segunda-feira, março 9, 2026

Autor: Redação

News

A força das protagonistas do agro


Foto gerada por IA.
Foto gerada por IA.

O dia 8 de março não é apenas uma data no calendário. Ele simboliza uma longa jornada histórica. O Dia Internacional da Mulher nasceu das lutas operárias no início do século XX, na Europa e nos Estados Unidos, quando as mulheres reivindicavam melhores condições de trabalho e o direito ao voto.

No Brasil, embora essa mobilização tenha raízes profundas, a primeira grande celebração organizada ocorreu em 1947. Foi um passo importante para o reconhecimento institucional de uma força que hoje está presente em todos os pilares da sociedade e que ganha destaque crescente no agronegócio brasileiro.

Da retaguarda à linha de frente

Se no passado a imagem da mulher no campo era frequentemente associada ao papel de “ajudante”, hoje essa realidade mudou profundamente. O retrato atual do agro brasileiro mostra uma transformação clara: a presença feminina avançou da colaboração silenciosa para a liderança estratégica.

Cada vez mais mulheres assumem a gestão das propriedades rurais. Elas se destacam pela capacidade analítica, pela formação técnica e pela disciplina de planejamento que o agro moderno exige.

Mas o diferencial da liderança feminina não está apenas na eficiência administrativa. Ele aparece também na forma de enxergar a propriedade rural.

Para muitas dessas gestoras, a fazenda não é apenas uma área de produção. É um sistema vivo que envolve solo, água, pessoas, comunidade e sucessão familiar.

A fazenda deixa de ser apenas produção. Passa a ser um ecossistema que precisa ser administrado com visão de futuro.

Essa visão amplia o conceito de gestão rural. Produzir continua sendo essencial, mas preservar e planejar também passam a fazer parte do mesmo equilíbrio.

Sustentabilidade e visão de longo prazo

A presença feminina também ampliou a forma como o agronegócio brasileiro enxerga a sustentabilidade. Muitas mulheres incorporaram a preservação ambiental como parte natural da gestão da propriedade.

Cuidar do solo, proteger os recursos naturais e planejar o uso responsável da terra deixaram de ser apenas exigências regulatórias. Tornaram-se decisões estratégicas para garantir a continuidade da produção e o legado das próximas gerações.

Essa postura ajudou a elevar o patamar da responsabilidade ambiental no campo, mostrando que produtividade e equilíbrio ecológico podem caminhar juntos.

Quando a mulher assume a gestão da propriedade, produtividade e preservação passam a caminhar lado a lado.

O nome diz tudo: “A Protagonista”

Como comentarista do Canal Rural, tenho a satisfação de acompanhar de perto essa transformação. Ao longo dos anos, a emissora assumiu o compromisso de dar visibilidade às histórias reais que acontecem dentro e fora das porteiras.

Um exemplo claro dessa iniciativa é o programa “A Protagonista”.

O próprio nome resume o momento vivido pela cadeia do agronegócio brasileiro. Ele representa a mulher que deixou os bastidores para ocupar o centro das decisões.

No programa vemos mulheres que planejam safras, administram fluxo de caixa, conduzem equipes e organizam o processo de sucessão familiar com segurança e competência.

Ao dar voz a essas mulheres, o Canal Rural não apenas informa. Ele também contribui para fortalecer uma nova geração de lideranças que já está transformando o agro brasileiro.

Além da porteira

Essa influência ultrapassa os limites das propriedades. Ela alcança toda a cadeia produtiva e também os profissionais que analisam o setor.

O agro moderno exige tecnologia, eficiência e gestão. Mas exige também sensibilidade, visão sistêmica e capacidade de pensar no longo prazo — qualidades que muitas mulheres têm demonstrado com grande competência.

Conclusão

Celebrar o 8 de março no agronegócio é reconhecer a força de quem compreende que produzir alimentos é também cuidar do futuro.

As mulheres não estão apenas ocupando espaços. Elas estão ajudando a redefinir a forma como o Brasil produz, preserva e se projeta para o mundo.

Às protagonistas do campo brasileiro, fica o meu profundo respeito e admiração.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post A força das protagonistas do agro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Elefante-marinho reabilitado segue rota migratória rumo à Argentina


Filhote de elefante-marinho na costa uruguaia
Foto: Julia Nocchi/ONG Karumbé

A equipe multidisciplinar do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR) resgatou e reabilitou um filhote de elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina), encontrado na praia de Matinhos (PR).

