segunda-feira, abril 6, 2026

Autor: Redação

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Plantio de soja avança com retorno das chuvas em diferentes regiões do país



Com o retorno das chuvas, a semeadura de soja continua avançando em diferentes áreas produtoras do Brasil. De acordo com a Conab, cerca de 21,7% da área prevista já foi plantada, aumento de 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Em Mato Grosso, o plantio registrou forte aceleração, impulsionado pela maior abrangência dos eventos de chuva nos últimos dias.

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Em Minas Gerais, o plantio também avança nas áreas irrigadas, e os produtores já iniciaram os trabalhos nas lavouras de sequeiro. Segundo a previsão do tempo, as condições climáticas tendem a permanecer favoráveis nas próximas semanas.

Plantio de soja no Sudeste, Sul e Centro-Oeste

A chuva chegou e animou o produtor, possibilitando-o de avançar com os trabalhos em campo. No Sudeste e em parte do Centro-Oeste, especialmente no Matopiba, a umidade deve se manter, garantindo boas condições para o plantio.

Em São Paulo e Paraná, o avanço da semeadura de soja também é expressivo, com o Paraná alcançando cerca de 40% da área prevista. No entanto, algumas regiões ainda exigem atenção, principalmente o centro-norte de Minas Gerais, a Bahia e o norte de Goiás, onde a umidade do solo ainda é limitada.

No Centro-Oeste, as chuvas recentes não foram totalmente bem distribuídas, mas já aliviaram o déficit hídrico enfrentado por muitos produtores. A previsão indica que o tempo deve seguir quente e seco nesta semana, mas uma nova frente fria no fim de semana deve espalhar chuvas de até 30 milímetros nas áreas produtoras.

Sorriso (MT)

Em Sorriso (MT), importante município produtor, as temperaturas podem chegar a 38 °C e 39 °C na primeira quinzena de novembro. Ainda assim, a previsão aponta para o retorno das chuvas em bom volume, com acumulados que podem ultrapassar 150 milímetros entre 10 e 15 dias.

Cenário do Matopiba

Enquanto isso, no Matopiba, as instabilidades perdem força, concentrando os temporais sobre o Mato Grosso. No litoral da Bahia, especialmente em Salvador, os acumulados já ultrapassaram 100 milímetros nas últimas 12 horas, o que pode gerar transtornos nas áreas urbanas.



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conheça a ferramenta de proteção e estabilidade para o produtor



Proteger o rebanho e garantir a segurança do investimento no campo ainda é um desafio para muitos pecuaristas. Entre as soluções que vêm ganhando espaço no Brasil está o seguro de animais, uma ferramenta de gestão de risco que vem se tornando cada vez mais presente nas propriedades rurais.

Para explicar o funcionamento e as vantagens desse tipo de proteção, o programa A Protagonista entrevistou Karen Matieli, fundadora da Denner Seguro de Animais, considerada a maior corretora especializada do país.

Da farmácia ao agronegócio

Natural de Sorocaba (SP) e formada em Farmácia, Karen entrou no universo agro de forma inesperada. O ponto de virada ocorreu quando o filho começou a praticar hipismo em Araras (SP).

“Um dia, o dono da hípica me pediu para fazer o seguro dos cavalos. Eu nem sabia que isso existia. Foi essa simples pergunta que mudou toda a minha história”, conta.

Na época, sua corretora atuava apenas com seguros de vida e empresariais. A curiosidade e a visão empreendedora levaram Karen a explorar um segmento praticamente desconhecido no país, transformando-se em referência nacional. Hoje, a empresa desenvolve produtos sob medida e mantém parcerias com seguradoras multinacionais.

“O seguro de animais ainda é novo no Brasil. Em outros países ele já é consolidado, mas aqui ainda estamos no começo”, observa.

Como funciona o seguro pecuário

O seguro de animais pode ser contratado para bovinos, suínos, aves e equinos, adaptando-se ao tipo de produção e ao valor de cada rebanho.

