O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar recuperação dos preços, ainda que de forma moderada, neste início de semana.
As escalas de abate permanecem encurtadas em grande parte do país, de acordo com avaliação da consultoria Safras & Mercado, o que tem levado as indústrias a aumentar seus preços de compra de gado.
A oferta de fêmeas vem apresentando redução, o que ajuda a entender o atual cenário de negócios. Já as exportações de carne bovina permanecem em alto nível, com o Brasil apresentando boas condições para estabelecer um novo recorde de embarques na atual temporada, disse o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado.
Preços médios da arroba de boi gordo hoje no Brasil
São Paulo: R$ 317,17
Goiás: R$ 304,64
Minas Gerais: R$ 302,35
Mato Grosso do Sul: R$ 305,34
Mato Grosso: R$ 300,41
Atacado
O mercado atacadista iniciou a semana com preços acomodados para a carne bovina. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 o quilo. O quarto dianteiro permanece a R$ 18,50 o quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 17 o quilo.
Exportações
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 797,063 milhões em março (13 dias úteis), com média diária de US$ 61,312 milhões.
A quantidade total exportada pelo país chegou a 163,297 mil toneladas, com média diária de 12,561 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.881,00.
Em relação a março de 2024, houve alta de 62,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 51,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 7,8% no preço médio.
O mercado brasileiro de soja teve poucos negócios nesta segunda-feira (24). Os preços ficaram mistos, com a Bolsa de Chicago encerrando em leve queda e o dólar subindo moderadamente em relação ao real. Os prêmios recuaram no dia.
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Confira os preços da soja:
Passo Fundo (RS): manteve em R$ 129,00
Santa Rosa (RS): manteve em R$ 130,00
Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
Cascavel (PR): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
Porto de Paranaguá (PR): caiu de R$ 134,00 para R$ 133,50
Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,50 para R$ 116,00
Dourados (MS): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa moderada. A proximidade do início da implementação de tarifas recíprocas pelos Estados Unidos mantém o mercado sob pressão.
Os agentes temem que a guerra comercial entre Estados Unidos e China se intensifique, deslocando a demanda do principal comprador do mundo para a América do Sul. Com a entrada da maior safra da história do Brasil, esse movimento já acontece naturalmente e está ajudando a pressionar as cotações.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 822.214 toneladas na semana encerrada no dia 20 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 657.836 toneladas.
USDA
O mercado também se posiciona frente ao relatório de intenção de plantio dos Estados Unidos, que será divulgado no dia 31 pelo USDA. O sentimento inicial é que os produtores aumentarão a área de milho em detrimento da soja.
Contratos futuros da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar ou 0,24% a US$ 10,07 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 10,19 1/2 por bushel, perda de 2,00 centavos ou 0,19%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,70 ou 0,89% a US$ 297,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 42,15 centavos de dólar, com alta de 0,14 centavo ou 0,33%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 5,7518 para venda e a R$ 5,7498 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7028 e a máxima de R$ 5,7723.
A repressão na fronteira dos Estados Unidos com o México determinada pela gestão do presidente Donald Trump visando o combate do fentanil – um anestésico 100 vezes mais forte do que a morfina e 50 vezes mais viciante do que a heroína – resultou em mais apreensão de ovos do que da droga. As informações são do jornal The Telegraph.
Citando dados da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), a publicação britânica informa que foram registradas 3.768 apreensões de produtos avícolas contra 352 de fentanil.
O aumento de 36% nas interceptações de ovos em todo o país é atribuído à alta nos preços, com um crescimento ainda mais significativo em áreas como Texas e San Diego, na Califórnia.
A diferença de preço entre os ovos nos EUA e em outros países é apontada como principal motivo para o contrabando, ainda segundo o The Thelegraph. O surto de gripe aviária, que forçou o abate de rebanhos inteiros, é um dos fatores que impulsionaram os preços dos ovos nos EUA, levando a situações como a venda de ovos individuais em bodegas de Nova York.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou um investimento de até US$ 1 bilhão (R$ 5,72 bilhões) para combater a alta dos preços, incluindo medidas de biossegurança em granjas.
A importação não oficial de ovos é proibida devido ao risco de propagação de doenças.
Do US$ 1 bilhão anunciado pela USDA, US$ 100 milhões (R$ 572 milhões) estão planejados para serem investidos em vacinas. Segundo a Associated Press, isso só não foi posto em prática antes devido à preocupação com as exportações de frango, que valem bilhões.
As vacinas contra a gripe aviária poderiam evitar o abate de milhões de frangos, impactando o preço dos ovos nos EUA. De um lado, produtores de ovos e perus, mais afetados pelo vírus, apoiam a vacinação. De outro, produtores de carne de frango temem impactos nas exportações.
