segunda-feira, maio 25, 2026

Autor: Redação

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Foco de gripe aviária mata cerca de 90 aves aquáticas em zoológico gaúcho



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o Rio Graande do Sul possui dois focos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1).

O primeiro caso noticiado ocorreu em uma granja comercial de produção de ovos férteis, no município de Montenegro. No local, estavam alojadas cerca de 17 mil galinhas. O segundo foco foi identificado a 50 quilômetros dali, no Zoológico de Sapucaia do Sul, onde 90 aves aquáticas morreram.

As informações foram detalhadas durante coletiva de imprensa na Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), com a presença de autoridades estaduais, representantes do Mapa e entidades do setor avícola.

O estado já conta com um sistema de monitoramento permanente de aves migratórias, intensificado desde a detecção da Doença de Newcastle no ano passado. Além disso, os produtores gaúchos recebem orientações técnicas regulares para identificar sinais clínicos nas aves e realizar a notificação imediata aos órgãos de defesa sanitária.

A Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) avalia que o episódio será controlado sem grandes impactos para a cadeia produtiva. Na agropecuária do estado, o frango ocupa a terceira posição entre os produtos de maior relevância econômica.

As ações de contenção seguem o Plano Nacional de Contingência da Influenza Aviária, com medidas como isolamento das áreas afetadas, eliminação dos plantéis envolvidos e investigação epidemiológica em raio de até 10 quilômetros a partir dos focos.



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União Europeia também suspende compra de frango brasileiro



As exportações brasileiras de carne de frango estão suspensas para a União Europeia, além da China, confirmou o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro.

A suspensão automática na forma de autoembargo está prevista no protocolo de exportação da ave acordado entre o Brasil e o bloco europeu.

A suspensão ocorre após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária em plantel comercial no Brasil, confirmado mais cedo pela pasta.

A União Europeia está entre os dez principais destinos do frango brasileiro. Os embarques ao bloco perfazem cerca de 7% de todo volume exportado pelo país. Em 2024, o Brasil vendeu 229,984 mil toneladas do produto para os 27 países do bloco, com embarques que somaram US$ 655,320 milhões.

O Brasil, segundo o ministro, negocia a regionalização do protocolo com o bloco europeu, pleiteando que as exportações sejam restritas apenas à região do foco detectado, em um raio de 10 quilômetros, ou ao estado.

“Desde o primeiro foco de gripe aviária em aves silvestres há dois anos, intensificamos a revisão do protocolo com diversos países. Com alguns países, ainda não foi concluído. É possível que consigamos essas mudanças, comprovando que outras regiões não têm risco de foco e, com isso, liberação dos embarques das demais regiões”, afirmou o ministro.

Restrições de outros países

A China também vai suspender a partir desta sexta-feira (16) e por até 60 dias as compras de carne de frango do Brasil.

Já Reino Unido, Argentina, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita vão restringir a compra de carne de frango brasileiro apenas do Rio Grande do Sul e, posteriormente, somente ao município, segundo Favaro.

Esses países já possuem protocolos de regionalização acordados com o Brasil. A expectativa do ministério é de que outros países flexibilizem o protocolo de regionalização de gripe aviária, restringindo os embargos à área do foco detectado, mesmo com as ações em curso.

Desde a confirmação do foco de gripe aviária em granja comercial, o governo atua sobretudo em duas frentes. As medidas, do ponto de vista sanitário, vão no sentido de evitar a entrada da doença em outras granjas comerciais e, sob o ponto de vista comercial, restabelecer o mais rápido possível os fluxos comerciais.

Trata-se do primeiro caso no Brasil de gripe aviária no sistema comercial (influenza aviária de alta patogenicidade).

O caso em granja comercial foi confirmado na noite da quinta-feira em um matrizeiro (granja de produção de ovos férteis) de aves comerciais em Montenegro, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Segundo o ministério, a granja foi isolada, as aves do plantel eliminadas e todo o sistema comercial da região está sendo monitorado, afirmou, bem como o fluxo comercial da granja foi rastreado e os ovos férteis inutilizados.

As medidas de contenção e erradicação do foco previstas no Plano Nacional de Contingência estão em curso, segundo o ministério.

