Ppreços médios dos feijões conseguiram se sustentar
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Foto: Divulgação
Apesar de a liquidez ter sido menor ao longo da semana passada, levantamento do Cepea mostra que os preços médios dos feijões conseguiram se sustentar, especialmente os do feijão carioca – para o grão preto, foram verificadas variações distintas dentre as regiões.
Quanto ao carioca, as altas ainda prevalecem, com as variações mais intensas nos valores dos de notas entre 8,0 e 8,5, em comparação aos melhores tipos. Enquanto isso, agentes consultados pelo Cepea seguem atentos ao cultivo da nova temporada nas diferentes regiões e às atividades de colheita em São Paulo, que está na reta final, e no Paraná, que está se iniciando.
Especificamente no Paraná – maior produtor nacional de feijão e responsável por mais de 25% da oferta nas últimas quatro safras –, a produção deve cair na safra 2025/26. Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações registradas em 2025 têm desestimulado o cultivo do grão. Dados do Deral/Seab apontam que, no agregado, a oferta paranaense de 2025/26 pode somar 744,6 mil toneladas, 11,5% abaixo da de 2024/25.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou nesta terça-feira (23) que vai destinar até R$ 106 milhões para a compra emergencial de leite em pó. O investimento vai ter execução imediata, por meio da modalidade Compra Institucional, no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Ao todo, vão ser adquiridos mais de 2,5 mil toneladas do produto, com foco nos estados da região Sul do país, a principal produtora de leite do Brasil. Segundo a estatal, a medida tem o objetivo de mitigar o cenário de crise enfrentado pelos produtores, causada pelo excesso de produção no campo.
“Essa ajuda é fruto de uma intensa mobilização que fizemos em Brasília para o setor leiteiro seguir incentivado a produzir”, afirmou o presidente da Conab, Edegar Pretto. A declaração ocorreu após reunião em Porto Alegre (RS) com representantes do setor leiteiro. Também participaram o diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto, e o superintendente regional do estado, Glauto Lisboa.
A produção brasileira de leite em 2024 foi de 35,6 milhões de litros, de acordo com dados divulgados pelo governo federal. Para este ano, Pretto aponta que o país “teve uma produção de leite acima de outros”, o que reforça a perspectiva de produção excedente. Segundo ele, a intenção da compra é “enxugar” parte desse mercado, com a expectativa de que o preço pago aos produtores retorne a patamares mais elevados.
Para efeitos de comparação, o preço médio do leite pago ao produtor calculado pelo Cepea fechou outubro em R$ 2,2996/litro, na Média Brasil. Em estados de grande relevância, como o Rio Grande do Sul, a cotação média é de R$ 2,2170/litro. Em Santa Catarina, a situação é semelhante: o litro do leite está precificado em R$ 2,2040.
Setor reconhece ação, mas pede medidas mais amplas
Na avaliação do presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva, a medida anunciada pela Conab é positiva. “Os produtores de leite estão numa situação muito difícil e qualquer apoio é muito bem-vindo”, disse. Nesse sentido, a expectativa do dirigente é que a ação também ajude a impulsionar o setor leiteiro nacional.
O presidente da Cooperativa Regional dos Assentados da Fronteira Oeste (Coperforte) de Santana do Livramento, Elio Müller, também enxerga a medida como um alívio para as entidades do setor leiteiro. Ele enfatizou a situação problemática do mercado, com preços muito baixos aos produtores. “Saímos daqui satisfeitos com essa iniciativa, pois entendemos que a partir dela iremos voltar a escoar a nossa produção para a indústria”, afirmou.
Por outro lado, a Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) alerta para a necessidade de medidas mais amplas. O presidente da entidade, Marcos Tang, disse que o anúncio da estatal, de forma isolada, é insuficiente. “Precisamos que essa ação seja somada a outras. Que os estados produtores de leite se somem a essa ação no sentido de comprarem o produto também”, ponderou ele, por meio de nota.
Além disso, Tang destacou a questão da tarifa antidumping para derivados lácteos dos países do Mercosul como exemplo. Apesar da crítica, ele reconheceu que a retirada de leite em pó do mercado pode fazer os preços melhorarem. “O que nós estamos reivindicando é que o produtor possa pelo menos cobrir o prejuízo”, disse.
