sábado, abril 11, 2026

Autor: Redação

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Agro analisa tarifaço e busca novos mercados


Evento mostrou esperança em relação a conversas entre autoridades do Brasil e dos Estados Unidos e a possibilidade de ampliação dos produtos isentos

Um momento de expectativa para as cadeias produtivas que ainda estão sob a ameaça de tarifas de 50% para exportar aos Estados Unidos. Assim as lideranças que participaram do painel “O Impacto do Tarifaço Americano no Agro”, na Casa LIDE, definiram a situação dos produtores nacionais. As conversas entre os governos brasileiro e norte-americano podem ampliar a lista de itens que ficarão fora do tarifaço, como aconteceu com o suco de laranja.

Independente das conversas, todos foram enfáticos sobre a necessidade de buscar sempre novos mercados. O acordo com a União Europeia, que pode ser assinado ainda em 2025, assim como novas parcerias com o Vietnã, o Japão e a Turquia, por exemplo, são vitais para o setor agropecuário, por oferecer caminhos para o escoamento da produção. Vale lembrar que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem armazenamento para apenas 69% de sua produção agrícola, havendo a necessidade de embarque imediato de muitos produtos, para evitar perdas.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Carne Bovina (Abiec), Roberto Perosa, falou dos desafios de se buscar novos destinos para a produção. Para ele, o tarifaço fez com que inviabilizasse a venda de grande parte da produção de carne para os Estados Unidos, direcionada para mercados da Ásia, mas com rentabilidade menor. Já Sarita Rodas, CEO do Grupo Junqueira Rodas, produtora de laranja, disse que a logística para a fruta é mais complexa, uma vez que o suco vai congelado. E a quebra dos laranjais americanos contribuíram para que o suco de laranja fosse excluído já da primeira lista.

“Representamos 2,2 milhões de empregos. O café brasileiro é predominantemente de pequena propriedade, 78% de todos os cafeicultores acessam o Pronaf, então veja o impacto social. Olhando as estatísticas a gente percebe que houve realocação de mercados. Os Estados Unidos representam historicamente 16% de todas as nossas compras, são US$ 2 bilhões. Em 2024 exportamos US$12,95 bilhões e de janeiro a setembro desse ano já contabilizamos US$ 11 bilhões, ou seja, tínhamos a oportunidade de dobrar as nossas exportações antes do anúncio do tarifaço”, explicou Marcos Matos, diretor do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que espera a retirada do café da lista de produtos com tarifa extra de 50%.

O superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em São Paulo (Senar-SP), Mario Biral, reforçou a importância da busca por novos mercados e a necessidade de preparar os profissionais rurais para os desafios que virão, como a maior produção num mesmo espaço. Ele reiterou o trabalho desenvolvido por entidades de pesquisa e de capacitação de mão de obra, unindo a teoria às melhores práticas.

“A capacitação dos profissionais é essencial para que tenhamos um setor agropecuário cada vez mais alinhado com as normas internacionais, prioridade para novos mercados. O Senar tem trabalhado para preparar nossos trabalhadores para os desafios que surgirão, com a diversificação de mercados. A educação será um fator primordial na construção de alternativas para o agro brasileiro”, disse Biral.  

Participaram do evento ainda o empresário e ex-governador de São Paulo, João Dória;  Francisco Maturro, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo em 2022 e da rede LIDE Agronegócio; César de Sousa, sócio da Caramuru Alimentos; Fábio Fernandes, Head Global da Unidade do LIDE; Silvia Coutinho, Head do LIDE Mulher; Aurélio Rocha, presidente do LIDE Mato Grosso do Sul; Diva Cordeiro, presidente do LIDE Tocantins; Victor Bermudez, presidente executivo do LIDE Ribeirão Preto; e Rodrigo Vilaça, Head do LIDE Transporte.