As ações incluem o bloqueio comercial da granja, o monitoramento da região, além da erradicação das aves do plantel afetado, assim como intensificação das medidas de fiscalização e biossegurança. O ministro enfatizou que não há sinais de aves doentes em outras granjas comerciais na região do foco detectado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Indústrias de bioinsumos brasileiras mais próximas da China


A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (ABINBIO) deu um passo importante para aproximar o setor brasileiro de insumos biológicos às oportunidades do mercado chinês. Em visita oficial realizada recentemente à Embaixada da China em Brasília, representantes da entidade apresentaram ao Conselheiro da Embaixada da República Popular da China, Xiang Yu, as potencialidades do setor e discutiram possíveis parcerias estratégicas entre os dois países.

Durante o encontro, os diretores da ABINBIO Auro Ruschel (Jurídico) e Mauro Heringer (Relações Internacionais), acompanhados por Enrico Ribeiro, da Consillium, expuseram ao diplomata chinês o panorama atual da indústria brasileira de bioinsumos, detalhando os processos de pesquisa, desenvolvimento de produtos e os conceitos fundamentais para a compreensão desse setor em crescimento no Brasil.

Bioinsumos & Oportunidades

A ABINBIO apresentou diversas possibilidades de parceria entre as indústrias dos dois países, que vão desde cooperação técnica e aquisição de empresas nacionais até compras de produtos brasileiros e a implementação de indústrias brasileiras em território chinês.

O Conselheiro Xiang Yu demonstrou especial interesse em fortalecer os laços entre os setores brasileiro e chinês de bioinsumos. “O Brasil é o principal parceiro econômico da China na área agrícola”, destacou o diplomata, reforçando que é do interesse de seu país ampliar essa parceria, “sobretudo na área de uma agricultura de baixo carbono e de aumento de produtividade”.

Segundo o representante chinês, o setor de bioinsumos poderá desempenhar um papel estratégico dentro dos planos da China para alcançar a autossuficiência na produção agrícola, reduzir impactos ambientais e intensificar as relações Brasil-China. A declaração reforça a crescente relevância dos insumos biológicos no cenário global de transição para uma agricultura mais sustentável.

China International Import EXPO

Um dos resultados concretos do encontro foi o convite para que a ABINBIO participe da China International Import EXPO, maior feira de negócios da China, que acontece anualmente em novembro, na cidade de Xangai. O evento é considerado uma plataforma privilegiada para fornecedores e compradores estabelecerem contatos e fecharem negócios.

“Essa é a melhor oportunidade para que a ABINBIO possa apresentar diretamente seus produtos aos compradores chineses e se aproximar de indústrias chinesas para negócios futuros”, afirmou o Conselheiro, citando a APEX Brasil como parceira na composição da participação de empresas brasileiras de bioinsumos no evento.

A aproximação entre ABINBIO e a Embaixada da China representa um marco significativo para o setor brasileiro de bioinsumos, abrindo perspectivas promissoras de inserção em um dos maiores mercados agrícolas do mundo, com potencial para impulsionar inovações e investimentos em tecnologias sustentáveis para a agricultura.





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Diesel ‘fora de campo’ em São Paulo?; Embrapa Soja comenta sobre a transição para combustíveis renováveis



O estado de São Paulo busca dar um novo passo rumo à sustentabilidade, com o intuito de se tornar o primeiro do Brasil a substituir completamente o uso de diesel por combustíveis renováveis, com foco no agronegócio. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, que destacou que o etanol, o biometano e o hidrogênio verde serão as principais fontes dessa transição energética.

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A proposta de descarbonizar a agropecuária paulista é ambiciosa e essencial diante dos desafios climáticos e da necessidade urgente de tornar a produção agrícola mais sustentável. Para discutir os impactos dessa mudança, o Soja Brasil conversou com Roberta Carnevalli, pesquisadora da Embrapa Soja.

Ela explicou que o uso de biocombustíveis em tratores, colheitadeiras e no transporte agrícola já é uma realidade no Brasil. Desde 2008, existe uma mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que começou com 2% e hoje está em 13%, com previsão de aumento nos próximos anos. ”O uso de biodiesel puro ainda é limitado por questões técnicas em máquinas mais antigas, mas o setor tem evoluído rapidamente”, observa Carnevalli. Segundo ela, os modelos mais modernos já operam com 100% de biodiesel (B100), embora a adaptação continue sendo um desafio para os equipamentos mais antigos.

