terça-feira, março 31, 2026

Autor: Redação

AgroNewsPolítica & Agro

Safra de soja começa com dificuldades por falta de chuva



Expectativa é que as chuvas normalizem e o impacto seja minimizado



Foto: Showtec

A irregularidade das chuvas no mês de outubro comprometeu o início da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso. De acordo com o boletim informativo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), indicam que os volumes de precipitação oscilaram entre 75 e 95 milímetros em grande parte do estado. A distribuição desuniforme, combinada com temperaturas elevadas, gerou estresse hídrico em áreas cultivadas, especialmente nas fases iniciais da cultura.

Segundo o boletim, técnicos de campo do Imea reportaram falhas pontuais de estande em alguns talhões, situação que já levou à ressemeadura localizada. O instituto destaca que a continuidade do déficit hídrico poderá ampliar o número de áreas afetadas, o que comprometeria o calendário ideal de plantio e a produtividade das lavouras.

Para os próximos sete dias, a previsão do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA) indica acumulados entre 35 e 45 mm em boa parte do estado. Embora abaixo do ideal para normalizar a umidade do solo, essas chuvas podem aliviar temporariamente o estresse das plantas e frear a necessidade de replantio em áreas mais sensíveis.

O Imea também destaca que, para os médios e longos prazos, o modelo Ensemble Mean aponta uma tendência de normalização das chuvas. As previsões climáticas para novembro e dezembro indicam volumes próximos à média histórica, o que representa um sinal positivo para a recuperação das lavouras e o bom andamento do ciclo da soja.

Mesmo com esse cenário mais promissor, o instituto alerta para a importância de monitoramento constante das condições climáticas e do solo nas propriedades. A variabilidade climática segue como um dos principais desafios da produção agrícola em Mato Grosso, exigindo decisões técnicas ágeis por parte dos produtores.

A expectativa é de que, caso o volume de chuvas se normalize nas próximas semanas, o impacto sobre a produtividade da soja seja minimizado. No entanto, o cenário atual reforça a necessidade de estratégias de manejo que aumentem a resiliência das lavouras às oscilações climáticas, sobretudo em regiões com histórico de estresse hídrico.





Source link

News

Decisão do Copom sobre Taxa Selic e movimentações do Fed repercutem no mercado


No morning call de desta quinta-feira (6) , a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o ADP nos EUA mostrou criação moderada de vagas, enquanto serviços e manufatura surpreenderam positivamente, sustentando apostas de manutenção dos juros pelo Fed.

O Ibovespa superou 153 mil pontos pela primeira vez, com alta de 1,72% impulsionada por fluxo estrangeiro e blue chips. O dólar caiu 0,69% a R$ 5,36 e os juros futuros recuaram.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



Source link

News

PR retirará carne de ave cozida do regime de substituição tributária



O governo do Paraná retirou as carnes de aves cozidas do regime de Substituição Tributária (ST) do ICMS, informou a Agência Estadual de Notícias, em nota. O decreto nº 11.712/2025, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) na segunda-feira (3), entra em vigor em janeiro. A medida beneficia itens como as carnes de frango cozidas e desfiadas, que, embora representem uma fração da produção do estado, têm papel relevante por agregar valor à cadeia da avicultura, setor no qual o Paraná é líder nacional.

No modelo de Substituição Tributária, o ICMS é recolhido de forma antecipada pela indústria, antes da venda ao consumidor final. A retirada desse regime permitirá que o imposto seja pago apenas no momento da comercialização, reduzindo o custo de manutenção de estoques e equilibrando a concorrência com produtos de outros estados onde a ST já não se aplica.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná produziu mais de 558,6 milhões de unidades de aves no último trimestre, o equivalente a mais de um terço da produção nacional.

