segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Umidade exige controle de doenças no feijão


No Rio Grande do Sul, o cultivo do feijão da segunda safra tem enfrentado dificuldades em função da falta de chuvas e das temperaturas mais baixas. É o que aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8). Embora as condições climáticas recentes tenham favorecido a colheita e o desenvolvimento das lavouras, o prolongamento do déficit hídrico tem reduzido o desempenho produtivo da cultura, que possui baixa tolerância ao frio.

“As condições climáticas nas últimas semanas – temperaturas e radiação solar adequadas – contribuíram para a colheita e para o desenvolvimento das lavouras”, informa o boletim. No entanto, a redução progressiva da umidade do solo tem afetado negativamente a produtividade, especialmente com as temperaturas noturnas e matinais mais baixas, típicas do período.

A Emater/RS-Ascar relata que 42% da área plantada já foi colhida, com produtividade média de 1.300 quilos por hectare. Em algumas regiões, o potencial produtivo já apresenta sinais de comprometimento, embora as perdas ainda não tenham sido totalmente quantificadas.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, aproximadamente 80% das lavouras foram colhidas e 20% estão em maturação. Já em Ijuí, a colheita avançou lentamente e cobre apenas 6% da área. “A cultura apresenta rápida evolução para o estádio de maturação, que abrange 43% das lavouras. O porte das plantas está elevado, e há bom número de vagens por planta”, destaca o informativo, que também aponta que a sanidade vegetal tem sido beneficiada pelo clima quente e seco, com incidência controlada de ácaros e ocorrência pontual de larva-minadora nas folhas — praga atípica para a cultura, mas sem impacto relevante até o momento.

Na região de Santa Maria, a colheita chegou a 50%. A produtividade inicialmente estimada em 1.390 quilos por hectare foi reduzida em cerca de 10%, em razão das condições climáticas desfavoráveis ao longo do ciclo da cultura.

Em Soledade, a umidade relativa do ar elevada, causada principalmente pela formação de orvalho, exigiu manejo fitossanitário rigoroso. A atenção se concentrou na antracnose, cuja incidência aumentou com a combinação entre alta umidade e temperaturas amenas. Em relação às fases fenológicas, 10% das lavouras estão em florescimento, 80% em enchimento de grãos e 10% em maturação.





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ANTT remarca última sessão da audiência pública sobre concessão da BR-116 na Bahia



A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) alterou a data da última sessão da Audiência Pública nº 2/2025, relativa à nova concessão da BR-116 (324) no estado da Bahia, para a próxima terça-feira (20).

A audiência será realizada às 14h, no edifício-sede da ANTT, em Brasília (DF), localizado no Trecho 03, Lote 10, Projeto Orla.

O projeto, denominado Rota 2 de Julho, prevê R$ 24 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, com foco na ampliação de capacidade, modernização da infraestrutura e aumento da segurança para os usuários.

A nova concessão abrange 663 quilômetros de rodovias, incluindo importantes trechos entre Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista.

Entre as melhorias previstas estão 356 km de duplicações, faixas adicionais, passarelas, viadutos e vias laterais. Atualmente, o trecho é administrado pela ViaBahia, cujo contrato será encerrado em 15 de maio.

A partir dessa data, a gestão dos trechos passará a ser de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), até que a nova concessão entre em vigor, prevista para 2026.

Sessões públicas relativas ao projeto de concessão já foram realizadas nos municípios baianos de Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. A sessão de Brasília encerrará a Audiência Pública sobre a concessão da BR-116 na Bahia.

Segundo a ANTT, os encontros têm como objetivo ouvir a sociedade e aprimorar o projeto antes da publicação do edital definitivo.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Brasil e China discutem cooperação em biotecnologia agrícola



Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (Mara) se reuniram nesta terça-feira (13) para o encontro do Grupo de Trabalho de Biotecnologia e discutiram caminhos de cooperação entre os dois países.

A pauta da reunião incluiu temas como avaliação de biossegurança, regulamentação de organismos geneticamente modificados e uso da biotecnologia para ampliar a sustentabilidade e a segurança alimentar.