Em janeiro, a equipe o devolveu ao oceano, em área próxima ao Parque Nacional Marinho da Ilha de Currais. Após 25 dias de cuidados intensivos no Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise da Saúde da Fauna Marinha (CReD-UFPR), o animal retomou sua rota migratória.

O monitoramento por transmissor satelital indica que o filhote já se encontra na Argentina, a menos de 800 quilômetros da Península Valdez, uma das principais áreas de ocorrência e reprodução da espécie.

Resgate inédito

A Polícia Militar do Paraná, durante monitoramento da orla, encontrou o animal no dia 26 de dezembro. Seguindo o Protocolo de Atendimento a Encalhes de Animais Marinhos do Paraná (Prae), a equipe do PMP-BS/LEC-UFPR foi acionada e realizou o atendimento imediato.

De acordo com a coordenadora do PMP-BS/LEC-UFPR, professora Camila Domit, o caso chamou atenção desde o início por se tratar de um filhote.

“O registro de um filhote de elefante-marinho no Paraná é algo inédito e indica uma situação diferenciada, que exige resposta rápida e avaliação criteriosa, tanto sobre o estado do indivíduo quanto sobre os fatores ambientais que podem estar influenciando esses deslocamentos”, explica Camila.

A importância da cooperação internacional

Foto: Divulgação/ LEC-UFPR

Durante o processo migratório, cerca de 15 dias após a soltura, o elefante-marinho foi avistado em La Coronilla, no Uruguai. O registro permitiu que parceiros da ONG Karumbé, referência na conservação marinha no país, acompanhassem o animal.

Em menos de um mês, o animal percorreu cerca de 1.500 km.

Desse modo, a articulação entre equipes do Brasil, Uruguai e Argentina reforça o caráter internacional da conservação de espécies migratórias.

“Esse caso demonstra que a conservação não tem fronteiras. Estamos falando de uma espécie subantártica que cruzou diferentes países em poucas semanas. A cooperação entre instituições é fundamental para garantir proteção ao longo de toda a rota migratória”, reforça Camila.

Transmissor satelital

transmissor satelital elefante-marinho
Foto: Divulgação/ LEC-UFPR

Além disso, antes da soltura, o filhote passou por coleta de amostras biológicas, marcação por microchip e, de forma inédita no estado, pela instalação de um transmissor satelital, permitindo sua identificação e o acompanhamento diário de sua trajetória.

A Universidade do Vale do Itajaí (Univali) instalou o transmissor, no âmbito das atividades do PMP-BS, projeto do qual a instituição é responsável técnica pela Área SC/PR. O equipamento é leve e seguro, sendo projetado para se desprender naturalmente ao longo do tempo, sem causar danos ao animal.

“Essa possibilidade de monitorar em tempo real tanto o deslocamento como o comportamento do animal no oceano, nos fornece dados sobre como ele usa o ambiente”, explica o biólogo André S. Barreto, coordenador geral do PMP-BS Área SC/PR.

Ele também destaca que com os dados de mergulho e da temperatura da água de onde o elefante-marinho passou, é possível analisar como esses animais escolhem os locais para onde vão.

Conservação de espécies migratórias

A jornada desse elefante-marinho reforça um aspecto central da conservação: espécies migratórias dependem de ecossistemas saudáveis, políticas integradas ao longo de milhares de quilômetros e coordenação entre países.

Nesse sentido, o caso do elefante-marinho ilustra, na prática, a importância desse debate.

“Esse filhote saiu do Paraná, cruzou o sul do Brasil, passou pelo Uruguai e agora está na Argentina, aproximando-se de sua área natural de ocorrência. Casos como esse mostram que conservação precisa de ação local, mas ser pensada em escala global”, afirma Camila.

Caso bem-sucedido

A trajetória do filhote — de Matinhos à costa argentina — representa um caso bem-sucedido de reabilitação, mas também um exemplo concreto de como o desenvolvimento da ciência, estratégias de monitoramento ambiental sistemáticas e cooperação são fundamentais para a conservação de espécies migratórias em um cenário de mudanças ambientais globais.