Emissões de diesel e seus impactos

O ponto central da transição energética, segundo a pesquisadora, está no conceito de emissões circulares. Diferentemente do diesel fóssil, que libera carbono armazenado por milhões de anos no subsolo, os biocombustíveis provêm de plantas que absorvem CO₂ durante o crescimento. Quando queimadas, essas plantas liberam o mesmo gás, mantendo o equilíbrio do ciclo do carbono. ”Com os biocombustíveis, nós fechamos o ciclo do carbono. É diferente de queimar combustível fóssil, que só adiciona mais CO₂ à atmosfera”, afirma.

Além de reduzir a pegada de carbono, os biocombustíveis representam uma alternativa viável para manter a produtividade no campo. No entanto, o custo ainda é uma barreira. Apesar de ter caído nos últimos anos, o biodiesel continua mais caro do que o diesel fóssil. ”Não se trata apenas de economia, mas de sobrevivência no planeta”, alerta Carnevalli. Ela destaca que as mudanças climáticas já impactam a produção global de alimentos, com perdas que podem chegar a 20% ao ano.

O que isso muda para a economia?

Do ponto de vista econômico, a substituição do diesel por fontes renováveis pode gerar benefícios, especialmente com políticas públicas que incentivem essa transformação. São Paulo conta com uma cadeia produtiva consolidada de etanol a partir da cana-de-açúcar e possui potencial para expandir a produção de soja em áreas de pecuária extensiva atualmente subutilizadas. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso eficiente da terra podem reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos paulistas.

Caso a produção local de soja não seja suficiente para atender à demanda energética, existe a possibilidade de integração com estados vizinhos como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são grandes produtores do grão.

Pilar ambiental na substituição do diesel

No aspecto ambiental, a substituição do diesel por biocombustíveis oferece benefícios relevantes. A recomendação é que a expansão ocorra apenas sobre áreas já abertas, sem afetar florestas nativas, e que os cultivos sigam boas práticas agrícolas. Entre elas estão o plantio direto, a rotação de culturas com gramíneas, o uso de plantas de cobertura e técnicas de manejo sustentável que contribuem para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Um dos pontos que geram debate é a destinação de parte da produção de soja para fins energéticos, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança alimentar e demanda energética. Para Carnevalli, essa preocupação pode ser superada com planejamento adequado e uso racional da terra. “Não há conflito entre alimento e energia se fizermos uso inteligente da terra”, defende.

Além disso, o processamento da soja para extração de óleo, utilizado na produção de biodiesel, gera como subproduto o farelo, amplamente usado na alimentação animal. Esse fator pode inclusive contribuir para a redução dos custos na cadeia da carne.

Programa Soja Baixo Carbono (SBC)

A Embrapa Soja faz parte do Programa Soja Baixo Carbono, em parceria com sete empresas apoiadoras, incluindo a UPL, com o objetivo de desenvolver um protocolo de certificação para a soja produzida em sistemas que adotem práticas agrícolas com baixa emissão de gases de efeito estufa e estimulem o sequestro de carbono. A certificação estará disponível no mercado a partir de 2026, fornecendo relatórios sobre as emissões contabilizadas para o sistema de produção da fazenda. Esse inventário será utilizado na contabilidade das emissões dos produtos ao longo da cadeia de processamento. Entre as diretrizes para a obtenção do selo, estão a adoção de boas práticas, como o sistema de plantio direto, coinoculação da soja, manejo da adubação e correção do solo, que são requisitos obrigatórios.

Além disso, práticas complementares, como o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, zoneamento de riscos climáticos e a integração lavoura-pecuária-florestas, também devem ser adotadas pelo candidato ao selo. Dessa forma, é estratégico que um programa de desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis à base de soja seja originado em fazendas que já contabilizam suas emissões e adotam práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa. Isso garante a redução das emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e assegura que a soja venha de fazendas que produzem de maneira sustentável, com as emissões relativas à mudança de uso da terra devidamente compensadas.



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Diesel ‘fora de campo’ em São Paulo?; Embrapa Soja comenta sobre a transição para combustíveis renováveis



O estado de São Paulo busca dar um novo passo rumo à sustentabilidade, com o intuito de se tornar o primeiro do Brasil a substituir completamente o uso de diesel por combustíveis renováveis, com foco no agronegócio. O anúncio foi feito pelo governador Tarcísio de Freitas, que destacou que o etanol, o biometano e o hidrogênio verde serão as principais fontes dessa transição energética.

