terça-feira, abril 7, 2026

Autor: Redação

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a trajetória que tornou o Sítio Primavera uma referência na avicultura



A história de Flávia e Antônio, em Jaci (SP), mostra como a avicultura familiar pode mudar destinos no campo. Após anos dedicados ao café, à laranja e ao gado, o casal encontrou na criação de frangos de corte uma oportunidade de retomada no sítio e de renda estável para a família.

“O começo foi arriscado, mas queríamos criar nossos filhos próximos da terra”, lembra Flávia. O primeiro aviário nasceu depois que a laranja deixou de ser viável por conta de doenças na lavoura.

A trajetória não foi simples. Logo no segundo lote, a falta de energia e a ausência de um gerador causaram a perda de todas as aves. A experiência trouxe dor, mas também ensinamentos.

“Foi um baque, mas entendemos que precisávamos investir em tecnologia”, conta Antônio. O casal apostou em equipamentos modernos e sistemas de segurança, garantindo estabilidade e confiança para expandir a produção.

Com mais de 20 anos na atividade, o Sítio Primavera hoje conta com cinco aviários em funcionamento e outros três em construção. O diferencial está na participação ativa dos filhos, especialmente Bruno, médico veterinário, que trouxe gestão técnica e financeira para a granja.

“A experiência dos pais, somada ao conhecimento dos filhos, trouxe uma visão empresarial, sem perder a essência familiar”, destaca Bruno.

Os 30 anos de casamento de Flávia e Antônio também se refletem na rotina de trabalho lado a lado. A tecnologia, antes inimiga distante, agora é aliada: painéis automatizados, sensores e sistemas de aquecimento moderno garantem bem-estar às aves e produtividade à granja.

“O futuro já chegou. Queremos manter a avicultura viva para as próximas gerações”, afirma Flávia.

Com união, profissionalização e inovação, a família transformou o Sítio Primavera em uma verdadeira empresa rural, sem perder o vínculo de amor e respeito pelo campo.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Bahia atinge maior rebanho bovino da história com 13,7 milhões de cabeças, segundo IBGE



A pecuária baiana alcançou um marco histórico em 2024, registrando o maior volume de gado bovino dos últimos 50 anos. Dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgados pelo IBGE, confirmaram que o rebanho bovino do estado cresceu 3,5% em relação a 2023.

Esse foi o segundo maior aumento percentual do país, ficando atrás apenas do Pará, um gigante em franca expansão.

Com um total de 13,7 milhões de cabeças, a Bahia consolida sua posição, ocupando atualmente o sétimo lugar no ranking nacional de criação de bovinos.

A participação do estado no rebanho brasileiro é de 5,7%, reforçando sua relevância no cenário nacional e mantendo-se à frente de tradicionais potências pecuárias como São Paulo e Rio Grande do Sul.

Oeste da Bahia impulsiona o crescimento e sobe no ranking estadual

O crescimento robusto do rebanho baiano é impulsionado por investimentos e alta produtividade em regiões estratégicas, com destaque para o oeste da Bahia.

O município de Santa Rita de Cássia segue na liderança, com o maior rebanho bovino do estado, somando 202 mil animais e registrando uma alta de 7% em um ano. Itamaraju e Itanhém completam, respectivamente, a segunda e terceira posições estaduais.

No entanto, o maior avanço no número de bovinos na Bahia foi observado no município de Wanderley, um polo de alta produtividade. Wanderley deu um salto impressionante, passando de 144 mil para 168 mil animais, um crescimento de 16%.

Com esse avanço, o município subiu da oitava para a quarta colocação no ranking estadual, refletindo a intensificação da produção na região.

Marco histórico e o futuro da pecuária no Nordeste

O marco de quase 14 milhões de cabeças na Bahia é uma excelente notícia para o agronegócio nordestino. O crescimento contínuo do rebanho reflete o sucesso dos investimentos em manejo, genética e infraestrutura que vêm sendo feitos na região. Esses investimentos se traduzem em maior produtividade e competitividade no mercado nacional.

O aumento de 3,5% no rebanho baiano é um sinal claro de que o estado está consolidando seu papel de destaque na pecuária nacional. O produtor rural baiano tem motivos para se orgulhar desses números, que demonstram a vitalidade do setor e a capacidade de crescimento contínuo da pecuária no estado, garantindo um futuro sólido para a produção de carne e leite no Nordeste.



