sexta-feira, agosto 21, 2026

Autor: Redação

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Três tratores avaliados em R$ 720 mil são apreendidos em fiscalização



“Um caminhão prancha carregando três tratores novos oriundos de Lençóis Paulista, São Paulo, com destino à Açailândia, no Maranhão, foi retido durante fiscalização conjunta com a equipe itinerante de Belém”, informou o coordenador da unidade, Gustavo Bozola.

Segundo ele, os servidores desconfiaram da veracidade das informações contidas na nota fiscal, que informava apenas a remessa da carga para fora do estado e não dizia se era operação de venda ou prestação de serviço, o que exige apresentação do contrato.

“Além disso, pelas informações do documento fiscal, houve quebra de trânsito, que é quando a nota fiscal informa um local de destino e a mercadoria vai para outro, porque o destinatário era uma empresa de Açailândia no Maranhão, e o veículo foi parado quando entrava no estado do Pará”, contou o fiscal de receitas estaduais.

A nota fiscal foi desconsiderada e lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 246.316,95.



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AgroNewsPolítica & Agro

Não coloque todas as fichas na La Niña


Desde a primeira semana de maio entramos numa condição de Neutralidade do fenômeno El Niño Oscilação Sul (ENSO). Ou seja, saímos de um El Niño, quando as águas do oceano pacífico equatorial estão mais aquecidas, com valores superiores à +0.5°C acima da média histórica, migrando para uma condição de temperaturas mais próximas à média histórica.

Ao mesmo tempo, praticamente todas as simulações climáticas vinham indicando uma rápida transição para o período de La Niña, quando há um resfriamento das águas no oceano pacífico equatorial.

Apesar do fenômeno ser monitorado nesta região, há alterações nos regimes de chuva e temperaturas em todos os continentes do globo, inclusive no Brasil. Isso se torna extremamente relevante para o produtor brasileiro, visto que ele deve adequar as práticas de cultivo de acordo com o regime climático vigente.

De maneira geral, a condição de La Niña, entre a primavera e verão, pode ser favorável às chuvas no centro-oeste e sudeste, assim como no extremo norte do Brasil. Enquanto que o sul, enfrenta um período com maior restrição de chuvas.


O gráfico indica os valores observados de anomalia de temperatura na região de monitoramento desde o final da condição de El Niño. Valores entre +0,5 e -0,5°C são considerados como a condição de Neutralidade. Fonte: NOAA.

No entanto, o ritmo em que as águas vêm se resfriando está mais lento do que em outras ocasiões, contrariando o indicado por algumas projeções, como por exemplo as simulações do centro norte americano.

 


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do centro Americano. Fonte: NCEP/NOAA

Por outro lado, o centro Australiano, indica um cenário mais conservador e com menores condições para o surgimento da La Niña. Enquanto a simulação dos EUA indica até 66% de chances para a entrada de uma La Niña, a simulação dos australianos indica uma possibilidade de no máximo 15% para a configuração desta La Niña.


Previsão para as anomalias de temperatura da superfície do mar na região do Niño3.4 do Australiano. Fonte: BOM

O gráfico da previsão por conjunto do Centro Europeu, na região NINO3.4, mostra um declínio gradual das anomalias, indicando uma tendência para condições de La Niña.


Previsão por conjunto para as anomalias de temperatura da superfície do mar, na região do Niño3.4, das simulações realizadas pelo Centro Europeu. Fonte: ECMWF

Embora a maior parte das previsões apontem para a manutenção de anomalias negativas, a intensidade parece ser relativamente fraca, sugerindo que, se uma La Niña se desenvolver, ela poderá ser de curta duração e de fraca intensidade. Isso pode impactar a distribuição de chuvas e a temperatura em algumas regiões agrícolas do Brasil, mas sem o impacto severo de uma La Niña forte e prolongada.

Além disso, ao final de ambas as projeções, caminham para a retomada da Neutralidade nos meses de verão. Sendo que o modelo Australiano, mantém as condições mais propícias para neutralidade durante todo o horizonte de previsão, enquanto que a simulação norte americana indica os valores acima de -0.5°C a partir do trimestre de Janeiro, Fevereiro e Março, com alguns membros indicando até mesmo a possibilidade da retomada de um El Nino, no final do horizonte de previsão, que coincide com o final da safra de verão no Brasil.

