terça-feira, agosto 11, 2026

Autor: Redação

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É possível proteger a lavoura com eficiência e sustentabilidade?



Controle das lavouras é um dos pilares para garantir segurança alimentar


Foto: Divulgação

O controle fitossanitário das lavouras é um dos pilares para garantir a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro. Com pragas e doenças cada vez mais resistentes, o manejo exige precisão, eficiência e, acima de tudo, sustentabilidade. Nesse contexto, práticas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) têm ganhado força entre os produtores, combinando defensivos químicos, biológicos e estratégias preventivas que minimizam custos e impactos ambientais.

De acordo com a Embrapa, técnicas de monitoramento regular, como o uso de armadilhas e drones para identificar infestações precocemente, têm sido fundamentais para evitar perdas econômicas .O equilíbrio entre controle químico e biológico é essencial para garantir resultados eficientes e proteger o meio ambiente. As soluções biológicas, como o uso de parasitoides e fungos entomopatogênicos, estão crescendo em aceitação por serem altamente específicas e sustentáveis.

A demanda por soluções mais sustentáveis está também alinhada às exigências do mercado externo, que busca produtos com menor resíduo químico. Exportadores de frutas e grãos, por exemplo, já estão sendo pressionados por barreiras fitossanitárias que incentivam o uso de tecnologias mais limpas e processos rastreáveis. 

O avanço da agricultura digital tem revolucionado o manejo fitossanitário. Aplicativos de mapeamento, conectados a sensores em campo, oferecem dados precisos sobre a saúde da plantação, permitindo ações mais assertivas e reduzindo o uso indiscriminado de defensivos. A popularização de drones também tem sido um diferencial, possibilitando pulverizações localizadas em áreas infestadas, o que reduz custos e protege regiões não afetadas.

Entretanto, o Brasil enfrenta desafios como a falta de acesso de pequenos produtores a essas tecnologias e o custo elevado de alguns produtos biológicos. Para superar essas barreiras, iniciativas como a Parceria Público-Privada para o Desenvolvimento do Controle Biológico (PPBio) estão promovendo o desenvolvimento de soluções acessíveis e fomentando o mercado de bioinsumos.





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Produção de algodão no Brasil cresce, mas enfrenta desafios




Fungos são um problema
Fungos são um problema – Foto: Canva

O Brasil mantém sua posição de destaque como terceiro maior produtor mundial de algodão, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa). No entanto, os produtores enfrentam desafios crescentes com a mancha-alvo, doença fúngica que pode reduzir a produtividade em até 40% em condições severas, conforme estudos da Embrapa. A doença afeta principalmente as folhas, causando desfolha precoce e comprometendo a qualidade e o peso final da fibra, explica Diego Palharini, consultor técnico da Tropical Melhoramento & Genética (TMG).  

A sobrevivência do fungo nos restos culturais e as condições climáticas favoráveis, como temperaturas entre 20°C e 30°C e alta umidade, são fatores que intensificam a disseminação da doença nas regiões produtoras. O controle químico tem mostrado eficiência reduzida, tornando o manejo integrado uma estratégia indispensável. Práticas como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo de restos culturais e uso de fungicidas no tratamento de sementes são recomendadas, especialmente porque não há cultivares totalmente resistentes à mancha-alvo.  

A escolha de cultivares menos suscetíveis é fundamental. Palharini destaca que utilizar soja moderadamente resistente à mancha-alvo em áreas destinadas ao algodão pode reduzir o inóculo no solo, amenizando os impactos da doença no início do ciclo. Além disso, a combinação de cultivares tolerantes a outras doenças, como a ramulária, permite um manejo mais direcionado e eficiente da mancha-alvo, potencializando o controle.  

Empresas como a TMG continuam investindo no desenvolvimento de cultivares com bom desempenho frente à doença. A adoção de estratégias integradas permanece como o caminho mais eficaz para mitigar as perdas, garantindo a sustentabilidade da produção brasileira de algodão.  

 





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‘Assunto encerrado’, diz ABPA sobre polêmica com o Carrefour



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nota nesta terça-feira (26) em que afirma ter recebido de forma positiva a retratação apresentada pelo CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

“Em contraposição ao equívoco de sua primeira manifestação, a nova carta de Bompard faz jus à maior organização varejista atuante no Brasil”, diz o texto da entidade.

Para a ABPA, a missiva do executivo deixa “claro o reconhecimento aos enormes esforços dos produtores brasileiros para a produção de proteínas com elevados padrões sanitários e de qualidade, que são fundamentais para a segurança alimentar do Brasil e de mais de 150 países em todo o mundo. Por isto, a ABPA e seus associados consideram o tema encerrado”.