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Curso gratuito do Senar Goiás sobre nutrição do solo


O Brasil é líder mundial na produção de cana-de-açúcar, com destaque para os estados de São Paulo, Goiás e Minas Gerais. Em Goiás, a cultura tem papel fundamental na geração de empregos e no desenvolvimento regional. A safra goiana de cana tem se mantido robusta, com expansão da área plantada e modernização dos processos de cultivo.

A cana é utilizada não apenas para a produção de açúcar e etanol, mas também para bioenergia, alimentação animal e outras aplicações industriais. A demanda por biocombustíveis vem crescendo, impulsionada por políticas de descarbonização e pela busca por fontes renováveis.

Segundo dados do setor sucroenergético, Goiás responde por cerca de 10% da produção nacional, com usinas modernizadas e agricultores cada vez mais conectados a novas tecnologias de cultivo e manejo.

Com o objetivo de fortalecer a base técnica dos produtores rurais e aumentar a produtividade de culturas estratégicas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar Goiás) lançou o curso online “Nutrição do Solo para Cultivo de Cana-de-açúcar e Capineira”. A capacitação é gratuita e aborda de forma prática e objetiva as técnicas de adubação e manejo nutricional para canaviais e áreas de produção de capim, levando em conta as particularidades do solo e clima goianos.

A formação é voltada para produtores, trabalhadores rurais, técnicos agrícolas e estudantes do setor agropecuário. O conteúdo abrange adubação da cana-planta e da cana-soca, além de estratégias de manejo para garantir alta produtividade com uso racional de insumos. O curso também foca na correção do solo, uso de fertilizantes de acordo com análise química e boas práticas para manter a fertilidade por mais tempo.

Além da cana, o curso do Senar também aborda técnicas de nutrição do solo para capineiras, áreas destinadas à produção intensiva de forragem para alimentação animal. O tema é especialmente relevante para produtores de leite e carne, que buscam aumentar a eficiência produtiva e reduzir custos com ração.

O curso é 100% online, gratuito e pode ser acessado pela plataforma de ensino a distância do Senar Goiás. Ao final, os participantes recebem certificado de conclusão. Os interessados podem se inscrever diretamente pelo site: https://ead.senargo.org.br/mat… “Nosso objetivo é oferecer conhecimento técnico de qualidade para quem precisa de soluções práticas para produzir mais e melhor”, destaca o superintendente do Senar Goiás.

 





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Açúcar fecha semana em queda apesar de recuperação nesta 6ª feira


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Os preços do açúcar encerraram a semana em baixa nas bolsas de Nova Iorque e Londres, acumulando perdas expressivas após uma série de quedas consecutivas. Apesar da recuperação observada nesta sexta-feira (19), o movimento não foi suficiente para reverter o recuo semanal, que superou 2% nos contratos mais negociados em NY e 1% em Londres.

Em Nova Iorque, o outubro/25 avançou 0,08 cent (+0,52%), cotado a 15,46 cents/lbp. O março/26 subiu 0,04 cent (+0,25%), negociado a 16,14 cents/lbp. O maio/26 teve ganho de 0,01 cent (+0,06%), a 15,72 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,02 cent (-0,13%), encerrando a 15,58 cents/lbp.

Em Londres, o dezembro/25 registrou alta de US$ 1,10 (+0,24%), a US$ 455,70 por tonelada. O março/26 subiu US$ 2,80 (+0,63%), cotado a US$ 448,90 por tonelada. O maio/26 também ganhou US$ 2,80 (+0,63%), encerrando a US$ 448,70 por tonelada, enquanto o agosto/26 teve valorização de US$ 2,70 (+0,61%), a US$ 448,50 por tonelada.

Na comparação semanal, os preços ficaram em território negativo. Em Nova Iorque, o outubro/25, que havia fechado a 15,79 cents/lbp na sexta-feira anterior (12), acumulou perda de 2,09%. O março/26 caiu 2,30% frente aos 16,52 cents/lbp da semana passada. O maio/26 recuou 2,54% em relação aos 16,13 cents/lbp, e o julho/26 encerrou com queda de 2,38% frente aos 15,96 cents/lbp anteriores.

