Com 1,2 milhão de litros por dia, nova fábrica amplia produção de laticínios no Paraná

O Grupo Piracanjuba inaugurou, nesta quinta-feira (26), uma nova unidade industrial em São Jorge do Oeste, no Sudoeste do Paraná.
A planta, uma das maiores do Brasil no segmento de queijos, reforça a cadeia produtiva do leite e amplia a capacidade de processamento no estado, que já ocupa a segunda posição nacional na produção.
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Segundo o governador Ratinho Junior, reforçou o papel da industrialização como eixo da política de desenvolvimento do estado. “O que nós queremos é industrializar tudo aquilo que produzimos na roça. Essa planta já nasce com capacidade de consumir 1,2 milhão de litros de leite por dia e com previsão de ampliação para produtos de alto valor agregado, como whey protein”, destacou.
Produção
A unidade inicia as operações com foco na produção de queijos e manteiga, com previsão de ampliação para itens de maior valor agregado, como lactose e concentrados proteicos -insumos utilizados em alimentos especiais, fórmulas infantis e na indústria farmacêutica.
De acordo com o diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Piracanjuba, Marcelo Costa Martins, a escolha pelo Sudoeste levou em conta fatores estratégicos como logística e potencial produtivo. “É uma fábrica com capacidade de recepção de 1,2 milhão de litros de leite por dia, totalmente automatizada e com tecnologia de ponta”, disse.
A região, segundo ele, reúne condições favoráveis para o crescimento da atividade. “Nós temos aqui uma bacia leiteira importante, com produtores que têm capacidade de evoluir em produtividade e qualidade. Além disso, é uma região estrategicamente localizada, próxima aos principais mercados consumidores do Sul e Sudeste”, complementou o diretor da Piracanjuba.
Ambiente favorável
A atração do investimento está diretamente ligada às políticas estaduais de incentivo, como o programa Paraná Competitivo. O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que o Estado tem atuado para criar um ambiente favorável à instalação de indústrias.
“Receber uma empresa desse porte fortalece uma cadeia que está presente em todos os municípios do Paraná. O leite é um dos produtos que mais geram valor nas propriedades rurais, e essa indústria vem para ampliar a produção de derivados, agregar valor e criar um ambiente mais estável para o produtor”, afirmou.
Ortigara também ressaltou o papel dos incentivos na decisão empresarial. “O Paraná desenvolveu programas como o Paraná Competitivo, que ajudam a atrair empresas em um cenário de disputa entre estados. Só no ano passado foram mais de R$ 15 bilhões em investimentos privados. Ao trazer uma indústria como essa, o Estado ganha em empregos, geração de renda e arrecadação futura. É um ciclo positivo que fortalece toda a economia”, concluiu o secretário da Fazenda.
Desenvolvimento regional
O secretário das Cidades, Guto Silva, destacou o salto na agregação de valor à produção leiteira no Sudoeste. “Essa é a maior planta de produção de queijos da América Latina e vai muito além disso, com a produção de proteínas do leite e outros produtos de alto valor agregado. Isso transforma completamente a região e cria novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, afirmou.
Silva também enfatizou o efeito direto sobre os produtores e municípios. “A bacia leiteira do Sudoeste já representa cerca de 30% da produção do Paraná, e uma estrutura como essa dá segurança para o produtor investir, ampliar a produção e melhorar a renda. É mais dinheiro circulando nas cidades e mais desenvolvimento para a região”, disse.
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