“No caso da bovinocultura, é possível cobrir rebanhos de corte, de leite e de genética, que exigem atenção especial devido ao alto valor de investimento”, explica Karen.

As coberturas incluem morte acidental ou por doença, picada de cobra, raio, insolação, aborto, parto e até eutanásia por motivos humanitários. Em alguns casos, o seguro também protege estruturas da fazenda, como barracões, confinamentos e equipamentos.

“Quando apresentamos uma proposta ao produtor, não falamos apenas de proteger o gado, mas de oferecer uma gestão de risco para toda a propriedade”, enfatiza a empresária.

Custos e fatores de cálculo

O valor do seguro depende da espécie, da finalidade do animal e das condições da propriedade. “É um processo individualizado. Avaliamos mortalidade, raça, sistema de criação e produtividade. Quanto menor o risco, melhores são as condições da seguradora”, detalha Karen.

Ela exemplifica com o caso de um touro de R$ 100 mil adquirido em leilão: o custo médio do seguro gira em torno de 4,5% do valor do animal por ano, garantindo cobertura contra morte, acidentes, doenças ou perda da função reprodutiva — modalidade bastante procurada em rebanhos de genética.

Falta de informação ainda é obstáculo

Mesmo com os benefícios, a falta de informação ainda é o principal entrave para a expansão desse mercado.

“O produtor rural tem uma rotina intensa e muitas vezes não tem tempo de buscar novidades. Ele ainda vê o seguro como algo distante, mas é uma ferramenta essencial de estabilidade diante dos imprevistos do campo”, destaca Karen.

Para ela, iniciativas de comunicação têm papel crucial nesse avanço. “Quando mostramos exemplos reais e explicamos o funcionamento de forma simples, o produtor entende o quanto o seguro pode proteger seu negócio e garantir a continuidade da produção”, conclui.



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‘Brasil seguirá como referência agroalimentar nas Américas’, afirma diretor-geral do IICA



Prestes a concluir sua gestão à frente do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o diretor-geral Manuel Otero compartilha suas perspectivas sobre o Brasil. Para ele, o país seguirá como uma potência agroalimentar e referência em agricultura sustentável.

“O Brasil talvez seja o ator mais importante no universo agro das Américas”, afirma. A declaração ao Canal Rural antecede a Conferência de Ministros da Agricultura das Américas, que ocorre em Brasília, de 3 a 5 de novembro. De acordo com o diretor-geral do IICA, a oportunidade é única, já que a reunião deve reunir cerca de 25 ministros e vice-ministros de Agricultura, algo que não acontece em outros encontros deste tipo.

Além disso, Otero também adiantou que um acordo com a Embrapa deve ser assinado em breve. “Possivelmente, teremos um escritório da Embrapa na sede central do IICA. Essas duas instituições, com respeito e colaboração, ampliam a dimensão hemisférica da tecnologia agrícola”.

Foco na construção de pontes

A reunião ministerial de novembro tem o objetivo de criar uma nova narrativa para o agro das Américas. No entanto, Otero alerta para desafios e contradições que cercam a atividade.

“A região lidera as exportações mundiais de alimentos, mas a agricultura latino-americana ainda carrega a imagem de simples fornecedora de commodities, ligada à destruição ambiental e sem diferenciação”, diz. Para o diretor-geral do IICA, o setor precisa ser autocrítico, mas também deve se orgulhar do que construiu até aqui.

A solução, porém, está na construção de pontes entre o setor produtivo e o consumidor final. “É isso que vamos discutir na reunião, através de duas sessões para debater o escopo da nova narrativa e gerar ideias sobre a nova geração de políticas públicas que ainda faltam”, ressalta.

Otero destaca ainda que os ministros de agricultura devem saber onde colocar o foco da narrativa do agro. Segundo ele, a estratégia comunicacional tem que ser mais agressiva e as novas gerações devem ser envolvidas no processo.