Portanto, apostar fortemente nas condições de La Niña nesta Safra de 2024/25 pode não ser a estratégia mais adequada.

Vale ressaltar que a maioria das projeções de longo prazo indicam um quadro de chuvas mais irregulares em grande parte do Brasil, com temperaturas significativamente acima da média. Ainda que as temperaturas não sejam tão extremas quanto as registradas no decorrer da safra de 2023/24.

Possíveis Impactos Climáticos no Plantio da Soja:

Distribuição Irregular das Chuvas:

  • O cenário de neutralidade climática, com possibilidade de La Niña ainda incerta, pode resultar em chuvas irregulares, sobretudo no início da primavera (setembro/outubro), que é justamente o período de plantio da soja nas principais regiões produtoras. Esta irregularidade pode comprometer a germinação e emergência das plântulas, e o estande das lavouras.
  • Para as regiões do Centro-Oeste e Sudeste, historicamente beneficiadas por La Niña com chuvas mais frequentes, a neutralidade pode gerar um padrão de chuvas menos previsível. O agricultor deve estar atento ao monitoramento de curto prazo e localizado, se necessário, ajustar as operações de plantio, talvez postergando o início para garantir que a umidade do solo seja adequada.
  • Já no Sul do Brasil, que enfrenta maior risco de déficit hídrico sob condições de La Niña, a recomendação é adotar práticas conservacionistas de manejo do solo, como o plantio direto, para otimizar a retenção de água e minimizar o impacto de uma possível estiagem durante o ciclo inicial da soja.

Temperaturas Elevadas:

  • Outro ponto de atenção é a expectativa de temperaturas acima da média, ainda que não tão extremas quanto as da safra anterior (2023/24). Temperaturas elevadas podem acelerar o desenvolvimento fenológico da soja, diminuindo o ciclo vegetativo e comprometendo o enchimento de grãos em fases subsequentes.
  • Para mitigar o impacto do calor excessivo, a adubação equilibrada com foco em melhorar a resistência fisiológica das plantas ao estresse térmico, bem como a escolha de variedades adaptadas a condições de maior temperatura, são estratégias importantes.

Janelas de Plantio:

  • Dada a incerteza climática, os produtores devem considerar o escalonamento do plantio, dividindo a semeadura em diferentes períodos, o que reduz o risco de perda total em caso de períodos prolongados de estiagem ou chuvas excessivas.
  • Além disso, a escolha de cultivares de ciclo precoce ou médio pode ser benéfica em regiões onde o regime de chuvas for mais irregular, permitindo que a soja complete seu ciclo antes que uma possível seca afete a fase reprodutiva.

Qualidade da Semeadura:

  • Devido à incerteza climática, uma boa preparação do solo e uma semeadura de precisão são fundamentais para garantir uma população adequada de plantas. Condições de solo com boa retenção de umidade e sem compactação podem ajudar a superar eventuais falhas na emergência devido à irregularidade das chuvas.

Recomendações Básicas para Mitigação de Riscos:

Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIP):

  • Sob um cenário climático mais quente, o desenvolvimento de pragas e doenças pode ser favorecido. Condições de temperatura acima da média e períodos de estresse hídrico podem aumentar a pressão de pragas como a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e o percevejo-marrom (Euschistus heros), exigindo monitoramento constante e aplicação estratégica de defensivos.

Plantio Direto e Manejo de Palhada:

  • O sistema de plantio direto contribui para a manutenção da umidade no solo, aspecto crucial em condições de chuvas irregulares ou escassas. A presença de palhada pode ajudar a minimizar as perdas de água por evaporação, além de melhorar a estrutura do solo para o desenvolvimento das raízes.

Uso de Cultivares Tolerantes:

  • A escolha de cultivares tolerantes ao estresse hídrico e térmico é uma prática cada vez mais recomendada, especialmente em regiões mais vulneráveis a períodos de seca, como o Sul do Brasil durante as condições de La Niña.





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Produção e preservação são complementares, diz Fávaro



“Não há divergência entre produzir e preservar. São complementares”. A declaração é do ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.