Na mesma linha, o Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Rio Grande do Sul (Sindilat) pede planos com maior amplitude. Para o secretário-executivo da entidade, Darlan Palharini, o montante é insuficiente para a adoção de medidas de impacto imediato. Ele também reforçou os impactos negativos da importação de produtos do Mercosul.
“Esse leite importado está sendo utilizado na produção de biscoitos, chocolates e alimentos processados. Produtos que eram adquiridos de empresas e produtores brasileiros”, explicou.
Como as compras vão funcionar?
Segundo a Conab, os agricultores familiares de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Sergipe e Goiás, vão poder inscrever propostas para fornecer leite em pó para a Companhia. Isso deve ocorrer, entretanto, por meio de associações, cooperativas e demais organizações formalmente constituídas.
Em termos custeamento da operação, a Conab vai pagar cerca de R$ 41,89 por quilo do produto, um preço único calculado a partir do preço médio de referência das superintendências regionais do PR, SC e RS. O valor de referência, fixado através da Política de Garantia de preços Mínimos (PGPM), está em R$ 1,88 por litro, enquanto o preço médio pago pelo mercado está em torno de R$ 2,22 por litro.
Ainda de acordo com a Conab, a compra vai ser realizada de forma articulada, entre a matriz e as superintendências regionais.
O grupo francês Savencia Fromage & Dairy anunciou a assinatura de um acordo para a aquisição da Quatá Alimentos, uma das principais empresas brasileiras do segmento de queijos, leite e derivados. A operação envolve marcas tradicionais como Quatá e Glória, presentes há décadas na mesa dos brasileiros, e reforça a estratégia de expansão da multinacional no mercado lácteo nacional.
Com o negócio, a Savencia amplia seu portfólio no Brasil ao incorporar marcas consolidadas da Quatá, como a Glória, criada em 1960, e a própria Quatá, fundada em 1990. As duas empresas atuam de forma complementar no mercado, com forte presença em diferentes categorias de queijos e produtos lácteos.
Fundada como uma empresa familiar no interior de São Paulo, a Quatá Alimentos é reconhecida pela tradição e pela qualidade de seus produtos. A companhia possui fábricas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro e é referência nacional na produção de queijos semiduros e queijos azuis, além de manter forte atuação em segmentos como queijo tipo coalho, gorgonzola, emmental e gruyère.
Segundo a Savencia, a aquisição reforça sua presença histórica no Brasil, onde o grupo atua há décadas com marcas tradicionais como Polenghi, Campo Lindo, Polenguinho e Frescatino. “Esta operação representa uma etapa importante da nossa trajetória de crescimento no Brasil, pois permitirá complementar o portfólio e consolidar ainda mais a posição da Savencia no mercado lácteo brasileiro”, afirmou Olivier Delaméa, diretor-geral do grupo.
Os fundadores da Quatá Alimentos, José Henrique Coutinho e Maurício Franco, destacaram que a união com a Savencia preserva os valores da empresa. “Damos um novo passo ao integrar a Quatá à família Savencia, guiados pelos mesmos princípios que construíram nossa história. Este movimento fortalece nosso legado e garante sua continuidade”, afirmaram em nota.
A conclusão da operação ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento das etapas regulatórias previstas em lei. Até que o processo seja finalizado, Savencia e Quatá seguirão operando de forma independente, garantindo a continuidade das atividades e o atendimento aos clientes e consumidores.
Presença global e atuação no Brasil
A Savencia Fromage & Dairy é um grupo francês de controle familiar, com presença em cerca de 120 países e mais de 22 mil colaboradores. É o segundo maior produtor de queijos da França e o quinto maior do mundo. No Brasil, a empresa atua com marcas como Polenghi, Polenguinho, Frescatino, Campo Lindo, Ile de France, Skandia e Polenghi Profissional, além de manter unidades industriais em São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Já a Quatá Alimentos foi fundada em 1990 em Teodoro Sampaio, no interior paulista, e se tornou uma das principais referências do setor lácteo no país. A empresa conta com mais de 1,9 mil colaboradores e atua nacionalmente com as marcas Quatá e Glória.