Essa é a segunda mudança tributária recente voltada à agroindústria paranaense: em março, o governo estadual já havia retirado as carnes temperadas do regime de Substituição Tributária, destacou a Agência Estadual de Notícias na nota.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo mantém estabilidade em São Paulo



Boi China valoriza em Rondônia e no Paraná



Foto: Divulgação

De acordo com a análise desta terça-feira (4) do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria, o mercado do boi gordo apresentou estabilidade em São Paulo. Segundo a consultoria, “poucas indústrias encontravam-se fora de compras e, as que estavam ativas, possuíam ofertas dentro das referências”, embora tenham sido registrados “alguns negócios esporádicos acima delas”. A oferta de animais permaneceu reduzida, com escalas curtas, mas as cotações de todas as categorias não sofreram variações. As escalas de abate estavam, em média, previstas para sete dias.

Em Rondônia, a oferta de bovinos foi considerada enxuta, mas ainda suficiente para atender à demanda, sustentada principalmente pela exportação, apesar do mercado interno mais fraco. A Scot Consultoria informou que “a cotação do boi gordo e do ‘boi China’ subiu R$ 5,00 por arroba, enquanto para as fêmeas a alta foi de R$ 8,00”. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a 11 dias.

No Noroeste do Paraná, a consultoria destacou que a escassez de oferta e as escalas curtas pressionaram as cotações de todas as categorias. “A arroba do boi gordo subiu R$ 3,00, a da vaca e a do ‘boi China’ R$ 5,00, e a da novilha R$ 2,00”, indicou o boletim. As escalas de abate permaneciam com média de sete dias.

No Oeste do Maranhão, o levantamento apontou que não houve alterações nos preços em relação ao dia anterior. As escalas de abate estavam, em média, programadas para oito dias.





Source link

News

Belém recebe líderes mundiais nesta quinta para a Cúpula do Clima



Belém recebe, nesta quinta (6) e sexta-feira (7), a Cúpula do Clima, no Parque da Cidade. O encontro internacional reunirá chefes de Estado e de governo, ministros e representantes de organizações multilaterais para discutir compromissos e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas.

Convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a reunião é considerada um marco no processo de mobilização global rumo à COP30, que será realizada entre 10 e 21 de novembro, também na capital paraense.

De acordo com o Itamaraty, a programação da Cúpula será dividida entre uma plenária central e sessões temáticas. Lula fará a abertura da plenária geral na manhã desta quinta-feira. Paralelamente, será realizado um almoço do Fundo de Florestas Tropicais (TFFF), iniciativa voltada ao financiamento da preservação ambiental em países com grandes áreas de floresta.
Ao longo dos dois dias, três temas estarão no centro dos debates:

  • Florestas e Oceanos (quinta-feira à tarde)
  • Transição Energética (sexta-feira pela manhã)
  • Acordo de Paris, NDCs e financiamento climático (sexta-feira à tarde)

Segundo o embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, o objetivo é “impulsionar o diálogo político em alto nível” antes das negociações oficiais da COP30.

A diretora do Departamento do Clima do MRE, embaixadora Liliam Chagas, afirma que a escolha de Belém reforça o papel da Amazônia no debate climático. “O mundo precisa reverter a tendência de aumento da temperatura. Temos instrumentos e mecanismos, agora é preciso elevação do compromisso político”, disse.



Source link

News

Manutenção da Selic em 15% ao ano sufoca economia, diz presidente da CNI



A manutenção da taxa de juros Selic em 15,0% ao ano “sufoca a economia e isola o Brasil no contexto internacional dos juros reais”, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para o presidente da entidade, Ricardo Alban, a continuidade da política monetária excessivamente contracionista é prejudicial ao país.

“A Selic tem freado a economia muito além do necessário, uma vez que a inflação está em clara trajetória de queda. A taxa de juros atual traz custos desnecessários, ameaçando o mercado de trabalho e, por consequência, o bem-estar da população. Além disso, o Brasil segue com a segunda maior taxa de juros real do mundo, penalizando duramente o setor produtivo”, critica Alban.