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Flor de árvore tóxica é letal para abelhas; plantio é proibido em estado brasileiro



Produzir, plantar ou manter a árvore Spathodea campanulata, conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, é estritamente proibido no território catarinense desde 2019. Neste sentido, o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), lançou uma campanha nesta semana para alertar a população dos riscos ambientais causados pela espécie.

A árvore, que é de origem africana, pode atingir até 25 metros de altura e foi amplamente utilizada na arborização urbana de várias cidades brasileiras. Porém, estudos posteriores comprovaram que as flores da espatódea contêm toxinas letais para diversas espécies de abelhas nativas.

Segundo o IMA, as toxinas podem estar presentes no pólen, no néctar ou na mucilagem das flores, provocando a morte dos insetos. Além disso, as substâncias também comprometem o serviço de polinização das abelhas, que é essencial para a manutenção da biodiversidade e da produção agrícola.

O que diz a Lei

A Lei Estadual nº 17.694/2019 estabelece que é proibido o plantio de novas árvores da espécie e que espatódeas já plantadas devem ser cortadas. Além disso, árvores localizadas em locais públicos ou na arborização urbana devem ser substituídas por espécies nativas. O descumprimento da lei pode causar a aplicação de uma multa de R$ 1 mil por planta ou muda produzida.

Para Elaine Zuchiwschi, coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e engenheira agrônoma do IMA, a legislação representa um avanço. “A publicação dessa lei é um passo importante para que cada vez mais a sociedade aprenda e se envolva no manejo consciente e responsável das espécies da flora e da fauna”, diz.

O que o IMA recomenda

A recomendação do IMA é que a população priorize o plantio de espécies nativas regionais adequadas a cada ecossistema de Santa Catarina. Com isso, a adaptação das plantas ao clima e solo local, além do equilíbrio ecológico e da segurança para a fauna, são garantidos.

Exemplos de espécies nativas substitutas por região:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia), ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia), corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis), caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum), canjerana (Cabralea canjerana).



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Crédito privado do agro cresce e amplia espaço para CPRs e LCAs



O crédito privado voltado ao agronegócio segue em expansão. Dados do Boletim de Finanças Privadas do Agro, divulgado na última quinta-feira (16) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram aumento nos principais instrumentos usados para financiar o setor. É o caso das Cédulas de Produto Rural (CPR) e das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA).

CPRs seguem em ritmo forte

As Cédulas de Produto Rural atingiram R$ 527,4 bilhões em setembro de 2025, alta de 27% em um ano. Desde 2021, o crescimento chega a 461%. No período de julho a setembro deste ano, as CPRs financiaram R$ 105,6 bilhões, com o volume de contratos subindo 22% na comparação com o ano passado.

O instrumento tem sido usado para financiar a produção de grãos, pecuária, frutas e hortaliças, além de insumos agrícolas, máquinas e projetos de sustentabilidade. O tíquete médio das operações é de cerca de R$ 1,35 milhão.

LCA reforça o crédito rural

As Letras de Crédito do Agronegócio também avançaram, somando R$ 608,1 bilhões em setembro, um aumento de 23% frente a 2024. Além disso, a mudança nas regras de reaplicação deve ampliar ainda mais o crédito ao produtor.

Na safra 2025/26, os bancos e cooperativas precisam aplicar 60% das captações em LCA no financiamento rural; antes, a exigência era de 50%. Desse total, 45% devem ir diretamente para operações de crédito rural, o que representa R$ 164,2 bilhões, alta de 33% em um ano.

Entre as instituições, os bancos públicos lideram as contratações com 44% de participação, seguidos por bancos privados (30%) e cooperativas de crédito (26%).

Fiagro se consolida

O Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também segue em crescimento, com R$ 43,1 bilhões em patrimônio líquido e 142 fundos em operação. O avanço foi de 13% em um ano e 253% desde 2023.

Os fundos imobiliários representam 44,6% do total, seguidos pelos de participações (39,4%) e de direitos creditórios (16%). Apesar da pausa temporária nas atualizações de dados, o segmento se consolida como alternativa de investimento e capitalização para o agronegócio.



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Maior macaco das Américas pode perder 61% do hábitat até 2090



O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) e o muriqui-do-sul (B. arachnoides), as duas espécies do maior gênero de primatas das Américas, terão uma redução de áreas climativamente adequadas para sua sobreviência até 2090 estimadas em 44% e 61%, respectivamente, segundo estudo publicado no Journal for Nature Conservation.