No meio disso tudo, fica o consumidor, que chega a pagar até US$ 6 (R$ 34,34) a dúzia de ovos nos Estados Unidos.
A Seleon Biotecnologia, de melhoramento genético bovino, expandiu sua atuação para a equinocultura com um investimento de R$ 10 milhões.
A empresa, sediada em Itatinga (SP), anunciou em nota que está reestruturando uma propriedade para inaugurar a primeira central brasileira de coleta e processamento de sêmen equino baseada em modelos internacionais.
Com inauguração prevista para o segundo semestre, a central seguirá protocolos sanitários rigorosos para atender garanhões de elite do Brasil e do exterior.
A estrutura contará com um laboratório, banco criogênico e tecnologias para garantir a qualidade e segurança do material genético, afirmou a Seleon na nota.
“O Brasil tem uma tropa superior a 5 milhões de cavalos, mas a reprodução ocorre majoritariamente nos próprios haras, sem o controle sanitário necessário, em sua maioria. Há um vasto mercado a ser explorado, e queremos ajudá-los nesse processo”, disse o diretor executivo da Seleon, Rafael Zonzini, na nota.
O projeto oferecerá redondel, pistas de grama e areia, cercados para soltura e controle alimentar rigoroso.
“A expertise que desenvolvemos no melhoramento genético bovino ao longo da última década agora será direcionada à equinocultura, trazendo avanços significativos para os criadores”, disse Zonzini.
A Seleon projeta retorno do investimento em três anos. Nos planos da empresa estão, ainda, a criação de um espaço para encontros de criadores e desfiles de cavalos, além de parcerias com seguradoras para ampliar o suporte ao setor.
No mercado de milho do Rio Grande do Sul, algumas indústrias bem posicionadas para abril, não estão forçando o mercado, mas quem está curto, sujeita-se a vontade do vendedor, pois não tem opção de onde vir milho, segundo informações da TF Agroeconômica. “Armazenadores, realizam vendas, na medida que o produtor vende. Vendas já atingiram patamares de mais de 55% do que está sendo colhido no estado. Pedidas variam de R$ 75,00 a R$ 80,00 interior, março/abril cheio. preços de pedra em Panambi, subiram para R$ 69,00 a saca”, comenta.
Em Santa Catarina, cooperativas locais estão pagando R$70,00 em Campo Alegre, R$ 69,00 em Papanduva, R$71,00 para o oeste do estado e R$ 71,00 para a região serrana. “No porto, foram vistos valores entre R$ 72,00 para entrega em agosto e pagamento em 30/09 até R$ 73,00 para entrega em outubro e pagamento em 28/11”, completa.
No Paraná, as ofertas para o milho spot giram ao redor de R$ 72,00/saca no interior. “Para a safrinha no porto de Paranaguá os compradores oferecem R$ 69,50 com entrega em agosto e pagamento em 30/09, R$ 70,50 com entrega em setembro e pagamento em 30/10, R$ 71,50 com entrega em outubro e pagamento em 30/11 e R$ 72,30 com entrega em novembro e pagamento em 30/12”, indica.
No Mato Grosso do Sul os preços oscilaram. “As cotações no mercado físico ficaram estáveis. Campo Grande, assim como em Maracaju. Chapadão caiu -3,14% para R$ 73,61, Dourados subiu 2,70% para R$ 77,84. Os relatos são de negociações pontuais no estado, sem a indústria pressionando novas altas”, conclui a consultoria agroeconômica.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao Japão, participou nesta segunda-feira (24) de uma reunião com a Japan Meat Trade Association, em Tóquio. Em nota, a pasta disse que a Japan Meat Trade Association representa todos os importadores japoneses de proteínas.
“Sobre a abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira, já temos avanços previstos a partir desta viagem. Esperamos que as autoridades japonesas anunciem a visita de técnicos especializados ao Brasil para conhecer nosso sistema produtivo, incluindo frigoríficos e medidas sanitárias”, disse o ministro.
“Além disso, estamos prestes a receber, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o certificado que reconhece todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, uma exigência fundamental do Japão. Esse reconhecimento deve ocorrer em maio e, com a visita dos especialistas japoneses, estaremos dando um passo decisivo para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira.”
Integrante da comitiva, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luis Rua, disse que no encontro o Brasil reafirmou a “qualidade, a sanidade, a complementariedade e a estabilidade das proteínas” produzidas por aqui.
“O mercado japonês é um mercado de alto valor agregado, e o Brasil tem trabalhado para que possamos conseguir, em um breve espaço de tempo, acesso a esse importante mercado”, destacou.
Na terça-feira (25), Fávaro vai se encontrar com o ministro da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão, Taku Eto, para tratar das questões sanitárias e técnicas, com o pedido de uma visita dos técnicos japoneses ao Brasil para avaliar o sistema sanitário brasileiro.
