terça-feira, abril 7, 2026

Autor: Redação

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Mulheres alagoanas impulsionam o agro com protagonismo e inovação



A força da mulher alagoana no agronegócio tem se consolidado como um dos pilares do desenvolvimento rural no estado. Por isso, no dia 27 de outubro, será realizado o 3º Encontro Estadual das Mulheres do Agro de Alagoas, no Espaço Fábrica de Eventos, em Maceió.

O evento, promovido pela Comissão das Mulheres do Agro de Alagoas — criada pelo Sistema Faeal/Senar com apoio do Sebrae Alagoas — reunirá produtoras, lideranças e empreendedoras para celebrar conquistas e impulsionar novas iniciativas.

Segundo o IBGE, cerca de 24.098 estabelecimentos rurais em Alagoas são geridos por mulheres, o que representa 24,59% da participação feminina no setor.

Embora atuem em diversas cadeias produtivas, como olericultura, fruticultura e bovinocultura de leite, essas mulheres também têm se destacado em áreas como apicultura, piscicultura e suinocultura. Portanto, é evidente que elas desempenham papel essencial na dinamização da economia local.

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Para Juliana Almeida, diretora Administrativa e Financeira do Sebrae Alagoas e representante do estado na Comissão Nacional das Mulheres do Agro da CNA, “o protagonismo delas transforma o campo alagoano e inspira novas gerações”. Além disso, ela destaca que o Encontro é uma oportunidade para fortalecer redes, compartilhar experiências e impulsionar o empreendedorismo com propósito.

Dessa forma, o evento não apenas celebra o Mês da Mulher do Agro, como também reafirma o compromisso com a valorização feminina no campo.



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Frente fria leva chuva para parte do país nesta segunda-feira; saiba onde



A segunda-feira (20) vai ser marcada por tempo instável em boa parte do país, com chuva forte em várias regiões. Na região Sul, a circulação de ventos associados à área de alta pressão no oceano vai continuar mantendo a condição de tempo firme na maior parte dos estados da Região Sul.

Confira a previsão do tempo detalhada, por região:

Sul

Excepcionalmente no litoral de Santa Catarina e do Paraná, além de áreas no leste paranaense, a circulação de ventos marítimos deve estimular maior presença de nebulosidade e pode favorecer a ocorrência de pancadas de chuva isoladas, com fraca a moderada intensidade. Nas demais regiões interioranas dos três estados, o predomínio será de tempo firme, com dia marcado pela presença do sol, contudo, com temperaturas mais amenas.

Sudeste

No Sudeste, a frente fria segue se deslocando sobre a costa do país, e as instabilidades associadas ao sistema ainda provocam fortes pancadas de chuva no Espírito Santo e na metade norte de Minas Gerais. A chuva segue desde o período da madrugada e deve persistir no decorrer das horas.

Eventuais temporais não estão descartados, e o cenário é de atenção para acumulados mais expressivos em alguns pontos isolados. No Rio de Janeiro e no litoral de São Paulo, a circulação de ventos marítimos mantém o céu carregado e com chance de chuva a qualquer hora do dia, variando entre fraca e moderada intensidade. Nas demais regiões interioranas paulistas, além do oeste e sudoeste mineiro, o predomínio já será de tempo firme, sem risco de chuva significativa.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a orientação do fluxo de umidade associado ao deslocamento da frente fria deve contribuir para que as instabilidades sigam concentradas sobre boa parte de Mato Grosso, norte de Goiás e no Distrito Federal. As pancadas de chuva se iniciam ainda durante a madrugada e devem persistir no decorrer do dia, com potencial para caírem com forte intensidade em alguns momentos, acompanhadas por raios e trovoadas e risco de temporais.

No sul de Mato Grosso e Goiás, além de todo o estado de Mato Grosso do Sul, o predomínio será de tempo mais aberto, sem risco de chuva significativa.