“Cada etapa dessa história reforça a importância do monitoramento contínuo e das ações colaborativas. Agora, seguimos acompanhando os próximos capítulos dessa jornada, que começou no Paraná e segue rumo às áreas ao sul e de uso frequente pela espécie no Atlântico Sul”, conclui Camila.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

O post Elefante-marinho reabilitado segue rota migratória rumo à Argentina apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

FAO lança Ano Internacional da Agricultora 2026 e destaca mulheres no meio rural


Mulher trabalhando no meio rural, agricultora, dia da mulher
Foto: Freepik

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou o Ano Internacional da Agricultora 2026, com o objetivo de ampliar a visibilidade do papel das mulheres na produção de alimentos e incentivar políticas públicas voltadas à redução das desigualdades de gênero no meio rural.

A iniciativa foi apresentada em Brasília durante o 39º período de sessões da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39). O evento contou com a participação do diretor-geral da FAO, QU Dongyu, além de autoridades e representantes do setor agrícola da região.

Segundo a organização, a proposta é conscientizar sobre a importância das mulheres nos sistemas agroalimentares, dar visibilidade aos desafios estruturais enfrentados por elas e mobilizar investimentos para ampliar o acesso a terra, crédito, tecnologia e serviços.

Participação feminina no agro

Na América Latina e no Caribe, as mulheres representam 36% da força de trabalho nos sistemas agroalimentares. A presença é ainda mais expressiva em atividades fora da produção agrícola, como processamento e comercialização de alimentos, onde 71% das trabalhadoras estão concentradas.

Apesar da participação relevante, a FAO aponta que ainda persistem desigualdades estruturais que limitam a autonomia econômica e a produtividade das mulheres no campo. Entre os principais desafios estão o menor acesso à posse da terra, a serviços financeiros e tecnológicos, além da sobrecarga de trabalho doméstico e de cuidados não remunerados.

Desigualdade e segurança alimentar

A desigualdade também aparece nos indicadores de segurança alimentar da região. Dados da FAO mostram que mais mulheres do que homens enfrentam fome na América Latina e no Caribe.

Em 2022, a diferença de gênero na insegurança alimentar moderada ou grave chegou a 9,1 pontos percentuais. Em 2021, esse intervalo havia alcançado 11,5 pontos, em parte como reflexo da crise provocada pela pandemia de covid-19.

Além disso, a organização destaca que a região é altamente exposta às mudanças climáticas. A maior frequência de eventos extremos, como secas e enchentes, tende a afetar a produção agrícola e pode aprofundar as desigualdades enfrentadas pelas mulheres rurais.

Agenda para 2026

Ao longo de 2026, o Ano Internacional da Agricultora prevê a realização de ações em nível nacional, regional e global. A agenda inclui iniciativas voltadas à incorporação da igualdade de gênero nas políticas agroalimentares, além da mobilização de investimentos públicos e privados para ampliar oportunidades no campo.

O lançamento contou ainda com a participação de ministros da Agricultura da América Latina e do Caribe, além de representantes de organizações do setor e de movimentos ligados à agricultura familiar.

O post FAO lança Ano Internacional da Agricultora 2026 e destaca mulheres no meio rural apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Frente fria avança e chuva pode passar de 200 milímetros no Sudeste nesta semana


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A semana entre segunda-feira (9) e sexta-feira (13) será marcada por chuva em diversas áreas do Brasil. Sistemas de baixa pressão, a passagem de uma frente fria no Sudeste e a atuação da Zona de Convergência Intertropical no Norte e Nordeste influenciam as condições do tempo no país.

Em alguns estados, os acumulados de chuva podem ultrapassar 200 milímetros ao longo dos próximos dias.

Confira a previsão do tempo por região:

Região Sul

A segunda-feira começa com chuva fraca no litoral do Paraná e de Santa Catarina e na Serra Gaúcha. Há previsão de chuva também no sudoeste e oeste do Rio Grande do Sul.

Ao longo do dia, um cavado associado a uma área de baixa pressão no Paraguai reforça pancadas de chuva na metade oeste dos três estados. Há possibilidade de trovoadas e temporais isolados.

No Paraná, a chuva pode persistir no litoral e no noroeste. No norte e leste do estado, os acumulados podem ultrapassar 150 milímetros durante a semana, com possibilidade de alagamentos em áreas urbanas, incluindo Curitiba.