O setor da soja caminha para encerrar 2025 com um balanço amplamente positivo, impulsionado pela força das exportações e pela recuperação produtiva em importantes regiões do país. No último episódio do Soja Brasil, Vlamir Brandalizze, consultor em agronegócio, apontou que o Brasil fechará o ano com uma safra em torno de 171 milhões de toneladas, consolidando um bom desempenho do complexo soja no mercado internacional. “Estamos fechando um ano bom de soja, do complexo soja de exportação”, afirma.
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De acordo com Brandalizze, os embarques devem superar 108 milhões de toneladas de soja em grão, além de mais de 22 milhões de toneladas de farelo, garantindo forte entrada de divisas na economia brasileira. “Foi um ano que trouxe muita divisa”, ressalta. No Centro-Oeste, o destaque é Mato Grosso, que voltou a registrar condições climáticas mais regulares e confirma seu elevado potencial produtivo. “Mato Grosso mostra que tem potencial de 50, 52, 53 milhões de toneladas de soja”, avalia.
Logística como desafio
Apesar do cenário favorável no campo, o analista chama atenção para os gargalos logísticos que tendem a se intensificar nos próximos meses. Com a comercialização ainda atrasada, a colheita concentrada entre o fim de fevereiro e março pode pressionar armazenagem e fretes. “O grande gargalo do Mato Grosso vai ser a logística. O produtor vai colher no pico e pode sentir março como o mês mais fraco em cotações”, alerta.
Safra de soja pelo Brasil
No Matopiba, que engloba Maranhão, Bahia, Piauí e Tocantins, o quadro também é positivo. Após um período de irregularidade climática, a umidade começa a se normalizar, favorecendo o avanço da produção. “Agora que está se normalizando o quadro de umidade, há um crescimento constante da produção”, afirma Brandalizze. Ainda assim, ele destaca que os corredores de exportação seguem estrangulados, inclusive nos embarques via São Luís. “Vamos para uma safra grande, mas temos que melhorar a logística”, pondera.
O analista também vê novas oportunidades na região, especialmente com o avanço do sorgo safrinha, impulsionado pela instalação de indústrias de etanol. “O sorgo deve ser a bola da vez no Matopiba, uma oportunidade importante para o produtor”, diz.
No Sul do país, a expectativa é de uma safra mais equilibrada. O Rio Grande do Sul tende a apresentar desempenho melhor do que nos últimos anos, apesar de alguns pontos já indicarem dificuldades pontuais. “A safra gaúcha deve ficar próxima da normalidade”, projeta. No Paraná, as condições seguem dentro do esperado, com bom regime de chuvas e ausência de veranicos em dezembro. “Esperamos uma safra cheia no Sul”, conclui Brandalizze.
Os preços da soja mantiveram relativa estabilidade no mercado brasileiro ao longo da semana de 12 a 18 de dezembro, segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada na quinta-feira (18). Sustentadas por um câmbio que chegou a atingir R$ 5,52 por dólar em alguns momentos e por prêmios de exportação mais firmes, as cotações ficaram entre R$ 124,00 e R$ 125,00 por saca nas principais praças do Rio Grande do Sul. Nas demais regiões do país, os preços variaram de R$ 116,00 a R$ 123,50 por saca.
De acordo com a Ceema, em comparação com o mesmo período do ano anterior, os valores mostram retração fora do Sul. Há um ano, o mercado gaúcho trabalhava próximo de R$ 125,00 por saca, enquanto em outras regiões os preços oscilavam entre R$ 125,00 e R$ 132,00. Ainda conforme a análise, ao longo da semana diversas praças ficaram sem referência de preço, em função das incertezas cambiais e do movimento de baixa observado na Bolsa de Chicago.
A colheita da nova safra brasileira ainda não começou e deve ter início apenas no final de janeiro, pelos estados do Norte do país. Até o início da semana analisada, a área semeada alcançava 94,6% do total previsto no Brasil, percentual levemente acima da média histórica de 94,4% para o período, segundo dados da Pátria AgroNegócios.
No mercado spot, houve maior volume de negócios em razão do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros. Esse movimento ajudou a sustentar os preços internos, uma vez que valorizou os prêmios de exportação. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), citado pela Ceema, o cenário “valorizou os prêmios de exportação no Brasil e ajudou a segurar os preços internos”.