Os números dão conta apenas do efeito das mudanças climáticas sobre as espécies até o fim do século, sem considerar outros fatores que também ameaçam os primatas e seus hábitats, como desmatamento, fragmentação das florestas e caça. Ambos os muriquis, endêmicos da Mata Atlântica, são classificados como “Criticamente Ameaçados” de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)

“Apenas a mudança climática não vai levar os muriquis à extinção, segundo nossas projeções. Mas cerca de metade da área atual climaticamente favorável para eles pode acabar, o que é bastante preocupante levando em conta que há outros fatores pressionando essas espécies”, conta o pesquisador e autor do estudo, Tiago Vasconcelos.

Como são feitas as projeções?

As projeções são realizadas com softwares especiais, a partir de dados como a distribuição atual e informações climáticas importantes para os requerimentos fisiológicos das espécies. Assim, dados do clima atual são utilizados para caracterizar as preferências das espécies, que são então projetadas nos diferentes cenários futuros de mudanças climáticas para as próximas décadas, como chuvas, meses mais quentes, dias mais secos etc.

Perdas das áreas

Estudos de outros pesquisadores já haviam apontado perdas de áreas climaticamente adequadas para as duas espécies de muriqui até o fim do século. Vasconcelos, porém, aponta o tamanho dos prejuízos em curto e médio prazo, mais especificamente os anos de 2030, 2050, 2070 e 2090.

Em 2023, um artigo apontava que as áreas previstas para serem perdidas pelo muriqui-do-sul serão em florestas semidecíduas no interior do Paraná e de São Paulo.

Vasconcelos chegou a resultados similares no estudo atual, mas acrescenta que essas áreas vão encolher ainda mais, de forma contínua, ao longo das décadas seguintes até o fim do século. Haverá, ainda, um deslocamento da área de ocorrência da espécie na direção nordeste.

A maioria das perdas dessa espécie também deve ocorrer no interior, mas no leste e sul de Minas Gerais e na parte central e oeste do Rio de Janeiro. O estado de São Paulo, por sua vez, deve perder toda a área climaticamente adequada para a espécie em 2090.

Neste ano, restarão para o muriqui-do-norte duas grandes extensões territoriais climaticamente apropriadas. Uma abrangendo a população do norte, no estado da Bahia e no nordeste de Minas Gerais, e outra no Espírito Santo, com uma área menor no norte do Rio de Janeiro.

Para as duas espécies, as grandes áreas climaticamente adequadas e que concentrarão a maior parte da população para o fim do século estão ao longo da costa.

Soluções

O pesquisador reforça que as previsões levam em conta apenas as mudanças climáticas, o que pode ocultar um risco ainda maior quando se consideram ameaças que podem agir em sinergia, como a contínua perda de hábitat e a fragmentação das florestas.

Quando combinada com a redução de áreas climaticamente adequadas, a tendência poderia levar ao isolamento de populações de muriqui e à quebra de fluxo gênico entre elas, afetando a manutenção de populações viáveis. Isso poderia reduzir ainda mais a área de ocorrência das espécies. As extinções locais já documentadas, inclusive, ocorreram em áreas degradadas de floresta semidecídua.

Por isso, o autor encerra o trabalho recomendando justamente o foco em esforços de conservação dessas populações do interior, além de alertar para a necessidade de uma compreensão melhor de como essas populações vão efetivamente responder às mudanças climáticas nas próximas décadas.

Em médio e longo prazo, o estudo indica a importância de concentrar esforços em garantir a proteção das duas espécies de muriqui nas florestas ombrófilas da costa, identificando os melhores locais para implementar corredores ecológicos e conectar as populações em áreas atualmente desconectadas.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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AgroNewsPolítica & Agro

Lei amplia acesso ao Garantia-Safra para agricultores


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou na quinta-feira (16) a Lei 15.236, de 2025, que facilita o acesso de agricultores familiares ao Garantia-Safra e torna mais ágil o pagamento do benefício. Publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (17), a nova norma reduz exigências, amplia a cobertura do programa e permite novas formas de uso dos recursos para fortalecer a produção no campo.

O texto altera a Lei 10.420, de 2002, e reduz de 50% para 40% o percentual mínimo de perda de safra exigido para o agricultor receber o benefício. A mudança contempla produtores que sofrem com estiagens e enchentes, mas que até agora ficavam de fora por não alcançarem o limite anterior. A medida também tem como objetivo garantir que o auxílio chegue com mais rapidez a famílias afetadas por eventos climáticos extremos. 

