terça-feira, agosto 18, 2026

Autor: Redação

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Banco do Brasil lança novo programa de sustentabilidade na pecuária



O Banco do Brasil reformulou um de seus programas de financiamento ao setor agrícola, o Pecuária do Futuro, que passa a se chamar Pecuária Mais Sustentável.

Voltado à recuperação de áreas degradadas, a iniciativa usa insumos tecnológicos para auxiliar os produtores participantes e está disponível em todas as agências do BB.

De acordo com o banco, o objetivo é unir a concessão de crédito para a recuperação de áreas a iniciativas de tecnologia, rastreabilidade, sustentabilidade e elevação da lucratividade da pecuária.

As iniciativas do banco antecipam ações previstas no Sistema de Autorregulação Bancária (SARB) número 26 de 2023, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), e que serão válidas a partir de dezembro do ano que vem.

Atendimento a 1,6 milhão de hectares

Na safra 2023/2024, foram concedidos R$ 6,37 bilhões para a recuperação de áreas degradadas, o que permitiu atender a 1,6 milhão de hectares, de acordo com o banco.

O programa do BB terá a participação de toda a cadeia produtiva da pecuária, de fornecedores diretos e indiretos aos abatedouros, e envolverá iniciativas de diagnóstico, planejamento, auxílio na contratação de operações e comercialização de créditos de carbono, além de bonificação adicional por animal rastreado.

“Temos a missão de auxiliar na aceleração do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD) em Sistema de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis, que tem por objetivo recuperar o total de 40 milhões de hectares em um prazo de 10 anos”, diz em nota o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.

Apoio à pecuária

Os produtores participantes terão acesso a serviços da Traive, fintech investida do BB e que usa inteligência artificial e modelos especializados para apoiar a análise de crédito, o que, segundo o banco, reduz a probabilidade de inadimplência.

Além disso, os empreendimentos terão gestão da startup iRancho, que auxilia na tomada de decisões e no controle de animais, insumos e custos. A rastreabilidade dos animais utiliza a plataforma SafeBeef, com tecnologia blockchain, que permite ao produtor entrar no protocolo exigido pela indústria compradora.

Em outra mudança, a empresa de monitoramento via satélite e radares IDGEO disponibilizará mapas de aptidão para a tomada de decisões dos pecuaristas em relação a áreas que precisam ser recuperadas ou que podem ser convertidas. Outra adição é a da MyCarbon, subsidiária da Minerva que ajudará em projetos de créditos de carbono avaliando a área e os critérios de elegibilidade.



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AgroNewsPolítica & Agro

Workshop de Greening reúne citricultores e profissionais para discussão sobre manejo da doença


Neste ano, os temas das palestras abordaram o panorama do greening


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (3), mais uma edição do Workshop de Greening, evento que discute o cenário da doença do parque citrícola, desafios e caminhos necessários para a mitigação da incidência.

Neste ano, os temas das palestras abordaram o panorama do greening nas diversas regiões de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, as influências exercidas pelo clima, a importância do manejo da resistência, a utilização da mais nova ferramenta lançada pela instituição, o Avalia Greening, como balizador para as estratégias de manejo no pomar e as ações do poder público em benefício do setor.

O workshop contou com a presença de pesquisadores e especialistas do Fundecitrus e da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do estado de São Paulo (CDA). “O encontro é um momento especial para apresentarmos os avanços nos resultados de pesquisas produzidas pelo Fundecitrus, reforçando medidas importantes de manejo do inseto. Estamos em um momento muito importante para o controle do psilídeo, já que, em breve, vamos entrar no período de incidência de chuvas. Isso exige, portanto, muita atenção no pomar”, diz o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres. Cerca de 250 pessoas participaram do Workshop de Greening, entre citricultores e profissionais do setor.





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Tempo instável com chuvas e raios marcam o dia; veja previsão



Em algumas regiões, pancadas de chuva, em outras, tempo seco. Comece o dia bem informado com a previsão do tempo para as cinco regiões brasileiras neste sábado (5).

Sul

Sábado com bastante nuvem na Região Sul. Temperaturas mais baixas de manhã no Rio Grande do Sul e nas serras de Santa Catarina. No geral, dia de sol, poucas nuvens e tempo firme, incluindo as capitais.

Sudeste

Tempo mais instável com chance de pancadas de chuva no litoral norte de São Paulo, no estado do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Risco de chuva moderada a forte com alguns raios. Chove em forma de pancadas mais irregulares no leste e na Zona da Mata mineira. Demais áreas do Sudeste, sem chuva e com calor à tarde.

Centro-Oeste

Combinação de calor e umidade provocando pancadas de chuva no noroeste, norte e oeste de Mato Grosso. Dia de sol, tempo firme e calor em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. Não chove em Cuiabá e a umidade fica mais baixa.