A Associação diz que a carta de Bompard vai ao encontro de uma relação sólida construída entre o mercado europeu e o setor exportador de proteína animal do Brasil, que desde o ano 2000 já exportou cerca de 7,7 milhões de toneladas de carne de frango para a União Europeia, atendendo aos mais elevados critérios sanitários estabelecidos pelas autoridades do continente, uma parceria que gerou mais de US$ 17 bilhões em receitas cambiais para o Brasil, com impactos diretos na geração de emprego e renda no interior do país.

“Ao mesmo tempo, cabe ressaltar o incontestável apoio do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, juntamente com Secretário de Relações Internacionais, Luís Rua, na forte defesa da imagem da cadeia produtiva de proteína animal do Brasil. As palavras do Ministro e de seu Secretário nortearam os setores neste trabalho conjunto entre Governo e setor privado, em prol da soberania e do respeito ao Brasil como um dos maiores players globais na produção de alimentos”.

Assunto parece não estar encerrado

Apesar da nota de apaziguamento da ABPA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (26), que vai adotar medidas junto à União Europeia contra o Grupo Carrefour e demais empresas francesas que anunciaram que deixariam de comprar carne de países do Mercosul.

“Nós fomos surpreendidos pela atitude do Carrefour e outras empresas que, de uma hora para outra, procuraram mostrar uma imagem de que a carne que estamos colocando na Europa não é uma carne de qualidade, não atende os padrões europeus. Isso não é verdade porque o Brasil se tornou o maior exportador do mundo, não só atendemos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio como também China e países asiáticos. Diante dessa acusação, nos vimos obrigados a buscar nosso escritório em Bruxelas [capital da Bélgica] e nosso escritório de advocacia que nos atende em Bruxelas para entrar com as ações devidas para buscar esclarecimento da verdade”, afirmou o presidente da CNA, João Martins.

Outro que se manifestou contrário à finalização do imbróglio foi o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. “A carta do Carrefour foi muito fraca dado o estrago de imagem que o CEO do Carrefour produziu”, disse nesta terça, após participar da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “É importante não minimizar o que aconteceu”, defendeu Lira.



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Projeto que amplia recursos para o seguro rural é aprovado



A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR) aprovou o substitutivo ao PL 209/2024 nesta terça-feira (26). A medida visa ampliar o alcance do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Originalmente proposto pelo deputado Domingos Neto, a proposta altera a Lei nº 10.823/2003 para incluir os saldos remanescentes do ressarcimento das contas PIS e Pasep como fonte de financiamento no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

De acordo com o deputado Pezenti, relator do projeto, a medida representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a proteção dos agricultores contra riscos climáticos, pragas e
flutuações de mercado.

“O seguro rural é uma ferramenta indispensável para a resiliência do setor agrícola, e a injeção de novos recursos proporcionará maior estabilidade econômica às atividades rurais, especialmente para os pequenos e médios produtores”, destacou o parlamentar.

Impactos para o setor agrícola

O deputado também destaca que o uso de recursos remanescentes do PIS/Pasep pode trazer mais estabilidade financeira ao Seguro Rural, frequentemente limitado por oscilações no orçamento público.

“Essa medida é vital para assegurar a continuidade das atividades agrícolas e fortalecer as cadeias de suprimento, sobretudo em regiões dependentes da agricultura”, afirmou Pezenti.

Já o autor da proposta, deputado Domingos Neto, disse que o Seguro Rural desempenha papel fundamental na agricultura, permitindo que os produtores invistam na expansão e modernização das atividades.

“A alocação dos saldos remanescentes do PIS/Pasep para o aporte do seguro rural é considerada um investimento estratégico e sustentável, gerando benefícios diretos para o setor agrícola, a segurança alimentar e a economia do país”, disse Neto.

Na justificativa, Pezenti enfatizou que a iniciativa é estratégica não apenas para a segurança alimentar nacional, mas também para a sustentabilidade econômica dos pequenos e médios produtores. Além disso, o projeto promove eficiência na alocação de recursos, aspecto essencial para impulsionar o agronegócio brasileiro em um cenário de incertezas climáticas e econômicas.

O projeto agora segue para análise nas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



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Boi gordo permanece em alta, mas dá sinais de acomodação; veja cotações


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguns negócios saindo acima das referências médias, em um dia mais lento em termos de movimentação.