Cooperação para uma agricultura mais sustentável

Se por um lado o Brasil figura como um dos grandes exportadores de alimentos, outros países da região dependem fortemente da importação para garantir a segurança alimentar interna. Conforme dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), em 12 países do Caribe as importações de alimentos representam mais de 20% do total exportado.

O IICA desempenha papel central nesse processo, em parceria com a Embrapa, referência internacional em pesquisa agropecuária. “A instituição é amplamente reconhecida e admirada no continente. Todos buscam firmar acordos com ela, e o IICA atua como ponte entre a Embrapa e as demandas tecnológicas dos países”, afirma Otero.

COP30 e o futuro das Américas

Em relação à COP30, conferência do clima das Nações Unidas, a avaliação é de otimismo. Para o diretor-geral do IICA, o evento será uma oportunidade para mostrar que a agricultura das Américas está em transformação, e que o Brasil deve ter papel de destaque nesse processo.

“Não é apenas retórica. O plantio direto em todo o Mercosul, sistemas agroflorestais, melhoramento genético animal e melhorias em pastagens são avanços concretos. Queremos mostrar que a agricultura está se transformando e que o Brasil terá papel relevante na defesa da agricultura sustentável”, pontua.

Otero também adiantou alguns temas que devem orientar o futuro do IICA após o fim de sua gestão. “As prioridades podem variar entre os países, mas devem incluir a agricultura digital, sustentável e resiliente, com foco nas pessoas, além de atenção às questões comerciais, sanitárias e aos sistemas produtivos”, conclui.



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Céu do Brasil será palco de chuva de meteoros nesta semana; veja onde acompanhar



O céu deve brilhar com a chuva de meteoros Orionídeas nesta semana. No Brasil, será possível acompanhar a passagem dos meteoros em todas as regiões. Segundo o Observatório Nacional (ON), o pico da Orionídeas ocorrerá nas noites desta terça (21) para quarta (22) e de quarta (22) para quinta-feira (23).

O melhor horário para observação é da meia-noite ao amanhecer. O Observatório classifica a visibilidade como “excelente” em todo o território brasileiro.

Segundo o astrônomo, Marcelo De Cicco, a chuva de meteoros Orionídeas será formada por meteoros extremamente rápidos, atingindo até 66 km/h, brilhantes e capazes de deixar trilhas luminosas visíveis no céu.

Origem do nome Orionídeas

O nome Orionídeas é referência à constelação de Órion, de onde os meteoros parecem “nascer” perto da estrela Betelgeuse. A constelação leva o nome do mito grego de Órion, um gigante caçador.

É uma das constelações mais conhecidas e facilmente identificáveis no céu: seu centro é marcado por três estrelas brilhantes, as Três Marias. No entanto, os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu. 

Onde acompanhar a chuva de meteoros?

O fênomeno poderá ser acompanhado em qualquer lugar do Brasil. Segundo o Observatório Nacional, não é necessário equipamento especial ou conhecimento prévio para acompanhar.

De acordo com Cicco, o ideal é que o observador procure um local escuro, se possível afastado das grandes cidades, para evitar a poluição luminosa. Além disso, deve-se apagar as luzes em volta. Outro fator imprescindível é que o tempo esteja bom.

A National Aeronautics and Space Administration (Nasa), acrescenta que, em menos de 30 minutos no escuro, os olhos se adaptam e facilitam a observação. “Seja paciente, a tempestade dura até amanhecer, tem muito tempo para captar”, afirma Cicco.

Segundo o Observatório Nacional, não é necessário equipamento especial ou conhecimento prévio para acompanhar o fenômeno.

O que são chuvas de meteoros?

As chuvas de meteoros são vestígios da passagem de cometas, que deixam detritos (meteoroides) à deriva no espaço. O brilho assistido da Terra é causado pelas rochas que entram em altíssima velocidade na atmosfera terrestre e se desintegram.

Ao atravessar a atmosfera, o meteoroide sofre ablação (processo de queima) formando um rastro luminoso. Quando há uma grande quantidade de meteoros, ocorre a chuva de meteoros. Isso acontece quando o planeta passa por uma dessas zonas de detrito.