Nordeste

Chuva moderada no litoral e leste da Bahia. Salvador com tempo abafado e pancadas mais rápidas. Os ventos continuam no interior e norte da Região. Sem chuva nas demais áreas, calor e ar seco, principalmente entre o sul do Ceará, Piauí e Maranhão.

Norte

Tempo abafado e instável no Amazonas, noroeste e oeste do Pará, sul de Rondônia e no estado de Roraima. Pode chover em forma de pancadas com risco de trovoadas, enquanto no Tocantins, o tempo seco e quente prevalece.



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Pesquisadores do Fundecitrus participam do XXIX Congresso Brasileiro de Entomologia, em Uberlândia (MG)


O tema principal do evento foi “Sustentabilidade e Biodiversidade de lnsetos”


Foto: Fundecitrus

Os pesquisadores do Fundecitrus Marcelo Miranda e Wellington Ivo Eduardo participaram, na semana passada, do XXIX Congresso Brasileiro de Entomologia, em Uberlândia (MG).

O pesquisador Marcelo Miranda participou de uma mesa-redonda sobre pragas de fruteiras, e abordou os desafios da implementação do manejo integrado de pragas em citros quando há a ocorrência de insetos vetores de patógenos, como a cigarrinha que transmite a clorose variegada dos citros (CVC) e o psilídeo, inseto que dissemina o greening. “As pesquisas mostram que, quando as medidas são utilizadas de forma adequada, é possível conseguir um manejo mais eficiente e sustentável. Fazer o monitoramento correto, utilizar inseticidas com rotação adequada e outras táticas de controle, como o caulim processado e o óleo mineral, são medidas que auxiliam no combate. Novos estudos estão em andamento para o aprimoramento do manejo de pragas dos citros”, explica.  

Já o pesquisador Wellington Ivo Eduardo fez uma apresentação sobre o efeito das concentrações de óleo mineral sobre o psilídeo Diaphorina citri. “Estudos realizados em laboratório avaliaram as concentrações de óleo mineral para controle das diferentes fases de vida do psilídeo. Os resultados mostraram que a aplicação tópica do óleo mineral não mata os ovos do psilídeo, mas as concentrações de 0,5% e 1% controlam ninfas e adultos”, afirma.

O tema principal do evento foi “Sustentabilidade e Biodiversidade de lnsetos”, e teve o objetivo de trocar experiências entre os agentes científicos da indústria, da sociedade brasileira e de diversas partes do mundo. Participaram pesquisadores, professores, profissionais do agronegócio, consultores, produtores e estudantes de graduação e pós-graduação.





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Novo Conselho do Fundecitrus é eleito para a gestão


Conselho Deliberativo tem a função de orientar e fiscalizar as atividades


Foto: Fundecitrus

O novo Conselho Deliberativo do Fundecitrus foi eleito, nesta quinta-feira (26), para a próxima gestão 2024/2028. Associados da instituição se reuniram em assembleia, em Araraquara (SP), para a nomeação do novo conselho e diretoria. O gerente-geral do Fundecitrus, Antonio Juliano Ayres, foi eleito diretor-executivo da instituição e Luciana Tanoue Lima, diretora tesoureira.

Ayres trabalha no Fundecitrus há 27 anos e tem atuado na gestão e coordenação dos trabalhos de pesquisa focados no manejo e controle das pragas e doenças dos citros no cinturão citrícola. O Fundecitrus é uma associação privada mantida por citricultores e indústrias de suco de laranja do estado de São Paulo para promover o desenvolvimento sustentável da citricultura. O Conselho Deliberativo tem a função de orientar e fiscalizar as atividades do Fundecitrus.

Conselho Deliberativo 2024/2028

Diretor-executivo: Antonio Juliano Ayres

Diretora tesoureira: Luciana Tanoue Lima

Conselheiros Titulares

Brayan Franchi Miachon Palhares

Francisco Groba Porto Netto

Luiz Fernando Girotto

Valdir Guessi

Sarita Jungueira Rodas

Edson Luis Rigotto

Francisco Jose Turchetto Santos

José Eugenio de Rezende Barbosa Sobrinho

Conselheiros Suplentes

Rafael Dib Machado

João Batista Garcia Carneiro

Edélcio A. Oliveira Junior

Antonio Ricardo Violante

Fernando Vianna Arroyo

Anderson Jose Pletsch

Alexandre Tachibana

Carlos Andre Neto

Conselho Fiscal

Conselheiros Titulares

Sérgio Luiz Canassa

Santiago Aires Prieto Neto

Mateus de Carvalho Velloso

Conselheiros Suplentes

Guilherme de Souza Santos

Marcio Eduardo Simoneti

Flavio Aparecido da Silva





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Fundecitrus Podcast – Irrigação: cenário, desafios e caminhos para a citricultura


46º episódio do Fundecitrus Podcast


Foto: Fundecitrus

O 46º episódio do Fundecitrus Podcast traz a segunda e última parte da discussão sobre a irrigação na citricultura. O tema é importantíssimo para a agricultura, como forma de reduzir os impactos provocados pelos longos períodos de estiagem, fortalecendo a produtividade no campo. Nesse episódio, a pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC) Regina Celia de Matos Pires aborda as diferentes estratégias para o manejo da água, uso racional, monitoramento do clima e os desafios para a citricultura.