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A proposta de descarbonizar a agropecuária paulista é ambiciosa e essencial diante dos desafios climáticos e da necessidade urgente de tornar a produção agrícola mais sustentável. Para discutir os impactos dessa mudança, o Soja Brasil conversou com Roberta Carnevalli, pesquisadora da Embrapa Soja.

Ela explicou que o uso de biocombustíveis em tratores, colheitadeiras e no transporte agrícola já é uma realidade no Brasil. Desde 2008, existe uma mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, que começou com 2% e hoje está em 13%, com previsão de aumento nos próximos anos. ”O uso de biodiesel puro ainda é limitado por questões técnicas em máquinas mais antigas, mas o setor tem evoluído rapidamente”, observa Carnevalli. Segundo ela, os modelos mais modernos já operam com 100% de biodiesel (B100), embora a adaptação continue sendo um desafio para os equipamentos mais antigos.

Emissões de diesel e seus impactos

O ponto central da transição energética, segundo a pesquisadora, está no conceito de emissões circulares. Diferentemente do diesel fóssil, que libera carbono armazenado por milhões de anos no subsolo, os biocombustíveis provêm de plantas que absorvem CO₂ durante o crescimento. Quando queimadas, essas plantas liberam o mesmo gás, mantendo o equilíbrio do ciclo do carbono. ”Com os biocombustíveis, nós fechamos o ciclo do carbono. É diferente de queimar combustível fóssil, que só adiciona mais CO₂ à atmosfera”, afirma.

Além de reduzir a pegada de carbono, os biocombustíveis representam uma alternativa viável para manter a produtividade no campo. No entanto, o custo ainda é uma barreira. Apesar de ter caído nos últimos anos, o biodiesel continua mais caro do que o diesel fóssil. ”Não se trata apenas de economia, mas de sobrevivência no planeta”, alerta Carnevalli. Ela destaca que as mudanças climáticas já impactam a produção global de alimentos, com perdas que podem chegar a 20% ao ano.

O que isso muda para a economia?

Do ponto de vista econômico, a substituição do diesel por fontes renováveis pode gerar benefícios, especialmente com políticas públicas que incentivem essa transformação. São Paulo conta com uma cadeia produtiva consolidada de etanol a partir da cana-de-açúcar e possui potencial para expandir a produção de soja em áreas de pecuária extensiva atualmente subutilizadas. A adoção de práticas agrícolas sustentáveis e o uso eficiente da terra podem reduzir custos e aumentar a competitividade dos produtos paulistas.

Caso a produção local de soja não seja suficiente para atender à demanda energética, existe a possibilidade de integração com estados vizinhos como Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás, que são grandes produtores do grão.

Pilar ambiental na substituição do diesel

No aspecto ambiental, a substituição do diesel por biocombustíveis oferece benefícios relevantes. A recomendação é que a expansão ocorra apenas sobre áreas já abertas, sem afetar florestas nativas, e que os cultivos sigam boas práticas agrícolas. Entre elas estão o plantio direto, a rotação de culturas com gramíneas, o uso de plantas de cobertura e técnicas de manejo sustentável que contribuem para a redução das emissões de gases do efeito estufa.

Um dos pontos que geram debate é a destinação de parte da produção de soja para fins energéticos, o que levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre segurança alimentar e demanda energética. Para Carnevalli, essa preocupação pode ser superada com planejamento adequado e uso racional da terra. “Não há conflito entre alimento e energia se fizermos uso inteligente da terra”, defende.

Além disso, o processamento da soja para extração de óleo, utilizado na produção de biodiesel, gera como subproduto o farelo, amplamente usado na alimentação animal. Esse fator pode inclusive contribuir para a redução dos custos na cadeia da carne.

Programa Soja Baixo Carbono (SBC)

A Embrapa Soja faz parte do Programa Soja Baixo Carbono, em parceria com sete empresas apoiadoras, incluindo a UPL, com o objetivo de desenvolver um protocolo de certificação para a soja produzida em sistemas que adotem práticas agrícolas com baixa emissão de gases de efeito estufa e estimulem o sequestro de carbono. A certificação estará disponível no mercado a partir de 2026, fornecendo relatórios sobre as emissões contabilizadas para o sistema de produção da fazenda. Esse inventário será utilizado na contabilidade das emissões dos produtos ao longo da cadeia de processamento. Entre as diretrizes para a obtenção do selo, estão a adoção de boas práticas, como o sistema de plantio direto, coinoculação da soja, manejo da adubação e correção do solo, que são requisitos obrigatórios.