Apesar do comportamento dos preços, a análise chama atenção para a preocupação crescente com o uso de sementes de soja não certificadas na safra atual. A prática inclui sementes piratas e sementes salvas que estão sendo comercializadas de forma irregular, impulsionadas pela crise enfrentada pelos produtores, marcada por custos elevados, preços mais baixos e crédito restrito. Segundo a Céleres Consultoria e a Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), citadas no estudo, na safra 2025/26 cerca de 27% da área cultivada no país deverá utilizar sementes não certificadas, o equivalente a aproximadamente 13 milhões de hectares.
Ainda conforme a análise, parte das sementes salvas, que deveria ser utilizada exclusivamente pelo produtor que as colheu, acaba sendo comercializada ilegalmente, caracterizando-se como semente pirata. Estudos indicam que o uso desse material reduz a produtividade média em cerca de quatro sacas por hectare. Aplicado à área estimada, o impacto pode representar uma redução de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas na próxima colheita de soja.
Esse cenário também pode afetar o desempenho comercial do país, com perda estimada de cerca de 1,9 milhão de toneladas nas exportações e 900 mil toneladas no consumo interno. Do ponto de vista econômico, a Ceema destaca que aproximadamente 16,4 milhões de sacas de sementes certificadas deixam de ser comercializadas, o que representa um prejuízo de cerca de R$ 8 bilhões para o setor sementeiro. As perdas em royalties genéticos somariam cerca de R$ 590 milhões, o que, segundo o estudo, “compromete investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento de novas cultivares”, além de impactar a geração de empregos qualificados, com estimativa de redução de cerca de 4.500 postos diretos.
O Programa Jovem Aprendiz Rural do Senar concluiu mais um ciclo de formação profissional em 2025, certificando 124 jovens na Fazenda Modelo e 60 jovens na Fazenda Escola DNR, totalizando 184 aprendizes qualificados para ingresso no mercado de trabalho rural. A iniciativa é promovida pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB), em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), por meio do Instituto Aiba (IAiba), com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Bahia), Prefeitura de Barreiras e de Riachão das Neves e Codevasf.
O programa oferta formação teórica, aulas práticas e atividades orientadas ao desenvolvimento de competências profissionais voltadas às demandas do agronegócio regional.
Parcerias institucionais
A coordenadora do SPRB, Silvia Dayube, ressaltou o potencial de empregabilidade das turmas concluintes: “Os jovens estão preparados para atuar em diferentes áreas do setor produtivo, o que reforça a importância da formação continuada.”
O gerente do Senar Bahia, Ivanir Maia, enfatizou o impacto regional do programa: “Trata-se de uma ação conjunta que amplia o acesso à educação profissional e fortalece a inserção de jovens no mercado de trabalho.”
O gerente geral do Instituto Aiba, Sunny Aaron, destacou a relevância da articulação entre as entidades envolvidas e o setor produtivo: “O apoio dos parceiros e o empenho dos produtores rurais, principais mantenedores do curso, foram determinantes para a qualificação destes jovens.”
Entre os concluintes, a jovem aprendiz Beatriz Gomes avaliou positivamente a experiência: “O programa proporcionou conhecimento e prática fundamentais para meu início no setor.”
Marco legal e relevância para o setor rural
Instituída pela Lei 10.097/00, a Lei da Aprendizagem estabelece que empresas e propriedades de médio e grande porte devem manter um percentual entre 5% e 15% de aprendizes em funções que demandam formação profissional. No contexto rural, a norma tem contribuído para a qualificação de mão de obra, a inclusão produtiva de jovens e o fortalecimento das equipes das propriedades.
As entidades envolvidas destacam que o atendimento à legislação representa não apenas cumprimento de exigência legal, mas também investimento direto na sustentabilidade e modernização do setor agrícola.
Organização das novas turmas
Com o encerramento do ciclo atual, o Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRB) informa que já iniciou o planejamento das turmas previstas para ingressar em fevereiro de 2026.
Os produtores rurais que ainda não solicitaram sua cota de aprendizes devem procurar o sindicato para alinhamento e distribuição das vagas, conforme determina a Lei da Aprendizagem.
Histórico e resultados
Desde 2013, o Programa Jovem Aprendiz Rural já formou mais de 30 turmas e certificou mais de 1.300 jovens, consolidando-se como uma das principais iniciativas de formação profissional do Oeste da Bahia.