Em Londres, o dezembro/25 caiu 1,45% frente aos US$ 462,40 por tonelada registrados na semana anterior. O março/26 perdeu 1,36% em comparação com os US$ 455,10 por tonelada. O maio/26 recuou 1,21% em relação aos US$ 454,20 por tonelada do fechamento passado.

As quedas da semana foram intensificadas após a divulgação do relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), relativo à segunda quinzena de agosto no Centro-Sul do Brasil, que mostrou aumento na produção de açúcar frente ao mesmo período do ano passado. Além disso, o mercado segue pressionado pelas expectativas de incremento das exportações da Índia, o segundo maior produtor global do adoçante.





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Semana teve altas expressivas na arroba do boi gordo em 7 estados



O Indicador Boi Datagro, adotado pela B3 como referência para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro, mostra que a semana foi de altas para a arroba do boi gordo nas principais praças de comercialização do país.

Tal movimento se justifica pelo apetite dos frigoríficos de menor porte, que ainda operam com escalas de abate encurtadas, além da demanda interna estar prestes ao período de maior aquecimento, haja visto a entrada do 13º na economia, as festas de fim de ano e a chegada das vagas de emprego temporárias.

Com isso, os negócios seguiram em uma crescente entre segunda-feira (13) e esta sexta (17) nos seguintes estados:

  • São Paulo: começou com média de R$ 307,80 e encerrou com R$ 310,73
  • Goiás: de R$ 294,90 para R$ 297,59
  • Minas Gerais: 293,68 para R$ 298,31
  • Mato Grosso do Sul: de R$ 317,44 para R$ 318,05
  • Pará: de R$ 288,15 para R$ 296,61
  • Rondônia: de R$ 279,69 para R$ 285,84
  • Tocantins: de R$ 291,53 para R$ 295,57

Quanto às exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil em outubro até o momento (8 dias úteis), renderam US$ 621,334 milhões, com média diária de US$ 77,666 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 111,919 mil toneladas, com média diária de 13,990 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.551,70.

Em relação a outubro de 2024, houve alta de 35,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,9% na quantidade média diária exportada e avanço de 19,1% no preço médio.



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veja como as cotações da arroba finalizaram a semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguns negócios realizados acima da referência média.

O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que os frigoríficos de menor porte ainda operam com escalas de abate encurtadas, o que resulta em um comportamento mais agressivo na compra de gado.

“Os frigoríficos de maior porte ainda apontam para uma situação mais confortável, avaliando a incidência de animais de parceria, oferecendo maior previsibilidade as escalas. A demanda segue aquecida, em especial quando se trata das exportações, com o volume de embarques bastante representativo neste momento”, disse.

  • São Paulo: R$ 312,58 — ontem: R$ 312,17
  • Goiás: R$ 300,71 — R$ 299,82
  • Minas Gerais: R$ 303,24 — R$ 301,76
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,98 — R$ 323,64
  • Mato Grosso: R$ 298,65 — R$ 298,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes no decorrer da sexta-feira. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma elevação dos preços no curto prazo, considerando a demanda doméstica que se aproxima do seu ápice.

“A incidência do décimo terceiro salário, a criação de postos temporários de emprego, além das confraternizações de final de ano são elementos relevantes a se considerar”, assinalou.

  • Quarto traseiro: ainda precificado a R$ 25 por quilo;
  • Ponta de agulha: cotada a R$ 17 por quilo;
  • Quarto dianteiro: segue a R$ 18,20

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,65%, sendo negociado a R$ 5,4060 para venda e a R$ 5,4040 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4025 e a máxima de R$ 5,4595. Na semana, a moeda teve desvalorização de 1,78%.