No caso da Orionídeas, os detritos são originários do cometa Halley, que circula pelo sistema solar e passa a cada 75-76 anos pela Terra.

Rápidos e brilhantes

Os meteoroides são geralmente pequenos, desde partículas de poeira até pedregulhos. Eles quase sempre são pequenos o suficiente para queimar rapidamente na atmosfera.

Segundo a Nasa, além de deixarem trilhas luminosas que duram de segundos a minutos, os meteoros mais rápidos podem gerar o efeito conhecido como “bola de fogo”.

Quando um fragmento de rocha espacial resiste à entrada na Terra e chega à superfície, passa a ser chamado meteorito.

A passagem do Halley provoca duas chuvas de meteoro, uma no segundo semestre, de 2 de outubro a 12 de novembro, quando a Terra atravessa a parte mais densa e empoeirada desses detritos, e outra, em maio (Eta Aquariids).

De acordo com a Nasa, a última vez que o cometa Halley foi observado a partir da Terra foi em 1986. Ele foi descoberto em 1705 por Edmond Halley e tem dimensões de 16 x 8 x 8 quilômetros e é um dos objetos mais escuros do Sistema Solar, com um albedo de 0,03, isto é, reflete apenas 3% da luz solar que recebe.



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Importação chinesa de milho cai 82% em setembro e a de trigo cresce 60%, diz Gacc



As importações chinesas de milho somaram 60 mil toneladas em setembro de 2025, o que representa uma queda de 81,9% na comparação com setembro do ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Departamento de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês).

Em valores, as importações no mês passado totalizaram US$ 15,4 milhões (-80,3%). De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual. O valor importado no acumulado do ano caiu 93%, para US$ 244,4 milhões.

Compras de trigo e soja pela China

As compras chinesas de trigo alcançaram 390 mil toneladas no mês passado, volume 59,9% superior ao registrado em setembro de 2024. O valor importado no nono mês de 2025 corresponde a US$ 123,39 milhões, alta de 52,5%.

No acumulado do ano até setembro, as compras somaram 2,99 milhões de toneladas, baixa de 72,1% ante igual período do ano passado. Em valores, a queda foi de 73,1%, para US$ 923,4 milhões.

Segundo o Gacc, a China importou 12,87 milhões de toneladas de soja em setembro, avanço de 13,2% ante igual mês do ano anterior. No total, as compras custaram US$ 5,75 bilhões (+1,6%). No acumulado dos nove meses completos do ano, as importações somaram 86,18 milhões de toneladas, ganho de 5,3% em comparação com o volume registrado em igual período do ano anterior. Em valores, as importações somaram US$ 38,32 bilhões, queda de 7,9%.

Em relação ao óleo de soja, foram registradas importações de 70 mil toneladas em setembro, segundo relatório do Gacc, avanço de 81,1% ante o volume de igual mês do ano passado. No acumulado do ano, os chineses compraram 270 mil toneladas do derivado, alta de 5,4% ante o registrado no ano anterior.

As compras chinesas de óleo de palma, por sua vez, atingiram 150 mil toneladas em setembro de 2025, volume 32,2% menor do que o importado um ano antes. No acumulado do ano, as importações somaram 1,74 milhão de toneladas, diminuição de 15,7% ante igual período do ano passado.

Outros produtos

A China importou 100 mil toneladas de algodão no mês passado, recuo de 18,7% ante igual período de 2024. De janeiro a setembro, o volume importado pelo país asiático foi de 680 mil toneladas, baixa de 69,8% em comparação com o ano anterior.

De lácteos, 180 mil toneladas foram importadas pela China no nono mês do ano, 3,2% a menos que o volume comprado em setembro de 2024. Em nove meses, as importações foram de 2 milhões de toneladas, aumento de 3,3% na comparação anual.

As compras chinesas de açúcar somaram 550 mil toneladas no mês passado, avanço de 35,8% ante o importado em setembro de 2024, segundo o Gacc. No acumulado do ano, o volume comprado subiu 9,4%, para 3,16 milhões de toneladas.