Além disso, práticas complementares, como o manejo integrado de pragas, doenças e plantas daninhas, zoneamento de riscos climáticos e a integração lavoura-pecuária-florestas, também devem ser adotadas pelo candidato ao selo. Dessa forma, é estratégico que um programa de desenvolvimento da cadeia de produção de biocombustíveis à base de soja seja originado em fazendas que já contabilizam suas emissões e adotam práticas de baixa emissão de gases de efeito estufa. Isso garante a redução das emissões associadas ao uso de combustíveis fósseis e assegura que a soja venha de fazendas que produzem de maneira sustentável, com as emissões relativas à mudança de uso da terra devidamente compensadas.



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Santa Catarina emite ‘Alerta Máximo’ após confirmação de gripe aviária no Rio Grande do Sul



O foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, fez a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) de Santa Catarina e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) emitirem um Alerta Máximo para que a avicultura comercial reforce as medidas de biosseguridade.

Uma Nota Técnica com medidas sanitárias visando garantir a proteção do estado e dar segurança aos países importadores foi publicada. Além disso, o estado intensifica as ações de defesa sanitária animal, entre elas estão a análise da movimentação e produtos de origem animal vindos da região do foco; o direcionamento da atividade de vigilância ativa em propriedades que receberam animais daquela região nos últimos 30 dias; e orientação aos Postos de Fiscalização Agropecuária (PFFs) da divisa sul para intensificar a inspeção documental e física de todas as cargas de aves e ovos férteis provenientes do Rio Grande do Sul.

Os médicos-veterinários da Cidasc foram orientados a manter a avaliação criteriosa nos atendimentos de casos suspeitos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) e de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) .

Durante as vigilâncias e certificações de rotina, haverá um trabalho de as orientação sobre a importância da biosseguridade na prevenção das doenças das aves.

“Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, e isso se deve à implementação das normas de biosseguridade na avicultura e pelo trabalho da defesa sanitária, por meio da Cidasc. Seguindo as orientações do governador Jorginho Mello, estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.

Segundo o governo catarinense, a depender da evolução do cenário epidemiológico, novas medidas poderão ser adotadas pela Cidasc para proteger a avicultura catarinense.

“Cabe à Cidasc, a todo o setor produtivo e à sociedade vigiar. Importante também avisar a Cidasc em caso de suspeita de doença nas aves ou de alta mortalidade, além de cuidar muito da biosseguridade de sua produção. Cuidados com a água, com a ração, com telas, calçados e roupas, não ter visitas para entrar no aviário. Fechar as aves de subsistência em um local telado, pois sabemos que o vírus está circulando e temos que manter as aves silvestres afastadas desses ambientes. Importante saber que a carne de aves e ovos não transmitem a doença ao ser humano, podem e devem ser consumidos normalmente”, pontua a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

A SAR reforça que aves mortas ou com sinais clínicos da doença não devem ser manipuladas.



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AgroNewsPolítica & Agro

La Niña pode voltar no fim de 2025?



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca



A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca
A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca – Foto: NOAA

Um relatório divulgado pelo Centro de Previsão do Clima dos Estados Unidos (CPC/NCEP/NWS) aponta que há 41% de chance de o fenômeno climático La Niña retornar entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Segundo o Agrofy News (13/05/2025), embora o Pacífico Equatorial apresente atualmente condições neutras, os modelos climáticos começam a indicar um possível resfriamento para a primavera, o que pode trazer impactos significativos para a América do Sul, especialmente para a Argentina.

La Niña é a fase fria do fenômeno El Niño-Oscilação Sul (ENOS) e se caracteriza pelo resfriamento das águas do Pacífico tropical. Suas consequências incluem alterações nos padrões de chuva e temperatura, podendo causar secas severas em algumas regiões, excesso de chuvas em outras e mudanças nas médias sazonais. O meteorologista Ignacio Amorín explica que ainda não há confirmação do fenômeno, mas os primeiros sinais nos modelos climáticos justificam atenção redobrada nos próximos meses.