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O proprietário da fabricante brasileira de máquinas agrícolas Stara, o empresário Gilson Trennepohl, de 65 anos, foi resgatado pela Brigada Militar na madrugada desta segunda-feira (22) após ser vítima de sequestro e ficar por dois dias em posse dos criminosos.
De acordo com informações dos investigadores, ele foi localizado sem ferimentos em uma área de mata em Marau, no Rio Grande do Sul, a cerca de 95 km de Não-Me-Toque, município do qual também é vice-prefeito.
O empresário foi abordado pelos sequestradores quando retornava para sua residência após ter participado de um evento promovido por sua empresa.
Ele foi localizado a partir de informações recebidas pela Brigada no fim da tarde de domingo (21). Assim, com a mobilização do 3º Batalhão de Polícia de Choque e do Bope, o local foi cercado. Até o momento, uma pessoa foi detida e um veículo apreendido. Os policiais fazem buscas por outros suspeitos. Trennpohl foi encaminhado a um hospital da região para avaliação médica.
Os recursos disponibilizados pelo Plano Safra não são suficientes para suprir as necessidades do agronegócio brasileiro. A afirmação, que é quase unanimidade entre produtores e especialistas em crédito, foi reforçada durante evento realizado no início de dezembro, na capital paulista. Em discussão, o papel dos investimentos privados nesse vazio deixado pelos recursos públicos.
“Os Fiagros são a palavra-chave”, diz Moacir Teixeira, sócio-fundador da Ecoagro, empresa que oferece soluções financeiras ao agro. Segundo ele, a aproximação do setor com o mercado de capitais vai complementar essa necessidade de financiamento.
Em 2025, o governo federal disponibilizou R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. O volume de contratação, porém, está abaixo do esperado. “O agronegócio não precisa só de custeio. Ele precisa de dinheiro de mais longo prazo para poder se organizar melhor operacionalmente”, reforça Teixeira.
É diante dessa demanda que os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais, os Fiagros, aparecem como alternativa na captação de recursos para o campo. Com mais opções de financiamento, o produtor rural passa a depender menos de crédito bancário ou linhas oficiais subsidiadas, como é o caso do Plano Safra.
Desmistificando os Fiagros e o mercado de capitais
É comum associar o mercado de capitais a riscos imediatos, como o que acontece ao comprar e vender ações na bolsa de valores. A estrutura do Fiagro atua como uma ponte entre produtores rurais que precisam de recursos e investidores que buscam retorno financeiro com exposição ao agronegócio. De acordo com especialistas, a volatilidade das commodities existe, mas deve ser encarada como uma característica natural do mercado.
Para Teixeira, o grande diferencial está em garantir que o “recurso vai estar lá na hora certa”. Os riscos estão na falta de organização em alguns segmentos, como os hortifrútis. Segundo ele, o custo de implantação é alto e os produtores não têm como acessar esse tipo de financiamento de forma direta. Por outro lado, as cadeias de soja, milho, algodão, cana e café aparecem como exemplos de organização.
Nesse sentido, a solução passa pela atuação de cooperativas e distribuidores. Na avaliação do executivo, é por meio da forma indireta que o mercado de capitais consegue financiar pequenos e médios produtores rurais. “Basicamente o produtor sozinho não consegue, então esse é o caminho”, complementa.
Um desses exemplos que se encaixam na fala de Teixeira é o CNA Fiagro, um fundo de microcrédito da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) voltado a pequenos e médios produtores rurais, atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial do Senar. O sócio-diretor da Ecoagro ressalta que “é o dinheiro mais barato que tem no Brasil” se comparado com linhas oferecidas pelo governo.
“O Pronaf, assim como outros programas, tem muita burocracia. Mas com esse tipo de Fiagro o produtor consegue financiar qualquer coisa; é a palavra-chave do financiamento”, diz.
O cenário promissor, no entanto, ocorre em meio a um momento delicado para o agronegócio. Isso porque o setor vive uma explosão nos pedidos de recuperação judicial e aumento da inadimplência. Conforme dados do setor, o nível de endividamento no campo estão em patamares históricos. “É uma luta, mas vamos tocando”, conclui.
Moacir Teixeira é sócio-diretor da Ecoagro. (Foto: Reprodução/LinkedIn)
Uma produção robusta em 2025 e condições climáticas estáveis em 2026 que permitam outra safra volumosa devem manter os preços do milho e do trigo sob pressão, segundo a Hedgepoint Global.