As compras de fertilizantes foram de 1,22 milhão de toneladas em setembro de 2025, 5,9% abaixo das importações de setembro do ano passado. Nos nove primeiros meses deste ano, as importações chinesas somaram 9,68 milhões de toneladas, queda de 6,7% ante igual período de 2024.

De carne bovina e miúdos, as compras chinesas totalizaram 320 mil toneladas no mês passado, 43,8% a mais que o registrado no mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, foram relatadas importações de 2,15 milhões de toneladas, ganho de 0,8% ante igual período do ano passado.

Por fim, de carne suína, os chineses importaram 80 mil toneladas no nono mês do ano, queda de 22,5% na comparação com o ano passado. Entre janeiro e setembro, as importações recuaram 1,3%, somando 790 mil toneladas.



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Anec faz leves ajustes nas exportações de grãos para outubro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgou, nesta terça-feira (21), seu boletim semanal com poucas mudanças nas projeções de exportações de grãos do Brasil para o mês de outubro. As previsões indicam estabilidade, com leve alta nos embarques de soja, milho e farelo.

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Exportações de soja

Segundo o relatório, a exportação de soja deve alcançar 7,34 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 7,31 milhões previstos na semana anterior. O aumento, embora discreto, confirma o bom desempenho do grão no mercado internacional, sustentado pela demanda firme da China e pela competitividade do produto brasileiro.

Farelo de soja

Já para o farelo de soja, a previsão passou de 2,01 milhões para 2,09 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento nas exportações de derivados da oleaginosa.

Os números mostram que o Brasil segue consolidado como um dos principais exportadores globais de grãos, mesmo em um cenário de ajustes pontuais nas previsões.

Demanda do milho

No caso do milho, a Anec estima exportações de 6,57 milhões de toneladas, frente aos 6,46 milhões projetados anteriormente. A elevação reflete o ritmo consistente dos embarques, impulsionado por estoques elevados e pela continuidade da procura externa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Plantio de soja avança de forma lenta e mercado projeta oportunidades com foco na China


Segundo análise da Grão Direto, o plantio da soja no Brasil está abaixo da média histórica dos últimos cinco anos. De acordo com o boletim da Conab, até o momento, 11,1% da área prevista foi semeada. Atrasos foram registrados em importantes estados produtores: o Mato Grosso enfrenta escassez de chuvas e o Rio Grande do Sul, excesso de umidade. Em contrapartida, regiões com áreas irrigadas, como Goiás, Minas Gerais e São Paulo, têm apresentado melhores condições. No Norte e Nordeste, Tocantins e Pará registram avanço devido à melhora na umidade do solo. Nos Estados Unidos, a colheita de soja avança com ritmo acelerado, alcançando cerca de 30% da área projetada, apoiada pelo clima mais seco e quente.

Segundo o USDA, 62% das lavouras norte-americanas são classificadas como boas ou excelentes, indicando bom potencial produtivo.

Apesar desse cenário de oferta elevada, o contrato da soja para agosto de 2025 na Bolsa de Chicago encerrou a semana em alta de 1,39%, cotado a US$ 10,21 por bushel. Já o contrato para março de 2026 caiu 1,33%, fechando a US$ 10,38 por bushel. O dólar teve desvalorização de 1,64% na semana, encerrando a R$ 5,41. No mercado físico brasileiro, os preços mostraram tendência de valorização, sustentados pelos prêmios portuários ainda elevados.

No campo político e comercial, representantes de Brasil e Estados Unidos se reuniram para discutir o impacto das tarifas sobre produtos agrícolas, mas sem decisões concretas até o momento. A paralisação do governo norte-americano continua gerando incerteza ao limitar a divulgação de dados sobre as safras.

Ainda segundo informações da Grão Direto, o mercado monitora com atenção a situação da China. As margens de esmagamento seguem positivas e as indústrias operam com alta capacidade. No entanto, os estoques se acumularam em ritmo recorde, excedendo a capacidade logística dos portos. Esse excesso, segundo a Grão Direto, é temporário. A expectativa é que, nas próximas semanas, a China volte a intensificar as compras para recompor estoques, favorecendo o Brasil, seu principal fornecedor.

