecimento e amolecimento das raízes, além de exsudação fétida nas plantas afetadas.

Na região de Soledade, o plantio foi finalizado no Baixo Vale do Rio Pardo e segue no Alto da Serra do Botucaraí. O preço permanece estável, variando de R$ 20,00 a R$ 25,00 por caixa de 22 quilos.

 





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Programa Inova Caatinga impulsiona projetos sustentáveis no bioma nordestino


Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, o Inova Caatinga surge como uma oportunidade para estimular negócios sustentáveis e inovadores no bioma exclusivo do Nordeste. 

A iniciativa, criada em parceria entre Sudene, Porto Digital e Sebrae, busca projetos voltados à conservação e ao uso consciente dos recursos naturais. As inscrições, portanto, seguem abertas até 19 de outubro, no site oficial do programa.

O Inova Caatinga foi estruturado em etapas: na primeira fase, chamada de validação e tração, podem participar projetos de todas as regiões de Pernambuco, desde que em estágio inicial e com foco em áreas como agropecuária, bioenergia, alimentos, cosméticos, ecoturismo, etc. Assim, até 80 propostas serão selecionadas para os três meses de validação, enquanto as 60 melhores seguirão para a tração.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte a sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

Durante a tração, cada equipe receberá uma Bolsa de Estímulo à Inovação (BEI) de R$ 6,5 mil, por quatro meses. Além disso, os participantes terão acesso a mentorias e capacitações virtuais.

“Queremos fortalecer a operação dos projetos e ampliar o faturamento dos empreendedores”, destacou Camila Vila Nova, especialista em inovação do Sebrae/PE.

As propostas serão avaliadas conforme critérios como potencial de mercado, inovação, impacto socioambiental, conexão com a Caatinga e qualidade da equipe. Dessa forma, o programa também promove networking e incentiva a criação de novas startups com foco na bioeconomia regional.

De acordo com o edital, podem participar pessoas físicas e jurídicas residentes em Pernambuco, bem como estudantes, professores, pesquisadores e empreendedores rurais com projetos ligados ao conceito de bioeconomia. Portanto, o programa Inova Caatinga chega para valorizar a biodiversidade nordestina e gerar oportunidades econômicas sustentáveis, alinhadas à Agenda 2030 da ONU.

Porteira Aberta Empreender

Quer saber mais? Assista ao programa Porteira Aberta Empreender, uma parceria entre o Sebrae e o Canal Rural, que traz dicas, orientações e mostra histórias reais de micro e pequenos produtores de todo o país.

Às sextas-feiras, às 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulgação



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Clima ameno reduz ritmo de lavouras de milho-verde



Milho-verde tem baixa oferta e ritmo lento no RS



Foto: Pixabay

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar aponta que o desenvolvimento das lavouras de milho-verde está lento na região administrativa de Lajeado, em Bom Princípio, devido ao clima ameno e às noites mais frias. Mesmo com as chuvas mais regulares, que deixaram algumas áreas mais úmidas, o plantio pôde ser realizado.

Atualmente, poucas lavouras estão em produção, e a oferta no mercado é baixa. O preço permanece estável, com média de R$ 4,00 por bandeja com três espigas.

De acordo com o Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e a Emater/RS-Ascar, o Censo Olerícola 2025 registra a presença da cultura em 169 unidades produtivas, com área total de 289,78 hectares na região. Os principais municípios produtores são Bom Princípio, Cruzeiro do Sul, Vale Real, São Sebastião do Caí, Feliz, São José do Hortêncio, Colinas e Linha Nova.

“Apesar do ritmo mais lento de desenvolvimento, o plantio avançou com as condições climáticas mais regulares”, destaca o informativo.





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Frio reduz oferta e tomate encarece no RS



Tomate tem aumento de preço na Ceasa/Serra



Foto: Canva

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar aponta aumento no preço do tomate na Ceasa/Serra, na região administrativa de Caxias do Sul. O valor passou de R$ 5,06 para R$ 5,33 por quilo, após um período de queda.

Segundo o informativo, o produto comercializado tem vindo de outras regiões do país. O frio do inverno reduziu a produção local, mesmo em cultivos protegidos. Nas áreas mais baixas e próximas aos rios, já foram implantadas lavouras voltadas à colheita precoce.

As chuvas frequentes afetaram parte dos cultivos e atrasaram o cronograma de algumas propriedades. A maior parte das áreas de produção deve ser transplantada em outubro e novembro, com colheita prevista para os primeiros meses de 2026.

“O aumento de preço reflete a menor oferta regional devido ao impacto do frio sobre a produção”, aponta o informativo.