Em nota, a CNI cita pesquisa inédita que mostra que 80% das empresas industriais apontam a taxa de juros elevada como principal dificuldade para a tomada de crédito no curto prazo. No caso de acesso a financiamento de longo prazo, a Selic foi apontada como principal barreira por 71% dos empresários.



Source link

News

Brasil terá quinta-feira com chuva em várias regiões; veja a previsão do tempo



O tempo volta a ficar mais estável nesta quinta-feira (6), principalmente na região Sul do país. De acordo com a Climatempo, a chuva deve aparecer de forma isolada e fraca no litoral, por influência da umidade marítima. A tarde e a noite podem registrar pancadas rápidas no noroeste do Paraná. As temperaturas seguem mais amenas no leste da região.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

No fim da noite, porém, uma área de baixa pressão que se intensifica no Paraguai deve estimular a formação de nuvens carregadas, com chance de chuva entre o sul do Rio Grande do Sul e os Pampas gaúchos entre a noite e a madrugada.

Sudeste

Em São Paulo, o tempo fica mais estável em várias áreas, mas há previsão de chuva fraca a moderada no norte e no oeste do estado, com possibilidade de trovoadas. No litoral, a influência de uma frente fria aumenta a instabilidade.

No Rio de Janeiro e Espírito Santo, as pancadas continuam, variando de moderadas a fortes. Na metade norte de Minas Gerais, inclusive no nordeste e extremo norte mineiro, há risco de temporais.

Centro-Oeste

As condições do tempo melhoram em parte de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás, mas as pancadas de chuva ainda devem continuar. A instabilidade está associada tanto à baixa pressão no Paraguai quanto ao excesso de umidade na atmosfera.

  • Mato Grosso do Sul: chuva mais concentrada na metade oeste.
  • Goiás: pancadas predominam na metade norte.
  • Mato Grosso: chuva espalhada, variando de fraca a moderada, podendo ser forte em alguns pontos.

No Distrito Federal, o calor predomina e o dia deve ser abafado, com possibilidade de pancadas isoladas.

Nordeste

As instabilidades avançam pela metade oeste e pelo sul da Bahia, com risco de chuva forte e acumulados elevados. No sul do Piauí e no Maranhão, as áreas de chuva também se expandem. Já no litoral sul da Bahia e em Salvador, a expectativa é de chuva fraca e isolada.

Norte

As pancadas permanecem no Amazonas, mais concentradas na metade norte e oeste do estado. Acre e Rondônia seguem com chuva. Em Roraima, Pará e Tocantins, as pancadas ganham intensidade e podem ser mais fortes. Apenas no nordeste do Pará e no Amapá o tempo fica mais firme.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preço do milho sobe 1,91% em outubro



Exportações ao Irã e Egito elevam preço do milho



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (3), o preço médio do milho em Mato Grosso registrou alta de 1,91% em outubro de 2025, em comparação com o mês anterior, encerrando o período com média de R$ 67,27 por saca.

De acordo com o Imea, “a valorização registrada no último mês foi sustentada pelo mercado interno, onde a demanda aquecida tem mantido as cotações firmes”. O instituto destacou ainda que o aumento dos embarques brasileiros para Irã e Egito, principais consumidores do milho nacional, contribuiu para a elevação dos preços. Entre janeiro e setembro de 2025, as exportações para esses dois destinos somaram 9,10 milhões de toneladas, o que representa 39,04% do volume total escoado pelo país no ano.

Mesmo com a recuperação observada em outubro, o preço do milho na B3 permanece 3,79% abaixo do registrado no mesmo mês de 2024. Segundo o Imea, “ao longo de 2025, apenas em maio foi observada média mensal superior às atuais”.

Para os próximos meses, a expectativa é de que o mercado acompanhe o avanço da primeira safra 2025/26 e o comportamento do câmbio. A análise do instituto aponta que o cenário tende à estabilidade, mas ressalta que os preços podem sofrer ajustes conforme a relação entre oferta e demanda.