Contudo, essa tendência está atrelada à continuidade da ausência dos EUA no mercado chinês. Um eventual acordo comercial entre os dois países poderia pressionar os prêmios de exportação brasileiros.





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Nestlé e BB lançam linha de crédito de R$ 100 mil para reduzir emissões na produção de leite



A Nestlé e o Banco do Brasil anunciaram uma parceria que disponibilizará, inicialmente, R$ 100 milhões em linhas de crédito rural para financiar práticas de agricultura regenerativa em fazendas de leite do programa Nature por Ninho. O objetivo é acelerar a descarbonização da cadeia produtiva por meio de assistência técnica e financeira, informaram as empresas em nota.

Pelo acordo, a Nestlé atuará como elo entre o Banco do Brasil, responsável pela concessão do crédito, e os produtores de leite.

A iniciativa inclui orientação técnica sobre o uso dos recursos em práticas regenerativas e de baixo carbono, como manejo de solo, bem-estar animal, uso de energia limpa e técnicas agrícolas sustentáveis.

“A parceria com o Banco do Brasil rompe uma das principais barreiras para a transição em escala: o acesso ao financiamento com taxas competitivas. Acelerar a transformação da cadeia do leite é parte central da nossa estratégia porque traz mais eficiência para os produtores, mais resiliência para os sistemas produtivos e, como consequência, a descarbonização da operação”, afirmou a head de agricultura regenerativa da Nestlé, Bárbara Sollero, em nota.

O diretor de Corporate and Investment Bank do Banco do Brasil, João Fruet, destacou que o convênio amplia a aplicação sustentável do crédito rural. “A parceria com a Nestlé é um exemplo concreto de como o Banco do Brasil atua para alavancar a aplicação sustentável do crédito rural e promover o desenvolvimento das cadeias produtivas. O convênio permite ao produtor rural a obtenção de financiamentos com taxas competitivas e à empresa conveniada, a originação da matéria destinada à sua produção”, disse.

Criado há mais de 15 anos, o Nature por Ninho reúne cerca de 1.000 produtores parceiros em todo o país. Os participantes são remunerados conforme implementam práticas sustentáveis e regenerativas, avaliadas em quatro níveis – Bronze, Prata, Ouro e Diamante – acompanhadas de validações independentes e bonificações proporcionais.

Na safra 2024/25, as fazendas classificadas no nível Ouro reduziram em 16% a aplicação de nitrogênio sintético e em 8% o custo de produção da silagem, além de cultivarem 47% mais variedade de espécies em relação às propriedades convencionais.

Segundo a Nestlé, essas fazendas produziram com uma pegada de carbono 39% menor. Desde o início do programa, mais de 1 bilhão de copos de leite já foram produzidos a partir de fazendas com práticas avançadas em agricultura regenerativa. O Brasil é a maior operação global da Nestlé na compra de leite fresco e, segundo a companhia, uma vitrine em práticas regenerativas.



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Agro tem quase 1,8 mil empresas aptas a entrar na Bolsa de Valores



Um levantamento inédito da Neoway, marca da B3, identificou 1.798 empresas do setor agropecuário com potencial para abrir capital por meio do Regime Fácil, iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que será implementada em janeiro de 2026.

Essas companhias, de natureza jurídica privada e com faturamento entre R$ 300 milhões e R$ 500 milhões, poderão ter um acesso mais simples, rápido e econômico ao mercado de capitais, facilitando a captação de recursos para expansão, investimentos e fortalecimento da governança.

Novo regime promete simplificar listagem e reduzir custos

O Regime Fácil foi criado pela CVM para democratizar o acesso das pequenas e médias empresas à bolsa de valores, com uma série de simplificações. Entre as principais mudanças estão:

  • Registro automático na CVM;
  • Menor exigência de informações contábeis no momento da listagem;
  • Apenas um ano de demonstrações financeiras auditadas;
  • Divulgação semestral dos resultados, em vez de trimestral;
  • Captação direta de até R$ 300 milhões por ano sem necessidade de coordenador líder.