A última semana de março será marcada por contrastes climáticos em diferentes regiões do Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), áreas do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e parte da região Sul devem registrar chuvas significativas, enquanto outras localidades enfrentarão tempo seco e temperaturas elevadas.
O levantamento, com base no modelo numérico Cosmo, é válido de 24 a 31 de março e destaca as regiões com maior risco de temporais, ventos fortes e calor acima da média.
Mapa de chuva acumulada no período. Fonte: Inmet
Norte terá chuva intensa e temperaturas elevadas
Na região Norte, os maiores acumulados de chuva estão previstos para o oeste do Amazonas, Pará, Amapá, leste do Tocantins e Rondônia, com volumes acima de 60 mm.
Em Roraima, nordeste do Amazonas e noroeste do Pará, a precipitação deve ser inferior a 40 mm.
As temperaturas máximas continuam elevadas, ultrapassando os 34 °C em grande parte da região, com mínimas acima de 26 °C ao longo da semana.
Nordeste com destaque para o norte do Maranhão e do Piauí
A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue provocando instabilidade no norte do Maranhão, Piauí e litoral do Ceará, com acumulados superiores a 60 mm entre os dias 28 e 30.
Já na faixa leste, entre o Rio Grande do Norte e Pernambuco, os volumes devem ser inferiores a 20 mm, e algumas áreas do interior da Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco podem nem registrar chuva.
O calor predomina no centro-leste da região, com máximas acima de 34 °C.
Centro-Oeste: risco de granizo no início da semana
No Centro-Oeste, chuvas irregulares são previstas no noroeste de Mato Grosso, norte de Goiás e no Distrito Federal, com volumes que podem superar os 50 mm.
O sul e oeste de Mato Grosso do Sul terão pancadas intensas, com possibilidade de ventos de até 60 km/h e queda de granizo. A partir do sábado (29), os acumulados caem para menos de 20 mm no leste do estado. As máximas podem ultrapassar os 34 °C na divisa com São Paulo e Paraná.
Sudeste com contraste entre chuva e tempo firme
O Sudeste terá chuvas superiores a 60 mm na divisa entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No norte de Minas e em parte do centro-sul paulista, o tempo será firme, com volumes abaixo de 10 mm.
As temperaturas máximas ultrapassam os 34 °C no norte mineiro e oeste paulista, enquanto as mínimas ficam acima de 22 °C, exceto em áreas mais elevadas do sul de Minas e leste de São Paulo.
Região Sul começa com tempestades e termina com estabilidade
A parte oeste da região Sul terá temporais no início da semana, com até 50 mm em 24 horas, ventos fortes e risco de granizo. Porém, a tendência é de tempo mais estável a partir do final de semana.
O calor será mais intenso no norte do Paraná e no oeste de Santa Catarina, com máximas que podem passar dos 34 °C, enquanto o leste da região terá temperaturas mais amenas, variando entre 24 °C e 28 °C.
Temperaturas elevadas predominam no Brasil
De forma geral, as temperaturas máximas continuarão em elevação, especialmente em Roraima, centro-leste do Nordeste, norte de Minas e divisa entre Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.
No sábado, o sul da Bahia e o norte de Minas podem registrar máximas acima de 34 °C. As mínimas permanecem altas nas regiões Norte, Centro-Oeste e parte do Sudeste, com exceção do sul de Minas, leste de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, onde podem cair abaixo de 18 °C.
Com esse cenário, produtores rurais e moradores devem ficar atentos às mudanças rápidas no clima, aos riscos de temporais e à exposição prolongada ao calor intenso, especialmente nas áreas mais secas do país.
O Paraná, um dos principais estados produtores de proteína animal do Brasil, agora quer fortalecer a pecuária de corte. Com um rebanho de cerca de 7 milhões de cabeças e 36 mil propriedades dedicadas à atividade, o estado lançou o Programa Pecuária Moderna, uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, o Sistema FAEP e outras entidades do setor. O objetivo é aumentar a produtividade, incorporar inovações tecnológicas e melhorar os índices zootécnicos da atividade.
A iniciativa prevê ações voltadas para a realidade de cada região e inclui capacitações técnicas, aprimoramento genético do rebanho e boas práticas de manejo. Jefrey Kleine Albers, gerente do Departamento Técnico e Econômico da FAEP, explica que a estratégia inclui visitas a propriedades modelo para incentivar a adoção de novas práticas.
“A ideia é criar unidades de referência e levar produtores para conhecer realidades de sucesso, onde manejos diferenciados trouxeram melhores resultados. O Paraná tem grande aptidão para a pecuária de corte e merece essa atenção”, destaca Albers.