Nordeste

No Nordeste, a aproximação da frente fria deve colocar o estado da Bahia em alerta para temporais e volumes mais expressivos, especialmente no litoral baiano, onde o risco é de perigo, devido aos acumulados mais elevados. O fluxo de umidade começa a transitar sobre áreas do interior do Maranhão e do Piauí, condicionando a ocorrência de pancadas de chuva mais expressivas na região – não sendo descartados eventuais temporais nessas áreas.

A previsão para o Matopiba como um todo é de retorno das pancadas de chuva mais fortes ao longo do dia. Já nas demais áreas da costa leste do nordeste, chance de chuva ocasional e com fraca intensidade. 

Norte

Para a região Norte, destaque para as pancadas de chuva mais fortes que se espalham por praticamente todo o estado do Tocantins, com risco de temporais localizados ainda no começo do dia. As pancadas de chuva mais pesadas seguem concentradas também sobre o Amazonas, Rondônia e sul do Pará, onde há risco de temporais isolados. Chove também em Roraima, demais áreas do estado paraense e no litoral do Amapá.

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AgroNewsPolítica & Agro

Declarações de Trump impulsionam preços da soja em Chicago


A soja encerrou o dia e a semana em alta na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionada por declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as relações comerciais com a China. Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado reagiu de forma positiva após Trump afirmar que as relações com o país asiático devem melhorar, o que reduziu as tensões comerciais e trouxe otimismo aos investidores.

Os contratos futuros refletiram o movimento de alta: o vencimento de novembro fechou com valorização de 0,87%, cotado a US$ 1.019,50 por bushel, enquanto o contrato de janeiro subiu 0,80%, para US$ 1.036,75. No segmento de derivados, o farelo de soja para dezembro registrou aumento de 1,48%, alcançando US$ 281,0 por tonelada curta, e o óleo de soja avançou 0,51%, cotado a US$ 51,13 por libra-peso.

A melhora nos preços também foi favorecida pela forte demanda dos processadores norte-americanos, com taxas de esmagamento em níveis historicamente altos. Esse cenário tem contribuído para amenizar as preocupações com a menor demanda chinesa e reforçado o equilíbrio interno entre oferta e consumo nos Estados Unidos. Além disso, a ADM, uma das principais tradings globais, ofereceu incentivos para acelerar a entrega de soja a unidades de processamento no país.

Com esses fatores combinados, a soja em Chicago encerrou a semana com ganho acumulado de 1,27%, equivalente a US$ 12,75 por bushel. O farelo de soja registrou valorização semanal de 2,18%, ou US$ 6,0 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja avançou 2,32%, somando US$ 1,16 por libra-peso.

 





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Família transforma tradição no café em sucesso na avicultura



Por mais de seis décadas, a Família Castelini viveu do café no interior de São Paulo. Entre altos e baixos da lavoura, enfrentaram perdas, secas e oscilações de preço. Mas a vontade de permanecer no campo falou mais alto. Com coragem e união, eles apostaram na avicultura integrada, e hoje o Sítio São Francisco é um exemplo de adaptação e sucesso familiar.

Foi o produtor Anderson Castelini, de 38 anos, quem decidiu dar o novo passo. “Eu sempre gostei de desafios. Quando surgiu a oportunidade da granja, topei na hora. Queria tentar algo diferente, que nos desse estabilidade e ficasse na mão da família”, conta.

A transição exigiu planejamento. O café, que por anos foi símbolo de sustento, já não respondia bem às mudanças do clima. “O calor estava forte demais para a cultura. A gente precisava se reinventar”, lembra Anderson. Assim, os Castelini começaram a pesquisar o sistema de integração, visitar vizinhos e conversar com técnicos da Seara, até iniciarem a construção dos aviários.

Hoje, o núcleo abriga dois aviários climatizados, com capacidade para até 90 mil aves por ciclo. A estrutura é moderna e totalmente automatizada, com controle de temperatura e ventilação feito por painel e aplicativo de celular.

O sistema também conta com energia solar, que reduz custos e garante autonomia. “A automação ajudou muito. O ciclo é rápido e exige atenção total, principalmente na primeira semana dos pintinhos. Cada hora faz diferença”, explica o produtor.