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Preços do milho seguem em alta no Brasil, impulsionados por clima e exportações


Os preços do milho no Brasil continuam em elevação, refletindo um cenário de retenção de oferta e desafios climáticos. Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a média de preços no Rio Grande do Sul atingiu R$ 60,75 por saco, com algumas das principais praças registrando valores ao redor de R$ 59,00. Em outras regiões, os preços oscilaram entre R$ 43,00 e R$ 63,00 por saco, enquanto nos portos de exportação, como em Santos (SP), o valor chegou a R$ 69,00 por saco.

Na B3, o milho encerrou o mês de setembro em alta, girando entre R$ 68,90 e R$ 70,52 por saco, acumulando um aumento de 8% em algumas posições, como no contrato de novembro de 2024. Essa valorização ocorre, em parte, devido à decisão de muitos produtores de segurarem a venda do milho da safrinha, aguardando preços ainda mais elevados, diante das dificuldades climáticas que afetam o plantio da safra de verão.

Safra de verão enfrenta atrasos

De acordo com dados da StoneX, a produção brasileira de milho na safra de verão 2024/25 deve atingir 24,9 milhões de toneladas. No Paraná, o plantio desta primeira safra chegou a 74% nesta semana, um atraso em relação aos 82% registrados no mesmo período do ano passado. O estado espera colher 2,6 milhões de toneladas de milho nesta safra de verão, sendo que a principal colheita de milho no Paraná vem da segunda safra, a “safrinha”.

Segundo a CEEMA, o atraso no plantio também é observado em outras regiões do país, em parte devido ao clima seco, o que também pode impactar a semeadura da soja no Centro-Oeste. Como resultado, a expectativa é de um possível atraso no plantio da safrinha, o que traz incertezas para o mercado de milho nos próximos meses.

Exportações em queda, mas demanda interna aquece

Apesar da alta nos preços internos, a exportação de milho apresentou uma queda. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estimou que, em setembro, o volume exportado de milho tenha atingido 6,7 milhões de toneladas, 2,7 milhões a menos que no mesmo mês de 2023.

Já o relatório mais recente da Conab indica que o plantio da safra de verão no Brasil alcançou 21,6% da área projetada até o final de setembro, com 31,9% das áreas plantadas já em fase de emergência e o restante em estágio de desenvolvimento vegetativo.

Com os produtores segurando parte da oferta e as condições climáticas desafiando o plantio, o mercado de milho deve seguir aquecido, com impactos diretos no preço do grão, tanto no mercado interno quanto no de exportação. A expectativa é que as próximas semanas tragam definições mais claras para o setor, especialmente com a evolução do plantio da soja e o avanço das safras.





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Confira como os preços da soja terminaram a semana no Brasil e em Chicago


Os preços da soja ficaram mistos nesta sexta-feira (4) nas principais praças de comercialização do país. Enquanto isso, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e o dólar caíram.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, as melhores ofertas foram para pagamentos alongados.

Ainda assim, os produtores não se mostram dispostos a negociar, esperando por ofertas com pagamentos mais curtos. Lotes pontuais foram negociados para entrega disponível e pagamento em meados de abril.

Preços da soja disponível

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 135
  • Região das Missões: avançou de R$ 133 para R$ 134
  • Porto de Rio Grande: aumentou de R$ 141 para R$ 142
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 139 para R$ 140
  • Porto de Paranaguá (PR): estabilizou em R$ 143
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 134
  • Dourados (MS): subiu de R$ 134 para R$ 135
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 133

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados em Chicago fecharam a sexta-feira em baixa, ampliando as perdas semanais. O mercado mudou de direção, após iniciar o dia tentando recuperar tecnicamente parte das perdas recentes.

A previsão de retorno das chuvas sobre as regiões produtoras do Brasil na próxima semana, beneficiando o plantio, determinou as perdas, tanto na sexta como na semana. Apesar do atraso na semeadura, a expectativa é de que o Brasil colha uma safra cheia em 2024/25.