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Assembleia Legislativa promoverá audiência pública para debater a crise do leite no Paraná



A Assembleia Legislativa do Paraná promove na próxima terça-feira (21), às 9h, a audiência pública “Crise no Preço do Leite”, que vai discutir mecanismos para valorizar os produtores de leite e a agricultura familiar, além de enfrentar a concorrência injusta no mercado internacional.

O debate reunirá parlamentares, representantes do governo, entidades de classe e produtores de todo o estado.

A principal dificuldade enfrentada pelo setor é a queda do valor pago aos produtores. Isso ocorre, principalmente, devido à concorrência com o leite em pó importado do Mercosul, que é reidratado em território nacional e chega ao mercado com preços menores que o leite in natura produzido no Paraná.

Entre as principais bandeiras defendidas pelo deputado Luis Corti (PSB) está a proibição da reidratação de leite em pó importado para comercialização como leite fluido. A proposta segue agora para análise da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda.

Risco ao pequeno produtor

Para a deputada Luciana Rafagnin, líder do Bloco da Agricultura Familiar, a crise no setor é ainda mais sentida nas pequenas propriedades, especialmente naquelas em que o leite é o principal produto.

“Durante muitos anos, o leite era uma renda extra para as famílias produtoras. Hoje, em muitas propriedades, virou a principal fonte de renda. Mas os produtores estão trabalhando no vermelho. O custo de produção é alto e o preço pago pelo litro de leite, cada vez menor. Além disso, o produtor só sabe quanto vai receber 30 dias depois da entrega” explica.

Ela defende que o governo amplie a compra de leite diretamente dos produtores, para abastecer creches, escolas e hospitais, garantindo assim uma renda mínima às famílias que vivem da produção leiteira.

Os prejuízos causados pela crise também são destacados pelo deputado Wilmar Reichembach, coordenador da Frente Parlamentar de Apoio à Cadeia Produtiva do Leite no Paraná. Ele pede união de esforços para encontrar uma solução definitiva para o problema, que afeta os produtores paranaenses há mais de 20 anos, desde a forte crise do setor em 2003.

Debate e busca por soluções

A crise já havia sido debatida na Assembleia em uma reunião entre deputados, produtores e representantes de prefeituras e câmaras de vereadores de diversos municípios que têm a cadeia leiteira como base da economia. A audiência pública da próxima terça-feira foi convocada para aprofundar o debate e buscar soluções para os problemas apontados nesse encontro.



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RS projeta 3,7 milhões de toneladas de trigo


A cultura do trigo no Rio Grande do Sul apresenta avanço no ciclo produtivo, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (16) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento mostra predomínio das fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (30%) nas lavouras, com boa uniformidade devido à semeadura realizada dentro das janelas recomendadas pelo zoneamento agrícola.

As condições meteorológicas registradas no período — redução das chuvas, boa luminosidade e temperaturas amenas — favoreceram o desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da cultura. Também contribuíram para a manutenção da sanidade foliar e do potencial produtivo. “O clima tem ajudado no desenvolvimento das lavouras e na conservação da qualidade fitossanitária”, aponta o informativo.

Os ventos fortes atingiram cultivos no Centro-Oeste do estado, mas os danos foram pontuais. Já nas áreas semeadas no início da safra — sobretudo no Noroeste, Planalto e Fronteira Oeste —, a colheita atingiu 2% da área cultivada. A expectativa é de bons resultados para o fechamento do ciclo. Em contrapartida, chuvas registradas nas fases de floração e início do enchimento de grãos nas regiões Norte e Noroeste causaram prejuízos localizados.

O estado fitossanitário das lavouras permanece satisfatório, segundo a Emater/RS-Ascar, por conta das condições secas que reduziram a pressão de doenças fúngicas. Ainda assim, há atenção especial para a giberela, doença que preocupa em regiões de maior altitude e áreas em plena floração.

