terça-feira, março 31, 2026

Autor: Redação

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Arroba do boi gordo sobe R$ 5 em apenas um dia em três estados



As demandas doméstica e internacional aquecidas e as escalas de abate mais curtas, principalmente nas indústrias de menor porte, têm impulsionado a alta da arroba do boi gordo no Brasil nas últimas semanas.

O Indicador do Boi Datagro, referência da B3 para a liquidação dos contratos futuros de pecuária no mercado brasileiro, mostra que o patamar médio de Mato Grosso do Sul já ultrapassa o da praça-base São Paulo.

Com isso, o mercado fechou a uma média de R$ 324,07 no ente federativo do Centro-Oeste e a R$ 322,71 em território paulista.

Além disso, outros três estados tiveram elevação de quase ou até superior a R$ 5 a arroba entre ontem (4) e esta quarta-feira (5). Veja:

  • Bahia: de R$ 305,46 para R$ 310,60
  • Goiás: de R$ 308,47 para R$ 313,08
  • Mato Grosso: de R$ 305,06 para R$ 310,12

Por outro lado, entre as praças analisadas pelo Indicador do Boi Datagro, apenas Rondônia teve retração no valor médio pago pela arroba, saindo de R$ 288,10 para R$ 287,97.



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Demanda por etanol pode crescer 2,4 vezes até 2040, aponta estudo



O Instituto MBC Brasil divulgou nesta semana um estudo inédito que traça um panorama sobre os desafios e oportunidades da mobilidade sustentável no país. O levantamento aponta avanços esperados nos programas de biocombustíveis e eletrificação, com destaque para o etanol, considerado um dos maiores diferenciais competitivos do Brasil na transição energética.

Segundo o estudo, a demanda por etanol pode crescer até 2,4 vezes até 2040, impulsionada tanto pelo aumento do consumo interno quanto pela abertura de novos mercados internacionais.

Durante o lançamento, o presidente do Instituto MBC Brasil, José Eduardo Luzzi, destacou a importância do estudo e a criação do próprio instituto, voltado à mobilidade de baixo carbono.

“Estamos lançando oficialmente o Instituto MBC Brasil, ao mesmo tempo em que apresentamos esse estudo inédito elaborado junto à LCA Consultoria. O trabalho mostra as iniciativas e desafios estruturantes para impulsionar a mobilidade de baixo carbono no Brasil até 2040”, afirmou.

O levantamento faz projeções sobre a demanda futura por bioenergéticos e identifica os principais gargalos estruturais que o país precisa superar para atender às metas de descarbonização da mobilidade. Entre os pontos abordados estão a necessidade de novas políticas públicas, ampliação da infraestrutura de produção e distribuição e estímulo à eletrificação veicular.

Luzzi destacou ainda que o momento é oportuno, às vésperas da COP30, que será realizada em Belém, no Pará.

“O Brasil vai se colocar como protagonista na transição energética justa, viável, acessível e inclusiva. O país tem uma vantagem comparativa importante que é a sua experiência, tradição e conhecimento na produção de biocombustíveis”, destacou.

Com foco em uma transição energética equilibrada, o estudo reforça o papel do Brasil como referência global na produção de energia limpa e na busca por soluções sustentáveis para o transporte do futuro.



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Por unanimidade, Senado aprova isentar IR para quem ganha até R$ 5 mil



O Plenário do Senado aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei 1087/2025 que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil mensais e aumenta a taxação de altas rendas.

Se o texto for sancionado até o final do ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a redução do IR passa a valer a partir de janeiro de 2026.

O governo calcula que cerca de 25 milhões de brasileiros vão pagar menos impostos, enquanto outros 200 mil contribuintes terão algum aumento na tributação. “É uma medida que dialoga com a vida real das pessoas”, disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês). O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%.

O projeto foi encaminhado pelo governo em março ao Congresso e foi aprovado em outubro pela Câmara. O relator da proposta foi o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que acatou apenas emendas dos senadores Eduardo Gomes (PL-TO) e Rogério Carvalho (PT-SE).