Segundo ele, essa é uma das bases do texto que será deliberado durante o encontro do grupo de trabalho da agricultura do G20, realizado no estado de Mato Grosso durante esta semana.

A reunião do G20 Agro entre os dias 10 e 13 de setembro em Chapada dos Guimarães reúne ministros da Agricultura dos 20 países que fazem parte do grupo, além da recém-integrada União Africana, além de representantes de delegações e organismos internacionais convidados.

“Até pouco tempo atrás tínhamos discursos antagonistas entre produzir e preservar. E fica mais do que provado: essa é uma das maiores missões que quero deixar à frente do Ministério da Agricultura, a de que não há divergência entre produzir e preservar”, disse Fávaro.

De acordo com o ministro, ninguém consegue produzir “mesmo sabendo lidar com a terra, tendo sementes, equipamentos, máquinas, genética de última geração, se não tiver clima favorável, chuva e sol na medida certa”.

Abertura de mercados

Nos últimos 20 meses, o Brasil conquistou 184 novos mercados para os produtos agropecuários, entre eles o México para carne bovina e suína, negociação que, conforme Fávaro, se arrastava há 20 anos.

Na opinião do ministro do Mapa, a realização do G20 no Brasil e da COP 30 no Pará em 2025, mostram que o país voltou a ser protagonista nas relações internacionais. “Começamos a colher os frutos dessas boas relações”.



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Produtores de Rondônia enfrentam incertezas em relação ao plantio da soja



Com o fim do vazio sanitário em Rondônia, os produtores do estado poderão dar início à semeadura da soja a partir desta quarta-feira (11). No entanto, as condições climáticas são fatores que exigem paciência e cautela dos produtores, já que é necessário identificar o momento ideal para iniciar o plantio. A falta de chuvas significativas, por exemplo, tem sido um desafio para os produtores da região.

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Segundo Adair José Menegol, presidente da Aprosoja-RO, as chuvas isoladas que apareceram no estado ainda não são suficientes para iniciar a semeadura de forma segura. Ele aponta que os municípios de Vilhena, Cerejeiras e Cabixi, que costumam ser os primeiros a começar o plantio, estão em espera pela chegada de chuvas mais volumosas.

“A expectativa é que os produtores aguardem para iniciar o plantio. Até o momento, não se tem notícia de ninguém na região de Rondônia que vá começar a plantar amanhã, sem uma previsão adequada de chuva”, comenta Menegol.

O presidente explica que o calor intenso e a seca têm complicado muito, e as condições não são favoráveis. Em Vilhena, geralmente, as chuvas começam entre os dias 10 e 15 de setembro, mas até agora não há previsão”, explica Menegol.

A situação reflete a cautela dos produtores em não comprometer o desenvolvimento inicial das lavouras de soja, que dependem de umidade adequada no solo para plantio. Assim, a janela de plantio pode ser ajustada conforme as condições climáticas se tornem mais propícias nos próximos dias.



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Mercado da soja no Brasil deve ser pressionado pela queda em Chicago


Nesta terça-feira (10), o mercado brasileiro da soja deve enfrentar pressões com a queda registrada na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O grão apresentava uma baixa de quase 2% na parte da manhã.

O cenário baixista pode afetar as cotações domésticas, diminuindo o interesse por negociações. No entanto, a alta moderada do dólar frente ao real pode atuar como um fator de equilíbrio, amenizando a pressão negativa sobre os preços da soja no Brasil.

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Na segunda-feira (9), os preços da soja mantiveram firmeza no Brasil, sustentados por uma alta na Bolsa de Chicago e uma leve queda no dólar. Ao longo do dia, a valorização da moeda estadunidense serviu como suporte positivo para as cotações brasileiras, apesar de não haver um volume significativo de negócios reportados.

Regiões

  • Rio Grande do Sul: em Passo Fundo, a saca de 60 quilos subiu de R$ 133,00 para R$ 136,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 132,00 para R$ 135,00, enquanto no Porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00.
  • Paraná: em Cascavel, a saca valorizou de R$ 132,00 para R$ 135,00. No porto de Paranaguá, o preço aumentou de R$ 140,00 para R$ 143,00.
  • Mato Grosso: em Rondonópolis, o valor da saca subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00.
  • Mato Grosso do Sul: em Dourados, a saca foi de R$ 127,00 para R$ 130,00.
  • Goiás: em Rio Verde, a saca teve valorização de R$ 126,00 para R$ 130,00.