Na fase final do ciclo, produtores aplicam dessecantes para uniformizar a maturação e monitoram a umidade do solo, o que possibilita a entrada segura das máquinas. Algumas áreas no Oeste e na Campanha ainda enfrentam restrições operacionais devido ao excesso de umidade, o que pode causar atrasos pontuais na colheita.

A nova estimativa da safra 2025, com base em dados da primeira quinzena de outubro, indica uma área cultivada de 1.141.224 hectares, redução de 14,26% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 1.331.013 hectares, segundo o IBGE. A produtividade estimada passou de 2.997 kg/ha no início do plantio para 3.261 kg/ha, aumento de 8,81%. Em comparação à safra 2024, houve elevação de 17,26%, com média de 2.781 kg/ha no ciclo passado.

A produção total estimada é de 3.721.653 toneladas, representando alta de 3,63% em relação à previsão inicial de 3.591.330 toneladas e de 0,57% sobre as 3.700.521 toneladas colhidas no ano anterior.

O preço médio da saca de 60 quilos, de acordo com o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, apresentou queda de 1,90% na comparação com a semana anterior, passando de R$ 64,14 para R$ 62,92.





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Brahman bate recorde de qualidade de carcaça no Brasil; saiba mais



Um touro da raça Brahman acaba de fazer história na pecuária nacional, alcançando a maior mensuração de Área de Olho de Lombo (AOL) já registrada no Brasil para animais de até 36 meses. Ao ser avaliado por ultrassonografia de carcaça, o reprodutor Mr SEC Kimme130 atingiu uma impressionante medida de 173,04 centímetros quadrados de AOL.

O índice de 173,04 centímetros quadrados supera o recorde anterior de 171 centímetros quadrados, segundo dados da DGT Brasil. O AOL está diretamente ligado ao tamanho do contrafilé e à capacidade do animal de produzir carne nobre com alto rendimento de carcaça.

O touro recordista, que nasceu na Estância Santa Clara, em Descalvado (SP), foi avaliado pelo software norte-americano Beef Image Analysis (BIA), uma tecnologia de ponta utilizada para mapear a qualidade de carcaça em animais vivos. Com apenas 36 meses, Mr SEC Kimme comprovou sua genética superior, registrando índices de qualidade acima da média:

  • AOL: 173,04 centímetros quadrados (recorde nacional)
  • Marmoreio: 5,69% (a gordura entremeada que garante sabor e suculência)
  • Espessura de gordura subcutânea: 13,33 milímetros

Selo “all profit”: a excelência em carcaça precoce e alto marmoreio

Com esses índices de excelência, Mr SEC Kimme entra para a história da pecuária brasileira como o primeiro animal a receber o selo “All Profit” do Índice US Beef.

O selo é uma distinção rara, concedida apenas a bovinos que são positivos para todas as características de carcaça na avaliação de ultrassonografia, somando mais de 30 pontos percentuais. Matheus Zacarias, diretor da Selection Beef, destaca a importância desse reconhecimento para o potencial de ganho de peso e qualidade da carne.

O presidente do Conselho Técnico da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Fernando Pereira, afirma que o feito é inédito para a raça e para o zebu brasileiro. Ele confirma o alto potencial genético da raça Brahman não apenas para ganho de peso, mas principalmente para a produção de carne de qualidade, com acabamento de carcaça precoce e alto marmoreio.

O touro recordista é filho de uma linhagem de alto desempenho: o touro americano JDH Mr Echo Manso 237/1 e a matriz brasileira Ms SEC PO 54.

Seleção por dentro: investimento em genética e tecnologia

O proprietário do touro, Luiz Carlos Vianna, escolheu a raça Brahman por seu temperamento dócil e pelo potencial de carne de qualidade. A seleção do plantel na Estância Santa Clara é realizada pela AH Assessoria, que utiliza a tecnologia de ultrassonografia de carcaça para mapear os animais “por dentro”.