O encontro foi liderado pelo secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, acompanhado do vice-presidente da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), Mário Murakami, e de equipes técnicas.

“A agricultura brasileira é bastante diversa. Prospectar e identificar oportunidades por meio do diálogo técnico e regulatório é essencial para ampliar a cooperação entre Brasil e China, assim como a resiliência da agricultura brasileira”, comentou Goulart.

Representante do governo chinês também ressaltou a relevância do Brasil como parceiro comercial estratégico, especialmente no fornecimento de grãos como soja e milho. “Com o esforço conjunto dos dois governos, temos garantido um comércio fluido e estável de produtos transgênicos. Queremos aproveitar essa reunião para aprofundar o intercâmbio técnico e o conhecimento mútuo”, disse.

O vice-presidente da CTNBio, Mário Murakami, reforçou o papel da comissão brasileira como referência internacional. “A proposta é construir uma relação de benefício mútuo, a partir de um processo gradual de aproximação técnica entre as comissões. À convergência regulatória entre os países pode fortalecer a segurança alimentar, a sustentabilidade ambiental e a competitividade econômica, além de favorecer a transferência de tecnologias”, explicou Murakami.



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Família de Roraima inova na produção e transforma bananas em chips


No sul de Roraima, no município de São Luiz, a família Gomes encontrou uma solução para enfrentar as perdas no mercado de banana in natura: transformar a fruta em chips.

A produção, feita no próprio sítio Nova Esperança, foi chancelada como Banana Chips Roraima.

A  iniciativa surgiu da experiência de anos no cultivo da banana e da vontade de agregar valor ao que antes era vendido apenas como matéria-prima.

“Depois de um longo período de estiagem, perdemos mercado devido ao tamanho da banana. Então, passamos a processá-la e colocá-la no mercado, aproveitando a matéria-prima que já tínhamos. Assim, abrimos a empresa, compramos as máquinas e deu certo! Hoje, já somos um sucesso em Roraima”, conta Leonardo de Oliveira Gomes, sócio-proprietário da empresa. 

“O cuidado é o que garante o sabor inigualável ”, afirma Gomes. Foto: Arquivo Pessoal
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Apoio técnico e sonho de expansão

Um dos pontos-chave para o sucesso do negócio foi o apoio do Sebrae/RR.

 “Antes de tudo, procuramos o Sebrae. Tivemos todas as orientações para iniciar do jeito certo, desde o regime jurídico da empresa até como buscar os órgãos de regulamentação”, relata Gomes. 

Com os pés no chão, mas com os olhos no futuro, os produtores da Banana Chips Roraima já planejam os próximos passos, ampliar a divulgação e alcançar novos mercados fora do estado. 

“Nosso produto tem um diferencial. O sabor vem do cuidado com a escolha das bananas e do ponto certo da colheita. Esse cuidado é o que garante o sabor inigualável ”, afirma Gomes.

A mini-indústria conta com seis agricultores do núcleo familiar, além de gerar empregos pontuais para trabalhadores nas etapas de limpeza e colheita.

A Banana Chips Roraima alia tradição, sustentabilidade e inovação, mantendo os laços com a terra e com a cultura regional. 

No campo, a família encontrou mais que uma renda: encontrou um propósito e um caminho de valorização da agricultura familiar.

“A comercialização acontece por meio de representantes tanto na região sul de Roraima quanto na capital, Boa Vista. A família permanece dedicada à produção, enquanto os parceiros cuidam da distribuição”, finaliza Gomes.



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ata do Copom indica fim do ciclo de alta dos juros no Brasil; ouça o Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o alívio nos mercados após o CPI dos EUA vir abaixo do esperado, reforçando apostas de corte de juros ainda em 2025. O dólar caiu 1,32%, a R$ 5,60, e o Ibovespa bateu novo recorde, subindo 1,76%. A ata do Copom foi lida como sinal de fim do ciclo de alta da Selic. Hoje, atenção aos dados de serviços no Brasil e à fala de dirigentes do Fed.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Seca provoca perdas na reta final da colheita da soja


Segundo dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (8), a colheita da soja avançou e já atinge 95% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Em diversas localidades das regiões do Planalto e Alto Uruguai, no Norte e Nordeste do estado, os trabalhos já foram concluídos.