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AgroNewsPolítica & Agro

tradição milenar impulsionada pela IA


O arroz é uma das principais culturas do mundo. Segundo a FAO, a produção mundial atingiu 800 milhões de toneladas em 2023, com China e Índia liderando. O Brasil ocupa posição de destaque, sendo o nono maior produtor global e o principal fora da Ásia, com 10,67 milhões de toneladas em 2024, conforme dados do IBGE e Embrapa, quase 80% provenientes do Sul, especialmente de Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Embora cultivado há mais de 10 mil anos, o arroz chega à mesa hoje por meio de um processo cada vez mais tecnológico. Da lavoura ao empacotamento, sensores, máquinas inteligentes e sistemas de automação elevam a eficiência e a sustentabilidade da produção. A catarinense Selgron, sediada em Blumenau, é um exemplo desse avanço. Fundada em 1991, a empresa iniciou com selecionadoras ópticas voltadas à indústria arrozeira e hoje aplica inteligência artificial para análise precisa dos grãos, garantindo qualidade e padronização.

“O arroz foi o ponto de partida da nossa história e continua sendo um setor de grande importância dentro da empresa. Desde os primeiros equipamentos, evoluímos muito em termos de tecnologia, precisão e desempenho”, comenta Carlos Bieging, Diretor de Pesquisa da Selgron.

O portfólio da Selgron inclui empacotadoras, dosadores, detectores de metais, controladores de peso e sistemas de paletização robotizada, consolidando-a como referência em automação agroindustrial. Segundo o diretor de pesquisa Carlos Bieging, a automação reduz desperdícios, aumenta o rendimento e assegura rastreabilidade, elementos essenciais para um alimento que une tradição e tecnologia.

“O uso de automação na indústria arrozeira traz benefícios diretos, como redução de desperdícios, maior rendimento e rastreabilidade dos processos. E isso tem sido cada vez mais relevante diante da necessidade de produzir mais com menos recursos”, destaca.

 





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Taxa básica de juros é mantida em 15% pelo Banco Central


Um ambiente marcado por tensão geopolítica que exige cautela de países emergentes. É assim que o Banco Central sintetiza parte do atual panorama econômico nacional ao justificar a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 15% nesta quarta-feira, em reunição do Comitê de Política Monetária (Copom).

“O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais”, diz a instituição, em nota.

A autarquia federal ressalta que, em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo.

“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes apresentaram algum arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação”, destaca.

As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,5% e 4,2%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o segundo trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,3% no cenário de referência:

Tabela Banco CentralTabela Banco Central
Foto: Reprodução

De acordo com o Copom, os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se:

  1. Desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado;
  2. Maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e
  3. Conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.

Entre os riscos de baixa, ressaltam-se:

  1. Eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação;
  2. Desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e
  3. Redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

Tarifas comerciais e política fiscal

O Comitê informa que segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.

“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho”.

Para o Copom, manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a. é uma decisão compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.

“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.

O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.



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como diferenciar receitas e fluxo de caixa da fazenda para gerar lucro



A gestão financeira na pecuária exige que o produtor rural adote métodos que vão além da simples anotação de despesas. É fundamental saber exatamente como diferenciar receitas e fluxo de caixa da fazenda.

Em mais um episódio da série “A Conta do Boi”, no programa Giro do Boi, o zootecnista Gustavo Sartorello explica que o erro mais comum é a falta de clareza sobre o valor real que entrou de receita, o que impede o gestor de enxergar a verdade sobre a rentabilidade da atividade.

Na pecuária de corte, a maior parte das receitas advém dos próprios animais. Para transformar o dado bruto em informação estratégica, o especialista sugere que o produtor classifique as receitas de forma separada. É crucial identificar as fases do gado (machos e fêmeas) e o tipo de receita gerada: desmame, recria, reprodução e abate.

Confira:

Receitas: a verdade sobre o motor do seu negócio

A separação detalhada das receitas permite ao produtor entender a essência do negócio: se é a cria que sustenta a operação ou se é a venda das vacas de descarte que, de fato, coloca dinheiro no caixa.

A categorização correta deve seguir os seguintes critérios:

  • Receita operacional: a receita do gado deve ser separada por fêmeas e machos, abrangendo todas as etapas produtivas (desmame, recria, abate, etc.). Essa é a receita que define o lucro da atividade.
  • Outras receitas: receitas como venda de máquina, arrendamento de terra ou reembolso de seguro devem ser classificadas como não operacionais. Embora mexam no saldo bancário, elas não são o coração da atividade e não devem ser misturadas com o lucro da pecuária.