Nas demais áreas da região, a previsão indica pancadas típicas de verão, com volumes entre 20 e 30 milímetros. As temperaturas máximas podem superar 30 °C.

Região Sudeste

A chuva começa forte no noroeste de São Paulo e em áreas do Triângulo Mineiro e do interior de Minas Gerais.

Uma frente fria avança pela costa do Sudeste e alcança o litoral do Espírito Santo durante a noite. O sistema mantém chuva moderada a forte no litoral, principalmente entre o Rio de Janeiro e o sul capixaba.

Ao longo do dia, as pancadas se espalham por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com risco de temporais.

Os acumulados podem superar 200 milímetros em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Há risco de alagamentos e deslizamentos no litoral paulista, no litoral fluminense e na Zona da Mata mineira. As capitais São Paulo e Rio de Janeiro também podem registrar pontos de alagamento.

Região Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a chuva ocorre desde cedo no norte e noroeste de Mato Grosso e no centro e sudeste de Mato Grosso do Sul.

A área de baixa pressão no Paraguai aumenta as instabilidades no oeste sul-mato-grossense. Ao longo do dia, a chuva se intensifica em grande parte de Mato Grosso do Sul e em áreas do sul, leste e sudeste de Goiás.

Em Mato Grosso do Sul, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros nos próximos dias. A chuva pode interromper operações no campo.

Em Mato Grosso e Goiás, os volumes previstos ficam próximos de 50 milímetros no início da semana, o que pode atrasar a colheita de soja e o plantio do milho de segunda safra.

Região Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical reforça a chuva no litoral norte do Nordeste, entre Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.

Durante a tarde, as pancadas podem se intensificar no norte do Maranhão, do Piauí e do Ceará e no oeste de Pernambuco, com possibilidade de temporais.

Nos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, a previsão indica tempo seco e temperaturas que podem ultrapassar 34 °C ao longo da semana.

No Maranhão, Piauí e Ceará, os volumes previstos ficam em torno de 50 milímetros.

Região Norte

Na região Norte, a chuva ocorre em grande parte de Roraima, no oeste e interior do Pará e no Amazonas. As pancadas aumentam ao longo do dia no Amazonas, Acre, Rondônia e Amapá, com possibilidade de temporais isolados.

Os acumulados previstos para a semana variam entre 40 e 60 milímetros. Em Roraima, o retorno da umidade reduz o risco de focos de incêndio. No Tocantins, o volume menor de chuva pode favorecer o avanço da colheita da soja.

O post Frente fria avança e chuva pode passar de 200 milímetros no Sudeste nesta semana apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Jovens mulheres ganham espaço na sucessão familiar e assumem liderança no agro


Silvia Beltrame, Larissa Pagani de Morais e Amanda Gorrosterrazú (do alto à dir., em sentido horário)
Fotos: redes sociais/reprodução

A sucessão familiar no campo está passando por uma transformação silenciosa, mas cada vez mais visível. Se antes a gestão das propriedades rurais era majoritariamente masculina, hoje jovens mulheres começam a assumir os negócios da família, trazendo novas ideias, inovação e formas diferentes de liderar.

Histórias de produtoras rurais em diferentes regiões do país mostram que a nova geração feminina vem superando preconceitos históricos e ocupando posições de liderança no agronegócio.

Processo natural

Silvia Beltrame
Silvia Beltrame

Em muitos casos, a sucessão não acontece de forma planejada, mas surge naturalmente a partir da convivência com a rotina da propriedade.

Foi o que aconteceu com a produtora de cana Silvia Beltrame, que passou a participar da gestão da fazenda aos 23 anos. Hoje, aos 26, divide as decisões com o pai e atua tanto na parte administrativa quanto na produção.

Segundo ela, o envolvimento começou a partir da vontade de ajudar a família. “Tudo começou com um incômodo meu de querer ajudar meu pai. Eu via que a parte financeira e administrativa era a maior dor dele”, conta.

Embora tenha se formado em biologia e pensado inicialmente em seguir carreira na área científica, a pandemia acabou aproximando Silvia da realidade da fazenda. A partir daí, passou a investir em conhecimento, gestão e tecnologia para modernizar a propriedade.