De acordo com a CVM, o modelo busca reduzir barreiras regulatórias e custos para empresas que antes não viam viabilidade em se tornar companhias abertas.

B3 terá papel central na implementação

A B3, principal infraestrutura do mercado de capitais brasileiro, desempenhará papel fundamental no sucesso do novo regime, oferecendo suporte técnico, consultoria regulatória e integração com corretoras e bancos parceiros.

“O Regime Fácil representa um marco na democratização do mercado de capitais e irá fortalecer o mercado como um todo, ampliando as opções de financiamento para empresas de menor porte”, afirma Flavia Mouta, diretora de Emissores e Relacionamento da B3.

Segundo ela, a bolsa brasileira está preparada para apoiar a jornada dessas empresas “com os recursos que só a expertise, credibilidade e robustez da B3 podem proporcionar”.

Oportunidade para o agro

O levantamento mostra que o agronegócio se destaca entre os setores com maior potencial de adesão ao regime. Atualmente, 23 empresas ligadas ao agro, entre agricultura, produção de alimentos e insumos, já estão listadas na B3.

Com o novo modelo, a expectativa é que novas companhias rurais ingressem no mercado de capitais, abrindo caminho para captações e investimentos em inovação, produtividade e sustentabilidade.

As empresas que aderirem ao Regime Fácil contarão com emissão simplificada de ações, debêntures e notas comerciais, além de consultoria personalizada, apoio regulatório e visibilidade em um ambiente tecnológico seguro e transparente.



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Impulsionadas pelo café, exportações de Minas Gerais lideram crescimento nacional



As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 14,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2025, alta de 12,8% frente ao mesmo período do ano anterior. O estado liderou o crescimento nacional entre os principais exportadores do setor, impulsionado pelo café, que permanece como principal produto da pauta, seguido pelos complexos soja e sucroalcooleiro, carnes e produtos florestais.

O volume exportado totalizou 13 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro, queda de 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo assim, Minas Gerais se manteve como o terceiro maior exportador do agronegócio brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo, sendo responsável por quase 13% da receita nacional do setor.

Ao todo 615 produtos agropecuários mineiros foram enviados para 175 países, com destaque para a China (25%), Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália e Japão (5%). 

Bom desempenho do café

Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, o forte desempenho das exportações mineiras está diretamente relacionado ao bom momento do café, que mantém cotações em alta desde o ano passado. O cenário é favorecido pela baixa oferta global e pelo aumento do consumo mundial.

O produto gerou US$ 7,77 bilhões, o que representa pouco mais da metade da receita total do agronegócio do estado, com alta de 48% em relação ao mesmo período de 2024.

Minas Gerais concentra cerca de 70% das exportações brasileiras de café, consolidando sua liderança, com Estados Unidos, Alemanha e Itália entre os principais destinos, impulsionados pela demanda por grãos de alta qualidade.

De acordo com a assessora, as expectativas para o fim do ano são: superar, mais uma vez, o recorde de vendas dos produtos agropecuários do estado, que alcançaram US$ 17 bilhões no ano passado.

Soja

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 2,6 bilhões com o embarque de 6,5 milhões de toneladas e queda de 15% e 7% respectivamente.

Sucroalcooleiro

O volume chegou a 3,3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,5 bilhão com queda de 19,9% na receita. A produção de etanol no mercado interno tem se mostrado mais atrativa para os produtores.  

Carnes

A receita do setor de carnes (bovina, suína e frango) alcançou US$ 1,3 bilhão no período, alta de 6,8% em relação ao mesmo período de 2024. Já o volume total ficou em368,8 mil toneladas.

Produtos Florestais

Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram aproximadamente US$ 765 milhões. O volume embarcado ficou em 1,3 milhão de toneladas.



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