O pecuarista precisa saber responder: “Quanto do dinheiro que entrou no último ano realmente veio do gado?” Se a resposta não é clara, o gestor está enganado sobre o resultado da sua fazenda.

Fluxo de caixa: o filme financeiro que evita o prejuízo

O grande desafio da pecuária é que as receitas se concentram em épocas específicas do ano, gerando uma sazonalidade de caixa. Por isso, a gestão deve focar no fluxo de caixa real (o filme financeiro) e não apenas no saldo positivo de um único mês (a fotografia).

O cálculo do fluxo de caixa é simples, mas essencial para o planejamento:

  • Receitas – Despesas = Saldo do Mês
  • Saldo do Mês + Saldo da Conta Bancária = Fluxo de Caixa Real

A ausência de um fluxo de caixa claro leva produtores a “patinar no caixa”, vendendo bezerro antes da hora ou recorrendo a juros altos. No lado oposto, produtores com caixa sobrando perdem competitividade ao não aproveitar oportunidades de comprar insumos com desconto.

O fluxo de caixa é a ferramenta que permite planejar a compra de insumos, negociar a venda de gado e antecipar a necessidade de crédito antes que o caixa acabe.



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Uma região tem forte alta nas cotações de soja nesta quarta-feira; saiba qual



O mercado brasileiro de soja encerrou esta quarta-feira (5) com negócios pontuais e variações discretas nos preços. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo foi menor que o da véspera, mas os ganhos em Chicago abriram algumas oportunidades ao longo do dia.

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De modo geral, as cotações apresentaram comportamento misto, com destaque para Goiás, onde os preços se fortaleceram. A queda do dólar reduziu parte da sustentação vinda da CBOT, enquanto os prêmios seguem negativos na curva da safra nova. “Ainda assim, tivemos preços melhores para a nova temporada”, observou Silveira. No mercado disponível, a soja registrou pequenas oscilações entre as principais praças do país.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 135,00 pra R$ 136,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 136,00 pra R$ 137,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 125,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 pra R$ 126,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 124,00 pra R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 141,00 pra R$ 142,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 141,00 pra R$ 142,00

Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em alta, influenciados pelo avanço nas negociações entre Estados Unidos e China. Pequim confirmou a redução das tarifas sobre produtos agrícolas norte-americanos, o que deu suporte ao mercado, embora a soja americana ainda enfrente uma taxa de 13% nas importações.

Contratos futuros de soja

O contrato para janeiro de 2026 subiu 12,75 centavos (1,13%), a US$ 11,34¼ por bushel. Já a posição março avançou 14,25 centavos (1,26%), a US$ 11,42 por bushel. No farelo, o vencimento dezembro teve alta de US$ 7,40 (2,33%), a US$ 324,80 por tonelada. O óleo de soja para dezembro fechou a 49,69 centavos de dólar por libra-peso, com ganho de 0,16 centavo (0,32%).

Câmbio

O dólar comercial recuou 0,70%, negociado a R$ 5,3608 para venda e R$ 5,3967 para compra.



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Boi gordo em alta que não acaba mais: veja as cotações de hoje


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos, principalmente os de menor porte, ainda operam com escalas de abate encurtadas, o que sugere um comportamento mais agressivo na compra de gado nos próximos dias.

“A demanda segue aquecida, considerando o auge do consumo no mercado doméstico, somado ao forte ritmo de embarques. Como ponto de atenção, é necessário acompanhar com proximidade os movimentos da China, que ao longo do mês deve divulgar o resultado da investigação que analisa o impacto da importação de carne bovina na produção local, reinvindicação do setor produtivo chinês”, disse.

Cotações médias da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 325,17 — ontem: R$ 324,75
  • Goiás: R$ 315,89 — R$ 315,54
  • Minas Gerais: R$ 310,88 — R$ 310,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 331,36 — R$ 331,14
  • Mato Grosso: R$ 306,23 — R$ 305,88

Mercado atacadista

O mercado atacadista confirma a tendência e se depara com preços mais altos no decorrer da semana. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere a continuidade deste movimento, considerando o ápice do consumo no mercado doméstico.