Formação e inovação fortalecem liderança feminina

Amanda Gorrosterrazú

Outra representante dessa nova geração é Amanda Gorrosterrazú, produtora rural do Rio Grande do Sul. Filha e neta de agricultores, ela sempre teve o campo como referência, mas decidiu reforçar sua atuação com formação técnica.

Amanda é zootecnista e mestre em Ciência Animal e Pastagens pela Esalq/USP. Para ela, a qualificação tem sido fundamental para ampliar a participação feminina na sucessão rural.

“A juventude feminina do setor quer unir tradição familiar com conhecimento técnico para transformar o campo”, afirma.

Segundo Amanda, programas de liderança e troca de experiências entre produtoras ajudam a fortalecer o protagonismo das mulheres no agro.

Ela também observa que, apesar de o ambiente rural ainda ter predominância masculina, a presença feminina vem crescendo com força.

“As mulheres jovens estão chegando com vontade de inovar e transformar o setor”, destaca.

Terceira geração já assume responsabilidades no campo

Larisa Pagani de Morais

Em muitos casos, o protagonismo feminino começa ainda cedo. No interior do Paraná, Larissa Pagani de Morais, de 22 anos, já comanda um dos aviários da família.

Filha e neta de avicultores, ela administra sozinha um galpão com 27 mil aves, cuidando de todas as etapas da produção.

O convite para assumir a gestão surgiu quando a família decidiu ampliar a estrutura da granja.

“Meu pai perguntou se eu queria cuidar de um dos aviários. Eu aceitei e agarrei a oportunidade”, conta.

Além do trabalho no campo, Larissa também cursa agronomia e concilia os estudos com a rotina intensa da produção.

Para ela, dar continuidade ao negócio da família é motivo de orgulho. “Pretendo continuar na avicultura. É o que eu amo fazer”, afirma.

O post Jovens mulheres ganham espaço na sucessão familiar e assumem liderança no agro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Greve na Petrobras alcança plataformas próprias da petroleira no pré-sal de…


Logotipo Reuters

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 18 Dez (Reuters) – A greve dos petroleiros da Petrobras teve a adesão de trabalhadores em todas as suas unidades próprias na Bacia de Santos, incluindo as unidades do campo de Búzios, no pré-sal, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, à Reuters, nesta quinta-feira.

Ele citou que as unidades P-66, P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71 estão entre unidades de Santos com adesão dos grevistas da Petrobras, além das unidades próprias que operam em Búzios, o maior campo do Brasil.

Em nota, a Petrobras reiterou nesta quinta-feira que equipes de contingência seguem mobilizadas e que a paralisação não gera impacto na produção e no abastecimento do mercado.

Costa disse à Reuters que a FNP, que tem quatro sindicatos filiados, está avaliando se há eventuais impactos na produção. Ele também explicou que as plataformas afretadas que atuam no pré-sal operam com mão de obra terceirizada, por isso não participam da greve.

(Por Marta Nogueira)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

News

Guerra no Oriente Médio fez arroba do boi cair; analista detalha impactos no curto prazo


boi gordo, boiada, pecuária, gado, rebanho, bovino, goiás
Foto: Governo de Mato Grosso

O mercado físico do boi gordo registrou um cenário de negociações acomodadas no decorrer desta semana.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos estiveram ausentes da compra de gado, avaliando os problemas logísticos que poderão ser causados pelo conflito no Oriente Médio.

Para ele, em uma análise inicial, o encarecimento da logística parece ser a consequência mais óbvia, embora o mercado tenha se tranquilizado um pouco após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assegurar que os navios terão tráfego garantido no estreito de Ormuz.

Na B3, os preços futuros do boi gordo também registraram expressiva desvalorização durante a semana, em meio ao cenário especulativo envolvendo as incertezas quanto às exportações de carnes para os países da região.

“Para o curto prazo, tudo indica que o cenário de preços tende a seguir negativo”, pontua Iglesias.