Segundo Anderson, o segredo é o cuidado constante. “Nada pode ser feito de qualquer jeito. A gente observa temperatura, ração, água, tudo. Se o pintinho não ganhar peso nos primeiros dias, o lote todo sente lá na frente”, afirma.

A rotina na propriedade é dividida entre os familiares. Anderson cuida da parte técnica e da manutenção, enquanto os tios Paulo e Léo acompanham as finanças. Primos e sobrinhos ajudam no manejo e no carregamento das aves.

“Trabalhar em família exige respeito e organização. Cada um tem seu papel, e a gente sempre se ajuda. Quando um precisa, o outro cobre. Isso faz toda a diferença”, diz Anderson.

A relação de confiança também se estende aos técnicos da empresa integradora. “No começo, a gente não sabia nada de avicultura. Aprendemos com o suporte do técnico, que vinha a qualquer hora. Hoje, seguimos as orientações e fazemos tudo com segurança.”

Mais do que estabilidade financeira, a avicultura trouxe qualidade de vida. Anderson vive ao lado da esposa Cristiane e dos filhos Braia e Alice, com quem compartilha o dia a dia no campo. “Posso trabalhar e ainda estar presente com a família. Isso não tem preço”, destaca.

A rotina é puxada, mas recompensadora. “Às vezes passo a noite na granja, mas acordo feliz. É gratificante saber que o nosso trabalho alimenta centenas de famílias. Cada caminhão que saiu carregado é motivo de orgulho.”

Cristiane também participa ativamente da gestão e se emociona ao ver o resultado do esforço coletivo. “O Anderson é dedicado, aprende rápido e faz tudo com amor. A gente construiu essa história juntos, e o mais importante é que somos felizes aqui.”

Com o manejo bem ajustado e a família envolvida, o próximo passo da propriedade é ampliar a produção. “O nosso desejo é construir novos aviários. Temos gente preparada e o aprendizado necessário para crescer”, afirma Anderson.

Para ele, a avicultura é mais do que uma atividade econômica: é um projeto de vida. “Aqui a gente trabalha com alegria. O dinheiro vem como consequência, mas o que vale é fazer o que gosta e continuar no campo. A felicidade é o nosso maior lucro

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Ambiente favorável reacende otimismo econômico; ouça o que mexe com os mercados na semana


No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o ambiente internacional mais favorável impulsionou bolsas e commodities na última sexta-feira (17), com 85% das empresas do S&P 500 superando expectativas.

O real valorizou 1,78% e o dólar voltou à faixa de R$ 5,40. O Ibovespa encerrou três semanas de queda, subindo 1,93% a 143 mil pontos.

Hoje, destaque para a Pesquisa Focus e, ao longo da semana, a atenção fica voltada para o IPCA-15 e para os PMIs europeus.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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AgroNewsPolítica & Agro

mosca-das-frutas exige medidas preventivas no campo



Preço do pêssego chega a R$ 10 nas feiras



Foto: Pixabay

O informativo conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar aponta avanço nas atividades relacionadas ao cultivo do pêssego no estado. Na região administrativa de Pelotas, o raleio de frutos está na reta final, enquanto ocorre a segunda adubação nitrogenada. A população de mosca-das-frutas segue em crescimento, o que tem levado produtores a adotar medidas preventivas, como o uso de iscas tóxicas e, em alguns casos, de Inseticidas.

Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades PS do Cedo, BRS Kampai e Tropic Prince foi iniciada. Os frutos apresentam calibre médio, coloração esverdeada e acidez, reflexo da baixa exposição ao sol durante o crescimento. “As condições climáticas impactaram diretamente no desenvolvimento e na aparência dos frutos colhidos no início da safra”, indica o boletim.

As perspectivas são positivas para as variedades BRS Fascínio, Charme e Chimarrita, atualmente em fase de repasse de raleio. Algumas frutas provenientes de flores temporonas já iniciam a maturação. As variedades mais cultivadas, PS 10711 e PS 25399, estão em raleio e repasse, com bom número de frutos e sanidade satisfatória.