Cenário internacional

grãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

Os contratos futuros de soja para novembro de 2024 registraram queda de 1,86%, com o bushel cotado a US$ 9,99. A principal pressão vem das condições das lavouras norte-americanas, que apresentaram resultados melhores do que o esperado pelos analistas, apesar do clima seco nas regiões produtoras dos Estados Unidos.

Prêmios de exportação

Na segunda-feira, os prêmios de exportação da soja se mantiveram estáveis, em um dia de baixa movimentação. No Porto de Paranaguá, o prêmio de setembro variou entre +155 e +190 centavos de dólar sobre Chicago. Para outubro de 2024, os valores estavam entre +145 e +170 pontos. Já para fevereiro de 2025, os prêmios estavam entre +40 e +60 pontos, segundo dados da Safras & Mercado.

O preço FOB (flat price) para outubro ficou entre US$ 427,30 e US$ 436,50 por tonelada, enquanto no dia anterior a cotação variava entre US$ 422,60 e US$ 431,70. Esse cenário reflete um momento de atenção para o mercado da soja, onde os produtores brasileiros acompanham as flutuações da Bolsa de Chicago e a valorização do dólar.



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AgroNewsPolítica & Agro

Como prevenir a giberela no trigo


Outro ponto crucial é o momento da pulverização



Outro ponto crucial é o momento da pulverização
Outro ponto crucial é o momento da pulverização – Foto: Seane Lennon

Segundo o coordenador técnico da DigiFarmz, MSc. Eng. Agr. Leonardo Furlani, a giberela, causada pelo fungo Fusarium graminearum, é uma das principais doenças do trigo no Brasil, especialmente na região Sul. A doença pode causar perdas de até 50% na produção e comprometer a qualidade dos grãos devido à presença de micotoxinas como o deoxinivalenol (DON). O controle eficaz da giberela é desafiador, principalmente em anos favoráveis à sua epidemia, tornando-se um gargalo para a produtividade do trigo.

Entre as principais dicas da DigiFarmz para o manejo da giberela está o monitoramento constante das condições climáticas, uma vez que períodos de chuva e temperaturas entre 20°C e 25°C durante o florescimento favorecem a infecção. A escolha da cultivar também é fundamental, pois, embora não existam variedades totalmente resistentes, algumas apresentam maior tolerância à doença. É importante que os produtores conheçam as características de cada cultivar para manejá-las adequadamente.

Outro ponto crucial é o momento da pulverização. O controle com fungicidas deve ser realizado quando 25% a 50% das espigas estiverem florescendo, sempre antes de chuvas previstas. Furlani destaca que o momento de aplicação é mais relevante do que o fungicida utilizado, mas indica triazóis, estrobilurinas e carboxamidas como os mais eficazes, alcançando mais de 80% de controle quando aplicados corretamente. Em condições severas, pode ser necessária a reaplicação de fungicidas com intervalos de 5 a 10 dias.

O uso de ferramentas tecnológicas é cada vez mais importante no manejo de doenças como a giberela, proporcionando aos produtores decisões mais precisas. A plataforma DigiFarmz, por exemplo, combina anos de pesquisa e dados técnicos, ajudando agricultores a adaptar estratégias de controle às suas lavouras. Isso contribui para minimizar os impactos da doença e garantir uma produção de trigo mais eficiente e sustentável.
 





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Seca do Rio Madeira pode se agravar ainda mais, aponta SGB



Sem previsões para um volume significativo de chuvas na Amazônia, o Rio Madeira continua batendo recordes no registro dos níveis mais baixos da cota da série histórica do Serviço Geológico do Brasil (SGB).

Desde a última semana, a cota já havia superado a mínima registrada em 2023, de 1,10 metro e, na manhã desta terça-feira (10), a medição na estação de Porto Velho atingiu 71 centímetros, a menor registrada desde 1967.

De acordo com o engenheiro hidrólogo do SGB Guilherme Cardoso, a maior preocupação do momento é o prolongamento do período de estiagem, como ocorreu em 2023, quando somente no final de outubro as chuvas foram significativas.