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Estratégias aumentam confiança em bioinsumos


De acordo com o artigo “Estratégias de mercado no uso de bioinsumos para o produtor rural movimentam setor”, publicado por Fellipe Parreira, Gerente de Portfólio e Acesso ao Mercado no Grupo GIROAgro, no setor industrial existem divisões claras entre empresas químicas e biológicas. Entretanto, para o produtor rural, essa distinção se torna pouco relevante. “O desafio é único: obter soluções eficazes para melhorar a produtividade e a saúde de sua lavoura de forma segura e confiável”, afirma.

O objetivo das empresas que atuam com fertilizantes e bioinsumos vai além de levar o produto ao campo; é necessário gerar segurança para o agricultor. Isso ocorre por meio de estratégias como a experimentação in loco, que respeita manejo, variedade e condições locais. A prática proporciona comprovação concreta dos benefícios das tecnologias.

Segundo Parreira, trabalhar com consultores técnicos de confiança do produtor é fundamental. “Tais profissionais, respeitados e acreditando no campo, são verdadeiros multiplicadores de benefícios quanto às soluções oferecidas”, explica. Investir em capacitação e relacionamento permite validar cientificamente as tecnologias e influenciar o produtor final. Com isso, cria-se um ecossistema de referências inclusivo para produtores influentes, cuja marca está associada a resultados comprovados. Isso transforma a adoção de bioinsumos de uma compra por impulso em um processo confiável e sustentado por resultados práticos e evidências locais.

De acordo com a Fiesp-Deagro, a principal motivação do produtor para utilizar produtos biológicos é a eficiência comprovada dos bioinsumos. No Brasil, há mais de 140 empresas e 600 produtos registrados, gerando complexidade na escolha. O produtor avalia não apenas o desempenho em sacas por hectare, mas a segurança de receber o resultado prometido.

Parreira observa que o produtor enfrenta variáveis incertas, como mudanças climáticas, preços de commodities e custos de insumos. “Diante de ofertas que entregam duas, três ou quatro sacas a mais, ele muitas vezes opta por aquele insumo que lhe garante maior segurança e previsibilidade, mesmo oferecendo tecnicamente um resultado menor”, afirma.

A segurança, segundo ele, é promovida por programas de demonstração de campo, como o “Liga dos Campeões” da VIVAbio, que reúne cerca de 300 áreas demonstrativas em diferentes regiões, com dados consistentes sobre os efeitos das tecnologias aplicadas. Cooperativas e revendas desempenham papel essencial no atendimento a pequenos e médios produtores, oferecendo estrutura, qualificação técnica e comunicação clara. Inovações industriais, como bioinsumos que não exigem armazenamento em freezer, ampliam o acesso a produtos com validade estendida em temperatura ambiente.

A Fiesp-Deagro aponta que o custo pode ser um desafio para o mercado, mas o produtor prioriza o custo-benefício real. Produtos de maior valor, que garantem eficácia, são preferidos por oferecerem retorno mais seguro.

O mercado de bioinsumos cresceu mais de 30% no último ano e deve representar até 25% do valor dos produtos químicos convencionais. O crescimento é impulsionado por desempenho técnico, sustentabilidade, saúde ambiental e qualidade dos alimentos. Em síntese, o mercado de bioinsumos busca agregar valor, segurança e sustentabilidade ao produtor rural. A experimentação local, capacitação de consultores e comunicação sólida são apontadas como estratégias para acelerar a adoção desses produtos no agronegócio brasileiro.





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Fase de desenvolvimento varia entre cultivares de uva



Uva tem bom desenvolvimento em Caxias do Sul



Foto: Divulgação

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar mostra que as videiras na região administrativa de Caxias do Sul apresentam bom vigor e sanidade no dossel vegetativo, além de uniformidade de brotação e número de cachos, especialmente na variedade Isabel.

Segundo o informativo, alguns produtores relataram paralisação no desenvolvimento dos cachos da variedade Bordô em função do frio atípico para o período. “O clima mais frio impactou diretamente o desenvolvimento da Bordô, o que exige atenção no manejo”, aponta o boletim. Os tratamentos fitossanitários seguem para prevenir e controlar doenças.

Na região de Frederico Westphalen, as variedades estão em diferentes fases de desenvolvimento: Vênus, de grão ervilha ao início de compactação do cacho; Bordô, de 25% de flores abertas a pleno florescimento; Niágara Rosada e Branca, de 80% de flores abertas a grão ervilha; Seyve Villard, do início do florescimento à frutificação; Carmem, do florescimento à limpeza do cacho; e Lorena, do alongamento da inflorescência ao pleno florescimento. Os produtores realizam manejo da copa, eliminação de brotos, desponta, desfolha, adubação, monitoramento de doenças e amarração dos ramos para evitar quebras.