Atualmente, a produção paranaense gira em torno de 100 a 120 quilos por hectare/ano, um volume considerado baixo. O pecuarista Rodolpho Botelho destaca que o setor está passando por uma mudança de ciclo.
“A pecuária de corte é cíclica. Com a perda de área para a agricultura, tivemos um abate maior de fêmeas nos últimos anos, o que deve resultar em uma menor oferta de bezerros e, consequentemente, em uma mudança de rentabilidade para o produtor”, explica Botelho.
De acordo com especialistas, a oferta e a demanda do setor devem se equilibrar entre o final de 2025 e o início de 2026, impulsionando ainda mais o mercado e incentivando os pecuaristas a investirem em melhorias.
“A perspectiva para o produtor mais antenado é de melhora com a entrada desse novo ciclo. O momento agora é ideal para capacitação e aprimoramento do desempenho produtivo”, ressalta Botelho.
Em parceria com a CNA e Embrapa, além do apoio da ABCZ, o Canal Rural lança o projeto multiplataforma Memórias do Brasil Rural, com o objetivo de criar o primeiro acervo audiovisual integrado do agronegócio brasileiro, resgatando registros históricos e incluindo depoimentos de personalidades e registros familiares de produtores rurais. A estreia está marcada para esta quarta-feira (26) no Canal Rural, às 18h.
Nesta terça-feira (25), acontece o evento de lançamento do projeto, na sede da CNA em Brasília, às 18h, com a presença de personagens que fazem parte da produção, autoridades e lideranças do agronegócio.
Um dos objetivos do projeto é recuperar e digitalizar conteúdos do acervo do Canal Rural e das entidades parceiras. Além desse resgate histórico, o Memórias do Brasil Rural vai apresentar histórias de personagens do agro, cujas vidas estão entrelaçadas com a própria construção do setor, utilizando acervos pessoais e inteligência artificial. Como terceira frente de trabalho, todos os conteúdos digitalizados do arquivo do Canal Rural e dos demais acervos serão editados em formatos menores para serem exibidos ao longo da programação.
“Temos um grande desafio de melhorar a imagem do setor e essa tarefa só será possível quando contarmos a nossa história e reconhecermos os nossos heróis. O caminho do resgate da memória audiovisual foi a forma que encontramos para ajudar nesta missão e isso é urgente de ser feito para não perdermos os acervos que estão espalhados pelo país”, afirma Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.
Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura
Por meio dos acervos pessoais, será exibida uma série que terá o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues no primeiro episódio. Ainda nesta primeira temporada, constam outros nomes expressivos do segmento, como João Martins, Carminha Missio, Eliseu Alves, Francisco Turra, Cirne Lima e José Humberto Martins. No fim de cada episódio, os entrevistados projetam o que o agro brasileiro precisa realizar nos próximos anos para cumprir a missão de alimentar o mundo.
Raça nelore chega ao Brasil
De saída, o projeto apresenta pílulas do acervo já recuperado com fatos marcantes do agro nacional, como a aprovação da legislação de transgênicos, a votação do novo Código Florestal, o reconhecimento da primeira área no Brasil de livre de febre aftosa com vacinação e a importação da raça nelore para o país.
Segundo informações da meteorologia do Canal Rural, há previsão de boas condições climáticas para as principais regiões produtoras de soja no Brasil. A umidade estará equilibrada na maior parte do território nacional, o que beneficia tanto a colheita da commodity quanto o desenvolvimento do milho segunda safra.
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O tempo no país
No Centro-Oeste, a previsão é de 50 mm de chuva em cinco dias, o que garante boa umidade sem prejudicar os trabalhos em campo. No Nordeste, incluindo a região do Matopiba, os volumes previstos variam em torno de 30 mm no mesmo período, favorecendo a umidade do solo e contribuindo para o crescimento das lavouras.
Na parte Norte do país, a atenção está voltada para o estado do Pará e Rondônia, onde os acumulados de chuvas podem ultrapassar 80 a 100 mm nos próximos cinco dias. Esses altos volumes podem dificultar as atividades de colheita em algumas regiões.
Além disso, no Sudeste, São Paulo deve receber chuvas entre 30 e 40 mm, enquanto Minas Gerais, especialmente na região de Unaí, pode ter volumes entre 50 e 80 mm. Essas precipitações ajudarão a manter a umidade do solo em níveis adequados para o desenvolvimento das lavouras.
Já no Sul, as chuvas retornam com volumes expressivos, especialmente para o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O acumulado deve variar entre 50 e 80 mm, com destaque para o centro-norte do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde os volumes podem superar os 100 a 150 mm. Essa alta umidade pode prejudicar a colheita da soja, mas, por outro lado, será benéfica para o milho segunda safra no Paraná.