A lembrança do último episódio de La Niña, entre 2020 e 2022, ainda está fresca. Na ocasião, o fenômeno durou três anos e causou uma das secas mais severas das últimas décadas, afetando gravemente a produção agropecuária. A Fundar relatou prejuízos milionários no setor exportador argentino, enquanto a Bolsa de Comércio de Rosário estimou uma queda de 54% na produção de soja na safra 2022/23, que mal atingiu 20 milhões de toneladas — o pior desempenho desde 1999.

Para o inverno e parte da primavera de 2025, a NOAA prevê manutenção das condições neutras. No entanto, a chance de retorno de La Niña aumenta consideravelmente a partir de novembro, enquanto a possibilidade de um novo El Niño é inferior a 15%. Diante disso, produtores e analistas já começam a ajustar estratégias, conscientes de que, em uma economia tão vulnerável ao clima, cada anomalia representa riscos não apenas ambientais, mas também econômicos e sociais.

 





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Desmatamento recua em cinco dos seis biomas brasileiros em 2024



O Brasil conseguiu reduzir o desmatamento em cinco dos seis biomas em 2024: Pantanal, Pampa, Cerrado, Amazônia e Caatinga. A exceção foi a Mata Atlântica, que se manteve praticamente estável em relação a 2023, mesmo com os impactos dos eventos climáticos extremos ocorridos no Rio Grande do Sul.

As informações estão no Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), divulgado nesta quinta-feira (15), pela iniciativa MapBiomas Alerta.

A área total desmatada no país no ano passado caiu 32,4% em relação a 2023, enquanto o número de alertas validados recuou 26,9%. Ao todo, foram desmatados 1.242.079 hectares, com 60.983 alertas registrados em todo o território nacional em 2024.

Mata Atlântica

Um levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica apontou redução do desmatamento em áreas de “mata madura” no estado de São Paulo. No entanto, o MapBiomas considera a totalidade do bioma, o que resultou em uma avaliação de estabilidade. No geral, a Mata Atlântica registrou um leve aumento de 2% na área desmatada.

Cerrado

Pelo segundo ano consecutivo, o Cerrado foi o bioma com a maior área desmatada: 652.197 hectares, o equivalente a 52,5% de toda a área desmatada no Brasil. Apesar disso, o dado representa uma queda de 40% em relação a 2023.

O Maranhão lidera o ranking de desmatamento no Cerrado pelo segundo ano seguido, com 218.298 hectares suprimidos, mesmo com redução de 34,3% em relação ao ano anterior. Junto com o Pará, o estado responde por mais de 65% do desmatamento registrado no país.

Os quatro municípios com os maiores aumentos proporcionais de desmatamento estão no Piauí: Canto do Buriti, Jerumenha, Currais e Sebastião Leal.
Amazônia

A Amazônia ficou em segundo lugar, com 30,4% da área desmatada (377.708 hectares). Este foi o menor índice registrado nos seis anos da série histórica do RAD, iniciada em 2019.

Juntos, Amazônia e Cerrado responderam por quase 89% de toda a área desmatada no Brasil em 2024. Pelo segundo ano consecutivo, as formações savânicas foram o tipo de vegetação mais atingido (52,4%), seguidas pelas formações florestais (43,7%).

Outros biomas

  • Caatinga: 174.511 hectares desmatados (14%)
  • Pantanal: 23.295 hectares (1,9%)
  • Mata Atlântica: 13.472 hectares (1,1%)
  • Pampa: 896 hectares (0,1%)

Apesar do baixo percentual, especialistas alertam que os sistemas de detecção automática por satélite ainda enfrentam limitações nos ambientes campestres, o que pode gerar omissões nos biomas Pampa e Pantanal.
Impacto climático no RS

Eventos climáticos extremos no Rio Grande do Sul, entre abril e maio de 2024, causaram aumento de 70% na perda de vegetação nativa no estado. No caso da Mata Atlântica, estima-se que, sem esses eventos, o bioma teria registrado uma redução de pelo menos 20% na área desmatada.

Monitoramento avançado

O MapBiomas permite cruzar áreas de alerta com limites geográficos (biomas, estados, municípios e bacias hidrográficas), recortes fundiários (como Cadastro Ambiental Rural, Unidades de Conservação e Terras Indígenas) e dados administrativos (como autorizações, autuações e embargos). O resultado é um mapeamento detalhado de cada ocorrência de desmatamento registrada no país.