“É possível que o movimento de alta comece a perder intensidade, bastante natural diante de alguns gargalos, em especial no mercado doméstico”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, com o baixo poder de compra da população, parece improvável que o movimento de alta dos preços da carne bovina seja contínuo.

“As exportações seguem em alto nível, com volume recorde de embarques, mês após mês. Esta é a variável chave para justificar o recente comportamento dos preços da arroba do boi gordo“.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 354,42
  • Goiás: R$ 353,75
  • Minas Gerais: R$ 333,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 341,48
  • Mato Grosso: R$ 331,01.

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista voltou a apresentar alguma alta em seus preços no decorrer da terça-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela recuperação dos preços no curto prazo.

“No entanto, é importante mencionar que os preços da carne bovina aparentam estar próximos do seu limite, e alguns cortes já apresentam maior dificuldade de repasse, sinal que o processo de migração para outras proteínas está se intensificando”.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,50 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,50 por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,8080 para venda e a R$ 5,8060 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7825 e a máxima de R$ 5,8280.



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Confira os preços de hoje da soja no Brasil e em Chicago


O mercado brasileiro de soja teve mais um dia lento. Segundo a consultoria Safras & Mercado, alguns negócios foram observados, com a indústria comprando a preços firmes, mas pontualmente.

De maneira geral, os compradores estão reduzindo os níveis das indicações, enquanto os vendedores resistem em ceder nos preços.

De acordo com a Safras, nos portos, o cenário permanece estabilizado, enquanto o mercado interno apresenta cotações variando de estáveis a ligeiramente mais baixas, refletindo ajustes localizados.

A Bolsa de Chicago e o dólar, operando de forma lateral, trazem pouca influência ao mercado no momento.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 132 para R$ 133
  • Região das Missões: avançou de R$ 131 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande: estabilizou em R$ 141
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 142 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): recuou de R$ 145 para R$ 142
  • Dourados (MS): continuou em R$ 135
  • Rio Verde (GO): valorizou de R$ 133 para R$ 134

Bolsa de Chicago

dólardólar
Foto: Pixabay
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira perto da estabilidade. O óleo disparou e o farelo registrou perdas.
O mercado tentou manter o movimento de recuperação técnica, através de cobertura de posições vendidas, mas a notícia que Donald Trump deverá impor uma tarifa adicional de 10% sobre as importações chinesas limitou a alta.

No óleo, o impacto foi positivo para as cotações. Uma maior tarifa à China é interpretada pelo mercado como uma oportunidade de aquecimento da demanda de soja dos Estados Unidos para a fabricação de biodiesel, em detrimento do óleo reutilizável chinês.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 2,25 centavos de dólar, ou 0,22%, a US$ 9,83 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,94 por bushel, com perda de 0,25 centavo, ou 0,02%. As demais posições tiveram leve alta.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,60 ou 1,90% a US$ 288,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 41,59 centavos de dólar, com alta de 1,38 centavo ou 3,34%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,8033 para venda e a R$ 5,8013 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7759 e a máxima de R$ 5,8204.



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Restrição na oferta sustenta preços


De acordo com o Relatório da Hedgepoint Global Markets, as condições climáticas adversas, como seca e altas temperaturas, podem impactar negativamente o potencial produtivo da safra de café 25/26 no Brasil, especialmente no caso do café arábica. A expectativa é de uma leve retração na produção deste grão, estimada em 1,4%, enquanto o café conilon deve apresentar um aumento significativo de 12,2% em relação ao ano anterior.

Essas previsões também refletem uma tendência global, com países como o Vietnã já registrando sinais de retração na comercialização de café. A maioria das origens deve enfrentar estoques finais menores, o que pode contribuir para um cenário de oferta restrita no mercado internacional. 

A combinação desses fatores, aliada ao clima desfavorável no Brasil, pode continuar a sustentar os preços do café no mercado, mesmo diante das oscilações sazonais que caracterizam o setor. A oferta reduzida, especialmente do Brasil, maior produtor mundial, deve manter a pressão sobre os preços, tornando o produto mais valioso no mercado global.

Com isso, o mercado de café deve permanecer volátil, com uma oferta limitada impactando diretamente a comercialização, podendo gerar ganhos em valor, embora com variações de acordo com as flutuações sazonais. “Embora nossas estimativas sobre a produção de conilon para o período, em relação a 24/25, projetem alta de 12,2%, chegando a 22,6 milhões de sacas, a safra de arábica pode apresentar queda de 1,4%, totalizando 42,6 milhões de sacas”, diz Laleska Moda, analista de Café da Hedgepoint.