Source link

News

COP30 será o grande teste da agricultura global diante das mudanças climáticas


Um estudo da McKinsey, empresa americana de consultoria de gestão estratégica global, alerta que, até 2030, o risco de quebra nas grandes regiões agrícolas do planeta pode dobrar. E o Brasil, sede da COP30, estará no centro dessa história, como potência produtiva e guardião da segurança alimentar global.

O mundo já produz grãos suficientes para alimentar todos, mas a oferta está concentrada. Cerca de 60% do arroz, milho, trigo e soja vêm de apenas cinco países: China, Estados Unidos, Índia, Brasil e Argentina. Essa dependência faz com que uma seca, uma enchente ou uma onda de calor fora de hora em qualquer um deles provoque um efeito dominó nos preços e no abastecimento mundial.

A pesquisa mostra que a chance de uma falha simultânea nesses “celeiros do mundo”, que antes ocorria uma vez a cada cem anos, poderá acontecer a cada cinquenta, ou até menos. Quando isso ocorre, o resultado é previsível: os preços dos alimentos podem dobrar em questão de meses.

Entre esses grandes produtores, o Brasil ocupa posição estratégica. Só o Mato Grosso responde por quase 8% do milho e 30% da soja comercializada no planeta. Isso torna o país parte da solução, mas também parte do risco. Se o clima falha aqui, o mundo inteiro sente.

Por outro lado, nenhum outro país reúne tanto potencial para reagir. Com solo fértil, abundância de água e diversidade climática, o Brasil pode liderar uma nova fase: a da resiliência alimentar, em que produzir e preservar andam lado a lado.

A COP30 em Belém será o palco ideal para mostrar isso. Realizada no coração da Amazônia, a conferência é uma vitrine para o Brasil provar que é possível alimentar o planeta sem destruir o planeta. A descoberta do Sistema Aquífero Grande Amazônia (SAGA), a maior reserva de água doce do mundo, reforça essa responsabilidade.

Mas o desafio é transformar potencial em prática: investir em produtividade, irrigação inteligente, seguros rurais e crédito verde. A COP30 pode ser o momento em que o país assume essa liderança, e transforma a vulnerabilidade em vantagem competitiva.

O século XXI nos trouxe um paradoxo, nunca produzimos tanto alimento, mas nunca dependemos tanto do clima. O teste agora é de adaptação. E o Brasil tem todas as condições para liderar o mundo rumo a uma agricultura sustentável e segura.

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Custo de reposição aumenta com alta do bezerro



Valorização do bezerro reduz relação de troca com boi gordo em Mato Grosso



Foto: Canva

Segundo a análise semanal divulgada nesta segunda-feira (3) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a diferença no ritmo de valorização entre o bezerro e o boi gordo tem pressionado a relação de troca e elevado o custo de reposição no estado. O Instituto destacou que “a relação de troca entre o boi gordo e o bezerro de ano recuou para 1,88 cabeça por cabeça em outubro de 2025, ante 2,03 no mesmo período de 2024”, reflexo da maior valorização do bezerro frente ao boi gordo.

De acordo com o levantamento, o preço do bezerro passou de R$ 11,33 por quilo para R$ 13,24, um aumento de 16,85%, enquanto a arroba do boi gordo registrou avanço mais moderado, de 8,17%. Essa diferença, segundo o Imea, “elevou o custo de reposição e reduziu a relação de troca, indicando maior rentabilidade na cria e menor poder de compra para recriadores e invernistas”.

O Instituto acrescentou ainda que, no curto prazo, a menor oferta de bovinos de reposição deve sustentar a valorização do bezerro, enquanto os preços do boi gordo tendem a subir de forma mais contida devido ao “elevado volume de fêmeas terminadas”, o que deve manter a relação de troca em níveis baixos.





Source link