“Os modelos de previsão do GFS [Global Forecast System, do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos] não apresentam chuvas significativas para os próximos 15 dias”, informou Cardoso.

Próximos três meses

As projeções para os próximos três meses também não apresentam volumes de chuva significativos e, segundo Cardoso, isso desenha um cenário de seca semelhante ao de 2023, mas agravado pela antecipação da vazante do Rio Madeira.

“Esse atraso [nas chuvas] vai fazer com que a gente tenha um período de estiagem muito maior do que estamos acostumados porque a gente já começou a observar níveis muito baixos em julho, em níveis que normalmente só ocorrem antes do final de setembro”, explica.

Apesar da adoção de medidas como a suspensão da navegação no período noturno, desde o dia 11 de julho, e a declaração de escassez hídrica pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), no final do mesmo mês, a população da região ainda enfrenta dificuldades como o isolamento de algumas comunidades.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o plano de manutenção aquaviária da hidrovia do Rio Madeira já prevê cronograma de dragagens regulares para evitar a interrupção por completo de trechos do rio.

Cardoso explica que, apesar da cota do Rio Madeira já ter atingido níveis muito baixos, até esta semana a vazão do rio ainda não foi impactada de forma crítica.

“Nesses termos, a gente ainda tem uma vazão útil bem significativa. Na quinta-feira da semana passada, nós fizemos uma medição de vazão e medimos 2.800 metros cúbicos por segundo, que é uma vazão bastante representativa”, disse.

Seca prolongada

De acordo com o engenheiro, com a seca prolongada, a tendência é que a vazão também seja impactada, podendo chegar ao ponto de interromper a geração de energia elétrica nas usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, ambas em Rondônia.

Em 2023, as duas unidades, que têm capacidade instalada de 3.750 Megawatts (MW) e 3.568 MW, respectivamente, foram desligadas em outubro, após a queda de 50% na vazão do Rio Madeira.

“Hoje a operação dessas hidrelétricas já está com muita restrição. Daqui a pouco pode haver uma parada, e não conseguirão ter a capacidade de gerar energia. E aí a gente começa a ver, não só um cenário de escassez hídrica, como de restrição energética”, disse Guilherme Cardoso.

Capacidade reduzida

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou por meio de nota que desde o dia 3, sete unidades geradoras da UHE de Santo Antônio estão em funcionamento com uma capacidade de apenas 490 MW.

A capacidade da UHE de Jirau também foi reduzida a operação de dez unidades geradoras, com capacidade de 260 MW. O operador descartou qualquer risco de insegurança energética.

“A afluência abaixo da média vem sendo um ponto de atenção desde dezembro de 2023. Porém, cabe ressaltar que o Sistema Interligado Nacional dispõe de recursos suficientes para atender as demandas de carga e potência da sociedade”, diz o ONS.



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incêndios devastam fazendas e maquinário em Mato Grosso



Mato Grosso registrou mais de 2 mil focos de incêndio nas últimas 24 horas, de acordo com o Sistema de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O fogo avança rapidamente pelas fazendas, destruindo áreas de palhada, um trator e duas carretas na rodovia MT-140, que liga Santa Rita do Trivelato a Planalto da Serra. Um dos motoristas, com queimaduras graves em 70% do corpo, infelizmente não resistiu aos ferimentos.

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Proprietários, colaboradores e vizinhos da Fazenda Morada da Serra uniram forças para tentar conter as chamas e minimizar os prejuízos. Vandir Matschinske, agricultor da região, lamentou as perdas. “Queimou mais de 250 hectares só da minha propriedade. Estamos à beira de começar uma nova safra, com o adubo já aplicado, e agora não sabemos o que fazer. É um grande prejuízo“, disse ele, suspeitando que o fogo tenha sido iniciado por negligência externa, possivelmente de uma bituca de cigarro jogada por um veículo.

O consultor agronômico Taimon Semler alertou que as perdas não se limitam às plantações e ao maquinário. “Um incêndio como esse pode comprometer o solo, afetando a microbiota e a matéria orgânica acumulada ao longo de décadas. A perda pode chegar a 15 sacas por hectare, dependendo da intensidade do fogo e das condições do solo.”