Média da arroba do boi gordo

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim na sexta-feira (6):

  • São Paulo (Capital): R$ 350, baixa de 2,78% em relação aos R$ 360 praticados no final da semana passada;
  • Goiás (Goiânia): R$ 330, recuo de 2,94% frente aos R$ 340 registrados no encerramento da semana passada;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 345, valor 1,47% acima dos R$ 340 do fechamento da semana anterior;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 340, sem mudanças frente ao final da semana passada;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 340, inalterado ante o valor praticado na semana passada;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 315, avanço de 1,61% em relação aos R$ 310 registrados no final da semana passada;

Mercado atacadista

No mercado atacadista, os preços estiveram acomodados durante a semana. O viés ainda sugere espaço para alta de preços dos cortes de carne com osso, embora de maneira moderada.

Iglesias lembra que a carne bovina segue perdendo competitividade em relação às proteínas concorrentes, em especial na comparação com a carne de frango.

  • Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 21,00 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue cotado a R$ 27,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 19,50 por quilo.

Exportações de carne bovina

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 1,330 bilhão em fevereiro (18 dias úteis), com média diária de US$ 73,923 milhões, conforme os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) na última quinta (5).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 235,889 mil toneladas, com média diária de 13,105 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.640,90.

Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 41,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 23,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 14,5% no preço médio.

O post Guerra no Oriente Médio fez arroba do boi cair; analista detalha impactos no curto prazo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia amplia proteção no tratamento de sementes


O tratamento de sementes é uma prática amplamente utilizada no manejo inicial das lavouras, contribuindo para proteger as plantas contra doenças e pragas logo nas primeiras fases de desenvolvimento. A adoção de tecnologias voltadas a essa etapa tem ganhado relevância por favorecer o estabelecimento das culturas e reduzir perdas produtivas no campo.

Uma solução voltada a esse manejo teve recentemente sua bula ampliada para novas culturas e alvos biológicos. O fungicida Torino®, da Sipcam Nichino Brasil, passou a contemplar mais 11 cultivos e dois nematoides de importância agrícola. Entre eles estão o nematoide-das-lesões Pratylenchus zeae, no milho, e o nematoide-das-galhas Meloidogyne incógnita, na soja. A ampliação também inclui algodão, amendoim, aveia, canola, centeio, cevada, ervilha, girassol, pastagem, sorgo e triticale.

De acordo com o engenheiro agrônomo Iago Carraschi, da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Sipcam Nichino, o produto já vinha sendo utilizado por produtores de soja, arroz irrigado, feijão, milho e sorgo desde seu lançamento, há cerca de três anos. A empresa também avalia a possibilidade de obter novos registros para a tecnologia nos próximos meses.

Segundo o especialista, a solução apresenta recomendações para doenças relevantes em diferentes culturas. Na soja, o produto é indicado para controle de podridão-da-semente, phomopsis, mancha-púrpura, antracnose, podridão aquosa e mofo-branco. No milho e no trigo, atua contra bolor-azul, podridão-do-colmo, helmintosporiose e brusone. Já no algodão, a bula ampliada inclui doenças como tombamento, mofo-branco e ramulose.

 





Source link

News

É hora de refletir: o agro brasileiro está sem rede de proteção


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

O agronegócio brasileiro conquistou, ao longo das últimas três décadas, um papel central na economia mundial. O crescimento populacional, a urbanização acelerada e o aumento do consumo de alimentos transformaram o país em um dos maiores fornecedores globais de commodities.

Esse modelo funcionou.
E funcionou muito bem.

Mas o mundo mudou, e talvez o maior risco seja agir como se nada tivesse mudado.

Um mundo endividado pede reflexão, não automatismos

A economia global entrou em um período de ajuste profundo. Não se trata apenas de mais um ciclo econômico, mas de um cenário marcado por endividamento extremo, crescimento mais lento e tensões geopolíticas crescentes.

Hoje, a dívida combinada de governos e empresas se aproxima de 360% do PIB global. Isso não se resolve com medidas rápidas. É um processo longo, estrutural e restritivo,  sobretudo para países emergentes.

Nesse ambiente, as previsões perdem valor. Reflexão estratégica ganha centralidade.

Geopolítica pressiona preços, e custos não cedem

O uso crescente da força econômica e política como instrumento de poder aumenta a instabilidade global. Os Estados Unidos retomam uma postura mais assertiva justamente quando o mundo perde fôlego econômico.

A tentativa de Donald Trump de reforçar a liderança americana ocorre em um contexto de inflação elevada e custo de vida pressionado. Esse tipo de movimento costuma gerar mais incerteza, menos investimento e cadeias produtivas mais frágeis.