Essa tecnologia permite identificar e selecionar indivíduos com alto grau de marmoreio e rendimento de carcaça, ou seja, com o biotipo funcional que o mercado exige. Todo o rebanho da Santa Clara também é avaliado pelo programa de melhoramento genético PMGZ da ABCZ.

A conquista inédita é a prova de que os investimentos em genética estão colocando o Brahman no patamar mais alto da pecuária mundial, garantindo que mais carne macia e saborosa esteja disponível em breve para o consumidor brasileiro.



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Proposta que compara tilápia a javali preocupa o setor; entenda



A Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) divulgou nota nesta sexta-feira (17) em que manifesta preocupação frente ao comunicado oficial do Ministério do Meio Ambiente (MMA), feito em reunião na Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio) em 3 de outubro.

O órgão inclui a tilápia e os peixes nativos fora de suas bacias hidrográficas de origem, além de espécies híbridas e de camarões na lista de espécies exóticas invasoras.

De acordo com a entidade representativa do setor, caso a proposta seja aprovada na próxima reunião da Conabio, em 8 de novembro deste ano, tal classificação coloca tais espécies no mesmo patamar de alerta e controle do javali, animal cuja estratégia de controle apresentada pela Secretária de Biodiversidade do MMA é a erradicação.

“A Peixe BR vê com extrema preocupação essa proposta, uma vez que sua fundamentação carece de debate técnico amplo e de estudos atualizados e imparciais. Decisões dessa magnitude não podem desconsiderar o impacto socioeconômico para milhares de famílias que vivem da piscicultura”, destaca.

Na nota, a Associação reforça que a ciência deve andar junto com a realidade social e econômica brasileira, assegurando a sustentabilidade ambiental sem comprometer o desenvolvimento produtivo. “E, neste momento, diversas parcerias estão sendo realizadas para demonstrar que esse caminho não representa o equilíbrio necessário.”

A Peixe BR também argumenta que a minuta apresentada não oferece prazo adequado para defesa do setor, haja vista que o MMA realiza esses estudos desde 2009.

“O Brasil é um país de todos os seus cidadãos e todas as ações devem ser no sentido de atender às demandas da sociedade brasileira, e o combate à fome se dá produzindo alimentos de qualidade e em abundância”, diz o texto da entidade.

Controle de espécies

Procurado pela reportagem, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reforçou que a lista de espécies exóticas e invasoras ainda tramita em instância consultiva. “Eventuais medidas e salvaguardas serão definidas em norma futura, a ser publicada pelo MMA. E somente após isso haverá entrada em vigor da nova lista”, diz trecho.

A pasta ainda destaca que a inclusão de uma espécie na lista tem caráter técnico e preventivo e não implica em qualquer ação automática de banimento e de proibição de uso ou cultivo.

“Cabe destacar que a tilápia é reconhecida pela relevância econômica no país e pelo cultivo amplamente consolidado no território nacional, e por isso ressalta-se que não há qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade”, reforça.

De acordo com o MMA, o objetivo da lista é reconhecer a existência de espécies exóticas que apresentam potencial de impacto sobre a biodiversidade nativa, servindo como referência para políticas públicas e ações de prevenção e controle.

Confira a resposta do MMA na íntegra:

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) informa que está em andamento o reconhecimento da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, na qual a tilápia (Oreochromis niloticus) está incluída. A lista foi submetida à análise da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio) após um estudo de longo prazo conduzido pelo MMA, com base em evidências científicas e consultas a especialistas.

A recomendação da lista pela Conabio (instância consultiva) é uma das etapas e visa ampliar o debate e dar mais transparência à sociedade sobre as políticas do poder público direcionadas à prevenção e controle dessas espécies. Eventuais medidas e salvaguardas serão definidas em norma futura, a ser publicada pelo MMA. E somente após isso haverá entrada em vigor da nova lista.