Enquanto as autoridades e os produtores continuam a combater o fogo, o prefeito de Santa Rita do Trivelato, Egon Hoepers, destacou o desafio crescente dos incêndios. “Estamos lutando contra o fogo há mais de 15 dias. Com os ventos fortes, ele se espalha muito rápido, e é difícil controlá-lo. Temos mais de cem máquinas trabalhando, e já estamos nos preparando para lidar com situações como essa no futuro.”

O incêndio nas áreas rurais de Mato Grosso não só causa prejuízos milionários aos produtores como também ameaça a fauna local e compromete o futuro das colheitas e da sustentabilidade do solo.



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‘A fome é a maior de todas as degradações do ser humano’, diz ministro Carlos Fávaro



A reunião do G20 Agro, que ocorre entre os dias 10 e 13 de setembro, em Mato Grosso, é considerada a maior adesão de ministros da história. O encontro do Grupo de Trabalho da Agricultura é realizado em Chapada dos Guimarães e, de acordo com o ministro Carlos Fávaro, a escolha do local se deu não apenas por ser um símbolo da produção agropecuária, mas também pelo compromisso com a sustentabilidade.

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O Brasil sediar o G20, afirmam autoridades e especialistas de diversos segmentos ligados ao agronegócio, é considerado uma oportunidade para a construção de uma narrativa verdadeira e precisa sobre o potencial do país, ao mesmo tempo em que se analisam as necessidades e se realizam novas negociações e acordos.

Nossa presidência escolheu falar de um mundo mais justo e um planeta sustentável. E como não falar de um mundo justo onde ainda existem pessoas que passam fome? Considero a fome a maior de todas as degradações do ser humano. O princípio básico de todo ser humano é se alimentar bem”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, na abertura do encontro.

Entre os temas mais importantes a serem debatidos nos quatro dias estão a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares em seus múltiplos aspectos, a ampliação da contribuição do comércio internacional para a segurança alimentar e nutricional, o reconhecimento do papel da agricultura familiar e a promoção da integração da pesca e aquicultura nas cadeias sociais locais e globais.

G20 reúne 80% do PIB global

Historicamente, o G20 é composto por 20 países. Contudo, o número subiu para 21 com a entrada da União Africana, conforme o coordenador do GT G20 Agro e secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Roberto Perosa.

Além desses países, cerca de 30 delegações foram convidadas e mais 20 organismos internacionais estão participando.

Temos aqui representantes de 50 países no total. É uma grande oportunidade para o Brasil retomar seu protagonismo internacional. A adesão foi total. Temos um recorde de presença de ministros da Agricultura, assim como de organismos internacionais”, destacou Roberto Perosa.

O ministro Carlos Fávaro lembrou que o “G20 representa 80% do PIB global e é a oportunidade de construirmos propostas e compromissos concretos para melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas do planeta”.

Declaração ministerial

Segundo o coordenador do GT G20 Agro, pela primeira vez nos últimos anos do G20, o grupo da agricultura fará uma declaração ministerial, e não uma carta ao final do evento.

É uma declaração que gerará efeitos nos países que a assinarem ao final do evento. Ela tem a força de um acordo internacional”, pontuou Roberto Perosa.



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Importações da soja pela China somam 12,14 milhões de toneladas agosto


Em agosto de 2024, a China registrou um recorde ao importar 12,14 milhões de toneladas de soja em grão, um aumento de 29% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento é impulsionado pela estratégia dos comerciantes chineses de aproveitar os preços mais baixos da soja e estocar o produto em resposta a um ambiente econômico e comercial incerto.

A alta nas importações é especialmente relevante considerando as possíveis tensões comerciais com os Estados Unidos. Há preocupações de que essas tensões possam aumentar, especialmente se Donald Trump vencer as próximas eleições presidenciais. Esse cenário poderia afetar os acordos comerciais entre os dois países, levando os comerciantes a garantir estoques adicionais como precaução.

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Acumulado do ano

Close em mãos segurando um punhado de sojaClose em mãos segurando um punhado de soja
Foto: Roberto Kazuhiko Zito/Embrapa Soja

Segundo dados divulgados pela Administração Geral da Alfândega, no acumulado do ano de 2024, as importações da soja pela China totalizam 70,48 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 2,8% em comparação com o mesmo período de 2023.



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