O tempo seco e os períodos prolongados de insolação favoreceram o avanço das operações no campo. No entanto, a formação intensa de orvalho no início da manhã tem atrasado o início das atividades. “A elevada umidade retida nas hastes, ramos e vagens aumenta o risco de perdas por grãos deteriorados ou danificados durante a operação”, informa o boletim.

A produtividade tem oscilado entre 1.000 e 2.500 quilos por hectare, com médias inferiores às inicialmente projetadas. A variação reflete os diferentes níveis de déficit hídrico enfrentados pelas lavouras ao longo do ciclo. As áreas remanescentes, que correspondem a 5% da safra, estão em estágio de maturação fisiológica e prontas para a colheita.

A ausência de chuvas por até quatro semanas consecutivas em algumas regiões tem provocado a debulha natural dos grãos ainda em campo. O fenômeno tem causado perdas adicionais. Na Região Oeste do estado, levantamento da Emater/RS-Ascar apontou perdas médias de 80 quilos por hectare em grãos encontrados no solo antes mesmo da entrada das colhedoras.

As indenizações do Proagro e Proagro Mais têm sido liberadas com maior agilidade nesta safra, impulsionadas pela flexibilização da documentação exigida. “A dispensa de apresentação de notas fiscais tem facilitado o processo”, aponta o relatório. Ainda assim, o acionamento dos seguros, públicos ou privados, está restrito a perdas expressivas. A redução na cobertura do Proagro, que varia entre 25% e 50% conforme a janela de plantio determinada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, tem dificultado o acesso à compensação para produtores com produtividade de até 1.200 quilos por hectare. A limitação tem afetado especialmente agricultores do Pronamp e do grupo “Demais Produtores”, que não contam com renda mínima garantida.

Após o encerramento da colheita, os produtores aguardam o retorno das chuvas para repor a umidade do solo e iniciar a semeadura das culturas de inverno, das plantas de cobertura ou de adubação verde. No intervalo, realizam práticas de conservação e manejo do solo, como calagem, subsolagem e construção de terraços, com o objetivo de melhorar as condições físico-químicas, favorecer a infiltração de água e conter a erosão hídrica.





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Frente fria e grande amplitude térmica em duas regiões; confira a previsão



Dia marcado por diferença significativa entre mínimas e máximas, além de frente fria chegando ao Nordeste. Acompanhe a previsão para as cinco regiões do país:

Sul

Por conta da influência da alta pressão no oceano, continuará chovendo fraco nos litorais de Santa Catarina e Paraná, sem precipitações nas demais áreas da região Sul. O destaque será a amplitude térmica, principalmente nas cidades situadas mais no interior dos três estados por conta de ventos quentes e secos vindos da região central do Brasil. Porém, como as noites serão com tempo aberto, as temperaturas durante as madrugadas e manhãs serão baixas.

Sudeste

Todo o litoral do Espírito Santo, incluindo Vitória, terá chuva fraca, mas que se estende por todo o dia. Isso acontece pelos efeitos da alta pressão, estimulando umidade para a região que está com temperatura máxima em torno dos 24°C. Nas demais áreas do Sudeste, madrugadas e manhãs seguem com baixas temperaturas e um pouco de vento, fazendo com a sensação térmica seja baixa. Predomínio de sol entre nuvens, sem previsão de chuva.

Centro-Oeste

Apesar de chuvas isoladas nos últimos dias, o tempo em todos os estados do Centro-Oeste volta a ficar estável e, com isso, a amplitude térmica se estende. Em Cuiabá, por exemplo, o dia começa com 22°C e a máxima chega aos 33°C (diferença de 11°C), com temperaturas acima da média para o período.