Em Santa Rosa, ainda há floração em alguns parreirais, mas a maior parte das videiras já apresenta desenvolvimento de bagas, que chegam a 0,5 cm em variedades precoces. A ocorrência de antracnose foi registrada em função das chuvas recorrentes e dos ventos intensos.





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Trigo se mantém estagnado


O mercado de trigo manteve-se praticamente estagnado nesta quinta-feira (17), com vendedores resistentes aos preços oferecidos e moinhos pouco ativos nas negociações. As informações são da TF Agroeconômica, que aponta um cenário de lentidão em todo o Sul do país, mesmo com o avanço gradual da colheita.

No Rio Grande do Sul, a Emater/RS divulgou que 2% da área cultivada já foi colhida, embora agentes do mercado discordem desse número. O relatório destaca lavouras em boas condições, com 50% na fase de enchimento de grãos e 30% em maturação, beneficiadas por clima ameno, boa luminosidade e baixa incidência de doenças. Apesar de ventos pontuais no Centro-Oeste gaúcho, a expectativa de produtividade segue positiva.

No entanto, o mercado permanece travado. Exportadores ofereceram R$ 1.180 por tonelada no porto, com pagamento para janeiro de 2026, mas sem aceitação por parte dos produtores. Os moinhos aguardam entregas de contratos antigos, enquanto os preços internos giram em torno de R$ 1.050 nas Missões e R$ 1.070 em Tenente Portela. Mesmo com 190 mil toneladas já exportadas, o volume é considerado pequeno frente aos anos anteriores, e ainda restam cerca de 2,4 milhões de toneladas de trigo gaúcho por comercializar — fator que mantém o mercado pressionado. Os preços “de pedra” estão em queda, entre R$ 60 e R$ 62 por saca.

Em Santa Catarina, o mercado também segue sem negócios relevantes. Produtores pedem cerca de R$ 1.250 FOB pelo trigo novo, mas os compradores oferecem valores semelhantes CIF, sem fechamento de contratos. Os preços pagos aos produtores variam entre R$ 62 e R$ 70,50 por saca, com leve recuo em várias praças.

Já no Paraná, a colheita avança, mas as chuvas recentes prejudicaram a qualidade dos grãos. Foram registrados negócios a R$ 1.230 FOB no Sudoeste e R$ 1.250 CIF em Curitiba, enquanto os preços pagos aos agricultores caíram 2,52% na semana, para R$ 64,94 por saca. Com custo médio estimado em R$ 74,63, o triticultor acumula prejuízo de cerca de 13%, reforçando a importância do uso do mercado futuro para garantir margens melhores.

 





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Arroba do boi gordo tem semana de ganhos; como o mercado se comportará até o fim do ano?


O mercado brasileiro de boi gordo registrou alta dos preços no decorrer desta semana .

O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca o movimento mais incisivo observado em termos de demanda em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, muito embora em São Paulo e Goiás a acomodação de preços ainda predomine, com um ou outro negócio acima da referência média.

Segundo ele, a estratégia de antecipação das compras dos frigoríficos de maior porte (animais de parceria) surtiu efeito, atrasando o movimento de recuperação dos preços da arroba.

“Mas é importante lembrar que o setor se aproxima do final do ano, período auge em termos de demanda. Isso já é observado nas exportações de carne bovina, que seguem contundentes, apontando para um significativo volume de compras ao longo do mês”, diz.

Preços médios da arroba do boi

Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do Brasil estavam assim no dia 16 de outubro:
  • São Paulo (Capital): R$ 310, alta de 1,64% frente aos R$ 305 da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 300, avanço de 1,69% ante aos R$ 295 registrados na última semana;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300, aumento de 3,45% em comparação aos R$ 290 do fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, aumento de 1,56% ante os R$ 320 do período anterior;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300, avanço de 1,69% frente aos R$ 295 da semana anterior;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280, inalterado em relação ao fechamento da semana passada.

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista apresentou negócios acomodados ao longo da semana, com uma melhora nos preços para ao cortes do dianteiro.

Ele acrescenta que o ambiente de negócios sugere alta para as cotações, embora de maneira comedida.

“É importante mencionar que a incidência do décimo terceiro salário na economia, a criação dos postos temporários de emprego e as confraternizações de final de ano oferecem uma perspectiva positiva para o consumo no cenário doméstico”, salienta.

  • Quarto traseiro do boi: cotado a R$ 25 o quilo, sem mudanças frente ao valor praticado na semana passada.
  • Quarto dianteiro: vendido por R$ 18 o quilo, avanço de 2,86% frente ao valor registrado na última semana, de R$ 17,50 o quilo

Exportações de carne

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 621,334 milhões em outubro até o momento (8 dias úteis), com média diária de US$ 77,666 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 111,919 mil toneladas, com média diária de 13,990 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,70.

Em relação a outubro de 2024, houve alta de 35,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 19,1% no preço médio.



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