“A safra de milho da América do Sul para 2025/26 está em desenvolvimento e, se o clima for favorável, podemos ver aumentos no Brasil e na Argentina, dado o avanço das áreas plantadas com o cereal nesta nova temporada”, afirmou a empresa em nota.
A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que a semana será marcada por extremos climáticos no Brasil, com destaque para chuvas intensas no Sul e acumulados elevados em áreas do Norte e do Centro-Oeste, enquanto grande parte do Nordeste e do Sudeste segue sob tempo seco e baixa umidade do ar.
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No Sul do país, a passagem frequente de sistemas transientes deve provocar tempestades ao longo de toda a semana. No Rio Grande do Sul, especialmente nas faixas oeste e central do estado, os acumulados de chuva podem ultrapassar os 200 mm em sete dias, com possibilidade de volumes ainda maiores em pontos isolados. Santa Catarina também deve registrar chuvas significativas, com acumulados que podem chegar a 150 mm no período. O Inmet alerta para o risco de tempo severo, com raios, rajadas de vento, trovoadas e queda de granizo, principalmente entre os dias 23, 25 e 26, quando há previsão de acumulados superiores a 100 mm em poucas horas em áreas do território gaúcho. No Paraná, o cenário é mais seco, com chuva fraca e isolada.
Norte e Centro-Norte
Na Região Norte, a confluência de umidade favorece chuvas volumosas principalmente no sul e leste do Amazonas, sudoeste do Pará, norte do Amapá e áreas de transição entre Amazonas, Mato Grosso e Pará. Nessas regiões, os acumulados podem variar entre 80 mm e 150 mm em sete dias, com destaque para o sudeste do Amazonas e o sudoeste do Pará. No nordeste do Amapá, a proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também contribui para volumes elevados.
Por outro lado, no sul do Amapá, norte do Pará e em Roraima, a previsão é de pouca chuva ao longo da semana, com apenas pancadas rápidas e localizadas. A umidade relativa do ar permanece elevada na maior parte da Região Norte, acima de 60%, mas pode cair para níveis entre 40% e 50% no norte do Pará e em Roraima.
Nordeste segue com tempo seco
Em praticamente todo o Nordeste, a semana será de ausência de chuvas, com exceção de áreas do Maranhão, Piauí e do centro-sul da Bahia, onde podem ocorrer pancadas isoladas e de baixo volume. A região também deve enfrentar baixos índices de umidade relativa do ar, especialmente no interior do Piauí, Ceará, Paraíba e Pernambuco, com valores entre 15% e 30% e, pontualmente, abaixo de 15%, o que exige atenção para a saúde e para o risco de incêndios.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, a previsão aponta para chuvas mais volumosas em Mato Grosso, sobretudo no norte do estado e em áreas próximas à divisa com o Amazonas e o Pará, onde os acumulados podem superar 100 mm em sete dias. Também há previsão de chuva significativa no oeste de Goiás, principalmente nos primeiros dias da semana. Nas demais áreas de Mato Grosso e Goiás, os volumes devem ficar entre 20 mm e 50 mm. Em Mato Grosso do Sul, o tempo segue mais seco, sem previsão de chuva expressiva.
A umidade relativa do ar tende a ficar mais elevada nas áreas com chuva, entre 70% e 85%, enquanto em Mato Grosso do Sul e no sudeste de Goiás, incluindo o Distrito Federal, os índices podem cair para a faixa de 30% a 50%.
Sudeste com calor e baixa umidade
No Sudeste, o Inmet prevê predomínio de tempo seco ao longo da semana, com ausência de chuvas significativas, exceto por pancadas isoladas e de curta duração. A atuação de uma área de alta pressão em níveis médios e altos da atmosfera dificulta o avanço de frentes frias e inibe a formação de nuvens de grande desenvolvimento vertical.
Esse padrão favorece a elevação das temperaturas e a redução da umidade relativa do ar, que deve variar entre 30% e 45% na maior parte da região. Apenas o extremo norte do Espírito Santo pode registrar índices acima de 50% nos primeiros dias da semana.
A recomendação do Inmet é de atenção redobrada nas áreas com previsão de chuvas intensas, especialmente no Sul do país, e de cuidados com a baixa umidade do ar nas regiões mais secas.