Nordeste

A frente fria alcança o estado da Bahia. Resultado: chuva forte durante todo o dia em Porto Seguro, com volumes de até 60 mm em pouco tempo, principalmente no período da tarde. As precipitações serão isoladas, rápidas e moderadas no interior baiano e no litoral de Sergipe, Alagoas e Pernambuco. Ainda chove em Salvador, porém, com menos intensidade e volume. Nas demais áreas da região, o tempo fica estável, com sol entre muitas nuvens e calor.

Norte

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e a disponibilidade de umidade já comum na Região Norte deixam o tempo instável, principalmente no norte do Amazonas e Pará, além do oeste de Roraima e leste do Amapá, onde os acumulados de chuva podem chegar aos 40 mm em um único dia. A chuva pode vir em forma de temporal.



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Exportações do agro paulista caem 11,6% no 1º quadrimestre


As exportações do agronegócio paulista somaram US$ 8,70 bilhões entre janeiro e abril de 2025, registrando queda de 11,6% em comparação com o mesmo período de 2024. No mesmo intervalo, as importações do setor aumentaram 6,5%, totalizando US$ 1,98 bilhão. Como resultado, o saldo da balança comercial do agro no Estado ficou em US$ 6,72 bilhões, valor 15,3% inferior ao registrado nos primeiros quatro meses do ano passado.

De acordo com análise da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), as exportações do agro representaram 40,7% do total vendido ao exterior pelo Estado de São Paulo no período. As importações corresponderam a 6,9% do total estadual. Em relação ao primeiro quadrimestre de 2024, houve queda de 3,4 pontos percentuais na participação das exportações e de 0,9 ponto nas importações.

Apesar do recuo no saldo, alguns mercados ampliaram suas compras. A China aumentou em 7% a aquisição do grupo soja e em 1% a do grupo carnes. Já os Estados Unidos elevaram as compras de carnes em 93%, produtos florestais em 59% e cafés em 9%.

Entre os grupos de produtos exportados, o complexo sucroalcooleiro liderou com 24,6% do total, somando US$ 2,136 bilhões, dos quais 88,7% correspondem ao açúcar e 11,3% ao etanol. Em seguida, vieram o setor de carnes (14%), grupo de sucos (12,1%), produtos florestais (11,1%) e complexo soja (10,9%). Juntos, esses cinco grupos representaram 72,7% das exportações. O café aparece logo depois, com participação de 7,5%.

As variações nos valores exportados revelam crescimento nos grupos café (63,7%), sucos (35%) e carnes (23,1%). Em contrapartida, houve queda nos grupos sucroalcooleiro (-46,2%), soja (-4,5%) e produtos florestais (-3,6%).

No que se refere aos destinos das exportações, a China lidera com 20,3% de participação, seguida pela União Europeia (15,6%) e pelos Estados Unidos (15,3%). Os chineses concentram as compras em soja, carnes e produtos florestais. Já os norte-americanos adquirem, principalmente, sucos, carnes e café. Os europeus se destacam na aquisição de sucos e café.

No contexto nacional, São Paulo manteve a liderança entre os estados exportadores do agronegócio no primeiro quadrimestre de 2025, com participação de 16,5% no total das vendas externas do setor. Mato Grosso aparece logo atrás, com 16,3%, seguido por Minas Gerais, com 12,2%.

Enquanto São Paulo registrou retração, o agronegócio brasileiro apresentou leve crescimento. As exportações nacionais do setor totalizaram US$ 52,74 bilhões, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024. As importações somaram US$ 6,87 bilhões, resultando em superávit de US$ 45,87 bilhões. Segundo o relatório, “o desempenho do agronegócio segue sendo fundamental para conter o déficit comercial gerado pelos demais setores da economia brasileira”.





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Suplementação tenta conter queda na produção leiteira


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (08), a produção de leite enfrenta queda em diversas regiões no Rio Grande do Sul. O encerramento do ciclo das forrageiras de verão levou os produtores a intensificarem o uso de suplementação alimentar com silagem, feno e concentrados proteicos, a fim de manter os níveis de produção.