A nova lei flexibiliza o pagamento pelo governo, que poderá ser feito em até três parcelas mensais ou em parcela única, quando houver situação de emergência nacional, estado de calamidade pública, pandemia ou epidemia.

A sanção de Lula encerra a tramitação do PL 1.282/2024, do deputado Carlos Veras (PT-PE), que teve como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado pelo Plenário do Senado em setembro, com o objetivo de tornar o Garantia-Safra mais acessível e eficaz no atendimento a famílias de baixa renda afetadas por perdas de safra.

Outro avanço é a ampliação da área de cobertura do Garantia-Safra. Agricultores familiares de municípios fora da região tradicional da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) poderão aderir ao programa, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo órgão gestor.

A gestão do fundo e das normas operacionais passa a ser de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Além de assegurar renda emergencial a quem perde a produção, a lei permite que parte dos recursos do fundo seja usada em ações voltadas à convivência com o semiárido, ao aumento da capacidade produtiva e à adaptação às mudanças climáticas.

A expectativa é que as novas regras reforcem o apoio à agricultura familiar e contribuam para a sustentabilidade econômica e ambiental das pequenas propriedades rurais.

A sanção encerra a tramitação do PL 1.282/2024, do deputado Carlos Veras (PT-PE), que teve como relatora a senadora Augusta Brito (PT-CE). O texto foi aprovado pelo Plenário em 23 de setembro, com o objetivo de tornar o programa mais acessível e eficaz no atendimento a famílias de baixa renda afetadas por perdas de safra.

 





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Ventos fortes em São Paulo derrubam estrutura de arena e deixam feridos



Os ventos intensos que atingiram o estado de São Paulo neste fim de semana provocaram estragos em diferentes cidades. Em Ribeirão Preto, a cobertura de uma arena de beach tennis desabou durante um evento esportivo, deixando oito pessoas feridas. Em Santos, parte de uma avenida cedeu após o desabamento de uma viga de concreto.

Desabamento durante torneio esportivo

O acidente em Ribeirão Preto ocorreu neste sábado (18), durante o torneio Sand Series Beach Tennis, realizado na Arena Beach Ribeirão. Segundo a Defesa Civil, a estrutura metálica da arquibancada central foi derrubada por um vendaval.

Oito pessoas ficaram feridas, sendo uma em estado grave com traumatismo craniano. De acordo com a organização do evento, as vítimas foram levadas para o Hospital Unimed. Sete receberam alta ainda no sábado, e uma permanecia em observação.

Em nota, a organização informou que a evacuação do público foi coordenada pelo Corpo de Bombeiros e ocorreu sem tumulto.

Acidente em Santos

No litoral paulista, um desabamento atingiu a avenida Vereador Alfredo das Neves, em Santos. De acordo com a Defesa Civil, uma viga de concreto de um galpão se desprendeu, atingindo um muro de arrimo e um trailer de lanches.

Três pessoas tiveram ferimentos leves e foram socorridas. A área foi isolada para perícia e avaliação estrutural.

Atenção aos ventos fortes

Diante das ocorrências, a Defesa Civil mantém alerta para ventos intensos em diversas regiões do estado. O órgão recomenda que a população evite áreas abertas, retire objetos soltos de varandas e mantenha distância de árvores e fiações elétricas durante tempestades.



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Missão técnica nos EUA busca trazer referências de irrigação para o RS



O governo do Rio Grande do Sul realiza, entre os dias 20 e 24 de outubro, uma missão técnica oficial ao Nebraska, nos Estados Unidos. O estado norte-americano é referência mundial em sistemas irrigados e gestão de recursos hídricos.

A comitiva é liderada pelo vice-governador Gabriel Souza e inclui representantes de secretarias estratégicas, entidades, parlamentares e imprensa. O objetivo é conhecer experiências bem-sucedidas, identificar tecnologias e modelos que possam ser adaptados ao estado e ampliar a cooperação institucional.

Busca por irrigação sustentável

O vice-governador Gabriel Souza explica que a ampliação da irrigação é prioridade para enfrentar os episódios de estiagem recorrentes no Rio Grande do Sul. “Programas como o Irriga+RS oferecem subsídios para projetos de irrigação e colocam o produtor como protagonista no enfrentamento da seca. A missão ao Nebraska tem o objetivo de trazer soluções de ponta e fortalecer a agricultura sustentável”, afirma.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum, reforça que a irrigação é estratégica para garantir segurança hídrica, estabilidade produtiva e resiliência diante das mudanças climáticas. Segundo ele, a missão permitirá ampliar o conhecimento sobre sistemas de irrigação e identificar tecnologias e práticas de gestão que possam ser implementadas no estado.