“A entrada do décimo terceiro salário, as confraternizações de final de ano e a criação de postos temporários de emprego são elementos importantes a serem considerados.”

  • Quarto dianteiro: R$ 18,75 por quilo, alta de R$ 0,25
  • Ponta de agulha: R$ 17,75 por quilo, crescimento de R$ 0,25
  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,70%, sendo negociado a R$ 5,3608 para venda e a R$ 5,3967 para compra.

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Presidências da COP anunciam plano para mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático



As presidências da COP29, no Azerbaijão, e da COP30, no Brasil, anunciaram, nesta quarta-feira (5), um plano estratégico para mobilizar, até 2035, pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento. O acordo é assinado por Mukhtar Babayev e André Corrêa do Lago, que afirmam ser uma meta viável, mas dependente de novos mecanismos e do esforço conjunto da comunidade internacional.

Na COP29, países mais ricos prometeram US$ 300 bilhões anuais às nações em desenvolvimento, mas estimativas indicam que o volume ideal seria de ao menos US$ 1,3 trilhão por ano para atender à demanda mundial em adaptação, mitigação e perdas e danos.

O plano, batizado de Mapa do Caminho de Baku a Belém, define cinco frentes prioritárias:

  • Reabastecimento de subsídios, financiamento concessional e capital de baixo custo
  • Reequilíbrio fiscal e sustentabilidade da dívida
  • Redirecionamento de financiamento privado e redução do custo de capital
  • Reforço da capacidade de execução de portfólios climáticos em larga escala
  • Reformulação de estruturas para fluxos de capital mais justos

A proposta é garantir que países em desenvolvimento tenham mais acesso ao dinheiro necessário para acelerar projetos de adaptação, energia limpa, proteção da natureza, sistemas alimentares sustentáveis e ações relacionadas a perdas e danos.

Ontem (4), durante agenda no Pará, o presidente Lula voltou a defender que populações que vivem da economia da floresta recebam pagamento por atividades sustentáveis. Ele reforçou que a preservação da Amazônia só será possível com financiamento contínuo.

“Não adianta falar que ela é o coração do mundo e achar que isso basta. Aqui vivem quase 30 milhões de pessoas, muitas dependem da floresta para sobreviver. É preciso financiamento para que sejam motivadas a não derrubar árvores e possam garantir seu sustento com o trabalho que realizam”, afirmou.

Babayev destacou que os compromissos climáticos de 2030 e 2035 podem transformar promessas em desenvolvimento real, com empregos e prosperidade sustentável. Segundo Corrêa do Lago, o plano inaugura uma fase de mais transparência no financiamento climático, conectando a urgência científica a medidas econômicas viáveis.



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Plano Clima desconsidera ações sustentáveis do agro, diz Tirso Meirelles



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o governo federal seguem incorrendo em erro no Plano Clima há quatro dias do início da COP30, em Belém, no Pará. A declaração é do presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles.

Para ele, o documento joga a responsabilidade da redução nacional das emissões de gases de efeito estufa apenas no agronegócio, impelindo o setor a reduzir sua pegada ambiental em 54%, desconsiderando, assim, todas as benesses empenhadas pelo setor nas últimas décadas.

“[O Plano] não computa nenhum processo de reestruturação, praticamente a parte organizacional das propriedades rurais, da conservação do meio ambiente, como é o caso do plantio direto, do plantio de floresta, da agricultura e pecuária regenerativas, das nossas APPs [Áreas de Preservação Permamente], as nossas reservas legais”, enumera.

Meirelles também acredita que o governo federal coloca a culpa do desmatamento no agro porque não tem condições de analisar a prática em suas terras devolutas.

“A agricultura é sustentável. Nós mantemos 66% das matas em nosso país. E desses 66%, 30% são o produtor que preserva com as suas APPs e reservas legais. Se nós monetizássemos isso, daria um trilhão de dólares”, afirma.

Segundo ele, o setor está fazendo a sua parte com a conservação de áreas e a produção com sustentabilidade e o governo culpabilizar o produtor rural pelos impactos ambientais é inconcebível.



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