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Marfrig e BRF anunciam fusão



A Marfrig e a BRF comunicaram nesta quinta-feira (15) a assinatura de um protocolo que prevê a incorporação da totalidade das ações da BRF pela Marfrig, em uma operação que deve criar uma das maiores companhias globais do setor de alimentos, com forte atuação em proteínas animais. A Marfrig já era dona de 50,49% do capital total da BRF.

Gigante no mercado de carne

A nova empresa terá uma receita combinada anual de R$ 152 bilhões, valor de mercado de mais de R$ 50 bilhões e presença em 120 países em quatro continentes. São cerca de 130 mil empregados, em operações na América do Sul, Estados Unidos, Oriente Médio e China.

Com a transação, a BRF passará a ser uma subsidiária integral da Marfrig, que continuará listada no Novo Mercado da B3. Como parte da reestruturação, a Marfrig também propôs mudar a sua razão social para MBRF Global Foods Company S/A, nome que reflete a integração entre as duas companhias.

A proposta, formalizada por meio do “Protocolo e Justificação de Incorporação das Ações de Emissão da BRF pela Marfrig Global Foods”, prevê que os acionistas da BRF (exceto a própria Marfrig) receberão 0,8521 ação ordinária da Marfrig para cada 1 ação da BRF. O valor da relação de troca foi negociado por comitês independentes, assessorados por instituições como o Citigroup, e levou em conta critérios múltiplos, incluindo valor justo e sinergias esperadas.

As assembleias-gerais extraordinárias das duas companhias, nas quais a proposta será votada, foram convocadas para 18 de junho. A aprovação da operação está condicionada à ausência de eventos adversos relevantes que possam afetar a capacidade produtiva das companhias, como guerras, desastres naturais ou crises sanitárias.

Após isso, as empresas informaram que pretendem concretizar o processo até o dia 28 de julho.

A operação visa criar uma plataforma multiproteína com presença relevante tanto no mercado doméstico quanto internacional. A expectativa é de ganhos expressivos de escala, eficiência e diversificação. Segundo os dados divulgados, as companhias estimam sinergias da ordem de R$ 485 milhões por ano com aumento de receitas e redução de custos, R$ 320 milhões por ano em despesas operacionais e R$ 3 bilhões em ganhos fiscais a valor presente líquido.

Além de otimizar estruturas administrativas e ampliar a capacidade de investimento, a operação também deve fortalecer a atuação das marcas em mercados como Brasil e países do Oriente Médio (Halal), ampliando canais de distribuição.

Os custos estimados da operação são de R$ 24 milhões, incluindo assessorias jurídicas, financeiras, auditorias e publicações. Não haverá emissão de ações correspondentes às ações da BRF mantidas em tesouraria, que serão canceladas antes da data de fechamento.



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Sementes Jotabasso é reconhecida com certificação ESG Sementes



Com raízes no sul do Brasil, a Sementes Jotabasso, que hoje atua em todo território nacional com sementes de soja, sorgo e trigo, recebeu a Certificação ESG da Syngenta — reconhecimento conquistado por apenas duas sementeiras no Brasil por práticas comprovadas nos pilares Ambiental, Social e de Governança.

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A Jotabasso foi a única sementeira do Cerrado brasileiro a receber a certificação. E, no Sul, foi uma das duas sementeiras reconhecidas. Mais que um reconhecimento, a certificação é reflexo do trabalho feito pela empresa ao longo de muitas décadas.

Nesses mais de 50 anos de atuação, consolidou-se como uma das maiores produtoras de sementes de soja de alto padrão do país, sustentada pelos seus valores e robusta governança corporativa, com estratégias sustentáveis e de inovação que caminham juntas em todo o seu processo de produção e comercialização de sementes.

Confirmando que a empresa tem trilhado um caminho sustentável, a Sementes Jotabasso teve também uma de suas unidades de produção de sementes, a Fazenda Verde, de Rondonópolis (MT), reconhecida pela 7ª edição do Prêmio Fazenda Sustentável como uma das três propriedades rurais de grande porte mais sustentáveis do Brasil.