Agenda técnica e institucional

Durante a visita, a comitiva participará de reuniões técnicas e institucionais com o Water for Food Global Institute, a Universidade do Nebraska e órgãos estaduais de agricultura e recursos hídricos. Estão previstas ainda visitas a propriedades rurais e projetos de irrigação de referência, que servirão como modelo para iniciativas no Rio Grande do Sul.

Além do vice-governador, participam representantes da Seapi, Secretaria de Desenvolvimento Rural, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Assembleia Legislativa, Emater/RS-Ascar, Invest RS, Fepam, Irga, Famurs e Aprosoja. O grupo busca integrar diferentes setores do governo e do agro para fortalecer políticas públicas de irrigação e sustentabilidade.



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Eleições na Bolívia e o impacto no comércio com o Brasil



A Bolívia realiza, neste domingo (19), o segundo turno das eleições presidenciais, após nenhum candidato garantir vitória direta no primeiro turno, em 17 de agosto. O novo presidente assume o cargo em 8 de novembro e deve herdar um cenário em que a inflação está no nível mais alto em décadas.

As eleições presidenciais na Bolívia marcam uma possível mudança histórica, com a provável vitória de candidatos de direita após duas décadas de governos de esquerda. Neste sentido, essa transição política pode afetar diretamente as relações comerciais com o Brasil.

De um lado está Quiroga, conservador de 65 anos, que foi presidente por um breve período de 2001 a 2002. De outro, o político de centro Paz, de 58 anos, filho de um ex-presidente boliviano. A maior parte dos resultados preliminares, de 80%, deve ser publicada na noite da eleição. Porém, os resultados oficiais serão divulgados em sete dias.

Relações comerciais entre Brasil e Bolívia

Conforme dados oficiais do governo do Brasil, o país é o principal parceiro comercial da Bolívia. Em 2024, as exportações brasileiras para o país somaram US$ 1,3 bilhão, concentradas na indústria de transformação (97%), com destaque para produtos comestíveis e preparações (7,5%), barras de ferro e aço (4,2%), papel e cartão (4,2%), bebidas alcoólicas (3,2%), óleos combustíveis (3,1%) e equipamentos para distribuição de energia elétrica (3%).

Por outro lado, as importações brasileiras da Bolívia em 2024 foram de US$ 1,45 bilhão. O gás natural responde por 84% do total, seguido de adubos e fertilizantes (5,9%). Com o resultado, o saldo comercial foi negativo para o Brasil em pouco mais de US$ 120 milhões.



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Estudo da Embrapa torna produção de tilápia mais sustentável e econômica em uso de água


Estudo coordenado pela Embrapa Meio Ambiente (SP) em parceria com a Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), demonstrou que o sistema de bioflocos (BFT) permite uma produção intensiva de tilápias com mínimo uso de água, alto aproveitamento de nutrientes e menor potencial de contaminação ambiental.

A pesquisa se consolida como uma tecnologia estratégica frente aos desafios da produção de proteína animal, a fim de dar continuidade a trabalhos iniciados há três anos que já haviam comprovado vantagens dessa tecnologia.

Tainara Blatt, técnica agrícola da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura de Foz do Iguaçu, explica que, durante 70 dias de cultivo experimental em tanques circulares de 4,2 m³ cada, produziram quase 5 mil alevinos de tilápia em cada tanque.

A produção foi mantida em alta densidade: cerca de 395 peixes por m³. Ao fim do período de cultivo, foram observados taxa de sobrevivência de 98%, com um peso médio final de 20,4 gramas, o animal tem alta eficiência: precisa consumir apenas 1,05 kg de ração para ganhar 1 kg de peso.

Os dados apresentam não só o bom desempenho zootécnico, como também a eficiência alimentar das tilápias no sistema BFT.

“As quais estão relacionadas com o consumo do floco microbiano com alimento complementar, que além de apresentar alto teor de proteína, possui também bactérias probióticas”, relata Blatt.

Resultados positivos do BFT

Os pesquisadores utilizaram a análise do balanço de massa — baseada na lei da conservação de massa — para estimar as entradas (ração, água e biomassa de peixes inicial) e saídas de nutrientes (biomassa de peixes final, efluentes líquidos e sólidos), além de perdas ao longo do processo.