Os preços do pêssego nas feiras do produtor variam entre R$ 6,00 e R$ 10,00 por quilo. Na Ceasa de Caxias do Sul, o preço médio é de R$ 8,83 por quilo, com qualidade considerada adequada.





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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclo do algodão: Da semeadura ao beneficiamento



Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa


Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa
Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa – Foto: India Water Portal

O ciclo de produção do algodão é um processo que exige atenção desde a semeadura até o beneficiamento. Segundo Aurélio Essanjo, engenheiro agrônomo em Angola, o cultivo inicia-se com a semeadura, geralmente em solos bem preparados e férteis, garantindo boas condições para a germinação das sementes. Essa etapa é fundamental para que a planta se desenvolva de forma saudável e uniforme.

Após a germinação, a planta entra na fase vegetativa, período em que desenvolve folhas, ramos e raízes, preparando-se para a fase seguinte. Em seguida, inicia-se a fase reprodutiva, marcada pelo surgimento de botões florais, flores e, posteriormente, a formação dos frutos conhecidos como maçãs de algodão. Dentro dessas maçãs, as fibras se desenvolvem junto com as sementes, tornando-se a matéria-prima para a indústria têxtil.

Quando maduras, as maçãs abrem naturalmente, expondo o algodão pronto para a colheita, que deve ser feita de forma cuidadosa para preservar a qualidade das fibras. Após a colheita, ocorre o beneficiamento, processo em que as fibras são separadas das sementes e preparadas para utilização industrial, garantindo que o algodão chegue ao mercado em condições ideais e com alto padrão de qualidade.

Nesse contexto, o ciclo completo do algodão dura cerca de 120 a 180 dias, variando conforme a variedade cultivada e as condições climáticas. Segundo Essanjo, o manejo adequado em cada etapa é essencial para assegurar produtividade elevada e fibras de qualidade, reforçando a importância de práticas agrícolas corretas durante todo o processo de cultivo.

 





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Conab projeta 177,6 mi t de soja na safra 25/26; chuvas aceleram plantio em parte do país



A produção brasileira de soja na temporada 2025/26 deverá alcançar 177,64 milhões de toneladas, aumento de 3,6% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do 1º levantamento da safra de grãos, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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A estimativa indica uma área plantada de 49,07 milhões de hectares, avanço de 3,6% sobre os 47,35 milhões registrados em 2024/25. Já a produtividade média foi projetada em 3.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação ao ciclo anterior (3.622 quilos/ha).

Plantio de soja adiantado

As chuvas de setembro no Centro-Sul do país favoreceram o início da semeadura, que já atinge 11,1% da área prevista, ligeiramente acima do observado no mesmo período do ciclo passado.

Em Mato Grosso e Paraná, principais estados produtores, o plantio chegou a 18,9% e 31% da área, respectivamente, nos primeiros dez dias de outubro.

Exportações e demanda interna

A Conab avalia que a combinação entre a redução nas exportações dos Estados Unidos e a maior demanda global deverá impulsionar as vendas externas do Brasil, que podem superar as 112,11 milhões de toneladas embarcadas em 2024/25.

No mercado interno, a expectativa é de avanço no processamento. O volume de esmagamento pode atingir 59,56 milhões de toneladas em 2026, impulsionado pelo aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel e pela crescente demanda por proteína vegetal.

Estimativa da consultoria Safras & Mercado

A consultoria Safras & Mercado projeta números ainda mais otimistas. Para a temporada 2025/26, a produção deve somar 180,92 milhões de toneladas, crescimento de 5,3% sobre o ciclo anterior (171,84 milhões).

No levantamento, a área cultivada é estimada em 48,21 milhões de hectares, alta de 1,2% em relação ao ano passado. Já a produtividade média deve subir de 3.625 para 3.771 quilos por hectare.