Nos Estados Unidos, mesmo com preocupações pontuais com a questão clima, a colheita avança, confirmando que os produtores norte-americanos deverão colher a maior safra da história. Com isso, os preços sucumbiram ao cenário fundamental baixista.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,78%, a US$ 10,37 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,56 por bushel, com perda de 8,50 centavos ou 0,79%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,00 ou 0,6% a US$ 330,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,97 centavos de dólar, com baixa de 0,56 centavo ou 1,25%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,34%, sendo negociado a R$ 5,4554 para venda e a R$ 5,4534 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4515 e a máxima de R$ 5,5202. Na semana, a moeda teve valorização de 0,36%.



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Incêndios florestais devem gerar quebra de 15% na safra de cana


Estimativa da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) mostra que os prejuízos ao setor causados pelos incêndios florestais que afetaram diversos estados brasileiros podem superar R$ 2,5 bilhões.

Ao todo, cerca de 390 mil hectares foram afetados, distribuídos entre São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os dados da entidade foram apresentados durante o webinar “Incêndios florestais: prevenção, combate e impactos no agronegócio”, organizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag).

“Infelizmente, incêndio é algo imprevisto, sem controle e uma ação indesejada em qualquer atividade agrícola, e que combinados com o clima seco têm causado uma drástica redução na produtividade da cana-de-açúcar. Os produtores de cana ainda estão se organizando para entender os próximos passos, visto que os custos para o replantio e manejo são muito altos”, disse o CEO da Orplana, José Guilherme Nogueira.

Segundo ele, devido às perdas, a cana só conseguirá rebrotar quando as chuvas chegarem de forma uniforme e volumosa. “Neste contexto, estimamos uma quebra na safra de cana-de-açúcar de cerca de 15% em comparação com a safra passada, o que impactará diretamente na oferta mundial de açúcar, o que, por sua vez, afetará os preços do etanol”, disse.

Recorde de incêndios em SP

Entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados quase 8 mil focos de incêndios florestais em São Paulo, maior número da série histórica. Essa quantidade representa uma alta de 433% em relação a 2023, quando houve 1.488 focos. Foram 430 mil hectares afetados neste período, contra 34 mil no ano passado.

O promotor de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo Flavio Okamoto, presente no webinar, ressaltou que ocorrências simultâneas e numerosas mostraram que é preciso reforçar a capacidade de reação dos municípios e órgãos de defesa e ampliar os treinamentos nessa área.

Segundo ele, há uma proposta do Ministério Público para que haja roçada “cerca a cerca” em todas estradas de São Paulo. “Estamos em conversas avançadas com o Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e em discussões com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e com a Secretaria de Parceria e Investimentos, pois a ideia é que essa solução seja também adotada pelas concessionárias, e será necessário realizar alterações contratuais”, detalhou.

Influência da vegetação mais fina

braquiária da Embrapa, pastagembraquiária da Embrapa, pastagem
Braquiária. Foto: Embrapa

O major Jean Gomes, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar de São Paulo (CBPMESP) explicou que foram realizados estudos para medir a influência da vegetação mais fina, como braquiárias e capim colonião, que pode aumentar o combustível disponível para o fogo e ampliar o volume de ocorrências.

Ele citou a realização de um laboratório na Reserva de Jataí (unidade de conservação localizada no município paulista de Luiz Antônio) para uso de queima prescrita, em 2021 e 2022, que alcançou resultado positivo, com diminuição de 91% dos riscos de incêndio naquela área.

O major adiantou, também, que já está sendo trabalhada a regulamentação da Política Estadual de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei nº 17.460, promulgada em 2021.

“Os trabalhos têm avançado, porque estamos em busca de uma solução para essa situação. Sem uma prevenção efetiva, não teremos resultados palpáveis e concretos no futuro”, avalia.



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apesar de pequena melhora nas escalas, preços deverão continuar subindo



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com preços em alta no decorrer da sexta-feira (4). Houve relatos de bom ritmo de negócios em São Paulo a R$ 290/300 a arroba com prazo curto para pagamento, o que promoveu relativo alívio nas escalas de abate.

Após o bom ritmo de compras no mercado paulista, algumas unidades passaram a se ausentar da compra de gado.

“De qualquer forma, o movimento ainda é sólido, com uma demanda extremamente aquecida e bom potencial para continuidade deste movimento no curto prazo”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 291,42
  • Goiás: R$ 269,11
  • Minas Gerais: R$ 283,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 281,36
  • Mato Grosso: R$ 245,20

Mercado atacadista

O mercado atacadista segue com preços firmes, e o viés ainda é de alta dos preços no decorrer da primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 16,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50 por quilo. A ponta de agulha segue precificada a R$ 15,50.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,34%, sendo negociado a R$ 5,4554 para venda e a R$ 5,4534 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4515 e a máxima de R$ 5,5202. Na semana, a moeda teve valorização de 0,36%.



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