Apesar das mudanças na alimentação, a qualidade do leite permanece estável na maioria das propriedades, com níveis adequados de matéria seca e indicadores sanitários, como células somáticas e contagem bacteriana, dentro dos parâmetros exigidos. Algumas áreas com cereais de inverno já permitem pastejo, embora o desenvolvimento das plantas ainda apresente irregularidades.

Na região de Bagé, a produção de leite continua em declínio, reflexo da entressafra das forrageiras e da escassez de chuvas durante abril. Segundo a Emater, esse impacto é mais evidente nas propriedades com maior dependência de pastagens naturais.

Em Caxias do Sul, a qualidade do leite segue conforme os padrões legais. Já na região de Erechim, os rebanhos estão em boas condições, favorecidos pela recuperação dos recursos hídricos e pela redução das temperaturas, o que proporcionou maior conforto térmico aos animais.

Em Frederico Westphalen, a produção sofreu leve recuo em decorrência do adiantamento do período de vazio forrageiro e das altas temperaturas registradas recentemente. Em Ijuí, os rebanhos manejados a pasto apresentam escore corporal abaixo do ideal, em razão da limitação na oferta de alimentos.

Na região de Passo Fundo, o manejo sanitário e reprodutivo ocorre normalmente, sem registro de alterações. A redução na presença de moscas foi observada como um fator positivo para o bem-estar dos animais. Em Pelotas, os produtores têm enfrentado, além das adversidades climáticas, quedas recorrentes de energia elétrica, o que tem exigido novos investimentos em infraestrutura.

Em Santa Maria, os criadores seguem monitorando a presença de parasitas como moscas e carrapatos, utilizando medidas de controle para minimizar os impactos na produção.





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agronegócio exporta US$ 7,57 bilhões em 2024


As exportações do agronegócio de Santa Catarina alcançaram US$ 7,57 bilhões em 2024, o que corresponde a 64,9% do total exportado pelo estado. Os dados integram a 45ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, elaborada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), que apresenta uma análise detalhada do desempenho do setor e serve de base para políticas públicas e decisões estratégicas voltadas ao campo.

Segundo o Observatório Agro Catarinense, houve uma concentração expressiva das exportações em poucos segmentos. Entre os 25 setores analisados, apenas seis responderam por quase 94% do valor exportado no período. As carnes lideraram com 54,8%, seguidas pelos produtos florestais, que representaram 25,2%.

De acordo com o Epagri/Cepa, os principais itens exportados foram carne de frango, carne suína, madeira, soja em grão, papel e fumo. Juntos, eles representaram 88,1% da receita total do agronegócio catarinense em 2024. A carne suína registrou o maior crescimento em comparação ao ano anterior, com aumento de 8% e total de US$ 1,69 bilhão. Já a carne de frango, principal produto da pauta exportadora, teve crescimento de 0,2%, atingindo US$ 2,29 bilhões.

Para Alexandre Luís Giehl, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, os resultados refletem o diferencial sanitário da produção local e o cenário internacional. “O controle rigoroso em toda a cadeia produtiva é um dos grandes diferenciais da agropecuária catarinense e tem reconhecimento internacional. Esse padrão de qualidade tem garantido a confiança dos mercados mais exigentes e sustentado a posição de destaque do estado no comércio internacional de proteínas animais”, afirma.

Problemas sanitários em outras partes do mundo também contribuíram para impulsionar as exportações do estado. Surtos de peste suína africana e gripe aviária em diversos países aumentaram a demanda por carnes de origem segura, como as de Santa Catarina. Em 2024, as vendas de carne suína para as Filipinas cresceram 48%, enquanto os embarques de carne de frango para o Japão subiram 25%.

A China e os Estados Unidos se mantiveram como os principais compradores do agronegócio catarinense em 2024, com participações de 15,6% e 13%, respectivamente. O Japão foi responsável por 8,2% das aquisições, seguido pelas Filipinas (6%), México (5,9%) e Chile (4,3%). Os números confirmam a presença dos produtos catarinenses em mercados estratégicos da Ásia e das Américas.





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