É importante destacar que a inclusão de uma espécie na lista tem caráter técnico e preventivo e não implica em qualquer ação automática de banimento e de proibição de uso ou cultivo. Cabe destacar que a tilápia é reconhecida pela relevância econômica no país e pelo cultivo amplamente consolidado no território nacional, e por isso ressalta-se que não há qualquer proposta ou planejamento para interromper essa atividade.

O objetivo da lista é reconhecer a existência de espécies exóticas que apresentam potencial de impacto sobre a biodiversidade nativa, servindo como referência para políticas públicas e ações de prevenção e controle.



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Frente fria derruba temperaturas em 6 estados; saiba quando e onde



Uma nova frente fria avança pelo Brasil neste fim de semana e vai mudar completamente o padrão do tempo em grande parte do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

De acordo com a Climatempo, o sistema traz chuva, ventos fortes e uma queda significativa das temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o frio volta a aparecer já a partir de domingo (19).

Segundo a empresa, a virada de tempo marca o retorno da influência de uma massa de ar polar, que chega logo após a passagem da frente fria e garante dias mais frios e úmidos.

Frio no Sul

No Sul do país, o domingo será marcado por temperaturas mais baixas e sensação de frio intenso, com mínimas abaixo de 10°C em diversos municípios do interior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.

Durante a tarde, o sol até aparece entre algumas nuvens, mas a baixa dos termômetros continua predominando em boa parte da região. No litoral catarinense e paranaense, a entrada de ventos do oceano mantém o céu mais carregado, podendo provocar pancadas isoladas de chuva fraca, sem afastar a sensação de frio.

Baixas temperaturas no Sudeste

No Sudeste, o avanço da frente fria também muda o tempo. Segundo a Climatempo, em São Paulo, o sábado (18) começa abafado, com temperatura em torno dos 25°C, mas a chegada do sistema provoca uma queda gradual nos termômetros ao longo do dia. Assim, à noite, a mínima deve ser de cerca de 17°C, com ventos que podem chegar a 90 km/h.

Com isso, o domingo será de tempo instável e temperaturas ainda mais baixas: a máxima não deve passar dos 16°C, e as mínimas ocorrem no fim do dia, chegando a 12°C. Mesmo sem chuva forte, os ventos continuam atuando e podem superar 60 km/h, mantendo a sensação de frio.

Queda de 14°C

No Rio de Janeiro, a mudança de tempo também será expressiva: o calor de até 36°C registrado no sábado dará lugar a uma máxima de apenas 22°C no domingo, com sensação de frio acentuada devido à nebulosidade e aos ventos.

Conforme a Climatempo, na segunda-feira (20), o frio segue presente sobre São Paulo. O amanhecer terá mínima de 11°C, e o céu continua encoberto, impedindo a elevação das temperaturas, que devem chegar a no máximo 17°C durante a tarde. À noite, os termômetros voltam a cair, e o frio mais intenso retorna.

Já na terça-feira (21), o tempo abre sobre a capital paulista e a região metropolitana, mas a massa de ar polar mantém as manhãs frias, com mínimas em torno de 10°C e máximas que não passam de 20°C.

Em outras áreas do Sudeste, a frente fria ainda provoca instabilidades. No Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Espírito Santo, a chuva persiste e o céu fica carregado, o que também ajuda a reduzir as temperaturas. No entanto, a queda mais acentuada é esperada mesmo para São Paulo, Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais, onde a influência da massa de ar frio é mais direta.

Mudança também no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a frente fria também atua, mas de forma menos intensa. De acordo com a empresa de meteorologia, a chuva e a maior presença de nebulosidade garantem um alívio para o calor, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde o ar polar ajuda a conter a elevação das temperaturas. Ainda assim, não há expectativa de frio significativo.

No Nordeste, o sistema provoca aumento da chuva apenas no litoral da Bahia, enquanto as demais áreas seguem com sol e calor.

Já no Norte, a frente fria não avança com força suficiente, e as temperaturas permanecem elevadas, com chuva concentrada em Roraima e no norte do Amazonas.



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