O efeito é conhecido:

  • preços das commodities pressionados;
  • custos de produção em alta;
  • margens cada vez mais estreitas.

O retrovisor das grandes economias deixa um alerta

Estados Unidos, Europa e China já passaram por esse estágio de maturação econômica. A resposta foi clara: subsídios amplos, permanentes e estruturais ao setor agropecuário.

Essas economias entenderam que, em ciclos de baixo crescimento, o agro não se sustenta apenas pelo mercado.

O contraste brasileiro: juros altos e pouca capacidade de socorro

O Brasil chega a essa mesma transição em condições muito mais delicadas. O Estado está altamente endividado e com espaço fiscal limitado. Não há fôlego para ampliar subsídios de forma relevante além do que já existe, concentrado na agricultura familiar.

E há um agravante decisivo:
Quanto maior a dívida, mais difícil é a queda da taxa de juros.

Com um endividamento elevado, o país convive, e tende a conviver por mais tempo, com uma das taxas de juros mais altas do planeta. Juros estruturalmente elevados encarecem o crédito, dificultam renegociações, pressionam o caixa do produtor e turbinam a fragilidade financeira do campo.

Esse fator age como um multiplicador de risco em um ambiente já adverso.

Um setor pressionado por todos os lados

O produtor brasileiro já enfrenta:

  • alto endividamento;
  • aumento das recuperações judiciais;
  • ausência de um seguro rural eficaz;
  • deficiência grave de infraestrutura, especialmente de armazenagem, hoje limitada .

Em outros países, esse conjunto de problemas levou a grandes aportes do Estado. No Brasil, essa alternativa simplesmente não existe.

Diversificar passa a ser proteção, não escolha

Nesse contexto, diversificação, integração de atividades, agregação de valor e gestão rigorosa deixam de ser estratégia opcional. Tornam-se instrumentos de defesa econômica.

Não se trata de abandonar commodities, mas de reduzir exposição em um país que entra em um ciclo difícil sem rede de proteção pública e com juros elevados.

Um convite à reflexão, antes que o cenário fique ainda mais duro

Este texto não faz previsões.
Faz um chamado à reflexão.

Refletir sobre um mundo mais instável.
Refletir sobre um Estado sem capacidade de amparo amplo.
Refletir sobre juros altos que vieram para ficar por mais tempo.

Relatórios do Banco de Compensações Internacionais mostram um mundo com pouco espaço para erros. E o Brasil, nesse tabuleiro, precisa pensar antes de agir.

Em um cenário global endividado, geopoliticamente tensionado e com crédito caro, seguir no piloto automático pode custar muito caro ao agro brasileiro.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post É hora de refletir: o agro brasileiro está sem rede de proteção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Agricultura conservacionista ganha escala com o Programa AISA e redesenha a…


A conclusão da primeira fase do Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA) destaca os resultados
obtidos pelos 17 projetos realizados no PR e MS desde 2021, uma iniciativa da Itaipu Binacional em
parceria com a Embrapa, IDR-Paraná (Iapar-Emater), FAPED e USP/Esalq.

O Programa Ação Integrada de Solo e Água (AISA), realizado entre 2021 e 2025 pela Itaipu Binacional, consolidou uma das mais abrangentes iniciativas brasileiras de integração entre ciência, agricultura e segurança hídrica. Atuando na Área de Contribuição Hídrica Incremental do Reservatório de Itaipu (Área Incremental) – que é de aproximadamente 147.000 km² e abrange 228 municípios no Paraná e no Mato Grosso do Sul – Itaipu articulou uma rede nacional de instituições científico-tecnológicas e de ensino com mais de 390 pessoas trabalhando em torno de uma agenda comum: produzir mais, com mais rentabilidade econômica, conservar melhor e garantir água de qualidade e segurança hídrica, essencial não apenas para a continuidade da agricultura e da produção de alimentos, fibras e bioenergia, mas também para a geração de energia hidrelétrica que abastecerá Brasil e Paraguai nas próximas décadas.

O diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, explica que o AISA representa um novo patamar de integração entre produção e conservação. “A matéria-prima da produção de energia em Itaipu é a água, que precisa se infiltrar pelo solo por dezenas de milhões de hectares entre o Paraná e Mato Grosso do Sul, até chegar ao reservatório de Itaipu. Um caminho que encontra diferentes desafios para os pesquisadores, mas uma feliz convergência: o que é bom para a produção de energia também beneficia a agropecuária, um motor de desenvolvimento tecnológico e social. Quando garantimos solo saudável, água limpa e manejo sustentável, fortalecemos o agricultor, protegemos o território e asseguramos a longevidade energética da Itaipu”, afirma. “Um programa robusto como o AISA é decisivo porque une ciência de ponta, inovação e apoio direto a quem produz no campo, e isso gera benefícios para toda a sociedade”, complementa. A primeira fase do AISA, concluída agora em dezembro, teve a duração de quase cinco anos e contou com a participação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (antigo Iapar–Emater, agora IDR-Paraná, Iapar-Emater), da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (USP/Esalq), e da Fundação de Apoio à Pesquisa e ao Desenvolvimento (FAPED).

Ao longo da execução, mais de 90 mil pessoas, entre produtores, técnicos, gestores públicos e cooperativas, foram impactadas pelos 17 projetos, sendo 16 de Pesquisa e Transferência de Tecnologias e um de Gestão da Informação e do Conhecimento, que realizaram ações de transferência, capacitação, dias de campo, materiais técnicos e monitoramentos realizados em propriedades reais. O resultado é um conjunto de tecnologias validadas que melhora a infiltração de água no solo, reduz a erosão, conserva as florestas fluviais ou matas ciliares, aumenta a estabilidade produtiva e a resiliência agrícola frente a eventos climáticos extremos, tanto estiagens, quanto excesso de chuvas. Benefícios que alcançam toda a cadeia agroindustrial e protegem o reservatório de Itaipu contra assoreamento e poluição.

Segundo Hudson C. Lissoni Leonardo, Engenheiro Sênior da Itaipu, idealizador e coordenador-geral do AISA, os resultados demonstram que ciência aplicada e governança territorial são determinantes para conciliar produtividade e sustentabilidade. “A Itaipu avança em uma agenda inédita para o setor elétrico brasileiro: integrar ciência, agricultura conservacionista e governança territorial para garantir a segurança hídrica do presente e do futuro”, afirma Leonardo.

Foram entregues mapeamentos inéditos de solos, ferramentas de diagnóstico de manejo conservacionista, dados e informações de monitoramento climático e hidrossedimentológico, tecnologias e recomendações para sistemas produtivos sustentáveis, ações de saneamento rural e alcançados resultados como novos parâmetros testados e validados, maior estabilidade produtiva ao longo dos anos, melhor rentabilidade econômica, aumento acumulado de produtividade em médio e longo prazo em cobertura permanente e manejo adequado, com efeitos sinérgicos na estabilidade de produção agropecuária, recarga de aquíferos freáticos livres e produção de água, reflexo da melhor qualidade física dos solos e melhores condições de infiltração de água. Além de ter tido influência direta na proposta de política pública nacional ZARC Níveis de Manejo, que passa a considerar níveis de manejo conservacionista na concessão do seguro rural em um projeto-piloto no Paraná na safra 2025/2026.

De acordo com Alexandre Hoffmann, gerente-adjunto de Portfólios e Programas de PD&I da Embrapa, a parceria com a Itaipu Binacional é estratégica, tanto pelos temas e resultados que se materializam ano a ano nos trabalhos executados nos estados do PR e MS quanto pelo fato de proporcionar a abordagem, por meio de duas empresas públicas, em questões cruciais para a sustentabilidade da agricultura, servindo de referência para todo o Brasil e para outros países no manejo do solo e da água. “O AISA I é um nítido exemplo de sucesso, pela sinergia entre nossas equipes e com os agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e produtores rurais em um expressivo número de municípios e também por abrir espaços para que essa parceria se mantenha ativa ainda por longo tempo, já que são ações de PD&I que requerem estudos de longo tempo para avaliação do efetivo impacto. O Workshop realizado em abril de 2025 foi um momento em que essas constatações ficaram ainda mais visíveis, com o aval da Diretoria da Embrapa e dos gestores das Unidades para que as ações em curso se fortaleçam e novas abordagens alinhadas aos interesses em comum entre Itaipu e Embrapa gerem ainda mais impactos positivos para a sociedade”, destaca Hoffmann.





Source link