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protagonismo feminino ganha espaço na agricultura das Américas


Comemorado nesta semana, o Dia Internacional da Mulher Rural reforça a importância das mulheres na produção de alimentos e na sustentabilidade da agricultura. A data foi instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em 2007, para reconhecer a contribuição das mulheres rurais para a erradicação da fome e da pobreza.

No Brasil, essa presença ganha cada vez mais espaço, com histórias como a da engenheira agrônoma Gessyane Ribeiro, do interior de Goiás, que levará sua experiência à Conferência de Ministros da Agricultura das Américas. O evento acontecerá entre os dias 3 e 5 de novembro, em Brasília.

Do interior goiano ao cenário internacional

Filha de agricultores de Inhumas (GO), Gessyane cresceu entre as lições e os desafios da vida rural. Formada em Engenharia Agronômica, construiu uma trajetória que une o saber tradicional à inovação tecnológica. Hoje, coordena o projeto Energia das Mulheres da Terra, que reúne mais de 40 organizações rurais e incentiva a adoção de soluções sustentáveis — como biodigestores, cisternas, sensores de umidade e bombas solares — para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.

Diante disso, o trabalho à frente da iniciativa lhe rendeu o reconhecimento do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), que a homenageou como uma das Líderes da Ruralidade das Américas, título concedido a pessoas que promovem transformações no meio rural da região.

Gessyane Ribeiro (à esquerda) é engenheira agrônoma e filha de agricultores de Inhumas (GO)

Presença feminina em pauta

Na conferência de novembro, Gessyane levará a voz das mulheres do campo a um encontro que reunirá ministros de 34 países. O evento discutirá os caminhos da agricultura frente às mudanças climáticas e à busca por segurança alimentar.

“A mulher rural tem papel essencial na adaptação e na inovação dentro das propriedades. Nosso desafio é garantir que ela tenha espaço e reconhecimento para isso”, afirma Gessyane.

Por fim, a valorização do protagonismo feminino no agro ainda enfrenta barreiras, mas exemplos como o dela reforçam a importância da presença das mulheres em todas as etapas da produção: da gestão das propriedades à formulação de políticas públicas.



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a trajetória que tornou o Sítio Primavera uma referência na avicultura



A história de Flávia e Antônio, em Jaci (SP), mostra como a avicultura familiar pode mudar destinos no campo. Após anos dedicados ao café, à laranja e ao gado, o casal encontrou na criação de frangos de corte uma oportunidade de retomada no sítio e de renda estável para a família.

“O começo foi arriscado, mas queríamos criar nossos filhos próximos da terra”, lembra Flávia. O primeiro aviário nasceu depois que a laranja deixou de ser viável por conta de doenças na lavoura.

A trajetória não foi simples. Logo no segundo lote, a falta de energia e a ausência de um gerador causaram a perda de todas as aves. A experiência trouxe dor, mas também ensinamentos.

“Foi um baque, mas entendemos que precisávamos investir em tecnologia”, conta Antônio. O casal apostou em equipamentos modernos e sistemas de segurança, garantindo estabilidade e confiança para expandir a produção.

Com mais de 20 anos na atividade, o Sítio Primavera hoje conta com cinco aviários em funcionamento e outros três em construção. O diferencial está na participação ativa dos filhos, especialmente Bruno, médico veterinário, que trouxe gestão técnica e financeira para a granja.

“A experiência dos pais, somada ao conhecimento dos filhos, trouxe uma visão empresarial, sem perder a essência familiar”, destaca Bruno.

Os 30 anos de casamento de Flávia e Antônio também se refletem na rotina de trabalho lado a lado. A tecnologia, antes inimiga distante, agora é aliada: painéis automatizados, sensores e sistemas de aquecimento moderno garantem bem-estar às aves e produtividade à granja.

“O futuro já chegou. Queremos manter a avicultura viva para as próximas gerações”, afirma Flávia.

Com união, profissionalização e inovação, a família transformou o Sítio Primavera em uma verdadeira empresa rural, sem perder o vínculo de amor e respeito pelo campo.

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