“Esse tipo de abordagem permite avaliar com precisão a retenção de carbono, nitrogênio e fósforo e estimar o potencial de poluição”, destaca Alex Cardoso, pesquisador colaborador do projeto.

De acordo com a pesquisa, o sistema de bioflocos reteve 45,4% do nitrogênio, 46,3% do fósforo e 29,7% do carbono fornecidos principalmente pela ração. Ao fim do ciclo, a carga residual de nutrientes por tonelada de peixe, foram de 10,24 kg de fósforo, 46,63 kg de nitrogênio e 442,47 kg de carbono.

“Esses valores são muito inferiores aos observados em sistemas tradicionais, como tanques-rede, que podem liberar até 18,25 kg de fósforo, 77.50 kg de nitrogênio e 700 kg de carbono por tonelada de tilápia produzida”, compara o pesquisador da Embrapa Hamilton Hisano.

Essa eficiência se deve à principal característica do BFT: a reciclagem de nutrientes pela ação de microrganismos que formam os bioflocos. O BFT utiliza apenas 135 litros de água por quilo de tilápia. 

Biometria de alevinos de tilápia – Foto: Tainara Blatt

Alternativa estratégica para o futuro da aquicultura

A baixa necessidade de renovação hídrica e o reaproveitamento da água de cultivo reduz o risco de contaminação de corpos d’água e amplia a biossegurança, do mesmo modo que potencializa a utilização do BFT em regiões de escassez hídricas e também em regiões urbanas e periurbanas.

O monitoramento da água dos tanques foi contínuo, com controle rigoroso de temperatura, oxigênio dissolvido, sólidos suspensos e nutrientes. A adição de açúcar, como fonte de carbono, manteve o equilíbrio do sistema, estabelecendo a proporção de carbono para nitrogênio no nível ideal de 12 para 1.

Dessa forma, a estratégia favorece o crescimento bacteriano em detrimento de algas, como demonstrado pela queda progressiva nos níveis de clorofila-a ao longo do cultivo.

O estudo também aplicou indicadores de sustentabilidade divididos em categorias como uso e eficiência de recursos, liberação de poluentes e conservação da biodiversidade.

O BFT obteve classificação de impacto moderado (nível 4) quanto ao risco à biodiversidade, inferior à dos sistemas abertos, que oferecem maior risco de escape de espécies e contaminação ambiental.

“Como sistema fechado, o BFT proporciona maior controle sobre a produção e os resíduos gerados”, destaca Tainara Blatt.

Tecnologia apresenta elevado consumo de energia

Segundo André Watanabe e Celso Buglione da Itaipu Binacional, o principal desafio identificado foi o elevado consumo energético, estimado em 114,6 megajoules por quilo de peixe produzido, valor associado à necessidade de aeração contínua e manutenção das condições do sistema.

Sendo assim, para ampliar a adoção do BFT, os pesquisadores apontam a urgência de investir em fontes de energia renováveis e no aprimoramento da eficiência dos equipamentos utilizados.

  Reaproveitamento dos resíduos sólidos removidos do sistema – Foto: Tainara Blatt

Resíduos podem se tornar fertilizantes ou ração

Além disso, outro destaque do trabalho foi a possibilidade de reaproveitamento dos resíduos sólidos removidos do sistema.

Com potencial para se transformarem em fertilizantes ou ingredientes para ração, esses subprodutos podem agregar valor e contribuem para a circularidade da produção, reforçando o caráter sustentável do BFT.

Apesar da escassez de estudos que avaliem o sistema de forma integrada, os pesquisadores ressaltam que ferramentas como a análise do ciclo de vida e o cálculo da pegada de carbono podem ser incorporadas futuramente para mensurar com mais precisão os impactos ambientais da piscicultura em bioflocos.

Com base nos dados obtidos, os pesquisadores concluem que o sistema BFT oferece uma solução tecnicamente viável e ambientalmente mais segura para a intensificação da aquicultura.

Seu uso racional de recursos naturais, a capacidade de reter nutrientes e o controle sobre os impactos ambientais o posicionam como alternativa estratégica para a produção de proteína aquática frente às pressões crescentes por segurança alimentar e preservação dos ecossistemas.

O estudo reforça a importância de investimentos em pesquisa, monitoramento e inovação para aprimorar ainda mais a sustentabilidade dos sistemas aquícolas.

Em regiões como o semiárido ou áreas periurbanas com uso restrito da água, o BFT pode representar a chave para uma aquicultura eficiente, ambientalmente responsável e alinhada às demandas do futuro.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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