 “Inicialmente, estimamos a oferta total de café no país em 65,2 milhões de sacas, avanço de 2,9% em relação à safra anterior, de 63,4 milhões de sacas, mas as condições climáticas futuras podem alterar nossas projeções”, observa a analista.

 





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CNA vai adotar medidas legais contra Carrefour e empresas francesas



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (26), que vai adotar medidas junto à União Europeia contra o Grupo Carrefour e demais empresas francesas que anunciaram que deixariam de comprar carne de países do Mercosul.

“Nós fomos surpreendidos pela atitude do Carrefour e outras empresas que, de uma hora para outra, procuraram mostrar uma imagem de que a carne que estamos colocando na Europa não é uma carne de qualidade, não atende os padrões europeus. Isso não é verdade porque o Brasil se tornou o maior exportador do mundo, não só atendemos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio como também China e países asiáticos. Diante dessa acusação, nos vimos obrigados a buscar nosso escritório em Bruxelas [capital da Bélgica] e nosso escritório de advocacia que nos atende em Bruxelas para entrar com as ações devidas para buscar esclarecimento da verdade”, afirmou o presidente da CNA, João Martins.

O consultor jurídico da entidade Carlos Bastide Horbach, esclareceu o passo-a-passo do trâmite: “Sob orientação do presidente João Martins, o jurídico da CNA já está em tratativa com o escritório que atende a Confederação em Bruxelas para avaliar essa ação do Carrefour e de diversas outras empresas francesas. E com apoio do governo francês, como demonstra a recente fala da ministra da agricultura da França, medidas essas que podem caracterizar uma violação das regras de defesa da concorrência da União Europeia. Por isso, a CNA vai formalizar uma reclamação junto aos órgãos da União Europeia para fazer valer a liberdade econômica e a proteção da produção brasileira naquele mercado específico”.



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Sete novas marcas de café estão impróprias para consumo; veja quais


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulga aos consumidores o alerta de risco de sete novas marcas e lotes de café torrado que foram desclassificadas, após serem consideradas impróprias para o consumo.

Nelas foram detectadas presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido na Portaria 570/2022, que estabelece o padrão oficial de classificação do café torrado.

O documento considera como “matérias estranhas” detritos de qualquer natureza, sem relação com o café, tais como grãos ou sementes de outras espécies vegetais, areia, pedras ou torrões. Já as impurezas são elementos provenientes do cafeeiro, como cascas e paus.

Redução de fraudes

As apreensões de lotes de cafés impróprios para consumo fazem parte do Programa Nacional de Prevenção e Combate à Fraude e Clandestinidade em Produtos de Origem Vegetal (PNFraude).

O objetivo é diminuir a ocorrência de fraudes e promover a regularidade de estabelecimentos produtores de produtos de origem vegetal.

Após análise dos laudos laboratoriais e notificação das empresas responsáveis, o Mapa divulga os dados e determinará o recolhimento dos produtos inadequados.

Marcas e lotes de café desclassificados

marcas de café impróprias para consumomarcas de café impróprias para consumo
Foto: Divulgação Mapa

Orientação aos consumidores

O Ministério orienta os consumidores que adquiriram esses produtos a interromper o consumo e solicitar a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias podem ser feitas pelo canal Fala.BR, informando o estabelecimento e o endereço da compra.

“É importante ressaltar a interpretação correta dos critérios específicos que fundamentam a lista a fim de evitar equívocos e interpretações injustas. Os lotes desclassificados resultam do cruzamento de dados como marca, lote, empresa responsável, unidade federativa do embalador, presença de registro no CGC/MAPA e tipos específicos de irregularidades, que podem variar entre problemas de composição e questões administrativas”, diz o Mapa, em nota.



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Produtividade dos canaviais no Centro-Sul cai 20% em outubro



A produtividade média dos canaviais da região Centro-Sul do Brasil registrou queda de 20% em outubro quando comparada com igual período da safra anterior, segundo o Boletim de Olho na Safra, divulgado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

No mês passado, foram colhidas 61,7 toneladas por hectare, ante 77,4 toneladas/ha em outubro de 2023.

Apesar do recuo mensal, o rendimento acumulado da safra 2024/25 está alinhado à média das últimas dez temporadas, com 80,0 toneladas por hectare, de acordo com o Programa de Benchmarking do CTC, que indica uma média histórica de 79,7 toneladas por hectare.

Em contrapartida, a qualidade da matéria-prima apresentou melhora. O Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado da safra atingiu 138,3 kg de ATR por tonelada de cana, superando os 137,0 kg/t registrados na safra passada, um reflexo da menor incidência de chuvas, afirma o CTC.



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