Historicamente, a Jotabasso zelou pela conservação e meio ambiente mesmo antes de que isso se tornasse um dos principais assuntos em pauta. Conforme portaria nº 170-N de 30 de dezembro de 1997, foi constituída a Reserva Particular do Patrimônio Natural, a RPPN João Basso, com 3.624 hectares destinados exclusivamente à preservação e não integrantes de área de reserva legal, além de incentivo à pesquisa de sua riqueza arqueológica e cultural realizadas por mais de 30 anos junto ao Museu de História Natural da França e Universidade de São Paulo (USP).

A RPPN recebeu e ainda recebe pesquisadores de outras instituições de ensino nacionais e internacionais que realizam estudos científicos na área da unidade. Em 2019, com objetivo de dar ainda mais foco para as ações de sustentabilidade, a Sementes Jotabasso criou um setor de Sustentabilidade. O departamento surgiu com o propósito de criar uma cultura orientada para as práticas socioambientais com um conceito que vai além de atitudes para a preservação ambiental, envolvendo também iniciativas econômicas e sociais.

“Para nós, sustentabilidade é mais do que um valor — faz parte do nosso jeito de produzir. Ela está presente em todas as etapas do nosso trabalho, desde as práticas no campo até as decisões corporativas e em nosso relacionamento com as comunidades. Atuamos de forma integrada para usar os recursos naturais de forma responsável, incentivar iniciativas sociais e construir um futuro mais equilibrado e duradouro”, comentou Julia Freiberg, coordenadora do setor de sustentabilidade na Sementes Jotabasso.

A Sementes Jotabasso possui governança corporativa, tendo como pilares equidade, transparência, prestação de contas e responsabilidade corporativa, princípios que norteiam e possibilitam o crescimento de forma sustentável, aplicados pela Diretoria Executiva e Conselho de Administração, criando uma relação de confiança. Zelando também pela ética e credibilidade em seus negócios e sua equipe, a Jotabasso instituiu em 2009 um Código de Conduta firmado por sociedade, conselho de administração, funcionários e parceiros de negócio, resguardando a governança, auditoria externa (atualmente por uma das maiores empresas de auditoria) e canal de Ouvidoria de livre acesso para colaboradores, clientes, parceiros e partes interessadas. Acompanhando a evolução das práticas sustentáveis de agricultura, certificando que sustentabilidade e produtividade caminham juntas em seu processo, desempenha práticas como Plantio Direto, Manejo Integrado de Pragas (MIP), Rotação de Cultura, Recuperação de Pastagens e Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Atualmente, as inovações tecnológicas oferecem um novo arcabouço de ferramentas que permitem a racionalização de recursos e maior eficácia visando maiores produtividades, ou seja, produzir mais com menos. A empresa destaca algumas de suas iniciativas: telemetria e mapeamento de suas áreas para acompanhamento de desempenho de suas máquinas, redução no uso de combustíveis e diminuição de distâncias e rotas de operações de plantio e colheita para minimizar uso de recursos e emissões; mapeamento de solo e uso em taxa variável de fertilizantes, otimizando produtividade e quantidade necessária do insumo; monitoramento de pragas e invasores, identificando zonas de maior incidência e realizando aplicações localizadas, reduzindo o uso de produtos químicos e mantendo a sanidade de suas lavouras; utilização de insumos biológicos com fabricação interna em seu manejo sanitário das lavouras; monitoramento climático visando as melhores janelas para efetuar operações agrícolas sem incorrer em retrabalhos ou excesso de operações.

No aspecto social, a Jotabasso promove campanhas de conscientização ambiental junto às comunidades e regiões onde atua, realizando palestras e divulgando conteúdo informativo sobre melhores práticas ambientais, além de manter suas portas abertas a seus clientes e parceiros na troca de informações e experiências, visando a capacitação e otimização no uso de recursos na condução das lavouras de seus clientes.

Entre as certificações já obtidas, possui a Certificação Round Table on Responsible Soy – RTRS e Certified Responsible Soya – CRS, que confirmam uma produção de soja ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável. Segundo Lara Trouva, gerente de marketing e comunicação da Jotabasso, é evidente o crescente reconhecimento da marca entre produtores e parceiros, impulsionado por suas práticas sustentáveis, tanto no Brasil quanto no exterior.

A empresa também possui certificações como a Great Place to Work – GPTW e FEEx FIA Employee Experience, com alto nível de satisfação de clima organizacional e laboral, além de possuir o reconhecimento por anos consecutivos como a Melhor Sementeira pelo prêmio Melhores do Agro, da Revista Globo Rural.



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